O magnata sul-africano Patrice Motsepe, com 64 anos, afastou, numa recente conferência de imprensa, qualquer intenção de concorrer à presidência do Congresso Nacional Africano (ANC) e, por conseguinte, à liderança da África do Sul.
A declaração foi feita a 22 de Julho, na sua qualidade de líder da Confederação Africana de Futebol (CAF), onde Motsepe foi questionado sobre a possibilidade de suceder ao cunhado, Cyril Ramaphosa, na liderança do partido governamental. Apesar de estar associado à campanha “PM-27”, que visa a sua candidatura ao cargo na próxima corrida presidencial do ANC, o empresário negou veementemente a sua ligação a quaisquer facções políticas.
Motsepe sublinhou que “a África do Sul não precisa que eu entre na política, pois o país conta com muitos líderes capazes”. Reiterou que o seu contributo se dá através do diálogo com dirigentes de todos os partidos, afirmando que “nenhum partido consegue fazer o país avançar sozinho”. Salientou ainda a importância de focar as atenções nos problemas da pobreza e do desemprego.
Adicionalmente, Motsepe descartou uma potencial candidatura à presidência da Federação Internacional de Futebol (FIFA), expressando que tal cargo não lhe desperta interesse.
Patrice Motsepe é conhecido como o fundador da African Rainbow Minerals e figura como a oitava pessoa mais rica do continente africano, com uma fortuna estimada em 4,3 mil milhões de dólares. No desporto, é proprietário do Mamelodi Sundowns, clube recentemente agraciado com a conquista da Liga dos Campeões Africana.
O Presidente da República, Daniel Chapo, expressou a sua satisfação pela vitória da Seleção Nacional de Futebol Sub-17, conhecida como “Mambinhas”, na 3.ª edição do Torneio Luso-Cup Cascais.
Este triunfo representa o segundo título consecutivo para a selecção jovem do país.
Na sua mensagem, Daniel Chapo salientou o significado especial desta conquista, uma vez que a competição serviu de preparação para o Campeonato do Mundo Qatar-2026, que decorrerá em Novembro e Dezembro, na cidade de Doha.
O Chefe de Estado sublinhou a importância deste título, que fortalece a confiança nas capacidades dos “Mambinhas” para representar Moçambique de forma digna no evento mundial.
Moçambique encontra-se no Grupo “C” do Campeonato do Mundo, ao lado da Dinamarca, Argentina e Austrália. A estreia da Seleção Nacional na competição será frente à Dinamarca, marcada para o dia 19 de Novembro, às 17.00 horas de Moçambique.
Quatro indivíduos ficaram feridos na sequência de confrontos entre agentes da polícia e moradores da região de Topuito, situada no distrito de Larde, na província nortenha de Nampula.
Os feridos são, conforme indicado, membros da Polícia da República de Moçambique (PRM). De acordo com fontes citadas pelo jornal “Carta de Moçambique”, o incidente violento ocorreu quando uma patrulha da polícia interceptou uma viatura que transportava ferro alegadamente furtado das instalações da empresa irlandesa Kenmare Resources, que realiza a extracção de areias minerais pesadas nos distritos de Moma e Larde.
Durante a operação, ao confrontar os envolvidos nos furtos, dezenas de residentes manifestaram-se de forma agressiva, armados com pedras, paus e outros objectos, atacando os agentes presentes e gerando uma situação de confronto.
Relatos indicam que um dos agentes da PRM sofreu ferimentos graves, supostamente após ser atingido na região do quadril pela utilização de um objecto contundente. Dois dos policias foram retirados da multidão com a ajuda de cidadãos que prestaram assistência num momento crucial.
Outro testemunho relata que os policiais, que não reagiram com violência, foram desarmados dos seus fuzis AKM. As armas foram restituídas quando líderes comunitários intervieram junto dos manifestantes.
Em 2014, durante as manifestações massivas pós-eleitorais, uma grande multidão invadiu o acampamento principal da Kenmare no distrito de Larde, exigindo que as operações mineiras beneficiariam as comunidades locais. Os membros da comunidade acusaram a empresa de não cumprir a sua promessa histórica de construir uma ponte que ligasse a comunidade de Topuito, onde se localiza a mina, à capital do distrito de Larde.
A praia da Costa do Sol, um dos principais pontos de pesca em Moçambique, tem assistido a uma drástica redução na quantidade de peixe capturado nos últimos dias.
Este fenómeno é atribuído à chegada do Inverno, uma época do ano caracterizada pela escassez de peixe, que tende a migrar para águas mais profundas.
Em declarações ao jornal “Notícias”, pescadores artesanais revelaram a gravidade da situação. Muitas vezes, ao voltarem da faina, encontram-se com apenas meia caixa de peixe ou, em alguns casos, apenas quatro quilogramas de camarão. Em condições normais, durante o período quente, os pescadores conseguem apanhar até 45 quilos.
Este quadro aponta para um impacto significativo na subsistência dos trabalhadores da pesca, que dependem desta actividade para o seu sustento. A dificuldade em obter quantidades satisfatórias de pescado não só afecta os pescadores, mas também toda a cadeia de abastecimento que depende desta fonte.
O Governo de Moçambique implementou medidas mais rigorosas para controlar a exportação de produtos mineiros sem processamento, com o intuito de promover a formalização do sector mineiro.
Esta informação foi revelada pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, durante a inauguração da Secção III da mina de carvão da Vulcan, que se destaca por ser a primeira no país a operar com uma frota eléctrica.
Na sua intervenção, Estêvão Pale salientou a importância das novas directrizes, que incluem o fortalecimento do controlo nas fronteiras e nos portos. O objectivo é atrair potenciais investidores para a instalação de indústrias de processamento em Moçambique, proporcionando não só a criação de empregos e oportunidades de investimento, mas também aumentando as receitas e divisas nacionais.
Esta iniciativa surge em consonância com a nova Lei de Minas, que visa ordenar o sector e potenciar o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais do país. Com estas acções, o governo espera que a indústria mineira contribua de forma mais significativa para o crescimento económico do país.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar um (1) Oficial de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem – Niassa. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador (a) – MEAL – (Gaza). Saiba mais.
A agência de viagens Gold Travel And Tours, sediada na Cidade de Maputo, pretende contratar para o seu quadro de pessoal uma (1) Directora Comercial. Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial de Redução do Risco de Desastres e Adaptação as Alterações Climáticas. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar uma (1) Empresa para Prestação de Serviços de Segurança e Vigilância Privada. Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial Técnico Sénior em Redução do Risco de Desastres e Adaptação às Mudanças Climáticas. Saiba mais.
A Selecção Nacional de Futebol Sub-17 de Moçambique conquistou, de forma brilhante, o segundo título consecutivo no Torneio Luso-Cup Cascais, ao empatar a zero com a selecção de Portugal na última jornada da competição realizada em terras lusas.
Os jovens atletas, orientados pelo treinador Luís Guerreiro, celebraram a vitória na edição de 2025 após um emocionante triunfo sobre a Guiné-Bissau, que culminou com um marcador de 3-2 na final do ano anterior.
Nesta edição, os “Mambinhas” demonstraram uma superioridade notável desde o início do torneio, tendo avançado com resultados avassaladores. A primeira vitória foi contra Macau, onde obtiveram uma impressionante goleada de 10-0. Nos jogos subsequentes, a selecção nacional destacou-se novamente, vencendo Portugal por 4-1 e garantindo mais uma vitória sobre Macau por 4-0 nas segunda e terceira jornadas.
O desempenho da defesa e do ataque da equipa foi exemplar, com Moçambique a marcar um total de 18 golos e a sofrer apenas um, em quatro partidas realizadas.
Jayden Namali destacou-se como o melhor marcador do torneio, contabilizando cinco golos, enquanto Chausson Nhabanga e Charif Carlos o acompanharam com três golos cada um.
É importante sublinhar que o Torneio Luso-Cup Cascais é destinado exclusivamente a selecções de países lusófonos, tendo contado este ano com a participação de apenas três nações.
A capital da província de Nampula acolheu recentemente uma visita significativa, que culminou na promoção de um comício no distrito de Malema. Este evento teve como objectivo mobilizar a população local e promover discussões sobre temas relevantes para a comunidade.
Durante a visita, líderes comunitários e representantes governamentais reuniram-se para abordar questões relacionadas ao desenvolvimento social e económico da região. O comício tornou-se um espaço para a troca de ideias e propostas que visam melhorar a qualidade de vida dos habitantes.
O envolvimento dos cidadãos foi notável, com um elevado número de participantes a mostrar interesse nas iniciativas apresentadas. As intervenções focaram, entre outros assuntos, na educação, saúde e infraestrutura, destacando a importância da participação activa da população na construção de um futuro melhor.
Este evento marca um passo importante na promoção da democracia e da cidadania em Moçambique, incentivando o diálogo entre as autoridades e a população. A expectativa é que acções concretas sejam implementadas a partir das discussões realizadas, contribuindo assim para o progresso da região de Nampula.
As autoridades locais expressaram a sua satisfação pela participação e pela dinâmica do comício, reafirmando o compromisso com a implementação de políticas que respondam às necessidades da população.
A presidente da 15.ª Sessão da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), Margarida Talapa, manifestou a sua inquietação face às frequentes ausências dos deputados brasileiros nos eventos do órgão.
A declaração foi feita em Luanda, durante um encontro com o seu homólogo angolano, Adão de Almeida.
Talapa salientou que a ausência do Brasil tem sido evidente, levando-a a solicitar, na 14.ª Sessão da AP-CPLP, realizada em Julho de 2025, em Maputo, que os Parlamentos de Moçambique, Portugal e Angola se mobilizassem para reintegrar o Parlamento brasileiro no “convívio da família parlamentar lusófona”.
A presidente reafirmou a sua determinação em consolidar a cooperação parlamentar entre os Estados-membros, visando o fortalecimento do Estado de Direito Democrático e a implementação do Acordo de Mobilidade no espaço lusófono.
Talapa também enfatizou que a articulação contínua entre os órgãos legislativos poderá facilitar as relações entre os Estados-membros da CPLP, impulsionando a ratificação de instrumentos de cooperação acordados pelos órgãos governamentais.
Durante o encontro, os líderes parlamentares discutiram diversos aspectos relacionados com a organização do evento e o progresso da cooperação entre os parlamentos de Moçambique e Angola.
A Vodacom Group anunciou a intenção de aumentar os seus investimentos em Moçambique, focando na expansão da conectividade e digitalização, bem como na implementação de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA), redes de fibra óptica e a introdução da tecnologia 5G. A companhia também planeia construir um centro de dados no país.
O anúncio foi feito pelo Director Executivo (CEO) da empresa, Shameel Joosub, após uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo. Joosub descreveu as conversações como encorajadoras, sublinhando que o diálogo com o Chefe do Estado reforçou a confiança da Vodacom nas perspectivas de crescimento do mercado moçambicano e no empenho do Governo em modernizar as infra-estruturas digitais.
Durante a reunião, foram discutidos os impactos da transformação digital no desenvolvimento económico e social do país, assim como a identificação de oportunidades para implementar em Moçambique projectos tecnológicos já desenvolvidos pela Vodacom em outros mercados africanos e europeus.
A empresa tem como objetivo melhorar as infra-estruturas de telecomunicações, com investimentos em redes de fibra óptica para residências e empresas, optimização da cobertura móvel 5G e soluções de conectividade através de fibra e satélite. Estas medidas visam aprimorar a qualidade dos serviços destinados aos clientes.
Adicionalmente, a Vodacom prevê trazer novas soluções tecnológicas, com especial enfoque em projectos de Inteligência Artificial e na construção de um centro de dados, essencial para acelerar a transformação digital do país.
O Presidente Daniel Chapo mostrou interesse nas iniciativas apresentadas e reafirmou o compromisso de apoiar investimentos que promovam a inovação, a inclusão digital e o desenvolvimento económico. Joosub mencionou que o ambiente favorável de diálogo com o Governo e a convergência de objectivos em torno da digitalização criam as condições para novos investimentos nos próximos anos, anunciando a intenção de introduzir em Moçambique tecnologias e soluções já testadas com êxito em outros mercados.
A China deu início, hoje, a dois dias de exercícios militares com fogo real no estreito de Taiwan. As manobras ocorrem em áreas adjacentes à província costeira de Fujian, localizada no sudeste do país, conforme anunciado pela Administração de Segurança Marítima provincial.
Segundo o aviso, foram delimitadas duas zonas junto à ilha de Dongshan, a segunda maior da província de Fujian. Os exercícios militares estão programados para ocorrer entre as 06h00 e as 18h00, e as actividades vão prosseguir na sexta-feira, no mesmo horário. Neste contexto, a entrada de embarcações nas zonas afectadas está estritamente proibida.
Até ao presente momento, não houve comentários por parte do Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular, que é responsável pelas operações na área, nem por parte do ministério da Defesa de Taiwan. As forças armadas chinesas têm realizado, de forma regular, exercícios na ilha de Dongshan e nas suas águas circundantes, incluindo simulações de desembarques anfíbios.
No mês de Dezembro do ano passado, a China já havia efectuado exercícios militares em grande escala em torno de Taiwan, designados “Missão Justiça-2025”, que envolveram diversas unidades do exército, marinha, força aérea e força de mísseis.
Moçambique e a República da África do Sul (RAS) decidiram reforçar a coordenação operacional no combate à criminalidade transnacional organizada, com ênfase no tráfico de droga e no roubo.
A medida foi anunciada após uma visita de uma delegação da Polícia sul-africana à cidade de Maputo, onde se reuniu com a sua contraparte moçambicana.
A presença dos representantes da Polícia sul-africana ocorre em um momento crítico, em que redes criminosas têm utilizado o território moçambicano como um corredor para o tráfico de drogas. As autoridades destacam que substâncias como heroína, metanfetamina, mandrax, entre outras, estão sendo encaminhadas para a África do Sul, enquanto também são introduzidas em Moçambique.
O aumento da colaboração entre os dois países visa não apenas desmantelar as redes de tráfico, mas também fortalecer as acções de segurança nas fronteiras e nas áreas afectadas pela criminalidade.
A iniciativa representa um passo importante na luta conjunta contra o crime organizado, reflectindo a urgência de enfrentar os desafios que envolvem o tráfico de drogas na região.
O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) irá promover uma campanha especial entre os dias 27 de Julho e 06 de Agosto, destinada à comunidade moçambicana residente em Portugal.
Esta iniciativa tem como objectivo facilitar a renovação, emissão de segunda via e regularização das cartas de condução.
A campanha será realizada em colaboração com a Embaixada da República de Moçambique em Lisboa, inserindo-se na estratégia de aproximação dos serviços públicos aos cidadãos moçambicanos que se encontram no exterior.
De acordo com informações obtidas pelo “Notícias Online”, uma brigada móvel do INATRO estará presente em Lisboa entre os dias 27 e 31 de Julho, e no Porto de 03 a 06 de Agosto. Estes serviços incluirão a renovação de cartas de condução, a emissão de segunda via em casos de perda, roubo ou extravio, bem como a entrega de cartas já produzidas e a emissão de certidões para a troca das cartas de condução no estrangeiro.
O INATRO recomenda que os utentes confirmem antes da sua deslocação a disponibilidade das cartas já produzidas nos locais de atendimento. Para aqueles que necessitarem renovar a carta de condução, será imprescindível apresentar a carta caducada e um atestado médico. Nos casos de pedidos de segunda via, os requerentes deverão apresentar uma declaração emitida pelas autoridades policiais.
As cartas processadas durante esta campanha serão produzidas em Moçambique e enviadas para levantamento no Consulado de Moçambique em Lisboa ou no Porto, conforme o local de atendimento, com um prazo máximo de dois meses para a entrega.
O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 50 por cento sobre a maioria dos produtos canadianos, argumentando que existe uma discriminação injusta em relação aos automóveis, bebidas alcoólicas e lacticínios do seu país.
As novas tarifas não se aplicam a produtos energéticos, potassa, peixe e minerais críticos, mas afectam bens que estavam anteriormente isentos de impostos sobre importações, devido ao Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).
A decisão tomada pela administração Trump pode originar uma nova fase de tumulto económico, com potenciais aumentos na inflação e um agravamento das relações entre os dois países, que antes do retorno de Trump à Casa Branca, desfrutavam de laços estreitos.
Um responsável da administração americana afirmou que o Canadá se juntou à China como um dos poucos países que retaliou contra as tarifas anteriores de Trump, defendendo que deve agora ser responsabilizado por isso.
Em comunicado, a Casa Branca informou que as novas tarifas iniciarão a sua aplicação dentro de 30 dias, sem espaço para negociações, dado que Trump sempre teve uma abordagem firme em relação ao aumento de taxas sobre importações.
Motoristas na região de Larissa, na Grécia, continuam a utilizar uma ponte que está praticamente caída, em busca de um atalho que lhes permita economizar tempo.
Em vez de optarem por um desvio que acrescentaria 30 quilómetros ao trajecto, muitos preferem se arriscar pela ponte Palaiopyrgos, que liga as aldeias de Palaiopyrgos e Alexandrini.
A ponte cedeu após a passagem da tempestade Daniel há cerca de três anos, deixando os moradores em uma situação precária. “Para onde devemos ir? Nada pode ser feito. Brincamos com a morte todos os dias”, lamentou um morador em declarações ao jornal grego Skai. Alguns motoristas, temendo as condições inseguras, optam por deixar os veículos e atravessar a pé.
Embora um contrato tenha sido firmado para a construção de uma nova ponte, a obra ainda não começou. Thanos Hatzizogidis, presidente da Cooperativa Agrícola de Paleopyrgos, expressou sua preocupação com a situação: “Todo o trânsito está em risco. Não podemos nos ver novamente correndo atrás dos acontecimentos. Veículos grandes e carregados estão passando, enquanto nem sequer há os semáforos necessários”.
Em Setembro de 2023, o ciclone Daniel, que afectou gravemente a Grécia e a Líbia, se tornou a tempestade mais mortal da história do Mediterrâneo, com uma estimativa de 4 mil a 10 mil vítimas. Naquela ocasião, a Grécia registou mais de 700 mm de chuva em apenas 18 horas, contribuindo para a degradação da infraestrutura na região e agravando a situação dos moradores.
Pelo menos cinco agências de viagens em Moçambique encontram-se sob investigação pela Procuradoria-Geral da República (PGR) devido a suspeitas de envolvimento em actividades de branqueamento de capitais.
Este processo iniciou após uma denúncia apresentada pelo Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), que revelou operações ilícitas de aproximadamente 58 milhões de meticais inseridos no sistema financeiro nacional entre os anos de 2022 e 2025.
A procuradora-geral adjunta, Amélia Munguambe, confirmou que o Ministério Público já recebeu e analisou o relatório do GIFiM, dando seguimento às investigações para descobrir a verdade material relacionada a este caso. Durante a sua declaração, Munguambe destacou que a complexidade do processo pode exigir cooperação internacional, uma vez que há indícios de que parte dos valores em questão tenha sido transferida para fora do país.
O tema foi discutido na passada segunda-feira, na cidade de Maputo, durante uma formação focada na prevenção e combate ao branqueamento de capitais, dirigida a magistrados de Moçambique e outros países, incluindo Sudão do Sul, Madagáscar e Burundi.
Nesta ocasião, Amélia Munguambe enfatizou a necessidade de reforçar a especialização dos magistrados, visando uma resposta mais eficaz aos crimes financeiros de natureza transnacional.
Cerca de mil famílias da localidade de Belane, no distrito de Vilankulo, província de Inhambane, passaram a ter acesso à energia eléctrica da Rede Eléctrica Nacional, um passo significativo na expansão do acesso à energia no país.
A ligação foi efectuada no passado domingo (19), pela Electricidade de Moçambique (EDM), através de um projecto financiado pelo Banco Mundial, que incluiu a montagem de 10 postos de transformação, 14,44 quilómetros de rede de baixa tensão e 28 quilómetros de rede de média tensão.
Segundo a empresa, esta iniciativa representa um importante avanço rumo à meta de acesso universal à energia eléctrica até 2030, sublinhando o compromisso do Governo e dos seus parceiros com a melhoria das condições de vida das comunidades.
Emílio Joaquim, director da Área de Cliente de Vilankulo, destacou que a entrada em funcionamento do primeiro transformador em Belane simboliza a realização de um compromisso há muito aguardado pela comunidade local. “Com a segunda fase do ProEnergia, estamos a cumprir a promessa feita a esta comunidade que tanto esperava por este momento”, afirmou.
O responsável enfatizou que os benefícios da electrificação ultrapassam o mero fornecimento de energia, impulsionando oportunidades de desenvolvimento e segurança para os residentes. “Ao fornecermos energia eléctrica, não estamos apenas a estender cabos e postes. Estamos a levar oportunidade, modernização e segurança a esta comunidade. Este é o verdadeiro papel da EDM”, acrescentou.
Dados da EDM revelam que, na província de Inhambane, já foram electrificadas aproximadamente 210 mil famílias. No distrito de Vilankulo, ainda faltam ser electrificados dez dos 14 bairros previstos na segunda fase do Programa Energia para Todos.
A EDM continua a expandir a Rede Eléctrica Nacional em todo o território, em um contexto em que a taxa de acesso doméstico à electricidade pela rede nacional se encontra actualmente em 55,2 por cento.
A empresa fez um apelo ao envolvimento das comunidades na protecção das infra-estruturas eléctricas, considerando que a vandalização de equipamentos e o roubo de energia representam ameaças à sustentabilidade dos investimentos realizados. O combate a estas práticas é essencial para garantir a continuidade da expansão da rede e assegurar o fornecimento de energia de forma estável e sustentável às populações.
A FloMining, empresa pertencente a Florindo Nyusi, filho do antigo Presidente da República, Filipe Nyusi, está no centro de uma controvérsia no distrito de Manica, onde moradores e camponeses locais a acusam de invasão de terras agrícolas e de oferecer indemnizações consideradas “irrisórias” após o retorno das actividades mineiras na região.
A tensão social e ambiental aumentou na localidade de Mharidza, no posto administrativo de Machipanda, onde a FloMining é acusada de promover a expropriação de terras agrícolas e invadir propriedades privadas para a extração de ouro.
De acordo com uma investigação publicada pelo jornal Canal de Moçambique, a empresa exerceu forte pressão sobre o Governo para revogar a suspensão da atividade mineira em Manica, medida que havia sido implementada em setembro do ano passado devido aos impactos ambientais e à destruição das machambas.
Relatos de moradores da comunidade de Mutomboumwe indicam que a FloMining iniciou suas operações sem concluir os acordos prévios de auscultação comunitária e sem realizar avaliações transparentes dos bens destruídos. As indemnizações oferecidas às famílias cujas terras e sistemas de irrigação foram devastados pelas escavadoras variam entre 5.000 e 16.000 meticais por agregado familiar.
“Recebi 5.000 meticais, mas esse dinheiro não compensa o que perdi. A minha machamba ficou destruída e foi coberta por pedras e areia. Esse valor não chega para recuperar os prejuízos e já não tenho como sobreviver nestas condições”, desabafou a camponesa Ana Matumbo ao Canal de Moçambique.
Outro morador, Edmo Ngauda, também expressou suas preocupações sobre a falta de critérios e a opacidade no processo de compensação. “Houve pessoas que não aceitaram os valores e pediram uma nova avaliação. Disseram que quem estava ali era apenas mandatário da empresa e não podia alterar os montantes”, relatou Ngauda, destacando que a presença de forças militares na área tem sido utilizada para controlar a revolta popular.
Nesta fase inicial, a compensação abrange apenas 52 famílias, ignorando os danos causados a habitações em risco e outras infraestruturas de subsistência comunitária. Em resposta à atuação da empresa, os moradores enviaram uma exposição formal ao Administrador do Distrito de Manica, Paulo Quembo, acusando a FloMining de incumprimento dos compromissos assumidos.
O Conselho de Ministros de Moçambique aprovou a proposta de Lei que estabelece o Regime Jurídico do Confisco Civil, uma medida que permitirá ao Estado apreender bens relacionados à prática de crimes, mesmo que estes representem vantagens económicas obtidas de forma directa ou indirecta.
A decisão foi tomada durante a XXI Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, onde o Executivo decidiu submeter a proposta à Assembleia da República.
O diploma define as regras para o confisco de bens utilizados na prática de actos ilícitos, bem como dos produtos resultantes desses actos e quaisquer benefícios ou recompensas deles decorrentes.
Além da proposta de confisco, o Conselho de Ministros também aprovou um conjunto de reformas estruturantes para os sectores de transportes, aviação e educação. No sector ferroviário, foi aprovado um novo regulamento que estabelece as regras de acesso e exercício da actividade ferroviária, adequando o quadro legal às exigências de um mercado liberalizado e revogando legislação que estava em vigor desde 1966.
No que diz respeito à aviação civil, o Governo aprovou a reestruturação da classificação dos aeroportos nacionais e a adequação da gestão do espaço aéreo às normas internacionais. Essas medidas visam melhorar a conectividade entre as regiões, estimular a inovação, facilitar o acesso aos serviços e contribuir para o aumento do número de passageiros transportados.
Na área da educação, foi aprovada a revisão do regime jurídico do ensino privado, alargando sua aplicação a instituições de educação pré-escolar, ensino geral, educação de adultos, ensino vocacional e estabelecimentos que ministram currículos estrangeiros, incluindo o ensino de línguas nacionais e estrangeiras.
Outra decisão importante foi a autorização para a constituição de uma equipa técnica que irá negociar a quinta adenda ao contrato de concessão do Porto de Maputo, com o objectivo de incorporar uma nova área no Terminal Multipropósito IX – Fase B, aumentando a capacidade de manuseio de carga.
Durante a sessão, o Executivo também apreciou o Programa Integrado de Investimentos 2026-2030 e o Programa Nacional de Polos de Desenvolvimento Integrado, além de discutir a situação da xenofobia na África do Sul, o projeto hidroelétrico de Mphanda Nkuwa, o Programa Energia para Todos, a reconstrução pós-ciclone Idai e o mais recente relatório da Iniciativa de Transparência na Indústria Extractiva.
Após anos de dificuldades financeiras, a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) voltou a apresentar resultados positivos em 2025.
A companhia aérea encerrou o exercício económico desse ano com um lucro aproximado de 5,3 mil milhões de meticais, consolidando uma trajectória de recuperação financeira e operacional.
A recuperação da LAM foi impulsionada pela entrada de três novos accionistas, que implementaram medidas significativas, incluindo a redução dos custos operacionais em cerca de 20%. Isso foi alcançado através da racionalização da estrutura organizacional, da optimização dos recursos disponíveis e da renegociação de contractos com fornecedores estratégicos.
De acordo com uma nota informativa da LAM consultada pelo MZNews, os resultados demonstram uma redução de aproximadamente 13% no passivo, acompanhada por uma diminuição significativa da dívida a fornecedores e um crescimento de 37% nos activos. Essas melhorias reforçam a capacidade operacional e a posição patrimonial da companhia.
Os indicadores financeiros evidenciam um desempenho económico e operacional aprimorado, reflectindo o compromisso da administração, dos trabalhadores, dos accionistas e dos parceiros estratégicos na implementação do processo de recuperação da empresa. Durante o período em análise, os capitais próprios da LAM aumentaram em cerca de 5,3 mil milhões de meticais, impulsionados tanto pelos resultados positivos quanto pelas medidas de recapitalização dos accionistas.
Embora a LAM tenha alcançado resultados encorajadores, a empresa reconhece que o processo de recuperação ainda não está completo. Desafios significativos permanecem, especialmente no que diz respeito à consolidação financeira, ao fortalecimento da liquidez e à continuidade das iniciativas para melhorar a eficiência operacional.
Um barco com 270 ocupantes começou a afundar neste domingo a cerca de dois quilómetros da cidade costeira de Kyrenia, no Chipre.
A embarcação, pertencente...
A Polícia Municipal (PM) interrompeu um espectáculo ao vivo na Avenida 10 de Novembro, em Maputo, devido ao não cumprimento das normas estabelecidas para...