Com contrato válido em Camp Nou até ao verão de 2023, Samuel Umtiti foi colocado pelo Barcelona no mercado de transferências com um preço mínimo de 50 milhões de euros.
Valor que, tendo em conta a eventual desvalorização dos jogadores, no seguimento do crash económico consequente da paralisação do futebol mundial, pelo novo Covid-19, começa a atrair alguns pretendentes.
De acordo com o diário Sport, três dos principais clubes da liga inglesa, Chelsea, Arsenal e Manchester United, estão à procura de reforçar os seus respetivos setores defensivos e terão identificado o defesa francês como objetivo já para o próximo mercado de transferências.
Chegado a Espanha, proveniente do Lyon, em 2016, Umtiti tem apresentado muitas dificuldades físicas desde novembro de 2018, o que tem obrigado a formação catalã a alternar entre tratamentos a fim de procurar uma solução definitiva para as constantes lesões.
“Temos de reconhecer que o facto de termos ficado na cauda em relação à evolução da epidemia nos deu tempo para aprendermos, como país subdesenvolvido”, acerca de “tecnologias e protocolos terapêuticos que países mais desenvolvidos usaram”, referiu Rosa Marlene, em conferência de imprensa, em Maputo.
O objectivo é aprender com as lições e informação já disponível, adaptá-la e usá-la no país lusófono, esclareceu, ao ser questionada sobre o estado de preparação face a um aumento de portadores do novo coronavírus.
Moçambique tem 10 casos oficialmente registados de infecção, todos com sintomas ligeiros e sem mortes, tendo realizado 317 testes desde o início da pandemia, em 11 de Março.
Têm sido conduzidos para despistagem os casos de que haja conhecimento e que estejam enquadrados pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), tais como, pessoas oriundas de países afectados ou que tenham estado em contacto com alguém infectado, entre outros.
Questionada sobre se o uso da cloroquina faz parte das lições apreendidas por Moçambique, Rosa Marlene não descarta o uso do medicamento.
“As evidências mostram que a utilização da cloroquina até agora tem resultados muito bons. Também vamos usar nalguns casos”, tal como “tudo aquilo que demonstrou ser eficaz para uma recuperação rápida e redução da mortalidade”, sublinhou.
A directora nacional da Saúde Pública acrescentou que, tendo em conta as possibilidades, o objectivo final é “administrar tratamento a quem necessitar”, sendo que dos casos oficialmente detectados, até hoje nenhum precisou de ser tratado.
Moçambique é um dos países mais pobres do mundo e Rosa Marlene reconheceu que o sistema de saúde de Moçambique terá “desafios” a enfrentar, tendo já solicitado o apoio de doadores.
O objectivo, referiu, é conseguir “retardar o pico de epidemia” para “conseguir responder” às eventuais necessidades de tratamento.
“O sucesso está em cumprir com as medidas de prevenção”, frisou.
Eduardo Samo Gudo, diretor-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS) de Moçambique, disse no início da semana que “ganhar tempo” é a prioridade na luta contra a covid-19.
“Atrasando o pico para Janeiro ou Fevereiro, o Serviço Nacional de Saúde ganha tempo para mobilização de recursos, para fortalecimento do sistema, para entender melhor a epidemia e para que apareça um medicamento” ou “uma vacina”, detalhou.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil e cerca de 200.000 são consideradas curadas.
A pandemia afecta já 50 dos 55 países e territórios africanos, com mais de 7.000 infecções e 280 mortes, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC). São Tomé e Príncipe permanece como o único país lusófono sem registo de infecção.
O Governo admite que este vai ser um ano difícil para os cidadãos, por causa da pandemia do novo coronavírus. O Programa Quinquenal do Governo foi aprovado esta sexta-feira (03) pela FRELIMO.
Governo (PQG) saído das eleições gerais de 15 de Outubro de 2019, cujos resultados foram contestados pela oposição.
O PQG é aprovado num contexto conturbado devido à propagação do novo coronavírus, que levou o chefe de Estado, Filipe Nyusi, a declarar o estado de emergência de 30 dias, em vigor até ao final do corrente mês Abril. Até agora, foram registadas 10 infecções no país.
O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, admite que a actual situação vai propiciar este ano um abrandamento da economia, a depreciação da moeda nacional e o aumento dos preços dos produtos de primeira necessidade.
“Iremos adoptar facilidades aduaneiras e fiscais para o sector empresarial com vista a reanimar a actividade económica”, garante do Rosário.
“A par disto, estamos a interagir com os nossos parceiros de cooperação na mobilização de recursos para, entre outros, reforçar o programa de proteção social, alargando o número de beneficiários, atenuar o impacto do novo coronavírus no tecido empresarial nacional, sobretudo nas micro, pequenas e médias empresas, financiar o défice do Orçamento do Estado com vista a assegurar a provisão de medicamentos, bens e serviços essenciais.”
Para aliviar o impacto da Covid-19, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO, maior partido da oposição) desafiou o Governo a distribuir gratuitamente alimentos pelas famílias mais pobres e a aumentar os salários do pessoal dos setores da saúde e segurança.
Josep Borrell adiantou que o reforço da cooperação internacional e assistência a países terceiros foi uma das temáticas discutida na Videoconferência dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.
A União Europeia tem de ajudar os países terceiros mais vulneráveis a combater o novo coronavírus, em particular no continente africano, onde a pandemia pode muito rapidamente ficar fora de controlo, advertiu esta sexta-feira o chefe da diplomacia europeia.
No final de uma videoconferência dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, o Alto-Representante para a Política Externa, Josep Borrell, apontou que um dos pontos discutidos foi o reforço da cooperação internacional e assistência a países terceiros, tendo os 27 concordado em particular na necessidade de ajudar África a fazer face à pandemia, até no seu próprio interesse.
A nível da cooperação internacional, concordámos que esta é uma crise global e que a resposta deve ser global, e a prioridade deve ser dada na assistência aos países mais vulneráveis, pois isso é também do nosso interesse no longo prazo […] Não podemos resolver esta pandemia apenas em casa. Mesmo que resolvamos o problema na Europa, não ficará resolvido se não estiver resolvido em todo o lado, porque pode voltar a qualquer momento”, enfatizou.
Seguindo a mesma ordem de ideias, o chefe da diplomacia da UE apontou que “se o problema não for resolvido em África, não será resolvido na Europa“, e admitiu que “África é motivo de particular preocupação” para a União Europeia.
“São nossos vizinhos e a pandemia lá pode sair de controlo muito rapidamente. Infelizmente, não têm as mesmas capacidades de cuidados de saúde. Lembrem-se simplesmente que na Europa temos 37 médicos por 10 mil habitantes, enquanto em África têm um médico por 10 mil habitantes”, apontou, acrescentando que se se comprar “o número de camas em hospitais ou de unidades de cuidados intensivos” dos dois continentes, a diferença é tanto ou mais “esmagadora”.
“Por isso, é óbvio que a mesma ameaça pode fazer muitos mais danos em África do que na Europa. Nós temos de ajudar África no nosso próprio interesse, porque se a pandemia se espalhar lá, pode muito bem regressar à Europa”, reforçou.
Moçambique está alerta ao ver “a casa do vizinho a arder”, com o avanço da pandemia de covid-19 nos países fronteiriços, situação que justifica o estado de emergência decretado até final de Abril, disse esta sexta-feira a directora nacional da Saúde Pública.
“Quando a casa do vizinho começa a arder tem de pensar que a próxima é a sua. Não temos de ficar à espera” para “tomar medidas”, referiu Rosa Marlene durante uma conferência de imprensa em Maputo.
A dirigente classifica o estado de emergência como “uma demonstração do compromisso do Governo de Moçambique em tudo fazer”, para que não entre numa crise de saúde por causa da doença respiratória de covid-19.
Os espaços de diversão e lazer estão encerrados, estão proibidos todo o tipo de eventos e aglomerações superiores a 20 pessoas e há limitações na lotação de transportes.
Durante o mesmo período, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.
Só haverá limitações à circulação se houver crescimento exponencial de casos.
As restrições estão um nível abaixo das mais severas, aplicadas, por exemplo, na vizinha África do Sul, com um recolher obrigatório de 21 dias, numa altura em que soma cinco mortes e cerca de 1500 casos oficiais.
Presidente dos Estados Unidos cedeu às pressões das autoridades de saúde e recomendou o uso de máscaras mas deixou bem claro o que pensa sobre isso: “Vocês podem fazê-lo, eu escolho não o fazer”.
É certo que os números nem sempre explicam tudo sobre a Covid-19 mas, por paradoxal que pareça, muitas das explicações sobre a Covid-19 estão nos números. E os números esta sexta-feira nos Estados Unidos tiveram o condão de pedir explicações: o país teve pelo quarto dia consecutivo o maior número de mortes em 24 horas, num total de 1.094, e conta com quase 30 mil novos casos, quatro vezes mais do que os números registados por exemplo em Espanha, país na Europa que teve o maior crescimento bruto esta sexta-feira.
Também por isto, o habitual briefing de Donald Trump era mais aguardado do que é normal e acabou por passar rapidamente à manchete dos principais jornais internacionais e por três pontos distintos: 1) o Presidente americano vai invocar a Lei de Produção de Defesa para “proibir a exportação de qualquer material de saúde por atores sem escrúpulos e aproveitadores”; 2) continua a passar a bola aos governadores para decidirem as medidas a tomar para combater a pandemia; 3) existem novas orientações da Casa Branca, seguindo o Centro dos Estados Unidos para Controlo e Prevenção de Doenças, que aconselham o uso de máscaras “não médicas” – sendo que o próprio líder do país ressalva que é voluntário e que o próprio não tem intenção de fazê-lo.
Ao anunciar que os EUA deixariam de exportar “qualquer material de saúde”, Donald Trump destacou que especialmente protegidos pela Lei da Produção de Defesa estarão os ventiladores, as máscaras N95, as máscaras cirúrgicas, as luvas e outros equipamentos de proteção individual. “Precisamos desses itens imediatamente para uso no nosso país, temos que tê-los“, afirmou o Presidente dos EUA, depois de deixar acusações quem tenta fazer lucros “sem escrúpulos” com a exportação de material médico.
Além disso, o Presidente dos EUA ouviu a ciência e apresentou ao país novas recomendações de saúde pública no que toca a usar máscara em público. Sublinhando que a recomendação é para que se use uma proteção não-médica — para deixar para os profissionais de saúde as máscaras com filtro de ar —, Trump fez questão de destacar que a recomendação é voluntária. “Acho que eu não o vou fazer”, disse logo depois. “Vocês podem fazê-lo. Vocês não têm de o fazer. Eu escolho não o fazer.”
Segundo a imprensa norte-americana, o Centro dos Estados Unidos para Controlo e Prevenção de Doenças (CDC na sigla inglesa) tinha vindo a pressionar, há vários dias, a Casa Branca no sentido de Trump anunciar publicamente a recomendação: todos os americanos deveriam usar uma máscara ao sair de casa. No entanto, a Casa Branca foi resistindo a esta pressão, tendo cedido apenas nesta sexta-feira. O CDC, porém, acredita que se esta recomendação tivesse sido anunciada há mais tempo o vírus não se teria disseminado silenciosamente, como aconteceu ao longo dos últimos dias, por grande parte do país.
Sobre outra recomendação polémica — a possibilidade de uma quarentena geral em todo o país —, Donald Trump também preferiu não adoptar uma recomendação nacional. Em vez disso, decidiu deixar a cada governador a decisão de implementar ou não medidas de recolhimento obrigatório em casa.
“Deixo isso ao critério dos governadores“, disse Trump, acrescentando que o país já está “perto dos 90%” de habitantes submetidos a obrigação de isolamento domiciliário. De acordo com a CNN, 41 estados e o distrito federal já implementaram legislação no sentido de assegurar que todos os cidadãos ficam em casa. Sobre os restantes estados, Trump limitou-se a dizer que são estados “que não estão em risco“. Apesar de tudo, a nível federal, o governo dos EUA emitiu uma recomendação para que os cidadãos não se juntem em grupos superiores a 10 pessoas.
“Cerca de 300 brasileiros foram repatriados por voo da Latam na quarta-feira e agora estamos trabalhando para realizar voo fretado que deverá levar cerca de 200, concluindo o processo de repatriação em curso”, afirmou Pedro Veiga, porta-voz da embaixada do Brasil na África do Sul.
Governo brasileiro vai retirar mais 200 cidadãos que se encontram retidos na África do Sul, devido ao recolher obrigatório de contenção da pandemia provocada pelo novo coronavírus, através de um voo fretado, disse esta quinta-feira à Lusa fonte oficial.
“Cerca de 300 brasileiros foram repatriados por voo da Latam na quarta-feira e agora estamos trabalhando para realizar voo fretado que deverá levar cerca de 200, concluindo o processo de repatriação em curso”, afirmou Pedro Veiga, porta-voz da embaixada do Brasil na África do Sul.
Pedro Veiga informou que o voo fretado pelo Governo brasileiro, ainda sem data precisa, sairá de Joanesburgo com destino a São Paulo, com escala na Cidade do Cabo, sudoeste do país.
“Ainda não temos a data precisa do voo fretado, mas esperamos que seja realizado o mais rápido possível”, referiu.
“O itinerário deverá ser JHB-CPT-GRU [Guarulhos, São Paulo] e estimamos que cerca de 100 brasileiros embarcarão em CP [Cape Town]”, acrescentou.
O processo de contratação, segundo a mesma fonte, está em curso, sendo a estatal aérea South African Airways (SAA, sigla em inglês) uma das companhias cujos serviços estão “estudando contratar”.
Na quarta-feira, a Lusa noticiou que a companhia aérea latino-americana Latam retirou 321 estrangeiros retidos na África do Sul devido ao recolher obrigatório para conter o surto pandémico de covid-19.
O voo partiu do aeroporto internacional OR Tambo, em Joanesburgo, com destino a São Paulo, Brasil.
O Governo sul-africano encerrou o espaço aéreo e as fronteiras do país desde as 00:00 de sexta-feira, 27 março, no âmbito de um recolher obrigatório de 21 dias para conter a propagação da doença epidémica covid-19.
O surto do novo coronavírus já provocou na África do Sul, o país africano mais afectado, cinco mortos e 1.380 casos positivos de infecção desde 01 de Março, segundo as autoridades da saúde.
Segundo o boletim mais recente do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o continente africano ultrapassou os 240 mortos e as 6.400 infecções.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil. Dos casos de infecção, cerca de 180.000 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Depois da declaração de estado de emergência, o governo angolano decidiu avançar com outra medida, desta vez de apoio a grande parte da população.
O executivo de Luanda está a preparar um programa de distribuição da cesta básica alimentar às famílias mais carenciadas enquanto durar o estado de emergência, tal como anunciou o coordenador da comissão interministerial de combate à covid-19, Pedro Sebastião.
Segundo o também ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, o Governo “tem gizado” um programa orientado para a cesta básica, no âmbito do qual estão agendadas um conjunto de visitas da comissão multissetorial às províncias que levarão parte dessa ajuda para os mais necessitados.
“Assim aconteceu já na província no Namibe, Cunene e seguramente vamos conhecer em outros pontos do nosso país onde a ajuda se mostre mais necessária”, disse.
Pedro Sebastião lembrou a este propósito que Angola esteve recentemente envolvida num programa de combate à seca no sul do país em que “o Governo foi chamado a um esforço tremendamente grande para acudir às populações” e poderá usar agora toda a linha logística montada nessa altura.
Questionado sobre a ajuda que o executivo poderá dar às empresas, o governante afirmou que está a ser usado “um conjunto de programas que estabeleceu previamente” e que visam o adiamento do pagamento de impostos e a regularização posterior de determinados atos “no sentido de facilitar a vida” às empresas.
No que diz respeito aos salários que considerou “o calcanhar de Aquiles” para os trabalhadores, Pedro Sebastião admitiu que a “não produção” durante o período em que decorre o estado de emergência vai criar dificuldades às empresas.
“O Governo está atento e está a criar todos os incentivos para acudir, não só para acudir às empresas”, mas também dar resposta “às preocupações que se colocam às populações”, frisou o coordenador.
Ao longo de quase três horas de conferência de imprensa, durante a qual foi feito um balanço da primeira semana do estado de emergência em Angola, Pedro Sebastião e os ministros da Saúde, dos Transportes, do Interior, do Comércio e da Comunicação Social e o governador provincial de Luanda reiteraram várias vezes o apelo à população para que fique em casa durante este período.
As dificuldades de acesso à Internet e a falta de computadores e telefones sofisticados impedem os estudantes de Nampula de ter aulas no período de estado de emergência.
As autoridades determinaram, em finais de Março, o encerramento temporário de todas instituições de ensino do país, de modo a evitar a propagação do vírus mortal, sendo a alternativa ter aulas online.
“A internet é cara e nem todos podem ter no momento em que devem comunicar como professor. Não temos computadores em casa e aproveitávamos nas nossas faculdades,” diz José Manuel Júnior, estudante de engenharia informática e telecomunicações na Universidade Politécnica em Nampula.
A Inspecção Nacional da Saúde fiscalizou durante a semana 83 farmácias em todo o país e destas 15 foram multadas por especulação de preços. Enquanto isso a INAE penalizou e suspendeu estabelecimentos comerciais que praticavam preços proibitivos e que não cumpriam com as medidas de higienização
A Inspecção Nacional de Actividades Económicas e a Inspecção da Saúde travam um combate cerrado contra a especulação de preços que se tem verificado neste período de propagação do coronavírus.
O primeiro alvo da fiscalização foram as farmácias, onde produtos como mascaras, luvas álcool gel, vitaminas e paracetamol estavam a ser comercializados a preços proibitivos.
“Destes produtos aqueles que tinham preços acima do recomendado foram máscaras cujos preços variavam entre 70 a 300 meticais e o álcool gel cujos preços variavam entre 140, 350 meticais», avançou Martinho Djedje, Inspetor Nacional da Saúde.
A Inspeção está também a ser feita nos estabelecimentos comerciais, onde foram fiscalizadas durante a semana, 492 entre comércio grosso, retalho, serviços e barracas. Dos inspecionados, 80 por cento, praticavam a especulação de preços e não cumpriam com as medidas de higienização recomendadas estas foram penalizadas e outras suspensas das suas actividades
Rita Feitas explicou, que a INAE será implacável na aplicação da lei da Defesa da Economia, a lei 9/87 de 9 de Setembro que dentro varias matéria criminaliza a especulação de preços.
“A especulação de preços é um crime punido com uma pena de até dois anos e multa correspondente ao quíntuplo do lucro ilícito realizado a crescido ao lucro do valor dos produtos apreendidos” avançou Rita Freitas citando o artigo 33 da mesma lei. Doravante vamos aplicar esta lei e seremos implacáveis”, disse a inspetora Geral
Nesta fase de advertência, a INAE está somente a sensibilizar os agentes económicos a fixar os preços nos produtos e a cumprirem com as medidas recomendadas pelo governo com vista a propagação do novo coronavírus, higienizar os estabelecimentos comerciais e cumprir com os horários estipulados.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, remeteu, hoje, à Assembleia da República, a proposta de Lei de Amnistia dos crimes puníveis com pena de prisão até um ano e perdão das penas até um ano de prisão. A acção presidencial foi partilhada esta noite, com a redacção de O País. A seguir, a mensagem na íntegra do Presidente da República.
“Como temos estado a acompanhar, a situação de propagação da pandemia COVID-19 vem preocupando as autoridades nacionais e o Governo vem tomando medidas com vista a conter esta tendência.
A Organização Mundial de Saúde declarou a infecção causada pelo vírus COVID-19 como pandemia mundial, elevando a situação para calamidade pública global. Tendo em conta as recomendações do seu Regulamento Sanitário Internacional, estamos a adoptar as medidas necessárias e urgentes visando evitar a propagação da doença nos estabelecimentos penitenciários.
Neste sentido, avaliando a situação do sistema penitenciário, caracterizada por desafios constantes relacionados com a gestão da superlotação dos seus estabelecimentos, com uma população prisional de mais de 21.000 reclusos, constatamos que as penitenciárias constituem um local de alto risco para propagação de doenças infecciosas, dentre as quais o COVID-19.
Feitas as consultas pertinentes, ao abrigo da alínea d) do número 1 do artigo 182 da Constituição da República, remeti, hoje, à Assembleia da República, a proposta de Lei de Amnistia dos crimes puníveis com pena de prisão até um ano e perdão das penas até um ano de prisão.
Reconhecemos que esta não constitui a melhor abordagem para a gestão da população penitenciária, face a prevenção da COVID-19. Por isso, exortamos as instituições que gerem o sistema penitenciário a adoptar, com rigor, as medidas de prevenção decretadas e as recomendadas pelas autoridades sanitárias.
Apelamos as autoridades judiciárias a prosseguirem com a eficiência e celeridade processual, primando, sempre que possível, pelas medidas alternativas à prisão, o que poderá concorrer para o alívio dos estabelecimentos penitenciários.
Em face da proposta que remetemos a Assembleia da República, vai o nosso apelo à sociedade civil e às autoridades comunitárias para que acolham, com carinho, os nossos compatriotas, ajudando-os a reintegrarem-se na sociedade.
Exortamos, ainda, aos nossos concidadãos a pautarem por uma conduta irrepreensível, evitando cometer novos crimes que constranjam o esforço do Estado no alívio dos centros de reclusão.
Mais de quatrocentos cidadãos de origem estrangeira foram impedidos de entrar no país, durante a semana passada, na sequência das restrições impostas no âmbito da prevenção do novo coronavírus.
Este número representa um aumento de mais de 100 por cento, em comparação a igual período do ano passado, em que foram recusados de entrar ao país vinte e um cidadãos.
O Porta-voz do Serviço Nacional de Migração, Celestino Matsinhe, disse esta quinta-feira, em Maputo, que a falta de clareza dos motivos da vinda daqueles imigrantes ao país é outra razão da interdição.
O Porta-voz do SENAMI referiu, em conferência de imprensa, que no período de 21 a 27 de Março findo, foi registado uma redução do movimento migratório no país.
Entretanto, os postos de travessia de Ressano Garcia, na província de Maputo, Machipanda, em Manica, e Cuchamano, em Tete, foram os que registaram maior redução de movimento migratório na semana passada.(
A chanceler alemã, Angela Merkel, terminou ontem (03) a sua quarentena de 14 dias e regressou a sede do Governo, após três testes indicarem que não está infectada com o coronavírus, disse um porta-voz da chancelaria.
“Achanceler volta hoje ao seu local de trabalho”, mas continuará a liderar a Alemanha por áudio e videoconferência, disse Steffen Seibert, em conferência de imprensa.
A chanceler, de 65 anos, decidiu, em 22 de março, colocar-se em quarentena, confinada à sua casa, em Berlim, depois de ter estado em contacto com um médico que estava infectado.
Desde então, Angela Merkel realizou três testes, todos com resultados negativos, mas permaneceu isolada até ao final da sua quarentena de 14 dias.
Numa gravação de áudio, a chanceler, no poder desde 2005, confessou ter vivido esse confinamento com dificuldade e sem contacto com os seus ministros e conselheiros.
“Infelizmente, o número diário de novas infecções não nos dá motivos para relaxar ou relaxar as regras”, disse.
A chanceler registou um ressurgimento da sua popularidade entre os alemães desde o início do surto, que consideraram boa a forma como geriu a crise, sendo que a Alemanha tem uma taxa de mortalidade causada pela covid-19 menor do que a dos seus vizinhos europeus.
O Instituto Robert Koch, o centro de epidemiologia da Alemanha, anunciou que as medidas restritivas que estarão em vigor até, pelo menos, 19 de Abril, já começaram a surtir efeito, retardando a propagação do novo coronavírus.
Actualmente, segundo o mesmo instituto, a Alemanha tem 79.696 casos de pessoas infectadas pelo coronavírus e 1.017 mortes.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil.
Dos casos de infecção, cerca de 190.000 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com mais de 525 mil infectados e mais de 37 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.915 óbitos em 115.242 casos confirmados até quinta-feira.
O Grupo Modelo do México disse na quinta-feira (02) que vai parar temporariamente de fabricar cerveja Corona e outras marcas exportadas para 180 países depois que suas atividades comerciais foram declaradas não essenciais sob uma ordem do governo que visa conter a propagação do coronavírus.
O governo mexicano declarou esta semana uma emergência de saúde e ordenou a suspensão de atividades não essenciais depois que o número de casos de coronavírus no país ultrapassou 1.000. Na quinta-feira, foram registrados 1.510 casos e 50 mortes.
A cervejaria disse em comunicado que a suspensão entrará em vigor a partir de domingo e que já estava em processo de reduzir a produção para um nível em que pudesse retomar assim que a suspensão fosse suspensa.
“Se o governo federal considerar adequado emitir alguns esclarecimentos confirmando a cerveja como um produto agroindustrial, no Grupo Modelo estamos prontos para executar um plano com mais de 75% de nossa equipe trabalhando em casa e, ao mesmo tempo, garantindo o fornecimento. de cerveja ”, dizia o comunicado.
Os raptores do líder da oposição no Mali, Soumaïla Cissé, libertaram cinco dos seus companheiros que foram sequestrados no mesmo dia, indicou ontem (03) a formação política, enquanto prosseguem as negociações para a obtenção da libertação.
SoumaïlaCissé, 70 anos, e três outros membros da sua delegação estão hoje detidos, segundo um comunicado da União para a República e Democracia (URD), a organização a que preside.
O líder da oposição, que ficou em segundo lugar em três eleições presidenciais, viajava com uma delegação de uma dezena de pessoas em dois veículos no seu bastião eleitoral de Niafounké, na região de Timbuktu, no âmbito da campanha para as eleições legislativas de 29 de Março, quando o comboio foi atacado por homens armados.
Tratava-se “presumivelmente” de jihadistas que afirmavam ser AmadouKoufa, líder de um grupo baseado no Mali central com ligações à Al-Qaeda, de acordo com fontes de segurança locais.
O guarda-costas de SoumaïlaCissé foi morto e dois outros membros da comitiva ficaram feridos. Os raptores levaram os seus prisioneiros para um campo e depois dividiram-nos em dois. Cinco deles, incluindo os feridos, puderam partir e chegaram na manhã seguinte a Niafounké.
Entre estes cinco, “que estão todos bem”, consta o assistente de SoumaïlaCissé, HousseiniNdouré, o operador de câmara, BoubacarSadaSissoko, e um motorista, Kola Badara, segundo a URD, que anunciou uma conferência de imprensa para hoje.
As negociações estão a ser conduzidas de forma discreta por notáveis na região de Niafounké.
SoumaïlaCissé, embora detido, foi eleito na primeira volta das eleições legislativas, de acordo com os resultados anunciados na quinta-feira.
Um dos maiores acertos da Netflix retorna às telas hoje. Nesta sexta-feira (3), estreia, na plataforma de streaming, a quarta temporada de La Casa de Papel.
A Parte 4 da série traz um roteiro que explora a influência dos sentimentos no desenrolar do segundo maior roubo a uma instituição espanhola. Os momentos de tensão, como de costume nas outras temporadas, são constantes, e o grupo, que conta com novos integrantes, precisa lidar com uma traição, além de um inimigo interno.
A continuação da trama chega ao público durante a pandemia do novo coronavírus, que faz com que um terço da população mundial esteja em isolamento em casa buscando actividades para preencher as horas de quarentena. A situação é propícia para a alta audiência da série que já é a produção de língua não-inglesa mais vista da Netflix, e que registou recordes de visualizações na última temporada. Aproximadamente 34 milhões de contas cadastradas no streaming assistiram à parte 3 apenas uma semana depois de sua estreia, no ano passado.
A série é uma das principais produções da Netflix, que vem apostando cada vez mais em conteúdo próprio desde que a concorrência no streaming tem aumentado com a entrada de gigantes do audiovisual como Disney, Amazon e HBO. O sector é um dos poucos que pode não apenas não vai sofrer prejuízos com a crise do coronavírus como também será beneficiado com o período de isolamento social e quarentena ao qual estão submetidas cerca de 2,6 biliões de pessoas no mundo. Isso porque a Netflix faz parte de um grupo de empresas de “ficar em casa”.
A Organização Mundial de Saúde vai reavaliar as suas recomendações sobre o uso de máscaras para prevenir a contaminação. Novos dados estimam que vírus possa chegar mais longe do que o que se pensava.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai reavaliar as suas recomendações sobre o uso de máscaras para prevenir a contaminação com Covid-19, disse na quinta-feira o presidente do grupo de especialistas que vai discutir o assunto.
Citado pela BBC, David Heymann, que vai presidir a um grupo de especialistas que irá reavaliar quem deve usar máscaras, disse que a equipa vai analisar novos dados que estimam que o vírus possa ser projetado mais longe do que se pensava.
Um estudo norte-americano sugere que o vírus projetado pela tosse atinja seis metros e pelos espirros oito.
Atualmente, a OMS considera que as máscaras só devem ser usadas pelas pessoas que já estão infetadas com Covid-19 ou que cuidam dos doentes.
Também os Estados Unidos estão a ponderar mudar a sua posição, tornando obrigatório o uso de máscaras para conter a disseminação da Covid-19, seguindo o exemplo de países asiáticos e europeus, admitiu o diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças.
Está provado que um grande número de pessoas infetadas permanece assintomática”, explicou Robert Redfield à rádio NPR, reconhecendo que “se usassem uma máscara, poderiam reduzir mecanicamente as transmissões até 25%”.
Também o diretor do Instituto de Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, que se tornou o principal conselheiro do executivo dos EUA sobre o coronavírus, admitiu que o grupo de trabalho da Casa Branca tem tido “debates muito ativos” sobre o assunto.
Fauci reconheceu que a hesitação inicial em recomendar o uso generalizado não se baseou em nenhum argumento científico, mas na escassez de máscaras: os Estados Unidos, como a França e outros países, não tinham e ainda não têm máscaras suficientes para as necessidades do pessoal médico e de toda uma população.
“Mas uma vez que tenhamos máscaras suficientes, será seriamente considerada a recomendação de uso de máscaras por todos”, garantiu.
De acordo com o Washington Post, as autoridades poderão optar por recomendar máscaras artesanais à população em geral, reservando as de qualidade médica para os cuidadores de infetados.
Depois de ter assistido à morte de vários colegas devido à Covid-19, Ai Fen denunciou as condições de saúde em Wuhan e fez duras críticas às autoridades por tentarem impedir o alerta precoce do surto.
Ai Fen, a médica de Wuhan que alertou para o novo coronavírus na China, está desaparecida, avança o El Español. Os média internacionais avançam que Ai Fen pode ter sido detida.
Quando o novo coronavírus surgiu, as autoridades de segurança pública chinesas puniram 8 pessoas por “espalharem boatos” sobre a doença. Em março, depois de o novo coronavírus se alastrar um pouco por todo o mundo, a médica de Wuhan juntou-se a outros profissionais de saúde para denunciar as condições de saúde pública na cidade, numa entrevista à revista Renwu, depois de ter assistido à morte de vários colegas devido à Covid-19 e de ter criticado as autoridades por tentarem impedir alertas precoces do surto.
A entrevista foi rapidamente removida das redes sociais pelas autoridades. Numa tentativa de escapar à censura do governo chinês, a entrevista foi replicada em código morse e até através de emojis em inúmeras plataformas online.
Segundo o The Guardian, citado pelo jornal El Español, Ai Fen descobriu o primeiro caso da Covid-19 a 30 de dezembro, depois de ver vários doentes com sintomas de gripe que resistiam aos tratamentos de uma gripe normal e de ler, nos testes laboratoriais, as palavras “coronavirus Sars” . A médica foi alertada pelo hospital onde trabalhava de que não deveria divulgar a informação para evitar o pânico, mas aconselhou os colegas a usarem material de proteção, mesmo contra as indicações dos seus superiores.
Depois de tentar alertar o mundo para a propagação desta doença, a médica terá desaparecido sem deixar rasto. Rumores avançam que Ai Fen terá sido detida pelo governo chinês.
Um novo ataque contra um autocarro fez hoje (03) um morto e quatro feridos na zona do rio Pungue sul, no limite entre os distritos de Nhamatanda e Gorongosa, junto a N1, a principal estrada de Moçambique, disseram à Lusa várias testemunhas.
“O carro foi regado de balas numa mata depois de termos passado a ponte” sobre o rio Pungue, disse à Lusa Eulalia Frederico, uma passageira que sobreviveu ao ataque.
O autocarro da companhia City Link viajava da Beira para Quelimane e foi alvejado cerca das 8h00 horas locais (7h00 em Lisboa) quando seguia numa escolta policial, que patrulha o troço Inchope–Gorongosa.
Nas imagens postas a circular nas redes sociais o autocarro, parado no hospital rural de Gorongosa, apresenta várias perfurações de balas no perfil lateral direito, do lado de motorista, e os vidros das janelas partidos.
“Acabávamos de sair de Inchope, de onde partimos às 7h00 (6h00 em Lisboa)” disse uma outra passageira, adiantando que as vítimas foram socorridas para o hospital rural de Gorongosa.
Este é o terceiro ataque em dois dias numa onda de violência armada que desde Agosto já provocou 22 mortos.
Na quinta-feira, um autocarro que fazia o sentido sul-norte de Moçambique foi alvejado por vários tiros ao longo do perfil lateral, do lado do motorista, cerca das 8h00 (7h00 em Lisboa), pouco depois de passar a povoação de Mutindiri, tendo três pessoas ficado feridas de forma ligeira, incluindo o condutor.
Meia hora depois, um outro autocarro, que fazia o mesmo percurso, foi metralhado e atingido por várias balas na parte traseira no mesmo troço, no meio de outros dois autocarros, tendo duas pessoas sofrido ferimentos ligeiros.
Os dois veículos e passageiros pernoitaram na povoação de Muxungué, de onde o transporte saiu às 07:00 e foram alvejados pouco depois de terem deixado o troço com escolta militar no distrito de Chibabava, na província de Sofala, perto da linha que a separa da província de Manica.
O ataque surge na sequência de outros em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, por onde deambulam guerrilheiros dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), liderados por Mariano Nhongo.
O grupo tem ameaçado recorrer à violência armada para negociar melhores condições de reintegração social do que aquelas acordadas pelo seu partido com o Governo, mas, por outro lado, também se tem recusado a assumir a autoria dos ataques.
A zona do ataque tem sido palco de outras incursões naquele troço que liga o Norte ao Inchope, importante entroncamento com a EN6 (entre Beira e Zimbábue).
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