Internacional África do Sul considera reforços da China e Cuba para combater pandemia

África do Sul considera reforços da China e Cuba para combater pandemia

As autoridades sul-africanas estão a considerar reforços médicos da China e de Cuba para conter a propagação do surto epidémico no país que regista perto de 1.400 casos de infecção pelo novo coronavírus, disse, esta quarta-feira, o ministro da Saúde.

Zweli Mkhize justificou a medida devido à “experiência de saúde comunitária” dos dois países tendo em conta o aumento da propagação da pandemia na África do Sul que, segundo referiu, requer acções “mais rápidas e imediatas”, nomeadamente de análises clínicas.

“Precisamos de profissionais experientes no terreno, que tomem decisões rapidamente”, disse Mkhize.
O ministro da Saúde da África do Sul falava, em Joanesburgo, no lançamento de 67 novas unidades laboratoriais móveis que vão efectuar testes de covid-19 junto das populações em várias regiões do país, que não especificou, como parte do reforço das medidas de contenção do surto epidémico no país.

“O vírus passou a ser transmitido localmente e por isso os testes têm de ser incrementados”, afirmou.
Nesse sentido, Zweli Mkhize referiu também que a África do Sul está actualmente a realizar 5.000 análises diárias nos laboratórios do país, e que as autoridades estimam fazer 30.000 testes ao novo coronavírus até à próxima semana.

Além das novas unidades móveis, a África do Sul operacionalizou 180 centros para testes e mais 320 unidades de teste que se encontram dispersas por todo o país, indicou Mkhize.
As autoridades sul-africanas realizaram até ao momento 44.201 testes, maioritariamente em laboratórios privados, disse Mkhize.

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O Governo está já a planear a alocação de recursos para o pior dos cenários de infecção pandémica, sendo que, na província de Gauteng, as autoridades provinciais estimam vir a ser necessárias 1.500 camas hospitalares nas unidades de cuidados intensivos, foi também anunciado.

“Temos 84.000 camas no sector público e se necessário teremos também acesso à rede do privado”, adiantou o ministro.
“Algumas empresas disponibilizaram-se também a fabricar mais ventiladores, e embora estejamos neste momento bem apetrechados estamos a planear reforçar o ‘stock’ em reserva”, referiu Mkhize.

O ministro da Saúde sul-africano disse, esta quarta-feira, que a África do Sul regista 1.380 (eram 1.353) casos positivos da doença provocada pelo novo coronavírus.

Todavia, o governante escusou-se a actualizar o número oficial de mortos em resultado da doença, remetendo a divulgação para uma comunicação posterior.

Na terça-feira, uma mulher de 46 anos morreu em Umlazi, província litoral do KwaZulu-Natal, aumentando para cinco mortos.

O número de mortes em África subiu para pelo menos 196 num universo de mais de 5.700 casos confirmados em 49 países, de acordo com as estatísticas sobre a doença no continente.

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