“Fiz o teste esta manhã [de quinta-feira]. Esperei 14 minutos pelo resultado”, relatou, a partir da Casa Branca. “Fi-lo por curiosidade, para ver com que rapidez se faria. Foi muito mais fácil, o segundo foi muito mais agradável”, comparou.
Donald Trump já tinha feito um primeiro teste, há duas semanas, depois de se ter recusado a fazê-lo durante alguns dias, apesar de ter estado em contacto, na sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, com uma delegação brasileira em que seguiam duas pessoas entretanto testadas positivamente para o novo coronavírus. Esse primeiro teste também deu negativo.
Donald Trump tem sido acusado de minimizar o impacto da pandemia da covid-19 e de ter sido lento na resposta, que já infetou 234.462 pessoas nos Estados Unidos, o país com o maior número de infectados, registando-se 5.607 mortes.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Os cidadãos em toda a China vão realizar três minutos de silêncio em memória dos mortos, enquanto alarmes antiaéreos e buzinas de carros, comboios e navios soarão como sinal de luto.
A China vai fazer, no sábado, um dia de luto nacional pelos mais de 3.200 mortos devido a infeção pelo novo coronavírus no país, informou esta sexta-feira o Conselho de Estado chinês.
Às 10 horas da manhã (3h em Lisboa), cidadãos em toda a China devem realizar três minutos de silêncio em memória dos falecidos, enquanto alarmes antiaéreos e buzinas de carros, comboios e navios soarão como sinal de luto, informou a agência noticiosa oficial Xinhua. As bandeiras vão ser colocadas a meia haste, durante o dia, em instituições oficiais e nas embaixadas e consulados chineses em todo o mundo, ao mesmo tempo que actividades recreativas públicas vão ser suspensas em toda a China.
O número total de infectados diagnosticados na China, desde o início da pandemia, é de 81.620 e o número de mortos ascendeu a 3.322.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, entre as quais morreram mais de 51 mil. Dos casos de infeção, cerca de 190 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro passado, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Lagos a maior cidade do continente africano, parecia quase deserta depois das autoridades terem fechado o centro económico. A capital da Nigéria, Abuja também. Empresas, mercados de rua, COMÉRCIO foram encerradas num esforço para travar a propagação do novo coronavírus.
O Botswana parecia estar a manter a -19 fora de portas, mas após registar os três primeiros casos e uma morte esta terça-feira, foi decretado estado de emergência, que entra em vigor (a partir desta) na quinta-feira.
Tanzânia e Mauritânia registaram igualmente as primeiras mortes. No Burundi e Serra Leoa há relatos dos primeiros casos do vírus.
Muitos países africanos têm recorrido a polícia militar para forçar o recolher obrigatório. No Quénia com mais 50 casos e uma morte, a polícia abriu uma investigação à morte de um menino de 13 anos, baleado na varanda de casa em Nairobi, quando os agentes abriram fogo, alegadamente, para impor o recolher obrigatório.
Com mais de 5700 casos confirmados, o continente apontado pelos especialistas como mais vulnerável, tomou as medidas mais extremas, como o fecho de fronteiras, e accionaram as forças armadas para forçar o recolher obrigatório, algo que se tem revelado difícil.
Para os especialistas os conflitos armados, o saneamento básico deficiente, os bairros de lata lotados e hospitais subequipados são fonte de potencial para uma catástrofe, e por isso mesmo exigem medidas adicionais além da quarentena.
Para Achim Steiner, Administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), alguns dos países mais vulneráveis estão na linha da frente em relação ao que vai acontecer a seguir, e são os menos preparados.
Para as Nações Unidas a principal preocupação é que o apoio financeiro e acesso direto a equipamento médico seja inadequado, o que pode vir a piorar muito, tendo em conta o resultado destas medidas limitadas
A África do Sul com mais de 1300 casos ativos, tem o maior número de infeções em todo continente, e vai já no fim da 1ª semana de confinamento, que prevê durar 21 dias. A Cidade do Cabo é o ponto mais crítico. Um surto, nos aglomerados urbanos onde a água e o saneamento básico são um problema, pode revelar-se difícil de conter.
A grande questão é: se a quarentena não resultar, qual será a solução para os países africanos?
O Hospital Policlínico de Pavia (norte de Itália) iniciou um tratamento experimental de plasmaterapia, que utiliza o sangue de doentes curados do novo coronavírus para tratar os que se encontram em estado grave.
O centro hospitalar pediu doações de sangue a quem tenha recuperado da covid-19 e os primeiros voluntários foram um casal de médicos, os primeiros positivos do vírus na província, referiram hoje os ‘media’ locais.
“Trata-se de uma terapia que já foi utilizada com êxito contra a SARS e o ébola e que permite proceder em simultâneo a outras terapias”, explicou o responsável da Imuno-hematologia do Policlínico de Pavia, Cesare Perotti, ao jornal local Il Ticino.
O procedimento consiste numa transfusão de sangue de um paciente já curado, que possua um “plasma hiperimune” com anticorpos contra a covid-19, e que se pratica em casos graves.
A plasmaterapia já foi caucionada pela delegação de médicos chineses de Wuhan que visitaram o hospital há duas semanas e que contribuíram com a sua experiência, ao referirem que testaram este método em mais de mil doentes e com resultados positivos.
As primeiras provas foram realizadas em cinco doentes desde hospital e quatro no de Mântua (também na Lombardia), após o Policlínico ter partilhado os seus protocolos com outros centros da região, a mais afetada em Itália.
O resultado das provas foi positivo, mas ainda não é possível certificar a sua eficácia devido ao reduzido número de tratamentos realizados até ao momento.
Apenas na província de Pavia foram registados 2.157 casos positivos pelo novo coronavírus, mas este hospital também recebeu doentes das províncias vizinhas de Lodi (onde se registou o primeiro surto do vírus em Itália) e de Cremona, onde existem quase 4.000 casos.
Em todo o país existem 80.572 casos ativos e o número de mortos ascende a 13.155, apesar da diminuição nos últimos dias do ritmo de contágios e falecimentos.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.
Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%)
Afinal não é somente Maputo que conta com casos positivos de coronavírus oficialmente conhecidos. Cabo Delgado é a segunda província a ter um caso da Covid-19, nomeadamente do cidadão moçambicano de 61 anos de idade, anteriormente anunciado como sul-africano.
Na verdade trata-se de uma infecção local, ou seja, o cidadão em causa não esteve fora do país, mas contraiu a pandemia em Palma, onde se encontrava em missão de serviço, tendo regressado a Maputo, já contaminado, e onde foi diagnosticada a infecção.
Vale isto dizer que há mais casos escondidos em Moçambique, nomeadamente na província de Cabo Delgado, onde o cidadão foi infectado, e o Ministério da Saúde vai enviar uma equipa de saúde para testar todos os cidadãos que mantiveram contacto com o moçambicano ora infectado.
De acordo com o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, a equipa parte esta sexta-feira para testar grande parte dos cidadãos do distrito de Palma, para procurar parar a contaminação deste primeiro caso de fora da capital do país. Entretanto, tanto este cidadão como para o outro anunciado ontem, do moçambicano de 18 anos regressado de Portugal, os agentes de saúde já estão a monitorar, no sentido de garantir assistência aos mesmos.
E por falar em casos de outras províncias, Armindo Tiago assumiu que maior parte dos 302 casos até aqui testados, são da capital do país, mas garante que há testes feitos fora de Maputo, nomeadamente noutras províncias. Alias, segundo o Ministro da Saúde, há casos que foram suspeitos, mas depois das análises detectou-se que se tratava de simples febres e gripes, e foram logo tratados e estão sob controlo.
Para os oito casos anteriormente anunciados, os agentes da saúde estão a ministrar uma terapia que consiste em controlar a temperatura e estancar as febres, sendo esta a forma encontrada para controlar a evolução dos casos já detectados. Ainda assim, segundo o Ministro da Saúde, estes cidadãos estão a ser bem monitorados e já apresentam melhorias.
Armindo Tiago confirmou que foram testados em todo país 302 casos, com maior realce para a capital do país. Nas últimas 24 horas foram testados 18 cidadãos, tendo todos dado negativo nos resultados.
Cinco moçambicanos na diáspora infectado com Covid-19
Outrossim são os moçambicanos infectados com covid-19 na diáspora, cujo número passou de dois para cinco, dos quais um na Espanha, outro em Portugal, mais um nos Estados Unidos da América e dois na Suíça. Destes, o que estava na Espanha e outro nos Estados Unidos da América estiveram internados nos hospitais das respectivas cidades, mas tiveram alta e se encontram em casa. Os outros três (o que está em Portugal e dois da Suíça) encontram-se em isolamento domiciliário e estão a recuperar favoravelmente, segundo disse o Ministro da Saúde.
Em termos de números fora de Moçambique, o continente africano continua a ter muitos óbitos causados pela Covid-19, totalizando 221 mortos, em 6.213 casos positivos. Destes, 460 foram recuperados em 49 países. No mundo, os casos positivos totalizavam 823.626, dos quais 72.736 detectados nas últimas 24 horas. Em termos de óbitos, já vai em mais de 40 mil mortos, sendo que 4.193 foram nas últimas 24 horas.
Os Estados Unidos registaram esta quinta-feira 1.169 mortes em 24 horas causadas pela covid-19, o pior recorde mundial diário, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.
O número recorde de mortes em 24 horas datava de 27 de março, quando foram registados 969 óbitos em Itália.
O número total de mortes desde o início da pandemia nos Estados Unidos é agora de quase seis mil.
Os Estados Unidos também são, de longe, o país do mundo com o maior número de casos confirmados. Ainda de acordo com a universidade norte-americana, que atualiza continuamente os dados, há já mais de 240 mil casos identificados no país.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 52 mil.
Dos casos de infeção, cerca de 190.000 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Líderes religiosos de Nampula reforçam medidas para evitar a propagação pelo coronavírus entre os seus fiéis recorrendo à Internet, rádio e televisão para rezar.
Seguindo as medidas do estado de emergência, mesquitas e igrejas de Nampula estão praticamente encerradas e os fiéis ajudam na divulgação de mensagens de prevenção do vírus causador da Covid-19.
O cheik Juma Cadria, representante do Conselho Islâmico de Moçambique, confirma que as orações em congregação serão suspensas por tempo indeterminado.
Nas mesquitas em que a directiva não for cumprida, “os responsáveis assumirão as responsabilidades,” diz Cadria.
O padre Pinho dos Santos, da igreja Católica, diz que “é importante que os fiéis rezem em casa (…) e continuem atentos às recomendações das autoridades”
As celebrações do ramadão, diz o cheik poderão ser comprometidas. E o padre diz que a missa do domingo de ramos será transmitida pela rádio.
O líder da autoproclamada Juntar Militar da Renamo, Mariano Nhongo, disse, esta quarta-feira, 01, que há um plano de recrutar os guerrilheiros da Renamo, nas bases de acantonamento, para combater os insurgentes na província de Cabo Delgado.
“Ossufo (Momade) já fez sentada com a Frelimo, para levar homens da Renamo para Cabo Delgado” combater os insurgentes, acusou Mariano Nhongo em entrevista telefónica à VOA.
O antigo estratégia militar do líder histórico da Renamo disse que o plano do envio dos guerrilheiros, aquartelados nas bases do centro de Moçambique, para Cabo Delgado, foi arquitectado numa reunião militar, que envolveu o governo e a liderança da Renamo.
Um grupo de deputados, disse Nhongo, terá se deslocado à algumas bases, onde estão aquartelados os guerrilheiros no âmbito do processo de desmobilização, desarmamento e reintegração social para os alistar.
“Já organizaram homens e eu proibi. Tinham organizado três grupos para irem a Cabo Delegado” disse Nhongo.
“O que estão a exigir estes homens de Cabo Delegado? A exigência é a mesma. Nós não temos responsabilidade de ir a Cabo Delgado, aqueles são nossos amigos, porque o que eles estão a exigir é o que estamos a exigir também, por quê irmos lutar entre nós?” questionou.
Nhongo acusou o secretário-geral da Renamo, André Magibire, e os deputados José Manteiga, Alfredo Magumisse, Domingos Ngundana e (Enhumua) Gomes de estarem a liderar o plano de envio dos guerrilheiros.
Renamo refuta a acusação
“Eu não quero mais ouvir as mensagens de Ossufo (Momade) nas bases, senão vou acelerar a velocidade dos ataques” disse Nhongo.
Contactado pela VOA, o secretário-geral da Renamo, André Magibire, não confirmou e nem desmentiu o plano de envio de guerrilheiros a Cabo Delgado e limitou-se a considerar de “infundado” o pronunciamento do líder da junta militar.
“Isso que ele esta a dizer é da responsabilidade dele, da responsabilidade da (autoproclamada) Junta Militar e nós a Renamo nos distanciamos deste pronunciamento” disse André Magibire.
A autoproclamada Junta Militar da Renamo tem uma direcção paralela desde Agosto e contesta a liderança do partido e quer renegociar com o Governo os acordos paz e o processo do seu desarmamento e reintegração social.
Os micro importadores de produtos da primeira necessidade, a partir da Africa do Sul, vão ter uma nova credencial para o exercício da actividade.
Esta é uma medida do governo moçambicano que visa evitar a escassez de produtos básicos, nesta altura que vigoram medidas restritivas na África do Sul, devido á pandemia do novo coronavírus.
Em face desta situação, segundo o director da Indústria e Comércio na província de Maputo, Ernesto Mafumo, o governo em parceria com a sua congénere sul-africana, está a finalizar os termos e condições, de modo a dinamizar o processo de transacções comerciais entre os dois países.
Ainda não se chegou a nenhuma conclusão sobre a cura definitiva da COVID-19 em pessoas infectadas. Entretanto, alguns testes feitos na China e França, mas que ainda carecem de aprovação final, sugerem que a cloroquina, um medicamento contra malária, consegue reduzir níveis do vírus em pessoas infectadas.
A 24 de Março, o presidente norte-americano Donald Trump chegou a considerar a cloroquina como “um presente de Deus”, tendo sido alvo de severas críticas.
Mas mesmo sem aprovação final da OMS, já são muitos países africanos que têm permitido o uso da cloroquina como medicação contra COVID-19 em pessoas infectadas, noticiou News 24.
Por exemplo, a vizinha África do Sul, Burkina Faso e Camarões já autorizaram os hospitais a tratar os infectados na base destes comprimidos.
Pessoas infectadas no Senegal tem-lhes prescrito hidroxicloroquina, um derivado da cloroquina. O presidente da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, ordenou urgentemente a produção da cloroquina em grande quantidade. O certo é que o preço de cloroquina em vários países africanos está cada vez mais elevado, e o medicamento tem sido vendido no mercado negro, o que aumenta os riscos da sua falsificação.
França já baniu a exportação de cloroquina e Marrocos requisitou grandes stocks desse medicamento.
Algumas organizações de saúde alertam sobre os efeitos colaterais do consumo de cloroquina, que tem sido comprada nas farmácias sem nenhuma prescrição médica.
Vários países africanos usam cloroquina para tratar pessoas infectadas, um medicamento que ainda carece da aprovação final da OMS
As autoridades sul-africanas estão a considerar reforços médicos da China e de Cuba para conter a propagação do surto epidémico no país que regista perto de 1.400 casos de infecção pelo novo coronavírus, disse, esta quarta-feira, o ministro da Saúde.
Zweli Mkhize justificou a medida devido à “experiência de saúde comunitária” dos dois países tendo em conta o aumento da propagação da pandemia na África do Sul que, segundo referiu, requer acções “mais rápidas e imediatas”, nomeadamente de análises clínicas.
“Precisamos de profissionais experientes no terreno, que tomem decisões rapidamente”, disse Mkhize.
O ministro da Saúde da África do Sul falava, em Joanesburgo, no lançamento de 67 novas unidades laboratoriais móveis que vão efectuar testes de covid-19 junto das populações em várias regiões do país, que não especificou, como parte do reforço das medidas de contenção do surto epidémico no país.
“O vírus passou a ser transmitido localmente e por isso os testes têm de ser incrementados”, afirmou.
Nesse sentido, Zweli Mkhize referiu também que a África do Sul está actualmente a realizar 5.000 análises diárias nos laboratórios do país, e que as autoridades estimam fazer 30.000 testes ao novo coronavírus até à próxima semana.
Além das novas unidades móveis, a África do Sul operacionalizou 180 centros para testes e mais 320 unidades de teste que se encontram dispersas por todo o país, indicou Mkhize.
As autoridades sul-africanas realizaram até ao momento 44.201 testes, maioritariamente em laboratórios privados, disse Mkhize.
O Governo está já a planear a alocação de recursos para o pior dos cenários de infecção pandémica, sendo que, na província de Gauteng, as autoridades provinciais estimam vir a ser necessárias 1.500 camas hospitalares nas unidades de cuidados intensivos, foi também anunciado.
“Temos 84.000 camas no sector público e se necessário teremos também acesso à rede do privado”, adiantou o ministro.
“Algumas empresas disponibilizaram-se também a fabricar mais ventiladores, e embora estejamos neste momento bem apetrechados estamos a planear reforçar o ‘stock’ em reserva”, referiu Mkhize.
O ministro da Saúde sul-africano disse, esta quarta-feira, que a África do Sul regista 1.380 (eram 1.353) casos positivos da doença provocada pelo novo coronavírus.
Todavia, o governante escusou-se a actualizar o número oficial de mortos em resultado da doença, remetendo a divulgação para uma comunicação posterior.
Na terça-feira, uma mulher de 46 anos morreu em Umlazi, província litoral do KwaZulu-Natal, aumentando para cinco mortos.
O número de mortes em África subiu para pelo menos 196 num universo de mais de 5.700 casos confirmados em 49 países, de acordo com as estatísticas sobre a doença no continente.
Os Estados Unidos concluíram que a China falseou os dados sobre a severidade do novo coronavírus, indica um relatório dos serviços de inteligência norte-americanos divulgado esta quarta-feira a vários senadores.
A agência Bloomberg aludiu hoje sobre o relatório confidencial que foi entregue na semana passada à Casa Branca.
Os serviços de inteligência norte-americanos estimam que o número de mortes e casos de infeção divulgados por Pequim sejam falsos, intencionalmente abaixo face à realidade da pandemia naquele país.
“O Partido Comunista Chinês mentiu e continuará a mentir sobre o coronavírus para proteger o regime”, disse o senador republicano Ben Sasse.
“Os serviços de inteligência norte-americanos confirmaram agora o que já sabíamos: a China esconde a severidade deste vírus há meses”, acrescentou o seu colega no Senado William Timmons. “O mundo agora está a pagar por esses erros (da China)”.
Michael McCaul, senador republicano do Comité de Relações Externas da Câmara, observou, com base no relatório, que as autoridades chinesas “esconderam o verdadeiro número de pessoas infetadas com a doença”.
A administração de Donald Trump, nomeadamente pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, criticou duramente a China nas últimas semanas, dizendo que houve falta transparência de Pequim sobre os contornos da pandemia, que agora se propaga pelo mundo.
Até agora, a administração Trump não tinha acusado Pequim de forma tão clara de ter falseado o balanço e os efeitos da pandemia.
Terça-feira, o coordenador da unidade de crise criada pela Casa Branca para combater a pandemia corroborou a tese de que os números fornecidos pela China sobre a pandemia pecavam por defeito.
“A comunidade médica interpretou os números chineses como sendo graves, mas não tão graves como deveriam ter sido porque não tinha uma quantidade significativa de dados (de Pequim) “, comentou Deborah Birx, da unidade de crise.
A China, onde o primeiro paciente foi oficialmente detectado em Dezembro, registou 3.312 mortos e 81.554 casos de infeção, segundo dados divulgados.
Porém, nos Estados Unidos o covid-19 já matou mais de 4.600 pessoas e infetou mais de 209.000, de acordo com a contagem da Universidade John´s Hopkins, deixando a suspeita que a China encobriu os dados reais da pandemia no seu país.
Um dos factos que lançou a desconfiança face aos números de mortos na China prende-se com o elevado número de chineses que nos últimos dias tem tentado recuperar as urnas e as cinzas dos seus familiares depois do confinamento obrigatório imposto em Wuhan, berço da pandemia.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 905 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 46 mil. Dos casos de infecção, pelo menos 176.500 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Em termos de números fora de Moçambique, o continente africano continua a ter muitos óbitos causados pela Covid-19, totalizando 221 mortos, em 6.213 casos positivos. Destes, 460 foram recuperados em 49 países. No mundo, os casos positivos totalizavam 823.626, dos quais 72.736 detectados nas últimas 24 horas. Em termos de óbitos, já vai em mais de 40 mil mortos, sendo que 4.193 foram nas últimas 24 horas.
O Papa Francisco rezou pelos sem-abrigo na missa matinal, pedindo às pessoas que mostrem proximidade “nestes dias de dor e tristeza” devido à pandemia da covid-19.
“Estes dias de dor e tristeza revelam tantos problemas ocultos”, disse o Papa antes de se referir aos sem-abrigo durante uma missa realizada na sua residência, a Casa de Santa Marta.
Durante a homilia, o Papa falou sobre os sem-abrigo colocados num parque de estacionamento ao ar livre na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos.
“O jornal de hoje divulga uma fotografia que impressiona o coração. Tantas pessoas sem-abrigo num parque de estacionamento sob observação”, contou, referindo-se à medida tomada em Las Vegas para colocar os sem-abrigo naquele local.
Francisco pediu que a intercessão de Santa Teresa de Calcutá “desperte uma sensação de proximidade nas pessoas que, na sociedade, na vida normal, vivem escondidas, mas, como os sem-abrigo, no momento da crise, se destacam desta maneira”.
Várias dezenas de pessoas costumavam assistir às missas matinais do papa na capela de Santa Marta, mas como precaução devido ao novo coronavírus, Francisco agora celebra-as sozinho.
As missas são transmitidas pelos canais de televisão e televisão do Vaticano.
No final de Fevereiro, já as autoridades chinesas tinham anunciado a proibição de vender e consumir animais selvagens. Shenzhen, no entanto, decidiu ir mais longe e alargar a restrição a cães e gatos, tornando-se na primeira cidade chinesa a adotar esta medida, avançou a Reuters esta quinta-feira. Segundo as autoridades do sul da China, a nova lei entrará em vigor a partir do dia 1 de maio.
Cães e gatos estabeleceram uma relação muito mais próxima com os seres humanos do que todos os outros animais, e proibir o consumo de cães, gatos e outros animais de estimação é uma prática comum em países desenvolvidos e em Hong Kong e Taiwan”, explicou o governo da cidade numa nota publicada na quarta-feira.
Em fevereiro, propunha-se também banir a venda e o consumo de tartarugas e sapos, muito apreciados na comida no sul da China. No entanto, o governo da cidade reconheceu esta semana que este ainda é “um ponto quente de controvérsia”, esclarecendo que o consumo destes animais não seria proibido.
Citado pelo Shenzhen Daily, Liu Jianping, um funcionário do Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Shenzhen, garante que o consumo destes animais não é uma necessidade. “Não há evidências de que a vida selvagem seja mais nutritiva do que aves e gado”, afirmou Liu, acrescentando que as aves, o gado e os animais marinhos disponíveis para os consumidores são suficientes.
Esta proibição é exigida por activistas dos animais há vários anos, uma vez que os cães, em particular, são comidos em várias partes da Ásia. Um dos eventos mais controversos e onde milhares de cães são mortos ou até esfolados vivos e cozidos para depois serem consumidos é o Yulin Dog Meat Festival.
Não são os milhares que chegaram em Outubro de 1975, mas são os primeiros 250 médicos cubanos que se juntarão a Angola na próxima semana para ajudar o país a colmatar a preocupante falta de imunidade do seu sistema de saúde pública, perante o avanço da pandemia de covid-19.
Quarenta e cinco anos depois de, em vésperas da independência, terem desembarcado em Luanda com armas e bagagens na sua primeira missão em África, os cubanos regressam a Angola para uma nova missão de vida. Já não estão em causa a Guerra Fria nem a descolonização e a subsequente guerra civil, mas uma crise de saúde mundial.
O desembarque far-se-á por isso, desta vez, com máscaras, meios técnicos e saber científico, para ajudar o Governo angolano a salvar vidas. É um primeiro contingente que responde ao apelo endereçado a Havana pelo Presidente João Lourenço.
Com duas mortes em sete casos de covid-19 importados de Portugal e do Brasil, as autoridades de Luanda estão empenhadas na conversão parcial de alguns hospitais em centros especializados de apoio ao tratamento da doença. “A clínica Girassol já está equipada em recursos técnicos e humanos para isso, mas as consultas de rotina foram suspensas”, revelou ao Expresso fonte desta unidade hospitalar.
BOAS MEMÓRIAS DA GUERRA
A vinda dos cubanos, contratados para acudir a situações de emergência neste e noutros hospitais, está a ser saudada em diversos círculos. “Têm conhecimento científico e um espírito de voluntariado que vai ser providencial para travar o alastramento desta e de outras patologias”, afirmou ao Expresso o médico Laureano Dinis.
Nos últimos dias, os leitores da edição online do jornal espanhol Marca puderam votar para a eleição do G.O.A.T (o melhor jogador de todos os tempos). Bateu no final o seu habitual rival, Lionel Messi, com 54 por cento dos votos.
O internacional português contou com total de 246.000 votos por parte dos leitores, enquanto o argentino que milita no Barcelona ficou-se pelos 209.000.
Na luta pelo terceiro lugar levou a melhor Ronaldo, o brasileiro, superando o também argentino Diego Armando Maradona.
A votação foi feita através de eliminatórias, com Cristiano Ronaldo a chegar à final com Messi depois de superar Maldini (nos oitavos de final), Zidane (nos quartos de final) e Maradona (nas meias-finais).
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Medicina Preventiva. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal duas (2) Enfermeiras de SMI – Médios. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Administração Hospitalar. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos de Medicina Geral. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Técnico de Reabilitação Escolar. Saiba mais.
A Bolsa de Mercadorias de Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Superiores de TIC’s N1 ( Programador). Saiba mais.
A Cimento Nacional, pretende no âmbito da sua política de valorização da mão-de-obra em Moçambique, recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Representante de Vendas. Saiba mais.
A Universidade Rovuma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes – Anatomia Animal. Saiba mais. . Vaga para A Universidade Rovuma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2). Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente e Digitador de Dados. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Contabilidade Geral (kaMpfumu). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Contabilidade Geral . Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Gestão Financeira. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Contabilidade Financeira. Saiba mais.
YaakovLitzman, de 71 anos, e a sua mulher, que também tem o vírus, estão isolados, sentem-se bem e estão a ser tratados, lê-se no comunicado do Ministério da Saúde de Israel.
Os pedidos de isolamento serão enviados aos que entraram em contacto com o ministro nas últimas duas semanas, informa-se na mesma nota.
Segundo o jornal israelita Haaretz, o chefe da agência de espionagem Mossad, Yossi Cohen, e o chefe o Conselho de Segurança Nacional, Meir Ben Shabbat, deverão entrar em isolamento.
Israel avançou para o confinamento geral para tentar conter o surto da covid-19.
Segundo os últimos dados, o país regista pouco mais de 6.000 casos confirmados de novo coronavírus e 26 mortes.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 905 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 46 mil.
Dos casos de infecção, pelo menos 176.500 são considerados curados.
A declaração de estado de emergência em Moçambique para prevenir a covid-19 levou ao encerramento precipitado de alguns estabelecimentos comerciais, fruto da confusão sobre as medidas a vigorar, que vão ser detalhadas nesta quinta-feira.
“Efectivamente terá havido alguma confusão que terá resultado no encerramento precipitado de algumas instituições comerciais”, referiu o porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suazi.
Este responsável falava no final de uma reunião extraordinária do órgão destinada a deliberar sobre as medidas efectivas a aplicar durante o estado de emergência em vigor até final de Abril.
O decreto do Conselho de Ministros será publicado e divulgado na quinta-feira, acrescentou.
Diversas lojas do centro de Maputo encerraram mais cedo durante a tarde de hoje, com alguns vendedores a alegar ter informação de que o deveriam fazer e outros a dizerem ter recebido ordens da polícia.
Fonte do comando policial em Maputo disse à Lusa que não houve nenhuma ordem nesse sentido.
Filimão Suazi adiantou que circularam informações nas redes sociais que “não correspondem à verdade” e que, inclusivamente, terão sido motivo de debate em órgãos de comunicação social.
O encerramento de lojas “só se justificará” quando o país estiver “nas medidas de nível 4” na escala de restrições que começa no nível 1, menos severo.
“Por agora, o que fazemos é regular, limitar, condicionar o funcionamento de serviços públicos e privados e não necessariamente proceder como se tem procedido noutros países de que já temos exemplos daquilo a que se chama de ‘lockdown’ [recolher obrigatório]. Essas serão medidas de nível 4”, explicou.
Moçambique está desde as 00:00 de hoje “nas medidas de nível 3 e são estas que virão traduzidas no decreto de Conselho de Ministros a ser publicado amanhã [quinta-feira]” e a ser divulgado em conferência de imprensa para o efeito.
“Não é o caso de se proceder ao encerramento de estabelecimentos comerciais ou de qualquer natureza. Será, sim, o caso de se condicionar o seu funcionamento”, reiterou.
Moçambique regista 10 casos oficiais de infeção pelo novo coronavírus, sem mortes.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 905 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 46 mil e pelo menos 176.500 são consideradas curadas.
Os ministros das Finanças africanos alertaram ontem (01) que o continente pode levar até três anos para recuperar dos efeitos da pandemia e defenderam um perdão de toda a dívida, e para todos os países, durante esse período.
No segundo encontro dos ministros das Finanças africanos, liderado pela secretária executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), os governantes defenderam que o continente “está a enfrentar um profundo e sincronizado abrandamento económico e que a recuperação pode demorar até três anos”.
No comunicado de imprensa que dá conta das conclusões da reunião, os governantes concordaram que “o foco imediato deve permanecer na frente humanitária e de saúde” e apontaram a necessidade de “continuar a alertar as pessoas sobre a importância dos testes e do distanciamento social”.
Para além da questão de saúde, os ministros africanos insistiram na necessidade de haver um perdão da dívida, mas alargaram o pedido a todo o tipo de dívida e a todos os países do continente, durante os próximos três anos, alargando, assim, a proposta feita na semana passada.
“Os ministros pediram um alívio da dívida por parte dos parceiros bilaterais, multilaterais e comerciais com o apoio de instituições financeiras multilaterais e bilaterais, como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a União Europeia, para garantir que os países africanos garantem a margem orçamental de que precisam para lidar com a crise da COVID-19″, lê-se no comunicado que dá conta das decisões da segunda reunião, feita à distância e na qual alguns ministros já aparecem a usar máscaras.
Este pedido sobre a dívida, salientam, “deve ser para toda a África e deve ser feito de forna colaborativa e coordenada, através da criação de um veículo financeiro especial que lide com as obrigações da dívida soberana”.
As quedas nas receitas provenientes da exploração e exportação de matérias-primas, em conjunto com o aumento do custo das importações estão a aumentar a pressão sobre os orçamentos, através da inflação e da taxa de câmbio, argumentam os governantes africanos, defendendo que a proposta inicial de um ano de alívio de dívida não é suficiente.
“Dado que a economia global entrou num período sincronizado de abrandamento, com a recuperação a só dever acontecer dentro de 24 a 36 meses, os parceiros para o desenvolvimento devem considerar um alívio financeiro e um perdão dos juros durante dois a três anos para todos os países africanos, sejam de baixo ou de médio rendimento”, escrevem os governantes.
Defendendo o fim da proibição de exportações de produtos médicos decretada por 54 países a nível mundial, os ministros das finanças africanos pedem apoio para o setor privado e defendem que o fecho das fronteiras não deve impedir a assistência humanitária, chamando ainda a tenção para as enormes perdas que as companhias aéreas enfrentam devido às medidas de restrição da circulação.
“Este é um setor importante na criação de emprego para milhões de africanos e tem de ser protegido”, sublinham, anunciando que será feita uma reunião dos ministros dos países mais afetados pelas perdas no turismo e nos transportes, “para planear melhor as políticas de combate às perdas”.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O número de mortes em África subiu para 196 nas últimas horas num universo de mais de 5.700 casos confirmados em 49 países, de acordo com as estatísticas sobre a doença no continente.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) apresentou ontem ao Ministério das Finanças uma proposta para a revisão das taxas, encargos e contribuições...