A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, revelou a intenção de atribuir bolsas de estudo em diversos níveis de ensino, tanto a nível nacional como internacional, dirigidas especialmente a jovens em situação de vulnerabilidade.
O anúncio foi feito durante um encontro com jovens do posto administrativo de M’sawise, situado no distrito de Mavago, na província do Niassa, como parte da sua visita de trabalho à região.
Gueta Chapo sublinhou que o principal objectivo desta iniciativa é potenciar as qualificações académicas e profissionais dos jovens, adequando-as às exigências do actual mercado de trabalho. A Primeira-Dama destacou que várias parcerias já foram estabelecidas para viabilizar este programa, contando com o apoio de entidades tanto nacionais como internacionais comprometidas com a promoção da educação e do desenvolvimento da juventude moçambicana.
Com esta medida, espera-se que mais jovens tenham acesso a oportunidades educativas que possam facilitar a sua integração no mercado laboral e contribuir para o desenvolvimento do país.
No âmbito de um workshop sobre advocacia e mobilização cívica para uma transição energética justa, diversas organizações da sociedade civil enfatizaram a necessidade urgente de Moçambique acelerar a diversificação da sua economia, reduzindo a dependência do gás natural.
A iniciativa, promovida pelo Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) em parceria com a OXFAM Moçambique, visou alertar para os riscos associados à exploração exclusiva de recursos naturais.
Gabriel Manguele, coordenador da Divisão de Direitos, Recursos e Responsabilidade Corporativa do CDD, sublinhou que a economia do país se encontra excessivamente centrada na exploração de recursos naturais, à custa de sectores fundamentais como a agricultura e a indústria transformadora. Um estudo apresentado durante o evento indicou que as receitas esperadas do projecto Coral Sul FLNG poderão ser inferiores ao que foi inicialmente previsto, com retornos significativos para o Estado apenas a partir de 2033.
Adelson Rafael, gestor de Programas e Políticas da OXFAM Moçambique, destacou a importância da participação activa das comunidades locais nos processos relacionados com a exploração dos recursos naturais. Afirmou que as populações de Cabo Delgado não podem ser relegadas a um ciclo de exploração do gás sem que sejam garantidos benefícios palpáveis.
Este workshop procura fomentar uma discussão crítica sobre a transição energética do país, tendo em vista a construção de um futuro sustentável e inclusivo para todos os moçambicanos.
Estão em vigor as novas tarifas para o transporte semi-colectivo de passageiros nas ligações interdistritais na província de Gaza. A decisão foi aprovada por consenso durante uma sessão da Assembleia Provincial.
Com a actualização dos preços, a viagem entre Xai-Xai e Macia, com uma distância de aproximadamente 60 quilómetros, passará a custar 135 meticais, um aumento face aos 110 meticais anteriores. As tarifas para outros destinos foram igualmente ajustadas, estabelecendo-se 270 meticais para Chókwè, 290 para Guijá, 157 para Chibuto, 462 para Massingir, 157 para Mandlakazi, 135 para Chidenguele e 96 meticais para Chinavane.
Os passageiros que partem de Chibuto enfrentarão novos valores: 138 meticais para Macia, 126 para Mandlakazi, 167 para Xai-Xai, 137 para Guijá, 135 para Chókwè, 382 para Nhanale, 137 para Chilembene e 90 meticais para Chissano. Nas rotas que têm Chókwè como origem, as tarifas foram fixadas em 135 meticais para Macia e Chibuto, 216 para Mabalane, 553 para Mapai, 753 para Chicualacuala e 382 meticais para Dindiza.
No distrito de Limpopo, as novas tarifas variam entre 27 e 109 meticais, dependendo da rota, enquanto no distrito de Chongoene os preços oscilam entre 40 e 96 meticais.
Para as ligações de longa distância, a tarifa de Massingir para Chókwè passará a custar 292 meticais, Massingir a Macia 427 meticais, Massingir a Xai-Xai 562 meticais e Massingir a Mabalane 164 meticais. A ligação entre Mapai e Chicualacuala foi fixada em 180 meticais, enquanto as viagens para Chókwè, Massangena e Mabalane passarão a custar 553, 472 e 324 meticais, respectivamente.
A actualização visa melhorar a sustentabilidade do transporte semi-colectivo na região e facilitar o acesso dos cidadãos às diversas localidades.
O número de cidadãos moçambicanos mortos em ataques xenófobos perpetrados por cidadãos sul-africanos subiu de sete para nove.
A informação foi revelada pelo porta-voz do governo e Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante uma conferencia de imprensa em Maputo, na sequência da reunião do Conselho de Ministros.
Os ataques xenófobos ocasionaram não apenas a morte de nove moçambicanos, mas também afectaram pelo menos 874 cidadãos, numa escalada de violência que tem levado centenas de pessoas a regressar ao país. “A situação continua a ser motivo de preocupação, especialmente devido à circulação de ameaças dirigidas a cidadãos estrangeiros residentes na província de KwaZulu-Natal, onde foi alegadamente concedido um prazo até 30 de Junho para a sua saída da região”, afirmou o ministro.
Em resposta a esta crise, o governo activou mecanismos de resposta e assistência logo após o início dos ataques na passada sexta-feira. “Foi formada uma equipa multi-sectorial, abrangendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), os Serviços de Migração, a Alta Comissão e o Consulado de Moçambique na África do Sul”, destacou Isse.
O objectivo é avaliar a dimensão da crise e preparar uma resposta coordenada para acolher os cidadãos que desejam retornar ao país. Até ao momento, vários moçambicanos registaram-se no Consulado de Moçambique em Durban, formalizando a sua intenção de regressar. O governo prevê a entrada imediata de mais de 300 cidadãos através da travessia fronteiriça de Ressano Garcia, a principal via terrestre entre Moçambique e a África do Sul.
Para assegurar o transporte das pessoas afectadas, foram mobilizados seis autocarros com capacidade para 60 passageiros cada e 12 minibuses, numa operação coordenada entre as autoridades sul-africanas e instituições moçambicanas. Ao chegarem ao cruzamento fronteiriço de Ressano Garcia, os moçambicanos em processo de repatriamento recebem dois kits de alimentos, um para uso imediato e outro para os primeiros 10 dias de reintegração nas suas localidades de origem.
Na fase inicial, o governo planeia repatriar aproximadamente mil cidadãos moçambicanos. Presentemente, 584 pessoas encontram-se alojadas em abrigos comunitários na África do Sul, devido à insegurança provocada pelos ataques. Isse assegurou que o governo irá manter comunicação diária sobre a evolução da situação, garantindo assim informações actualizadas às famílias e ao público.
Nos últimos meses, diversas manifestações anti-migrantes têm sido realizadas por cidadãos sul-africanos, dirigidas a africanos, incluindo moçambicanos. Os actos xenófobos, cuja recorrência é alarmante, têm como alvo principal os africanos negros e têm conduzido a saques, deslocações forçadas, assédio e motins mortais em assentamentos informais.
Dados do governo indicam que mais de 300.000 moçambicanos residem na África do Sul, que é o maior parceiro comercial de Moçambique na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com comércio que varia entre 1.7 bilhões e 2 bilhões de dólares anuais. A movimentação nas fronteiras é intensa, com entre 1.700 a 2.000 camiões a cruzarem diariamente, além de um forte comércio informal transfronteiriço.
As empresas moçambicanas passarão a ter uma participação obrigatória em grandes projectos de investimento, conforme o novo enquadramento legal estabelecido pela promulgação das leis de revisão do Sector Empresarial do Estado, de Minas e de Petróleo, bem como da nova Lei de Conteúdo Local.
Estas leis foram promulgadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, após confirmação de sua conformidade com a Constituição da República de Moçambique, de acordo com um comunicado enviado à AIM.
Com esta decisão, estabelece-se um novo marco legal considerado fundamental pelo Governo para fortalecer a soberania económica do país, promovendo um melhor aproveitamento dos recursos nacionais e assegurando benefícios significativos para a população moçambicana.
No comunicado, destaca-se que a promulgação das leis foi realizada em conformidade com as competências atribuídas ao Chefe do Estado pelo artigo 162 da Constituição, sendo que os diplomas apresentados não contrariam os princípios constitucionais e cumprem os requisitos necessários para a sua publicação.
A revisão das legislações concernentes aos sectores empresariais, de minas e de petróleo é parte de uma estratégia mais ampla que visa a valorização dos recursos estratégicos do país e a melhoria da capacidade estatal na gestão de sectores-chave para o desenvolvimento económico.
O Governo acredita que estas alterações facilitarão a maximização dos benefícios resultantes da exploração de recursos naturais, reforçarão a soberania económica e garantirão uma participação mais significativa do empresariado nacional nas actividades abrangidas pelos sectores extractivos.
A nova Lei de Conteúdo Local impõe a participação de empresas moçambicanas nos grandes projectos de investimento, priorizando a aquisição de bens e serviços produzidos localmente. Esta iniciativa tem como propósito expandir oportunidades para o sector empresarial nacional, estimular a produção interna e potenciar os efeitos positivos dos investimentos sobre a economia do país.
Segundo o comunicado, o novo quadro legal irá reforçar a retenção de riqueza em Moçambique, fomentar o investimento nacional e impulsionar a criação de postos de trabalho.
“Com a promulgação destes diplomas legais, o Estado moçambicano reforça a gestão dos recursos estratégicos em prol do interesse nacional, promovendo, simultaneamente, o emprego, o investimento, a retenção de riqueza e o desenvolvimento sustentável de Moçambique”, pode ler-se na nota.
A implementação destes instrumentos legais ocorre em um contexto em que o país procura maximizar o valor acrescentado derivado de seus recursos minerais e energéticos, ao mesmo tempo que busca reforçar o papel do sector privado nacional na execução de grandes projectos de desenvolvimento.
Moçambique enfrenta actualmente um dos seus maiores desafios ambientais, com a perda de cerca de 267 mil hectares de floresta por ano, o que representa aproximadamente 0,79% da cobertura florestal nacional.
Este alerta foi dado pela directora nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas no Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Sónia Muando, durante as comemorações do Dia Mundial do Ambiente, que se assinala a 5 de Junho.
Muando salientou que os principais factores que contribuem para a degradação florestal incluem a agricultura de subsistência, a produção de carvão vegetal, queimadas descontroladas e a expansão dos assentamentos humanos. Em suas declarações, a responsável afirmou que a conversão de áreas florestais para agricultura e produção de carvão, bem como a urbanização, reforçam a perda florestal.
A directora também alertou para o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como ciclones, secas e cheias, que acentuam a vulnerabilidade ambiental e socioeconómica do país. Apesar destes desafios, ela destacou os avanços na conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, citando a restauração de cerca de cinco mil hectares de mangal em várias regiões, com a participação de comunidades locais e organizações da sociedade civil.
“Existem ainda cortes significativos de mangal, mas o envolvimento das comunidades na recuperação destes ecossistemas é notável”, acrescentou. Muando referiu-se aos danos causados pelo ciclone Kenneth em Cabo Delgado como uma demonstração da importância dos mangais na protecção das zonas costeiras, enfatizando que as comunidades reconheceram melhor o valor deste tipo de floresta após os desastres naturais.
Outro aspecto positivo mencionado foi a recuperação gradual da fauna bravia em algumas áreas de conservação, actualmente englobando cerca de 26% da superfície terrestre nacional e 5% da área marinha sob regimes de conservação.
Muando reiterou que o desafio é expandir as áreas marinhas protegidas, com o objectivo de cumprir as metas estabelecidas e de promover a conservação da biodiversidade e a resiliência climática. Para a directora, as áreas de conservação não devem ser vistas apenas como instrumentos de protecção ambiental, mas também como motores de desenvolvimento sustentável para as comunidades locais.
“Estamos a trabalhar para transformar a conservação da biodiversidade e das florestas numa oportunidade de desenvolvimento sustentável”, concluiu a directora.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo proferiu uma condenação contra o activista social Adriano Nuvunga, obrigando-o ao pagamento de um milhão de meticais pela prática do crime de difamação em relação ao Presidente do partido PODEMOS, Albino Forquilha.
A condenação decorre de uma acusação segundo a qual Albino Forquilha teria recebido a quantia de 219 milhões de meticais em troca da desistência na contestação dos resultados das eleições gerais de 2024. Este processo foi, no entanto, arquivado pela Procuradoria-Geral da República devido à falta de provas substantivas.
Adriano Nuvunga expressou a sua insatisfação com a decisão do tribunal, afirmando a intenção de recorrer da sentença. No lado oposto, Albino Forquilha classificou o veredicto como justo e instou a população a evitar acusações sem fundamento.
O desenrolar deste caso tem gerado discussões acesas na opinião pública, reflectindo a crescente tensão no panorama político moçambicano.
Uma manada de búfalos provocou a morte de uma pessoa e deixou outras duas feridas na localidade de Matchabe, nos arredores da vila de Magude, na província de Maputo.
Segundo informações fornecidas por Mariana Cupane, administradora de Magude, o incidente ocorreu após os animais se evadirem do cerco da Estação Zootécnica de Chobela, invadindo áreas residenciais da sede distrital. O ataque apanhou os moradores de surpresa, resultando em graves consequências.
As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias que levaram a esta situação trágica e apelam à população para permanecer atenta a possíveis riscos relacionados à presença de animais selvagens na zona.
Na abertura do Fórum de Turismo e Investimento, realizado na vila-sede do distrito de Rapale, o Ministro da Economia, Basílio Muhate, enfatizou a necessidade de posicionar Moçambique como uma marca turística de referência internacional.
O objectivo é atrair visitantes, investidores e oportunidades de negócio, transformando assim o turismo em uma das principais alavancas do desenvolvimento económico do país.
Muhate sublinhou que Moçambique possui condições únicas que o permitem destacar-se entre os destinos turísticos mais procurados em África. Contudo, alertou que o potencial deve ser acompanhado por uma estratégia robusta de promoção e valorização da imagem nacional. “A construção da nossa reputação como país é essencial para fortalecer a confiança dos investidores, comunicando ao mundo uma narrativa coerente sobre Moçambique”, afirmou.
O Ministro recordou que, em 2025, o país acolheu cerca de 1,2 milhão de visitantes, representando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, o que gerou receitas superiores a 13 mil milhões de meticais. “Estes números indicam que o turismo está a crescer e a reafirmar-se como um dos sectores estratégicos da nossa economia”, destacou.
Muhate também referiu que o turismo global vive uma fase de recuperação, apresentando novas oportunidades para destinos emergentes como Moçambique. Apesar dos avanços registados, os resultados ainda não refletem o potencial total do país, que possui mais de 2.700 quilómetros de costa, uma rica herança cultural e diversidade de ecossistemas.
O ministro identificou a “transformação” como a palavra-chave para o futuro do sector. Ele delineou três prioridades estratégicas: fortalecer a marca Moçambique no mercado global, promover o investimento turístico e reforçar a conectividade.
“O crescimento sustentável de qualquer destino turístico depende de acessos eficientes. Assim, a conectividade aérea, marítima, ferroviária e rodoviária é uma prioridade estratégica da nossa governação”, concluiu.
O Fórum de Turismo e Investimento conta com a presença de governantes, operadores turísticos e investidores, servindo como plataforma de debate sobre oportunidades de investimento e desenvolvimento do sector. O evento prolonga-se até sábado e antecede a Gala Nacional do Turismo, que reconhece os profissionais e iniciativas de destaque no sector ao longo do último ano.
As autoridades sul-africanas anunciaram o início do processo formal de extradição de dois suspeitos envolvidos no assassinato de um casal de turistas, ocorrida recentemente no Parque Nacional de Kruger.
Os indivíduos foram detidos em Moçambique, num desdobramento que marca uma colaboração entre os serviços de segurança dos dois países.
Willie Aucamp, Ministro sul-africano das Florestas, Pescas e Ambiente, expressou o seu apreço pela colaboração do Serviço Nacional de Investigação Criminal na captura dos suspeitos. As identidades dos detidos ainda não foram divulgadas.
O trágico duplo homicídio, que teve lugar em Maio passado, ganhou notoriedade mundial, uma vez que representa o primeiro incidente deste género na centenária história do Parque Nacional de Kruger. Após o crime, os suspeitos terão furtado o veículo do casal, que posteriormente foi rastreado até Moçambique.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Hidroponia – (Gaza – Chókwe). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultor/a para Capacitação das Organizações Comunitárias de Base (OCBs) em Elaboração de Projectos. Saiba mais.
A Eazi Access pretende recrutar trinta (30) Operadores de Máquinas (Telehandler e MEWP-Mobile Elevating Work Platform/Charry Picker e Scissor Lift). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende contratar Empresa para Conceção, Decoração e Fornecimento de Mobiliário para Duas Salas de Reuniões e Decoração do Pátio no escritório do CESC – Maputo. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Impacto e Gestão de Conhecimento – Baseado(a) – Nampula. Saiba mais.
O chanceler bengalês, Khalilur Rahman, e o embaixador cipriota, Andreas S. Kakouris, travam a disputa pela presidência da 81ª sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
O novo presidente, que será eleito por um mandato que se inicia em Setembro, sucederá a actual líder, Annalena Baerbock, da Alemanha.
Durante esta semana, a sede da ONU em Nova Iorque também será palco da eleição dos novos membros rotativos do Conselho de Segurança para o biénio 2027-2028, bem como dos representantes para o Conselho Económico e Social (ECOSOC).
Os candidatos tiveram a oportunidade de apresentar os seus planos de trabalho em debates interactivos, onde os países membros da ONU e representantes da sociedade civil puderam fazer perguntas directas aos aspirantes ao cargo. A presidência da Assembleia-Geral é atribuída de forma rotativa entre as diferentes regiões, e a próxima sessão será liderada por representantes da Ásia.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) acolhe, em seus espaços, a Cimeira Nacional da Juventude, um evento dedicado à discussão da Justiça, Reconciliação e Reforma Democrática em Moçambique.
A sessão de abertura contou com a ilustre presença do ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, bem como de outras dignidades, incluindo Ivone Soares, representante da Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), Elísio de Sousa, representante da Primeira Comissão da Assembleia da República, e Adriano Nuvunga, director do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD).
A cimeira é composta por dois painéis distintos, cada um abordando questões cruciais relacionadas ao tema central. O primeiro painel, intitulado “Justiça Transicional em Moçambique, Desafios Estruturais entre a Reconciliação Incompleta e a Consolidação da Paz”, conta com oradores de destaque como André Mulungo, chefe da Divisão de Paz, Democracia e Direitos Humanos do CDD, Dom João Carlos Hatoa Nunes, da Igreja Católica de Moçambique, e Sheik Mussagy Abdurrahman, representante da Comunidade Muçulmana, entre outros.
O segundo painel abordará o tema “Juventude, Paz e Reforma Democrática, de Vítimas a Agentes de Transformação”. Este espaço será palco de intervenções de importantes figuras da juventude moçambicana, incluindo Inocêncio Fani, presidente do Gabinete da Juventude Parlamentar; Kino Caetano, presidente do Conselho Nacional da Juventude; e outros activistas envolvidos na luta pela defesa dos direitos da juventude.
A cimeira representa uma oportunidade valiosa para o envolvimento da juventude nas questões políticas e sociais do país, promovendo discussões essenciais para o futuro da democracia moçambicana.
Um total de sete cidadãos moçambicanos perderam a vida em ataques xenófobos perpetrados por cidadãos sul-africanos, conforme revelam fontes oficiais.
Nos últimos meses, têm-se intensificado os protestos anti-migrantes na África do Sul, com especial foco em africanos, inclusive moçambicanos. Estes actos xenofóbicos têm sido direccionados principalmente a africanos de pele negra, resultando em discriminação, saques, deslocamentos forçados, assédios e violentos distúrbios nas comunidades informais.
Um comunicado oficial aposta a lamentar as mortes de sete moçambicanos, sendo cinco vítimas directas de ataques xenófobos e dois outros falecidos num acidente rodoviário quando retornavam a Moçambique num veículo particular.
No passado sábado, 300 moçambicanos já haviam regressado ao país por sua própria conta. Os restantes, cerca de 500, encontram-se actualmente refugiados em um local seguro na província do Cabo Ocidental, com a repatriação a ser organizada pelas autoridades.
Os repatriados serão levados às suas localidades de origem, abrangendo as províncias do sul, nomeadamente Gaza, Inhambane e Maputo, bem como a província central de Manica. Ao chegarem ao posto fronteiriço de Ressano Garcia, aqueles que estão a retornar de forma forçada recebem dois kits alimentares, um para uso imediato e outro para os primeiros dez dias de reintegração nas suas áreas de origem.
A volatilidade da situação é preocupante, com grupos anti-imigrantes a exigir a saída de determinadas nacionalidades até 30 de Junho. Perante isto, o governo moçambicano está a desenvolver medidas necessárias para mitigar a situação.
O Serviço Nacional de Migração de Moçambique (SENAMI) confirmou a deportação de cerca de 600 moçambicanos que foram vítimas de violência xenófoba na África do Sul. A transportadora encarregue do repatriamento partirá hoje de Cape Town, com chegada a Maputo através do posto fronteiriço de Ressano Garcia, o principal acesso entre os dois países.
Manuel Chicanhane, líder da comunidade moçambicana na província do Cabo Ocidental, em entrevista à Rádio Moçambique, lamentou as mortes de compatriotas e mencionou feridos numa série de confrontos na região de Mossel Bay. “Os sul-africanos usaram instrumentos e facões. Alguns moçambicanos foram esfaqueados e outros agredidos com pedras. Foi assim que nossos irmãos moçambicanos perderam a vida numa zona de Mossel Bay. Alguns estão hospitalizados, mas ainda não temos o número total de feridos”, revelou Chicanhane.
Dados governamentais indicam que mais de 300.000 moçambicanos residem na África do Sul. Este país é o maior parceiro comercial de Moçambique na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com transações comerciais que variam entre 1,7 bilhões e 2 bilhões de dólares anuais. O tráfego fronteiriço é intenso, com entre 1.700 a 2.000 camiões a cruzar diariamente, somando-se a um considerável comércio informal entre as duas nações.
A Companhia Aérea da Tanzânia, Air Tanzania, poderá em breve lançar voos para Moçambique, conforme estipulado num acordo entre os Governos de Moçambique e da Tanzânia.
Esta nova rota visa facilitar a mobilidade entre os dois países, estreitando laços comerciais e turísticos.
Peter Ulanga, Presidente do Conselho Executivo da Air Tanzania, anunciou que a companhia está determinada a oferecer aos cidadãos moçambicanos a possibilidade de viajar para diversos destinos onde opera.
Na primeira fase, a Air Tanzania planifica realizar voos para as cidades de Maputo, Beira, Nampula, Pemba e Nacala, expandindo, assim, as opções de transporte aéreo na região.
As autoridades esperam que esta iniciativa venha a fomentar o intercâmbio cultural e económico entre Moçambique e a Tanzânia.
Seis comunidades do distrito de Chimbunila beneficiarão, este ano, de energia eléctrica proveniente da rede nacional, no âmbito do projecto de acesso universal à energia até 2030.
Actualmente, encontram-se em curso trabalhos de extensão da rede de média tensão, abrangendo os povoados de Cachule, Naicuanga e Siove. Paralelamente, está a ser realizada a instalação de postes de iluminação pública na sede do distrito.
A informação foi confirmada pelo Administrador de Chimbunila, Calisto Jemusse.
Um acidente envolvendo um eléctrico em Berlim, na Alemanha, resultou em pelo menos 20 feridos, dos quais três encontram-se em estado grave. O incidente ocorreu no distrito de Lichtenberg.
O alerta foi dado às 9h29 (hora local), e, segundo o Corpo de Bombeiros, 12 das vítimas foram transportadas para o hospital. O eléctrico colidiu com um poste de alta tensão ao fazer uma curva, o que fez com que o último vagão descarrilasse.
Uma investigação foi aberta para apurar as causas do acidente. No local, estiveram presentes 59 profissionais de emergência, incluindo bombeiros, policiais, membros da unidade de investigação de acidentes de trânsito e supervisores de operações da BVG, a empresa responsável pelo transporte público de Berlim.
Segundo a revista alemã Der Spiegel, as linhas de eléctrico M5 e M17 estão suspensas devido ao acidente, e um autocarro foi disponibilizado para realizar o percurso alternativo. As autoridades continuam a trabalhar para esclarecer as circunstâncias que levaram ao acidente e a garantir a segurança dos passageiros.
Um incêndio devastador num restaurante em Nova Deli, Índia, resultou na morte de pelo menos 20 pessoas na manhã desta quarta-feira.
O incidente ocorreu por volta das 9h45 no bairro de Malviya Nagar, e as autoridades locais acreditam que a origem das chamas está relacionada com o estabelecimento de restauração situado no rés-do-chão do edifício.
Imagens do local revelam a rápida propagação das chamas desde o piso inferior até ao topo do edifício. Durante as operações de resgate, 37 pessoas foram retiradas do prédio e transferidas para o hospital, onde recebem assistência médica. Testemunhas relataram que muitos populares se aproximaram do local para ajudar nas operações de salvamento, e várias pessoas se lançaram das janelas dos andares superiores na tentativa de escapar das chamas.
O fogo já foi controlado, mas as causas do incêndio permanecem desconhecidas. Jitendra Kumar, responsável pela administração local, comentou: “Segundo consta, havia um restaurante a funcionar no rés-do-chão do edifício… é muito provável que o incêndio esteja relacionado com esse restaurante.”
O Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, reagiu à tragédia, classificando a perda de vidas como “trágica”. Ele expressou as suas sinceras condolências às famílias enlutadas e desejou uma rápida recuperação aos feridos. As autoridades continuam a investigar o incidente e a sua origem.
O governo, em colaboração com parceiros locais, anunciou o resgate de mais de 500 crianças que abandonaram a escolaridade para dedicarem-se à mineração artesanal no distrito de Manica.
Este programa visa reintegrá-las nas escolas, numa tentativa de combater a preocupante taxa de abandono escolar.
Relatórios recentes indicam que, há dois anos, cerca de 700 crianças se encontravam envolvidas em actividades de garimpo, um fenómeno que tem gerado apreensão entre as autoridades locais. Actualmente, 177 crianças continuam a praticar esta actividade, muitas vezes atraídas por amigos e sem o conhecimento dos seus encarregados de educação.
A divulgação destes dados ocorreu durante um almoço de confraternização promovido pela esposa do administrador do distrito, Constância Daniel Raposo, que celebrou o Dia Internacional da Criança com cerca de mil jovens do posto administrativo de Messica. Raposo apelou à reflexão sobre a importância do cumprimento dos direitos da criança.
Bartolomeu António, director do serviço distrital de saúde, mulher e acção social de Manica, realçou que a situação afecta tanto rapazes como raparigas, com várias meninas a figurarem nas estatísticas de crianças que se dedicam à mineração.
As actividades celebrativas do Dia Internacional da Criança incluíram diversas iniciativas no distrito, destacando a importância da educação e protecção da infância.
O Ministro do Planeamento e Desenvolvimento de Moçambique, Salim Valá, anunciou que a retoma de projectos de gás no país está a atrair investimentos da Coreia do Sul, contribuindo para a transformação económica.
Em Janeiro deste ano, teve início a construção do Projecto de Gás Natural Liquefeito (Mozambique LNG), supervisionado pela empresa francesa TotalEnergies, que havia sido interrompido em 2021 devido a um grave ataque terrorista na cidade de Palma, na província de Cabo Delgado. A retoma deste projecto, com um orçamento aproximado de 20 mil milhões de dólares, tornou-se possível após a melhoria das condições de segurança.
O Coral Sul FLNG, operado pela Eni, faz parte da Mozambique Rovuma Venture (MRV), um consórcio que inclui também a ExxonMobil e a China National Petroleum Corporation (CNPC), detendo 70% das acções. Os restantes 30% são partilhados igualmente entre a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique, a Galp de Portugal e a Kogas da Coreia do Sul.
O consórcio coreano, através da Kogas, é parceiro na Área 4 da Bacia do Rovuma, operada pela Mozambique Rovuma Venture, onde detém uma participação de 10%. Segundo o ministro, que falava na reunião ministerial Korea-Africa, realizada em Seul sob o lema “Parceria para Respostas Conjuntas a Desafios Globais”, o gás natural está a contribuir para uma nova fase nas relações económicas entre Moçambique e a Coreia do Sul.
Dirigindo-se a investidores e decisores políticos, Valá sublinhou Moçambique como um destino atractivo para o investimento sul-coreano, destacando factores como a abundância de recursos naturais, a localização estratégica do país, a juventude da sua população e o elevado potencial de crescimento económico.
“O reinício do projecto Mozambique LNG representa uma oportunidade histórica para aprofundar a cooperação económica entre Maputo e Seul. Os projectos de gás devem ser vistos não apenas como plataformas para exportação de gás natural liquefeito, mas como instrumentos capazes de proporcionar a industrialização nacional”, afirmou.
O ministro acredita que a exploração de gás deve estimular o desenvolvimento de infraestruturas, criar novas oportunidades de emprego, reforçar a segurança energética e promover o surgimento de indústrias associadas à cadeia de valor energético. Para tal, Moçambique pretende atrair empresas sul-coreanas para setores como engenharia, logística, petroquímicos, fertilizantes, produção de energia, construção naval, equipamentos industriais e serviços especializados relacionados com o gás natural.
Esta iniciativa ganha importância acentuada tendo em conta a experiência da Coreia do Sul em áreas como engenharia pesada, fabrico, inovação tecnológica e construção naval, considerados setores fundamentais para a transformação económica de Moçambique.
Além do gás natural, Moçambique procura atrair investimento sul-coreano para a exploração e processamento de minerais críticos, cada vez mais procurados no contexto da transição energética global. O país possui reservas significativas de grafite, lítio, titânio e outros minerais estratégicos utilizados na produção de baterias, veículos elétricos e tecnologias limpas. O objetivo do governo é promover o processamento local desses recursos, aumentando o valor acrescentado gerado no país e estimulando o desenvolvimento de novas indústrias.
Valá também destacou a trajetória de desenvolvimento da Coreia do Sul como uma fonte de inspiração para Moçambique. “Em apenas algumas décadas, o país asiático transformou-se de uma economia essencialmente agrícola em uma potência industrial e tecnológica global. Para o governo moçambicano, a cooperação com Seul poderá contribuir para acelerar o processo de modernização económica através da transferência de conhecimento e capacitação técnica”, concluiu o ministro.
Entre as áreas prioritárias de cooperação encontram-se a indústria de transformação, energia, infraestruturas, tecnologias digitais, engenharia, construção naval e formação técnico-profissional. O ministro aproveitou ainda a ocasião para transmitir uma mensagem de confiança aos investidores internacionais, destacando os progressos alcançados na estabilização de regiões anteriormente afetadas por desafios de segurança.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do governo com o empoderamento económico das mulheres, através da implementação do Fundo Pro-Mulher.
Esta iniciativa visa...
Um projecto ambicioso denominado "Raparigas Alcançam a Igualdade" oferecerá, até 2029, formações técnico-profissionais e material de auto-emprego a mais de dois mil adolescentes e...
A Administração Nacional de Estradas (ANE) na província do Niassa enfrenta um importante desafio: a implementação de projectos viáveis que garantam a durabilidade das...