Sociedade Ataque contra autocarro faz um morto no Centro de Moçambique

Ataque contra autocarro faz um morto no Centro de Moçambique

Um novo ataque contra um autocarro fez hoje (03) um morto e quatro feridos na zona do rio Pungue sul, no limite entre os distritos de Nhamatanda e Gorongosa, junto a N1, a principal estrada de Moçambique, disseram à Lusa várias testemunhas.

“O carro foi regado de balas numa mata depois de termos passado a ponte” sobre o rio Pungue, disse à Lusa Eulalia Frederico, uma passageira que sobreviveu ao ataque.

O autocarro da companhia City Link viajava da Beira para Quelimane e foi alvejado cerca das 8h00 horas locais (7h00 em Lisboa) quando seguia numa escolta policial, que patrulha o troço InchopeGorongosa.

Nas imagens postas a circular nas redes sociais o autocarro, parado no hospital rural de Gorongosa, apresenta várias perfurações de balas no perfil lateral direito, do lado de motorista, e os vidros das janelas partidos.

“Acabávamos de sair de Inchope, de onde partimos às 7h00 (6h00 em Lisboa)” disse uma outra passageira, adiantando que as vítimas foram socorridas para o hospital rural de Gorongosa.

Este é o terceiro ataque em dois dias numa onda de violência armada que desde Agosto já provocou 22 mortos.

Na quinta-feira, um autocarro que fazia o sentido sul-norte de Moçambique foi alvejado por vários tiros ao longo do perfil lateral, do lado do motorista, cerca das 8h00 (7h00 em Lisboa), pouco depois de passar a povoação de Mutindiri, tendo três pessoas ficado feridas de forma ligeira, incluindo o condutor.

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Meia hora depois, um outro autocarro, que fazia o mesmo percurso, foi metralhado e atingido por várias balas na parte traseira no mesmo troço, no meio de outros dois autocarros, tendo duas pessoas sofrido ferimentos ligeiros.

Os dois veículos e passageiros pernoitaram na povoação de Muxungué, de onde o transporte saiu às 07:00 e foram alvejados pouco depois de terem deixado o troço com escolta militar no distrito de Chibabava, na província de Sofala, perto da linha que a separa da província de Manica.

O ataque surge na sequência de outros em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, por onde deambulam guerrilheiros dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), liderados por Mariano Nhongo.

O grupo tem ameaçado recorrer à violência armada para negociar melhores condições de reintegração social do que aquelas acordadas pelo seu partido com o Governo, mas, por outro lado, também se tem recusado a assumir a autoria dos ataques.

A zona do ataque tem sido palco de outras incursões naquele troço que liga o Norte ao Inchope, importante entroncamento com a EN6 (entre Beira e Zimbábue).

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