A Namíbia derrotou os “Mambas” na terça-feira (16), posicionando-se como uma séria candidata a um dos dois lugares do Grupo K de apuramento para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2019. Moçambique precisa de vencer os próximos dois jogos e torcer para que os “Bravos Guerreiros” e os “Djurtus” não vençam.
A nossa selecção que dos 6 pontos que deveria ter ganho em casa conseguiu apenas 1 entrou para o estádio Sam Nujoma, na cidade de Windhoek, a precisar de vencer e até controlou o ritmo do jogo, pelo menos enquanto os anfitriões o deixaram.
Com uma alteração forçada, pela lesão de Mexer entrou Jeitoso, e outras três por opção de Abel Xavier Moçambique construiu uma mão cheia de jogadas atacantes mas chegou ao intervalo sem que o avançado, Ratifo jogou no lugar de Maninho, conseguisse fazer um único remate enquadrado com a baliza de Vries.
Antes do descanso os namibianos começaram a subir as suas linhas e em contra ataque mostraram como seria o seu jogo, dando muito trabalho ao guarda-redes Leonel, que entrou para o lugar de Guirrugo.
No reinício, atrasado vários minutos devido a problemas de iluminação, o seleccionador Ricardo Mannetti lançou o carrasco do Zimpeto, Deon Hotto para o lugar de Absalom Limbondi, mas foram os “Mambas” a enfim conseguirem rematar para a baliza de Vries.
Manucho fez um longo lançamento de linha lateral para a pequena área a defesa deixou o esférico bater no relvado sintético, Reginaldo cabeceou sobre o guarda-redes namibiano e a bola tomou a direcção da baliza, valeu a atenção de Haoseb que perto da linha de golo cortou aquele que seria o primeiro da partida.
Depois os namibianos mostraram a sua bravura, Stephanus ganhou o esférico ao capitão Dominguez no meio campo, cruzou tenso para a área onde fora de tempo Jeitoso falhou a intercepção. No coração da área Peter Shalulile “matou” a bola no peito e mesmo com a pressão de Zainadine Jr. rematou de pé direito por cima do guarda-redes Leonel.
No minuto 81 Stephanus voltou a cruzar para área, desta vez para a cabeça de Shalulile que emendou para a baliza, atento Leonel defendeu.
A 5 minuto do fim do tempo regulamentar Denzil Haoseb viu o segundo cartão amarelo e foi tomar banho mais cedo.
Abel Xavier lançou todos os seus trunfos. De bola parada Witinesse centrou para o coração da área onde de cabeça Dayo, já em tempo de desconto, introduziu a bola na baliza namibiana mas foi assinalado um fora de jogo, milimétrico diga-se.
Sem dignidade o seleccionador nacional de Moçambique não falou aos jornalistas.
Com a vitória os “Bravos Guerreiros” saltam para o 2º lugar, com os mesmo pontos da Guiné-Bissau mas o melhor saldo de golos posiciona os “Djurtus” na frente do Grupo K.
Depois do pesadelo desta jornada dupla, onde em 3 dias perderam 6 pontos, os moçambicanos ainda podem a sonhar com o apuramento para a fase final do CAN de 2019 porém precisam a selecção de tem de derrotar a Zâmbia, daqui a um mês em Maputo, e depois precisa de ir derrotar os “Djurtus”, invencíveis em Bissau, a 22 de Março de 2019. Além disso os “Mambas” terão de esperar que a Namíbia não vença os dois jogos que ainda tem por realizar.
O Centro Internacional para Saúde Reprodutiva-Moçambique (ICRH-M) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Responsável de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Assistente em Sistema de Aviso Prévio (SAP). Saiba mais.
A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) pretende recrutar um (1) Consultor Sénior para o Fortalecimento do Sistema de Aviso Prévio de Cheias e Ciclones nas Comunidades da Bacia do Rio Licungo. Saiba mais.
A TJ Consultants está a recrutar para uma empresa cliente que actua na área da Banca, uma (1) Assistente Executiva de Administração e Recursos Humanos. Saiba mais.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, negou esta segunda-feira que tenha permitido a pilhagem organizada de um banco no país, escândalo financeiro que abala a classe política do país meses antes das eleições gerais.
“A Presidência rejeita categoricamente a informação da imprensa de acordo com a qual o Presidente Cyril Ramaphosa reagiu ao caso do banco VBS, apesar de ter sido avisado de irregularidades já em 2017”, segundo o comunicado, citado pela agência noticiosa France Presse.
Na semana passada, um relatório pedido pelo Banco Central da África do Sul revelou que o equivalente a 110 milhões de euros terão sido fraudulentamente retirados das contas da VBS Mutual, banco conhecido por conceder um empréstimo ao ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma.
O assunto afetocu o partido dos Combatentes pela liberdade económica (EFF, esquerda radical), cujo vice-presidente Floyd Shivambu é suspeito, com o seu irmão, de fazer parte dos alegados “saqueadores” da instituição financeira. No sábado, Shivambu negou ter recebido uma transferência de 10 milhões de rands (590.000 de euros) da VBS na sua conta pessoal, denunciando um “grande empreendimento fraudulento para enganar as pessoas com informações falsas”.
Vários membros do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla inglesa) no poder também foram implicados. No fim-de-semana, o Presidente e chefe de Estado, Cyril Ramaphosa, viu-se por sua vez apanhado no escândalo. Vários meios de comunicação, citando fontes anónimas, afirmaram que Ramaphosa tinha sido informado de fraudes em curso no banco desde 2017, quando era vice-Presidente do país, mas absteve-se de intervir para proteger os seus interesses particulares. Cyril Ramaphosa é considerado um dos empresários mais ricos do país.
“Estas são alegações muito graves”, disse o líder da oposição Mmusi Maimane, anunciando que chamaria o chefe de Estado ao parlamento na quinta-feira, para esclarecimentos sobre este assunto. “Essas alegações são infundadas”, respondeu esta segunda-feira a Presidência, acrescentando que “os sul-africanos não devem ser enganados por aqueles que querem se exonerar de suas responsabilidades”.
As eleições gerais na África do Sul estão previstas para Abril ou Maio de 2019.
Os dias lá vão, e mesmo sem revelar os valores, crescem também os prejuízos para a mineradora brasileira Vale. Isto porque a multinacional está em choques com a comunidade de Moatize, em causa a alegada poluição do ar causada pelas operações de extracção carvão.
Um conflito que ainda não mostra sinais de desfecho para já, escreve a AIM.
O encerramento da mina da Vale, conhecida como “Moatize-2”, data de 4 de Outubro, quando cerca de 200 moradores (que viviam nos bairros de Moatize, Bagamoyo e Nhantchere) invadiram a mina alegando que a mesma estava a poluir o ar com poeiras e com o som das máquinas.
Nem os cerca de 20 seguranças particulares da Vale conseguiram restaurar a ordem. Os manifestantes têm duas exigências para que a mina não seja encerrada em definitivo.
Numa primeira fase, os moradores querem que os domicílios afectados sejam reassentados longe da poeira do carvão, que os ameaça com doenças pulmonares. Além da poeira, eles dizem que as explosões na mina causam vibrações que estão a danificar suas casas, causando graves fissuras nas paredes.
“Invadir a mina foi nosso último recurso”, disseram, dado o fracasso do diálogo anterior com a administração da empresa. Estamos cansados ??dessa situação de poeira e dos danos às nossas casas.
Em segundo plano, a comunidade quer que a Vale pague um subsídio mensal de cinco mil meticais para cada uma das seis mil famílias afectadas, enquanto a empresa criou as condições para afastar os residentes dessa área.
Para acalmar os ânimos, o vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia, Augusto Fernando, falou com a comissão de moradores, na qual advertiu que parar com o funcionamento da mina causaria efeitos para todos os moçambicanos que dependem da Vale.
Esses argumentos fizeram pouco impacto sobre a população que disse que era melhor para o país dispensar os impostos pagos pela Vale do que “comprometer o futuro de uma geração inteira, porque a inalação de pó de carvão mata”.
Para reduzir a emissão de poeira, a Vale vai pulverizar a área com água. E para tal, a mineradora pretende adquirir mais dois camiões de aspersão para manter a área afectada pelas poeiras húmida.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) desmantelou um gangue que roubava cabos eléctricos da rede pública, na província de Manica, para fabricar e vender utensílios de cozinha, disse hoje à Lusa fonte da corporação.
O resultado foi a apreensão de material que daria para apetrechar muita cozinha: 952 panelas, 105 frigideiras, 475 tachos e 39 ferros de engomar a carvão.
Os 17 suspeitos, entre artesãos e vendedores, agora detidos, tinham a sua própria linha de produção: roubavam os cabos eléctricos e peças de alumínio da rede pública de distribuição de energia, material que era depois fundido em fornos tradicionais.
A operação decorria nos distritos de Chimoio, Manica e Gondola, entre o Zimbabué e a Serra da Gorongosa.
“O caso está a seguir os trâmites legais”, disse à Lusa, Elsidia Filipe, chefe do departamento das relações públicas no Comando Provincial da Polícia de Manica, salientando que esta foi uma apreensão recorde.
Entre os detidos, disse, uns foram apanhados em flagrante na posse de vários metros de cabo eléctrico e peças de suportes às linhas nos postes de energia, enquanto outros vendiam o produto final, tachos, panelas e outros, em mercados informais.
Os utensílios, geralmente vendidos a baixo preço – quase metade do que custam numa loja – têm sido o recurso de numerosas famílias de baixos rendimentos.
O delegado da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM), em Chimoio, considera que a vandalização e roubo têm provocado um retrocesso na expansão da rede e no projecto de electrificar o país até 2030.
“Se continuarmos com estes actos de vandalismo, o que vai acontecer é que temos que voltar atrás para fazer a reposição, em vez de electrificar outros postos administrativos [unidade de divisão do território] que é o nosso desafio”, disse Eduardo Pinto.
O roubo de material à EDM provocou prejuízos de cerca de sete milhões de meticais (100 mil euros) na província de Manica em 2017.
Nos primeiros três meses deste ano, a perda estimada ronda os dois milhões (28 mil euros).
Noventa professores morreram desde o início do corrente ano, vítimas de HIV/SIDA na província de Tete, revelam dados divulgados ontem pelo secretário provincial da Organização Nacional de Professores (ONP), Rebelo Arnaldo.
A fonte, que não foi capaz de fornecer dados do ano passado, para efeitos comparativos, considera a situação preocupante.
O anúncio foi feito durante a audiência concedida pelo governador de Tete, Paulo Auade, a um grupo de membros da ONP, que o foi saudar por ocasião da passagem do 37º aniversário da criação daquela agremiação.
“A situação da perda de vida dos professores preocupa o governo, porque muitas crianças ficam sem quem possa leccionar as aulas. Por isso, o nosso apelo é no sentido de todos prevenirem-se do HIV/SIDA. É preciso que as mensagens sejam cada vez mais difundidas no seio da classe de professores”, apelou o governador, segundo a AIM.
Anotou que as mortes são prejudiciais em todas a vertentes, pois as famílias ficam enlutadas, o Estado perde um homem formado e as turmas ficam sem professores, o que implica a sobrecarga dos seus colegas, situação que afecta o processo de ensino e aprendizagem, resultando no baixo aproveitamento pedagógico.
Referiu que o professor é o espelho da sociedade, razão pela qual tem o dever de mostrar boas práticas de vida, prevenindo-se do HIV/SIDA e outras doenças.
“Além disso, devem seguir o tratamento anti-retroviral (TARV), porque este medicamento, embora não cure a doença, prolonga a vida. Portanto, é preocupante a situação, porque o professor é quem deve transmitir a mensagem sobre a prevenção do HIV e Sida”, disse.
“Mas apesar desta situação, saudamos os esforços que os professores envidam na transmissão de conhecimentos científicos. Por isso, queremos agradecer e desejar-lhes festas felizes pela data”, acrescentou.
O secretário da ONP em Tete revelou que mais de oito mil professores vão beneficiar ainda este ano de progressões, promoções e mudanças de carreira, no âmbito dos esforços que o Governo faz para o bem-estar dos funcionários e agentes do Estado.
Segundo a fonte, a organização já efectuou o levantamento em todos os 15 distritos da província de Tete dos professores a serem abrangidos pelos actos administrativos.
“A abrangência deste número demonstra o comprometimento do governo para a melhoria das condições de vida dos professores, daí que apelamos para que os colegas distanciem-se de actos nocivos, como a corrupção”, afirmou.
Recomendou aos professores a pautar pelas boas práticas na sociedade, evitando actos de corrupção, como assédio sexual de alunas.
Portanto, temos que ter comportamentos aceitáveis, porque o professor deve dignificar a classe”, disse Ribeiro, em declarações à imprensa, no término da audiência concedida pelo governador.
O Tribunal de Cabo Delgado, que julga um grupo de insurgentes que há um ano provoca mortes a civis e militares, duplicou de dois para quatro as sessões de audiências semanais para dar vazão ao volume de réus no processo, disse a fonte oficial à VOA.
Desde o início do julgamento, a 3 de Outubro, foram realizadas quatro sessões e julgados 39 réus, dos 189 acusados de terem dirigido a insurgência armada que paralisou, há um ano, a vila de Mocímboa da Praia, se alastrou para mais distritos de Cabo Delegado.
O tribunal desactivou as audiências nos dois centros de reclusão, onde decorria o julgamento em paralelo, e concentra-se, desde a semana passada, na audição de 10 réus por dia, no edifício principal do tribunal, disse.
“Por causa do volume de réus, aumentou-se duas audiências por semana, estão sendo ouvidos em declarações réus presos, assim como réus não presos” disse à VOA, Zacarias Napatima, porta-voz do Tribunal Judicial Provincial de Cabo Delgado.
Ao todo estão a ser julgados 189 arguidos, sendo 15 mulheres. Entre eles, constam 29 tanzanianos e três somalis.
Segundo consta do processo acusatório, desde que iniciaram os ataques, os arguidos assassinaram um número indeterminado de civis e militares, roubaram 37 armas do tipo AK47 e mais de cinco mil munições nas instalações policiais, destruíram bens da população e atentaram contra o poder do Estado.
“O público está a aguardar com muita expectativa, e do nosso lado estamos a envidar um grande esforço, no sentido de que em menos tempo este caso tenha um desfecho, embora reconhecemos que o trabalho é intenso dado o volume de réus em julgamento” frisou Zacarias Napatima.
Juristas ouvidos pela VOA sustentam que ao concentrar o julgamento em sessões únicas, o tribunal pode produzir melhor as provas e dar um desfecho melhor ao caso.
Até agora são desconhecidas as causas e os rostos da insurgência que tem aterrorizado os distritos de sul de Cabo Delgado.
A Autoridade Tributária de (AT) Moçambique vai testar no primeiro trimestre de 2019 a cobrança do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) com recurso a aparelhos electrónicos, anunciou fonte do organismo.
O equipamento vem facilitar os procedimentos de cobrança do imposto, com destaque para a redução de custos operacionais para pequenos produtores, anunciou Marcos Miguel, citado pela última edição do Jornal Moçambique, editado pelo Governo.
“No decurso diário das actividades comerciais, a máquina estará ligada, usando software de gestão fiscal compatível, gerido e fiscalizado pela administração tributária”, explicou.
A cidade e província de Maputo são as regiões seleccionadas para a fase piloto por concentrarem metade das receitas arrecadadas pelo fisco, disse.
Os retalhistas, vendedores ambulantes e prestadores de serviços com receitas inferiores a 100 mil meticais (1.400 euros) estão isentos de adquirir a máquina, referiu – sendo que cada aparelho pode custar entre 10.000 a 40.000 meticais (140 e 570 euros).
Moçambique introduziu o IVA em 1999 e o Fundo Monetário Internacional (FMI) defende desde há dois anos que o país proceda a uma abrangente “revisão e racionalização” do imposto, além de reduzir as taxas sobre o consumo e alargar a base tributária, melhorando a eficiência fiscal.
Incêndio de grandes proporções consumiu uma estância de lazer no bairro de Namutequelia, na cidade de Nampula. Até aqui não sabem quais as reais causas do incêndio.
Populares encontrados arredores dizem ter ficado surpreendidos com as chamas, que consumiram todos os compartimentos do restaurante H2K, coberto de capim.
Segundo testemunhas no local, os bombeiros chegaram tarde e tiveram que fazer varias viagens em busca de água.
Um ataque do grupo extremista islâmico Talibã resultou na morte de sete polícias, incluindo um chefe das forças de segurança da província de Samangan, informaram hoje as autoridades afegãs.
O governador da província, Abdul Latif Ibrahimi, disse hoje à agência de notícias Associated Press que, para além das sete mortes, outros cinco polícias ficaram feridos no ataque que ocorreu num posto avançado de controlo.
De acordo com Ibrahimi, os talibãs destruíram dois veículos blindados, um veículo da polícia e uma ambulância durante o ataque que ocorreu na segunda-feira no distrito de Dari Suf.
O ataque não foi imediatamente reivindicado, mas, nos últimos meses, os talibãs realizaram ataques quase diários contra as forças afegãs em todo o país, salientou o governador.
Na noite de sábado, os talibãs atacaram uma base do exército no oeste do Afeganistão, mataram 17 soldados afegãos, sequestraram 11, invadiram dois postos de controlo e apreenderam armas e munição.
A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Assistente em Sistema de Aviso Prévio (SAP). Saiba mais.
A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) pretende recrutar um (1) Consultor Sénior para o Fortalecimento do Sistema de Aviso Prévio de Cheias e Ciclones nas Comunidades da Bacia do Rio Licungo. Saiba mais.
A TJ Consultants está a recrutar para uma empresa cliente que actua na área da Banca, uma (1) Assistente Executiva de Administração e Recursos Humanos. Saiba mais.
Pelo menos 15 migrantes morreram no sábado num acidente de viação na Turquia, depois de o camião em que seguiam se ter despistado, noticiou a agência turca Anadolu.
Segundo a mesma fonte, o camião, que partiu de Aydin e seguia para Izmir, na costa ocidental da Turquia, despistou-se, saiu da estrada e capotou junto a um rio.
A agência acrescenta que há crianças entre as vítimas, mas sem especificar o número.
O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, ordenou que centenas de refugiados sejam retirados de Riace, uma pequena localidade na Calábria, elogiado um pouco por todo o mundo como um exemplo de integração.
A decisão do político de extrema-direita, que tem feito do combate à imigração uma das suas bandeiras, surge depois de o presidente da câmara de Riace, Domenico Lucano, conhecido pelas suas posições a favor dos refugiados, ter sido detido por suspeitos de favorecimento ilegalmente a imigrantes.
“Quem comete erros, paga-os. Não podemos tolerar irregularidades no uso de dinheiros públicos, mesmo que sejam uma desculpa para os gastar com os imigrantes”, escreveu Matteo Salvini no Twitter.
Riace recebeu a circular com a ordem de expulsão dos refugiados que encontraram porto seguro naquela localidade no sul de Itália. Nesse documento, citado pelo Guardian, denunciam-se “irregularidades nos fundos”, nomeadamente discrepâncias no sistema de recepção de refugiados e o dinheiro gasto nos serviços de assistência.
O mesmo documento refere ainda que os migrantes “ultrapassram o tempo limite” para permanecerem no sistema de ajuda facultado aos refugiados, conhecido como Sprar, denunciando ainda a falta de higiene nos campos de refugiados.
Até ao momento ainda não se sabe para onde serão transferidos os refugiados com ordem de expulsão de Riace. Em prisão domiciliária, Domenico Lucano diz que o governo italiano “quer destruir-nos” e garante que vai tentar combater a decisão de Salvini.
O renomado empresário baseado na cidade de Chimoio, Mahomed Iqbal, que a 10 de Agosto último foi raptado na sua residência localizada próximo ao mercado Catanga, regressou na sexta-feira ao convívio familiar, após esta ter pago um valor não especificado de resgate aos raptores.
Fonte familiar que confirmou a informação ao “O País” revelou que o proprietário de Mafuia Motors, Mafuia Comercial e Manica Shopping Centre, que não goza de boa saúde, está estável e que ao longo de cerca de dois meses que foi mantido em cativeiro, algures em Sofala, os raptores tiveram o cuidado de lhe disponibilizar medicamentos e refeição.
“Ele está normal, embora debilitado porque de certeza não se alimentava condignamente. Mesmo porque ele é já um doente, teremos que mandar fazer um diagnóstico médico para aferir o seu actual estado de saúde”, disse a fonte, a qual escusou-se a revelar o montante desembolsado pela família para resgate de Mahomed Iqbal, cujas negociações para o efeito só começaram a ocorrer semana passada.
O coordenador da comissão política da Renamo, Ossufo Momade, diz que o processo de votação foi um fiasco e ameaça romper com as negociações que está a ter com o Governo devido à suposta falsificação de resultados.
Numa comunicação feita este sábado, através de uma teleconferência, Ossufo Momade apontou as irregularidades a que o partido se refere.
“No distrito de Marromeu, com 39 mesas, quando a Frelimo se apercebeu que a Renamo levava vantagem, em 29 mesas…, a mando do partido Frelimo, o chefe de operações do STAE, acompanhado pela PRM, foram retirar o material de votação correspondente a 10 mesas cujos editais não tinham sido entregues aos delegados de candidatura, com objectivo de falsificarem os resultados a favor do partido Frelimo”.
Momade apontou ainda situações em que presidentes de mesas entregavam dois ou mais boletins de votos a eleitores identificados como membros do partido Frelimo. O partido da Perdiz diz que esta situação verificou-se um pouco por todos os municípios, mas com maior incidência no município de Massinga, em Inhambane, Dondo em Sofala, Maganja da Costa na Zambézia, Ilha de Moçambique, Ribáuè e Angoche em Nampula. E acrescenta que estes casos foram encobertos pela Polícia, que prendia todos os que tentavam denunciar tais actos
No município do Alto Molocué, a Renamo fala de roubos de actas e editais de apuramento parcial, numa acção coordenada com a Polícia.
Diante destes factos, a Renamo diz que a Frelimo quer empurrar o seu partido para um novo ciclo de conflito, o que não constitui seu propósito.
“Não queremos guerra, mas também não admitimos nem aceitamos qualquer tentativa de pôr em causa a voto popular”, referiu Momade, indo mais além “Se este voto popular não for respeitado, a Renamo vai romper com as negociações e as consequências que daí advirem serão da inteira responsabilidade do Presidente da República e do partido Frelimo”.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou hoje o duplo atentado na Somália, que custou a vida a 16 pessoas e que causou ferimentos em outras 20.
Guterres estendeu as suas condolências às famílias das vítimas e desejou uma pronta recuperação aos feridos, numa declaração divulgada pelo seu seu porta-voz, Stephane Dujarric.
As 16 pessoas morreram no sábado em resultado de dois atentados suicidas em Baidoa, no sudoeste da Somália, que tiveram como alvo um restaurante e um café, informou a polícia.
“O número de mortos confirmados nas duas explosões é de 16 e cerca de 20 outras pessoas ficaram feridas, algumas gravemente. Nove pessoas morreram na segunda explosão e sete na primeira”, disse Abudulahi Mohamed, um responsável da polícia de Baidoa.
Baidoa é um importante centro económico a cerca de 250 quilómetros a oeste da capital da Somália, Mogadíscio, e aproximadamente à mesma distância, a leste, da fronteira com a Etiópia.
O grupo extremista Shebab, que controlou Baidoa entre 2009 e 2012 antes de ser expulso pelas forças governamentais apoiadas pela Etiópia, ainda controla zonas no sul e centro da Somália.
Um menor perdeu a vida ontem na cidade de Mocuba província da Zambézia e outras quatro pessoas por sinal da mesma família, foram internadas por intoxicação alimentar.
Fonte do sector da saúde indica que o facto ocorreu quando membros daquela família consumiram peixe vindo do distrito de Milange.
“Depois da intoxicação alimentar que ocorreu em quatro adultos e uma criança, foram atendidos no hospital distrital. Todavia os quatro adultos tiveram alta e a criança não resistiu sendo que acabou falecendo” disse à fonte.
A mesma fonte referiu que desconhece-se o tipo do peixe consumido e que a família não dispõe de amostra para exames.
A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, venceu as eleições autárquicas de Moçambique em 44 dos 53 municípios do país, de acordo com os dados oficiais divulgados.
Desconhecem-se apenas os números da vila de Malema, no norte do país, ultrapassado o prazo legal para a publicação dos resultados pelos órgãos locais, após a votação realizada na quarta-feira.
A Frelimo manteve o poder na capital, Maputo, enquanto que o principal partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), venceu em sete municípios, incluindo duas capitais provinciais: Quelimane e Nampula.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) manteve o poder na cidade da Beira, capital provincial de Sofala.
Os dados foram consultados hoje pela Lusa no portal conjunto do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) e Comissão Nacional de Eleições (CNE) e no boletim de observação eleitoral do Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental.
Em relação às autárquicas de 2013, em que a Renamo não participou, o número de municípios em que a Frelimo venceu baixou de 49 para 44.
O boletim do CIP nota que a Renamo contesta os números “nos quatro municípios onde a Frelimo ganhou à tangente”, Monapo, Alto Molócué, Moatize e Matola, segundo maior município do país, e ainda em Marromeu, onde alegadamente houve urnas desviadas.
Ossufo Momade, coordenador da comissão política da Renamo, ameaçou no sábado abandonar as negociações de paz com o Presidente da República, devido a alegada manipulação de resultados.
Um porta-voz da Frelimo apelou no mesmo dia para que o principal partido da oposição pare com “chantagens” e preserve o processo de paz.
Pelo menos 18 pessoas, das quais cinco mulheres, foram detidas, em algumas das 53 autarquias moçambicanas, por envolvimento em ilícitos eleitorais no dia da votação, 10 de Outubro. Noutras cidades e vilas, houve também escaramuças espevitadas pelos resultados eleitorais em divulgação, que contraíram as pretensões da Renamo e dos seus simpatizantes e membros.
O porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Inácio Dina, disse que houve 11 ilegalidades, sendo quatro de propaganda nas mesas de assembleia de voto (mmv), duas relacionadas com o uso de telemóvel na cabine de votação.
Adicionalmente, dois indivíduos tinham em sua posse mais de um boletim de voto. Outros três cidadãos foram presos por desobediência e ameaça aos membros das mesas de voto.
Um dos casos aconteceu na cidade de Lichinga e envolveu um cidadão de 20 anos de idade, que no dia da votação tinha em seu poder dois cartões de eleitor.
O facto foi descoberto numa assembleia de voto no bairro de Expansão. Nas autarquias de Montepuez, Mocímboa da Praia, Manica, Chimoio, Nacala-Porto, Lichinga, Marromeu e Quelimane, alguns mmv foram alvos de arremessos de pedras por cidadãos que contestavam os resultados preliminares da votação, divulgados pelos órgãos eleitorais.
Os factos aconteceram nas primeiras horas dos dias 10, 11 e 12 de Outubro, disse Inácio Dina, em conferência de imprensa, na sexta-feira (12).
A corporação confirmou, também, que na mesma sexta-feira, pessoas, alegadamente, membros e simpatizantes da Renamo, levaram a cabo acções de desordem, contestando os resultados provisórios da votação, que davam vantagem à Frelimo em Montepuez, Mocímboa da Praia e Chimoio.
No Chimoio, por exemplo, dois membros da Renamo, entre eles o delegado político em Manica, Sofrimento Matequenha, foram mantidos horas a fio em cárcere e brutalmente violentados, indiciados de venda de votos à Frelimo. Por conseguinte, cinco indivíduos foram detidos em conexão com o caso, disse o Francisco Simões, comandante distrital da PRM, em Manica.
Em Montepuez, o cabeça-de-lista da Renamo, Secundino Maqueiro, foi também espancado, acusado igualmente de venda de votos ao partido no poder. As vítimas foram resgatadas pela PRM e mantidas nas unidades policiais por receio de que o pior podia lhes ocorrer.
O papa Francisco expulsou mais dois bispos chilenos envolvidos em escândalos de abuso sexual de menores, de acordo com comunicado do Vaticano divulgado no sábado (13).
Receberam a maior punição da Igreja Católica, os bispos Francisco José Cox Huneeis, arcebispo emérito de La Serena, e Marco Antonio Ordenes Fernández, arcebispo emérito de Iquique. De acordo com a Santa Sé, a expulsão é “resultado de atos manifestos de abuso de menores”.
A notícia foi divulgada no mesmo dia em que o pontífice se reúne, em audiência privada com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, em audiência privada.
O Vaticano reconheceu que os dois líderes abordaram “a dolorosa ferida do abuso infantil, enfatizando o compromisso de todos em colaboração para combater e prevenir a prática desses crimes e sua ocultação”.
Estas não são as primeiras punições da Igreja em relação a religiosos chilenos. Em 28 de Setembro deste ano, o papa expulsou o influente religioso chileno Fernando Karadima, 88 anos, também acusado de abusos sexuais contra menores. Até agora, nove bispos foram afastados, incluindo os que apresentaram sua renúncia em bloco, em maio, após o encontro com o papa.
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