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Quarta-feira, Abril 8, 2026
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Matola reclama impostos das grandes empresas

Matola reclama impostos das grandes empresas

A Cidade da Matola, capital da província de Maputo é conhecida também como a capital industrial do País, por alojar as principais e maiores indústrias do país. Sucede porém que as empresas com indústrias na Matola e outras áreas da província de Maputo, têm as suas sedes na cidade de Maputo e por incumbência da lei, é aqui onde pagam o imposto, deixando a Matola parca. Esta não é uma discussão nova, o edil da Matola, Arão Nhancale já reclamou esta situação, dizendo que a “sua” cidade não capta nada das indústrias que aloja. Agora é a Directora da Área Fiscal da Matola, Amélia Magaia, que veio falar do mesmo assunto.
A directora da Área Fiscal da Matola disse durante este ano, 99 empresas sedeadas na província de Maputo foram notificadas para passarem a pagar imposto na Unidade dos Grandes Contribuintes, onde pagam impostos aquelas empresas que o seu volume de negócio considera-se elevado.

A direcção da área fiscal da Matola inclui os pontos de cobrança da Machava, Namaacha e Ponta de Ouro. Segundo Amélia Magaia, esta situação de pagar na Unidade dos Grandes Contribuintes, faz com que algumas receitas que deviam ser da província de Maputo, passem para cidade de Maputo.

“Por imperativo da lei, os impostos são entregues nas sedes sociais das empresas. As grandes firmas segundo o volume de venda, também passam a pagar na Unidade dos Grandes Contribuinte”, disse.
Citando alguns exemplos, disse que as empresas Coca-Cola, Petromoc e Cimentos de Moçambique, exploram na província de Maputo, mas as suas sedes sociais estão na cidade Maputo e é aqui onde pagam impostos.

“Este ano foram notificadas 99 empresas (para pagar na Unidade dos Grandes Contribuintes). Por facto de nove terem aceitado o convite, o dinheiro que deveria entrar nos cofres da província, passou para a cidade. Também temos outra situação que importa referir. Os postos de cobrança de Ponta de Ouro e Marracuene em termos de arrecadação de receitas pertencem a cidade de Maputo, mas fisicamente estão na província”, disse Amélia Magaia.

De acordo com Amélia Magaia, a província de Maputo tem mais receitas do que está a receber. “Nós não estamos a reclamar o dinheiro vivo. O dinheiro que vá à cidade de Maputo, mas o lançamento seja feito na província”, disse.

Maputo tem sete das 12 piores escolas de condução de Moçambique; uma delas é da polícia

Maputo tem sete das 12 piores escolas de condução de Moçambique; uma delas é da polícia
O Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATER) avaliou, desde 2011, as 113 escolas de condução existentes em Moçambique no que diz respeito ao número de condutores que por elas passaram e estiveram envolvidos em acidentes de viação, a organização administrativa, pedagógica e técnica. No ranking das 12 piores escolas sete estão na cidade de Maputo e uma das escolas pertence ao Ministério do Interior.

A escola de condução Índico, localizada em Maputo, é a pior de todas escolas estando inclusive com a sua actividade suspensa. Outras três escolas localizadas em Maputo, são consideradas as piores de Moçambique: Namuli, Viauto e Jecka. Seguem-se no ranking das piores escolas, quatro localizadas em Inhambane: Mina, Quissico, Modesta, Peula e Filhos.

Na nona posição do ranking das piores escolas está a do Ministério do Interior, localizada em Maputo.

As melhores escolas

A escola de condução avançada, localizada na capital moçambicana, é a melhor do país seguida pela escola de Internacional e a Auto Mubay, localizada em Nampula.

A escola de condução Atlântica, de Sofala, ocupa a 4ª posição seguida pela escola Machava Sede, na província de Maputo, e a escola Adilton, de Cabo Delgado. Na 7ª posição aparece a escola da Macia, em Gaza, seguida pela escola Rodauto, na Zambézia, Planalto, em Manica, e a escola Ndzeru, no Niassa, ocupa a décima posição.

Mulheres continuam encarceradas em condições degradantes no país

Mulheres continuam encarceradas em condições degradantes no país
As mulheres continuam a ser encarceradas em condições degradantes no país, segundo revela um relatório sobre direitos humanos publicado ontem em Maputo.

O estudo, chancelado pelo Centro de Estudos Nacionais e Internacionais (CEMO), avaliou a situação dos direitos humanos nas cadeias, com enfoque para as mulheres reclusas.

Em quase todas as cadeias femininas, as investigadoras constataram que ainda não há condições dignas para a reclusão das mulheres, maioritariamente  relacionadas com higiene, saúde e alimentação.

“As condições deixam muito a desejar. Em muitas prisões não há higiene e elas vivem em locais nauseabundos, sem falar que as condições de alimentação não são as adequadas”, disse Janete Assulai, apresentadora do estudo.

Porém, o relatório baseou-se numa lei ultrapassada e não traz dados concretos sobre a violação dos direitos humanos nas prisões, facto veementemente criticado pelos participantes e que deixou a direcção das prisões indignada.

Cistac denuncia magistrados capturados pelo poder político

Cistac denuncia magistrados capturados pelo poder político
O Professor de Direito, Gilles Cistac, um dos oradores do Primeiro Congresso da Justiça, analisou a questão da independência do sector judiciário e concluiu que o mesmo não era independente e que muitos magistrados, principalmente os dos tribunais superiores, estão capturados pelo poder político ligado ao partido do governo, a Frelimo.

Para Cistac, está claro que em Moçambique há uma interferência dentro do judiciário, a qual pode vir do partido político no poder ou mesmo do governo. “Já que há um sistema presidencialista que concentra muitos poderes nas mãos do Presidente da República”, disse Cistac, que considera ainda mais grave o facto do sector judicial depender financeiramente do governo.

“Quando digo que alguns juízes estão capturados, refiro-me a vários aspectos, por exemplo, o relatório da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas diz, claramente, que há uma relação directa entre a promoção na carreira de juiz e a sua filiação partidária. Segundo, há um juiz conselheiro que denunciou, há meses, algumas nomeações para os tribunais superiores feitas na base de critérios manifestamente políticos e, por último, há um estudo de 2005, elaborado pelo juiz conselheiro João Trindade e pela Doutora Ana Terezinha, que conclui que 32% dos juízes tinham filiação partidária”, defendeu Cistac, que se indaga sobre como é que esse juiz partidário tem em suas mãos processos que envolvem os seus chefes no partido?

Para Cistac, para haver mais justiça e melhor no país, é imperioso que os juízes se libertem do poder político. “Indiquei algumas formas de como libertar os juízes. primeiro,  há que se fazer uma reforma estrutural que passa, necessariamente, pela restrição de alguns poderes do Presidente da República, nomeadamente no que tange às nomeações de magistrados. É Preciso consagrar na Constituição da República uma independência financeira ao sector judicial e é preciso também proibir a filiação partidária dos juízes”, defendeu Cistac.

Independência é um processo

Ainda sobre esta temática de independência do sector judicial, o juiz-conselheiro do Conselho Constitucional, João Ngwenha, chamou atenção para a necessidade de não se avaliar a independência dos magistrados com base nos critérios de nomeação, mas, sim, sobre as decisões que estes têm tomado.

Para João Ngwenha, o facto de ser o Presidente da República ou o Parlamento a designar juízes conselheiros para diferentes magistraturas não pode, por si só, pôr em causa a independência dos magistrados.

“Posso afirmar que a independência do judiciário nunca é um dado adquirido, na verdade, é um processo de construção e de consolidação e, neste processo, poderemos ter momentos de maior ou menor progresso; podemos ter momentos de estagnação, portanto, não chegaremos a um estágio onde afirmamos que o judiciário é, absolutamente, independente. Em nenhum país do mundo isso acontece, nem nos EUA, nem no Brasil”, defendeu.

Município destrói casas em Nampula e desabriga 200 famílias

Município destrói casas em Nampula e desabriga 200 famílias
O conselho Municipal da Cidade de Nampula acaba de demolir cerca de duas centenas de casas para travar o acentuado processo de construções desordenadas.

Como consequência, deixou cerca 200 famílias residentes no bairro periférico de Murrapaniua, na cidade de Nampula, ao relento desde a última terça-feira. A edilidade diz que a ocupação de tais espaços era ilegal. Porém, os abrangidos lamentam a forma surpreendente com que foi feita a “operação” que culminou com a demolição das suas habitações.

Moçambique aperta importação de electrodomésticos que usam gás prejudicial

Moçambique aperta importação de electrodomésticos que usam gás prejudicial
O governo está a intensificar o controlo da importação e venda de equipamentos eléctricos usados a nível doméstico e industrial. A ideia é banir, gradualmente, o uso de geleiras, congeladores, ar condicionados e outros que funcionam na base de clorofluorcarbonetos (CFC´s), um tipo de gás considerado prejudicial à camada do ozono.

Leonardo Sulila, coordenador da Convenção para a Protecção da Camada de Ozono e do Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Destroem a Camada de Ozono, explicou a propósito que, no lugar dos CFC´s recomenda-se o uso dos hidrofluorcarbonetos, também conhecidos por R-134A.

Tudo porque a densidade de R-12 é duas vezes espessa que a R-134A. Por causa disso, quando usado nos motores dos equipamentos referidos, duplicam o esforço necessário para um bom funcionamento, o que, na maioria dos casos, provoca o aquecimento das máquinas e a libertação de gases nocivos à camada do ozono.

Neste contexto, seis máquinas acabam de ser adquiridas pelo Governo para actividades de inspecção na entrada e utilização daquele tipo de gás. Daqueles aparelhos, duas serão utilizadas pela inspecção das actividades económicas de modo a evitar a proliferação de geleiras, congeladores e ar condicionados que utilizam o gás banido por lei. As restantes serão entregues à Autoridade Tributária de Moçambique para uso pelas Alfândegas de Moçambique.

“Uma vez importadas, estamos, neste momento, a seguir alguns procedimentos burocráticos com vista a assegurar a sua montagem nos locais a partir dos quais são feitas as inspecções”, garantiu.

Com aquele número de máquinas, o país passa a contar com 21 aparelhos. As 15 existem há alguns anos no mercado e estão a cargo das Alfândegas de Moçambique.

No mesmo exercício de proteger a camada de ozono, o Governo está a preparar um curso de capacitação dos agentes policiais, técnicos do Instituto Nacional dos Transportes Terrestres e de outras entidades. Pretende-se habilitar aqueles profissionais para melhor lidarem com aqueles electrodomésticos.

“Gostaríamos de recomendar à sociedade no sentido de parar de comprar geleiras que usam o gás com referência R-12. Para enganar os consumidores, alguns fabricantes escrevem nos electrodomésticos mencionados expressões como ozono friendly ou free CFC´s. Há que ter cuidado com isso”, alertou.

Para já, algumas empresas já estão atentas ao problema e, sempre que compram aquele tipo de equipamento solicitam a verificação do tipo de gás que utilizam.

“Alguns países que produzem aquele tipo de electrodomésticos e gás têm estado, inclusive, a oferecer aos países menos avançados como forma de se livrarem dele, pois o seu banimento, em todo o mundo, está em curso”, destacou.

Hospital de Xai-Xai com grave crise de água

Hospital de Xai-Xai com grave crise de água
O hospital Provincial de Xai-Xai, está desde Julho último a atravessar uma grave crise de água para as múltiplas necessidades de funcionamento daquela unidade hospitalar, a maior da província de Gaza, na sequência da avaria do sistema de abastecimento do precioso líquido. 

FARE denuncia manipulação de juros por bancos de microcrédito

FARE denuncia manipulação de juros por bancos de microcrédito
Alguns bancos de microcrédito estão envolvidos em esquemas de empolamento ilícito das taxas de juro, nos empréstimos que concedem para o financiamento de actividades de produção de alimentos, geração de emprego e promoção do sector privado, sobretudo nas zonas rurais.

Segundo denúncia feita há dias em Maputo pelo presidente do Fundo de Apoio à Reabilitação Económica (FARE), Mohamed Rafik, os bancos de microcrédito recebem fundos de crédito da sua instituição a uma taxa de juro que oscila entre os 6 e 12 por cento, mas o dinheiro é vendido aos produtores das zonas rurais com juros que chegam a atingir os 60 por cento.

Rafik, que falava a jornalistas no quadro do sexto seminário de finanças rurais, disse que o esquema adoptado atinge o extremo de “agiotagem inaceitável”, sobretudo por violar de forma grosseira as recomendações do Banco de Moçambique sobre a matéria.

“As taxas de juro aplicadas por algumas instituições de microcrédito nas zonas rurais são absolutamente obscenas. O FARE disponibiliza o dinheiro a taxas definidas em conformidade com os indicadores do Banco Central. Quer dizer, nós colocamos o dinheiro a um preço competitivo, mas chegam aos utentes finais a taxas inaceitáveis!”, disse Mohamed Rafik.

Na sua qualidade de instituição do Estado, o FARE tem como vocação apoiar o processo de reactivação da economia do país através do financiamento de actividades produtivas e de prestação de serviços, criação de emprego e inovação, promoção e dinamização do sector privado.

“O FARE financia os provedores a uma taxa de juro competitiva, mas quando chega ao beneficiário quase triplica. Esta prática coloca um desafio para o Governo que deve encontrar, com as instituições de microcrédito, formas de se ultrapassar o constrangimento. É preciso haver diálogo entre o FARE e as instituições de microcrédito para que a taxa de juro possa, efectivamente, estimular a actividade produtiva no meio rural”, disse.

Discursando semana finda, no seminário, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, propôs uma reflexão nacional sobre as taxas de juro aplicadas pelas instituições financeiras, de modo a torná-las num incentivo às actividades de produção de alimentos e geração de emprego, sobretudo nas zonas rurais.

Segundo dados divulgados pelo Banco Central, apenas 22 em cada cem moçambicanos têm acesso a serviços e produtos financeiros no país, cenário causado, grosso modo, por limitações infra-estruturais, dispersão da população e pelos elevados custos dos serviços e produtos, nomeadamente as taxas de juro.

A cobertura bancária atinge actualmente 58 do total de 128 distritos do país, nos quais funcionam actualmente 117 balcões. O número de agências bancárias no país aumentou de 228 em 2006 para 470 em Agosto deste ano.

Mulheres palestinianas já podem pedir divórcio

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As mulheres palestinianas podem a partir desta semana pedir o divórcio se o casamento não for consumado ou se souberem que o cônjuge tem uma segunda mulher. A aprovação desta legislação representa uma mudança no panorama da mulher no país, uma vez que antes os homens poderiam pedir o divórcio quando quisesse, enquanto a mulher só o poderia fazer alegando maus tratos.

Neste caso a mulher que inicie o processo de divórcio terá de devolver todos os presentes e o dote recebidos. Ao abrigo desta lei, foi colocado uma emenda na lei que permitia ao marido ter mais do que uma esposa, obrigando neste caso o homem de informar a mulher sobre a sua intenção de se casar novamente.

Esta nova legislação ganhou um maior apoio após o assassinato de Nancy Zboun, em público durante o dia, em julho deste ano pelo seu marido, quando esta revelou que tencionava pedir o divórcio.
22:35 – 16-09-2012

Homens armados matam soldado egípcio no Sinai

Homens armados matam soldado egípcio no Sinai
Um soldado egípcio morreu, este domingo, durante um ataque num quartel-general no Sinai por militantes islâmicos. Cerca de 30 polícias enfrentaram com apoio de helicópteros os agressores que faziam uso de morteiros e disparos de artilharia. O homem terá morrido a caminho do hospital.

Este não foi o único incidente no Sinai, pois um grupo de islamitas atacou com foguetes um outro quartel-general das forças de segurança na região. Destes confrontos resultaram três polícias feridos.

Professores e alunos usam salas de aula para actos sexuais em Nampula

Professores e alunos usam salas de aula para actos sexuais em Nampula

Os professores e os alunos da Escola Secundária de Nampaco, localizada no bairro com o mesmo nome, na cidade de Nampula, usam cinco salas de aula, ainda em construção, para práticas sexuais no período nocturno.

As salas estão num lugar ainda sem iluminação. Naquela escola os professores são surpreendidos a manterem relações sexuais com as suas alunas, e os alunos com as suas colegas, acto que traduz uma autêntica promiscuidade. As alunas envolvidas no caso têm entre 16 a 18 anos de idade.

Segundo o @Verdade apurou junto das alunas que se metem com professores, alguma o fazem em troca de notas de frequência para poderem transitar de classe. Outras em troca de dinheiro para suportar caprichos pessoais. Conta-se que o caso não é recente, pois as aludidas salas de aula estão a ser erguidas desde o ano de 2010.

Na Escola Secundária de Nampaco há também registos de alunos e professores que se envolvem em brigas quando os interesses recaem sobre uma mesma aluna. Aliás, o ano passado certo professor agrediu a um aluno alegando que tinha caso com uma professora, por sinal é sua namorada e colega de serviço.

Recorde-se que a direcção da mesma escola acaba de expulsar quatro alunas depois de terem se envolvido em numa disputa de namorados.

O director da Escola Secundária de Nampaco Ângelo Vicente não confirma nem nega que o estabelecimento que dirige tenha espaço para sexo. Disse que primeiro precisa apurar os factos para poder se posicionar.

Entretanto, o nosso entrevistado afirmou que o aproveitamento pedagógico das alunas, sobretudo do curso nocturno, reduziu significativamente nos últimos tempos, mas isso não quer dizer que tenha relação com os relatos sobre os actos sexuais em curso na escola.

Bomba provoca 12 mortos junto à fronteira com o Afeganistão

Bomba provoca 12 mortos junto à fronteira com o Afeganistão
Pelo menos 12 pessoas morreram na sequência de uma explosão num ataque à bomba. Outras sete pessoas ficaram feridas no incidente junto à fronteira com o Afeganistão.

A explosão aconteceu na berma de uma estrada durante a passagem de uma carrinha, na região de Jandol, no noroeste do país, revelou fonte da policia local.

Os feridos foram transferidos para o hospital, encontrando-se alguns em estado critico. O atentado não foi ainda reivindicado por nenhum grupo.

Maputo investe 16,5 milhões para requalificar zona costeira

Maputo investe 16,5 milhões para requalificar zona costeira
A requalificação da zona costeira da cidade de Maputo, capital de Moçambique, vai iniciar-se no próximo mês de outubro e deve estar concluída em maio de 2014, estando orçada em 21,5 milhões de dólares (16,5 milhões de euros).

O contrato de empreitada foi já assinado entre o presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, e o consórcio Roawad Modem Engineering/MCA Moçambique/Couto Alves SA e Couto Alves Vias.

O projeto prevê a construção de oito esporões entre o Clube Naval e o Bairro dos Pescadores, numa extensão de 13 quilómetros; a edificação de 10 quilómetros de muro de proteção costeira; reposição de rachão no muro já existente.

O objetivo é minimizar os efeitos da erosão costeira, garantir a segurança, contribuir para melhoria das condições ambientais e promover a atividade turística.

O Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África e o Fundo Saudita para o Desenvolvimento associam-se ao Governo e ao município de Maputo no financiamento da obra.

Novo ataque à base do Príncipe Harry mata quatro soldados

Novo ataque à base do Príncipe Harry mata quatro soldados
Um grupo de talibãs voltou a atacar a base da NATO onde o Príncipe Harry de Inglaterra está a prestar serviço militar, no Afeganistão, matando quatro soldados.

Desde que o príncipe voltou ao serviço e foi recolocado no Afeganistão a sua base tem estado debaixo de fogo e tem sido um dos principais focos de ataque dos terroristas. Há apenas dois dias outros dois soldados já haviam perdido a vida, ao defender a base.

Harry nunca esteve me perigo, já que serve apenas como piloto e não tem estado envolvido nas patrulhas a pé, mas o que é certo é que a sua simples presença tem provocado inumaras incidências, tendo já seis soldados sido mortos na sua base, desde que chegou ao país, há pouco dias.

Recorde-se que Zabihullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, disse que estes «irão usar toda a força disponível para matar ou raptar o príncipe». «Já informamos os nossos comandantes em Helmand para fazer tudo o que puderem para o eliminar», acrescentou, no passado sábado.

Obama não tolera mais ataques a americanos

Obama não tolera mais ataques a americanos
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou este sábado, não haver tolerância para a violência que os protestos islâmicos têm levado para as ruas e afetado as embaixadas do país norte-americano no mundo árabe.

«Já deixei claro que os Estados Unidos têm um profundo respeito por pessoas de todas as religiões, no entanto, nunca há qualquer justificação para a violência. Não há desculpa para ataques contra as nossas embaixadas», afirmou Obama.

O Pentágono vai enviar fuzileiros navais para reforçar a segurança na embaixada dos Estados Unidos no Sudão, após ter reforçado semelhantes na Líbia e no Iémen.

Trabalho infantil recrudesce em Manica

Trabalho infantil recrudesce em Manica

Há cada vez mais crianças a se dedicarem ao comércio e a outras actividades pesadas, por iniciativa própria ou a mando de alguém, na Vila de Catandica, província de Manica. O fenómeno estende-se a alguns distritos daquele ponto do país.

A Rádio Catandica aponta ter rondado a Praça-Tohid Islam Comércio e Retalho, localizada na Estrada Nacional No. 7, no distrito de Báruè, onde se deparou com um número considerável de crianças, entre 7 e 15 anos de idade, trabalhando nas lojas locais.

Em conversa com alguns menores ficou a saber que para além arrumar caixas de diversos produtos, sem nenhum contracto, recebem valores muito baixos.

“Carregamos e arrumamos muitas caixas por dia e recebemos de 15 a 20 meticais por pessoa”, disseram as crianças àquela Rádio Comunitária.

Confrontado com a situação, o proprietário da Tohid Islam Comércio e Retalho disse que os menores se dirigem a ele por iniciativa própria. Pedem para fazer aquele tipo de trabalho como forma de sobrevivência.

Enquanto isso, alguns jovens desempregados, abordados pela mesma Rádio, alegam que os proprietários das lojas locais preferem recrutar crianças porque lhes pagam pouco dinheiro.

Empresa cria curso de prostituição na Espanha

Empresa cria curso de prostituição na Espanha
Uma empresa espanhola oferece um curso profissional de prostituição. Por 100 euros os interessados aprendem a história da mais antiga profissão do mundo, como usar brinquedos eróticos e as posições mais populares contidas no Kama Sutra.

A empresa está sendo processada pelo Governo Regional de Valência, por promover a prostituição. O empreendimento tem atraído muitas críticas no país, com muitos dizendo que essa é a maneira errada de tentar ganhar dinheiro. A empresa que criou o curso afirmou ao jornal Daily Mail, que não está infringindo nenhuma lei, e as pessoas que procuram o curso sabem o que estão fazendo.

O responsável pelo curso informou que após a conclusão do curso é oferecido uma vaga de emprego para se tornar professor da escola. 

Ordem dos Advogados defende "reforma profunda, horizontal e global" da Justiça

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O bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Gilberto Correia, defendeu uma “reforma profunda, horizontal e global” da administração da Justiça moçambicana, considerando-o “ineficiente e incapaz de responder à procura e às necessidades dos cidadãos”.

Gilberto Correia disse, no Primeiro Congresso para a Justiça, que ontem (sexta-feira) terminou em Maputo, ter a “percepção” de que no sector judiciário moçambicano “são promovidas reformas pontuais descoordenadas, assentes em paliativos, retoques ou remendos”.

A máquina da administração da Justiça precisa “de uma reforma profunda, horizontal e global, feita a partir da aprendizagem obtida com os erros do passado, da projecção das necessidades futuras e do conhecimento e experiências coletivas acumuladas”, disse o bastonário da Ordem dos Advogados moçambicanos.

Para Gilberto Correia, o sistema de Justiça de Moçambique está a passar “simultaneamente por uma crise de meios e de resultados, de celeridade e de qualidade, de previsibilidade e de credibilidade”.

“Volvidos 37 anos de independência nacional temos ainda uma Justiça cara, de difícil acesso e extremamente morosa”, pelo que “é de supor que o crescimento económico acelerado que vivemos, o aumento do número de cidadãos com acesso à educação formal e o aumento da população, sobretudo da população urbana, venham colocar-se desafios ainda mais exigentes e mais pesados a uma máquina que denota sinais evidentes de fadiga”, afirmou.

O congresso, que decorreu sob lema “A Qualidade e a Celeridade da Justiça”, discutiu o impacto das reformas do Código do Processo Civil, as perspectivas do novo Código Penal, o impacto da arbitragem na resolução de conflitos em Moçambique e a desjudicialização dos conflitos.

O papel dos tribunais comunitários, a independência do poder judiciário, bem como as implicações da formação académica e profissional dos advogados, o problema da corrupção no judiciário também foram outros temas debatidos no encontro.

Falando no acto de abertura, na quinta-feira, o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, reconheceu “as imensas e gigantescas dificuldades com que o sistema se debate na sua missão de fazer Justiça”, mas considerou que “muitas delas são derivadas da condição de pobreza” do país.

“Neste quadro, devem encarar essas dificuldades como desafios para transformá-los em oportunidades que induzam à libertação da criatividade e do talento que habita em cada um de vós”, exortou o chefe de Estado moçambicano.

Serviço Nacional do Sangue refém da Assembleia da República

Serviço Nacional do Sangue refém da Assembleia da República
A entrada em funcionamento do Serviço Nacional do Sangue (SENASA) não tem data marcada porque a Assembleia da República ainda não apreciou o projecto com vista à sua aprovação. Contudo, está em curso no Hospital Geral de Mavalane a montagem de equipamento para a sua operacionalização.

O SENASA foi aprovado em Dezembro de 2011 pelo Conselho de Ministros, através de uma proposta de lei, com o intuito de melhor gerir a colecta do sangue, cuja falta nos hospitais é considerada grave em Moçambique.

O supervisor dos laboratórios da cidade de Maputo, Ramílio Manhique, confirmou ao @Verdade que o projecto sobre o SENASA já está na posse da Assembleia da República para apreciação e aprovação, mas “enquanto isso não acontece, no terreno há trabalhos em curso, que consistem na aquisição e montagem de equipamentos laboratoriais”.

“O Serviço Nacional do Sangue pretende garantir a obtenção e disponibilização desse líquido vital em quantidade e qualidade adequadas às necessidades dos utentes. O que se pretende com esse serviço é a gestão eficiente dos stocks existentes, maior vigilância e informação fiável sobre as necessidades de cada hospital”, explicou Ramílio Manhique.

Segundo a nossa fonte, a equipa que monitora a instalação deste serviço está também a cuidar do processo de recrutamento de técnicos. “O laboratório foi construído no Hospital Geral de Mavalane. Tudo está a ser feito para que a descentralização seja uma realidade. Se a Assembleia da República aprovasse já o projecto estaríamos preparados para trabalhar, mas duvidamos que isso aconteça este ano”.

Expansão do Serviço de Sangue

Ramílio Manhique disse ainda que a descentralização dos bancos de sangue não se limita apenas à cidade de Maputo. Dependendo dos resultados e da experiência que advier do projecto-piloto instalado no Hospital Geral de Mavalane, a expansão pode originar, numa primeira fase, a instalação de bancos de sangue regionais no sul, centro e norte do país.

“Neste momento não se sabe ao certo qual é a capacidade real de armazenamento dos bancos de sangue dos diferentes pontos do país que funcionam de forma centralizada. No caso concreto de Maputo, o Serviço Nacional do Sangue permitirá que haja quantidades suficientes para abastecer todas as unidades sanitárias da capital moçambicana. Este projecto vai reduzir a sobrecarga a que estão sujeitas porque passarão apenas a fazer a testagem de sangue”.

O SENASA, de acordo com Manhique, vai ainda intensificar a colecta de sangue apostando nas campanhas de sensibilização nas escolas, igrejas, instituições públicas e privadas, feiras, entre outros locais. “Sabemos que todos os dias aumenta a escassez de dadores de sangue. Alguns alegam que isso se deve à fraca alimentação oferecida. Temos que inverter esta tendência”.

Bloqueio de viaturas viola o Código da Estrada

Bloqueio de viaturas viola o Código da Estrada

O bloqueio e o consequente reboque de viaturas indevidamente estacionadas nas diversas artérias da capital do país, impostos pela Postura de Trânsito do Município de Maputo, sugerem tratar-se de uma punição abusiva aos condutores quando relacionado com o previsto no Código da Estrada. Este dispositivo, embora verse sobre o estacionamento indevido, bloqueamento e remoção de viaturas, não prevê, em nenhum dos seus artigos, que o infractor tenha a obrigação de proceder imediatamente ao pagamento da respectiva multa para que a sua viatura não seja removida.

O Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-lei no. 1/2011, restringe, nos artigos 163 e 164, o reboque de veículos. Contrariamente ao que tem sido prática da Polícia Camarária, nem todas as viaturas mal estacionadas devem ser rebocadas.

Nos artigos 50, 52 e 53 do Código da Estrada aponta-se os lugares proibidos para estacionar e, consequentemente, as devidas sanções com multas que variam de 500 a 750 meticais. Porém, em nenhum momento é mencionada a necessidade de reboque do veículo nem a obrigação de o condutor pagar pela infracção no local.

A Postura de Trânsito do Município de Maputo estipula os mesmos 750 meticais a pagar no lugar por parte de quem cuja viatura tenha sido estacionada em locais proibidos”. Esta prática camarária não só limita e fere os direitos do cidadão, conforme constatam alguns juristas, como também dá azo a opiniões segundo as quais o município está interessado em amealhar dinheiro.

Esta maneira de agir, alegadamente em cumprimento da Postura Municipal de Trânsito, dá a impressão de que o automobilista multado não possui um endereço físico fixo, daí a necessidade de pagar a multa imediatamente. Parece premente que alguém de direito ponha freios no assunto.

Estacionamento indevido ou abusivo

No Código de Estrada, o artigo 163, alínea a, classifica como estacionamento indevido ou abusivo quando “o veículo fica durante 30 dias ininterruptos, em local da via pública ou em parque ou zona de estacionamento públicos isentos do pagamento de qualquer taxa”. Toma ainda como veículos mal estacionados os que se mantém no parque durante cinco dias sem pagarem taxas.

Noutras alíneas do referido dispositivo, o veículo encontra-se em estacionamento indevido/abusivo quando permanece imobilizado “por tempo superior a quarenta e oito horas; quando se trate de veículos que apresentem sinais exteriores evidentes de abandono ou de impossibilidade de se deslocarem com segurança pelos seus próprios meios”. A partir deste ponto, a edilidade devia, por exemplo, identificar e recolher as viaturas que são deixadas ou abandonadas em plena via pública durante dias.

Já o artigo 164, alínea b, permite que sejam removidas as viaturas “estacionadas ou imobilizadas na berma de auto-estrada ou via pública” e “estacionadas de modo a constituírem evidente perigo ou grave perturbação para o trânsito”. O bloqueio/reboque só pode ocorrer nestas situações se o proprietário da viatura não estiver presente no momento.

Entretanto, verificando-se o estacionamento incorrecto, ao invés dos actuais procedimentos, o município devia aplicar a multa ao condutor, a qual deve ser paga posteriormente, e não no local.

“Agimos de acordo com a Postura Municipal”, porta-voz da Polícia Municipal

O @Verdade contactou a edilidade, na pessoa da porta-voz da Polícia Municipal, Florência Novela, que disse que os agentes estão a cumprir o previsto na lei. A nossa entrevistada explicou que a obrigatoriedade de pagar de imediato as multas decorrentes do mau estacionamento está prevista no artigo 36, número 05, da Postura de Trânsito do Município de Maputo.

“O artigo 36 fala do estacionamento proibido e dos reboques. Por isso fico com frio quando alguém chama de ilegítimo o que fazemos. O número 05 do mesmo artigo prevê que na presença do infractor, para que o veículo não seja removido, deve pagar a respectiva multa no local, no valor de 750 meticais”, explicou.

Nas circunstâncias em que o infractor não se encontra no local, a Polícia Camarária bloqueia a viatura e fica nas redondezas não só à espera do proprietário, mas também para evitar que a mesma seja violada. “Passado algum tempo, sem que o dono apareça, a viatura é removida para o parque, de onde só é levantada mediante o pagamento do valor referente à sua remoção do local da infracção para o parque, horas ou dias de estacionamento e a respectiva multa”.

A nossa interlocutora acrescentou ainda que estacionar sobre os passeios, passadeiras, e outros lugares tidos como proibidos é também infracção. “Mas para estes casos fazemos vista grossa. Actuamos muito no caso das viaturas que impedem a normal circulação de viaturas ou o acesso às faixas de rodagem”.

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