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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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China aumenta gastos militares apesar de perdas económicas

A China vai aumentar em 6,6% os gastos com a Defesa em 2020, apesar da contração económica causada pelo surto de covid-19, um sinal de que o país mantém os seus objectivos de crescente hegemonia militar.

O número fica no entanto abaixo dos aumentos percentuais de dois dígitos dos últimos anos, que deram à China o segundo maior orçamento de Defesa do mundo, atrás dos Estados Unidos.

Os gastos ascendem ao equivalente a 162 mil milhões de euros, segundo o portal oficial da Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão máximo legislativo da China, cuja sessão plenária arrancou hoje.

O aumento nos gastos com a Defesa ocorre apesar de uma contração de 6,8% na segunda maior economia do mundo, no primeiro trimestre do ano, e do crescimento do défice no orçamento de Estado, um sinal da grande importância que a China atribui às forças armadas, como símbolo da capacidade para defender os seus principais interesses, segundo os analistas.

Entre os objetivos estratégicos de Pequim estão as reivindicações territoriais no Mar do Sul da China, a expansão da presença militar no Pacífico e no Oceano Índico e a pressão em relação a Taiwan, a ilha que funciona como uma entidade política soberana, contra a vontade de Pequim, que ameaça a reunificação pela força.

O Exército de Libertação Popular, as forças armadas chinesas, tem sido apresentado na China como tendo tido um papel fundamental durante o auge do surto de covid-19, enviando médicos e construindo hospitais de campanha.

O maior exército permanente do mundo foi elogiado no relatório do Governo apresentado pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, na abertura da sessão plenária da APN.

“As forças armadas do povo demonstraram boa conduta, reagindo rapidamente aos comandos do Partido e assumindo pesadas responsabilidades no controle da covid-19”, disse Li.

O produto interno bruto (PIB) da China caiu 6,8% no primeiro trimestre do ano, a pior contração económica desde a década de 1970, devido às estritas medidas de prevenção de contágio da covid-19, que incluiu o encerramento de fábricas, lojas e cidades inteiras.

O défice no orçamento do Governo central vai aumentar em um bilião de yuan (128 mil milhões de euros), para ajudar a cumprir com as metas de criação de emprego, afirmou Li.

Pequim concederá ainda aos governos locais 2 biliões de yuan (255 mil milhões de euros) para evitar a perda de empregos, garantindo que as necessidades básicas públicas são atendidas e são dados apoios às empresas privadas para que possam sobreviver.

EUA vão colocar bandeiras a meia haste por vítimas da Covid-19

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira a colocação a meia haste das bandeiras nos edifícios federais e nos monumentos nacionais, em homenagem à memória das vítimas do novo coronavírus.

“Vou colocar a meia haste as bandeiras nos edifícios federais e nos monumentos nacionais durante os próximos três dias, em memória dos (norte-)americanos que perdemos por causa do coronavírus“, escreveu Trump na rede social Twitter.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 330 mil mortos e infetou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Vidal rende-se ao companheiro Messi

Arturo Vidal voltou durante as últimas semanas a ser apontado à saída do Barcelona. Contudo, o jogador chileno mostra-se muito bem no clube espanhol.

Após a publicação de um trecho da autobiografia de Chiellini que o visava, o chileno respondeu ainda à ‘provocação’.

“Messi é de outro planeta. E isso dá mais mérito às duas Copas da América que vencemos com o Chile contra a Argentina. Vê-lo treinar todos os dias é um luxo”, começou por referir.

“As pessoas ficaram com o pior que disse Chiellini, eu não vejo bem em dizer aquelas coisas, mas também disse que eu era um campeão. Telefonou-me e explicou-me tudo. O que aconteceu foi com permissão. Sou um ser humano como todos. Quando cometo um erro, pago-o e sigo”, sentenciou o médio.

Lula da Silva descarta recandidatura à presidência em 2022

Lula da Silva descartou o cenário de uma recandidatura à presidência do Brasil em 2022, mas garantiu que vai lutar para que o país não volte a ter um presidente como o actual, Jair Bolsonaro.

“Tenho repetido que, quando chegar em 2022, eu vou estar com 77 anos de idade. Eu não tenho porque ser candidato a Presidente. Eu já fui. O que eu não vou deixar é esse país voltar a ter um Presidente da ‘qualidade’ do Bolsonaro”, escreveu o histórico líder do Partidos dos Trabalhadores na rede social Twitter, na noite de terça-feira.

“O Bolsonaro poderia ter chegado e dito às pessoas: ‘Olha, eu não tenho a solução, não tenho a vacina. Mas vamos ter cuidado, nos cuidar, conversar para preservar os empregos’. Era o que esperava de um chefe de Estado preocupado com 210 milhões de pessoas”, indicou ainda o antigo mandatário, acrescentando que “se não fosse o coronavírus”, já “estaria na rua gritando ‘Fora Bolsonaro'”.

Lula da Silva referia-se à posição do atual Presidente em relação ao combate à pandemia da covid-19, que tem estimulado a população a regressar ao trabalho e criticado as medidas de isolamento social decretadas por governadores e prefeitos.

O antigo chefe de Estado foi condenado em dois processos por corrupção e tem pelo menos sete outras investigações contra si. Esteve preso durante 580 dias, tendo sido colocado em liberdade em novembro passado. Lula da Silva sempre negou todas as acusações e diz ser vítima de perseguição judicial executada por pessoas com ambições políticas.

A condenação retirou o político brasileiro da eleição presidencial realizada em 2018, quando era o candidato favorito da população, segundo as sondagens realizadas à época, no sufrágio que resultou na eleição de Bolsonaro.

Apesar de estar em liberdade condicional, Lula continua impedido de disputar eleições, por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa, lei que proíbe qualquer pessoa condenada em duas instâncias da Justiça de disputar cargos públicos.

O Brasil totaliza 17.971 óbitos e 271.628 pessoas diagnosticadas com covid-19 desde o início da pandemia, informou o executivo na terça-feira, dia em que o país ultrapassou pela primeira vez a barreira dos mil mortos diários.

Juventus já terá definido preço de Ronaldo, dizem em Itália

Depois de o portal “Calciomercato” referir que o dono do PSG, Nasser Al-Khelaifi, tem o sonho de contratar Cristiano Ronaldo, desta feita é o diário desportivo “Gazzetta dello Sport” a avançar com aquele que será o valor definido pela Juventus para uma possível transferência.

Pois bem, de acordo com o jornal italiano, a “Vecchia Signora” pretende encaixar entre 60 a 70 milhões de euros com a venda do astro português.

De recordar que o emblema da Serie A havia pago 115 milhões de euros ao Real Madrid em 2018.

No entanto, o desejo de Ronaldo, de ficar em Turim, é sempre mencionado e destacado em todas as publicações, pelo que uma saída se prevê de difícil concretização.

”África deve deixar de ser continente de conflitos”

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, diz que cada Africano deve contribuir para que a África deixe de ser um continente de conflitos e de guerra para passar a ser de Paz, Concórdia e de prosperidade.

Verónica Macamo falava, esta quinta-feira, em Maputo, na cerimónia de lançamento da semana comemorativa do Dia de África, a assinalar-se no próximo dia 25 do mês em curso.

Este ano, a celebração do Dia de África vai decorrer sob o lema “Silenciar das Armas: criando condições favoráveis para o desenvolvimento de África

Verónica Macamo entende que o lema escolhido constitui uma das condições para alavancar o desenvolvimento de África.

O Embaixador da República Democrática do Congo, Antoine Kola Beby diz a celebração do dia África deve servir para aumentar a consciência dos africanos sobre como ganhar a liberdade económica.

COVID-19: Moçambique recebe 500 milhões de dólares de parceiros internacionais

Um conjunto de parceiros da comunidade internacional vai compensar o impacto da COVID-19 em Moçambique com um apoio de aproximadamente 500 milhões de dólares (457 milhões de euros), anunciou o grupo em comunicado.

O valor inclui “309 milhões de dólares [282 milhões de euros] do Fundo Monetário Internacional (FMI) e seus Estados-membros”, já anunciados em abril, “bem como programas planeados pelo Banco Mundial e pelo Banco Africano de Desenvolvimento”.

Além daquele valor, os parceiros estão a “reestruturar os programas existentes e um adicional de 200 milhões [183 milhões de euros] será disponibilizado”, um apoio que “ajudará a amortecer o impacto de medidas essenciais de distanciamento social, além de permitir a participação contínua dos mais vulneráveis na economia”, lê-se no documento.

O ICCT (acrónimo inglês para International Community COVID-19 Task Force) é composto por representantes das Nações Unidas (UNRC), Banco Africano de Desenvolvimento (AFDB), Banco Mundial, embaixadores da União Europeia (UE), Irlanda e dos Estados Unidos da América (EUA), bem como as altas comissárias do Canadá e do Reino Unido.

Este grupo reuniu-se na segunda-feira com os ministros da Economia e Finanças, Indústria e Comércio, Género, Criança e Ação Social, e os vice-ministros dos Transportes e Comunicação e Negócios Estrangeiros e Cooperação, “para discutir a resposta moçambicana à COVID-19”.

Os parceiros acolheram “com agrado” a “coordenação e parceria positivas” entre ministérios, incentivando as entidades governamentais “a usarem modelos que visam alcançar as populações mais vulneráveis e as áreas com maior incidência esperada” de infeção pelo novo coronavírus.

O grupo “também saudou a prioridade do Governo Moçambicano à assistência humanitária a Cabo Delgado”.

“É nosso objetivo comum continuar nesse caminho, a trabalhar e cooperar com o Governo de Moçambique para garantir a implementação das medidas do estado de emergência”, refere o comunicado, no qual a comunidade internacional se diz “aberta para discutir mecanismos práticos de apoio”.

O novo valor (500 milhões de dólares) e o que resulta da reestruturação de programas (200 milhões de dólares) corresponde ao apoio pedido pelo Governo aos parceiros, em Maputo, a 23 de março, para cobrir o buraco fiscal provocado pela pandemia de COVID-19 no Orçamento de Estado (OE) de 2020, bem como para financiar o combate à doença e dar apoios para os mais pobres.

Moçambique regista 162 casos de infeção pelo novo coronavírus.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 328 mil mortos e infectou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Analistas discordam da PGR sobre redução da corrupção em Moçambique

Alguns sectores da sociedade reprovam a ideia de redução dos casos de corrupção em Moçambique, defendida pela Procuradora-Geral da República no seu relatório anual de actividade, aprovado esta quinta-feira, 21, pelo Parlamento, porque em 2019, os rombos financeiros foram feitos com muita força e envolvendo valores muito mais elevados.

Beatriz Buchili afirmou que em 2019 foram registados nos gabinetes de combate à corrupção e procuradorias provinciais, 911 processos contra 1121 de 2018, uma redução de cerca de 18 por cento.

O Centro de Integridade Pública (CIP), nega que tenha havido redução “porque persistem rombos financeiros que violam o Sistema Financeiro do Estado (E-SISTAFE)”.

“O E-SISTAFE continua bastante vulnerável a qualquer tipo de violação”, afirmou Celeste Banze, investigadora do CIP, acrescentando que para além disso, “há também o facto de ainda não terem sido julgados os acusados no âmbito das dívidas ocultas”.

“Penso que a Procuradora-Geral da República foi bastante triunfalista no seu informe, porque a corrupção continua a níveis muito altos”, considerou Anastácia Bila, do Observatório do Meio Rural.

Por seu turno, o analista Egídio Vaz diz que “não caio nesta de redução dos casos de corrupção; vejo muito pouco a ser feito na medida preventiva, e é aqui onde reside a janela de esperança no combate à corrupção”.

Para o analista Gustavo Mavie, também não houve redução dos casos de corrupção, realçando que esta prática continuou com muita força e com valores muito mais altos envolvidos. “Há pessoas que roubam muito dinheiro neste país”, afirmou.

Mavie fez notar que “o grande mal que está a acontecer em Moçambique é que quando aparece alguém a tentar combater a corrupção na sua instituição, essa pessoa é abatida, denegrida e não é protegida essa pessoa”.

Comunidade de Sant’Egídio em Nampula condena ataques em Cabo Delgado

A Comunidade de Sant’Egídio em Moçambique apela o envolvimento da sociedade civil para aliviar o sofrimento dos cidadãos deslocados na sequência dos ataques de insurgentes na zona norte da província de Cabo Delgado.

O Coordenador Nacional da Comunidade de Sant ‘Egídio em Moçambique disse que cada um dos moçambicanos e organizações civis podem contribuir com o pouco para ajudar as famílias que se refugiaram noutros pontos de Cabo Delgado e ou noutras províncias.

Américo Sardinha referiu que a sua comunidade vai desencadear nos próximos dias, uma acção de localização dos deslocados para um possível apoio.

A fonte defende o envolvimento de todos moçambicanos na busca de mecanismos para acabar com os ataques insurgentes em Cabo Delgado.

Coordenador nacional da comunidade de Sant ‘Egídio, Américo Sardinha, falando a propósito das famílias deslocadas de Cabo Delgado.

Aumentam casos de violência doméstica em Sofala

Na província de Sofala, estão a aumentar os casos de violência doméstica , neste período de vigência do estado de emergência, devido à pandemia do novo coronavírus.

As vítimas têm medo de apresentar queixas.

A denúncia é da organização não-governamental Mulher Lei e Desenvolvimento (MULEIDE), que aponta a mulher como a principal vítima.

Nos últimos dois meses, a organização atendeu cerca de 120 casos de violência doméstica que foram encaminhados para os órgãos da Justiça.

A oficial de aconselhamento da MULEIDE, em Sofala, Júlia Garrine, afirma que a maior parte das queixas têm a ver com violência física e sexual.

Pelo menos 84 mortos devido ao ciclone Amphan na Índia e Bangladesh

Na região indiana de Bengala Ocidental “morreram 72 pessoas, incluindo 15 em Calcutá” disse o chefe do governo do Estado de Bengala, afirmando nunca ter visto “um desastre desta magnitude”.

O ciclone Amphan, o mais poderoso que se formou na Baía de Bengala no século XXI, já provocou a morte de pelo menos 84 pessoas na Índia e no Bangladesh, segundo dados oficiais hoje anunciados.

Na região indiana de Bengala Ocidental “morreram 72 pessoas, incluindo 15 em Calcutá” disse Mamata Barnerjee, chefe do governo do Estado de Bengala, o mais afetado pela passagem do ciclone, afirmando nunca ter visto “um desastre desta magnitude”.

“Quase 99% do North 24 Parganas [distrito do sul de Bengala Ocidental] foram destruídos. Os danos são piores que os causados pelo coronavírus”, afirmou.

O diretor da Força Nacional de Resposta a Desastres da Índia, Randeep Kumar Rana, confirmou que, naquele distrito, “não há eletricidade, muitas linhas e postes foram perdidos e as telecomunicações não foram restauradas”.

Uma avaliação inicial das autoridades indianas indicou que pelo menos 10 pessoas morreram em acidentes causados ​​pela passagem do ciclone e quatro distritos costeiros foram fortemente afetados.

O aeroporto de Calcutá, capital de Bengala, ficou parcialmente inundado e várias instalações foram completamente destruídas.

O comandante-adjunto da Força Nacional de Resposta a Desastres em Bengala, Kumar Ravi, garantiu que as suas equipas de resgate estão a procurar minimizar o impacto da pandemia com distribuição maciça de máscaras e desinfetantes para mãos.

O ciclone, que atingiu a costa leste da Índia e o sudoeste do Bangladesh, obrigou ainda à deslocação de três milhões de pessoas, segundo adiantaram as autoridades, que também relataram graves danos devido a inundações e ventos.

O ciclone atingiu as margens da Baía de Bengala com rajadas de até 185 km/h na tarde de quarta-feira, tendo devastado várias áreas do leste da Índia, destruindo casas, instalações elétricas e veículos, e deixando milhares de famílias desabrigadas num momento já crítico devido à crise desencadeada pela pandemia da Covid-19.

Cientista americana diz ter sido despedida por se recusar a manipular dados sobre Covid-19

Rebekah Jones alega ter sido despedida no mesmo dia em que a Florida iniciou a primeira fase de desconfinamento por se recusar “alterar manualmente dados” relativos à Covid-19 no estado americano.

Uma cientista na Florida, nos Estados Unidos, alega ter sido despedida do Departamento de Saúde pela administração do governador Ron DeSantis por se recusar a alterar dados da Covid-19 “para apoiar o plano de reabertura” daquele estado, avançou jornal o The Guardian.

Rebekah Jones diz que protestou contra uma ordem superior para censurar informações e recusou “alterar manualmente dados” relacionados com o novo coronavírus e que foi despedida, no mesmo dia em que o estado iniciou a primeira fase de desconfinamento. Alguns desses dados incluíam relatos de cidadãos que tiveram sintomas meses antes de os seus casos serem confirmados, revelou a cientista ao jornal Tampa Bay Times, citado pelo The Guardian.

O porta-voz do governador da Florida já veio negar estas alegações, dizendo que a cientista foi despedida por ter um comportamento perturbador e por insubordinação. DeSantis insistiu que a Florida está num “caminho seguro” para a primeira fase de desconfinamento, uma vez que já ultrapassou o “pico” da doença, e acusou os media de preverem números de casos e mortes que não chegaram a existir.

Os democratas americanos acreditam que o governo está a tentar manipular os dados de casos e mortes relativos à Covid-19, para que o desconfinamento e a abertura do turismo seja mais segura, segundo avança o The Guardian. Vários cientistas já comentaram a demissão, sublinhando que as estatísticas precisas e imparciais são cruciais para o seu trabalho e revelando que têm medo que os americanos não estejam seguros.

Dois irmãos foram assassinados no mercado Luís Cabral

Dois irmãos da família Nhavotso foram assassinados junto ao mercado Luís Cabral na periferia da cidade de Maputo. O facto deu-se na sequência de um assalto onde um foi alvejado pelos meliantes e o outro irmão que o tentava socorrer também foi atingido por um tiro e perdeu a vida um dia depois no hospital.

O vídeo amador que testemunhas fizeram logo após a acção dos bandidos revela várias cápsulas que não deixam dúvidas, houve disparos neste local. As vítimas, os irmãos Nhavotso tinham, neste lugar, a sua fonte de renda. Porém, no final da tarde de Terça-feira, os lucros do trabalho atraíram os ladrões que não levaram apenas o dinheiro mas também tiraram a vida dos jovens Osvaldo e Alberto Nhavotso.

São 2 irmãos que perderam a vida de forma bárbara, facto que provoca uma grande indignação no seio dos familiares, amigos e colegas de trabalho.

Osvaldo Nhavotso, a vítima que perdeu a vida à porta do mercado, era conhecido como um jovem calmo, estudioso e simpático. Um homem que deixa viúva e uma criança menor de idade, esta foi a sua última fotografia de perfil nas redes sociais.

Bebé prematuro de dois dias morreu infectado na África do Sul

Um bebé prematuro de apenas dois dias morreu devido à Covid-19 na África do Sul, representando a primeira morte neonatal no país. A mãe do bebé estava também infectada com o novo coronavírus.

Um bebé prematuro de apenas dois dias morreu devido à covid-19 na África do Sul, a primeira morte neonatal no país, de acordo com os últimos dados oficiais.

Segundo anunciou na quarta-feira à noite o governo do Presidente Cyril Ramaphosa, a mãe e o bebé tiveram resultados positivos no teste ao novo coronavírus.

“Infelizmente, registámos a primeira morte neonatal relacionada com a Covid-19. O bebé tinha dois dias e nasceu prematuro. Tinha dificuldades pulmonares que exigiam apoio ventilatório (pulmonar) imediatamente após o nascimento”, informou o Ministério da Saúde sul-africano, num comunicado divulgado no final do dia de quarta-feira, o qual anunciou 26 novas mortes pela doença.

Este bebé é a mais jovem vítima mortal registada na África do Sul pela Covid-19 e o seu estado de prematuro terá agravado os problemas associados à doença.

A África do Sul, com 18.003 casos e 339 mortes, é o país mais atingido pela pandemia em toda a África, que regista mais de 95 mil casos e quase três mil mortes.

Apesar das duras medidas de contenção precoce e da estratégia de realização de testes em massa, a África do Sul regista esta semana uma aceleração da epidemia, com cerca de 1.000 novos casos por dia, na sua maioria concentrados na região do Cabo Ocidental (onde se situa a Cidade do Cabo).

Globalmente, a África não está a sofrer o aumento explosivo de infecções registado na Europa e nos Estados Unidos, graças, em grande parte, às reacções rápidas e dramáticas da maioria dos países do continente, que estão conscientes da fragilidade dos seus sistemas de saúde.

Tumulto durante distribuição de comida faz três mortos no Sri Lanka

Três mulheres morreram e várias ficaram feridas devido a um tumulto durante a distribuição de comida num bairro de Colombo, no Sri Lanka. Autoridades detiveram seis pessoas envolvidas na distribuição.

Três mulheres morreram durante um tumulto no Sri Lanka, quando moradores de um bairro de Colombo se apressaram para receber ajuda alimentar que estava a ser distribuída à população, confinada pela pandemia de Covid-19, anunciou esta quinta-feira a polícia local.

De acordo com o porta-voz da polícia do Sri Lanka, Jaliya Senaratne, várias pessoas foram hospitalizadas, tendo as autoridades detido seis pessoas envolvidas na distribuição dos alimentos.

O bairro de Maligawatte é u​​​ma das zonas mais desfavorecidas da capital do país.

As medidas de confinamento estão a afectar sobretudo as populações mais pobres de Colombo.

Até ao momento, o Sri Lanka regista oficialmente nove mortos por Covid-19 e mil casos de contágio, sem recursos para conseguir produtos básicos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 328 mil mortos e infectou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Brasil: Polícia apreende 28 toneladas de marijuana

O camião onde foi encontrada a droga, dirigido pelo suspeito, de 38 anos, que alegava transportar uma carga de milho, foi parado para averiguações numa estrada entre as cidades de Tacuru e Iguatemi.

A Polícia Federal brasileira apreendeu pelo menos 28 toneladas de marijuana, no estado do Mato Grosso do Sul, naquela que as autoridades classificaram como “a maior apreensão de droga” de sempre no Brasil.

“A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal fizeram hoje (20/5) a maior apreensão de drogas no Brasil”, afirma, em comunicado, a Polícia Federal do país. Segundo a polícia, a droga apreendida estava dentro de um camião, que foi parado para averiguações numa estrada entre as cidades de Tacuru e Iguatemi, ambas localizadas nas proximidades da fronteira do Brasil com o Paraguai.

A autoridade policial revelou que a apreensão começou com uma diligência realizada num hotel da cidade de Ponta Porã, onde polícias federais localizaram um hóspede com um comportamento que levantava suspeitas.

Em razão disso, foi realizado um acompanhamento do indivíduo e ser identificado que ele possuía Carteira Nacional de Habilitação da categoria E, ou seja, era um motorista de camião”, explicou a Polícia Federal.

As averiguações efetuadas permitiram identificar o camião dirigido pelo suspeito, de 38 anos, que alegava transportar uma carga de milho.

“Após o indivíduo iniciar o deslocamento, o camião foi abordado com auxílio da Polícia Rodoviária Federal e durante a fiscalização da carga foi facilmente constatada a presença de muitos pacotes contendo substância entorpecente [droga] conhecida como maconha, sob a carga de milho”, destacou o comunicado da polícia brasileira.

O peso da droga ainda está a ser contabilizado, contudo uma pesagem inicial aponta para aproximadamente 28 toneladas de drogas.

O motorista detido pela polícia disse ter pegado no camião já carregado e que levaria a carga para a cidade de São Leopoldo, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. O suspeito permanecerá detido e enfrentará acusações de tráfico de drogas.

China ameaça “retaliar” em caso de sanções norte-americanas

A China adoptará “medidas de retaliação” se o Congresso norte-americano aprovar sanções contra Pequim. Os EUA responsabilizam a potência asiática pela pandemia de Covid-19.

A China avisou esta quinta-feira que adotará “medidas de retaliação” se o Congresso dos Estados Unidos aprovar sanções contra Pequim, que é responsabilizada por Washington pela pandemia de Covid-19.

“Somos firmemente contra esses projetos de lei e aprovaremos uma resposta firme com medidas de retaliação” se o Congresso norte-americano as aprovar, advertiu o porta-voz da Assembleia Nacional Popular (ANP, o parlamento chinês), Zhang Yesui, numa conferência de imprensa.

Em Washington, os senadores republicanos apresentaram em meados de maio um projeto de lei que dá o poder ao Presidente norte-americano, Donald Trump, para impor sanções à China se Pequim não esclarecer completamente a forma como se desencadeou a pandemia de Covid-19.

O vírus surgiu em fins do ano passado em Wuhan, cidade no centro da China, que só viria a ser colocada em confinamento a partir de 23 de janeiro já deste ano por um período de dois meses e meio. A pandemia estendeu-se, depois, a todo o mundo, contaminando mais de cinco milhões de pessoas, que levaram à morte cerca de 330 mil infetados, tendo mais de 1,8 milhões de infetados recuperado.

A administração Trump tem acusado as autoridades chinesas de terem tardado em alertar o mundo para a epidemia e de terem dissimulado a amplitude na China.

Tanto Trump como o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, manifestaram abertamente suspeitas de que Pequim escondeu um suposto acidente num laboratório de virologia em Wuhan, que estará na origem da pandemia.

Em resposta, Pequim acusou Washington de tentar fazer da China um “bode expiatório” e de desviar as atenções para a amplitude do número de infetados nos Estados Unidos, de longe o país mais afetado pela pandemia. “Não é uma atitude responsável dissimular os seus próprios problemas e acusar os outros. Jamais aceitaremos processos judiciais injustificados nem pedidos de indemnização”, declarou Zhang Yesui, horas antes da abertura da sessão anual da ANP.

O contágio de Covid-19 praticamente parou na China, em que, segundo o balanço mais recente, dá conta de quase 83.000 casos de contaminação, 4.634 deles mortais.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,2 milhões contra cerca de dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 133 mil contra mais de 169 mil).

Covid-19: Marido espanca esposa por exigir rastreamento

Um indivíduo espancou há dias a sua esposa na cidade da Beira por esta ter exigido que ele se submetesse ao processo de rastreamento contra o coronavírus, depois de regressar de uma viagem.

A denúncia foi feita pela para-legal ao serviço da organização Mulher, Lei e Desenvolvimento (MULEIDE), Júlia Garrine.

Falando à margem de uma conferência de imprensa levada a cabo pela “Woman Law in Southern Africa” (WLSA) naquela parcela do país, a fonte contou-nos que a mulher, sabendo que o esposo acabava de regressar de uma viagem por alguns países com casos desta pandemia, exigiu que ele tomasse precauções, algo que foi visto pelo seu parceiro como uma afronta.

Perante esta situação, Júlia Garrine alertou para a necessidade de se proteger este grupo social porque, segundo suas palavras, neste tempo de confinamento há grandes probabilidades de os casos de violência doméstica aumentarem.

Por sua vez, o representante da WLSA em Sofala, Rildo Rafael, revelou que a presença da Covid-19 fez com que se reestruture o projecto adequando suas mensagens para ajuda a mulher.

Buchilli volta a defender extradição de Chang para Moçambique

A Procuradora Geral da República voltou, a defender a extradição de Manuel Chang para Moçambique, como fundamental para que haja responsabilização e ressarcimento ao Estado, pelo crime das dívidas ocultas.

Segundo noticia o jornal O País, mais uma vez, Beatriz Buchilli criticou a falta de cooperação dos Estados Unidos nas investigações sobre o caso.

No dia de debates sobre o informe anual, o caso das dívidas ocultas e o processo Manuel Chang voltaram a ser as principais notas. Em resposta às questões levantadas pelos deputados, Beatriz Buchilli voltou a destacar a importância de ter o antigo ministro das finanças na justiça moçambicana, destacando que tudo fará para que tal aconteça.

Mais uma vez, Buchilli realçou que só em Moçambique Chang pode ser devidamente responsabilizado pelo crime das dívidas ocultas, minimizando os custos da factura paga aos advogados que defendem o processo de extradição.

Para dentro e fora do parlamento, a Procuradora Geral deixou críticas sobre aquilo que classificou de postura contrária aos interesses da justiça nacional.

E sobre o alegado envolvimento de algumas personalidades nacionais, uma das quais conhecida apenas pela alcunha de Newman, Buchilli disse apenas que o Ministério Público está atento e já há um processo autónomo aberto para apurar os factos.

Edil de Maputo lança 1ª pedra para reabilitação do rio Mulauzi

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, lançou esta quita-feira, a primeira pedra para a reabilitação das infra-estruturas de desassoreamento do rio Mulauzi, no bairro de Jardim, no distrito municipal KaMubukwana.

O rio Mulauze é uma fonte natural de água corrente, com um caudal quase permanente que beneficia cerca 2.904 camponeses organizados em 15 associações, onde ocupam 422 hectares de terra, cuja produção agrícola representa 40% do consumo da cidade de Maputo.

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