A residência de Benedito Quive, coordenador das finanças da ANAMOLA na província de Maputo, foi alvo de uma violenta investida na madrugada desta quinta-feira.
O incidente ocorreu por volta das 3h00, no bairro de Mukhatine, no município da Matola, quando homens fortemente armados invadiram a propriedade do político.
De acordo com Tânia Mar, mobilizadora do partido, o pior foi evitado graças à rápida reacção da vítima. Ao perceber a presença dos invasores, Benedito Quive começou a gritar por socorro de forma insistente, o que rapidamente despertou a vizinhança. Diante do risco de serem neutralizados pelos moradores que se apresentaram em apoio ao dirigente, os atacantes decidiram abortar a missão e fugiram do local.
Este episódio une-se a uma lista crescente de casos de violência e intimidação dirigidos a figuras ligadas ao partido liderado por Venâncio Mondlane, ocorrendo em várias regiões do país. A repetição destes incidentes elevou a preocupação no seio do partido e da sociedade civil, que percebem o cenário actual como uma clara campanha de perseguição política pós-eleitoral.
A atenção agora recai sobre a Procuradoria-Geral da República (PGR). Vários sectores têm criticado o que consideram um silêncio cúmplice por parte das autoridades judiciais diante dos ataques contínuos a membros da oposição. Há um crescente descontentamento quanto à falta de uma postura mais firme e célere da justiça na investigação destes crimes, que infringem gravemente os direitos e as garantias fundamentais consagrados na legislação moçambicana.















