Onze pessoas foram detidas, das quais nove funcionários do Hospital Central de Nampula acusadas de desvio de mais de dois milhões de meticais através de transferências indevidas do sistema de pagamento do Estado.
O processo que culminou com a detenção das onze pessoas vem sendo investigado desde Novembro do ano passado, e só agora foram encontrados elementos suficientes que provam o envolvimento de nove funcionários do departamento de contabilidade do Hospital Central de Nampula, no esquema de transferência indevida do valor público para contas privadas.
O Gabinete Central de Combate à Corrupção em Nampula esclareceu ainda que dos onze detidos esta sexta-feira, existem dois agentes económicos que recebiam transferências e depois canalizavam uma parte do valor aos funcionários públicos em causa.
E dos mais de dois milhões desviados, foram recuperados pouco mais de 600 mil meticais.
Com a instrução preparatória concluída, o processo segue para o Tribunal Judicial da Cidade de Nampula, para já, com 11 arguidos presos, sendo que outros 12 vão responder em liberdade.
O Centro para Programas de Comunicação da Johns Hopkins University (JHU) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
O Centro para Programas de Comunicação da Johns Hopkins University (JHU) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor Distrital de Apoio a Retenção à Nível da Comunidade. Saiba mais.
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Uma jovem escapou à morte, na noite da última terça-feira, após escapar das mãos de um malfeitor, quando regressava da escola. A estudante sofreu facadas no pescoço.
O caso aconteceu no bairro Muelé-2, na província de Inhambane, quando Mercina Lourenço, uma jovem de 21 anos de idade, regressava da escola por volta das 22h00 e, subitamente, foi interpelada por um desconhecido, à entrada de casa.
O indivíduo agarrou-a pelo pescoço e seguidamente tapou-lhe a boca, para evitar que gritasse e chamasse atenção de vizinhos. Mas porque a vítima mostrava resistência, o agressor desferiu alguns golpes no pescoço com uma faca.
Segundo a aluna da 9ª classe na Escola Secundária Emília Daússe, o indivíduo tinha a intenção de lhe roubar e violar sexualmente. “Ouvi gritos e, também com medo, fui tentando ver o que é que estava a passar-se, ela chamava pela tia, ajude-me, estou a perder sangue. Quando reparei, constatei que estava com o pescoço aberto”, contou a tia, Ana Amélia, que socorreu a vítima. Segundo ela, quando os vizinhos chegaram, foi possível levá-la ao hospital, deixando enormes manchas de sangue no chão, que denunciavam a brutalidade da acção.
Os vizinhos contabilizam dois casos desta natureza no bairro, este ano. Um dos moradores disse ter visto dois indivíduos estranhos, quando também regressava a casa. “Eu sempre usei o mesmo caminho e passo por esta casa. Quando cheguei adiante, vi dois jovens. Ignorei e, minutos depois, ouvi gritos de uma mulher, afinal, era a moça a ser agredida”, disse Rainito Pedro. “Já é a segunda vez que isto acontece. Há meses, uma outra jovem escapou. Quando os bandidos queriam disparar contra ela, o carregador caiu e a moça fugiu”, acrescentou.
A falta de iluminação pública, agravada pela não existência de patrulhamento policial, segundo os moradores, pode ter contribuído para a ocorrência destes crimes. “Também já sofri. Por duas vezes, levaram os móveis na minha residência”, disse uma residente local.
O Hospital Província de Inhambane confirmou a entrada da vítima e avançou que, apesar da profundidade dos ferimentos, o seu estado clínico era animador. “Fizemos a lavagem e tratamento dos ferimentos, mas neste momento ela já pode receber tratamentos em casa”, disse Douglas Uamir, clínico-geral.
Após a alta, a vítima contou com amargura o susto e desespero por que passou durante aqueles minutos, que, segundo diz, se tornaram uma eternidade e que deixarão marcas indeléveis no corpo e na alma. “Não o conheço. Quando eu estava a abrir o portão, ele abordou-me e disse não estás a perder-te?. Eu não respondi. Depois, senti a agressão no pescoço e fechou-me a boca, para não gritar. Arrancou-me o telemóvel e corri para dentro a gritar”, detalhou a vítima.
A viúva do ex-presidente das Filipinas Ferdinand Marcos, Imelda Marcos, foi hoje condenada a pena de prisão que poderão ir até 77 anos depois de ter sido declarada culpada de sete crimes de corrupção.
O Tribunal Anticorrupção de Manila condenou Imelda Marcos, actualmente com 89 anos, a penas entre seis e 11 anos de cadeia por cada uma das sete acusações e decretou a sua prisão imediata, embora a decisão seja ainda passível de recurso para o Supremo Tribunal.
Em causa está, num processo judicial que se arrasta há duas décadas, o desvio de 200 milhões de dólares do erário público, através de fundações criadas em seu nome na Suíça, quando ocupava o cargo de Governadora de Manila (1975 -86).
Nem Imelda Marcos, nem qualquer representante legal estiveram presentes na leitura da sentença, que a impedirá também de voltar a desempenhar cargos públicos, apesar de ser candidata às eleições de Maio para Governadora de Ilocos Norte, tradicional feudo da família Marcos.
A viúva de Ferdinand Marcos representa actualmente, na Câmara Baixa do parlamento das Filipinas, essa região, que é governada pela filha Imee, de 62 anos, cujo mandato expira no próximo ano, devendo nessa altura dar o salto para a política nacional como candidata ao Senado.
A sentença é passível de recurso para o Supremo Tribunal, o que permite a Imelda Marcos manter o seu lugar no parlamento e a candidatura a governadora.
A ordem de prisão imediata é também passível de recurso, pelo que é provável que o tribunal imponha o pagamento de uma fiança a troco da liberdade enquanto avança o processo judicial, explicou à imprensa, após a leitura da sentença, o responsável do tribunal, Ryan Quilala.
O tribunal absolveu de outros três delitos de corrupção a viúva de Marcos, conhecida pelos seus gostos luxuosos e pelas suas colecções de jóias e sapatos.
Ferdinand e Imelda instauraram um regime ditatorial nas Filipinas, entre 1965 e 1986, tendo o presidente sido destituído por uma revolta popular pacífica, que os levou ao exílio.
O país viveu durante nove anos sob lei marcial (1972-81), período durante o qual pelo menos 3.240 pessoas foram assassinadas, 70 mil presas e 34 mil torturadas, segundo a organização Amnistia Internacional.
O ex-presidente faleceu no Havai em 1989 e a viúva e os filhos regressaram ao país em 1992, tendo, desde então, sido acusados em 400 processos judiciais sem qualquer condenação até à sentença de hoje.
A fortuna ilícita da família Marcos está avaliada entre cinco mil e 10 mil milhões de dólares, entre dinheiro, imóveis, jóias e obras de arte, segundo a Comissão Presidencial para a Boa Governação, agência oficial criada há três décadas para tentar recuperar os valores desviados.
Em Junho, o Supremo Tribunal rejeitou, por falta de provas, uma queixa da mesma agência que reclamava que a família devolvesse 955 milhões de dólares por prejuízos causados ao povo filipino.
Apesar de ter declarado um património de 950 mil dólares entre 1965 e 1984, há registo de que a família Marcos comprou mais de cem quadros de pintores como Picasso, Van Gogh ou Monet, cujo valor foi estimado, na altura, em 25 milhões de dólares, bem como edifícios nas melhores zonas de Nova Iorque e Los Angeles.
A organização Transparência Internacional coloca Ferdinand Marcos como o segundo líder mais corrupto da história, apenas superado pelo ex-presidente Indonésio Suharto.
O secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, considerou esta quinta-feira que a organização não tem outra escolha a não ser aceitar a demissão do seu ex-presidente, acusado de corrupção por Pequim.
“Foi uma situação difícil para a organização”, reconheceu perante a imprensa o secretário-geral da organização policial internacional sobre a demissão do seu presidente, o chinês Meng Hongwei, anunciada no dia 7 de Outubro, depois de a mulher ter alertado para o seu desaparecimento 11 dias antes durante uma viagem à China.
No dia a seguir à demissão, comunicada por correio à organização, o Ministério da Segurança Pública da China anunciou que Meng teria “recebido subornos e era suspeito de ter violado a lei”, sem adiantar mais.
Esta quinta-feira, Stock explicou que a Interpol instou a China a “dar mais detalhes e informações sobre o que teria exactamente ocorrido”.
“Devemos aceitar, como faríamos com qualquer outro país, que este país tome decisões soberanas e se ele nos diz ‘abrimos inquéritos, estão em curso e o presidente demite-se’ (…) então temos de aceitar”, declarou.
Questionado sobre as informações recebidas de Pequim, Stock disse saber apenas que Meng está actualmente na China e que os factos de corrupção avançados não estão relacionados com as suas actividades na Interpol.
Sobre a demissão assinada por Meng, o responsável da Interpol indicou não ter “razões para suspeitar de uma coisa forçada”.
Vice-ministro da Segurança Pública no momento em que assumiu a chefia da Interpol, em 2016, Meng teve a sua ascensão nesta área quando a mesma era dirigida por um rival do Presidente chinês, Xi Jinping, estando esse adversário actualmente na prisão.
O sucessor de Meng deve ser designado numa assembleia-geral da Interpol que vai decorrer entre 18 e 21 de Novembro no Dubai. O escolhido vai terminar o mandato de quatro anos de Meng, que deveria terminar em 2020.
Um jovem que fazia parte de um grupo de 6 assaltantes de viaturas foi baleado pela polícia, no município do Dondo, em Sofala. No momento em que o referido assaltante foi alvejado estava a roubar baterias de um camião.
O assaltante ora alvejado na perna pela polícia, foi internado no hospital central onde recebe cuidados médicos. A polícia fez saber que o jovem em causa, fazia parte de um grupo de assaltantes que tem se dedicado a roubo em viaturas de longo curso que por algum motivo tem estacionado naquele ponto da província de Sofala.
Segundo a porta-voz da PRM, o indiciado estava na companhia dos seus comparsas que colocaram-se em fuga após aperceberem-se da presença da polícia.
Internado no Hospital Central da Beira, o indiciado nega a sua participação no crime e diz que por volta das 3 horas da madrugada da última terça-feira pretendia vender duas baterias para o motorista dum camião e depois terá sido confundido pela polícia.
A polícia em Sofala trabalha com vista a neutralizar os outros elementos da mesma quadrilha.
Vinte e três casas poderão ser demolidas na cidade de Pemba, devido a um conflito de terra, que já chegou ao Tribunal, onde foi lavrada uma sentença com base num acordo extrajudicial, que uma das partes envolvidas no caso decidiu contrariar por considerar injusta.
No princípio, os moradores tentaram resistir, mas acabaram cedendo à força policial enviada ao terreno, para garantir a execução de uma ordem judicial, supostamente contrária a sentença lavrada pelo Juiz do caso, no dia 24 de Abril de 2017.
O Conselho Municipal de Pemba, reconhece o erro cometido na dupla atribuição do título de direito, uso e aproveitamento da terra, e confirmou ter tentado remediar o problema,, no entanto, desconhece as razões que reactivaram um conflito antigo e aparentemente arquivado.
A nossa reportagem não teve acesso a ordem emitida pelo tribunal que contraria a sentença lavrada com base num acordo judicial, onde consta apenas abertura das vias de acesso, e não a demolição de alguns casas do quarteirão 24.
Duas professoras foram indiciadas nesta semana por transformar o local, que deveria ser de aprendizado, em uma espécie de “clube de luta” para bebés.
As professoras Mickala Guliford, de 28 anos, e Tena Dailey, de 22, estavam incentivando crianças entre 3 e 4 a lutarem entre si, enquanto eram gravadas. O caso aconteceu em uma creche em St. Louis (Missouri, EUA).
O caso foi descoberto pela polícia depois que a mãe de uma das crianças divulgou um vídeo em que o filho dela, de 4 anos, aparece lutando com um colega de sala. A mãe identificada como Nicole Merseal decidiu processar a direcção do Adventure Learning Center.
O incidente ocorreu em Dezembro de 2016, porém, sem “provas suficientes”, Mickala e Tena não podiam ser indiciadas. Para mudar o andamento do caso, Nicole publicou o vídeo na semana passada um vídeo que recebeu quando tomou conhecimento do caso, segundo o portal americano NY Post.
No combate, as crianças se machucavam enquanto lutavam; até luvas de Hulk eram utilizadas nos combates entre as pequenas crianças. Agora Nicole luta por justiça e pede uma indemnização de 25 mil dólares e é provável que outras mães façam o mesmo.
Um atirador abriu fogo em um bar de música country em Thousand Oaks, na Califórnia, na noite de quarta-feira (07), deixando ao menos 12 mortos, informou o gabinete do xerife local, acrescentando que o agressor foi abatido.
O sargento Eric Buchow, do gabinete do condado de Ventura, disse à afiliada da rede CBS em Los Angeles que há “vários mortos” no tiroteio – incluindo um membro do gabinete do xerife – e que o atirador foi abatido dentro do estabelecimento.
Thousand Oaks é um subúrbio nobre e tranquilo de Los Angeles, onde havia sido organizado um evento para estudantes universitários. O capitão Garo Kuredjian, do gabinete do xerife, disse que a estimativa é de que centenas de pessoas estivessem no Borderline Bar & Grill, que se descreve como o “maior recinto para dançar música country e ouvir artistas ao vivo” da região, no momento do ataque.
Uma testemunha que não foi identificada contou ao jornal Los Angeles Times que alguém correu para dentro do bar por volta das 23h30 e começou a disparar com o que pareceu ser uma pistola. “Atirou muito, pelo menos 30 vezes. Continuei ouvindo disparos depois que todos saíram”, disse a testemunha citada pelo jornal.
Várias pessoas que presenciaram o ataque relataram ter visto fumaça no local, possivelmente de granadas lançadas pelo atirador, e disseram que muitos que estavam dentro do bar usaram cadeiras para quebrar as janelas e escapar do local.
“Foi um momento de pânico total. Todo mundo correu e se abaixou o mais rápido possível”, descreveu Teylor Whittler, de 19 anos, que estava no bar no momento em que o ataque começou. Teylor disse que fugiu pela porta dos fundos do bar.
Rochelle Hammons, de 24 anos, disse ao jornal The Washington Post que ouviu quatro disparos antes de conseguir fugir. “Do nada, ouvi os barulhos, sabe, ‘bang, bang, bang, bang’. Todo mundo que estava perto de mim se abaixou e procurou abrigo”, disse a jovem.
A gravidade dos ferimentos das vítimas ainda não foi informada. Equipes de emergência foram encaminhadas ao local e autoridades pedem que população evite a região.
Nas proximidades do cemitério de Michafutene, cinco pessoas foram mortas a tiro na noite de quinta-feira. Trata-se de criminosos que supostamente se dedicavam a sequestros e assaltos a mão-armada.
Os corpos foram removidos ainda na noite de ontem, mas no local ainda eram visíveis alguns vestígios do crime, como cápsulas de balas, sangue e até partes de carne humana.
Testemunhas que aceitaram falar em anonimato descreveram um cenário de guerra e contaram que esta não é a primeira vez que o bairro Agostinho Neto é sacudido por tiros durante a noite.
A Polícia na província de Maputo confirmou o assassinato de cinco supostos criminosos, mas diz que o mesmo teria acontecido após uma troca de tiros entre duas quadrilhas.
A nossa reportagem apurou de fontes não oficiais que os cinco supostos criminosos seriam fugitivos da cadeia de máxima segurança, vulgarmente conhecida por BO. Sobre o assunto, a PRM diz que ainda está a investigar para apurar a identidade das vítimas.
Os cinco corpos foram removidos na noite de quinta-feira para a morgue do Hospital Provincial da Matola.
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O Governo de Moçambique através da Administração de Infra-Estruturas de Águas e Saneamento (AIAS), em parceria com a UNICEF, pretende contratar um (1) Jurista. Saiba mais.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Analista de Consumo. Saiba mais.
Os indiciados por roubo de mais de 100 mil comprimidos e outros fármacos, no armazém de depósito de medicamentos da província de Maputo, são funcionários da direcção de saúde.
As detenções foram feitas na sequência das denúncias feitas pela população. A Polícia diz que o roubo aconteceu por volta das 14h00 do último sábado, quando três indiciados com idades entre 32 e 44 anos recorreram a chaves falsas para materializar o plano que vinha sendo preparado há mais de duas semanas.
O segurança, o arrumador do depósito e o digitador de dados confirmam a participação no roubo, que não acontece pela primeira vez. “Copiamos a chave e alugamos o transporte para colocar os medicamentos. Já vendemos os rolos a seis mil meticais, os medicamentos ainda não foram vendidos”, afirmou o segurança do depósito.
O Porta-voz da PRM na província de Maputo disse que o caso está a seguir os trâmites legais junto das instituições da justiça.
O último caso ocorreu na sexta-feira passada (02), quando, segundo a polícia, três traficantes tentaram vender um menor de 17 anos por mais de 36 mil euros na Vila do Mulumbo, a norte da província da Zambézia, junto ao Malawi.
Mas uma pessoa, que se fez passar por comprador, informou logo as autoridades, conta o porta-voz da polícia na Zambézia, Sidner Lonzo.
“Os três indivíduos pretendiam vender este menor a um valor de 30 milhões de kuachas, equivalentes a 2.550.000 meticais. Os três indivíduos estão agora detidos e o processo corre os seus trâmites legais. O menor já foi devolvido ao seu convívio familiar. Gostaríamos de apelar à população em geral para ser sempre atenta quanto a esses actos de tráfico de seres humanos”.
Segundo caso em duas semanas
Este é o segundo caso no espaço de duas semanas. O outro ocorreu no distrito de Namacura. A polícia diz ter interceptado um autocarro em que seguiam 22 homens e dois rapazes moçambicanos; iam acompanhados de cidadãos de nacionalidade congolesa.
“Segundo as declarações em nossa posse, eles iriam ser usados para os trabalhos da agricultura na Republica Democrática de Congo, e havia dois menores de 16 anos de idade”.
A polícia diz estar preocupada com o tráfico de pessoas. Segundo o porta-voz Sidner Lonzo, foi reforçada a segurança na fronteira. Além disso, as autoridades têm estado em contacto com os líderes comunitários, para sensibilizar a população.
Mas Gabriela Gaspar, uma ativista comunitária, diz que é preciso fazer mais.
“Quando é que isso vai acabar? Nós, como mães, sentimos muito. Temos filhos que são raptados. Pedimos ajuda ao Governo para que faça um trabalho que possa acabar com isso”.
Falta de informação e alta taxa de desemprego
Maria Isabel, ativista dos direitos humanos, diz que o tráfico de pessoas na província da Zambézia está relacionado com a falta de informação das famílias e com a alta taxa de desemprego. 13% dos jovens da província não tem emprego, segundo dados recentes da direcção provincial de trabalho da Zambézia. Pensa-se, no entanto, que os números sejam muito mais altos do que os divulgados pelas autoridades. As famílias passam por muitas dificuldades.
“Há muito desemprego. Aqui na Zambézia, as fábricas que existiam, nenhuma delas está a funcionar. O governo tem que ver isso. Há muitos jovens desempregados, sonham tanto e o sonho vai abaixo, por causa dessa problemática, a pessoa é convencida facilmente porque não tem como se sustentar, e também é preciso formar as famílias – a maioria não tem conhecimento do que é tráfico de seres humanos, temos que ter em conta que a família é o garante da sociedade”.
O tráfico de pessoas é um crime frequente na província da Zambézia. Maria Isabel pede ao Governo que aja rapidamente. Não só para apanhar os traficantes e levá-los à Justiça, mas também para fazer reformas profundas, que melhorem a vida da população.
A partir deste mês, 29.500 pessoas irão enfrentar uma crise de fome, no distrito de Tambara, na província de Manica,informou o governo local.
As bolsas de fome na província de Manica vão atingir três distritos cíclicos, nomeadamente Guro, Machaze e Tambara, este último numa situação mais critica, estando o governo a mobilizar recursos para socorrer a população.
A população afectada tem vendido gado para suprir as suas necessidades alimentares, mas a eclosão da febre aftosa agudiza a vulnerabilidade, disse Ronaldo Naico, porta-voz do governo provincial de Manica.
Em Tambara são reportados, desde meados do ano, vários casos de famílias que recorrem a frutas e tubérculos silvestres para sobreviver.
Segundo Naico, a queda irregular das chuvas e a seca precipitaram a eclosão das bolsas de fome naquela província, popular por ser rica em terras férteis para agricultura.
Para contornar a situação, o governo diz que incentiva o cultivo de culturas resistentes `a seca.
Os distritos de Machaze e Guro deverão receber grão de milho produzido nos distritos vizinhos de Mossurize e Barué. Vários agentes económicos recolhem o cereal em parceria com o governo para os distritos em alusão, faltando Tambara.
“Nos outros distritos o governo já encetou contactos com os agentes económicos e neste momento estão a movimentar grão de milho dos distritos onde se registou melhor produção”, disse Naico.
Ele disse ainda que o executivo necessita de mais de 247 milhões de meticais (4.1 milhões de dólares) para apoiar as famílias afectadas pelas calamidades naturais, nesta época – que vai de Outubro a Março – de inclui cheias, seca e fome.
Moradores dos bairros quatro e cinco na cidade de Chimoio vivem aterrorizados nos últimos dias devido a actuação de um grupo de malfeitores, apelidados de homens-catanas, que à calada da noite roubam em residências.
A última incursão do temível grupo foi na residência de um cidadão que na segunda-feira, molestou a si e sua família, para de seguida roubar dinheiro e telemóveis, segundo contou à nossa reportagem.
“Bateram a minha porta, perguntei quem era e disseram somos homem catana e queremos dinheiro, eu disse que podia dar-lhes pela janela, dei todo dinheiro que tinha e os telefones que eles exigiram”, disse a vítima.
Já no dia seguinte, o grupo de malfeitores que se presume ser o mesmo, escalou uma casa que na altura os seus proprietários se encontravam ausentes, tendo ateado fogo nela para depois encetar uma fuga.
Perante a situação, a população pede maior intervenção da Polícia por forma a repelir acções criminosas.
Contactada a Polícia, sem gravar entrevista diz ter pistas dos supostos malfeitores e que a breve trecho irão cair nas suas malhas.
O partido Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) vai escolher, no próximo ano, o substituto de Afonso Dhakama, falecido há exactamente seis meses, em Gorongosa.
O seu secretário-geral, Manuel Bissopo, diz que em “dois ou três meses teremos o congresso e todos os órgãos do partido, de acordo com a nova realidade”.
Interinamente, a Renamo é liderada pelo general Ossufo Momade, por indicação da sua Comissão Política.
Ainda não existe uma lista oficial de candidatos, mas são ventilados os nomes de Momade, Bissopo e Elias Dhlakama, irmão do falecido líder. Nenhum dos três confirma a intenção.
Dhlakama, oficial na reserva das Forças Armadas de Defesa e Segurança, diz que “os membros da Renamo têm opções, cada um opta por aquele que quiser (…) vai depender da minha última decisão.”
No seio do partido da perdiz, a escolha do novo líder é de carácter urgente, tendo em conta as eleições gerais de 2019 naquele país.
António Muchanga, deputado e figura proeminente do partido, recorda que a Renamo “tem tempo muito apertado, porque a lei eleitoral diz que as candidaturas devem ser efectuadas até 180 dias antes do dia da eleição”.
Um jovem acusado de furto foi agredido até a morte, na manhã de terça-feira, no bairro Matibjana, no Municipio da Matola.
O jovem que teria se introduzido numa residência para roubar telemóveis, foi espancado violentamente pela população até perder forças e cair no quarteirão 4 no bairro Matibjana.
Segundo um dos residentes daquele bairro, o finado na tentativa de fugir, teria mordido o proprietário da casa onde furtou os telemóveis, mas acabou por ser neutralizado pela população.
A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, afirma que já está no terreno a trabalhar com vista a identificar os autores do linchamento.
Quarenta e cinco pessoas morreram na sequência de um acidente que envolveu hoje dois autocarros perto de Rusape, a cerca de 170 quilómetros leste de Harare, capital do Zimbabué, informou uma fonte polícia.
O porta-voz da polícia, Paul Nyathi, disse que os dois autocarros, que seguiam em sentidos opostos, colidiram perto de Rusape.
Os acidentes com autocarros são frequentes neste país devido ao mau estado das estradas e a má condução, devido à competição entre empresas de autocarros por clientes, que faz com que os motoristas conduzam mais depressa e façam muitas viagens por dia.
A estrada onde o acidente aconteceu foi reparada recentemente numa tentativa do governo para reabilitar a infraestrutura rodoviária em colapso.
A circulação rodoviária esteve interrompida na Estrada Nacional número seis, em Chimoio, tudo porque os vendedores do mercado Sher colocaram barricadas como forma de protestar a destruição das suas barracas pelo município. A situação viria a ser normalizada com a presença da Polícia.
Contactado pelo O País, o conselho municipal através do vereador de mercados e Feiras disse que não houve falta de aviso para os vendedores retirarem-se daquele local, aliás até porque parte deles já tinham saído.
Por volta das onze horas já estava amainada a confusão e os vendedores renderam-se a decisão do conselho municipal e já erguiam as suas bancas no novo mercado localizado nas proximidades do Infantário Provincial de Manica.
A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, está a recrutar um (1) Coordenador Nacional para a Provisão de Serviços. Saiba mais.
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Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende admitir para o quadro de pessoal um (1) Supervisor de Aterro e Galpão de Resíduos Perigosos. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende admitir para o quadro de pessoal um (1) Supervisor Administrativo e de Operações. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende admitir para o quadro de pessoal um (1) Supervisor de Saúde, Segurança, Ambiente e Qualidade (SHEQ). Saiba mais.
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