Mulheres com fístula obstétrica submetidas a cirurgias no Hospital Central de Maputo no âmbito da semana de Fistula, doença que afecta cerca de duas mil e quinhentas mulheres por ano no país.
A vida de Maria do céu, de 37 anos, mudou, em 2018, após contrair, em Nampula, fistula obstétrica, uma ruptura no canal vaginal que causa incontinência urinária constante sem controlo da urina e noutros casos de fezes. O problema é causado sobretudo por falta de acesso a cuidados obstétricos e partos fora das unidades sanitárias.
Devido ao mau estar provocado pela doença, Maria do céu passou por muitas humilhações, teve mesmo que deixar de trabalhar e sujeitar-se a um isolamento social.
Maria está em Maputo há três meses à espera de ser operada. Tal como ela, está à espera a paciente Lisete Zita, de 22 anos, da província de Gaza, que há dois anos interrompeu seus estudos devido a fístula obstétrica.
As mulheres fazem parte de um grupo de quatro submetidas, esta quinta feira, a cirurgias no âmbito da semana da fístula obstétrica, no Hospital Central de Maputo, doença que por ano afecta cerca de duas mil mulheres
Anualmente, são tratadas 500 mulheres, mas este ano, segundo o cirurgião Igor Vaz, o número de operações reduziu devido à pandemia da COVID-19.
A fístula obstétrica é uma das maiores complicações em África, chegando a causar duas mil mortes, materna e dos bebes durante o parto.
Mais de 4 mil pessoas das comunidades da Massaca, Mahanhane, Mahelane e Mafuane, no distrito de Boane, na província de Maputo, têm as suas condições de prevenção da Covid-19 reforçadas desde esta terça-feira.
Neste contexto, os residentes em causa receberam máscaras, material de desinfecção e foram sensibilizados sobre a importância do cumprimento das medidas de prevenção contra o novo coronavírus.
A campanha em causa visou sobretudo abranger pessoas vulneráveis a contrair a doença como é o caso de doentes crónicos com HIV/SIDA, tuberculose bem como pessoas idosas. Trata-se de uma campanha liderada por um grupo de médicas nacionais de diversas áreas através do projecto denominado CLIC, em parceria com algumas organizações humanitárias e empresas com destaque para a Sociedade Água Vumba.
Os promotores da iniciativa dizem acreditar que a acção vai ajudar a conter a propagação do novo Coronavírus na província de Maputo, em particular. Por sua vez, os beneficiários que reconheceram a importância das medidas de prevenção, comprometem-se a cumprir com rigor todas recomendações das autoridades sobre o assunto.
O Presidente da Tanzânia, John Magufuli, anunciou esta quinta-feira, (21) a reabertura das universidades e o regresso das competições desportivas a partir de 01 de junho, após assegurar que a epidemia está em forte declínio, para desagrado dos seus adversários.
John Magufuli tem vindo a minimizar constantemente a gravidade do surto do novo coronavírus e já passaram três semanas desde que o seu Governo atualizou o número total de casos, que tinha estagnado em 480, incluindo 16 mortes.
Numa altura em que a Embaixada dos Estados Unidos no local tem dado sinais de um “crescimento exponencial” do vírus em várias partes do país e a oposição tem denunciado táticas de “encobrimento”, John Magufuli decidiu flexibilizar as medidas de contenção da pandemia.
“Decidimos reabrir as universidades a partir de 01 de junho de 2020″, disse o chefe de Estado numa reunião pública na capital administrativa, Dodoma, acrescentando que a decisão sobre o ensino primário e secundário seria tomada mais tarde.
Acrescentou que os eventos desportivos poderiam ser retomados na mesma data, mas com medidas de distanciamento social.
“Neste momento, não ouvi falar de nenhum desportista que tenha morrido do coronavírus, o que significa que o desporto é importante não só para o entretenimento, mas também para combater o vírus”, afirmou.
O Presidente Magufuli anunciou no domingo que o número de casos tinha “diminuído drasticamente” no país graças às orações dos tanzanianos, sem, contudo, adiantar quaisquer números.
Determinou uma nova sessão de três dias de orações nacionais a começar na sexta-feira para agradecer a Deus, enquanto o governador da capital económica Dar es Salaam, Paul Makonda, apelava aos seus eleitores para saírem à rua no domingo e fazerem barulho para celebrar o progresso da epidemia no país.
Magufuli, 60 anos, foi eleito Presidente em 2015. Apelidado de “Tingatinga” (‘bulldozer’ em suaíli), é regularmente acusado pelos seus opositores de fortes tendências autoritárias e, por grupos de defesa dos direitos humanos, de cercear gravemente as liberdades civis no seu país.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 328 mil mortos e infetou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios.
Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.
Em África, há 2.997 mortos confirmados, com mais de 95 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Na última semana, autoridades da região moveram mais de 2 milhões de pessoas para abrigos.
O superciclone Amphan atingiu nesta quarta-feira (20) o leste da Índia e Bangladesh, destruindo milhares de casas e deixando ao menos 14 mortos, segundo autoridades locais.
Forças Armadas também vão realizar ações preventivas e repressivas contra crimes ambientais, direcionada ao desmatamento ilegal.
O presidente Jair Bolsonaro autorizou o emprego das Forças Armadas no Acre para ajudar no combate às queimadas, de acordo com decreto publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta quinta-feira (21).
No dia 7 de maio, o governo publicou um decreto que autoriza o uso das Forças Armadas em áreas de conservação ambiental e em outras áreas federais nos Estados da Amazônia Legal. O texto garante que a autorização pode acontecer para outros locais mediante requerimento do governador do Estado, situação que aconteceu com o Acre.
As Forças Armadas passam a ter como objetivo nestes locais realizar ações preventivas e repressivas contra crimes ambientais, direcionada ao desmatamento ilegal e combater focos de incêndio.
O governador do Acre, Gladson Cameli, pediu apoio federal preocupado que se aconteçam muitas queimadas durante o período de seca, o número de doenças respiratórias cresça e, somado à pandemia de coronavírus, a situação agrave a situação do Estado.
A China, que conseguiu reduzir drasticamente os casos e mortes por covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, se volta para enfrentar agora outro grave problema, o desemprego decorrente da desaceleração econômica gerada pelas medidas restritivas adotadas para enfrentar a pandemia.
Em 2019, o índice oficial de desemprego urbano não passou de 5,3%. O número saltou para o recorde de 6,2% já em fevereiro desse ano, mês em que as autoridades estenderam as férias pelo Ano Novo, como forma de impedir a propagação do vírus.
Aquele foi o momento em que o impacto na economia começou a se tornar aparente, começando a afetar os trabalhadores. Foi o caso de Li, de 36 anos, que depois de uma redução de 70% no salário mínimo de Pequim, foi demitido.
A situação fez dezenas de pessoas enfrentarem a fila do Ministério do Trabalho da China, por causa das indenizações.
Nas ruas de Pequim, onde a normalidade está quase nos níveis anteriores à covid-19, os rastros da crise econômica são perceptíveis. Não é incomum encontrar lojas vazias, fechadas e invadidas.
Em Guangzhou, no sudeste do país, o cenário é diferente. Uma das províncias manufatureiras está sentindo a saída de trabalhadores migrantes, que não conseguem encontrar emprego na indústria têxtil, pois os pedidos vindos do exterior despencaram.
Em um comunicado publicado na semana passada no site do Ministério das Finanças, o governo indica a promoção da contratação de mão de obra seja considerada “prioridade” atual.
A pasta está comprometida em fazer “tudo o que for possível” para estabilizar e expandir o emprego.
Para isso, o governo chinês planeja fazer uso extensivo de auxílios desemprego e bônus de contratação, enquanto tenta reduzir a carga tributária sobre as pequenas e médias empresas.
Tudo isso, com o objetivo de reduzir a taxa de desemprego urbano de 6% em abril, número que, no entanto, não inclui a maioria dos trabalhadores ou reflete situação nas áreas rurais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e sessenta e quatro (164) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e oitenta e quatro (184) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e cinquenta e dois (152) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar trezentos e vinte e nove (329) Agentes de Extensão Rural (médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e trinta e dois (132) Agentes de Extensão Rural (médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar duzentos e vinte e cinco (225) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e sessenta e dois (162) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar vinte e seis (26) Agentes de Extensão Rural. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Auditor Interno & Compliance. Saiba mais.
A Women’s Voice and Leadership – ALIADAS Pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Para Concepção de um Landing Page e BootCap do programa WVL-ALIADAS.. Saiba mais.
A Women’s Voice and Leadership Pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor de Concepção e Gestão de um Espaço Virtual Para o Programa WVL-ALIADAS. Saiba mais.
A Lar construções e Engenharia, empresa de construção civil pretende contratar para o seu quadro um/a (1) Recepcionista/ Assistente Administrativa. Saiba mais.
A Associação Moçambicana de Promoção de Cooperativas Modernas (AMPCM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Agronegócios. Saiba mais.
A Empresa Moçambicana de Dragagens – Empresa Pública – EMODRAGA EP, com sede na Cidade da Beira pretende
recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Procurement. Saiba mais.
A MECO Empreendimentos é uma agência de Emprego com foco de agenciamento de staff doméstico, Consultoria e RH está a recrutar para o seu quadro de pessoal Jardineiros Profissionais. Saiba mais.
A MECO Empreendimentos é uma agência de Emprego com foco de agenciamento de staff doméstico, Consultoria e RH está a recrutar para o seu quadro de pessoal Babá Residente. Saiba mais.
A MECO Empreendimentos é uma agência de Emprego com foco de agenciamento de staff doméstico, Consultoria e RH está a recrutar para o seu quadro de pessoal Cuidadoras de Idosos (Não Residentes). Saiba mais.
A MECO Empreendimentos é uma agência de Emprego com foco de agenciamento de staff doméstico, Consultoria e RH está a recrutar para o seu quadro de pessoal Cuidadoras de Idosos (Residentes). Saiba mais.
A MECO Empreendimentos é uma agência de Emprego com foco de agenciamento de staff doméstico, Consultoria e RH está a recrutar para o seu quadro de pessoal Barbeiros & Cabeleireiras Profissionais. Saiba mais.
A Super Steel, Lda., empresa do ramo de transportes e logística, sedeada na cidade de Maputo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Estagiários de Recursos Humanos, baseados na província de Maputo, cidades de Maputo e Matola. Saiba mais.
A Imovisa S.A, Empresa de Gestão de Imoveis, Limpeza e Manutenção de Instalações, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) fiel de Armazém. Saiba mais.
A Imovisa S.A, Empresa de Gestão de Imoveis, Limpeza e Manutenção de Instalações, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Gestão Patrimonial. Saiba mais
A Imovisa S.A, Empresa de Gestão de Imoveis, Limpeza e Manutenção de Instalações, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Gestão Patrimonial. Saiba mais.
A Belutécnica S.A., Empresa de Engenharia e Manutenção Industrial, sita no Parque Industrial de Beluluane, Lote 25, pretende contratar uma (1) Contabilista Sénior. Saiba mais.
A Friends in Global Health (FGH), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Sistemas de Informação para Saúde (Programador). Saiba mais.
A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, uma organização não-governamental de carácter não-lucrativa, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultoria para Mapeamento de Parceiros em Advocacia para Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva. Saiba mais.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Técnicos de Medicina Geral para Matutuíne. Saiba mais.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Técnicos de Medicina Geral para Namaacha. Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz),procura um(a) profissional para o posto de Assistente do Projecto Parceria para Prestação Social de Contas para Área de Saúde Sexual e Reprodutiva, que estará baseado(a) em Maputo. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Para a Promoção do Emprego e do Desenvolvimento. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador – Componente Saúde e Género. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Gestão e Administração Hospitalar. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor/ Líder de Equipa (Caldeireiro). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro três (3) Docentes N1 – Electricidade Industrial. Saiba mais.
A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Recursos Humanos baseado em província de Nampula. Saiba mais.
A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Cliente Individual baseado em Namutequeliua na província de Nampula. Saiba mais.
Um jovem consumiu drogas até atingir a overdose e perdeu a vida na Mafalala. Como que a fugir das responsabilidades, a vendedeira de drogas orientou outros consumidores a descartarem o corpo do finado num contentor de lixo.
Destruir. É a única função da droga no organismo humano. A mulher com algemas é acusada de vender drogas. No último Sábado, o seu negócio teria causado a morte de um jovem que consumiu mais droga do que o seu organismo podia suportar e encontrou a morte, segundo a polícia. O pior de tudo foi a atitude desta mulher face à situação.
Ela rejeita a acusação que pesa sobre si. Rejeição que não faz sentido para polícia.
No contentor de lixo, encontramos seringas e outros instrumentos usados para injecção de drogas pesadas. Um dos indivíduos acusados de arrastar o corpo até ao contentor de lixo reconhece seu envolvimento, mas diz que não chegou ao contentor, tendo deixado os comparsas concluírem a missão.
Não é a primeira vez que esta mulher recolhe às celas por venda de drogas.
Nem por isso deixa de rejeitar as acusações, porém diz não ter qualquer fonte de renda apesar de ter sob sua responsabilidade 3 filhos, um dos quais é assumidamente consumidor de drogas.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) registou 21 acidentes de viação na 2º semana do 2º mês do Estado de Emergência em Moçambique, mais cinco do na semana anterior, que causaram 15 óbitos.
Entre os dias 9 e 15 de Maio a PRM registou mais 21 sinistros rodoviários, dos quais 13 atropelamentos, três choques entre automóveis e igual número de choques envolvendo viaturas e motorizadas, em clara violação das medidas de prevenção da pandemia da covid-19.
Dois dos atropelamentos mortais ocorreram na Estrada Nacional nº 4, uma cidadã de 30 anos de idade foi atropelada mortalmente por uma viatura da marca Toyota, modelo Prado, e na mesma via, no bairro de Tchumene, um homem de também 30 anos de idade perdeu a vida quando atravessava a via.
Nos sinistros, originados pela velocidade excessiva, má travessia de peões e condução sob efeito de álcool, pereceram um total de 15 cidadãos e 22 contraíram ferimentos, onze dos quais em graves.
Mais de trezentas famílias carenciadas que residem na cidade da Beira estão a receber apoio alimentar, assistência médica gratuita e máscaras, disponibilizados pela Universidade Católica de Moçambique, no âmbito de prevenção contra o novo Coronavírus.
A universidade Católica de Moçambique, no âmbito da sua responsabilidade social e respondendo aos apelos lançado pelo governo, iniciou esta semana a distribuir kits contendo alimentos básicos e produtos de higiene, a pouco mais de trezentas famílias vulneráveis, que residem dos bairros de Inhamudima e Munhava, na cidade da Beira. São famílias que devido a pandemia não encontram sustentabilidade porque elas dependem de vida informal para conseguirem alimento diário.
No momento da distribuição dos kits foi observado, rigorosamente a questão de distanciamento social. Para além de distribuir os kits, a UCM está a oferecer às famílias máscaras de acordo com o agregado familiar de cada um e a educar as mesmas como usa-las.
Este apoio às famílias carenciadas foi considerado um gesto nobre pelo edil da Beira, Daviz Simango, que fez parte da cerimónia e referiu que o mesmo irá contribuir para a permanência dos benificiários nas suas casas, contribuindo assim para a prevenção profunda.
Armindo Tambo, vice-Reitor da Universidade Católica de Moçambique, explicou que este gesto é a contribuição dos trabalhadores da instituição, no âmbito da sua responsabilidade social.
A crise económica global causada pela COVID-19 deverá penalizar o crescimento económico em África, com países altamente endividados, caso de Angola e Moçambique, limitados na capacidade de resposta, segundo a Comissão Económica da ONU para África (UNECA).
No seu mais recente rela- tório, a UNECA afirma que o crescimento dos países africanos deve desacele- rar de 3,2% para 1,8%, no melhor cenário, deixando cerca de 27 milhões de pessoas na pobreza extrema.
A pandemia da COVID-19 trouxe mais desafios para Moçambique e Angola, por serem países altamente endividados. A capacidade de resposta nestes países é limitada.
“Enquanto os países desenvolvidos aplicaram milhares de milhões de dólares no sector da saúde, na rede de segurança social e medidas de estímulo económico, a África carece fortemente de espaço orçamental para reagir da mesma forma”, refere o documento da UNE- CA.
A situação financeira africana, adianta a comissão da ONU, é penalizada por “quatro desafios críticos”, nomeadamente níveis elevados de dívida em relação ao Produto Interno Bruto, défices fiscais elevados, altos custos de crédito e depreciação de muitas moedas africanas face ao euro e ao dólar.
Mais de 50% dos países africanos registaram défices orçamentais acima de 3,0% em 2019 e cerca de 22 países africanos apresentaram índices de dívida em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) acima da média africana de 61%, segundo a UNECA.
Entre estes países estão Moçambique, que registou uma dívida de 108,8% do PIB e um défice orçamental de 6,1% no ano passado, e Angola, cuja dívida atingiu 95% do
PIB – ainda que a par de um excedente orçamental de 0,7%.
A subsecretária-geral da ONU e secretária executiva da UNECA, Vera Songwe, prevê que serão necessários 100 mil milhões de dólares de forma urgente para criar margem de manobra orçamental a todos os países, de forma a que possam “atender às necessidades imediatas da rede de segurança das populações.”
“Os custos económicos da pandemia foram mais severos do que o impacto directo da COVID-19. Em todo o continente, todas as econo- mias estão a sofrer com o choque, sendo que o distanciamento físico necessário para gerir a pandemia está a sufocar e a afogar a actividade económica”, afirmou Songwe no lançamento do relatório.
Segundo o documento, as pequenas e médias empresas africanas estão particularmente ameaçadas, se não houver apoio imediato.
O preço do petróleo, que representa 40% das exportações da África, caiu pela metade em valor, e as principais exportações africanas caíram, incluindo o turismo e aviação.
Também na semana passada, no seu relatório Perspectivas Económicas Globais, o Fundo Monetário Internacional previu uma recessão na África subsaariana de 1,6% em 2020, 5,2 pontos percentuais abaixo das previsões de Outubro.
Todos os países africanos de língua oficial portuguesa, à excepção de Moçambique, deverão registar uma contracção económica, com Angola, dependente das exportações de petróleo, a cair 1,4% e Cabo Verde 4,0%, nove pontos percentuais abaixo da anterior previsão.
São Tomé e Príncipe deve registar uma recessão de 6,0% do PIB, a mais acentuada entre os países língua oficial portuguesa e a economia da Guiné-Bissau deve cair à volta de 1,5%.
Moçambique deverá crescer 2,2% este ano, o mesmo que no ano passado, segundo o FMI, mas a previsão não é partilhada pela Economist Intelligence Unit (EIU), que estima que a economia de Moçambique sofrerá uma que- bra de 2,4% este ano.
O diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), Filomeno Fortes, alertou hoje para o “grande risco” de aumento de mortes por doenças não covid-19 em África potenciado pela concentração de esforços no combate à pandemia.
“Temos o impacto direto da pandemia neste momento e vamos ter um impacto indireto a médio e longo prazo com grandes repercussões” na mortalidade associada a várias outras doenças, disse Filomeno Fortes, em entrevista à agência Lusa.
Em causa, estão, segundo o médico angolano, as designadas “doenças não-covid-19″, que incluem doenças transmissíveis endémicas (malária HIV/Sida e Tuberculose), doenças tropicais negligenciadas e transmitidas por mosquitos (dengue, chicungunya, febre-amarela e zika) e doenças crónicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes e cancros do colo do útero, mama e próstata).
“Preocupa-nos que os doentes deixem de ter seguimento, diagnóstico e tratamento. O risco de a mortalidade aumentar por causa dessa situação é grande”, disse.
Filomeno Fortes equacionou ainda a possibilidade do aumento da transmissão da leptospirose, doença transmitida pelos ratos.
“Quando há fome no continente africano, uma das tendências é a população começar a alimentar-se de ratos, que além da leptospirose podem transmitir um elevado número de outras doenças”, adiantou.
O diretor do IHMT apontou ainda como outro eventual efeito colateral, a redução da cobertura de vacinas motivada, por um lado, pela diminuída resposta dos serviços de saúde, e por outro, pela retração da população em ir às consultas de seguimento de grávidas e crianças.
“Então, vamos criando aqui uma população suscetível a doenças como a poliomielite, o sarampo ou a febre-amarela. É um risco a médio prazo”, disse.
Filomeno Fortes, que falava à agência Lusa sobre a evolução da pandemia de covid-19 no continente africano, considerou que os dados apontam para uma “situação não tão severa” nos países africanos quando comparada com os outros continentes.
África regista mais de 95 mil casos de infeção pelo novo coronavírus e perto de três mil mortes por covid-19 em 54 países, o que representa cerca de 2% de todos os casos registados globalmente e uma taxa de letalidade próxima dos 4%, comparativamente com a taxa média mundial, que é de 7%.
“Em relação aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a situação é ainda menos gravosa”, disse, manifestado “preocupação” com a Guiné-Bissau, que já ultrapassou os mil casos (1.089) casos de covid-19, incluindo seis mortes, e com São Tomé e Príncipe, que tem 258 casos e regista 11 óbitos.
“Em São Tomé e Príncipe, as condições de assistência médica são muito débeis, além de que só agora é que vai ser instalado o aparelho de diagnóstico da doença”, disse, numa alusão à chegada ao arquipélago, na semana passada, de um laboratório para testes enviado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Apesar dos números relativamente otimistas, o especialista em saúde pública não descarta “o risco de África poder ser assolada por uma vaga de infeções com consequências imprevisíveis”.
“Continuamos sem ter a certeza se as nossas capacidades de diagnóstico e de vigilância epidemiológica estão a dar conta da informação estatística real no terreno. Podemos colocar a possibilidade de haver alguma desinformação devido à indisponibilidade dos testes de diagnóstico e até da fragilidade dos próprios sistemas de saúde”, admitiu Filomeno Fortes.
O diretor do IHMT adiantou, por outro lado, que existem em Áfricafatores que, “até prova em contrário”, parecem contribuir para uma menor gravidade da doença.
“A densidade populacional no continente africano é muito baixa, a idade da população [maioritariamente jovem] pode dar muitas infeçõesassintomáticas e pouco visíveis e a temperatura, que continua a ser um fator preponderante e cada vez mais provado a nível dos estudos feitos”, disse.
A isto somam-se as medidas de contingência tomadas “em tempo útil” pela maior parte dos países.
“África tem um passado histórico de luta contra epidemias e a população está mais ou menos habituada a este tipo de pressão”, disse Filomeno Fortes.
Ainda assim, reconhece que devido ao impacto socioeconómico dessas medidas, a tendência da população é respeitar cada vez menos as imposições de confinamento e distanciamento.
“A população prioriza normalmente a questão alimentar. Por exemplo, quando distribuímos redes mosquiteiras para conter as picadas [de mosquitos] da malária, as redes eram desviadas para a pesca”, recordou.
Por isso, defende, “os governos têm de continuar a fazer um esforço na melhoria da resposta epidemiológica e na criação de condições assistenciais” aos doentes e populações em geral.
Em todo o mundo, há mais de cinco milhões de casos da covid-19 e 328 mil mortos.
A procuradora-geral da República, Beatriz Buchili, defende “uma intervenção enérgica” contra os raptos no país, referindo que este crime tem impacto negativo na segurança das pessoas e no desenvolvimento.
“O impacto deste tipo de criminalidade na segurança das pessoas e no desenvolvimento económico exige uma intervenção enérgica”, disse Beatriz Buchili, no relatório anual de atividades do setor de justiça, cujo debate termina hoje na Assembleia da República (AR).
O sucesso do combate e prevenção dos raptos depende do esforço das instituições judiciárias, mas também da colaboração dos familiares das vítimas, estruturas administrativas de base, agentes económicos e da sociedade, em geral, acrescentou Buchili.
“Os locais que, normalmente, são usados como cativeiro, situam-se nos nossos bairros e a angariação dos valores para pagamento do resgate conta, algumas vezes, com o apoio de familiares, amigos ou agentes económicos mais próximos”, referiu a procuradora-geral da República.
As autoridades judiciais, prosseguiu, vão continuar a apostar na investigação para a identificação, localização e responsabilização dos autores de raptos.
A promoção da integridade no comportamento dos agentes do Estado que trabalham nos serviços vocacionados ao combate à criminalidade estará também no centro das atenções, assinalou Beatriz Buchili.
A procuradora-geral da República avançou que 15 processos-crime por rapto foram abertos em 2019, mais um que no ano anterior.
Dos processos instaurados no último ano, foi deduzida acusação em seis e 10 encontram-se em instrução preparatória, incluindo um que transitou de 2018 para 2019.
Beatriz Buchili assinalou que as redes criminosas que protagonizam raptos tendem a alargar a sua ação para outras províncias moçambicanas, após um período inicial em que concentravam a atividade nas cidades de Maputo, Matola e Beira.
Na quarta-feira, a polícia moçambicana resgatou dois empresários, Rizwan Adatia e Manish Cantilal, duas das sete vítimas de sequestros registados no país desde o início do ano.
A situação fez com que a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) lançasse um apelo há duas semanas, solicitando “a quem de direito, ações enérgicas para estancar este mal que afugenta qualquer empreendedor ou investidor”.
Jogadores incomodados uma vez que, quando em contacto com o calor, o produto afeta a superfície dos esféricos.
Adiscussão em torno da retoma da presente temporada da Premier League vai conhecendo obstáculos a cada dia que passa, e, esta quinta-feira, eis que os jogadores que alinham no principal escalão do futebol inglês levantaram uma nova objeção.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal britânico The Sun, vários atletas têm-se queixado devido ao efeito que o produto usado para desinfeção provoca… nas bolas de futebol, quando em contacto com o calor.
Durante o primeiro dia do regresso dos plantéis aos treinos, os intervenientes repararam que a superfície do esférico vai ficando gradualmente mais “pegajosa”, o que acaba por “afetar os movimentos” no relvado.
No entanto, as queixas não se ficam por aqui, uma vez que os jogadores defendem que as várias medidas de higienização e de distanciamento social impostas tornam impossível a recuperação de ritmo competitivo .
Ole Gunnar Solskjaer não vê “uma única maçã podre” no plantel do Manchester United.
Ole GunnarSolskjaer concedeu uma extensa entrevista à revista britânica United We Stand, na qual se mostrou agradado com a composição do plantel do Manchester United, em especial no que à “personalidade” dos jogadores diz respeito.
O antigo internacional norueguês diz não ver “uma única maçã podre na atual equipa dos red devils, e garantiu que tudo irá fazer para que esta assim continue, com uma curiosa tirada: “Prefiro ter um buraco no plantel do que um imbecil”.
“A personalidade é muito importante. Estamos num espírito de equipa. Quero jogadores que tenham algum ego e ousadia, mas que sejam capazes de se adaptar. Em março de 2019, os jogadores estavam fisicamente e mentalmente cansados, e tivemos lesões”, recordou.
“Houve outras coisas de que não gostei no ano passado, algumas agendas pessoais que não puderam ser resolvidas no verão. Haverá sempre jogadores que querem jogar mais, mas, se uma equipa quer ter sucesso, os jogadores têm de estar disponíveis em alturas diferentes”, completou.
Apandemia do novo coronavírus lançou uma série de dúvidas quanto aos eventuais efeitos no mercado de transferências do futebol global, mas isso não impediu o Liverpool de começar a delinear o plantel com o qual pretende ‘atacar’ a próxima temporada.
JurgenKlopp considera a aquisição de uma nova solução para a frente de ataque um dossiê prioritário, e olha para o compatriota Timo Werner como complemento ideal para o ‘temível’ trio formado por Mohamed Salah, Sadio Mané e Roberto Firmino.
O Leipzig já terá feito saber que só admite abrir mão do avançado de 24 anos por cerca de 60 milhões de euros. A verba é considerada elevada, mas, de acordo com o portal The Athletic, os campeões europeus em título já terão um plano em marcha para a financiar.
Escreve a publicação que os reds irão colocar os passes de XherdanShaqiri, Harry Wilson e MarkoGrujic no mercado, em busca de arrecadar mais de 30 milhões de euros, que serão canalizados para a compra do goleador.
Suspensa desde o passado mês de março, devido à pandemia do novo coronavírus, a NBA começa, por fim, a vislumbrar uma hipótese de retomar a atual temporada, o que poderá mesmo vir a acontecer dentro de menos de dois meses.
Isto porque, segundo revela o portal The Athletic, os responsável pelo principal escalão do basquetebol norte-americano veem como cada vez mais plausível que seja possível regressar aos ‘courts’ em meados do próximo mês de julho.
O objetivo passaria por fazer com que as equipas ordenassem aos jogadores que começassem a realizar os testes à Covid-19 e, de seguida, começar a treinar já em junho, de forma a estarem aptos para dar continuidade à competição no mês seguinte.
O Walt Disney World Resort, em Orlando, no estado norte-americano da Florida, continua, de resto, a ser apontado como o mais provável palco para a realização de todas as partidas que restam até ao final da época, à frente de cidades como Las Vegas ou Houston.
O facto de conter todas as infraestruturas e hóteis necessários para albergar todos os intervenientes, assim como de se localizar no condado de Orange, onde a evolução dos números da pandemia tem vindo a abrandar, são dos principais fatores nesta escolha.
As velejadoras Deyse Nhaquile, Denise Parruque e Maria Machava, cumpriram esta quarta-feira o segundo dia no regressaram aos treinos, depois de 49 dias de confinamento social por conta da covid-19.
Já qualificadas para os Jogos Olímpicos de Tóquio as atletas descrevem este reencontro com o mar de forma alegre e desafiante.
Para o Presidente da Federação Moçambicana de Vela e Canoagem, Hélio da Rosa, este momento vai ajudar a recuperar a forma física das atletas.
E por motivos de segurança sanitária, as federações sugerem a criação de um mini-centro de alto rendimento na aldeia olímpica do Zimpeto
Esta ideia foi apresentada terça-feira, em Maputo, durante o encontro que tiveram com o Comité Olímpico de Moçambique, tendo em vista o início dos treinos para os atletas que estão a se preparar para os Jogos Olímpicos, Tóquio-2021.
U.S. President Donald Trump looks on during a meeting with Brazilian President Jair Bolsonaro in Oval Office of the White House in Washington, U.S., March 19, 2019. REUTERS/Kevin Lamarque
O Presidente norte-americano disse que os Estados Unidos são o país com mais infectados porque são o país que mais testa: “Eu vejo isso como motivo de orgulho”.
Donald Trump, afirmou, esta terça-feira, que os Estados Unidos estão em primeiro lugar na lista de países com mais casos de infecção por causa do número de testes que fazem e que isso é “motivo de orgulho”.
O líder republicano estava a ser questionado quanto ao crescimento do número de casos confirmados no Brasil, para perceber se estava em cima da mesa uma suspensão de voos a partir do país sul-americano, quando se referiu ao facto dos Estados Unidos liderarem a lista de países mais afectados em número de casos.
“A propósito, você sabe que quando diz que nós somos o país mais afectado em número de casos isso acontece porque testamos mais do que toda a gente. (…) Fizemos perto de 14 milhões de testes, na Alemanha fizeram dois milhões, outros fizeram um milhão. Se testámos 14 milhões de pessoas vamos ter mais casos. (…) Eu não vejo isso como uma coisa má, eu vejo-o, de certa forma, como uma coisa boa, porque significa que a nossa testagem é muito superior”, disse.
“Se testássemos um milhão de pessoas, tínhamos muito menos casos. Portanto, eu vejo isso como um motivo de orgulho. Realmente, é um motivo de orgulho. É um grande tributo à capacidade de testagem e ao trabalho que os profissionais fizeram”, acrescentou, conforme pode ver no vídeo abaixo.
De acordo com o Guardian, estas palavras estão a ser recebidas com muitas críticas, citando, por exemplo, o renomado constitucionalista norte-americano Larry Tribe. “Isto é como chamar a um conjunto de cadáveres um motivo de orgulho para o departamento de polícia que deixou o assassino em série andar à solta durante meses antes de o parar”, escreveu, através do Twitter.
Sobre a “superior” capacidade de testagem, de acordo com a BBC, os Estados Unidos têm, sim, o maior número do mundo em termos de volume, mas não per capita. Em termos de proporção em relação à população (número de testes por cada mil pessoas), os Estados Unidos estão em 16.º lugar, atrás de países como a Islândia, Nova Zelândia, Espanha, Itália, Alemanha ou Portugal.
Recorde-se que os Estados Unidos são o país com o maior número de infecções e mortes pelo vírus, com mis de 1,5 milhões de infectados e mais de 90 mil óbitos associados à Covid-19.
O desenvolvimento humano está em declínio este ano, pela primeira vez em décadas, devido às consequências sanitárias, sociais e económicas da pandemia de covid-19, disseram as Nações Unidas.
De acordo com um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), esta quarta-feira divulgado, somente acções concertadas que promovam a equidade podem aliviar o impacto desta crise de desenvolvimento sem precedentes, que aumentou desigualdades, nomeadamente na área digital.
Desde que o conceito foi criado, em 1990, o índice global de desenvolvimento humano, que pode cair fortemente este ano, mede níveis de educação, saúde e padrões de vida.
“O mundo passou por muitas situações críticas nos últimos 30 anos, incluindo a crise financeira internacional de 2007-2009. Cada uma delas afectou fortemente o desenvolvimento humano, mas os ganhos gerais de desenvolvimento têm aumentado anualmente”, observa no estudo o director do PNUD, Achim Steiner.
“A covid-19, que afecta três áreas simultaneamente (saúde, educação e economia), pode inverter essa tendência”, concluiu Steiner.
Com o encerramento de escolas, as estimativas do PNUD sobre a taxa de “descolarização” (percentagem de crianças em idade escolar, ajustada para reflectir aquelas que não têm acesso à Internet) indica que 60% das crianças não está a receber educação.
O estudo revela ainda que há uma diferença notável entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, no que concerne ao impacto da pandemia de covid-19.
Assim, 86% das crianças no ensino fundamental não estão efectivamente a receber educação, em países com baixo nível de desenvolvimento humano, contra apenas 20% nos países com alto nível de desenvolvimento humano.
O rendimento ‘per capita’ mundial também deve cair este ano em 04%, segundo as previsões do relatório da agência da ONU.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infectou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.
Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em Fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados (cerca de 2,2 milhões contra mais de 1,9 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais 130 mil contra mais de 168 mil).
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando sectores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.
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