Uma equipa de médicos de dois hospitais de Barcelona realizou uma cirurgia pioneira na Europa, operando um feto de 700 gramas ainda no útero materno para corrigir uma malformação congénita que causava a protrusão dos intestinos para fora do corpo.
Este procedimento, realizado a 28 semanas de gestação, visava evitar danos irreversíveis no bebé, que nasceu sem complicações seis semanas após a cirurgia.
A malformação, conhecida como gastrosquise, é rara e ocorre quando os intestinos se desenvolvem fora da parede abdominal, à direita do cordão umbilical, devido a um fechamento inadequado durante a gravidez. A condição foi detectada durante uma ecografia realizada à mãe, de 20 anos, quando estava com 20 semanas de gestação.
A intervenção foi conduzida pela equipa do consórcio BCNatal, formado pelos hospitais Sant Joan de Déu e Clínic, ambos reconhecidos como centros de referência em obstetrícia e medicina fetal.
Este caso exemplar sublinha os avanços realizados na medicina fetal e a possibilidade de intervenções cirúrgicas complexas ainda no útero, elevando as esperanças para o tratamento de malformações congénitas graves.














