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Quarta-feira, Abril 8, 2026
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23 Reclusos fugiram da cadeia distrital de Nacala Porto

23 Reclusos evadiram-se da cadeia distrital de Nacala Porto

Pelo menos 23 reclusos evadiram-se, anteontem, da cadeia distrital de Nacala Porto, na província de Nampula, durante a hora de limpeza matinal e banho solar, confirmou ontem à Lusa a Direcção Nacional de Prisões.

De acordo com a fonte, o grupo encetou uma fuga da penitenciária, após dominar um agente prisional, mas já “estão em curso diligências visando a captura dos evadidos”.

A mesma fonte garante que “o director da cadeia provincial foi ordenado a deslocar-se ao local para esclarecimento da ocorrência e, a nível central, deslocou-se ontem (anteontem) ou desloca-se amanhã (hoje) o director nacional do sistema prisional para o processo de inquérito sobre o ocorrido”.

Vice Presidente da IMPD diz que sem doações, a igreja fica em apuros

“Sem doações, a igreja Mundial do poder de Deus fica em apuros”
O vice-presidente da Igreja mundial do Poder de Deus diz que a igreja que dirige não está envolvida em negócios da fé. O mesmo deu a conhecer que a principal fonte de sobrevivência daquela congregação que dirige são as doações feitas pelos crentes.

Este pronunciamento foi tornado público ontem, durante o Primeiro Jornal da STV, onde o vice-presidente, pastor Eli, desdramatizou às recentes palavras proferidas por alguns pastores, segundo as quais, a igreja exigia metas. “Eu não tenho metas. Que os pastores em causa expliquem de onde vem essa palavra”, disse o vice-presidente da igreja Mundial do poder de Deus.

O pastor Eli garantiu ainda que a principal fonte das receitas são as doações dos crentes. “quando ficamos sem doações, a igreja fica em apuros e vai locomovendo-se na medida do possível. A igreja sobrevive de ajuda de Deus”, salientou.

No que concerne ao salário em atraso dos pastores, o pastor Eli diz que a igreja já providenciou dinheiro, mas os visados nunca compareceram para recebê-lo.

Governo revoga fórmula de cálculo da taxa de cobertura de água

Governo revoga fórmula de cálculo da taxa de cobertura de água
As mudanças aprovadas vão implicar a construção e reabilitação de 3 900 a 4 300 fontes de água, adiantou Nkutumula.

O Governo moçambicano aprovou, na última terça-feira, uma fórmula de cálculo de taxa de cobertura de água, que introduz o princípio de uma fonte de água para 300 pessoas a cada 500 metros, para aumentar o acesso a este recurso.

De acordo com o porta-voz do órgão, Alberto Nkutumula, citada pela Lusa, a nova fórmula revoga a anterior, que preconizava a construção de uma fonte para 500 pessoas a cada 500 metros de distância, refere a Lusa.

Demora nos processos judiciais: “Nem juízes nem advogados são culpados ou inocentes”

Demora nos processos judiciais: “Nem juízes nem advogados são culpados ou inocentes”
O juíz desembargador, João Beirão, painelista do 1º Congresso da Ordem dos Advogados de Moçambique que ontem iniciou em Maputo, diz que no assunto da morosidade processual não se pode buscar culpados e nem se pode atribuir a culpa aos juízes. Na verdade, “não há inocentes nem culpados” na demora na tramitação processual.

João Beirão falava em reacção a várias intervenções anteriores que colocavam a responsabilidade da celeridade processual aos juízes, vendo-os como os que pouco se entregam na defesa dos direitos dos cidadãos.

Uma dessas intervenções é do bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Gilberto Correia que fez duras críticas aos juízes acusando-os de cultivar “desprezo” pela sociedade que servem. E ainda: o advogado acusa os juízes de falta de dinamismo.

“Já não faz qualquer sentido conservar religiosamente o ritualismo elitista que caracteriza as nossas sessões em tribunal, nem o desfile de vaidades que alguns membros do judiciário protogonizam na sua actuação (…) e o distanciamento que este poder cultivou,” disse Correia.

Para Correia, muitos cidadãos moçambicanos não têm a cultura de submeter litígios aos tribunais. Assim, como se explica que haja tamanha congestão de processos nos tribunais?

A mesma tese foi tomada pelo advogado Simão Cuamba para quem “os tribunais não funcionam”.

Tantos processos para poucos juízes

O desembargador João Beirão fez a questão de provar aos advogados que não há falta de vontade por parte dos juízes.

Na sua intervenção “Juízes culpados ou vítimas”,  Beirão socorreu-se dos números: actualmente, existem mais de 300 juízes no país, mas apenas 299 juízes é que estão em exercício.

Tendo isso em mente e tomando a premissa de que o país tem, actualmente, mais de 20 milhões de habitantes, confrontado com o número de processos que existem no país, conclui-se, dividindo o número de processos pelo número dos 299 juízes, que para cada juiz estão 100 mil processos.

Esse número significa que, por ano, cada juiz terá que julgar mais de 1020 processos. Isto, segundo Beirão, seria o mesmo que julgar três processos por dia, sem descansar até aos sábados, domingos e feriados.

A análise trazida por Beirão tentou justificar a ideia de que os juízes não são o rosto/causa da demora no movimento dos processos. É mera falta à verdade. Por outro lado, a lucidez entre juízes existentes no país não é a mesma já que 52 juízes existentes em Moçambique não são licenciados. Com isso, fica claro que a capacidade da tipificação do crime, a análise e o domínio das leis não são iguais.

Com esta “tese”, João Beirão entende que não se pode procurar culpados ou vítimas no caso da morosidade processual no país.

“Só se deve responsabilizar quem não cumpre com o seu papel. Todos os intervenientes, sejam o Governo, os advogados e juízes, devem cumprir com os seus papeis”, concluiu.

“JUstiça MOROSA É UMA JUSTIÇA DENEGADA”

O presidente da República, Armando Guebuza, a quem coube o mérito da abertura do congresso da ordem, defendeu que “uma justiça morosa é uma justiça denegada”, numa clara aferição de que enquanto houver demora na resolução dos conflitos entre os cidadãos, isto será igual a dizer que estes cidadãos não beneficiam da justiça, como seria o desejável. Armando Guebuza disse ainda que, nas presidências abertas que tem efectuado, as reclamações da população sugerem-lhe a ausência de justiça em certos locais, chamando, assim, mãos à obra aos juízes e advogados presentes no congresso da Ordem dos Advogados. Por fim, o Chefe do Estado pediu aos advogados e pesquisadores a debater a importância do direito consuetudinário (tradicional), já que, em Moçambique, a maior parte da população vive nas zonas rurais e os seus conflitos são resolvidos tendo em conta os usos e costumes locais. Diz Guebuza que o direito, por vezes, deve ter os pés assentes no chão, tendo em conta o tipo de população que o país tem.

Novo membro na Magistratura Judicial Administrativa

Novo membro na Magistratura Judicial Administrativa

O Presidente Armando Guebuza designou David Zefanias Sibambo para membro do Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa, indica um comunicado da Presidência ontem enviado à nossa Redacção, em Maputo.

Trata-se de um órgão que se ocupa de questões de administração de recursos humanos necessários e importantes para o desenvolvimento das actividades dos tribunais da jurisdição administrativa. Até à data da sua nomeação, David Sibambo exercia as funções de magistrado judicial.

Qatar Airways inicia voos para a capital

A transportadora aérea Qatar Airways inicia dia 31 de Outubro próximo a rota Doha-Maputo, com uma escala em Joanesburgo.
Qatar Airways inicia voos para a capital
A capital moçambicana passará a ser o vigésimo destino da empresa em África, informou a empresa em comunicado divulgado em Doha.

De acordo com o comunicado, citado pela agência noticiosa do Qatar, QNA, Moçambique é a quarta rota africana a ser inaugurada este ano pela companhia, que irá estabelecer a ligação com aviões Boeing 777.

A Qatar Airways dispõe de uma frota de 109 aviões que voam para 116 destinos na Europa, Médio Oriente, África, Ásia-Pacífico e Américas do Norte e do Sul.

Desde o início do ano e além de voos para Kigali, capital do Ruanda, a companhia começou a voar para Baku (Azerbaijão), Tbilisi (Geórgia), Zagreb (Croácia), Erbil e Bagdade, ambos no Iraque…

Cemitério de Michafutene está pronto

Cemitério de Michafutene está pronto
Já está pronto o novo Cemitério de Michafutene, há cerca de 16 quilómetros do centro da cidade de Maputo, para acolher a realização de funerais, a parti do dia 1 de Outubro próximo.

Tolerância de ponto para Nacala-Porto, Ilha de Moçambique e Mecubúri

Tolerância de ponto para Nacala-Porto, Ilha de Moçambique e Mecubúri

A Ministra do Trabalho, Helena Taipo concede tolerância de ponto para segunda-feira às cidades de Nacala-Porto e Ilha de Moçambique, bem assim ao distrito de Mecubúri, na província de Nampula, pela passagem de mais um aniversário da elevação às actuais categorias.

Nacala-Porto completa 41 anos após a sua elevação à categoria de cidade no dia 16 de Setembro, razão porque a interrupção das actividades será diferida para segunda-feira, dia 17. No próprio dia 17, a cidade da Ilha de Moçambique completará 194 anos de existência, enquanto o distrito de Mecubúri comemora 46. Segundo um comunicado do Ministério do Trabalho, a tolerância de ponto não abrange os trabalhadores cuja actividade não permite interrupção no interesse público.

Guebuza diz que Justiça morosa é justiça denegada

Guebuza diz que Justiça morosa é justiça denegada
O estadista moçambicano, Armando Guebuza, afirma que uma Justiça morosa é uma Justiça denegada, razão pela qual urge uma maior celeridade processual no país.

Guebuza falava hoje, em Maputo, durante a abertura do I Congresso da Justiça, um evento organizado pela Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM).

Na ocasião, instou todos intervenientes do sector da justiça para que continuem determinados em assegurar uma justiça de qualidade, célere e a altura de responder os anseios dos moçambicanos.

Por isso, Guebuza desafiou os profissionais da justiça, académicos e pesquisadores a realizarem mais investigação, documentação e divulgação das práticas consuetudinárias moçambicanas para um melhor conhecimento da realidade social nacional e enriquecimento do Código Penal.

“Esta questão é fundamental ainda quando assumimos que as decisões dos tribunais que não são tomadas em tempo útil dificultam e frustram a implementação da nossa Agenda Nacional de Luta contra a Pobreza. Em particular, não contribuem para a melhoria do ambiente de negócios, um aspecto fundamental na atracção de investimentos que geram postos de trabalho e renda em muitas famílias moçambicanas”, defendeu.

Guebuza reconheceu as dificuldades que o sistema de administração da justiça enfrenta, explicando que “muitas delas são derivadas da nossa condição de pobreza”.

“Devem encarar essas dificuldades como desafios para transformá-los em oportunidades que induzam à libertação da criatividade e do talento que habita em cada um de vós. Como já o provaram no passado, podem continuar a superar os desafios do presente. Por isso, cada Magistrado, cada Advogado, cada Técnico, cada Assistente Jurídico do Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica, cada Agente da Polícia de Investigação Criminal (PIC), cada Agente da Polícia da República de Moçambique e cada Formador, só para dar alguns exemplos, deve continuar a fazer a sua parte pela nossa justiça, com maior determinação e empenho”, acrescentou.

Por seu turno, o bastonário da OAM, Gilberto Correia, disse que a justiça moçambicana está em crise, criando a sensação nos milhares de moçambicanos que a verdadeira reforma do sector ainda está para ser feita.

“É indisfarçável que o nosso sistema de administração da justiça continua em crise. Uma crise que tem um pouco de tudo. É simultaneamente, uma crise de meios e de resultados, de celeridade e de qualidade, de previsibilidade e de qualidade. Volvidos 37 anos de independência nacional ainda temos uma justiça cara, de difícil acesso e extremamente morosa” defendeu.

Para Correia, não obstante algumas “evidentes melhorias” introduzidas no sistema, incluindo um esforço gigantesco, feito a todos os níveis para administrar uma justiça de proximidade e de qualidade, o país continua a ter um, judiciário ineficiente e incapaz de responder a contento à procura e às necessidades dos moçambicanos.

“Nos últimos oito anos foram realizadas muitas reformas no sector da administração da justiça, mais estão em curso e outras estão já projectadas para o futuro. Porém, a sensação com que se fica, em face da carestia de resultados almejados, é que tais reformas não resultam de uma visão holística e harmoniosa do sistema, levando a resultados que ficam quase sempre aquém do desejado”, explicou.

O bastonário acrescentou que “a percepção que temos é que neste sector são promovidas reformas pontuais descoordenadas, assentes em paliativos, retoques ou remendos. A máquina da administração da justiça parece clamar por uma reforma profunda, horizontal e global, feitas a partir da aprendizagem obtida com os erros do passado, da projecção das necessidades futuras e do conhecimento e experiências colectivas acumuladas”.

O Congresso de dois dias, que decorre sob o lema: “todos por uma justiça de qualidade, pronta e mais credível”, vai discutir a justiça nas vertes qualidade e celeridade.

Alguns delegados apontaram vários aspectos que concorrem para a má qualidade e falta de celeridade processual na justiça, entre os quais a falta de recursos financeiros e humanos, obstáculos criados por alguma legislação ou ausência da mesma, elevados custos de acesso à justiça e falta de vontade política para tomar decisões que beneficiem os cidadãos.

Participam no evento actores de vários sectores da sociedade, incluindo académicos, jornalistas, funcionários públicos, sociedade civil, empresários, estudantes, entre outros.

Protecção costeira em Maputo: Obras de reabilitação arrancam em outubro

Protecção costeira em Maputo: Obras de reabilitação arrancam em outubro

As obras de construção e reabilitação da protecção costeira na cidade de Maputo, orçadas em cerca de 21.5 milhões de dólares norte-americanos, arrancam em Outubro próximo, devendo terminar em Maio de 2014.

Com efeito, o Presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, e o representante do consórcio formado pelos empreiteiros Roawad Modem Engineering/MCA Moçambique, Couto Alves, S.A./M e Couto Alves Vias, assinamSexta-feira, um contrato para a execução das obras.

O objectivo do projecto é minimizar os efeitos da erosão costeira, melhorar o aspecto da zona costeira e garantir a segurança de infra-estruturas públicas, bem como melhorar as condições ambientais, para além da promoção do turismo.

As obras vão consistir na construção de oito esporões ao longo da costa, entre o Clube Naval e o Bairro dos Pescadores, numa extensão de 13.20 quilómetros, na edificação de cerca de 10 quilómetros de muro de protecção e na reposição de rachão para a protecção da base de muro existente, numa extensão de 3.20 quilómetros.

O projecto é financiado pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África (BADEA) e do Fundo Saudita para o Desenvolvimento, e conta ainda com fundos do Governo de Moçambique e do Município de Maputo.

Patrão amputa mão do empregado que cobrou salário atrasado

Patrão amputa mão do empregado que cobrou salário atrasado
Segundo a fonte, citada pela agência oficial “PTI”, o facto ocorreu no último sábado numa loja de bebidas clandestina do distrito de Garwha, no estado de Jharkhand, no norte do país.

A amputação foi feita depois de Aliar Razwar pedir ao seu chefe, Lal Mani, que lhe pagasse uma dívida de 10 mil rúpias (R$ 365), pendente há um ano.

Após a agressão, Mani abandonou à vítima numa linha férrea próxima, mas, logo depois alguns camponeses encontraram Razwar e o levaram a um hospital da região. A polícia está a investigar o crime e por enquanto prendeu apenas uma pessoa envolvida.

Jovem morre trucidado na linha férrea em Nampula

Jovem morre trucidado na linha férrea em Nampula

Um jovem cuja identidade não foi possível apurar morreu trucidado na noite desta Terça-feira (11) na linha férrea que atravessa os bairros de Namutequeliua e Namicopo, na província de Nampula.

O acidente ocorreu por voltas das 21 horas.

São escassas as informações sobre este acontecimento que paralisou o funcionamento do Parque de estacionamento de viaturas da “Padaria Nampula”.

Sabe-se, no entanto, que o finado era cobrador de um transporte semi-colectivo de passageiros, vulgo “Chapa 100”. Operava na rota Faina-Polígono.

Doentes sem acesso aos sanitários no Centro de Ndlhavela

 Doentes sem acesso aos sanitários no Centro de Ndlhavela
No Centro de Saúde de Ndlhavela, Município da Matola, utentes e pacientes ressentem-se das restrições de acesso às casas de banho que se têm verificado no período da noite. Como alternativa, estes recorrem às casas circunvizinhas.

Este é um problema que se vem registando desde o ano passado e foi despoletado pelos pacientes e utentes e também é do conhecimento da comunidade local, para cujas casas as pessoas que frequentam aquela unidade sanitária se dirigem para fazer as suas necessidades biológicas.

Tudo começa quando, no período da noite, os pacientes e utentes vão ao banco de socorros daquele centro de saúde, que funciona desde o ano 2009. Na verdade, aquela unidade hospitalar tem casas de banho internas e externas, que ficam abertas durante o dia.   Mas quando os outros subsectores do hospital encerram, os funcionários trancam as fora, deixando apenas as de dentro, cujo acesso é apenas para os que estejam ali internados.

Perante este cenário, os utentes que se dirigem àquela unidade sanitária no período da noite sentem-se obrigados a pedir para fazerem as suas necessidades biológicas nas casas mais próximas. Porque nem assim procedem, há quem se vê forçado a fazê-las ao relento.

João Matavele, residente no bairro T.3, disse ter passado por um triste episódio quando, à calada da noite, acompanhava a filha àquele centro de saúde. “Chegámos por volta das 22 horas. Depois de um tempo, tive necessidade de ir à casa de banho mas as enfermeiras disseram-me que os sanitários estavam fechados e que aquilo era normal àquela hora”.

Enfermeiros fazem ouvidos de mercador

Face àquela situação, nada mais restava a Matavele senão deixar a sua filha deitada no banco e bater à porta de uma das casas próximas. “Fizeram-me uma série de perguntas porque pensavam que eu fosse um malfeitor. Senti-me mal mas compreendo a atitide deles”.

“Expliquei-lhe o que se estava a passar e depois de muita insistência é que me cederam o sanitário. Mesmo reconhecendo o bom gesto daquela família, lamento as humilhações por que passei naquele dia”, acrescenta.

Se Matavele teve de pedir a uma família vizinha do hospital para fazer o uso da sua casa de banho, o mesmo não se pode dizer em relação aos que não têm essa coragem. Segundo as enfermeiras que estavam de serviço no dia em que a nossa equipa de reportagem se dirigiu ao Centro de Saúde de Ndlavela, e com as quais falámos, há doentes que optam por fazer as suas necessidades mesmo no quintal do hospital.

“As pessoas vêm para aqui para serem tratadas, e quando alguém defeca, por exemplo, à volta do local, o que é normal, então estamos a fazer um trabalho supérfluo pois as fezes são vectores de transmissão de muitas doenças”, dizem.

O que dizem os moradores?

Joaquina Bila reside no bairro Ndlhavela há dez anos e afirma que tem recebido em sua casa muitos doentes e pessoas que pedem para usar a sua casa de banho. Segundo aponta, estas “visitas” ocorrem sempre no período da noite, pois é nessa altura que as do centro de saúde se encontram trancadas.   “Para nós que estamos em frente do hospital, estes casos são comuns. Às vezes temos de acordar a altas horas da noite para atender a pessoas que pedem para fazerem o usos dos nossos sanitários. A situação é tão penosa que não dá para negar”, explica.

A nossa interlocutora disse que devido ao sofrimento a que estão submetidos os cidadãos que escalam aquela unidade sanitária durante a noite, um grupo de moradores já tentou falar com os responsáveis do hospital. “Disseram que nós não podíamos as regras de funcionamento da sua instituição, pois é algo que não nos diz respeito. Na verdade, o que nós pretendíamos era pô-los a par do sofrimento por que os utentes passam, embora estejamos certos de que eles sabem do que estamos a falar”.

“Nós vamos ajudá-los sempre que for necessário. É um pouco constrangedor acordar à alta noite, abrir a porta e atender um desconhecido. Não podemos ser negligentes como eles, embora haja alguns malfeitores que se aproveitam desta situação para ter acesso às nossas casas e roubarem-nos. Ficamos sem saber quem realmente necessita de ajuda”, afirmam.

Direcção recusa-se a falar

Contactada pelo @Verdade, a direcção do Centro de Saúde de Ndlhavela, na voz do seu director, Bachir Macuácua, disse que não estava autorizado a prestar quaisquer declarações à imprensa sem a autorização da Direcção Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social da Matola.

“Eu não posso falar sem antes consultar os meus superiores hierárquicos, neste caso a Direcção Distrital. Recebemos uma directiva do Ministério da Saúde segundo a qual  não podemos falar aos órgãos de informação sem consentimento dos superiores”, justificou-se.

Quando a nossa reportagem visitou aquela unidade sanitária foi lastimável ver pacientes estatelados no chão, pois os poucos assentos que ali existem estavam ocupados, para além das enormes filas intermináveis e o alegado mau e moroso atendimento de que muitos cidadãos moçambicanos se queixam nos hospitais do país.

Ainda o “caso Dulce”: Defesa tentou ludibriar o juiz

Ainda o “caso Dulce”: Defesa tentou ludibriar o juiz
A estratégia usada durante o julgamento do “caso Dulce Namutiopia” por parte do réu Abelardo Mavie, em inocentar o co-réu Daniel Ubisse, não passou de uma concertação da defesa para ludibriar o tribunal.

Metade dos seropositivos abandona tratamento no Centro de Saúde de Bagamoyo

Metade dos seropositivos abandona tratamento no Centro de Saúde de Bagamoyo
Educadores de pares do Centro de Saúde de Bagamoyo, cidade de Maputo, estão a levar a cabo a campanha de sensibilização nas famílias de modo a que os portadores do vírus de HIV/SIDA adiram e permaneçam no tratamento antiretroviral como deve ser. É que, de acordo com a representante de educadores de pares de Centro de Saúde de Bagamoyo, Isaltina Isabel, mais da metade de seropositivos abandonou o tratamento após saber do seu estado positivo e aberto o processo para levantamento dos comprimidos.

Mesmo assim, o centro de saúde em causa por dia chega a atender mais de 80 pacientes de seroprevalência de entre eles jovens e adultos na maioria em estado grave. “Temos pacientes aqui no centro de saúde que não aderem ao tratamento. Mas temos também um número considerado dos que assume a doença e aceita fazer tratamento”, disse.

Famílias não assumem doença

Isabel referiu que muita das vezes alguns pacientes são enganados pelos seus familiares, alegando não constituir verdade o resultado do diagnóstico e impedindo nesse sentido com que o paciente tome o medicamento de modo a reduzir a reacção do bicho “HIV”. “Abandonam o tratamento, e quando voltam já se encontra no estado grave”, disse.

Como consequência disto, o paciente acaba tendo recaída, e a partir desse momento se não tiver atendimento urgente acaba perdendo a vida e, segundo disse, para alguns começam a manifestar um conjunto de doenças oportunistas. “O centro de saúde marca data de controlo, mas o paciente não aparece. Nós temos irmãos, parentes que estão a perecer, por isso a sensibilização deve ser feita com seriedade para a adesão de tratamento”, explicou a fonte.

Isabel recomenda que a alimentação é um dos factores que deve ser observado na dieta dos que perecem do vírus portador de SIDA. Para o caso não devem alimentar-se de comidas com muito amendoim e óleo.

Pena de prisão para procurador de Govuro

Pena de prisão para procurador de Govuro

O Procurador-Chefe do distrito de Govuro, província de Inhambane, Mário Cândido Marione, foi ontem condenado, pelo Tribunal Judicial, a uma pena de prisão de um ano, suspensa, por um período de dois anos e a um mês de multa, na taxa diária de 30 meticais, por condução ilegal. 

Viatura da polícia faz “chapa” em Nampula

Viatura da polícia faz “chapa” em Nampula
Bons motivos para um negócio pouco comum. A população tem falta de transporte e os agentes da Polícia têm falta de dinheiro. Com o carro afectado à Polícia pelo Estado para as patrulhas faz-se um negócio pouco comum, mas que ajuda, senão mesmo a resolver ou minimizar, o problema tanto da Polícia como da população. A viatura de marca Mahindra, com a chapa de inscrição ABH 174-MC, pertencente à corporação, é utilizada pelos polícias para fazer “chapa”. As imagens que a nossa Reportagem tirou no terreno falam por si.

O carro da Polícia partia da cidade de Quelimane, onde se encontrava em missão de serviço em direcção à cidade de Nampula. Pela rua, foi encontrando pessoas na rua à espera de transporte. Então os agentes da Polícia decidiram dar uma ajudinha a quem estava horas a fio à espera de transporte, mas, claro, quem dá espera receber. Os passageiros também deviam dar uma ajudinha aos agentes parcos de recursos financeiros.

Soubemos que não é a primeira vez que este tipo de transporte acontece, nem tão pouco é o único carro da Polícia, aliás, do Estado, que faz “chapa” e o dinheiro vai para os bolsos dos funcionários. Estes apenas tiveram o “azar” de serem flagrados por um jornalista que decidiu partilhar a fraternidade da Polícia Moçambicana – esta que as más-línguas dizem ser brutal no tratamento aos cidadãos.

Como dizíamos, este não é um caso isolado. É comum nas horas de ponta notar viaturas, sobretudo machimbombos das mais diversas direcções provinciais de serviços do Estado, em transporte semi-colectivos…

Assistência médica não chega aos idosos

Assistência médica não chega aos idosos
Esta declaração foi feita ontem, em Maputo, à margem da terceira conferência Nacional sobre Terceira idade em Moçambique, um evento que pretende reflectir sobre o papel dos idosos na liderança e na resolução de conflitos nas comunidades e debater os mecanismos que contribuam para a protecção social da terceira idade no país.

Sob o lema “Por um Moçambique para todas as idades”, o evento juntou membros do Governo, idosos, crianças e delegados da conferência, para discutir os direitos e protecção social da pessoa idosa.

O presidente do Fórum dos idosos, Conde Fernandes, disse, na conferência, que se deve privilegiar a criação de bases para uma velhice activa e digna. A falta de assistência aos idosos e os abusos que este grupo sofre no dia -a-dia são questões que merecem ser destacadas na proposta de lei.

“No dia dois de Maio, iniciámos uma campanha de sensibilização sobre a proposta de lei da promoção e defesa dos direitos das pessoas idosas. O Fórum dos idosos encabeçou uma campanha porque verificámos que havia algumas lacunas na proposta de lei. O Ministério achou que seria bom que nós compartilhássemos de tal forma que essa lei defenda realmente os direitos das pessoas idosas”, disse.

O deficiente atendimento dos idosos na rede sanitária, principalmente no concernente ao tratamento de cataratas, é um dos aspectos que a sociedade civil levantou durante a conferência.

Garimpo continua a provocar mortes em Manica

Garimpo continua a provocar mortes em Manica
A actividade de mineração artesanal nos distritos da província de Manica, onde recursos minerais estão identificados, concorre para que muitos jovens dediquem as suas vidas a esta prática, como forma de assegurar o seu auto-sustento, fazendo disso a alternativa ao emprego.

Mas esta prática não é exercida com facilidade, requerendo bastante sacrifício, havendo dias em que nem o produto mais procurado, o minério, é encontrado. nesta procura desenfreada, muitas vezes, os garimpeiros ficam expostos a perigos sem qualquer seguro ou garantia de recuperação de danos decorrentes dos frequentes acidentes que acontecem quase todos os dias.

As autoridades de saúde de Manica já apelaram às instituições de direito, como a dos Recursos Minerais e Energia, Coordenação de Acção Ambiental, trabalho, educação, juventude e desportos a nível da província de Manica, a intervirem no sentido de incutir uma nova atitude na sociedade, tendo em conta os desafios do país.

Jorge Vicente, médico cirurgião afecto ao Hospital Provincial de Chimoio, muitas vezes solicitado para intervenções cirúrgicas de vítimas deste tipo de acidente, conta que tem sempre recebido garimpeiros feridos, mas se não houver uma chamada de atenção, estes casos sempre irão dar entrada nesta maior unidade sanitária de Manica.

“Nós temos recebido, com frequência, casos de acidentes de garimpos, dos quais, muitos sofrem nas colunas e acabam ficando paraplégicos, comprometendo o seu futuro. Isso porque perdem os movimentos dos membros inferiores, daí que chamamos atenção de quem de direito para monitorar esta prática”.

Cerca de 2 mil crianças estudam ao relento na EPC da Liberdade

Cerca de 2 mil crianças estudam ao relento na EPC da Liberdade
Uma comissão dos moradores do bairro da Liberdade e a direcção da Escola Primária completa (EPC) local estão num braço-de-ferro. Em causa está um projecto de construção de cinco salas de aula que poderá afectar parte do campo de jogos, localizado no recinto escolar, onde os moradores praticam o desporto ao fim-de-semana. A contenda arrasta-se há quase uma semana e está a comprometer o ritmo das obras. O director da Escola, Domingos Fumo, diz que o projecto visa reduzir o número de alunos que assistem a aulas debaixo de árvores e nas varandas da escola.

Actualmente, existem 1 980 crianças da 1a a 5a classe que frequentam o ano lectivo fora de quatro paredes, facto que poderá comprometer o desempenho pedagógico dos alunos, devido às condições em que se encontram. O impasse está a preocupar a direcção da escola, que vê a construção das salas uma oportunidade para reduzir as 33 turmas que estudam em condições precárias e expostas a vários factores climatéricos.

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