Um cidadão que em vida respondia pelo nome de Zico Mendes Engenheiro, de aparentemente de 20 anos de idade, foi morto a tiro, na segunda-feira (04), por um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nacala-Porto, na província de Nampula.
A vítima vivia no bairro Mocone, zona alta daquela cidade portuária. De acordo com algumas testemunhas, o agente da Polícia atirou contra o jovem com recurso a uma arma de fogo do tipo AK-47, supostamente durante uma discussão por causa da tentativa de extorsão protagonizada pelo policial.
Outras testemunhas contaram que o policial dirigiu-se à barraca de venda de produtos alimentares, onde Zico encontrou a morte, para exigir o pagamento de uma dívida contraída pelo finado em circunstâncias não esclarecidas.
O policial afastou-se imediatamente do local do crime como forma de escapar da fúria popular. A vítima, que deixa mulher e filho menor de idade, perdeu a vida a caminho do hospital. Os familiares exigem justiça e a PRM disse que pronunciar-se-à sobre o assunto nos próximos tempos.
Uma mulher, que em vida respondia pelo nome de Luísa Mudibai, foi espancada até a morte pelo próprio filho, durante fim-de-semana, em Quelimane, província da Zambézia.
O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Jacinto Félix, aponta como móbil de crime a suspeita de que a finada, Luísa Mudibai, 47 anos, estaria envolvida na prática de feitiçaria.
“Gabriel Nevaz, o criminoso ora a contas com as autoridades policiais naquele ponto do país, para conseguir os seus intentos recorreu a uma enxada para espancar fisicamente a sua própria mãe até a morte acusando-a de feiticeira“, explicou Félix em conferência de Imprensa havida esta segunda-feira.
Dois emigrantes moçambicanos morreram carbonizados num incêndio, que matou outras três pessoas e destruiu mais de 200 casas precárias, num bairro nos arredores da cidade sul-africana de Pretória.
A Embaixada de Moçambique está a trabalhar na identificação dos familiares das vitimas, em coordenação com oficiais do município de Pretória.
Suspeita-se que as vítimas eram emigrantes ilegais.
As informações sobre a identidade das vitimas são escassas e mesmo os sobreviventes do incêndio desconhecem a identidade deles
As autoridades municipais que alertaram a Embaixada de Moçambique também não têm identidade e aguardam pelo trabalho forense.
Cerca de 1.600 pessoas vivem no bairro, sem água canalizada nem energia eléctrica.
Muitos são emigrantes ilegais do Zimbabwe.
Com a deterioração das condições socioeconómicas em Moçambique, a maior parte dos jovens emigra ilegalmente para África do Sul, que também enfrenta enormes desafios de falta de emprego.
Nos primeiros três meses deste ano, 15 mil pessoas perderam postos de emprego em vários sectores da economia, excepto na agricultura, construção e serviços públicos.
Cerca de nove milhões de jovens sul-africanos estão desempregados.
Os jovens emigrantes ilegais disputam oportunidades no sector informal com sul-africanos e acabam mesmo vivendo da mendicidade nas esquinas das ruas de Joanesburgo, como acontece com Joaquim Gazane, que saiu de Maputo há 16 anos para trabalhar nas obras de construção civil.
Entretanto, há jovens que já perceberam que a vida está muito apertada mesmo na África do Sul e apelam aos seus conterrâneos a procurarem soluções no país de origem.
Os muçulmanos moçambicanos celebram hoje (06), o fim do mês de Ramadão, o Eid al-Fitr.
O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social concedeu tolerância de ponto durante todo o dia 6 de Julho aos trabalhadores, agentes e funcionários públicos que professam a religião muçulmana em Moçambique.
De acordo com um comunicado de imprensa da instituição dirigida por Vitória Dias Diogo a tolerância “não abrangerá os trabalhadores cujas actividades e pela sua natureza no interesse público, segundo a Lei do Trabalho, não podem sofrer interrupção“.
Refira-se que vários países muçulmanos celebram hoje, a mesma ocasião, depois da observação do crescente lunar.
O filósofo moçambicano Severino Ngoenha defendeu que Moçambique está a investir mais na guerra do que na paz, apontando a eliminação da disparidade económica e a participação das comunidades nas grandes decisões como caminhos para estabilidade.
“Os recursos e meios que o país mobiliza para guerra são desproporcionalmente superiores àquilo que se mobiliza para paz“, afirmou o reitor da Universidade Técnica de Moçambique, falando durante a conferência “Pensar Moçambique”, organizada pelo Parlamento Juvenil em Maputo.
Associando os problemas que o país atravessa a uma crise moral, o académico moçambicano entende que a introdução de valores como a tolerância entre as forças dominantes é a principal condição para a resolução da crise política no país, alertando também para as consequências dos níveis de disparidade económica.
“A existência de uma comunidade em que poucos têm muito e muitos têm pouco, leva-nos necessariamente à violência“, lamentou o filósofo, observando que violência social, resultante do contraste entre a abundância e miséria em Moçambique, é a pior atrocidade e que a função da política deve ser corrigir estas discrepâncias.
Para o filósofo moçambicano, a participação das comunidades locais nos processos decisórios do país seria um caminho para reforma do sistema político, um espaço para a introdução de um modelo que facilita a interacção entre as camadas mais vulneráveis e as forças dominantes.
Convidando a juventude moçambicana a “reivindicar os seus direitos a si mesma”, o autor de “Das Independências às Liberdades” criticou a passividade dos jovens do país, considerando que a luta por privilégios tem estado na ordem do conformismo desta camada.
“Nós não podemos modificar a nossa história mas podemos modificar o nosso futuro“, declarou, apelando para uma “remoralização social” de Moçambique.
Referindo-se às autarquias provinciais, proposta da Renamo, maior partido de oposição, o académico moçambicano reiterou que a implementação do projecto exigiria que Moçambique criasse estruturas que garantam um diálogo permanente entre o Governo central e as autoridades provinciais, impedindo que o poder local faça da província uma propriedade privada e evitando que o país caia num tribalismo.
“A democracia em Moçambique devia inspirara-se nas comunidades de base“, afirmou, argumentando que só um modelo que valoriza as populações locais pode abrir espaço para que as pessoas participem na resolução dos seus próprios problemas.
Moçambique tem conhecido um agravamento dos confrontos entre as forças de defesa e segurança e o braço armado da Renamo, além de acusações mútuas de raptos e assassínios de militantes dos dois lados.
O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio
O Governo moçambicano e a Renamo retomaram em finais de maio as negociações em torno da crise política e militar em Moçambique, após o principal partido de oposição ter abandonado em finais de 2015 o diálogo com o executivo, alegando falta de progressos no processo negocial.
A Polícia da Republica de Moçambique (PRM), no distrito de Manica, deteve um cidadão indiciado no roubo de 11 quilos de ouro e 240.142 meticais, a uma mineradora de capitais chinesa que explora aquele mineral na região.
Segundo a Polícia, o homem identificado por Saquilo Sagibo, de 32 anos, ex-cozinheiro da empresa mineira Lean-Tesal Mining Penhalonga, retirou o ouro e dinheiro do cofre do escritório da empresa no sábado (02), e foi detido no domingo (03) quando tentava sair daquele distrito.
Leonardo Colher, chefe do departamento de Relações Públicas no comando provincial da Polícia de Manica, disse que o homem aproveitou-se do domínio dos escritórios para roubar a empresa fim de semana.
“O cozinheiro conhecia o cofre onde era guardado o ouro e o dinheiro e arrombou a porta do escritório e introduziu-se no interior, apesar de ele na altura da acção já estar desvinculado a empresa por acusações de outros roubos”, disse Leonardo Colher, adiantando que o cozinheiro depois de despedido manteve dentro da área mineira da empresa.
Ainda segundo o responsável, a Polícia foi accionada horas depois do roubo, tendo investigado as pistas que conduziram na neutralização e detenção do referido cozinheiro, que ainda não tinha gasto nenhum produto do furto.
“A Polícia recuperou na totalidade os 11 quilos de ouro e os 240.142 meticais roubados a empresa pelo ex-cozinheiro”, assegurou Leonardo Colher, acrescentando que o homem foi detido fora da área mineira onde a empresa explora o ouro naquele distrito fronteiriço.
O Presidente da República falou, pela primeira vez, da “imposição” do FMI para uma auditoria internacional à dívida pública moçambicana.
Filipe Nyusi, que falava à imprensa moçambicana que acompanhou a sua visita a Zâmbia, disse que o país vai cooperar em tudo que for necessário para eliminar aquilo que está errado e recusou a ideia de “imposição”.
“O FMI não está a impor coisas. É facto que as dívidas que o país contraiu não eram do conhecimento do FMI. Por isso, logo reconhecemos que o procedimento era errado. Daí termo-nos colocado à disposição para esclarecer o caso. Fizemos esse exercício em Washington e cá no país. O FMI está a desenhar medidas, juntamente connosco, para sairmos disto. Mas, o mais importante é não ficarmos numa situação de desespero ou de lamentações. Devemos eliminar o que está errado para podermos ter uma governação com bons indicadores”, disse o Chefe de Estado, frisando que é importante deixar os processos fluírem.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve um jovem de 21 anos de idade, acusado de burlar uma centena de pessoas, prometendo emprego, no distrito de Mabote, na província de Inhambane.
O jovem, residente no bairro de Magoanine, na cidade de Maputo, se fez ao distrito de Mabote, onde inventou uma empreitada para a construção de residências para professores.
A listagem dos interessados era feita inicialmente mediante o pagamento de setecentos e cinquenta meticais. Com a adesão de pessoas que procuravam emprego na suposta empreitada, o valor ia subindo cada dia, até que atingiu os mil meticais.
A Rádio Moçambique, ouviu, via telefone, parte de cerca das cinquenta pessoas vítimas desta burla.
Depois de alertada a Polícia, esta se encarregou pelas investigações que culminaram com a detenção e confissão do burlador.
O comandante distrital da Polícia em Mabote, José Chicavane, apela aos jovens para se aproximarem junto das autoridades sempre que forem confrontadas com cobranças e outros actos que se confundam com ilegalidades.
Uma mãe decidiu processar o próprio filho após ele ter falecido em um acidente de carro, em Junho de 2010.
Segundo informações do Herald Sun, Mahmoud Homsi, de 26, morreu após o veículo dirigido por ele invadir a pista contrária e colidir com um carro em uma estrada de Melbourne (Austrália).
De acordo com a polícia, ele dirigia a 90 km/h em um local cuja velocidade máxima era de 60 km/h. Além dele, uma menina de três anos, que estava a bordo do outro carro, também faleceu. O motorista e sua esposa também ficaram feridos.
A mãe do rapaz, Iman Homsi, de 50 anos, alega ter ficado com sérios problemas psicológicos após a morte do filho, motivo pelo qual ela não conseguiu mais trabalhar, e entrou com processo contra ele pedindo indemnização.
Apesar das acusações da mulher, que recebeu por telefone a notícia da morte do filho, a Suprema Corte da Austrália decidiu não dar prosseguimento ao caso. “Iman não estava na cena do acidente Ela não testemunhou a morte do filho, por isso não foi uma vítima imediata”, afirmou um juiz.
O juiz ainda explicou que não seria possível continuar o processo porque não há lei para casos em que alguém causa lesões psiquiátricas em alguém como resultado de provocar ferimentos ou a morte a si próprio.
A apresentadora de um programa da manhã da Polónia passou por momentos de terror durante um programa em directo.
No programa, a apresentadora Marzena Rogalska estaria a entrevistar um mágico que se preparava para executar um truque de magia em directo.
O mágico terá desafiado a apresentadora a escolher um dos três sacos de papel dispostos na mesa e esborrachá-lo com a sua mão. A escolha, porém, não terá sido a mais acertada. Debaixo daquele saco de papel escondia-se um prego, que trespassou a mão da vítima.
A mulher teve de ser transportada ao hospital, onde recebeu tratamento. A emissão acabou por ser interrompida. E só depois foi substituída na apresentação do programa.
O jogo de encerramento da 13.ª jornada do campeonato moçambicano da 1.ª Divisão (Moçambola) foi, a todos os títulos, simplesmente espectacular.
Falamos do derby entre Liga Desportiva de Maputo e Maxaquene, num daqueles jogos para mais tarde recordar, e que terminou com o triunfo tricolor, mercê de um grande golo de Massawa, aos 82 minutos.
À saída do campo, a festa maxaquenense era uma realidade indissolúvel. No entanto, apesar da natural melancolia, os adeptos da Liga Desportiva não estavam frustrados, afinal a equipa foi protagonista de um dos melhores jogos da temporada.
Aliás, em alguns momentos, os comandados de Dário Monteiro tiveram ascendência nas quatro linhas, tirando partido do jogo excessivamente defensivo (mas muitíssimo bem urdido) do adversário – Mário, Kito, Nando e companhia construíram lances susceptíveis de golo, mas debalde.
Taticamente bem estruturado, o Maxaquene soube esperar pelo momento certo para construir a vitória. Coeso a defender, foi saindo para o ataque despercebidamente, acabando por ter o jogo na mão.
E, como consequência, a indefensável bomba de Massawa veio oferecer mais brilho, por um lado, ao jogo bem conseguido da equipa de Chiquinho Conde; e, por outro, ao próprio espectáculo.
Resultados completos da 13.ª jornada:
Desportivo de Maputo-Ferroviário de Maputo 0-0
União Desportiva do Songo-Costa do Sol 2-1
Ferroviário de Nacala-Ferroviário da Beira 1-0
1.º de Maio de Quelimane-Ferroviário de Nampula 2-2
ENH de Vilankulo-Chingale de Tete 1-0
Clube do Chibuto-Desportivo de Nacala 1-1
Desportivo do Niassa-Estrela Vermelha 0-0
Liga Desportiva de Maputo-Maxaquene 0-1
Classificação: UD Songo 27 pontos; Ferroviário de Maputo, 24; ENH de Vilankulo, 23; Liga Desportiva de Maputo, 22; Ferroviário da Beira, Clube do Chibuto e Ferroviário de Nampula, 20; Maxaquene, 19; Desportivo de Nacala, 18; Estrela Vermelha, 14; Costa do Sol e Ferroviário de Nacala, 13; Chingale de Tete e 1.º de Maio de Quelimane, 11; Desportivo do Niassa, 9; Desportivo de Maputo, 8.
Um vídeo registou o momento em que um homem se encontrava em local arriscado para se esconder usando apenas cueca. O referido homem estava pendurado num aparelho de ar-condicionado, no oitavo andar, de um prédio em China.
De acordo com a imprensa chinesa, o homem estava na residência com uma pessoa casada, quando o marido chegou inesperadamente. Para se esconder, ele decidiu se segurar ao equipamento, que fica próximo da janela.
Não se sabe ainda se o homem saiu ou não ileso do esconderijo e da residência.
Um funcionário da Direcção Provincial da Economia e Finanças, cuja identidade não foi revelada, está detido após por ter tentado extorquir 17 mil meticais a um pensionista, na cidade de Lichinga.
Este facto foi revelado há dias pelo governador do Niassa, Arlindo Chilundo, na vila sede distrital de Metarica, num encontro com funcionários e agentes do Estado.
Chilundo disse que o ora detido alegou que queria ajudar o pensionista a receber o valor a que tinha como direito, para o convencer. Mas, em contrapartida, ele deveria dar-lhe uma compensação no valor de 17 mil meticais.
O pensionista não perdeu o dinheiro, porque o plano foi neutralizado através de uma denúncia.
Chilundo apelou aos funcionários e agentes do Estado não só do distrito de Metarica, mas de toda a província, a não enveredar pelo caminho da corrupção, que, segundo as suas palavras, pode manchar uma carreira toda de um funcionário ou agente do Estado, como no caso vertente.
Ele acrescentou que os funcionários públicos e agentes do Estado devem pautar pelo bem servir e prestar serviços condignos aos cidadãos, que são patrões deles.
Uma criança de oito anos foi alvejada ontem (03), na cabeça pelo pai, na rua Maria Pia, em Lisboa.
Esta situação ocorreu num quadro de violência doméstica. O homem, com mobilidade reduzida, tentou atingir a mulher, mas não conseguiu direccionar a arma e acabou por atingir o filho.
A criança de 8 anos foi alvejada na cabeça pelo pai.
O menor foi transportado para o hospital de Santa Maria e não corre perigo de vida.
Desconhecem-se as motivações que levaram a este crime. O homem, de 51 anos, foi detido pela Polícia Judiciária. Já a mulher foi levada para prestar declarações sobre a situação. Será presente na segunda-feira a tribunal para conhecer as medidas de coação que lhe vão ser aplicadas.
Duas pessoas do sexo masculino estão a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), desde a última sexta-feira (01), em Inhambane, acusadas de cometer assaltos naquela província com recurso a armas de fogo e instrumentos brancos.
O grupo foi detido algures no distrito de Vilanculos, onde se preparava para concretizar mais um assalto a um estabelecimento comercial vocacionado à venda de material de construção.
Na posse dos meliantes, que confessaram o crime, as autoridades da Lei e Ordem, apreenderam três armas de fogo, uma faca e está no encalço de um curandeiro que supostamente purificava o integrante da quadrilha.
Um dos elementos do bando assumiu que o plano era assaltar dinheiro que o chefe do referido estabelecimento comercial se preparava para movimentar.
De acordo com a PRM, a mesma quadrilha invadiu residências, há dias, no bairro do Aeroporto, onde protagonizou dois assaltos e apoderou-se de pelo menos 380 mil meticais.
Na mesma província, ou outro cidadão foi preso por porte de uma caçadeira. Um outro indivíduo está privado de liberdade por porte ilegal de uma pistola, a qual foi descoberta, pela Polícia, embrulhada em jornais e alegadamente para ser entregue a um comprador no distrito de Jangamo.
A Associação Moçambicana dos Médicos Tradicionais nega o envolvimento dos médicos nacionais no uso de partes do corpo humano de albinos, em actos supersticiosos.
O porta-voz da Ametramo Fernando Mathe disse no último sábado (02), em Maputo, não existirem no país médicos tradicionais formados para usar partes do corpo humano de albinos para quaisquer fins.
Fernando Mathe falava no decurso da marcha havida, em repúdio ao assassinato e perseguição de albinos, que juntou centenas de pessoas.
O Presidente Filipe Nyusi, garante que o governo está a seguir todos os passos necessários para o esclarecimento dos contornos da dívida pública contraída à revelia dos parceiros de cooperação, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
No seu primeiro pronunciamento público sobre a matéria, depois da recente visita de uma missão técnica do FMI visita a Moçambique, Nyusi disse hoje que é um facto que o país se endividou e as dívidas contraídas não eram do seu conhecimento, mas nós reconhecemos de imediato.
Na sequência disso, o seu governo foi a Washington, capital norte-americana, colocar-se a disposição dos parceiros visando esclarecer os contornos da dívida, exercício que foi feito e seguido da recente visita da missão do FMI ao país.
Nyusi, que falava no fim da visita à cidade de Ndola, capital da província zambiana de Copperbelt, onde inaugurou a 52ª edição da Feira Internacional disse que as partes estão agora a desenhar medidas para ver como tirar o país do problema, todavia o mais importante é evitar entrar numa situação de desespero e lamentações.
Aquilo que está errado tem de ser eliminado, até porque a nenhuma governação interessaria a desorganização ou a falta de procedimentos, disse o Presidente, anotando que o ideal é deixar os processos fluírem e, no caso vertente, estão a fluir dentro das balizas.
O governo, conforme assumiu, foi a Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, a fim de esclarecer os contornos, aceitou a proposta de criação de uma comissão de inquérito e a própria Procuradoria-Geral da República (PGR) está a desencadear um processo sobre a questão da dívida pública.
As coisas vão fluir porque para se chegar a 10 é preciso começar do um. Não se pode exigir que se vá a 10 sem começar no um. A contagem não é feita assim, disse o Presidente, apontando que quando o momento próprio chegar tudo isso será feito.
Nyusi, que atribuiu nota positiva a curta visita à Zâmbia, disse que a libertação económica constitui a principal batalha que os dois países estão a travar no sentido de consolidar o processo de afirmação do bloco regional, assim como configurar um novo panorama no quadro das relações internacionais.
Para assegurar a consumação do desiderato, os dois países têm estado a pensar no desenvolvimento de infra-estruturas comuns como estradas, bem como na possibilidade de um terminal seco no porto de Nacala, província de Nampula, para manusear as suas mercadorias que entram por aquela unidade portuária.
A Zâmbia está a receber, desde Março, energia eléctrica gerada a partir de uma central flutuante ancorada nas águas do porto de Nacala, para responder as necessidades do desenvolvimento que está a assinalar.
O país está a desenvolver industrialmente e a energia que tem não é suficiente, mas porque temos de ter o poder de antecipação estamos a desenvolver o projecto comum de construção de uma central térmica comum conjunta na zona de Moatize, disse o presidente, apontando que o país vizinho compra da energia da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), mas a sua necessidade é cada vez mais crescente.
Kirsty Slone e John Caning vivem em Paisley, na Escócia, e viajaram mais de 300 quilómetros para irem casar a Cumbria. Uma festa que custou cerca de 15.000 libras (quase 1.262.452 meticais) e que servia de homenagem ao pai da noiva que faleceu há uns anos e gostava do local.
Contudo, momentos antes da hora da celebração, o notário avisou que não podia haver casamento por este ter perdido os documentos. “Quando o notário chegou e disse que não podíamos casar, achei que ele estava a brincar”, explicou o marido, mostrando que a situação começou a piorar quando perceberam, que era verdade.
“Tínhamos 60 pessoas à nossa espera e tive de dizer à minha noiva que a cerimónia não podia continuar. Foi terrível. Ela ficou arrasada”, frisou ao jornal britânico Metro.
O casal irá usar a lua de mel e está a pensar casar na cidade onde mora. O notário acabou por pedir desculpa através de uma carta, mas os noivos querem que haja uma responsabilização pelos custos.
Treze etíopes violadores da fronteira moçambicana encontram-se detidos desde terça-feira (28), na primeira esquadra da PRM na cidade de Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique.
Trata-se de etíopes que violaram a fronteira de Moçambique, entrando a este território a partir da República de Malawi indo para Zobué, na província de Tete, passando pela ponte Changara entrando a EN7 e chegados a Vanduzi, foram detidos.
Segundo chefe das relações públicas no comando da Policia da República de Moçambique em Manica, Leonardo Colher, estes detidos foram neutralizados pela corporação em serviço, no distrito de Vanduzi, quando os mesmos seguiam o troço da EN7 em direcção a África do Sul.
Aliás, a polícia naquela região do país, sempre tem vindo a trabalhar com as entidades migratórias com vista a extinguir esta violação de fronteiras.
Violação de fronteira pode trazer consequências negativas ao violador, em casos de perca de identificação fora do seu país de origem, o que irá criar impasses caso queira se apresentar na embaixada do seu território, não irá facilitar na identificação dos violadores de fronteira em caso de acidente, ou mesmo vai dificultar sua transladação em caso de acidente mortal.
Colher sublinha ainda que, os ilegais ou violadores de fronteira serão repatriados a sua terra natal ou melhor de origem.
As autoridades policiais na província de Manica, tem vindo a trabalhar em conjunto com as entidades migratórias, com vista a neutralização e repatriar estes violadores de fronteiras as suas zonas de nacionalidade ou origem para que caso quiserem entrar no território moçambicano seja legalmente e não ilegal.
Este não é primeiro caso a se registar na província de Manica, de estrangeiros que violam fronteiras, mais estes tem tido bons tratamentos para serem repatriados as suas zonas de origem.
Refira-se que estas palavras foram dadas a conhecer aos jornalistas, a quando a conferência de imprensa sobre a detenção de 4 indivíduos com 8 ossadas de suposto albino, detidos em Chimoio, na província de Manica.
Um grupo cristão foi acusado de “chantagear” crianças com rosquinhas e chocolates para que elas, em troca, “escrevessem cartas para Deus”. As informações são do Daily Mail.
Conhecidos como “Breathe Communities”, o grupo passou duas semanas tentando evangelizar moradores de Penwith e Cornwall, na Inglaterra, para sua igreja. Porém, os pais das crianças não gostaram do modo como seus filhos foram abordados pelos cristãos.
“Podemos classificar como chantagem quando alguém tenta fazer uma criança escrever para Deus em troca de rosquinhas gratuitas?“, escreveu Gemma Keller, mãe de uma das crianças. “Deve haver um outro jeito para eles [o grupo] conquistarem o que desejam“, continuou.
Karen Golder, integrante da grupo cristão, defendeu as ações de sua equipe e afirmou que as guloseimas não eram entregues apenas para as crianças.
“Nós apenas oramos com elas. Também entregamos chocolate e revistas para os pais no Dia dos Pais e não houve confusão“, disse Golder ao Daily Mail. “Como pais, nós entendemos completamente o medo com estranhos, mas tudo o que oferecemos não tem pressão e é totalmente transparente“, concluiu.
Os Bispos Católicos de Moçambique emitiram uma declaração urgente sobre os recentes ataques terroristas que têm devastado a província de Cabo Delgado.
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