Um incêndio deflagrado na balsa M/V June Aster, nas proximidades de um popular ponto turístico na província de Palawan, resultou na morte de pelo menos cinco pessoas e deixou 87 indivíduos desaparecidos.
O incidente ocorreu na noite de quarta-feira, 9 de Setembro, e as autoridades locais continuam a investigar as causas do incêndio.
De acordo com a guarda costeira, um total de 42 pessoas foram resgatadas após o sinistro. A capitã Noemi Cayabyab informou, em declarações a uma estação de rádio local, que “com base nos dados que temos neste momento sobre os resgatados e as vítimas, ainda temos 87 pessoas desaparecidas”.
As operações de busca e salvamento continuam em curso, com as autoridades mobilizadas para encontrar os desaparecidos e esclarecer as circunstâncias que levaram ao incêndio. A tragédia na M/V June Aster levanta preocupações sobre a segurança marítima na região.
O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que catorze mil raparigas em todo o país receberão um apoio financeiro de 100 mil meticais, a título de bolsas não reembolsáveis, para iniciar os seus próprios negócios.
A declaração foi feita durante a abertura da VIII Conferência Nacional sobre Mulher e Género, um evento que decorre na cidade de Maputo ao longo de dois dias.
Durante a sua intervenção, o chefe de Estado referiu-se a uma recente visita à Nicoadala, na província da Zambézia, onde foram entregues bolsas a cerca de 72 mil jovens em nível nacional, sendo 56 mil mulheres. “Vamos capacitar estas jovens ou raparigas para o empreendedorismo. No final da capacitação, cada uma receberá 100 mil meticais, sem necessidade de reembolso, para iniciar os seus negócios”, explicou.
A iniciativa, que resulta de uma parceria com o Banco Mundial, visa reforçar o empoderamento económico da mulher moçambicana. “Queremos que a jovem mulher possa adquirir competências relevantes para a economia moderna e que possa entrar nos sectores onde persistem as maiores oportunidades de crescimento”, acrescentou Chapo.
Esta medida surge como parte de um esforço mais amplo do governo moçambicano para promover a igualdade de género e fomentar o desenvolvimento económico inclusivo, contribuindo para um futuro mais sustentável e próspero para as jovens do país.
O Tribunal Administrativo (TA) procederá à auditoria das contas do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) no próximo ano. Esta decisão surge na sequência de vários escândalos de corrupção que têm afectado a instituição nos últimos anos, com o claro intuito de proteger os direitos dos pensionistas.
A auditoria será realizada no âmbito da fiscalização prévia, conforme estipulado pela legislação que obriga todas as entidades que recebem e gerem fundos públicos a submeterem os seus contractos para verificação pré-executiva pelo TA. Essa medida visa garantir a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.
Segundo João Varimelo, porta-voz e juiz conselheiro do Tribunal, “relativamente ao INSS já fizemos auditorias anteriormente, embora não tenham sido recentes. Em tais auditorias, foram identificadas irregularidades e deficiências. Na altura, os gestores foram notificados para se conformarem com a lei.”
A auditoria no próximo ano insere-se no âmbito da Conta Geral do Estado, reforçando o compromisso do Tribunal em assegurar a boa gestão dos dinheiros públicos e a justiça social no país.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a recuperação de dois veículos que haviam sido roubados por insurgentes durante um ataque ocorrido no distrito de Marrupa, na província nortenha de Niassa.
O ataque ocorreu precisamente na fronteira sul da Reserva Especial de Niassa, levando ao deslocamento de mais de 2.700 pessoas. A incursão é atribuída aos mesmos grupos terroristas islamitas que têm actuado em diversos distritos da província de Cabo Delgado.
Segundo Osvaldo Mahando, porta-voz da polícia em Niassa, citado pelo jornal “Notícias”, os veículos, uma Toyota Hilux e uma Toyota Land Cruiser, foram utilizados pelo grupo armado para facilitar os seus movimentos durante os ataques.
Estes automóveis foram localizados pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) do país nas margens do rio Ruambeze, onde se encontravam abandonados. Os veículos pertenciam aos acampamentos turísticos da Mozambique Wild Adventures (MWA).
Mahando informou ainda que os 11 funcionários sequestrados durante a operação continuam desaparecidos, mas as Forças de Defesa e Segurança estão a realizar operações de busca e resgate em campo com o intuito de localizar as vítimas e restituí-las às suas famílias.
Este ataque representa o segundo grande ataque terrorista conhecido na província de Niassa. Em Junho de 2022, os insurgentes destruíram instalações do território de caça Kambako, uma das áreas de caça na Reserva Especial de Niassa, próxima dos distritos de Meluco, Montepuez e Mueda, onde também foram feitos reféns um número indefinido de pessoas.
O Porto de Maputo recebeu recentemente a entrada de dois novos guindastes, cujo investimento ascende a 13,2 milhões de dólares. Este equipamento moderno visa aumentar a eficiência das operações portuárias e melhorar a capacidade de carga do terminal.
Os guindastes foram adquiridos no âmbito de um projecto de modernização do Porto de Maputo, que se tem revelado fundamental para o incremento do comércio e reforço da posição do país como um ponto estratégico na região. A aquisição apresenta-se como uma resposta à crescente demanda por serviços portuários mais eficientes e com maior capacidade de manuseio de contentores.
De acordo com o directora do Porto de Maputo, a introdução deste equipamento avançado permitirá reduzir o tempo de espera das embarcações e otimizar as operações de carga e descarga. Além disso, previne-se que a modernização contribua para o aumento da competitividade do porto e, consequentemente, para o desenvolvimento económico de Moçambique.
Ainda segundo a direcção do porto, a vinda dos guindastes representa um marco importante na evolução das infra-estruturas portuárias do país, o que poderá atrair mais investimentos no sector e impulsionar o crescimento do comércio regional.
A instalação dos guindastes já está em curso e a previsão é que estejam plenamente operacionais nas próximas semanas, proporcionando uma melhoria significativa na logística portuária de Moçambique.
A Polícia de Trânsito da cidade de Tete está a empreender uma campanha de sensibilização dirigida a automobilistas e utentes da via pública na zona conhecida como Fofinha, situada ao longo da avenida 25 de Junho, uma das principais artérias que servem de entrada e saída da capital provincial.
Esta acção surge em resposta a alertas, disseminados pelo jornal “Notícias” ao longo dos últimos três anos, que enfatizaram a urgente necessidade de instalação de lombas na via. A escassez dessas intervenções tem contribuído para que automobilistas e moto-taxistas se movimentem a altas velocidades, colocando em risco a segurança de pedestres, especialmente de crianças que atravessam a estrada ao longo do dia.
É importante destacar que inúmeros menores são obrigados a atravessar esta estrada diariamente, uma vez que nas proximidades se localizam duas instituições de ensino, sendo uma delas privada. A escola pública atende centenas de crianças que residem em bairros periféricos, sendo a avenida a única opção para se deslocarem até ao estabelecimento de ensino. A situação é agravada pela ausência de passadeiras e sinalização que indique a presença de escolas nas redondezas.
A campanha da Polícia de Trânsito tem como objectivo alertar a comunidade sobre a importância da segurança rodoviária e a protecção das crianças, que são particularmente vulneráveis em áreas com elevado tráfego.
Um cidadão moçambicano encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Máxima Segurança na Machava, conhecido como B.O, após ser acusado de cometimento de 231 crimes.
Entre as acusações destacam-se o rapto e tentativa de homicídio de um juiz de Direito do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, bem como difamação e ameaça de morte dirigida a uma juíza de Direito e ao seu marido, que é advogado.
Segundo informações veiculadas pelo Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional (GCCCOT), o indiciado é considerado o líder de uma associação criminosa complexa, com ramificações em Moçambique e na África do Sul, dedicada à prática de um amplo espectro de crimes graves.
O suspeito, de 40 anos, enfrenta ainda a acusação de tentativa de introdução ilegal de 150 milhões de dólares norte-americanos em um banco comercial, além de falsificação informática. As autoridades salientam que o padrão criminoso do indivíduo se remonta a 2018, período em que terá realizado várias burlas imobiliárias de elevado valor, utilizando procurações obtidas sob coação junto das vítimas.
Durante uma operação de busca na sua residência, a polícia apreendeu 70 quilogramas de barras de ouro, bem como armas, incluindo um fuzil AKM, sem licença ou origem devidamente justificada.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a formalização de acusações contra a filha do governador da província da Zambézia, por alegação de desvio de fundos públicos que totalizam 10 milhões de meticais.
A detenção da acusada ocorreu após uma investigação que durou várias semanas, levando a uma operação cautelosa que visou reunir provas concretas sobre as irregularidades cometidas.
De acordo com fontes policiais, o desvio teria ocorrido durante a implementação de um programa social destinado à melhoria das condições de vida da população local. Os documentos apresentados na investigação indicam que a quantia desviada deveria ser utilizada para financiar iniciativas mais eficazes, mas, em vez disso, foi canalizada para contas pessoais da acusada.
A PRM declarou que a investigação continua em curso e envolve a colaboração de várias entidades governamentais. Os responsáveis pela supervisão dos fundos públicos também estão a ser interpelados, na tentativa de apurar possíveis omissões ou conivências no processo.
A reacções à notícia têm sido diversas, com muitos cidadãos a expressarem indignação sobre a situação e a exigir que a justiça seja feita de forma célere e rigorosa. O governador da Zambézia ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações. A sociedade civil já pediu a criação de um programa de transparência que vise garantir a boa gestão dos recursos públicos na província.
As autoridades garantem que não haverá impunidade e que todos os envolvidos serão responsabilizados pelos seus actos, reafirmando o compromisso com a luta contra a corrupção em Moçambique. A expectativa é de que novos desenvolvimentos surjam nos próximos dias, à medida que a investigação avançar.
Uma viatura de marca Toyota, modelo Ractis, caiu no leito do rio Nguluzane, situado ao longo da estrada nacional Número Um (N1), na baixa da cidade de Xai-Xai, província de Gaza.
O incidente ocorreu durante uma perseguição policial, que iniciou após os agentes da polícia terem detectado uma alegada infracção de trânsito por parte do condutor.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal Domingo, o automobilista seguia em alta velocidade na direcção da zona alta da cidade quando tentava evitar a detenção. Durante a fuga, perdeu o controlo do veículo, resultando na queda no rio.
Importa referir que, apesar da gravidade da situação, o condutor saiu ileso do acidente, apresentando apenas sinais visíveis de embriaguez. Neste momento, não foram avançados mais detalhes sobre as possíveis consequências legais que o indivíduo poderá enfrentar devido ao seu estado no momento do acidente.
As autoridades continuam a investigar o caso para apurar todos os factos relacionados com este incidente na cidade de Xai-Xai.
Um grave acidente ferroviário ocorreu esta quarta-feira, por volta das 12h00, nas imediações de Varsóvia, quando um comboio da companhia PKP Intercity colidiu com um camião numa passagem de nível, resultando na morte de uma passageira e em 19 feridos, quatro dos quais se encontram em estado grave.
De acordo com Karolina Jaworska, porta-voz do Serviço Estatal de Bombeiros de Varsóvia, a vítima mortal era uma das passageiras do comboio, que transportava cerca de 120 pessoas no momento da colisão. Entre os feridos graves estão o maquinista do comboio, o condutor do camião e dois passageiros, enquanto oito pessoas que sofreram ferimentos ligeiros foram transportadas para unidades hospitalares.
As autoridades relataram que a colisão provocou o descarrilamento de seis carruagens e da locomotiva. Em declarações nas redes sociais, a polícia informou que diversas pessoas receberam assistência médica devido à gravidade do incidente. O tráfego ferroviário na linha afectada foi imediatamente suspenso, e estão a ser organizados transportes alternativos para os passageiros, incluindo a disponibilização de autocarros.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, manifestou preocupação com o acidente e anunciou a necessidade de um reforço das regras de segurança nas passagens de nível. Tusk sublinhou a urgência de se implementar normas mais rigorosas para evitar que veículos acedam a essas zonas durante a presença de barreiras e sinais vermelhos.
As autoridades policiais estão a investigar as causas e as circunstâncias precisas do acidente, numa tentativa de impedir que tragédias como esta se repitam no futuro.
Dois trabalhadores perderam a vida, na sequência de uma explosão ocorrida na central hidroeléctrica de Ritom, localizada em Quinto, no cantão de Ticino, no sul da Suíça. O incidente teve lugar por volta das 9h30, horário local.
Os operários, que se encontravam no interior do edifício no momento da explosão, sofreram ferimentos fatais. As vítimas foram identificadas como um cidadão suíço de 55 anos, residente na região de Lugano, e um colega de trabalho cuja identidade ainda não foi oficialmente revelada, conforme anunciou a polícia cantonal do Ticino.
As causas que levaram ao trágico acidente estão a ser objecto de investigação. Embora os pormenores exactos ainda não tenham sido esclarecidos, uma falha eléctrica num transformador durante um teste de comissionamento é considerada uma hipótese para o sucedido, conforme noticiado pela estação RSI.
Para o local do incidente foram mobilizados agentes da polícia cantonal, bombeiros de Biasca e Alta Leventina, bem como equipas de resgate da Tre Valli Soccorso e do Serviço Aéreo de Resgate Suíço (Rega).
A central hidroeléctrica de Ritom está programada para ser substituída por uma nova instalação, com a mudança prevista para o próximo ano. O acidente ocorreu na antiga central, que recentemente contou com a instalação de novos equipamentos eléctricos.
A Comissão Nacional de Gestão da Renamo manifestou a sua preocupação face aos constantes adiamentos da reunião do Conselho Nacional, considerando-os um obstáculo significativo aos esforços para resolver a crise interna que afecta o partido.
Durante uma conferência de imprensa realizada hoje em Maputo, o porta-voz da Comissão, João Machava, evidenciou que tais adiamentos se configuram como “manobras dilatórias”. Machava recordou que a reunião do Conselho Nacional, inicialmente agendada para Março, foi adiada para Abril e, mais recentemente, transferida para Outubro.
Os adiamentos reiterados, segundo Machava, comprometem a criação das condições necessárias para a resolução das divergências que persistem dentro do partido. “Vamos ao Conselho Nacional divididos e sairemos do Conselho Nacional mais divididos”, declarou o porta-voz, sublinhando a preocupação com as profundas divisões existentes na Renamo.
A Comissão Nacional de Gestão tem programada uma reunião nos dias 12 e 13 de Setembro, onde irá avaliar o trabalho realizado pelas Brigadas Centrais no último trimestre, bem como analisar a actual situação política interna do partido. O encontro também deverá debater a realização do Conselho Nacional em Outubro e definir a postura da Comissão sobre os próximos passos a seguir.
Frente ao actual cenário, a Comissão continua a advogar a realização de um Congresso extraordinário, considerada uma possível solução para ultrapassar o impasse em que se encontra a Renamo. Machava reafirmou ainda a posição da Comissão no que concerne à liderança de Ossufo Momade, defendendo a sua saída da presidência da Renamo, afirmando: “Sim, tem que sair. Ele vai sair mesmo”.
Apesar das divergências, Machava enfatizou a abertura da Comissão para o diálogo e uma aproximação entre os distintos sectores do partido, desde que há confiança, abertura e respeito pelos compromissos assumidos.
O porta-voz alertou que os entendimentos estabelecidos anteriormente foram alterados posteriormente, o que alimenta a falta de confiança entre as partes envolvidas.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra em curso com o Irão “terminará imediatamente após as eleições” intercalares, agendadas para 3 de Novembro.
Durante uma declaração a jornalistas na Base Aérea de Andrews, o líder norte-americano previu que os iranianos “não vão aguentar muito mais”, acrescentando que estão a tentar “desesperadamente influenciar as eleições”.
Trump antecipou ainda uma descida significativa no preço da gasolina, actualmente superior a quatro dólares por galão, podendo este valor reduzir para menos de dois dólares. A guerra, que iniciou em Fevereiro, continua sem uma solução à vista, com o aumento dos preços dos combustíveis e da inflação a ameaçar o desempenho do Partido Republicano nas eleições.
Antes de viajar para a convenção pré-eleitoral republicana em Dallas, Texas, o Presidente sugeriu que a liderança iraniana tenciona influenciar a composição do Congresso de modo a conseguir uma arma nuclear, o que, segundo ele, colocaria o mundo em “sérios apuros”. Embora tenha afirmado que novas negociações com Teerão possam ocorrer, Trump elucidou que não procura isso neste momento.
Desde o início do conflito, Trump expressou repetidamente a expectativa de um fim próximo, embora a guerra tenha actualmente se alastrado a vários países do Médio Oriente. A redução do fluxo de petróleo do Golfo através do estreito de Ormuz, onde transita cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais, tem contribuído para um aumento significativo nos preços internacionais.
Recentemente, o vice-presidente JD Vance evitou estabelecer um prazo para o término da guerra, questionando a possibilidade de os iranianos cessarem as suas hostilidades contra navios comerciais. Em resposta a alguns concorrentes e legisladores republicanos que optaram por não participar na convenção do partido, Trump justificou que não há “espaço suficiente” para todos os políticos.
Washington e Teerão tinham chegado a um memorando de entendimento a 17 de Junho, mediado por países do Médio Oriente, que previa um cessar-fogo imediato e a reabertura do estreito de Ormuz. Contudo, as partes reocuparam os seus bloqueios navais e as negociações para um acordo de paz definitivo não prosseguiram.
Desde o final de agosto, os Estados Unidos retomaram os bombardeamentos contra a República Islâmica após um período de mês de calma. O Irão, por sua vez, respondeu a estas hostilidades atacando alvos norte-americanos nas regiões vizinhas. Teerão exige o retorno dos Estados Unidos aos compromissos do memorando e a eliminação da ameaça militar no estreito de Ormuz, em troca do fim da guerra e do bloqueio.
O Tribunal Judicial de Maputo decidiu bloquear as contas bancárias do partido PODEMOS, após um pedido de providência cautelar apresentado por membros da liderança da formação política.
A medida surge na sequência de uma alegada desobediência estatutária que culminou numa disputa interna entre correntes do partido.
Os responsáveis judiciais determinaram que o bloqueio se justifica pela necessidade de salvaguardar a integridade financeira do partido, enquanto a contenda é analisada em tribunal. A decisão, segundo fontes próximas ao processo, visa evitar a utilização indevida dos fundos durante o período de litígio.
Os líderes da facção que apresentou o pedido afirmam que existem indícios de má gestão financeira e desvio de recursos por parte da actual direcção do PODEMOS. Entretanto, a direcção visada refuta as acusações, argumentando que se trata de uma tentativa de desestabilização que visa minar a actuação da liderança legítima do partido.
A situação gerou controversas dentro do cenário político moçambicano, com a oposição a manifestar preocupação sobre os desdobramentos desta disputa interna e o impacto que poderão ter no funcionamento e na imagem do partido junto à população.
Com a decisão judicial, aguarda-se agora a continuação do processo e a eventual audiência que esclarecerá os pontos de discórdia entre as partes envolvidas. A situação manter-se-á sob vigilância, dado o interesse que suscita junto de cidadãos e observadores da política nacional.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, a promover um cesso imediato das hostilidades na Ucrânia. A conversa telefónica entre os líderes, a primeira desde 4 de Julho, focou-se nas recentes reuniões realizadas em Moscovo e Kiev por enviados da Casa Branca.
Durante o diálogo, Trump transmitiu a sua expectativa de que o termo do conflito possa facilitar o restabelecimento das relações entre as duas potências. Yuri Ushakov, conselheiro político do Kremlin, afirmou que Trump enfatizou a urgência de um desfecho pacífico e manifestou que espera que este progresso ocorra durante o seu mandato, que se estende até Janeiro de 2029.
Putin descreveu a Trump os passos que os Estados Unidos podem adoptar para restaurar a paz na Ucrânia, que enfrenta uma guerra desde a invasão russa, em Fevereiro de 2022. Além de abordar as consequências da guerra, o líder russo também esboçou os avanços da sua campanha militar, assim como as expectativas a curto prazo no campo de batalha.
Ushakov sublinhou que, em resposta a especulações sobre planos agressivos contra a Europa, Putin assegurou que a Rússia não contempla such estratégias. Contudo, relações tensas persistem, especialmente após a Alemanha ter instado a Rússia a dar contas sobre um ataque com drone no aeroporto de Leipzig, ao qual Putin associou às eleições regionais no país. Além disso, a Hungria expulsou hoje dez diplomatas russos, demonstrando o agravamento das relações políticas na região.
O último fim-de-semana marcou a retoma das conversações entre os mediadores norte-americanos e os líderes ucraniano e russo, após mais de seis meses sem contacto. Contudo, a continuidade dos ataques nas capitais de ambos os países ocorreu apenas três dias depois da trégua, intensificando a incerteza sobre o futuro das negociações.
Analistas acreditam que a postura de Putin se endureceu devido aos recentes sucessos das forças ucranianas em atingir infraestruturas logísticas e militares da Rússia. A expectativa entre especialistas é que Putin não avance em negociações significativas até a Rússia consolidar o controle sobre toda a região do Donbass, um objectivo que muitos consideram difícil de alcançar no curto prazo.
Um trágico acidente de viação resultou na morte de quatro pessoas da mesma família, no que se classifica como uma das ocorrências mais lamentáveis da semana. O sinistro ocorreu na passada segunda-feira, envolvendo uma motorizada e uma viatura no distrito de Marracuene.
De acordo com informações prestadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), o acidente foi provocado por uma manobra irregular efectuada pelo condutor da viatura, aliada ao incumprimento das normas de trânsito pelo motorista da motorizada. As quatro vítimas, que viajavam na motorizada, perderam a vida no local do acidente.
As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias que rodeiam este incidente trágico, que colocam em evidência a necessidade de uma maior vigilância e cumprimento das normas de segurança rodoviária. As famílias das vítimas estão a ser apoiadas em meio a este momento difícil.
As autoridades apelam à todos os condutores para respeitarem as regras de trânsito e conduzam com responsabilidade, de modo a evitar futuras tragédias nas estradas do país.
Menos de uma semana após a anulação do julgamento de Lindsay Clancy, o seu advogado, Kevin Reddington, delineou as possíveis estratégias de defesa da mulher acusada de matar os três filhos.
Em uma entrevista à rádio “Good Morning America”, Reddington deixou claro que está disposto a negociar com o Ministério Público, considerando até um pedido de perdão presidencial dirigido a Donald Trump.
“Peço ao Sr. Presidente que considere esta jovem, tendo em conta o que passou, e que pense na possibilidade de um perdão”, afirmou Reddington durante a transmissão. Embora o perdão possa ser solicitado apenas para crimes federais, Trump já usou o seu poder de perdão em casos não federais anteriormente.
Após ser questionada pela Reuters, a Casa Branca enviou respostas restritas sobre os comentários de Trump a respeito do caso. No último dia 8, o Presidente descreveu as acções de Clancy como “horríveis”, sublinhando que “há um preço a pagar”, que poderia incluir uma instituição mental ou a prisão.
Sem um perdão assegurado, Reddington expressou disponibilidade para dialogar com Timothy Cruz, procurador do distrito de Plymouth County, a fim de encontrar um acordo que satisfaça ambas as partes. Reddington referiu-se ao procurador como um “cavalheiro conservador” e manifestou a esperança de que Cruz reavalie a situação após a análise das provas apresentadas durante o julgamento.
Na sexta-feira, Cruz declarou que ainda não havia tomado uma decisão sobre a apresentação de novas acusações contra Clancy. As partes estão agendadas para se reunir novamente no dia 29 de Setembro, onde avaliarão futuras possibilidades no processo. Reddington mostrou-se optimista quanto à abordagem utilizada durante a defesa, recusando-se a mudar qualquer linha argumentativa. “Por que haveria de o fazer? Eu ganhei o caso”, afirmou, recordando que o julgamento foi considerado nulo, pois onze jurados votaram a favor da injustiça por incapacidade mental, enquanto apenas um votou pela condenação.
A plataforma Venezuela Sem Filtro (VESF) revelou que o Governo da Venezuela está a bloquear mais de duzentos sites, afectando meios de comunicação, defensores dos direitos humanos e redes sociais.
Segundo a VESF, dos 202 domínios bloqueados, 92 pertencem a 65 meios de comunicação, sendo esta uma ação claramente censória.
A VESF fez esta denúncia através da sua página na rede social X, onde exigiu o desbloqueio total e verificável de todos os sites afectados em todos os fornecedores de Internet. A plataforma, que está ligada à organização não governamental Conexão Segura e Livre, actua como um repositório de informação sobre a censura na Internet na Venezuela.
Na sua mensagem, a VESF detalhou que as operadoras de Internet estão a utilizar diversas técnicas de censura, como manipulação ao nível do Sistema de Nomes de Domínio (DNS) e dos protocolos de transferência de hipertexto (HTTP/HTTPS), tornando o acesso à informação diversificada um desafio diário para os cidadãos.
Além de denunciar a situação, a VESF lançou uma plataforma interactiva denominada bloqueos.vesinfiltro.org, que serve para monitorizar e dar visibilidade em tempo real ao mapa da censura digital no país.
Por último, a VESF enfatizou que a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) tem a capacidade de ordenar o fim dos bloqueios, apelando à necessidade de vontade política para que tal ocorra. A organização também exigiu garantias de que futuras restrições à liberdade de expressão não sejam impostas de forma arbitrária ou ilegal.
A lista dos domínios censurados, com detalhes sobre cada um, está disponível na página online da VESF, expondo os tipos de bloqueio aplicados por sete das principais operadoras de Internet na Venezuela.
O distrito de Gorongosa, localizado na província de Sofala, anunciou um ambicioso projecto para incentivar a produção de café em uma área abrangendo três mil hectares nas encostas da Serra da Gorongosa, com um horizonte de implementação de dez anos.
O anúncio foi realizado na passada terça-feira pelo administrador do distrito, Pedro Mussengue, durante um encontro que reuniu representantes do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), pequenos agricultores de café de diversas regiões do país, consultores independentes, bem como especialistas de universidades e instituições de formação profissional, tanto nacionais como internacionais.
A Serra da Gorongosa, que no passado foi marcada por conflitos entre a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e o Governo, agora é vista como uma oportunidade para o desenvolvimento socioeconómico. Segundo o administrador, o projecto pretende envolver aproximadamente três mil produtores, com um investimento estimado em 100 milhões de meticais.
“O programa abrange cerca de três mil produtores e uma superfície de três mil hectares no distrito de Gorongosa”, elucidou Mussengue. A iniciativa ambiciona criar condições para que os pequenos agricultores se integrem na cadeia de valor do café, assegurando a ligação aos mercados, tanto nacionais como internacionais, e o cumprimento dos standards necessários para que o produto possa ser devidamente posicionado.
O primeiro mercado identificado para a comercialização do café é precisamente o Parque Nacional da Gorongosa. Os lucros provenientes desta venda serão reinvestidos no ecossistema do parque e nas comunidades circunvizinhas. “Os rendimentos da comercialização do café contribuirão para a construção e manutenção de instituições de ensino e de saúde, assim como para programas de capacitação agrícola nas comunidades”, afirmou o administrador.
Neste sentido, o Governo do distrito de Gorongosa e o PNG assumem um papel vital como “espinha dorsal” da cadeia de valor, promovendo tanto a conservação da biodiversidade quanto o desenvolvimento social das populações locais.
O encontro conta ainda com a presença de profissionais do Instituto Superior Politécnico de Manica (ISPM), do Instituto Agrário de Marera, do Centro de Formação Profissional do IFPELAC de Gorongosa, e do Instituto Médio Politécnico de Gorongosa e de Macequece, entre outras entidades. Também estão presentes consultores de universidades e instituições da República Federativa do Brasil e de outras nacionalidades.
Adicionalmente, o PNG identificou carências em competências ao longo da cadeia de valor do café, incluindo a criação de empregos, diálogo entre o sector público e privado, e a avaliação e certificação da qualidade. Esta iniciativa pretende, portanto, impulsionar o desenvolvimento da cafeicultura no distrito de Gorongosa, alinhando a produção agrícola à conservação da biodiversidade e à melhoria das condições de vida das comunidades locais.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, declarou que a presença de droga nas imediações das escolas representa uma "linha vermelha", assegurando que...
A Companhia Industrial da Matola (CIM) emitiu um comunicado a rejeitar veementemente a suspensão por tempo indeterminado das suas operações de importação de trigo...