A Confederação das Associações Económicas propõe ao Governo redução no preço dos combustíveis para ajudar as empresas a suportar as despesas em resultado das medidas do estado de emergência por conta da Covid-19. O sector privado já perdeu cerca de 6 mil milhões de facturação e mais de 1000 empresas suspenderam actividades.
Terminados os 30 dias de estado de emergência a Confederação das Associações Económicas considera o impacto negativo para empresas com perdas em cerca de 6 mil milhões de meticais.
Mais do que lamentar, o sector avança com algumas propostas tendo em conta a prorrogação de estado de emergência por mais 30 dias. A redução do preço do combustível para apoiar alguns sectores como turismo e transportes, este último que regista perdas diárias de receita de cerca de 57 por cento.
A redução do preço de água, luz e do IVA, são outras medidas excepcionais que, segundo a CTA, podem ajudar a tesouraria das empresas. Por outro lado considera que as medidas fiscais e aduaneiras aprovadas recentemente pelo Governo são bem vindas, no entanto deviam abranger toadas as empresas.
A CTA avança ainda a possibilidade de relaxamento das medidas restritivas para as empresas fornecedoras de bens e serviços durante o estado de emergência.
Treinador português entregou, pessoalmente, bens alimentares ao centro de distribuição instalado no estádio dos spurs.
Com as competições suspensas, devido à pandemia do novo coronavírus, o Tottenham tomou a iniciativa de ajudar quem está a ter mais dificuldade em ultrapassar esta fase.
Os spurs montaram um centro de distribuição de alimentos no próprio estádio, e José Mourinho fez questão de dizer ‘presente’.
Num vídeo publicado, esta sexta-feira, nas redes sociais, os londrinos mostram o português em ação nesta campanha solidária.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) defendeu esta sexta-feira 01, que o novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19 que já fez mais de 230 mil mortos e infetou pelo menos 3,2 milhões de pessoas, é de “origem natural”.
“Quanto à origem do vírus em Wuhan, ouvimos muitos cientistas que o estudaram e temos a certeza de que é de origem natural”, afirmou o diretor dos programas de emergência da OMS, Michael Ryan, numa videoconferência de imprensa, acrescentando: “O importante é que determinemos o hospedeiro natural deste vírus”.
A tomada de posição da OMS surgiu na sequência da teoria levantada pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA), que ligou a origem do SARS-CoV-2 a um laboratório em Wuhan, na China, cidade onde o vírus foi detetado pela primeira vez em dezembro de 2019. Donald Trump acusou mesmo a OMS de agir nesta questão como “uma agência de relações públicas” de Pequim.
Contudo, a organização sediada em Genebra (Suíça) apelou à China para que a envolva nas investigações sobre a origem do novo coronavírus e explicou que o principal objetivo passa por “compreender plenamente o vírus”, nomeadamente “a transmissão entre animais e seres humanos e como foi ultrapassada a barreira entre a espécie animal e a humana”.
Já o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, refutou as críticas de uma suposta inação da OMS perante o aparecimento desta crise sanitária e assegurou que a entidade que lidera “não perdeu tempo” a reagir ao novo coronavírus, recordando uma viagem a Pequim em 28 de janeiro para se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping.
“A lucidez em retrospetiva, obviamente, é fácil. É muito mais difícil saber o que vai acontecer e antecipar. Esta emergência sanitária global, declarada em 30 de janeiro, foi declarada atempadamente”, frisou.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 233 mil mortos e infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Cerca de 987 mil doentes foram considerados curados.
Os Estados Unidos são o país com mais mortos (63.019) e mais casos de infeção confirmados (mais de um milhão). Seguem-se Itália (28.236 mortos, mais de 207 mil casos), Reino Unido (27.510 mortos, mais de 177 mil casos), Espanha (24.824 mortos, mais de 215 mil casos) e França (24.594 mortos, mais de 167 mil casos).
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
As velocistas norte-americanas Deajah Stevens e Gabrielle Thomas e o fundista queniano Alex Korio Oliotiptip foram suspensos preventivamente por violação das funções de localização, anunciou hoje a Unidade de Integridade de Atletismo (IAU).
Deajah Stevens, de 24 anos, que terminou em 7.º a final dos 200 metros dos Jogos Olímpicos do Rio2016 e em 5.º nos Mundiais de Londres em 2017, ano em que se sagrou campeã dos Estados Unidos, foi suspensa por não comunicar a sua localização às autoridades antidopagem.
A sua compatriota Gabrielle Thomas, de 23 anos, dupla vencedora da prova dos 200 metros da etapa de Lausanne da competição de atletismo Liga de Diamante, em 2018 e 2019, foi igualmente suspensa provisoriamente pelos mesmos motivos.
A IAU também anunciou a suspensão provisória do queniano Alex Korio Oliotiptip, de 29 anos, que terminou em 11.º a prova dos 10 mil metros nos último Mundiais, em Doha, por não ter indicado a sua localização às autoridades antidopagem.
De acordo com as regras em vigor, os atletas devem indicar as suas localizações geográficas às autoridades antidopagem com 90 dias de antecedência, a fim de permitir testes fora da competição sem aviso prévio.
Três violações dessas obrigações por parte dos atletas ao longo de doze meses constituem um crime antidopagem.
O diretor do Programa Africano da Chatham House considerou hoje à Lusa que o impacto económico da pandemia de covid-19 em África será uma ameaça maior do que a doença, lembrando que no continente ‘quem não trabalha não come’.
Questionado sobre a resposta das principais instituições financeiras internacionais relativamente às necessidades financeiras acrescidas dos países africanos, o académico elogiou a postura do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial e disse que a atuação do G20 foi “desapontante” pela falta de ajuda financeira concreta concedida.
“O FMI viu 90 dos seus membros pedirem ajuda financeira de emergência e está a ponderar usar os Direitos Especiais de Saque (DES) para disponibilizar fundos de emergência significativos e sem condições”, apontou Alex Vines.
O diretor do Programa Africano da Chatham House acrescentou que “a desilusão tem sido o G20, cujos ministros das Finanças, a 15 de abril, divulgaram um documento de pouca substância, ao concordarem apenas com uma suspensão temporária dos pagamentos da dívida dos países mais pobres até final do ano, e depois com mais um ano de extensão se for preciso”.
Para Vines, esta resposta dos 20 países mais industrializados do mundo parece ignorar que “para muitos em África não há qualquer rede de segurança, por isso, e para usar as palavras que um responsável do Programa Alimentar Mundial proferiu numa conferência da Chatham House este mês, ‘quem não trabalha não come'”.
O G20, apontou, teve uma atuação “dececionante na resposta à covid-19, em parte devido à falta de liderança dos Estados Unidos, por isso a utilização dos DES é uma ferramenta muito poderosa para assistir os estados africanos altamente endividados”.
Sobre quem deve ter o papel de liderança na resolução da questão das dificuldades de pagamento do serviço da dívida, Alex Vines apontou “o FMI, o Banco Mundial e os bancos regionais, como o Banco Africano de Desenvolvimento”.
“Obviamente que a China tem um papel, incluindo por ser a fonte da covid-19, e tem uma responsabilidade de ajudar à recuperação, mas é incapaz de fazer isto por si própria”, notou ainda.
Em relação à participação dos credores privados no alívio da dívida, Alex Vines respondeu que “deve haver apoio para uma suspensão da dívida”, mas referiu que “muitos credores privados já devem estar preparados para ‘haricuts [redução nos pagamentos] e atrasos nos pagamentos dos cupões“.
As iniciativas de apoio financeiro aos Estados africanos motivaram um aumento da capacidade financeira do FMI, que tem apoiado os países não só com desembolsos diretos, como com uma suspensão dos pagamentos que os países teriam de fazer à própria instituição este ano.
De acordo com os cálculos da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), que apresentou na semana passada a mais abrangente proposta para um perdão de dívida de 1 bilião de dólares, os países em desenvolvimento terão de pagar entre 2 a 2,3 biliões de dólares (1,8 biliões a 2,1 biliões de euros) em dívidas só neste e no próximo ano.
Os países em desenvolvimento vão “bater numa parede de dívida durante esta década, e num contexto de circunstâncias profundamente problemáticas”, porque só neste e no próximo ano os países em desenvolvimento de alto rendimento terão em dívida 2 a 2,3 biliões de dólares, e os de médio ou baixo rendimento deverão 700 mil milhões a 1,1 biliões de dólares (646 mil milhões a 1 bilião de euros), lê-se no documento que propõe a criação de uma autoridade reguladora mundial para esta questão.
“Apoiar os Estados africanos na recuperação económica é mesmo importante”, salientou Alex Vines, concluindo que este apoio “inclui testes e tratamentos que sejam financeiramente comportáveis, mas também a garantia de que as vidas e o sustento são apoiados”.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 235 mil mortos e infetou mais de 3,3 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.
O número de mortes em África subiu para 1.640, com mais de 39 mil casos da doença registados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.
A doença é transmitida por um novo coronavírusdetetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Os jogadores, equipa técnica e restante ‘staff’ do Vitória de Setúbal foram nesta sexta-feira 01, submetidos aos testes de rastreio “com o objetivo aferir com exatidão do estado de saúde dos seus profissionais com vista ao regresso aos trabalhos”, informou o clube.
Em declarações ao sítio oficial do clube na Internet, Ricardo Lopes, médico do atual 12.º classificado da I Liga de futebol, explicou os exames que foram realizados no âmbito da pandemia da covid-19.
“O rastreio contemplou o teste da zaragatoa/PCR com colheita nasofaríngea, para a deteção de doença ativa, e o teste serológico com colheita de sangue, para deteção de anticorpos e avaliar uma eventual imunidade”, disse.
Caso os resultados se confirmem todos negativos, o plantel irá retomar os treinos na próxima segunda-feira (dia 4 de maio), definindo um modo de funcionamento totalmente adaptado a esta nova realidade, que privilegia, acima de tudo, a segurança, lembrou o médico do conjunto sadino.
“Fizemos protocolos internos para todo este período. Numa primeira fase, os jogadores virão já equipados de casa, não irão utilizar os balneários e serão alvo de um controlo de temperatura à chegada. Além disso, os sintomas mais recentes serão ainda analisados ao detalhe”, referiu.
Ricardo Lopes revelou que, a partir de segunda-feira, dia em que a partir das 9:00 horas a equipa treinada por Julio Velázquez começa a trabalhar no Estádio do Bonfim, todas as regras de segurança serão cumpridas.
“O treino será individualizado e com vários horários definidos”, disse em relação à fase em que apenas os elementos testados estão autorizados a frequentar as instalações do Vitória de Setúbal.
Os Estados Unidos autorizaram na sexta-feira o uso do medicamento antiviral Remdesivir para o tratamento de pacientes de covid-19, apesar de a farmacêutica que o produz ter advertido de que ainda não está comprovada a sua eficácia.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que o medicamento recebeu uma “autorização de emergência” da Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês).
“É um prazer anunciar que a Gilead tem agora uma autorização de emergência da FDA para o Remdesivir. E isso ocorre porque (…) é um tratamento importante para os pacientes hospitalizados com coronavírus”, disse Trump.
Trump acrescentou que o medicamento tem um comportamento prometedor e que só será usado em meio hospitalar em doentes em estado grave.
O Presidente norte-americano falou acompanhado do diretor executivo da Gilead, Daniel O’Day, que se mostrou grato pela aprovação da FDA, acrescentando que sua empresa doará um milhão de doses de Remdesivir ao sistema de saúde.
Esta semana, Trump já tinha demonstrado o desejo de que a agência federal acelerasse o processo de aprovação do medicamento, que se aplica por via intravenosa.
A FDA admitiu hoje, em comunicado, que existe “informação limitada” sobre a segurança e eficácia do Remdesivir para tratar o novo coronavírus, explicando, porém, que autorizou a sua aplicação, porque um recente ensaio clínico mostrou que o fármaco diminui o tempo de recuperação de alguns pacientes.
A agência federal refere-se ao estudo elaborado pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, cujos resultados preliminares concluíram que o Remdesivir “reduz o tempo de recuperação de pacientes hospitalizados com covid-19, em comparação com um placebo”.
Os resultados, divulgados na quarta-feira, indicam que os 1.063 doentes hospitalizados com covid-19, a quem foi administrado Remdesivir, tiveram uma recuperação 31% mais rápida, em 11 dias, enquanto aqueles a quem foi administrado um placebo recuperaram em 15 dias.
A taxa de mortalidade foi igualmente menor, no primeiro grupo.
A farmacêutica Gilead tinha já anunciado estar a aumentar o fabrico do medicamento, com a produção de cerca de 140.000 unidades até ao final de maio e um milhão até dezembro, planeando “ser capaz de produzir vários milhões”, em 2021.
Uma autorização de emergência não é equivalente a uma aprovação formal, mas em casos de emergência sanitária nacional podem autorizar-se certos medicamentos, caso não existam alternativas, explicou de uma fonte da FDA ao jornal The New York Times.
O medicamento antiviral Remdesivir está envolto em informações divergentes sobre a sua eficácia contra a covid-19, com o laboratório norte-americano que o produz a defender essa eficácia e a revista científica The Lancet a divulgar informação contrária.
Os Estados Unidos são o país com mais mortos (63.127) e mais casos de infecção confirmados (mais de um milhão).
O fim do período de confinamento ainda não tem data prevista na Irlanda mas Leo Varadkar já avisou que será um processo lento e gradual. O primeiro-ministro irlandês identificou os cinco critérios que terão de ser cumpridos para dar início ao processo: o progresso da doença, a capacidade do sistema de saúde, de realização de testes e de protecção dos grupos de risco e a mortalidade secundária.
No Reino Unido, Matt Hancock, garantiu que foi alcançado o objetivo de realizar cem mil testes diários à covid-19 até ao final de abril. De acordo com o ministro da Saúde britânico, foram efetuados mais de 122 mil testes no país no último dia do mês, um número contestado pela oposição.
Em Itália, mais de dois milhões e meio de pessoas regressam ao trabalho na segunda-feira e a grande dúvida prende-se com a capacidade de resposta dos transportes públicos. No metro de Roma já foram efetuados testes, com a indicação das marcas de distanciamento social nas estações e carruagens e fortes limitações no número de passageiros.
Em França, Emmanuel Macron sublinhou no discurso do primeiro de Maio que o início do desconfinamento, previsto para dia 11, não seria o regresso à vida normal. Já o ministério da saúde foi obrigado a corrigir o mapa do plano de desconfinamento devido aos vários erros existentes na primeira versão.
Mais adiantada está a Áustria, que esta sexta-feira se tornou no primeiro país europeu a dar por terminado o período de confinamento. A população já pode sair de casa sem motivo específico mas continuam em vigor fortes medidas de restrição.
O vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue, anunciou a doação do seu salário ao comité técnico de resposta ao novo coronavírus enquanto durar a pandemia de covid-19 no país.
“Contribuirei com o meu salário durante toda a duração desta pandemia no nosso país. A partir deste mês, o meu salário será depositado na conta que o governo criou para a luta contra o coronavírus. Posso observar uma cada vez mais rápida propagação da covid-19 e há uma necessidade urgente de reforçar as medidas”, afirmou, numa citação avançada pelo gabinete de imprensa da vice-presidência, assegurando a chegada em breve de mais equipamentos de proteção ao país.
Mais conhecido por ‘Teodorín’ Obiang, o vice-presidente acumula o cargo com a presidência do comité político de vigilância, resposta e luta contra a covid-19 e é também filho do presidente do país, Teodoro Obiang Nguema, que lidera a Guiné Equatorial desde 1979.
O percurso de Teodorín Obiang tem sido marcado pela polémica, tendo visto em fevereiro o tribunal de recurso de Paris confirmar a sentença de 2017 no processo dos “bens mal adquiridos” em França, que, inclusivamente, agravou a pena, ao tornar efetivo o pagamento da multa de 30 milhões de euros.
O vice-presidente da Guiné Equatorial foi condenado anteriormente por branqueamento de capitais com práticas corruptas no seu país, mantendo-se os três anos de prisão suspensa e o arresto de bens adquiridos em França no valor de 150 milhões de euros.
Paralelamente, ‘Teodorín’ teve já alguns bens apreendidos na Suíça, onde 25 dos seus carros de corrida foram arrestados e vendidos por 21 milhões de euros, doados então a um programa de ajuda social na Guiné Equatorial.
Contudo, ‘Teodorín’ continua a mostrar indícios de uma vida extravagante na plataforma social Instagram, onde partilha com regularidade fotografias das suas férias, que passa em iates, praias com águas cristalinas ou em festas, como o carnaval do Rio de Janeiro.
Com 315 casos de infeção e uma morte provocada pelo SARS-CoV-2 no país, a Guiné Equatorial lidera entre os países africanos que têm o português como língua oficial, seguido da Guiné-Bissau (257 e uma morte), Cabo Verde (122 e uma morte), Moçambique (79), Angola (27 infetados e dois mortos) e São Tomé e Príncipe tem 16 casos confirmados e uma morte.
O número de mortes provocadas pela covid-19 em África subiu para 1.640 nas últimas horas, com mais de 39 mil casos da doença registados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou, pela segunda vez, o estado de emergência no país até 11 de maio.
O Centro de Operações de Emergência de Saúde da Guiné-Bissau aumentou hoje para 257 o número de casos infetados com covid-19 no país. “O Laboratório Nacional de Saúde analisou 94 amostras. Das 94 amostras, 52 deram positivo, 30 deram negativo e 12 foram inconclusivas”, afirmou o porta-voz do Centro de Operações de Emergência de Saúde, Tumane Baldé.
O médico guineense falava na conferência diária sobre a evolução do novo coronavírus no país. “Sendo assim, na Guiné-Bissau temos 257 casos positivos, 19 recuperados e um morto”, salientou.
O número de infeções na Guiné-Bissau mais que duplicaram depois de ter sido detetada a covid-19 num alto funcionário do Ministério do Interior, que acabou por morrer.
Na terça-feira, o ministro da Saúde do país anunciou que o primeiro-ministro guineense tinha testado positivo para a covid-19, assim como vários membros do Governo.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou, pela segunda vez, o estado de emergência no país até 11 de maio.
No âmbito do combate à pandemia, as autoridades guineenses encerraram também as fronteiras, serviços não essenciais, incluindo restaures, bares e discotecas e locais de culto religioso, proibiram a circulação de transportes urbanos e interurbanos e limitaram a circulação de pessoas ao período entre as 07:00 e as 14:00 horas.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 233 mil mortos e infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Cerca de 987 mil doentes foram considerados curados.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, apareceu ontem (01) em público pela primeira vez em mais de um mês, acabando assim com rumores acerca do seu estado de saúde, indicou a agência de notícias oficial KCNA.
Segundo aquela agência, Kim Jong Un participou na inauguração de uma fábrica.
O líder norte-coreano “assistiu à cerimónia” e “todos os participantes gritaram ‘urra’” quando ele apareceu, indicou a KCNA.
Kim Jong Un não aparecia em público desde que presidiu a uma reunião em 11 de Abril.
Nos últimos dias, vários órgãos de comunicação apontaram que Kim se encontra em estado crítico, depois de ter sido, alegadamente, sujeito a uma cirurgia cardíaca, algo que as autoridades sul-coreanas designaram de “notícias falsas”.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, prometeu ontem (02) atenuar os efeitos negativos da pandemia de covid-19 no universo laboral, numa mensagem alusiva ao Dia do Trabalhador, que ontem se celebrou em todo o mundo.
“O cenário que se vislumbra é de muitos desafios, mas como Governo tudo faremos, em parceria com o sector privado, para mitigar os impactos nefastos deste fenómeno, sempre à luz da meta do Governo de criar muito mais postos de trabalho”, referiu o chefe de Estado.
As celebrações do Dia do Trabalhador deste ano “terão de obedecer às medidas de prevenção da covid-19 que assola o mundo” e que “afecta directamente os trabalhadores e suscita incertezas na sociedade, nas empresas, sindicatos e até nos governos”.
“Somos solidários e encorajamos os trabalhadores que ocupam a linha da frente neste esforço nacional de resposta à covid-19”, destacou Filipe Nyusi.
O Presidente moçambicano enumerou “o pessoal da saúde, os professores, a polícia, os provedores de serviços, como eletricidade e água, entre outros que dão o melhor de si para que o país mantenha a marcha”.
Ao terminar, Filipe Nyusi lançou um apelo: “celebremos esta data em distanciamento social, refletindo sobre o que mais cada um de nós pode dar, com criatividade e espírito empreendedor, para que juntos superemos os desafios”.
Moçambique regista um total acumulado de 79 casos de infeção pelo novo coronavírus, sem registo de mortes e com 10 recuperados.
O país vive em estado de emergência desde 01 de abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, e recomendando-se a toda a população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.
Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras faciais.
As escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.
A declaração do estado de emergência prevê a adoção de medidas de política fiscal e monetária sustentáveis “para apoiar o setor privado a enfrentar o impacto económico da pandemia”.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 233 mil mortos e infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Cerca de 987 mil doentes foram considerados curados.
As agências de informação dos Estados Unidos concluíram que o novo coronavírus “não foi criado por humanos nem foi geneticamente modificado”, mas ainda estão a analisar a hipótese de acidente num laboratório chinês.
A comunidade de serviços de inteligência também concorda com o amplo consenso científico de que o novo coronavírus não foi criado por humanos nem foi geneticamente modificado”, disseram os serviços de inteligência, num comunicado hoje divulgado.
Os serviços de informação dizem que continuarão a “examinar rigorosamente” os dados que venham a surgir no futuro, para determinar se “o surto começou através do contacto com animais infectados ou se foi o resultado de um acidente num laboratório em Wuhan”.
A declaração do gabinete do director dos serviços de inteligência norte-americanos acontece quando o Presidente Donald Trump e os seus apoiantes têm divulgado a teoria não comprovada de que um laboratório de doenças infecciosas em Wuhan, ponto originário do surto da pandemia, pode ter estado na origem da propagação do novo coronavírus.
Governo chinês disse hoje que quaisquer alegações sobre o novo coronavírus ter origem no laboratório de Wuhan “são infundadas e fabricadas do nada”, repetindo uma alegação que defende há algumas semanas.
Nos últimos dias, o Governo dos EUA aumentou o tom acusatório contra Pequim, acusando as autoridades chinesas de não terem agido com rapidez suficiente para impedir a propagação do vírus ou ter alertado o mundo para o risco da pandemia.
O Presidente dos EUA tem-se referido ao assunto com progressiva frequência e o secretário de Estado, Mike Pompeo, disse esta semana que “o simples facto de a China não ter compartilhado informações é muito revelador”.
Pompeo desafiou mesmo a China a permitir a entrada de especialistas estrangeiros no laboratório de Wuhan, para que se possa “determinar com precisão onde o vírus teve origem”.
“Sabemos que o instituto de virologia está apenas a alguns quilómetros de distância do mercado de Wuhan”, insinuou o chefe da diplomacia norte-americana.
As autoridades dos EUA dizem que a sua embaixada em Pequim sinalizou preocupações sobre possíveis problemas de segurança no laboratório de Wuhan, em 2018, mas reconhecem que não há provas de que o novo coronavírus tenha tido aí a sua origem.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 227 mil mortos e infectou quase 3,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial
O país está em Estado de Emergência. Mas para os vendedores informais o seu cumprimento está a ser difícil. Na noite da quinta-feira, “O País” foi ao mercado do Zimpeto, na cidade de Maputo, onde encontrou diversos vendedores informais em exercício normal da actividade comercial. Eram por volta das 21h00.
Em meio a intensa azáfama, nossa reportagem conheceu Elisa Luís. Mãe de dois filhos. A mulher de 36 anos de idade vende banana e laranja. Mascarada face ao novo coronavírus, Elisa contou-nos que “ao longo da tarde não conseguiu vender quase nada”.
Pela hora, confessou saber que devia estar em casa, mas disse não ter alternativa, por falta de condições para sobrevivência. “O que fazer? De dia não consegui vender nada. Quero aproveitar esta noite para que tenha algo com vista a sustentar os meus filhos”, disse a vendedeira, com ar de desalento”.
Uma justificativa, igualmente, apontada pelos outros vendedores. “Não temos escolha. É a pobreza”, alinhou Bernícia, outra vendedeira informal.
Como Elisa e Bernícia, conhecemos também Anísio. Ele vende maçãs. Quando encontramo-lo gritava cuidadosamente em apelos para que quem por perto passasse pudesse comprar pelo menos uma maçã. O jovem de 24 anos disse que “queria no mínimo conseguir 100 meticais porque ao longo da tarde nem uma caixa tinha vendido”.
“O maior problema é a fome. Se ficarmos em casa poderemos morrer de fome. Se viermos aqui e nos retirarmos cedo, também é possível que não consigamos nada e também morramos de fome. O que adianta?”, indagou o jovem vendedor.
E assim vão as noites no mercado do Zimpeto, mesmo com Estado de Emergência…
Uma pessoa morreu e outra contraiu ferimentos graves na sequência de um acidente de viação do tipo choque entre viaturas, ocorrido na manhã da sexta-feira, na zona de 3 de Fevereiro, distrito da Manhiça, na província de Maputo.
“Registamos um acidente do tipo choque entre carros, por volta das quatro horas e dez minutos do dia 1 de Maio de 2020, na zona de Taninga no distrito de Manhiça, essas viaturas seguiam no sentido Gaza a Maputo, uma das viaturas de marca Toyota Mark X teria embatido na parte traseira da viatura Mercedes Benz, um camião, tivemos como danos humanos um morto, um ferido ligeiro, esses que seguiam nesta viatura Mark X. Foi removido o corpo para o Hospital Distrital da Manhiça”, explicou Francisco Nhanala, Chefe do Departamento da Polícia de Trânsito na da província de Maputo
O condutor do camião assim como o ajudante estão fora do perigo não tiveram nenhum ferimento. Aponta-se como causa do acidente a ultrapassagem irregular aliado à velocidade excessiva por parte da viatura Mark X.
Não é a primeira vez em 20 anos que Putin não gere pessoalmente uma grande crise nacional, aponta o The Moscow Times: líder russo encontra-se isolado na sua residência em Novo-Ogaryovo.
Ao contrário do mistério de Kim Jong Un, aqui toda a gente sabe a resposta à pergunta. Mas, ainda assim, toda a gente se questiona: onde está Vladimir Putin? Não que não saibam, lá está, mas porque o presidente da Rússia se isolou e reduziu ao máximo os seus contactos pessoais, numa altura em que o país ultrapassou as 100 mil infecções, passando a China. Aliás, nos últimos sete dias, a Rússia duplicou o número o número de casos.
O número de mortes também subiu esta quinta-feira, depois de terem sido confirmadas 101 vítimas morais nas últimas 24 horas. O vírus vitimou 1.073 pessoas no país, segundo os dados das autoridades russas. E Putin?
Está isolado na sua residência em Novo-Ogaryovo – um palácio construído no século XIX e localizado nos subúrbios de Moscovo. Foi dali que começou a trabalhar no início de abril, uma semana depois de visitar um hospital na capital russa – o principal no combate à Covid-19 – e de ter contactado com um médico que viria a dar positivo para o novo coronavírus logo após a visita de Putin. De acordo com o The Moscow Times, além da breve guerra russo-georgiana em 2008, esta é a primeira vez em 20 anos que Putin não gere pessoalmente uma grande crise nacional.
É de lá, do Novo-Ogaryovo, que chegam as suas aparições públicas, sempre por via videoconferência. Segundo escreve o El Mundo, Putin não tem telemóvel nem email, mas adaptou-se bem às videochamadas. A mais recente aconteceu esta quarta-feira, no decurso de uma reunião com governadores regionais transmitida pela televisão e onde o presidente revelou que a Rússia ainda não tinha atingido o pico da pandemia, mas admitiu uma redução progressiva das medidas de confinamento a partir de 12 de maio.
Em meio à pandemia mundial, cresce o número de bebés registados com os nomes “coronavírus”, “Covid-19” e “Lockdown” (que significa confinamento, em inglês), na Ásia. De acordo com um jornal local, no dia 13 de Abril, Covid Marie nasceu em Bacolod, nas Filipinas, baptizada em homenagem à doença. Segundo a mãe, a escolha tem como propósito recordar a imunização da família.
Semanas antes, duas mães do sudeste da Índia tiveram a mesma ideia e batizaram as filhas de Corona Kumar e a outra, de Corona Kumari. O palpite dos nomes veio do próprio obstetra.
“Eu disse que ajudaria a sensibilizar [a população] sobre a doença e a acabar com os preconceitos a respeito. Para minha surpresa, aceitaram”, confirmou o médico S.F. Basha, em entrevista ao veículo.
Da mesma forma, um casal de imigrantes da Índia foi impedido de voltar para casa por conta do isolamento social e precisaram ficar confinados a milhares de quilômetros da residência. O filho, que nasceu em meio ao contexto, foi chamado de “Lockdown”
“Nós demos o nome Lockdown para recordar todos os problemas que enfrentamos durante este período difícil”, contou o pai.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, criticou a África do Sul e o Catar por aceitar médicos de Cuba para combater o coronavírus, acusando a ilha comunista de lucrar com a pandemia.
Os médicos que viajam pelo mundo em Cuba são uma fonte de poder diplomático e orgulho para Havana, mas os EUA dizem que os trabalhadores médicos apenas beneficiam seu governo e os incentivaram a desertar.
“Percebemos como o regime de Havana se aproveitou da pandemia do Covid-19 para continuar a exploração de trabalhadores médicos cubanos”, disse Pompeo a repórteres.
”Percebemos como o regime de Havana se aproveitou da pandemia de Covid-19 para continuar sua exploração de trabalhadores médicos cubanos.”
“Aplaudimos líderes no Brasil, Equador, Bolívia e outros países, que se recusaram a fechar os olhos para esses abusos do regime cubano, e pedimos a todos os países que façam o mesmo, incluindo locais como África do Sul e Catar”, disse ele. .
“Os governos que aceitam médicos cubanos devem pagá-los diretamente. Caso contrário, quando pagam o regime, estão ajudando o governo cubano a lucrar com o tráfico de pessoas. ”
A África do Sul, que como o Catar mantém relações amistosas com os Estados Unidos, anunciou na segunda-feira que 217 médicos cubanos chegaram ao país, que tem o maior número de infecções por coronavírus na África.
Cuba enviou médicos para mais de uma dúzia de países durante a pandemia de Covid-19, incluindo a Itália atingida.
A França também autorizou equipes cubanas a ajudar em seus territórios no exterior.
Cuba fez da saúde um pilar social, apesar da pobreza da ilha, que está sujeita a sanções dos EUA há seis décadas.
O ex-presidente Barack Obama tentou se reconciliar com Cuba, chamando a política de isolamento de fracassado e encerrou um programa em que Washington incentivava os médicos cubanos a desertar e se instalar nos Estados Unidos – cujo sistema médico capitalista oferece renda exponencialmente mais alta.
A administração do presidente Donald Trump retomou fortemente a pressão dos EUA e impôs restrições de visto às autoridades cubanas envolvidas em missões médicas.
Cuba diz que recebeu US $ 6,3 bilhões em suas remessas médicas em 2018 e usou os recursos para financiar sua própria cobertura universal de saúde.
Um dos críticos mais fortes do programa é o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, um aliado de extrema direita de Trump, que expulsou 8.000 profissionais de saúde cubanos quando assumiu o cargo.
Agrava-se a situação da pandemia COVID-19 no Brasil, país mais afectado da América Latina, tendo só nesta quarta-feira registado 6.276 infectados, elevando o número de casos para mais de 78 mil e pelo menos 5 466 vítimas mortais.
Estes dados têm aumentado a impopularidade do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, quem tem sido acusado de má gestão da situação ao defender a reabertura da economia em detrimento das medidas de prevenção. Entretanto, Bolsonaro nega assumir responsabilidade pela crise humanitária, e atribui a culpa aos governadores federais.
“Essa factura deve ser enviada aos governadores (…) porque eles adoptaram as medidas restritivas e as pessoas continuam a morrer. A minha opinião não vale, o que vale são os decretos de governadores e prefeitos. Não adianta a imprensa colocar na minha conta essas questões, não adianta botar a culpa em mim”.
Na terça-feira, Bolsonaro chegou a dizer que lamentava as mortes no Brasil, mas que ele, embora tivesse o nome de Messias, não fazia milagres. Na quarta-feira, as Nações Unidas criticaram o governo de Bolsonaro por adoptar medidas de austeridade, quando devia gastar mais na luta para contenção do coronavírus no Brasil.
O novo Coronavírus está a comprometer o arranque do processo distribuição massiva de mais de três milhões de redes mosquiteiras na província da Zambézia onde os casos da malária estão em ascensão.
Dados comparativos facultados pelo sector da saúde, indicam que no primeiro trimestre deste ano foram registados pelo menos cinco mil casos. Ou seja a província saiu de cerca de 438 mil casos em 2019 para cerca 443 mil casos este ano. Quanto aos óbitos a província registou este ano 21 casos contra 34 no ano passado.
Como forma de mitigar os casos da Malária, várias acções tem sido levadas a cabo para reduzir os números de casos e óbitos pela doença que mais mata na província. Dentre as acções destacam-se a pulverização, distribuição das redes mosquiteiras nas comunidades remotas e não só ao nível dos 22 distritos da província da Zambézia.
Entretanto com a situação prevalecente da COVID-19 está comprometida a campanha massiva de distribuição de cerca de três milhões de redes mosquiteiras para perto de um milhão e meio de agregados familiares. De acordo com o médico chefe provincial Óscar Awade, a distribuição devia ter lugar no mês em curso na Zambézia, mas não foi possível dado que o mês de Abril esta na recta final.
De ponto de vista de medicamentos, segundo a fonte, a província da Zambézia tem fármacos suficientes para pelo menos 41dias.
“Os fármacos que estou a apresentar são os que neste momento estão no nosso depósito provincial de medicamentos, sendo que todos os distritos tem quites nas unidades sanitárias para os próximos três meses”.
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