Uma equipa de médicos de dois hospitais de Barcelona realizou uma cirurgia pioneira na Europa, operando um feto de 700 gramas ainda no útero materno para corrigir uma malformação congénita que causava a protrusão dos intestinos para fora do corpo.
Este procedimento, realizado a 28 semanas de gestação, visava evitar danos irreversíveis no bebé, que nasceu sem complicações seis semanas após a cirurgia.
A malformação, conhecida como gastrosquise, é rara e ocorre quando os intestinos se desenvolvem fora da parede abdominal, à direita do cordão umbilical, devido a um fechamento inadequado durante a gravidez. A condição foi detectada durante uma ecografia realizada à mãe, de 20 anos, quando estava com 20 semanas de gestação.
A intervenção foi conduzida pela equipa do consórcio BCNatal, formado pelos hospitais Sant Joan de Déu e Clínic, ambos reconhecidos como centros de referência em obstetrícia e medicina fetal.
Este caso exemplar sublinha os avanços realizados na medicina fetal e a possibilidade de intervenções cirúrgicas complexas ainda no útero, elevando as esperanças para o tratamento de malformações congénitas graves.
O Campo de Treino da Katembe está a acolher o Curso Prático Básico de Munições, destinado aos militares das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Esta capacitação é ministrada por uma Equipa Móvel de Formação e Aconselhamento das Forças Armadas Austríacas, com o suporte estratégico da Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM).
Ao longo de duas semanas, os efectivos que já completaram com sucesso a componente teórica, terão a oportunidade de consolidar os seus conhecimentos em um ambiente real e operacional. O foco do treino abrange áreas cruciais, como o manuseamento seguro, o armazenamento correcto e a gestão estratégica de munições.
Este reforço na formação técnica tem como objectivo dotar as FADM de maior eficácia na resposta aos desafios de segurança que se registam na província de Cabo Delgado.
A iniciativa promovida pela equipa austríaca ilustra o fortalecimento da cooperação entre Moçambique e a União Europeia na consolidação da paz e no desenvolvimento das competências militares locais.
A comunidade de Liúpo, localizada na província de Nampula, foi aconselhada a rejeitar boatos e informações falsas que circulam nas localidades, gerando medo e instabilidade nas famílias.
O apelo foi feito pelo primeiro-secretário do Comité Provincial do partido Frelimo, Gilberto Francisco, durante a sua visita ao distrito.
Após as manifestações pós-eleitorais, começaram a surgir relatos infundados, especialmente sobre a cólera. Entre as alegações veiculadas encontram-se afirmações de que determinadas acções de prevenção poderiam causar problemas de saúde à população, situação que resultou em actos de vandalismo e até homicídios.
Gilberto Francisco alertou que essas informações visam criar confusão e minar o esforço de sensibilização promovido pelas autoridades de saúde e líderes comunitários. Assim, incentivou os residentes a seguirem apenas as orientações oficiais referentes às medidas de prevenção da cólera e outras enfermidades.
O político destacou que a cólera é uma doença evitável através de práticas simples de higiene, como o tratamento da água, a limpeza das comunidades e a construção de latrinas. “O Governo e os profissionais de saúde continuam comprometidos com as acções de sensibilização e tratamento, visando a redução dos casos da doença no distrito”, afirmou.
Além das questões relacionadas à saúde pública, o partido também discutiu o aumento do custo de vida e dos combustíveis. Gilberto Francisco informou que esta situação decorre de factores externos, incluindo conflitos em regiões produtoras de petróleo. O Governo está a trabalhar em mecanismos que visam amenizar os impactos desta crise e a aliviar o sofrimento das famílias.
O guarda-redes internacional moçambicano Ernan Siluane irá reforçar as fileiras do APR FC, um dos clubes mais reputados do Ruanda, conforme reportado por diversos órgãos de informação internacional.
O atleta, de 27 anos, realizou o seu último encontro pela Associação Black Bulls na quinta-feira, onde a sua equipa conquistou uma vitória por 3-0 frente ao Chingale de Tete, em jogo da quinta jornada do Moçambola-2026, realizado no campo da União Desportiva do Songo. Apesar de já ser uma notícia amplamente divulgada a nível internacional, a Associação Black Bulls ainda não fez qualquer declaração oficial sobre a transferência.
Ernan Siluane, que se destacou em três dos principais clubes do futebol nacional e conquistou a Selecção Nacional, inicia assim a sua primeira experiência internacional. O seu percurso inclui defesas notáveis pelo Ferroviário de Maputo entre 2018 e 2021 e pela UD Songo de 2022 a 2023, onde se sagrou campeão nacional no seu ano de estreia. O guarda-redes transferiu-se para a Associação Black Bulls em 2024, onde também se consagrou campeão no ano em que chegou.
Nos Mambas, Siluane tem sido o principal guarda-redes, tendo defendido a baliza da selecção moçambicana no CHAN de 2024 na Argélia, bem como nos CAN da Costa do Marfim e Marrocos, cujas fases finais ocorreram em 2024 e 2025.
Na temporada 2025-26, o APR FC, novo clube de Siluane, terminou em segundo lugar na Primeira Liga do Ruanda, competição que abrange 18 equipas, incluindo três do Sudão, que pediram autorização para competir devido à insegurança provocada pela guerra em seu país. A Confederação Africana de Futebol aprova a sua participação, com destaque para o Al-Hilal Omdurman, que se sagrou campeão, repetindo um feito alcançado anteriormente na Mauritânia.
A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, aceitou o compromisso de quatro novos diretores de diversas instituições do país.
A cerimónia teve lugar no gabinete da Primeira-Ministra e visou fortalecer a liderança nas áreas de investimentos, educação e normalização.
Os nomeados incluem o diretor-geral do Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM), bem como o diretor-geral e o adjunto do Instituto Nacional de Exames, Certificação e Equivalências (INECE). Foram igualmente designadas a diretora-geral adjunta da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) e a diretora-geral adjunta do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ).
A posse ocorre num momento crucial para o desenvolvimento institucional e a promoção de políticas públicas eficazes, com o objetivo de impulsionar o crescimento e a qualidade das operações nas diferentes áreas de atuação.
A Reitora da Universidade Púnguè (UniPúnguè), Emília Afonso Nhalevilo, oficializou a assinatura de quatro acordos de cooperação académica com várias instituições brasileiras.
A cerimónia ocorreu durante o I Fórum de Reitores Brasil–África, que teve lugar nos dias 26 e 27 de Maio, em Brasília.
Os protocolos de cooperação envolvem a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, a Universidade Federal de Pelotas, a Universidade Federal de Rondônia e a Universidade Federal de Rondonópolis.
Em declarações à imprensa, Nhalevilo destacou que o objectivo da parceria é reforçar a internacionalização da UniPúnguè, promovendo a mobilidade académica e a troca de experiências nas áreas de investigação e inovação.
Os representantes brasileiros reagiram com entusiasmo à iniciativa, sublinhando a relevância da colaboração científica entre as instituições de ambos os países.
Empresas italianas manifestaram a intenção de investir 100 milhões de euros (116,2 milhões de dólares norte-americanos ao câmbio actual) no desenvolvimento de cidades verdes em Moçambique.
Em declarações a jornalistas, Gabriele Annis, embaixador italiano em Moçambique, anunciou que os acordos para este investimento serão formalizados durante o Fórum Empresarial entre Moçambique e Itália, agendado para os dias 8 e 9 de Junho.
“Vamos assinar uma carta de intenções relativa ao projecto das Cidades Verdes, que faz parte do Plano Mattei, iniciativa do governo italiano que redefine um novo paradigma para as relações da Itália com os países africanos”, informou Annis.
O projecto abrangerá a cidade central de Chimoio e a província do Cabo Delgado. “O investimento estará centrado em projectos para o abastecimento de água potável e a regeneração de parques para uso público. Também será financiado um projecto de reciclagem”, acrescentou.
No âmbito do Plano Mattei, o governo italiano, através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), já disponibilizou 100 milhões de dólares para apoiar a implementação do projecto “Digital Flagship for Africa”, que visa impulsionar a transformação digital em Moçambique.
Ainda segundo Annis, o acordo será assinado por empresas envolvidas para permitir o progresso do projecto das Cidades Verdes, que abrange um total de dez cidades em cinco países africanos, incluindo duas em Moçambique.
“Este memorando de entendimento entre as autoridades de ambos os países permitirá que o financiamento venha directamente do Ministério do Ambiente italiano para os projectos em Moçambique. Será um instrumento que abre a porta a novas iniciativas e a novos financiamentos de interesse mútuo”, disse.
A Itália pretende aprofundar a cooperação com a delegação moçambicana no desenvolvimento de corredores logísticos e projectos energéticos.
O escritor moçambicano Khufene Mauelele foi um dos oradores na abertura do VIII Congresso de Africanistas Polacos, que teve lugar no Museu Municipal de Żory, na Polónia.
Este evento, organizado pela Sociedade Polaca de Africanistas (PTAFr), decorre até amanhã e marca o início de uma série de sessões que o autor irá orientar em várias universidades polacas.
Na próxima terça-feira, Khufene Mauelele apresentará uma conferência na histórica Universidade Jaguelónica de Cracóvia. A sua intervenção, intitulada “Escrever a política na literatura moçambicana contemporânea: ficção, memória e crítica social”, promete trazer uma análise profunda sobre a intersecção da literatura e da política em Moçambique.
No dia seguinte, o escritor estará na Universidade de Varsóvia, na Faculdade de Neofilologia, onde abordará o tema “Ubuntu hoje: filosofia africana, Moçambique e criação literária”. Este assunto reflete o seu interesse pela filosofia ubuntu e a sua aplicação na contemporaneidade, particularmente no que diz respeito à criação literária.
Além das palestras em Cracóvia e Varsóvia, Mauelele prevê ainda participar em eventos na Universidade de Adam Mickiewicz, em Poznan, e na Universidade de Rzeszów.
Antes de embarcar para a Polónia, Khufene Mauelele foi convidado a integrar as celebrações do Dia Nacional da Polónia, que se comemorou a 3 de Maio, na residência oficial do cônsul da República da Polónia em Pretória, Jacek Chodorowicz.
Recentemente, o autor lançou o livro “Ubuntucracia”, uma obra que propõe reflexões sobre o humanismo africano, a governação ética, a identidade cultural e o diálogo entre os povos.
As centrais de Cuamba e Mocuba, situadas nas províncias de Niassa e Zambézia, estão a contribuir de forma significativa para a redução das perdas de transmissão da Empresa Electricidade de Moçambique (EDM).
Este avanço deve-se à proximidade da produção de energia às zonas de consumo, diminuindo a necessidade de transporte a longas distâncias.
Samir Salé, Director Executivo da GLOBELEC em Moçambique, fez estas considerações em entrevista à AIM, sublinhando o impacto positivo destas infra-estruturas na segurança energética da região norte. “A EDM, ao contar com aquela central, consegue reduzir as perdas de transmissão devido à menor distância,” afirmou.
No que diz respeito à central de Mocuba, Samir Salé explicou que a sua localização diminui a necessidade de transporte de electricidade a partir das centrais localizadas na zona centro de Moçambique. Desde 2019, as centrais de Cuamba e Mocuba têm estado em operação, tendo sido adquiridas pela GLOBELEC em Dezembro de 2023. Juntas, injectam actualmente 48 megawatts na rede nacional, sendo 15 MW provenientes da central de Cuamba e 33 MW da de Mocuba.
O impacto das centrais vai além da produção de energia, segundo Salé. A posição estratégica em que se encontram ajuda a aliviar a pressão sobre as linhas de transporte, que historicamente dependiam da energia produzida em Cahora Bassa e na região de Nacala, na província de Nampula.
A central de Cuamba, no Niassa, representa uma transformação estrutural na distribuição eléctrica. Anteriormente, a energia percorria longas distâncias até chegar aos consumidores, aumentando as perdas durante o transporte. “A EDM diminui as perdas de transmissão pela proximidade destas duas centrais,” frisou o Director Executivo.
A situação em Mocuba é semelhante, com a produção local a reduzir a dependência da energia a ser transportada a partir do corredor central. Isso resulta numa diminuição dos custos operacionais associados às perdas na rede. “A necessidade de transportar electricidade de grandes distâncias é reduzida, assim como as perdas ao nível da EDM,” completou Salé.
Além das operações das centrais, a GLOBELEC está a preparar um novo investimento no sector das energias renováveis: a central eólica de Namaacha, com uma capacidade de 120 MW, em parceria com a EDM e a empresa moçambicana Source Energia. O empreendimento deverá alcançar o fecho financeiro antes do final deste ano, com as obras a serem iniciadas em 2027, num investimento global estimado em cerca de 260 milhões de dólares.
“Estamos a desenvolver a central eólica em Namaacha, de 120 MW, em colaboração com a EDM e com o nosso parceiro local,” adiantou Samir Salé. A construção da linha de transmissão que integrará a central na rede nacional contará com recursos mobilizados pela EDM junto do Banco Africano de Desenvolvimento.
A GLOBELEC também se está a dedicar à conclusão do projecto da Central Térmica de Temane, na província de Inhambane, considerada uma das iniciativas energéticas mais desafiantes dos últimos anos em Moçambique.
A circulação de viaturas com peso igual ou superior a 30 toneladas está suspensa em alguns troços rodoviários do distrito do Lago, na província do Niassa. Esta decisão resulta do avançado estado de degradação das estradas, que afecta a segurança e a viabilidade do tráfego.
Os troços abrangidos pela suspensão incluem o itinerário que liga Maniamba a Lupilichi, na Estrada Nacional (N-361), bem como o percurso entre Metangula e Chune, além do trajecto que se estende até Lupilichi, uma área conhecida pela prática de garimpo, em particular na exploração de ouro.
Um comunicado de imprensa do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado esclarece que a medida permanecerá em vigor até que as empresas responsáveis execute a reparação total das vias danificadas, cujos estragos foram causados pelo excesso de carga dos seus camiões e equipamentos pesados.
Adicionalmente, é exigida a construção de desvios no quilómetro quatro, na N-361, na secção entre Maniamba e Metangula, com o objectivo de evitar a passagem de viaturas pesadas pela estrutura metálica da ponte sobre o rio Mnandichi.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, decidiu exonerar Faizal Faquir Cassam do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Moçambique no Reino da Arábia Saudita. Para ocupar o posto vago, foi nomeado Mukhtar Mamade Abdulcarimo.
A decisão foi divulgada hoje através de um comunicado oficial da Presidência da República, que informa que a exoneração de Faizal Faquir Cassam ocorreu no âmbito de uma reorganização da representação diplomática moçambicana no exterior.
No mesmo comunicado, a Presidência destaca que a indigitação de Mukhtar Mamade Abdulcarimo visa promover a gestão e a renovação da presença diplomática de Moçambique, com o intuito de garantir uma maior continuidade e eficiência nas acções diplomáticas do país.
Além disso, esta mudança tem como objectivo fortalecer os laços de amizade e cooperação entre Moçambique e o Reino da Arábia Saudita, numa fase em que ambos os países trabalham para consolidar as suas relações bilaterais em várias áreas de interesse mútuo.
A nomeação de Mukhtar Mamade Abdulcarimo insere-se nos esforços do governo moçambicano para reforçar a presença diplomática e económica no Médio Oriente, uma região estratégica para a cooperação energética, investimentos e desenvolvimento.
Nos últimos anos, Moçambique e a Arábia Saudita têm estabelecido contactos regulares, com o intuito de aprofundar as relações políticas e económicas, especialmente em sectores como energia, agricultura e infra-estruturas.
A Eazi Access pretende recrutar trinta (30) Operadores de Máquinas (Telehandler e MEWP-Mobile Elevating Work Platform/Charry Picker e Scissor Lift). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Educação em Emergências – ECHO REACH (Cabo Delgado). Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo “A”, pretende admitir, para o seu quadro de pessoal em Maputo, um (1) Mecânico Auto. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo “A”, pretende admitir para o seu quaro de pessoal em Maputo um (1) Serralheiro. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende contratar Empresa para Conceção, Decoração e Fornecimento de Mobiliário para Duas Salas de Reuniões e Decoração do Pátio no escritório do CESC – Maputo. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Impacto e Gestão de Conhecimento – Baseado(a) – Nampula. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Comunicações (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar quatro (4) Oficiais de Educação (Manhiça, Moamba, Matutuine e Magude). Saiba mais.
A circulação de camiões-cisterna que transportam combustível ao longo da Estrada Nacional número 6 (EN6) foi interrompida temporariamente na zona de Cherimera, que marca o limite entre a cidade de Chimoio e o distrito de Vanduzi, na província de Manica.
O bloqueio foi causado por um grupo de jovens, predominantemente moto-taxistas, que se encontrava agitado devido à escassez de combustível nas bombas.
Segundo o jornal Domingo, a revolta iniciou num posto de abastecimento onde motoristas e moto-taxistas estavam concentrados. Diante da grave falta do “líquido precioso” e das severas dificuldades para encher os seus veículos de trabalho, os manifestantes decidiram cortar a via, impedindo a passagem das cisternas carregadas rumo aos países vizinhos.
Os manifestantes expressaram indignação pelo facto de as bombas de combustível de Manica continuarem a estar “secas” enquanto o produto transitava livremente pela EN6, abastecendo países como Zimbabwe, Malawi e Zâmbia. Os moto-taxistas consideravam inaceitável que o combustível moçambicano fosse exportado enquanto eles enfrentavam a impossibilidade de trabalhar devido à falta de abastecimento.
Para evitar situações de maior tensão, a Polícia da República de Moçambique (PRM) foi mobilizada para o local. As autoridades optaram por uma abordagem de sensibilização e diálogo com os manifestantes, estratégia que se revelou eficaz, resultando na dispersão pacífica do grupo e na reabertura do tráfego na EN6, sem necessidade de uso da força.
A província de Manica enfrenta uma grave crise no abastecimento de combustível, que está a afectar o dia-a-dia da população e a dinâmica económica da região. No sector da saúde, a falta de combustível já tem comprometido a transferência de pacientes em estado crítico para unidades sanitárias de referência. O desespero pela escassez está a alimentar o mercado negro, onde o combustível clandestino e muitas vezes adulterado é vendido a preços especulativos.
A situação tem gerado um clima de desespero na população, que se vê obrigada a aguardar uma intervenção urgente das autoridades competentes para restaurar a normalidade no fornecimento de combustível na província.
A residência de Benedito Quive, coordenador das finanças da ANAMOLA na província de Maputo, foi alvo de uma violenta investida na madrugada desta quinta-feira.
O incidente ocorreu por volta das 3h00, no bairro de Mukhatine, no município da Matola, quando homens fortemente armados invadiram a propriedade do político.
De acordo com Tânia Mar, mobilizadora do partido, o pior foi evitado graças à rápida reacção da vítima. Ao perceber a presença dos invasores, Benedito Quive começou a gritar por socorro de forma insistente, o que rapidamente despertou a vizinhança. Diante do risco de serem neutralizados pelos moradores que se apresentaram em apoio ao dirigente, os atacantes decidiram abortar a missão e fugiram do local.
Este episódio une-se a uma lista crescente de casos de violência e intimidação dirigidos a figuras ligadas ao partido liderado por Venâncio Mondlane, ocorrendo em várias regiões do país. A repetição destes incidentes elevou a preocupação no seio do partido e da sociedade civil, que percebem o cenário actual como uma clara campanha de perseguição política pós-eleitoral.
A atenção agora recai sobre a Procuradoria-Geral da República (PGR). Vários sectores têm criticado o que consideram um silêncio cúmplice por parte das autoridades judiciais diante dos ataques contínuos a membros da oposição. Há um crescente descontentamento quanto à falta de uma postura mais firme e célere da justiça na investigação destes crimes, que infringem gravemente os direitos e as garantias fundamentais consagrados na legislação moçambicana.
Os moçambicanos devem preparar-se para novos incrementos nos preços dos combustíveis já a partir do próximo mês. Fontes do Ministério dos Recursos Minerais e Energia informaram ao Canal de Moçambique que os preços dos combustíveis subirão obrigatoriamente nos dias 18 de Junho e 18 de Julho.
A primeira alteração promete ser substancial, uma vez que o Executivo enfrenta dificuldades em conter a pressão do mercado internacional e em atender à exigência das gasolineiras de um aumento de 40 meticais.
O alívio temporário nas tabelas de preços dos combustíveis em Moçambique está prestes a chegar ao fim, com a confirmação de duas novas subidas consecutivas já agendadas para os meses de Junho e Julho. Esta informação, divulgada por um funcionário superior do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, acende um alerta sobre a situação económica do país e o impacto nos cidadãos.
Segundo a fonte governamental, as datas para as próximas actualizações já estão definidas para os dias 18 de Junho e 18 de Julho. O responsável fez uma advertência clara sobre o impacto da primeira alteração: “A subida de Junho vai ser muito mais drástica.”
A razão por detrás deste agravamento inevitável está relacionada com a estratégia de contenção do Executivo, que esgotou completamente o seu limite. Na última revisão de preços em Maio, o Governo conseguiu travar a proposta mais agressiva das gasolineiras, que exigiam um aumento imediato de 40 meticais por litro para compensar os prejuízos de importação.
A intenção inicial do Executivo era implementar aumentos graduais e suaves ao longo do tempo, de modo a minimizar o impacto directo na vida dos cidadãos. Contudo, a pressão financeira sobre o sector privado alterou os planos do Ministério.
A forte alta dos preços no mercado internacional, aliada às perdas significativas que as gasolineiras têm enfrentado diariamente, inviabilizou a possibilidade de um aumento mais lento e controlado. Diante da iminência de uma crise de desabastecimento público, o ajustamento terá de ser feito de forma impositiva e obrigatória já no dia 18 de Junho.
Um trágico incêndio em um internato feminino em Gilgil, no Quénia, resultou na morte de pelo menos 16 estudantes na madrugada desta quinta-feira (28). O incêndio deflagrou enquanto as alunas dormiam, e no momento do sinistro, 808 estudantes estavam presentes na instituição.
Ainda não se conhece a causa exacta do incêndio, e as autoridades já iniciaram uma investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido. Segundo o ministro do Interior do Quénia, Kipchumba Murkomen, 79 alunas ficaram feridas e foram rapidamente encaminhadas para o hospital. Dentre elas, 71 já receberam alta, enquanto sete permanecem internadas, apresentando condições estáveis.
O incidente gerou grande consternação na comunidade e levantou questões sobre a segurança nas instituições de ensino. As autoridades estão a trabalhar para garantir que medidas adequadas sejam implementadas para evitar futuras tragédias semelhantes.
O Governo do Japão, através da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), anunciou um investimento significativo de aproximadamente dois mil milhões de meticais para a implementação de diversos projectos de desenvolvimento em Moçambique.
Uma das províncias que se beneficiará directamente deste apoio é Niassa, situada na zona norte do país. Este investimento visa não apenas a melhoria das infra-estruturas locais, mas também a promoção do desenvolvimento social e económico da região.
Os cidadãos de Niassa poderão ter acesso a uma grande reportagem que explorará os impactos sociais e económicos dos projectos patrocinados pela JICA.
As iniciativas visam um desenvolvimento sustentável e devem contribuir para a transformação da realidade socioeconómica da província, promovendo oportunidades e melhoria da qualidade de vida da população local.
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, é esperado para apresentar uma proposta de pacto continental sobre a migração na próxima reunião de coordenação semestral da União Africana, agendada para junho, no Egito.
De acordo com Fikile Mbalula, Secretário-geral do ANC, este acordo pretende estabelecer uma base sólida para abordar a questão dos imigrantes indocumentados, promovendo a responsabilidade partilhada entre os países africanos.
Mbalula sublinhou que a África do Sul enfrenta riscos de segurança associados à entrada de indivíduos desconhecidos no país, os quais estão implicados em actividades ilegais.
Este tema ganha relevância, especialmente num contexto em que a África do Sul tem sido palco de manifestações por parte de organizações anti-imigrantes.
O Centro de Integridade Pública (CIP) sublinha a urgência da implementação de medidas estruturais em Moçambique, com o propósito de mitigar a vulnerabilidade da economia em relação à escassez de divisas e às flutuações cambiais.
Entre as propostas destacadas está o fortalecimento da produção interna, a diversificação económica e a ampliação da capacidade exportadora do país. A economista e pesquisadora do CIP, Teresa Bueno, afirma que a vulnerabilidade cambial que afecta a economia moçambicana exige reformas que visem diminuir a dependência de importações e reforçar a capacidade nacional de gerar divisas.
Durante a apresentação de um estudo sobre os impactos macrofiscais da escassez persistente de divisas e da taxa de câmbio, a pesquisadora afirmou: “Recomendamos o reforço da produção interna como tentativa de redução da dependência de importações.” O CIP defende ainda a promoção da industrialização, associada ao incremento da capacidade exportadora.
Os dados do estudo revelam que a economia moçambicana continua estruturalmente vulnerável a pressões cambiais, afectando o crescimento económico, o desempenho do sector privado, a inflação e a dívida pública. “A economia moçambicana é estruturalmente vulnerável à escassez persistente de divisas e às flutuações da taxa de câmbio”, frisou Teresa Bueno.
O estudo também destaca a necessidade de investimentos em infraestruturas produtivas, especialmente nos sectores de energia e transportes, considerados cruciais para aumentar a competitividade da economia. A pesquisadora ainda realçou a importância de fortalecer o capital humano e modernizar a agricultura para aumentar a produtividade e consolidar a base produtiva nacional.
Em relação à gestão da dívida externa, o CIP recomenda a sua melhoria e um reforço da sustentabilidade fiscal, dados os riscos associados à vulnerabilidade da dívida pública face a choques cambiais. A depreciação da moeda tende a agravar a carga da dívida pública, devido à elevada exposição do país ao endividamento externo.
A organização sugere, adicionalmente, a criação de um ambiente de negócios mais favorável, tendo em conta que a escassez contínua de divisas tem condicionado as operações empresariais e limitado a importação de matérias-primas e equipamentos. “A melhoria do ambiente de negócios passa também pela resolução da escassez persistente de divisas que temos vindo a assistir”, afirmou.
Relatórios de empresas entrevistadas no âmbito do estudo apontam uma redução de cerca de 40% na capacidade de importação e nas actividades operacionais devido aos obstáculos no acesso à moeda estrangeira. O estudo ainda revela que mais de 500 empresas encerraram as suas actividades, resultando na perda de mais de 15 mil postos de trabalho.
Teresa Bueno explicou que a crónica falta de divisas e a aparente estabilidade da taxa de câmbio oficial estão desalinhadas das condições reais do mercado, exacerbando a vulnerabilidade macroeconómica de Moçambique. O estudo do CIP foi desenvolvido com base em dados de séries temporais entre 1990 e 2024 e analisou os impactos da escassez de divisas e da taxa de câmbio no crescimento económico, importações, inflação, défice fiscal e dívida pública.
Cerca de 20 mil indivíduos provenientes de diversas comunidades no distrito de Chicualacuala estão a enfrentar um sério risco de fome nos próximos três meses.
A situação é atribuída ao insucesso na produção agrícola, resultado da precipitação irregular e da destruição das culturas, provocada por animais bravios que invadem as machambas.
Constâncio Bila, Administrador de Chicualacuala, informou que as autoridades locais estão a implementar medidas de assistência alimentar para a população, com o objectivo de mitigar o impacto desta crise alimentar na região. A situação exige uma atenção urgente, uma vez que os desafios climáticos e os problemas relacionados à segurança alimentar afectam gravemente a vida da comunidade.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do governo com o empoderamento económico das mulheres, através da implementação do Fundo Pro-Mulher.
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