O golo de Sidny Lopes Cabral, jogador da selecção de Cabo Verde, foi eleito pelos adeptos como o melhor golo do Mundial 2026.
A marcação ocorreu nos 16 avos de final, durante o jogo contra a Argentina, que contou com a participação da estrela Lionel Messi, e que resultou na eliminação da selecção cabo-verdiana por 3-2.
Sidny Lopes, que se transferiu do Benfica para o Trabzonspor da Turquia antes do início do Mundial, ajudou a sua equipa a dar o melhor de si, marcando um dos golos da partida. Em reacção nas redes sociais, o jogador expressou a sua felicidade pelo reconhecimento, lembrando que havia revelado em uma entrevista o sonho de marcar um golo no Mundial. “É uma grande honra receber este prémio. Estou incrivelmente feliz e grato por este reconhecimento e por tudo o que representa – não apenas por mim, mas, acima de tudo, pela ‘Cap-Verde’”, escreveu.
A participação de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de Futebol foi histórica, pois a selecção africana alcançou os 16 avos de final, sendo eliminada pela campeã Argentina após um emocionante prolongamento. Os tubarões azuis terminaram o torneio sem sofrer qualquer derrota em tempo regulamentar, tendo empatado em todos os quatro jogos disputados.
A equipa, orientada por Bubista, empatou com a Espanha (0-0), que viria a sagrar-se campeã mundial, assim como com o Uruguai (2-2) e a Arábia Saudita (0-0) na fase de grupos. A eleição do golo de Sidny Lopes Cabral destaca como a selecção de Cabo Verde conquistou a atenção do público no Mundial 2026.
Um homem que passou 27 anos no corredor da morte nos Estados Unidos teve a sua condenação anulada após a divulgação de um vídeo inédito que levanta sérias dúvidas sobre as provas que o incriminaram.
Jimmie “Chris” Duncan, de 57 anos, foi condenado à pena de morte em 1998 pela morte da sua enteada, uma criança de apenas dois anos, num crime que ocorreu em 1993.
Uma investigação da NBC News revelou um vídeo que mostra um dentista forense a pressionar e raspar um molde dos dentes de Duncan contra a pele da criança durante um exame post-mortem. Esta nova evidência afecta profundamente a principal prova apresentada contra Duncan, que eram as marcas de mordidas na menina.
Segundo a versão de Duncan, ele teria deixado a criança sozinha por um momento durante o banho e, ao regressar, encontrou-a afogada. Ele tentou reanimá-la, mas sem sucesso. Inicialmente, foi acusado de homicídio culposo, que implica a ausência de intenção de matar, mas a acusação foi posteriormente alterada para homicídio em primeiro grau ao serem descobertas as marcas de mordidas. A promotoria concluiu que a criança tinha sido agredida e afogada intencionalmente.
“Embora nada possa restituir as décadas roubadas do Sr. Duncan, esta decisão proporciona algum alento a ele, bem como à sua família e aos seus amigos”, afirmou o Innocence Project, que esteve envolvido na defesa de Duncan.
O homem havia recebido liberdade provisória em Novembro do ano passado após uma primeira decisão favorável. A Suprema Corte da Louisiana confirmou a anulação da sua condenação no final do mês passado.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um(a) Consultor(a) para Produção de Vídeos dos resultados das Actividades de Consolidação de Cinco Iniciativas Juvenis no Âmbito da Extensão do Programa IGUAL Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável de Desenvolvimento de Propostas de Programa. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador (a) – MEAL – (Gaza). Saiba mais.
A agência de viagens Gold Travel And Tours, sediada na Cidade de Maputo, pretende contratar para o seu quadro de pessoal uma (1) Directora Comercial. Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial de Redução do Risco de Desastres e Adaptação as Alterações Climáticas. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar uma (1) Empresa para Prestação de Serviços de Segurança e Vigilância Privada. Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial Técnico Sénior em Redução do Risco de Desastres e Adaptação às Mudanças Climáticas. Saiba mais.
O presidente da Argentina, Javier Milei, foi alvo de uma denúncia apresentada por dois advogados argentinos, que alegam que ele utilizou recursos públicos para participar de um acto que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, em São Paulo.
A representação criminal, assinada por José Lucas Magioncalda e Juan Martín Fazio, alega que Milei cometeu os delitos de descumprimento de dever como funcionário público e mau uso dos recursos do Estado. Segundo o documento, o chefe do Executivo argentino teria utilizado o avião presidencial, verbas do Estado e uma comitiva de funcionários do governo para um evento de carácter partidário, sem que houvesse uma agenda oficial no Brasil.
Milei desembarcou em São Paulo no fim-de-semana passado, onde participou do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, além de tecer críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A situação complicou ainda mais a crise diplomática entre Brasil e Argentina. A ação ressalta a necessidade de respeito à soberania dos Estados, citando a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU), a Carta da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Resolução 2625 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que reforçam que um Estado não deve intervir nos assuntos internos de outro.
Um total de 1.262 antigos mineiros e respectivos familiares, que contribuíram para o Fundo de Providência dos Trabalhadores das Minas de Ouro, Platina e Carvão desde 1989, irá receber pensões e compensações por morte ou doenças profissionais.
O valor estimado para estas compensações ascende a 148 milhões de rands, equivalente a 532 milhões de meticais.
Em decorrência deste processo, brigadas compostas por técnicos nacionais e sul-africanos iniciaram, a partir de ontem e até 14 de Agosto, uma campanha de identificação e cadastramento dos beneficiários nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.
Os antigos mineiros e os seus familiares podem consultar as listas disponíveis nas direcções do Trabalho Migratório, nos escritórios da Providência dos Mineiros e nos postos do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) situados na Matola e em Maputo, assim como nas cidades de Xai-Xai, Chókwè e Chibuto, em Gaza, e em Massinga e Maxixe, em Inhambane, bem como nas brigadas móveis.
Para a confirmação do direito à pensão, é necessário apresentar um documento que contenha o número de identificação do trabalhador mineiro, designado “Makhulu Skop”, assim como o bilhete de identidade ou passaporte e qualquer recibo de pagamento de salários da empresa mineira correspondente.
Este anúncio foi feito ontem em Maputo pela directora nacional do Trabalho Migratório, Alice Brito, e pelos representantes do Fundo de Providência de Mineiros da África do Sul, Frans Phakgadi e Shungana Monjana.
Um trágico incidente foi reportado no último fim-de-semana em Inharrime, na província de Inhambane, onde um menino de apenas 12 anos tirou a própria vida.
A confirmação foi feita hoje pelo porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Inhambane, Adérito Ofumane, durante o habitual briefing semanal.
Até ao momento, as circunstâncias que levaram a criança a tomar uma decisão tão extrema permanecem desconhecidas. Ofumane assinalou que as investigações em curso procurarão desvendar os motivos por trás deste ato.
O porta-voz apelou à sociedade moçambicana, enfatizando a importância do diálogo nas famílias como um meio eficaz para prevenir situações semelhantes.
O distrito de Moma acolheu a entrega de uma nova viatura destinada a reforçar a capacidade operativa da Polícia da República de Moçambique (PRM). Esta iniciativa visa intensificar as acções de patrulhamento, fiscalização e combate à criminalidade na região.
A entrega do veículo resulta de um compromisso assumido pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a sua visita ao distrito na passada sexta-feira. Na ocasião, o Chefe de Estado prometeu à população local o aumento das condições de trabalho da PRM, através da disponibilização de mais meios para a corporação.
Na cerimónia de entrega, o representante do governo provincial, Cálquer de Albuquerque, sublinhou que a viatura deverá ser utilizada exclusivamente para fins operacionais, ressaltando a importância deste reforço no cumprimento das atribuições da polícia, nomeadamente na garantia da ordem, segurança e tranquilidade públicas.
Cálquer de Albuquerque também mencionou que esta não é a primeira viatura enviada para aumentar a capacidade operativa da PRM na província de Nampula. O comandante provincial da PRM, Miquichone Afonso, afirmou que com esta nova oferta, a polícia em Moma passa a contar com um total de duas viaturas.
A nova viatura promete elevar a mobilidade dos agentes da PRM em Moma, permitindo uma maior presença policial nas comunidades e uma resposta mais ágil às ocorrências, no contexto das suas funções de combate à criminalidade e manutenção da segurança pública.
Os habitantes do distrito de Murrupula já não necessitarão de percorrer distâncias significativas para tratar de questões migratórias, graças à recente inauguração de um posto de atendimento de migração na localidade de Namitotelane, junto ao rio Ligonha.
A cerimónia de abertura foi presidida pelo director provincial da Migração de Nampula, Justino Sócrates.
Durante a inauguração, Justino Sócrates salientou a relevância da nova infraestrutura para a aproximação dos serviços às comunidades locais, garantindo assim um deslocamento seguro e organizado. Este evento assinala ainda as celebrações do 51.º aniversário do Serviço Nacional de Migração (SENAMI).
A criação deste posto representa um passo significativo na descentralização dos serviços públicos, permitindo que os cidadãos de Murrupula e suas redondezas acedam de forma mais rápida e eficaz ao atendimento migratório. Para as comunidades locais, a instalação deste posto é vista como um marco importante, pois não só reduz a necessidade de deslocações até à cidade de Nampula, mas também facilita o acesso a documentos e serviços considerados essenciais no dia-a-dia.
A nova unidade visa, assim, promover uma maior inclusão social e garantir que todos os cidadãos possam usufruir dos direitos e serviços a que têm direito, sem as barreiras da distância.
O atraso nos pagamentos aos empreiteiros surge como a principal causa do abandono de obras públicas inacabadas na província do Niassa, alarmando os deputados moçambicanos.
Esta situação, segundo a Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República (AR), pode comprometer não apenas o cumprimento das metas estabelecidas pelos órgãos de governação descentralizada, mas também o desenvolvimento local.
Na semana passada, uma delegação da AR deslocou-se à província para realizar uma visita de trabalho, na qual se reuniu com várias instituições, incluindo organizações da sociedade civil. Os encontros visaram apurar a magnitude das dívidas do Estado para com os empresários, situação que se arrasta entre dois a três anos.
Cernilde Muchanga de Mendonça, vice-presidente da 2.ª Comissão na AR, comentou a respeito da visita, revelando que os deputados dialogaram com o Governo com o intuito de entender as razões para esta problemática. Os deputados reconheceram que a principal questão reside no atraso na disponibilização de fundos do Estado destinados às províncias.
Muchanga garantiu que o grupo parlamentar continuará a dialogar com o Governo central na busca por soluções que assegurem a rapidez na disponibilização de recursos financeiros, essenciais para o funcionamento adequado dos órgãos governamentais na província do Niassa.
A Assembleia Municipal de Marracuene aprovou, na sessão de ontem, um novo esquema de tarifas para o transporte semi-colectivo de passageiros e para os autocarros municipais.
A partir de agora, o valor mínimo por viagem será de 18 meticais, enquanto o trajecto mais longo passará a custar 34 meticais.
Segundo a autarquia local, esta alteração visa reforçar a mobilidade urbana e garantir um serviço mais eficiente, seguro e fiável para os cidadãos. A Câmara Municipal fez um apelo a todos os operadores e prestadores de serviços de transporte, sublinhando a importância do cumprimento rigoroso das novas tarifas.
Este reajuste resulta de um processo de diálogo e concertação que envolveu os diversos intervenientes do sector, sendo essencial o seu respeito integral para o benefício da população. A autarquia espera que esta medida contribua para uma melhoria na qualidade do transporte público na região.
As reservas obrigatórias mantidas pelos bancos comerciais de Moçambique ascenderam a 308,9 mil milhões de meticais (equivalente a 4,8 mil milhões de dólares norte-americanos com a taxa de câmbio actual) no mês de Maio, correspondendo a quase 31 por cento.
Segundo o mais recente relatório estatístico do Banco de Moçambique, na qualidade de regulador do sistema financeiro nacional, após a queda verificada em Abril, as reservas obrigatórias registaram um aumento significativo em Maio, resultante da entrada em vigor do aumento mais recente nos requisitos de reservas decidido pelo banco central.
O volume dessas reservas havia atingido um pico de 259,2 mil milhões de meticais em Dezembro de 2025, antes de cair para 225,3 mil milhões de meticais em Janeiro deste ano e, posteriormente, aumentar gradualmente até Março. Desde o final de Dezembro de 2022, quando as reservas obrigatórias eram de 62,1 mil milhões de meticais, o volume de fundos exigidos pelo banco central cresceu em quase 400 por cento até ao final de 2024.
Num contexto de escassez de moeda estrangeira no mercado doméstico, as empresas moçambicanas têm apelado desde 2024 à necessidade de o banco central aliviar os requisitos de reservas obrigatórias, especialmente os aplicados aos depósitos em moeda estrangeira.
Essa decisão foi tomada a 27 de Janeiro de 2025, quando o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu reduzir os requisitos de reservas para 29 por cento para a moeda nacional e 29,5 por cento para a moeda estrangeira.
No entanto, em Maio passado, o CPMO optou por manter a taxa de reservas obrigatórias para as obrigações em moeda estrangeira em 29,5 por cento, enquanto aumentou a taxa aplicada às obrigações em moeda nacional de 29 por cento para 39 por cento.
s autoridades da província de Inhambane estão em estado de alerta devido ao número significativo de cidadãos e entidades que não cumprem com as suas obrigações fiscais. A Secretária de Estado, Arsénia Massingue, manifestou preocupação com esta situação, que está a comprometer a arrecadação de receitas na região.
Durante uma recente visita aos Serviços Provinciais de Finanças, Massingue salientou que “há alguns contribuintes que não estão a honrar os seus compromissos”. A governante também informou que, para lidar com os incumprimentos, vários processos estão actualmente em tribunal, tendo sido remetidos aos órgãos de administração da justiça para serem responsabilizados os devedores.
No âmbito das fiscalizações, Massingue visitou ainda o sector das alfândegas, onde constatou um elevado número de viaturas apreendidas, evidenciando a gravidade da situação relativa às fugas ao fisco.
A governante apela aos cidadãos para regularizarem a sua situação fiscal, de forma a contribuir para o desenvolvimento económico da província.
A Autoridade Reguladora dos Transportes Marítimos do país está empenhada em desenvolver mecanismos que coíbam o uso fraudulento da bandeira nacional por embarcações estrangeiras.
Este fenómeno tem sido utilizado como uma estratégia para evitar sanções internacionais, suscitando a preocupação das autoridades competentes.
Durante a abertura de um workshop sobre o estabelecimento do Centro Nacional de Partilha de Informação Marítima, Lourenço Machado, administrador executivo do Instituto de Transporte Marítimo (INTRASMAR), anunciou que poderão ser feitas alterações à legislação nacional. O objectivo é reforçar as directrizes para o registo de embarcações, de modo a mitigar o risco de utilização indevida da bandeira nacional.
O evento realizado ontem destacou a importância de uma monitorização eficaz das actividades marítimas, assegurando a segurança no mar e a prevenção da pirataria, roubos a mão armada e outras ameaças. Esta iniciativa surge em resposta a um recente incidente envolvendo um petroleiro com tripulação indiana, que foi alvo de ataque ao tentar atravessar o estreito de Ormuz, enquanto hasteava fraudulentamente a bandeira de Moçambique.
As autoridades estão determinadas em salvaguardar a integridade da bandeira nacional e a segurança das operações marítimas no país.
O projecto de pulseiras electrónicas destinado a reclusos em Moçambique permanece em fase de expectativa, sem uma data definida para a sua introdução, apesar da promessa do Governo.
Inicialmente previsto para iniciar em 2025, o projecto agora se encaminha para o segundo semestre de 2026, ainda sem um cronograma concreto.
Na segunda-feira (27), o director-geral do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP), David Arsénio Henrique David, reiterou a intenção de implementar a iniciativa, lançada oficialmente em Dezembro de 2025 pelo ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize. A medida visa ajudar na redução da superlotação nos estabelecimentos penitenciários.
Citado pela publicação Carta de Moçambique, Henrique David, durante uma cerimónia de deposição de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos, em comemoração ao 51.º aniversário da instituição, explicou que toda a tecnologia necessária para o funcionamento das pulseiras electrónicas já está instalada. Contudo, a regulamentação que definirá os critérios para a sua aplicação ainda aguarda aprovação.
“O sistema já está montado. O que falta é regulamentar quem poderá beneficiar da pulseira electrónica, em que circunstâncias e quais serão os critérios para a sua utilização”, afirmou.
A introdução das pulseiras electrónicas é uma das medidas anunciadas pelo presidente Daniel Chapo, durante a sua tomada de posse como quinto Chefe de Estado, a 15 de Janeiro de 2025. O Governo planeia aplicar, ainda este ano, um total de 3 mil pulseiras electrónicas a reclusos em liberdade condicional.
Segundo Saize, a implementação inicial deste número de pulseiras representa um passo significativo para a humanização dos estabelecimentos penitenciários, aliviando a pressão sobre o sistema e permitindo uma redução das despesas do Estado neste sector, que totalizam cerca de 360 milhões de Meticais por ano, o que equivale a 12% do orçamento anual do SERNAP.
Apesar da confiança expressa por Henrique David de que o processo será concluído antes do final do ano, o projeto está sendo financiado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), mas os valores envolvidos não foram divulgados ao público.
Durante a Conferência Internacional sobre a SIDA no Rio de Janeiro, a ONU alertou que a resposta global ao HIV, o vírus que causa a SIDA, está “completamente paralisada” devido à maior queda no financiamento em décadas.
A vice-directora executiva da ONUSIDA, Angeli Achrekar, destacou que o financiamento internacional para o combate ao HIV caiu quase 20% no ano passado.
“Se não nos unirmos como no passado, veremos um ressurgimento do HIV”, advertiu Achrekar, fazendo referência ao aumento de novas infecções entre populações vulneráveis em diversas regiões. A redução do orçamento de ajuda internacional por parte dos Estados Unidos após o regresso de Donald Trump à Casa Branca no ano passado teve um impacto significativo, levando vários países europeus, como França, Alemanha e Reino Unido, a seguirem o mesmo exemplo.
Segundo um relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/SIDA (ONUSIDA), o financiamento global para a prevenção e tratamento do HIV em países de baixo e médio rendimento diminuiu 18% até 2025. Desde 2011, o financiamento europeu para estas áreas caiu 58%. Apesar dos cortes drásticos implementados pela administração Trump, os Estados Unidos continuam a representar 74% do financiamento público destinado à prevenção e tratamento do HIV.
Países em desenvolvimento mais afectados pelo HIV, muitos deles na África subsariana, estão a intensificar os seus próprios esforços, mas muitos dependem da ajuda oficial ao desenvolvimento para até 90% do financiamento das suas acções de combate ao HIV.
Os especialistas sublinharam que ainda é cedo para avaliar completamente o impacto dos cortes no financiamento. Embora o número de novas infecções e mortes relacionadas com a SIDA tenha diminuído em 2025 para o nível mais baixo em mais de 30 anos, as novas infecções aumentaram em 21 países, segundo o relatório.
A ONU estabeleceu objectivos para erradicar a SIDA como uma ameaça à saúde pública até 2030, incluindo garantir que 20 milhões de pessoas tenham acesso a medicamentos antirretrovirais que previnem a propagação do HIV. No entanto, o relatório alerta que quase metade das crianças que vivem com HIV não tiveram acesso a estes tratamentos inovadores no ano passado.
Achrekar fez um apelo às empresas farmacêuticas para que tornem os medicamentos “acessíveis e disponíveis para todos”.
A Procuradoria Nacional Financeira (PNF) da França solicitou um julgamento criminal para vários filhos de Omar Bongo, o falecido presidente do Gabão, para a primeira-dama da República do Congo, Antoinette Sassou Nguesso, e para o banco BNP Paribas, todos acusados de fraude na aquisição de imóveis.
Ao todo, a PNF pediu o julgamento de 23 entidades, incluindo cinco empresas — o BNP Paribas e quatro imobiliárias — e 18 pessoas, entre as quais se encontram os filhos de Omar Bongo. Uma fonte judicial revelou que também está envolvida a ex-miss França e actriz Sonia Rolland.
As investigações, que estão em andamento desde o final de 2010, foram iniciadas após uma queixa apresentada pela ONG Transparência Internacional. Segundo a PNF, foram apreendidas 52 propriedades que teriam sido adquiridas fraudulentamente.
As autoridades alegam que a compra dos imóveis foi realizada através de um sofisticado sistema de corrupção, clientelismo político e interesses comerciais entre Paris e as suas antigas colónias africanas. Este esquema remete ao “Caso Elf”, que envolveu comissões secretas pagas pela petrolífera francesa a Omar Bongo, que faleceu em Junho de 2009, e ao seu círculo próximo.
A investigação sugere que Omar Bongo teria transferido dezenas de milhões de euros em dinheiro vivo para uma empresa gabonesa de design de interiores, a Atelier 74, para financiar aquisições imobiliárias. Esses valores teriam sido posteriormente transferidos para a conta francesa da empresa.
O BNP Paribas, que está sob investigação formal desde Maio de 2021, enfrenta acusações de branqueamento de capitais agravado, corrupção e desvio de fundos públicos. O banco é acusado de ter facilitado, entre 1996 e 2008, a conversão de fundos de origem ilícita em transacções imobiliárias, num total de pelo menos 35 milhões de euros, em benefício da família Bongo e seus associados.
Em resposta à AFP, o BNP Paribas contestou qualquer responsabilidade criminal neste caso, afirmando que defenderá sua posição e recordando que os eventos ocorreram antes de 2008.
Entre os descendentes de Omar Bongo, a PNF requer a acusação de sua filha mais velha, Pascaline, por receita de fundos públicos roubados, branqueamento de capitais, corrupção ativa e passiva, e desvio de bens da empresa. Pascaline Bongo atuou como chefe de gabinete do pai até a sua morte e é suspeita de aquisição fraudulenta de vários apartamentos de luxo em Paris. Outros filhos de Omar Bongo também estão entre os alvos da acusação.
Um forte sismo de magnitude 7,1 na escala de Richter abalou o sudoeste do Japão, resultando em vários feridos e causando derrocadas de edifícios e incêndios.
A informação foi confirmada pela primeira-ministra, Sanae Takaichi, que destacou a gravidade da situação.
“Ainda estamos a avaliar a extensão dos ferimentos e dos danos materiais, mas fui informada de que já há vários feridos… Há falhas de energia e incêndios em algumas áreas, estradas e pontes foram danificadas e edifícios desabaram”, declarou a primeira-ministra.
O tremor ocorreu na zona de Kumamoto, na ilha de Kyushu, e um alerta de tsunami foi inicialmente emitido, mas posteriormente suspenso. Um porta-voz da Agência Meteorológica do Japão informou que o sismo ocorreu em terra firme e não foi observada qualquer actividade de tsunami.
A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão também relatou que não foram encontrados problemas nas três centrais nucleares próximas à área afectada pelo sismo.
Kumamoto já havia sido atingida por um terramoto em 2016, que causou mais de 50 mortos, 1.800 feridos e danificou ou destruiu dezenas de milhares de casas. A população continua a monitorar a situação enquanto as autoridades trabalham na avaliação dos danos e no socorro às vítimas.
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Zinédine Zidane foi oficialmente apresentado esta terça-feira como o novo seleccionador da selecção francesa de futebol. Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), anunciou o treinador de 54 anos como sucessor de Didier Deschamps durante uma conferência de imprensa.
“É um momento excepcional aquele que vivemos esta manhã. Há já quase 14 anos que a Federação não se deparava com esta situação. Também é uma situação excepcional no que diz respeito à pessoa sentada ao meu lado”, afirmou Diallo, referindo-se ao ex-jogador, que é considerado uma lenda do futebol francês. O presidente destacou que Zidane sempre manifestou o sonho de treinar a selecção francesa, um desejo que agora se concretiza.
Zidane irá comandar a selecção francesa nos próximos quatro anos, até ao Mundial de 2030. O contrato entra em vigor a partir de 1 de Agosto e a nova equipa técnica será anunciada no início de Setembro.
Desde que deixou o Real Madrid em 2021, Zidane esteve sem clube, tendo sido associado a vários clubes europeus ao longo dos últimos anos. No entanto, o sonho de liderar a selecção pela qual tanto brilhou prevaleceu, levando-o a esperar pelo momento certo para assumir o cargo deixado por Deschamps.
Os Estados Unidos confirmaram a realização de novas conversações entre Israel e o Líbano, que ocorrerão em Roma de 4 a 6 de Agosto. Estas discussões visam a criação de “zonas piloto” com o exército libanês.
“Em Roma, os grupos técnicos empenhar-se-ão em fazer avançar a implementação integral do acordo-quadro”, declarou na segunda-feira um responsável do Departamento de Estado, que optou por não se identificar. O foco das conversações será a extensão do processo das “zonas piloto”, a resolução de questões fronteiriças pendentes e a elaboração de um acordo global de paz e segurança.
“A experiência adquirida nas primeiras zonas irá ajudar-nos a aperfeiçoar a implementação das zonas piloto, para que esta possa ser alargada de forma progressiva”, acrescentou a fonte.
No domingo, o exército libanês condenou a continuidade das operações militares de Israel no sul do Líbano, afirmando que isso impede o seu deslocamento para a região, conforme estipulado no acordo assinado em Junho entre os dois países em Washington.
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, anunciou recentemente a realização dessas negociações.
O acordo celebrado em Junho prevê a mobilização do exército libanês em “zonas piloto” evacuadas por Israel, que continua a ocupar uma parte do sul do Líbano, condicionado ao desarmamento do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irão.
Apesar da aparente calma nos combates, o exército israelita continua a realizar ataques intermitentes na região sul do Líbano.
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