Onze dos 14 sobreviventes da tragédia que vitimou 64 migrantes ilegais no passado dia 24 de Março na Província de Tete regressaram à Etiópia, seu país de origem, em mais uma operação da Organização Internacional para as Migrações (OIM) com o apoio da União Europeia.
Os migrantes fazem parte de um grupo de 78 indivíduos descobertos pelas autoridades moçambicanas no Distrito de Moatize, na Província de Tete, no contentor de um camião proveniente do Malawi e que estariam a tentar cruzar o nosso país a caminho da África do Sul.
“Sofri tortura por contrabandistas, andei em florestas durante vários dias, mal tinha comida e água. Mas o pior de tudo foi a viagem no contentor, era um espaço que mal podia acomodar 20 pessoas e eles carregaram 78 de nós, um em cima do outro, gritamos por ar, implorando para que abrissem a porta. No último posto de controle, batemos no contentor, gritando pelas nossas vidas, foi quando a polícia nos ouviu”, relatou à OIM um dos sobreviventes.
Quando as autoridades moçambicanas abriram o contentor descobriram 64 cadáveres, haviam perdido a vida por asfixia, e 14 sobreviventes que receberam cuidados médicos e estiveram em quarentena devido à covid-19.
Numa operação coordenada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o apoio da União Europeia, 11 dos sobreviventes regressaram à Etiópia durante a semana passada após viajarem primeiro para a Cidade de Maputo de onde embarcaram para Adis Abeba.
Contudo três dos sobreviventes escapuliram-se às autoridades na Província de Tete e até ao momento não foram localizados.
“Na Etiópia eu trabalhava em empregos eventuais sem rendimentos estáveis, decidi ir para a África do Sul para trabalhar, economizar dinheiro e regressar para viver melhor”, contou outro dos sobreviventes à OIM que indica que os migrantes ilegais pagam entre 2.500 a 6 mil dólares norte-americanos a traficantes que prometem viagem segura até a África do Sul, porém assim que saem da Etiópia começa uma jornada angustiante, caminhando a pé, na escuridão, sem comida nem água.
O governo italiano autorizou hoje o recomeço dos treinos individuais em todas as modalidades, incluindo as coletivas, como o futebol, a partir de segunda-feira, dia em que Itália inicia o desconfinamento gradual, devido à pandemia de covid-19.
“Atletas, profissionais ou não, de modalidades coletivas, estão autorizados, tal como todos os cidadãos, a exercitar-se em espaços públicos ou privados, desde que obedecendo às regras de distanciamento social de, pelo menos, dois metros e à interdição de ajuntamentos”, refere o decreto do Ministério do Interior.
Desta forma, os clubes de futebol podem retomar os treinos a partir de segunda-feira, embora obedecendo às medidas preventivas decretadas pelas autoridades governamentais.
Há precisamente uma semana, o governo italiano tinha anunciado que os atletas que pratiquem desportos individuais poderiam retomar os treinos partir desta segunda-feira, ao contrário dos coletivos, indicando que os clubes de futebol deveriam esperar até 18 de maio para regressarem aos centros de treino.
Contudo, alguns governos regionais de Itália já autorizaram os clubes a reabrirem os centros de treino para permitir que os atletas, caso o pretendam, se possam exercitar, mas apenas em espaços abertos e respeitando o distanciamento social.
Na quarta-feira, o ministro para a Juventude e Desporto de Itália, Vincenzo Spadafora, disse que vê cada mais difícil um recomeço da Série A de futebol e que talvez seja melhor pensar-se já na próxima época: “Se não se pode retomar a competição em condições de segurança, é nossa obrigação parar.”
A Série A, liderada pela Juventus, que conta com o internacional português Cristiano Ronaldo, foi interrompida em 09 de março, perante a propagação da pandemia.
Na semana passada, os Países Baixos deram por terminada a época de futebol face à crise sanitária existente e ao perigo de contágio, e, na terça-feira, foi a vez de França inviabilizar o regresso da ‘Ligue 1′.
A Itália, com 28.710 mortos, segundo os últimos dados, e mais de 209.000 casos, entra na segunda-feira numa nova fase, com o levantamento gradual das restrições ao movimento das pessoas e a retoma da atividade económica.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 241 mil mortos e infetou cerca de 3,4 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, num artigo da sua autoria, endereçado à comunicação social reflete sobre o estado actual do futebol e realça algumas linhas vermelhas que não devem ser ultrapassadas, concluindo que o futuro do futebol pode estar ameaçado se não se arrepiar caminho nalguns setores.
“O que pode – e o que deve – fazer o presidente da organização que tutela um desporto com a força e a presença do futebol num momento como este? Tenho vivido muitas horas com esta pergunta, nas últimas semanas. Desconfio que não existirá uma resposta escrita algures, pronta a ser partilhada. Como todos no mundo, tateamos caminhos. Ainda assim, algumas respostas exigem de nós e algumas respostas saberemos ser capazes de dar.
Este artigo é a partilha pública das minhas respostas, que partem de uma evidência: o futuro do futebol não está garantido.
A empresa do ramo de saúde Enterprise Solution vai proceder hoje, em Maputo, à entrega de 20 mil máscaras cirúrgicas e 10 mil litros de combustível líquido ao Ministério da Saúde, no âmbito do combate ao Covid-19, o novo coronavírus.
A referida empresa é parceira do Ministério da Saúde, importadora e distribuidora oficial de medicamentos e material médico-cirúrgico, dos sectores público e privado em Moçambique.
Ainda hoje, o Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, procede à entrega de dois camiões de transporte de medicamentos, artigos médicos e vacinas, no Armazém Municipal de Medicamentos.
O Edil de Maputo vai oferecer 20 bombas para pulverização das Unidades Sanitárias da capital, no âmbito da prevenção da propagação do COVID-19.
Foi a 3 de Maio de 2018 que morreu Afonso Dhlakama, lider histórico da Renamo, o seu substituto Ossufo Momade, garantiu este domingo, que o seu partido está empenhado na preservação da paz e que espera que o Estado reconheça Afonso Dhlakama como herói nacional.
Assinalam-se este domingo, 3 de Maio dois anos após a morte alegadamente por doença na Serra da Gorongosa do histórico líder da Resistência Nacional Moçambicana – Renamo – Afonso Dhlakama, que dirigiu a organização durante 39 anos.
Para assinalar este segundo aniversário da morte de Afonso Dhlakama, o actual líder da Renamo dirigiu-se aos quadros do partido na sua sede em Maputo, num contexto condicionado pelas medidas de prevenção da Covid-19.
Ossufo Momade, reiterou que o principal partido da oposição moçambicana está empenhado na preservação da paz, em homenagem ao espírito do seu falecido líder Afonso Dhlakama e apelou o Estado areconhecer o seu antigo líder, Afonso Dhlakama como herói nacional.
Internacional canarinho parece determinado em pôr fim à sua etapa em Paris e tentar o regresso à Catalunha.
Ainda com muita incerteza a pairar sob os clubes e sob o futebol em particular, as movimentações no mercado de transferências começam a desenhar-se.
Esta segunda-feira, escreve o Mundo Deportivo, diz-se que o futuro de Neymar poderá mesmo passar por um regresso à La Liga, em particular ao Barcelona.
De acordo com o avançado por este diário desportivo, o internacional canarinho terá rejeitado uma oferta de renovação no valor de 100 milhões de euros.
Ao fazê-lo, depois de um verão em que esteve com um pé de saída do Parque dos Príncipes, o jogador ex-Barça sinalizou, de pronto, que quer voltar ao clube blaugrana.
Sem futuro definido, mas a fazer força para que o cenário que mais deseja se concretize, os responsáveis do Paris Saint-Germain estarão dispostos a deixar sair a sua estrela, mas, para tal, será necessária uma oferta de vulto.
É que o atual campeão francês, há algumas temporadas, bateu a cláusula do canarinho, pagando 222 milhões de euros para resgatar o jogador ao Barcelona.
Este será um novo passo na transição para a democracia e no respeito dos direitos básicos, após a queda do ditador Omar al Bashir, há pouco mais de um ano.
O porta-voz do primeiro-ministro AbdullahHamdok, Al Barag al Nazir, disse hoje à agência Efe que a lei será aprovada “no final desta semana ou no início da próxima”, quando o Conselho de Ministros e o Conselho Soberano estiverem reunidos, os dois principais órgãos de governo do Sudão, que ainda não tem um parlamento.
Segundo Al Nazir, o “projeto de lei” aprovado pelo Governo em 22 de abril estipula “uma sentença de três anos de prisão” para quem pratica a MGF, além da retirada da licença do hospital, centro de saúde ou clínica particular onde a operação foi realizada.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) saudou esta semana o “gesto histórico” e afirmou que, após esta etapa, o país “entra numa nova era”.
De acordo com as Nações Unidas, o Sudão é um dos países onde a mutilação genital é mais praticada, com 86,6% das mulheres entre os 15 e os 49 anos de idade submetidas a essa operação.
Até agora, na lei do Sudão, a MGF não é penalizada, embora o Conselho Estadual da Criança do governo tenha apresentado uma proposta em 2017 para criminalizar a ablação, ainda sob o governo de Al Bashir.
À época, o Parlamento “adiou a aprovação (da lei) devido à influência de radicais (deputados) e outros grupos que defendem essa prática, ao considerá-la uma herança social”, disse hoje à Efe a diretora do organismo, Amira Musa.
As ONG sudanesas são a favor do projeto de lei, embora com discrepâncias.
O chefe do Centro de ONG para a Proteção dos Direitos da Mulher e da Criança, NahedGabralá, considerou uma “vitória para as mulheres sudanesas” e um passo importante “para acabar com a MFG”.
Já o secretário geral da ONGSilmyia, Siham Omar, garantiu que a lei é “insuficiente”, porque a punição deve incluir pais que permitam que as suas filhas sejam submetidas a essa forma de violência contra as mulheres.
Segundo as Nações Unidas, pelo menos 200 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo foram submetidas à ressecção total ou parcial de órgãos genitais por razões não médicas em pelo menos 30 países.
Mais da metade das vítimas estão concentradas no Egito, Etiópia e Indonésia, países onde a ablação é proibida por lei, mas continua a ser realizada clandestinamente, apesar de instituições muçulmanas e cristãs também se terem posicionado recentemente contra essa prática.
“Pensamos ter uma vacina até final deste ano”, declarou Donald Trump, durante uma emissão especial do canal de televisão Fox News, emitida a partir do Lincoln Memorial, monumento em Washington em homenagem ao 16.º Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln.
“Os médicos vão dizer que eu não devia dizer isto. Eu digo o que penso”, acrescentou.
“Estamos a pressionar (…) vários grupos [farmacêuticos] estão, penso, muito perto”, disse.
Questionado sobre como reagiria se outro país tivesse uma vacina antes dos Estados Unidos, Trump respondeu: “É indiferente. Apenas quero uma vacina que funcione”.
Uma centena de projetos de vacina contra a covid-19 estão em curso em todo o mundo, incluindo uma dezena já em fase de ensaios clínicos, de acordo com dados divulgados pelo instituto de Londres de higiene e medicina tropical (London School of Hygiene & Tropical Medicine).
O Presidente norte-americano, que defendeu, uma vez mais, um regresso prudente, mas “tão rápido quanto possível” à atividade no país, mostrou-se otimista sobre as perspetivas económicas.
O ano de 2021 vai ser “incrível”, afirmou Trump, que voltou a defender as decisões que tomou desde o início da epidemia no país.
“Penso que salvámos milhões de vidas”, reiterou.
Os Estados Unidos são o país com mais mortos (67.674) e mais casos de infeção (mais de 1,15 milhões) no mundo.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 246 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírusdetetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.
A cidade turca de Samsun foi invadida por dezenas de ovelhas durante o período de quarentena imposto pelo novo coronavírus. O momento foi captado em imagens e partilhado nas redes sociais, onde RagipSoylu, um jornalista do Middle East Eye, refere que as ovelhas invadiram as ruas da cidade, que se encontram desertas nesta altura, e se dirigiram rapidamente às zonas com relva, para se alimentarem.
As imagens vindas da Turquia juntam-se assim a outros momentos inéditos em que animais invadiram, durante as últimas semanas, territórios que lhes eram desconhecidos.
No País de Gales, um rebanho de cabras selvagens foi visto na cidade de Llandudno. Já por cá, recorde-se que em Odivelas, Lisboa, foram vistos veados na cidade.
Os Estados Unidos registaram 1.450 mortos causados pela Covid-19 nas últimas 24 horas, indicou no domingo (03) a Universidade Johns Hopkins.
Às 20:30 de domingo (01:30 de hoje em Lisboa), a universidade de Baltimore registava 1.157.753 milhões de infectados e 180.152 recuperados.
Os Estados Unidos são o país com mais mortos e mais casos de infeção confirmados no mundo.
Seguem-se Itália (28.884 mortos, mais de 210 mil casos), Reino Unido (28.446 mortos, mais de 186 mil casos), Espanha (25.264 mortos, mais de 217 mil casos) e França (24.895 mortos, mais de 168 mil casos).
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 245 mil mortos e infetou mais de 3,4 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.
A Comissão de Saúde da China informou esta segunda-feira ter detectado mais três contágios importados da covid-19, um número que mantém a tendência de novos casos em níveis mínimos.
Na véspera, as autoridades tinham diagnosticado dois casos e no sábado apenas um. Até às 00:00 (17:00 de domingo em Lisboa) foi identificado um caso na província de Shandong, no leste do país, e dois na cidade de Xangai, todos em viajantes provenientes do estrangeiro.
O número de infetados “ativos” na China é de 481, incluindo 33 em estado grave.
A Comissão não contabilizou qualquer morte, o que mantém o número total de óbitos, desde o início da epidemia no final de 2019, em 4.633, entre os 82.880 infetados oficialmente diagnosticados na China e as 77.766 pessoas que se curaram e tiveram alta hospitalar.
Em relação aos infectados assintomáticos, a China registou 13 novos casos, o que eleva para 962 pessoas sem sintomas e sob observação médica.
O presidente da RENAMO, Ossufo Momade, disse no domingo (03) em Maputo que o principal partido da oposição moçambicana está empenhado na preservação da paz, em homenagem ao espírito do seu falecido líder Afonso Dhlakama.
Passam este domingo (03.05) dois anos após a morte por doença do histórico líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) Afonso Dhlakama, que dirigiu a organização durante 39 anos.
Para assinalar o aniversário da morte de Afonso Dhlakama, o atual líder do principal partido da oposição dirigiu-se, num discurso, aos quadros do partido na sede em Maputo, num contexto condicionado pelas medidas de prevenção da covid-19.
Ossufo Momade disse que o partido está comprometido com o processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR) dos guerrilheiros da RENAMO, no quadro do acordo de paz assinado em agosto do ano passado, em memória de Afonso Dhlakama.
“Celebramos esta data com tristeza, mas fazemo-lo com alegria, porque temos o orgulho de termos tido um líder carismático como ele [Afonso Dhlakama]”, afirmou Ossufo Momade.
A maioria dos casos de infecção pelo novo coronavírus em Moçambique, 60 de um total de 80, é assintomática e ainda não houve qualquer caso com sintomas graves, anunciaram hoje as autoridades.
O país regista um total acumulado de 80 casos de infecção pelo novo coronavírus, sem registo de mortes, e com 19 casos recuperados desde que foi declarada a pandemia da doença respiratória covid-19, em 11 de Março.
O boletim epidemiológico hoje divulgado refere que 75% dos casos em Moçambique não registou sintomas, em 22% houve sintomas leves e 3% revelou sintomas moderados da doença.
Também há divisões claras quanto ao género e idades: do total de 80 casos, só oito são mulheres e a maioria dos infectados (41) tem entre 10 e 39 anos, havendo outros 21 na faixa etária dos 40 aos 49.
Dos restantes 18, oito pessoas infectadas estão entre os 50 e 59 anos e 10 têm mais de 60.
Ilesh Jani, director-geral do Instituto Nacional de Saúde, disse hoje em conferência de imprensa que a diferença em relação ao género deverá estar relacionada com o facto de a maioria dos casos de infecção no país ter acontecido no recinto de construção de unidades de processamento de gás natural, em Afungi, província de Cabo Delgado, onde trabalham sobretudo homens.
Dos 80 casos de infecção pelo novo coronavírus, 50 têm nacionalidade moçambicana, seguindo-se África do Sul, com 11, Itália, com cinco, e Austrália, com três.Índia e Inglaterra têm dois casos cada.
Quénia, EUA, Burundi, Filipinas, França, Geórgia e Turquia são países que registaram, cada um, um cidadão infetado em Moçambique.
A maioria dos casos de estrangeiros infectados também teve origem no empreendimento de Afungi, acrescentou Ilesh Jani.
De acordo com aquele responsável, naquele recinto de construção havia 880 trabalhadores em 01 de Abril, data em que foi confirmado em laboratório o primeiro caso de infecção.
Daqueles 880, já foram testados 560 (49 positivos) e até terça-feira deverão ser analisadas as restantes 320 pessoas.
O governo francês decidiu prolongar o estado de emergência de saúde pública até ao dia 24 de Julho. A decisão foi tomada este sábado no âmbito de um conselho de ministros.
Antes contudo, algumas medidas de confinamento serão relaxadas.
“A 11 de maio, se as condições estiverem reunidas, a regra geral relativa à liberdade de circulação será restabelecida e os franceses não terão necessidade de atestados para saírem à rua”, disse o ministro francês do interior, Christophe Castaner, no sábado.
Mesmo assim, a utilização de máscaras nos transportes públicos será obrigatória.
O poder de emitir multas no contexto do estado de emergência será igualmente mantido, em particular no que toca à polícia encarregada da segurança nos transportes públicos.
O regresso dos jovens à escola é outra área prioritária. Segundo o governo, a maioria das creches e escolas primárias abrirão portas no dia 11 de maio com um máximo de 15 alunos por sala de aula.
A decisão contudo já foi contestada por alguns representantes locais que afirmam que nem todos poderão regressar às aulas ao mesmo tempo.
De recordar que França decretou o estado de emergência no dia 24 de Março.
Os Estados Unidos voltam à carga e garantem que “há provas muito significativas” de que o novo coronavírus teve origem num laboratório de Wuhan, a cidade chinesa onde a propagação teve início.
O secretário de Estado americano veio declarar isto mesmo, tendo como base as últimas informações apuradas pelos serviços secretos mandatados por Washington. Mike Pompeo salienta que “o Partido Comunista Chinês continua a recusar o acesso aos especialistas ocidentais, para que estes possam investigar o que aconteceu. Há uma recusa em cooperar com os especialistas mundiais em saúde pública”.
O número de vítimas mortais do novo coronavírus nos Estados Unidos já ultrapassou as 66 mil. Registam-se mais de 24 mil mortos só no Estado de Nova Iorque, onde há cerca de 10 mil infetados com Covid-19 em internamento hospitalar.
Num fim de semana de calor, as autoridades locais foram massivamente mobilizadas para tentar dissuadir comportamentos de risco. Num só dia foram multadas mais de meia centena de pessoas.
A Coreia do Norte disparou vários tiros que atingiram um posto de guarda sul-coreano na região altamente fortificada, que separa os dois países, disseram os militares de Seul, neste domingo, 3.
Não houve vítimas ou danos no lado sul-coreano, mas os militares do sul responderam com fogo e emitiram um alerta ao longo da fronteira, de acordo com líderes do Estado-Maior da Coreia do Sul.
Não está claro o que levou ao tiroteio norte-coreano, que o Sul disse ter começado às 7:41 da manhã, horário local. A Coreia do Norte não comentou o incidente.
Várias horas após o incidente, oficiais militares sul-coreanos disseram acreditar que os tiros na Coreia do Norte não eram intencionais. Não ficou de imediato claro como eles chegaram a essa conclusão.
O Comando das Nações Unidas, liderado pelos Estados Unidos da América, que supervisiona questões da Zona Desmilitarizada, disse à VOA que está “ciente de um incidente reportado que ocorreu nas proximidades da Zona Desmilitarizada nesta manhã”.
O coronel Lee Peters disse que o Comando das Nações Unidas “está a cooperar estreitamente” com as autoridades militares sul-coreanas, e que será feita amanhã “uma investigação completa para determinar se houve uma violação do Acordo de Armistício”.
Os Estados Unidos da América têm cerca de 28 mil soldados na Coreia do Sul, o que tem a ver com a Guerra da Coreia da década de 1950, interrompida por armistício, e não em tratado formal de paz.
Grupos de estudantes moçambicanos foram seleccionados para um projecto internacional de produção de ventiladores de baixo custo. Concorriam para a iniciativa vários grupos de Moçambique e Gana.
São alguns que se juntam a muitos unidos na luta contra o novo Coronavírus. Lutaram e, para já, venceram no concurso. Ocuparam o terceiro lugar, entre 25 grupos concorrentes do projecto de produção de ventiladores de baixo custo para atender às necessidades clínicas dos doentes da COVID-19.
O primeiro e segundo lugar do concurso foram ocupados por estudantes de Gana. Mas do primeiro ao quinto lugar, todos os classificados vão agora juntar as suas ideias para um projecto único. A princípio, o ventilador a ser produzido não pode custar acima de 500 dólares, numa altura em que este meio de apoio à respiração dos doentes chega a custar entre 11 mil e 40 mil dólares.
A empresa que vai reproduzir os ventiladores está baseada na vizinha África do Sul.
Além do terceiro lugar ocupado por estudantes moçambicanos, outras equipas, que incluem também moçambicanos, garantiram o quarto e quinto lugares.
A classificação dos projectos apresentados pelos estudantes do programa de formação Field Ready foi feita por júris de diversos países como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, África do Sul e dos países concorrentes, Moçambique e Gana.
A iniciativa surge numa altura em que o Governo moçambicano anunciou a compra de 300 ventiladores a um valor de mais de 3.3 milhões de dólares, o que corresponderia a 11 mil dólares para cada ventilador.
A insurgência e casos de coronavírus poderão ter impacto significativo nas perspectivas de produção de gás na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, alertam especialistas.
Aquela província tem sido alvo de ataques terroristas desde 2017, dos quais morreram, pelo menos, 900 pessoas. E dos 80 casos positivos do novo coronavírus que o país tem, 58 estão precisamente em áreas de Cabo Delgado que acolhem projectos de exploração de gás natural.
A empresa americana de petróleo e gás dos ExxonMobil, entre as maiores com presença no país, decidiu, em Abril, adiar a sua decisão final sobre um grande investimento de longo prazo na agitada Cabo Delgado.
“A decisão final de investimento do projecto de gás natural liquefeito de Rovuma (GNL) em Moçambique, prevista para o final deste ano, foi adiada”, disse a gigante de petróleo e gás em comunicado.
“A ExxonMobil continua a trabalhar ativamente com os seus parceiros e o governo para otimizar os planos de desenvolvimento, melhorando sinergias e explorando oportunidades relacionadas ao atual ambiente de baixo custo”, acrescentou.
A empresa também anunciou os seus investimentos de capital para 2020 em cerca de 23 mil milhões, abaixo dos anteriores 33.
Embora a ExxonMobil tenha reconhecido o impacto do coronavírus na economia global, não indicou se a sua decisão sobre os projectos de Moçambique estava directamente ligada à pandemia.
No entanto, especialistas, acreditam que a COVID-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, afectou os preços globais de energia, dificultando o aumento de financiamento das empresas a curto prazo.
A ExxonMobil não respondeu de imediato a uma solicitação da VOA para comentar.
Segurança precária
Empresas estrangeiras como a americana Exxon; Total, da França; e ENI, da Itália também estão preocupadas com a deterioração da segurança na província de Cabo Delgado, e vêm incentivando o governo de Moçambique a melhorar a sua resposta.
“Moçambique está agora em estado de emergência por causa do COVID-19 e isso desviará recursos e atenção de Cabo Delgado”, disse Alex Vines, diretor do programa de África na Chatham House, em Londres.
A crescente insurgência islâmica em Cabo Delgado, além das mortes reportadas, provocou o deslocamento interno de mais de 160 mil pessoas.
“Os ataques insurgentes devem ser de grande preocupação para o governo de Moçambique”, disse Jasmine Opperman, analista de África no grupo de monitoria de conflitos ACLED. “Após o ataque de Mocimboa de Praia, a Total retirou todas as embarcações offshore.”
“Os insurgentes demonstraram capacidade de passar de atos de terror contra civis para atingir infraestruturas do governo”, disse Opperman à VOA.
Nos ataques recentes, “os insurgentes também mostraram capacidade de manter território por curtos períodos com a intenção de criar” áreas liberadas “, o que permite liberdade de movimento e acesso a suprimentos de comida”, acrescentou Opperman.
David Matsinhe, pesquisador da Amnistia Internacional na África Austral, disse à VOA que “parece que os insurgentes estão ta ter um reinado livre nesses distritos, percorrendo e atacando como bem entendem, e divulgando vídeos nas redes sociais para atrair novos recrutas para as suas fileiras.”
O aumento dos ataques reivindicados por militantes nos últimos meses levou empresas de gás, como a ExxonMobil e a Total, a solicitar segurança adicional em áreas de operação.
Existem aproximadamente 500 soldados destacados perto das áreas de produção de gás.
Desafios
Opperman diz que a “COVID-19 apresenta desafios adicionais” para o governo moçambicano, nomeadamente no tocante à disponibilidade de recursos humanos para a implementação de projectos. Ela recorda que a Exxon, que comprometeu-se a 500 milhões em investimento inicial, “sofreu interrupções nos primeiros trabalhos devido a restrições de viagens”.
Por outro lado, os grupos de direitos humanos expressam preocupações sobre a capacidade das forças de segurança moçambicanas de proteger os investimentos e manter o estado de direito.
“É difícil não ver isso a piorar, a menos que o vírus também dizime os grupos armados”, disse Adotei Akwei, vice-director de Advocacia e Relações Governamentais da Amnistia Internacional.
No campo do investimentos, alguns especialistas acreditam Moçambique vai recuperar da actual crise financeira.
“A vantagem de Moçambique é que seus activos de gás são de classe mundial, e espero que esse déficit de financiamento seja um problema de curto prazo, a menos que a situação de insegurança se deteriore significativamente”, diz Vines, da Chatham House.
Mas Calton Cadeado, que docente de relações internacionais na Universidade Joaquim Chissano, em Maputo, diz que a interrupção do investimento estrangeiro frustrará particularmente os jovens de Cabo Delgado, que esperam que esses projectos criem oportunidades de emprego na sua região.
“O governo acredita que esse problema pode ser de curta duração” e que 2022 continuará sendo o ano do esperado encaixe financeiro, disse Cadeado à VOA. “Mas, realisticamente, essa pandemia (de coronavírus) e o adiamento (de investimento estrangeiro) podem fazer gorar essa expectativa”.
O presidente Filipe Nyusi falou sobre as alegações de que forças armadas de Moçambique são responsáveis por violações dos direitos humanos, dizendo: “Verdadeiras ou não, essas informações devem sempre merecer nossa atenção com a máxima serenidade e sem emoções.
Os comentários foram feitos enquanto a família do jornalista desaparecido Ibraimo Mbaruco esperava as notícias sobre o seu parente. A última vez que alguém teve alguma comunicação com Mbaruco foi a 7 de Abril, quando enviou uma mensagem a um colega da Rádio Comunitária de Palma para dizer que estava “cercado por militares”. Foi o último contacto que os amigos e a família de Mbaruco tiveram com ele.
As organizações de direitos humanos e a família de Mbaruco afirmam suspeitar que o jornalista tenha sido levado à força pelos militares.
“O aparente desaparecimento forçado de Ibrahimo Mbaruco é motivo de grande preocupação, principalmente devido ao historial alarmante de detenção de jornalistas por parte das forças de segurança de Moçambique”, disse Dewa Mavhinga, diretora da Human Rights Watch na África Austral.
Mbaruco desapareceu no distrito de Palma, em Cabo Delgado, uma região relativamente pobre que abriga grandes reservas de gás e cenário de combates entre extremistas e militares.
Empresas como Exxon Mobil, ENI e Total estão a desenvolver projectos de biliões de dólares na região, mas desde 2017 ataques militantes mataram pelo menos 900 pessoas.
No entanto, grupos de direitos humanos e jornalistas locais dizem que as forças do governo que foram levadas para responder à violência muitas vezes intimidam a mídia, inclusive através de detenções arbitrárias.
O organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) disse: “Agora é praticamente impossível acessar o norte do país, local de uma insurreição islâmica, sem correr o risco de ser preso”.
Nos últimos três anos, os militares prenderam pelo menos seis jornalistas e equipamentos confiscados, disse à VOA Borges Nhamire, pesquisador do Centro para Integridade Pública, organização sem fins lucrativos de Mozambique, e que escreve para publicações internacionais. Muitos repórteres estão “com medo de cobrir a guerra”, disse Nhamire. “O que esse sequestro veio confirmar é que, para jornalistas, o exército é mais perigoso que os insurgentes”.
Desde a sua mensagem de 7 de abril, “[Mbaruco] não respondeu mais às chamadas, embora o seu telefone continuasse a sinalizar que ele ainda estava acessível”, disse a organização de liberdade de imprensa Misa-Moçambique.
O porta-voz da polícia de Cabo Delgado, Augusto Guta, disse à VOA que a polícia do distrito de Palma investiga o desaparecimento de Mbaruco desde que sua família o denunciou. “Não tínhamos vestígios de Mbaruco”, disse Guta. “Entramos em contato com o exército e outras forças e eles não tinham informações sobre a presença dele nas unidades policiais e militares”.
A VOA tentou sem qualquer sucesso o contato com o porta-voz do Ministério da Defesa de Moçambique.
Outros casos
Dias após o desaparecimento de Mbaruco, os militares detiveram Hizdine Achá, reporter da TV independente STV, por duas horas.
Na altura, Achá estava a cobrir as operações policiais em Pemba, capital de Cabo Delgado. As autoridades ordenaram que ele apagasse os vídeos do seu celular.
Outros casos incluem a prisão em 2019 dos jornalistas Amade Abubacar e Germano Adriano, que foram acusados separadamente de “incitação pública usando mídia eletrônica” e “violação do segredo de Estado”.
No caso de Abubacar, o jornalista ficou incomunicável por 12 dias e os militares alegadamente sacudiram-no violentamente, privaram-no de comida e mantiveram-no algemado enquanto dormia, segundo grupos de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional.
Ambos os jornalistas foram libertados a 23 de abril de 2019, após pressão de organizações nacionais e internacionais.
No entanto, as acusações não foram retiradas e aos dois aplicadas restrições de viagem.
Em outro caso, Estácio Valoi, reporter investigativo do diário Zambeze, foi preso e mantido por dois dias em Dezembro de 2018, quando reportava sobre o impacto dos distúrbios na população de Cabo Delgado.
Pedido de transparência, respostas
Um grupo de jornalistas moçambicanos enviou no início deste mês uma carta ao presidente Nyusi sobre o caso de Mbaruco.
A carta, vista por meio do aplicativo de mensagens da VOA, pedia ao presidente “que explique publicamente a todos os elementos das forças de defesa e segurança que os jornalistas não fazem parte dos conflitos, para que seu trabalho nunca fique sujeito a obstruções”. O irmão de Mbaruco, Juma, disse que não recebeu mais informações das autoridades.
Em casos anteriores, jornalistas detidos pelos militares “foram libertados depois de torturados, sem acusações formais e/ou qualquer conclusão formal. E as autoridades nunca forneceram explicações”, disse Juma Mbaruco.
“É o mesmo padrão no caso de Ibraimo Mbaruco”, disse ele – embora o paradeiro de Mbaruco ainda seja desconhecido.
Analistas moçambicanos consideram que a morte de Afonso Dhlakama deixou a Renamo numa crise profunda, porque o principal partido da oposição de Moçambique não estava preparado para perder um “líder carismático” que dirigiu a organização como um “messias”.
Afonso Dhlakama morreu em 03 de maio de 2018 na Serra da Gorongosa, vítima de doença, encerrando uma liderança que durou 39 anos.”Ela [a Renamo] está a afundar-se, mas é importante dizer que o principal responsável da situação da Renamo hoje é o próprio [Afonso] Dhlakama”, afirmou o reitor da Universidade de Moçambique (UDM), Severino Ngoenha.
Este filósofo de formação considera que a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) está dividida em duas alas: uma política, dirigida pelo líder eleito do movimento, Ossufo Momade, e outra militar, comandada pelo líder da autointitulada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, que contesta o presidente da organização.
“Hoje, a Renamo está claramente dividida, e essa divisão não é só entre Nhongo e Ossufo Momade”, acrescentou aquele académico.
Nota-se, prosseguiu, que há um setor do partido que está no parlamento, e um outro que está nas zonas rurais. Ambos não se identificam um com o outro.
“Temos uma Renamo do parlamento, com vencimentos e privilégios altos, e a Renamo confinada no interior, que está no campo”, destacou o reitor da UDM.
Severino Ngoenha referiu que o estilo autocrático com que Afonso Dhlakama dirigiu o partido ao longo de 39 anos em que esteve à frente da organização minou a construção de uma linha de sucessão à altura da projeção nacional do partido e do seu estatuto de alternativa credível à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder há 44 anos.
“Uma organização política não é uma organização de um individuo, não é de um messias, o chefe de um movimento é um primeiro entre iguais”, observou Severino Ngoenha.
Com Ossufo Momade, não se vislumbra na Renamo uma dinâmica de debate que permita que o partido se assuma como alternativa à Frelimo, notou Ngoenha.
“E é pena, porque nós precisamos da Renamo como um movimento forte e não como movimento de guerrilha, não como movimento de antigos combatentes”, assinalou.
A solução, continuou, passaria por Ossufo Momade reinventar-se e afirmar o seu poder no partido ou pela emergência de um impulso reformador dado por uma ala jovem.
Por seu turno, o fundador e primeiro reitor da Universidade A Politécnica, a primeira privada do país, Lourenço do Rosário, considerou que a Renamo não conseguiu ultrapassar o “luto” causado pela morte de Afonso Dhlakama, porque prevalecem fortes divergências internas.
“A Renamo não fez o luto, politicamente, e militarmente tem Nhongo a morder-lhe os calcanhares, é um problema político que a Renamo tem de resolver”, declarou Lourenço do Rosário.
A organização e estruturas de direção da Renamo assentavam em Afonso Dhlakama e a sua morte trouxe à superfície as fragilidades do partido, frisou Lourenço do Rosário.
O académico salientou que o atual líder da Renamo não tem o carisma do seu antecessor, não tem autoridade sobre o braço armado do partido e errou ao apressar reformas na estrutura da organização, sem ter consolidado o poder.
“O facto de Ossufo Momade ter ido viver no quartel-general da Renamo em Gorongosa era para fazer o trajeto propedêutico para poder ganhar a estrutura militar do partido até ao congresso, mas isso, na prática, não aconteceu, porque uma parte dos militares não o aceita como líder”, observou Lourenço do Rosário.
O reitor de A Política avançou que alguns setores da Renamo encararam Ossufo Momade como uma solução transitória até à eleição de um novo líder que iria suceder a Afonso Dhlakama, mas o atual presidente do partido acabou sendo escolhido com grande maioria em congresso.
Face à contestação à sua liderança, Ossufo Momade vai ter de encontrar formas de pacificar o partido, porque o país precisa de uma oposição unida e forte, para apresentar um projeto alternativo de governação.
“O próprio Ossufo Momade que se reinvente, porque ele foi eleito, é legitimo, ganhou o congresso, não fez nenhum golpe”, ressalvou Lourenço do Rosário.
Sobre se a derrota expressiva que a Renamo sofreu nas eleições gerais de outubro do ano passado reduz a legitimidade de Ossufo Momade, Lourenço do Rosário recordou que Afonso Dhlakama perdeu em todas as cinco eleições gerais em que participou, mas conseguiu sobreviver politicamente aos desaires.
O académico apontou a Frelimo como um exemplo de superação de “luto e orfandade”, lembrando que o partido conseguiu manter-se no poder, mesmo após a morte de líderes importantes.
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