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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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Serviços secretos iraquianos detiveram importante líder do Estado Islâmico

Os serviços secretos do Iraque detiveram um importante líder do Estado Islâmico (EI), Daesh identificado como Abdelnaser Qardash, considerado o possível sucessor do antigo líder do grupo ‘jihadista’ Abu Bakr al Baghdadi, que morreu em 2019, segundo media públicos iraquianos.

Uma fonte da segurança citada pela agência INA afirmou que se conseguiu prender Qardash, “candidato” a ser o “califa”, depois da morte de Al Baghdadi em Outubro de 2019.
A agência de notícias estatal acrescentou que Qardash preside actualmente a um comité de “grupos terroristas do EI”, que actuou nas fileiras extremistas há muito tempo e foi militante da Al Qaeda sob o comando de Abu Mosab al Zarqaui.
Qardash também participou na batalha de Al Baguz em Março de 2019, quando o EI perdeu o último reduto na Síria e o projecto de um “califado” que se estendia desde o Iraque foi enterrado.
A INA e a televisão estatal Al Iraquiya consideraram Qardash como um possível sucessor de Al Baghdadi, embora após a morte deste o EI tenha anunciado a nomeação de Abu Ibrahim Al Qurashi como o novo “emir dos crentes e califa dos ‘jihadistas'”.
No entanto, Al Qurashi nunca apareceu numa gravação de voz ou vídeo transmitida através dos meios de propaganda do EI, como Al Bagdadi tinha feito anteriormente em algumas ocasiões.
A aparência e localização de Al Qurashi permaneceram em segredo até agora e os serviços secretos ocidentais têm dúvidas sobre a autenticidade do seu nome, uma vez que não corresponde com a de nenhum comandante conhecido de Al Baghdadi.
Abdullah Qardash é um dos nomes atribuídos ao novo líder do EI no Iraque, onde o grupo extremista intensificou as suas operações nas últimas semanas, coincidindo com o mês sagrado muçulmano do Ramadão.
As forças de segurança e serviços secretos iraquianos tinham informações há semanas sobre a presença do líder no Iraque e estavam a rastrear a sua localização, segundo indicaram à Efe no início de maio fontes do Comando de Operações Conjuntas das Forças Iraquianas.

Governo continua a tomar medidas para estimular a economia

O Governo garante continuar a tomar medidas que estimulem a economia nacional durante a vigência de Estado de Emergência no país.

Segundo o Porta-voz da décima sétima sessão ordinária do Conselho de Ministros, ainda esta semana o executivo espera ver aprovada, pela Assembleia da República, a proposta para a isenção do IVA na importação de Óleo alimentar, Açúcar e Sabão.

O Governo garantiu ainda continuar a monitorar a disponibilidade de produtos alimentares, em todos os mercados do país.

Entretanto, o Conselho de Ministros aprovou, igualmente, nesta quarta-feira, vários instrumentos legais, com destaque para o plano de acção da Estratégia da Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública 2020.

Nesta sessão o Governo apreciou ainda o balanço sobre a Estratégia de Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública 2012-2025, no período de 2016-2020.

Trump responsabiliza “incompetência da China” por mortes no mundo

Presidente dos EUA utilizou o Twitter para voltar a afirmar a ideia que tem vindo a salientar nas últimas semanas: “Foi a incompetência da China e nada mais que causou o massacre em todo o mundo”.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, responsabilizou esta quarta-feira a “incompetência da China” na gestão da pandemia de Covid-19 pelas “mortes em massa no mundo”.

“Um maluco na China acabou de divulgar uma declaração culpando toda a gente menos a China pelo vírus, que já matou centenas de milhares de pessoas”, denunciou esta quarta-feira Trump, na sua conta pessoal da rede social Twitter, sem dizer a quem se referia.

“Por favor, expliquem a esse lunático que foi ‘a incompetência da China’ e nada mais que causou esse massacre em todo o mundo”, escreveu Trump, repetindo uma ideia que tem vindo salientar nas últimas semanas.

Há uma semana, Trump ameaçou cortar todas as relações com a China e disse que, de momento, não voltaria a falar com o Presidente chinês, Xi Jinping, por causa da forma como o país asiático tem lidado com a pandemia que teve origem na cidade de Wuhan.

O governo chinês alega que se comportou sempre correctamente, desde o início da pandemia, e que transmitiu à Organização Mundial de Saúde (OMS) todos os dados, o mais depressa que foi possível.

Trump também acusa a OMS de estar ao serviço da China, tendo anunciado a suspensão temporária das contribuições financeiras dos EUA a essa agência das Nações Unidas, a quem deu um mês para iniciar reformas e obter resultados significativos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Singapura condena traficante à pena de morte via videoconferência

A decisão, e a forma como foi divulgada, foi já criticada pelas organizações não-governamentais Human Rights Watch e Amnistia Internacional, que a consideraram “insensível” e “desumana”.

Um tribunal de Singapura sentenciou um traficante de droga malaio à pena de morte numa leitura da decisão feita através da popular aplicação de videoconferência Zoom devido ao confinamento da Cidade-Estado por causa da Covid-19.

A decisão, tomada pelo Supremo Tribunal local, bem como a forma como foi divulgada, foi, entretanto, já criticada pelas organizações não-governamentais Human Rights Watch (HRW) e Amnistia Internacional (AI), que a consideraram “insensível” e “desumana”.

O advogado da defesa, Peter Fernando, disse que o Supremo Tribunal de Singapura anunciou a pena ao seu ciente, Punithan Genasan, numa audiência virtual realizada sexta-feira passada.

O condenado à morte, de 37 anos, foi considerado culpado por ter vendido, em outubro de 2011, pelo menos 28,5 gramas de heroína, crime passível da pena de morte, de acordo com a apertada legislação antidroga das autoridades de Singapura. Trata-se da primeira vez que a pena capital foi pronunciada no decurso de uma videoconferência, sublinhou o Supremo Tribunal local.

A aplicação de videoconferência Zoom viu subir a sua popularidade em todo o mundo na sequência do confinamento a que a população mundial tem sido sujeita por causa do novo coronavírus, mas várias organizações de defesa e promoção dos direitos humanos, como a Human Rights Watch (HRW), têm considerado que esta tecnologia não é apropriada para se pronunciar uma tal sentença.

A pena de morte é, na essência, cruel e desumana e torna-se ainda pior quando Singapura utiliza uma tecnologia como o Zoom para condenar um homem à morte”, sublinhou o director adjunto da HRW para a Ásia, Phil Robertson.

Por sua vez, a conselheira da AI para as questões ligadas à pena de morte, Chiara Sangiorgio, apelou às autoridades de Singapura a porem termo à pena capital, lembrando que a Cidade-Estado é um dos quatro países em todo o mundo que executa essa sentença por crimes associados ao tráfico de droga.

Numa altura em que a atenção global está focada no salvamento e na proteção de vidas numa citação de pandemia, a continuação da aplicação da pena de morte é ainda mais abominável”, afirmou a responsável da AI.

No meio de toda a polémica, o Supremo Tribunal da Cidade-Estado limitou-se a indicar que a leitura da sentença foi organizada desta forma “para garantir a segurança de todos os implicados” no julgamento.

Tal como na grande maioria de países, Singapura impôs aos seus habitantes um confinamento muito apertado como medida para travar a propagação da covid-19, tendo encerrado as empresas e o comércio não essencial.

A Cidade-Estado conseguiu, numa primeira fase, conter a propagação do vírus, mas faz atualmente face a uma segunda vaga da pandemia, que afeta sobretudo a vasta população de trabalhadores migrantes que laboram em Singapura e que residem maioritariamente em dormitórios, que se tornaram o principal foco da nova onde de contágios.

Até esta quarta-feira, Singapura registou mais de 29 mil casos de infeção, mas conseguiu limitar o número de mortos, segundo os dados oficiais, a apenas 22.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

Wuhan proíbe consumo de carne de animais selvagens

(FILES) This file picture taken on May 26, 2003 shows a policeman watching over a civet cat captured in the wild by a farmer in Wuhan, in central China's Hubei province. - The animal-borne SARS virus 17 years ago was supposed to be a wake-up call about consuming wildlife as food, but scientists say China's latest epidemic on January 26, 2020 indicates that the practice remains widespread and a growing risk to human health. (Photo by STR / AFP) / - China OUT / TO GO WITH China-health-virus-animals,FOCUS by Dan Martin (Photo by STR/AFP via Getty Images)

Sob pressão internacional, o epicentro da pandemia da Covid-19 proibiu o consumo de animais exóticos. Em toda a China foi também banida a caça deste tipo de animais.

As autoridades de Wuhan baniram  o consumo de carne de animais selvagens. O anúncio foi feito nesta quarta-feira e surge numa altura em que a China está a ser pressionada internacionalmente devido ao comércio e consumo de animais exóticos.

De acordo com a estação norte-americana CBS, os agricultores chineses vão receber dinheiro para deixar de criar animais selvagens e a caça deste tipo de animais passa a ser proibida em todo o território. Como exceção surge a captura para “pesquisa científica, equilíbrio populacional, monitorização de doenças epidémicas e outras circunstâncias especiais”.

A 2 de abril, Shenzen tornou-se na primeira cidade a proibir o consumo de carne de animais selvagens e pouco depois o país deixou de considerar cães como alimento: seriam reconhecidos exclusivamente como animais de estimação. Até então, milhões de cães eram abatidos e consumidos no país, merecendo críticas a nível internacional.

Desde o início da pandemia que a origem do vírus está em discussão, com os especialistas a apontar que poderá ter surgido num mercado que vendia animais selvagens para consumo na cidade de Wuhan.

Bruno Saraiva e Cazé Castro detidos indiciados de desrespeito ao estado de emergência

Recolheram às celas da Polícia da República de Moçambique, na cidade de Maputo, os fisiculturistas, Bruno Saraiva e Cazé Castro, indiciados de desrespeito ao estado de emergência, em vigor no país há cinquenta dias.

Segundo a polícia, os indiciados promoviam actividades desportivas, com o treinamento de pessoas, em aglomerados, na via pública, criando assim um ambiente propício para a propagação do coronavírus.

Bruno Saraiva reconhece que cometeu erro ao juntar pessoas para o treinamento, no entanto, acrescenta, um dos objectivos era consciencializar as pessoas sobre a necessidade de treinarem respeitando as medidas de prevenção da COVID-19.

À luz do estado de emergência, dentre outras medidas restritivas estão interditas actividades culturais e desportivas, realizadas em espaços públicos.

Na última sexta-feira, durante a comunicação à nação, o Presidente da República, Filipe Nyusi deixou em aberto a possibilidade de tomar medidas mais duras e apertadas, no âmbito do estado de emergência para prevenção do novo coronavírus, se persistir o incumprimento de algumas restrições, nomeadamente ao nível da limitação da circulação interna.

Nesse discurso, a excepção foi apenas aberta para o regresso aos treinos dos atletas de alta competição no quadro da preparação para os jogos olímpicos, todavia, em algumas rodovias, sobretudo na Estrada Circular de Maputo a concentração de pessoas em exercícios de manutenção física, acompanhadas por instrutores, tem sido recorrente

Joe Biden acusa Governo dos EUA de “abusar dos seus poderes”

Joe Biden considera que “aqueles encarregados de fazer cumprir a lei estão a abusar dos seus poderes”, referindo-se ao governo do republicano Donald Trump.

O candidato presidencial democrata, Joe Biden, disse esta quarta-feira que “aqueles encarregados de fazer cumprir a lei estão a abusar dos seus poderes”, referindo-se ao governo do republicano Donald Trump.

Numa videoconferência para os finalistas de curso de Direito da Universidade de Colúmbia, Biden pediu aos futuros juristas para “protegerem os fundamentos da democracia”, insinuando que eles estão ameaçados pelo atual governo norte-americano.

“Confiem na autogovernança, porque ela está sob ataque”, disse o candidato democrata à Casa Branca.

“As mesmas pessoas que estão encarregadas de fazer cumprir o Estado de direito estão a abusar dos seus poderes, protegendo os seus amigos, enfraquecendo os princípios que fazem o nosso país funcionar”, acusou Biden.

Os comentários do ex-vice-Presidente e candidato democrata acontecem quando crescem teorias da conspiração sobre o comportamento inadequado de Barack Obama no processo que envolve a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.

“Não quero descer à lama com essas pessoas”, disse Biden, na terça-feira, quando lhe foi pedido que respondesse às insinuações de que Obama teria compactuado com a interferência russa nessas eleições.

Biden afirmou que Trump quer distrair a atenção das pessoas, no que considera ser uma má gestão do combate à pandemia de Covid-19, que já matou quase cem mil pessoas nos Estados Unidos.

“Esse é o padrão: diversão, diversão, diversão“, declarou Biden, na terça-feira, referindo-se às manobras da Casa Branca para retirar a atenção pública das falhas na estratégia governamental para conter a propagação do novo coronavírus.

Esta quarta-feira, um comité do senado liderado pelo republicano Ron Johnson vai votar a possibilidade de iniciar uma investigação sobre o comportamento de Hunter Biden, filho do candidato Joe Biden, junto de uma empresa ucraniana, que esteve na base do processo de impeachment contra Donald Trump, no início do ano.

Os democratas consideram que Trump está a usar a maioria republicana no senado para fazer guerrilha política contra Biden e Obama, tentando envolvê-los em processos judiciais sem grande sustentação, apenas para tentar denegrir a sua imagem, em ano eleitoral.

“As pessoas conhecem-me”, respondeu Joe Biden, referindo-se ao que considera ser o prestígio de que goza junto do eleitorado e que lhe permitirá defender-se das insinuações e dos processos levantados pelos republicanos.

Brasil suspende restrição que impedia homossexuais de doar sangue

O Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiu suspender a proibição de homens homossexuais doarem sangue. Advogado diz que decisão encerra anos de preconceito e representa uma vitória.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil de suspender a proibição de homens homossexuais doarem sangue encerra anos de preconceito e representa uma vitória, afirmou o advogado Rafael Carneiro.

“Esse pensamento preconceituoso levou muitas pessoas a acreditar que os homossexuais têm sangue pior e impuro. Estávamos desistindo de salvar vidas por preconceito“, disse Carneiro, que, em 2016, apresentou ao STF uma ação judicial para acabar com a proibição.

Em 8 de maio, o STF considerou inconstitucionais as regras oficiais que impediam a doação de sangue realizada por homens que fizeram sexo com pessoas do mesmo sexo nos 12 meses anteriores.

Para Carneiro, a decisão histórica ocorreu em um momento igualmente histórico, devido à pandemia do novo coronavírus, que atinge o mundo e ameaça os stocks de banco de sangue em vários países, incluindo o Brasil.

“Houve uma urgência em julgar o caso. Além de acabar com a discriminação, as restrições afetaram a própria saúde brasileira, pois sabemos que a falta de sangue no Brasil é muito alta”, afirmou o advogado.

O STF retomou o julgamento após três anos de paralisia e o fez em um momento em que vários países, como os Estados Unidos, Dinamarca, Austrália e Irlanda do Norte, diminuíram os seus requisitos para facilitar a doação de sangue de homossexuais para enfrentar a pandemia.

“O que torna uma pessoa não adequada para doação de sangue são comportamentos de risco, relacionamentos promíscuos, uso de drogas, encontros com profissionais do sexo. Mas ter uma orientação sexual não é um comportamento de risco“, enfatizou Carneiro.

A restrição à doação de sangue por homens gays remonta ao final dos anos 1970 e início dos anos 1980, quando surgiram os primeiros casos de SIDA no mundo e no Brasil.

À medida que as investigações avançavam, a infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) também foi detetada em mulheres, heterossexuais e crianças, mas as pessoas pertencentes aos chamados grupos de risco continuaram carregando o estigma da doença.

Vários corpos abandonados em Awasse, em Cabo Delgado

Vários corpos foram encontrados por transportadores, no sábado 16, próximos à aldeia Awasse, junto à estrada que liga aquela localidade e a sede do distrito de Mocímboa da Praia, na província moçambicana de Cabo Delgado, uma zona que esteve debaixo de um fogo cruzado a 11 de maio, disseram à VOA fontes locais nesta quarta-feira, 20.

Relatos indicam que após violentos ataques de insurgentes contra Awasse e Miangalewa, ficou interrompida qualquer circulação rodoviária para Mocímboa da Praia e quando as carrinhas de passageiros retomaram no sábado, depararam-se com vários corpos, em número ainda por determinar.

“Os corpos estavam na estrada. Eram muitos corpos”, explicou Suanir Abibo, um dos passageiros que viajava na carrinha de transporte coletivo, e que disse que o administrador de Mocímboa da Praia foi ao local ver a situação.

Entre os corpos, relataram os moradores, estavam pessoas trajadas com a farda oficial das Forças de Defesa e Segurança, que suspeitam ser baixas do exército durante confrontos com os insurgentes.

Os corpos terão sido enterrados entre domingo e segunda-feira, de acordo com os moradores, depois que o administrador de Mocímboa, Assuede Falume, – que tomou posse a 30 de abril – visitou as aldeias de Awasse e Diaca.

As duas aldeias fazem parte das 11 atacadas por insurgentes entre 3 e 13 de maio, segundo revelou o ministro moçambicano do interior, Amade Miquidade, em conferência de imprensa na semana passada.

“Além dos corpos, na estrada, na zona de Diaca tivemos que remover troncos que barricavam a estrada. Só depois de chegarmos a Mocímboa da Praia é que outros carros começaram a circular”, acrescentou Abibo.

Outros moradores disseram à VOA que muitas pessoas continuam a deixar as aldeias nesta quarta-feira, algumas para Nampula, outras para Montepuez e Pemba.

Os insurgentes continuam a controlar Miangalewa, onde estão acampados desde 1 de maio.

Moçambique enfrenta a insurgência islâmica há dois anos e meio, e em meados de abril, o Governo reconheceu que estava a sofrer uma “agressão externa perpetrada por grupos de terroristas” em Cabo Delgado, que já provocou pelo menos 1.100 mortos e mais de 200 mil deslocados.

PGR acusa justiça americana de falta de cooperação no caso “dívidas ocultas”

A Procuradora-Geral da República (PGR) de Moçambique, Beatriz Buchilli, denunciou a falta de cooperação dos Estados Unidos da América no processo de investigação do chamado caso “dívidas ocultas”, o que, segundo ela, tem atrasado o seu trabalho.

A embaixada dos Estados Unidos em Maputo promete responder em breve.

“Apesar das inúmeras insistências, a última das quais, após o julgamento de Jean Boustani, um dos envolvidos neste processo, que correu termos num tribunal de distrital em Nova Iorque, continuam sem responder aos nossos pedidos, prejudicando, assim, as investigações e a celeridade que se impõe, contra todos os princípios de colaboração estabelecidos pelas convenções internacionais”, afirmou a PGR, acrescentando que esse posicionamento é “contra todos os princípios de colaboração estabelecidos pelas convenções internacionais”.

Buchilli falava na apresentação do relatório sobre a situação criminal e processual de 2019 nesta quarta-feira, 20, na Assembleia da República, que esteve centrado no processo das dívidas ocultas.

A PGR reclamou ainda a legitimidade de Moçambique ser o único país capaz de garantir a responsabilização do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, detido na África do Sul desde 29 de dezembro de 2018, e de outros envolvidos no escândalo.

No entanto, enumerou ter ativado a cooperação jurídica com Portugal, África do Sul, Argélia, Líbano e Reino Unido, no âmbito das investigações às dívidas ocultas.

Beatriz Buchili considerou o atraso no processo de extradição Manuel Chang, para Moçambique, como um dos entraves do caso.

Em conexão com as dívidas ocultas, 20 cidadãos moçambicanos foram constituídos arguidos e aguardam procedimentos judiciais.

Num processo autónomo, disse Buchili, foram constituídos 10 arguidos, dos quais quatro estrangeiros e seis moçambicanos, incluindo Manuel Chang.

A identidade dos outros nove arrolados não foi apresentada.

Do lado das bancadas surgiram algumas questões, ainda sobre o processo das dívidas ocultas.

Aires Ali, da Frelimo, desenterrou as revelações do julgamento de Brooklyn, em Nova Iorque, que teve como arguido, o franco-libanês, Jean Boustani, e exigiu informações sobre o chamado “New Man”, referenciado durante o processo.

Uma questão à qual a PGR deve responder na sessão de amanhã, 21.

Advogados moçambicanos desafiam a polícia a encontrar os mandantes de raptos

Os advogados Arlindo Guilamba e Rodrigo Rocha acreditam que a polícia moçambicana está na posse de elementos que podem levar aos mandantes de raptos.

A reação surge na sequência do resgate pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), nesta quarta-feira, 20, dos empresários Ridwan Adatia e Manish Cantilal, em Maputo.

Rocha diz “pela forma verde como chegaram aos locais, existe grande possibilidade de conseguir chegar aos reais mandantes e as reais pessoas que estão a lucrar pelo menos com estes dois raptos”.

Para Guilamba, “o trabalho perfeito feito pela polícia em relação ao regaste”, pode ajudar a compreender os contornos deste tipo de crime.

“Ficam-nos as dúvidas sobre como é que está teia está constituída; nos parece que há aqui um trabalho muito grande para perceber a teia e perceber como desmantelar para que não volte a acontecer,” disse o advogado.

Ridwan Adatia, de origem indiana, havia sido raptado há três semanas; e o moçambicano Manish Cantilal estava nas mãos de malfeitores há mais de três meses.

Em ambos casos, disse a Sernic, os raptores exigiam milhares de dólares.

“Uma fonte da família revelou que logo depois do rapto [de Rizwan Adiatia], na semana seguinte, houve uma exigência de cinco milhões de dólares,”, disse a diretora do Sernic em Maputo, Benjamina Chaves.

Tortura

Perante a resistência da família, disse Chaves, os raptores foram baixando o valor “e até ontem (19) eles já precisavam de trezentos mil dólares, porque queriam se livrar da vítima”.

Na negociação do resgate, as duas vítimas foram alvo de tortura dos raptores, que apontaram nomes de alegados mandantes.

“Eles dizem que é este ou aquele fulano que está envolvido (no rapto), só não posso estar aqui a dizer, mas dizem mesmo (…) no final do dia acabam por prejudicar o Governo, enquanto não tem nada a ver com isso,” disse Cantilal.

Na operação de hoje, a polícia deteve, pelo menos, três indivíduos – dois homens e uma mulher – suspeitos de fazer parte da rede de raptores.

Chaves disse que nestes crimes estão envolvidos cidadãos foragidos na África do Sul. “Continuamos a interagir com a nossa congénere sul-africana no sentido de localizar as pessoas que estamos à procura”.

O rapto de empresários ou seus familiares é recorrente em Moçambique. Este ano, pelo menos, foram registados cinco casos, em Maputo, Sofala e Manica.

Federações propõem Vila Olímpica como centro de estágio dos atletas

As federações nacionais das modalidades de alto rendimento defendem que a melhor forma de controlar os atletas que estão a preparar-se para os Jogos Olímpicos é juntá-los todos no mesmo local. Esta proposta foi levantada durante o encontro que tiveram com o Comité Olímpico de Moçambique para estudar as modalidades do início dos treinos.

O presidente da República relaxou as medidas de prevenção para atletas de alto rendimento e estes agradeceram. Agora estudam as melhores medidas a tomar para o retorno aos treinos com vista a sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. Mas a maior proposta de todas é de usar a vila olímpica como centro de estágio para um melhor controlo, bem como para melhor avaliação do rendimento dos atletas.

A ideia do centro de estágio é comungada pelo gabinete médico do Comité Olímpico de Moçambique que considera ainda que há necessidade de cumprimento das recomendações.

Os atletas do alto rendimento já começaram com os treinos com vista a participação nos Jogos olímpicos de Tóquio

COVID-19: Nampula corre risco devido a proximidade com Cabo Delgado

Dada a aproximação com a província de Cabo Delgado epicentro da Covid-19 em Moçambique, Nampula vive cada vez mais o risco de registo do vírus, mas os comportamentos considerados de risco continuam presentes entre os residentes.

(em actualização)

Total garante o financiamento para o projecto de gás natural em Moçambique

A empresa francesa Total garantiu um financiamento de 14,4 mil milhões de dólares americanos para o seu projecto de gás natural liquefeito em Cabo Delgado, Moçambique, escreve a Reuters.

De uma das suas fontes, a Reuters apurou que a Total chegou a um acordo com um grupo que inclui cerca de 20 credores para a primeira fase do financiamento de 14,4 mil milhões de dólares.

Também nesta quarta-feira, mais cedo, a Bloomberg noticiou que a Total deveria assinar um financiamento de 15 mil milhões para o projeto, em junho, com um grupo de 20 bancos, incluindo o Rand Merchant Bank, Standard Bank Group Ltd. e Societe Generale SA, na assessoria financeira.

Prevê-se que produção de gás natural liquefeito inicie em 2024.

Governo pondera prolongar calendário escolar até Novembro

O calendário escolar pode terminar em Novembro e não em Outubro, como tem sido habitual, para “recuperar o tempo perdido” na sequência da interrupção das aulas, desde Março passado, devido à COVID-19. Se assim for, o ano lectivo começaria em Janeiro de 2021. O habitual tem sido em Fevereiro. Mas qualquer decisão a ser tomada dependerá da tendência dos casos do novo Coronavírus. Até ontém havia 156 casos positivos no país. 

“Por estarmos desde Março sem aulas, por exemplo, pode ser que o ano lectivo não termine em Outubro, como é habitual. Podemos estender o calendário para finais de Novembro ou início de Janeiro de 2021. A evolução dos casos e a situação conjuntural é que nos vai ajudar a definir”, disse esta quarta-feira, à Lusa, Gina Guibunda, porta-voz do Ministério da Educa- ção e Desenvolvimento Humano (MINEDH).

A fonte explicou que quando foi declarado o Estado de Emergência no país, no dia 01 de Abril, o MINEDH previa que se retomassem as aulas a 04 de Maio em curso, mas tal não foi possivel por cau- sa do aumento de casos da pan- demia, o que ditou a prorrogação por 30 dias. E os casos do novo Coronavíus continuam a subir, colocando uma incógnita sobre o regresso dos alunos às escolas.

“Ainda não temos matéria para dizer que o ano lectivo vai ser anulado, trata-se de uma incógnita sim, mas nós estamos a tentar resolver essa equação em função dos dados que temos”, acrescentou Gina Guibunda, segundo a Lusa.

A responsável disse que o reajuste do calendário escolar, “vai ser estipulado um tempo para a revisão das matérias que têm sido veicula- das através das plataformas”.

No seu balanço dos primeiros 15
dias da segunda fase do Estado de Emergência, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse que “a não observância do cumprimento das medidas frustra a expectativa dos moçambicanos, o que poderá forçar o Governo a decretar, nos
próximos tempos, medidas mais duras e apertadas que as actuais que, por si só, também não se demostram fácies para todos nós”. Nyusi instou aos moçambicanos a “aderirem às regras de distanciamento [social] e protecção. Só com um comportamento responsável poderemos evitar o agravamento de medidas [confinamento]” e garantir “o regresso gradual à vida normal”.

O Chefe de Estado alertou ainda que “os próximos 15 dias são decisivos, para determinarmos qual será a nossa forma de estar depois do fim do período desta segunda etapa da emergência decretada, que termina no dia 30 de Maio”.

Bancada da Frelimo quer esclarecimentos de Buchili sobre a figura de NewMan

A Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, volta hoje à Assembleia da República, na cidade de Maputo, para responder às perguntas dos deputados em torno do seu informe anual.

No âmbito das dívidas ocultas, a bancada da Frelimo exige esclarecimentos sobre a figura de NewMan, citado no Tribunal de Manhattan, nos Estados Unidos da América, no julgamento de Jean Boustani. Já as bancadas da Renamo e do MDM querem informações exaustivas sobre os supostos crimes eleitorais e tráfico de drogas.

As preocupações das bancadas foram apresentadas a Beatriz Buchili, hoje, no Parlamento, depois de a Procuradora-Geral da República ter-se colocado à disposição dos deputados para perguntas de esclarecimento. Do lado da Frelimo, a pergunta sobre a figura de NewMan foi colocada pelo deputado Aires Ali.

Por sua vez, do lado do maior partido da oposição, Renamo, o pedido de esclarecimentos sobre o facto de Moçambique ser considerado corredor de drogas foi colocada por Maria Anastácia.

Por fim, José Domingos foi o deputado do MDM que colocou a Beatriz Buchili a pergunta sobre os crimes eleitorais denunciados pela oposição e sociedade civil.

As respostas às perguntas deverão ser reveladas amanhã.

Governo revoga decreto que fixa taxas à comunicação social

O Conselho de Ministros revogou esta quarta-feira o decreto [40/2018, de 23 de Julho] que fixava taxas e multas no acto do licenciamento dos órgãos de comunicação social e acreditação de jornalistas no país. Com a revogação, o Executivo diz que há espaço para se aprofundar o debate sobre a matéria, envolvendo empresas e profissionais de comunicação social.  

Depois do acórdão do Conselho Constitucional (CC), que declarou inconstitucional o polémico Decreto N?40/2018, de 23 de Julho, que agravava os custos para o exercício da actividade jornalística em Moçambique, o Governo anunciou ontem, a revogação deste instrumento.

“A revogação visa criar espaço para se aprofundar e alargar a reflexão sobre a matéria, com o envolvimento das empresas e profissionais de comunicação social”, explicou o porta-voz da 17ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, Filimão Suaze.

Os custos exorbitantes para o exercício da actividade jornalística no país, compreendiam por exemplo, a cobrança de uma taxa de 500 mil meticais pela acreditação e a respectiva renovação.

O Conselho de Ministros apreciou ainda e alterou as designações das reservas nacionais do Niassa, de Gilé e de Chimanimani, que passam a designarem-se parques.

“A alteração da categoria destas reservas traz consigo uma série de mudanças de gestão. Sobretudo a captação de receitas e de ponto de vista de atraccão turística vamos ter uma grande mudança”, apontou Filimão Suaze.

Relativamente às restrições impostas pelo Estado de Emergência, como medida de prevenção da COVID-19, o porta-voz do Conselho de Ministros mostrou preocupação com o incumprimento, reiterando que o uso de máscara é obrigatório.

Foi igualmente apreciada a resolução que nomeia o antigo ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino de Marrule, para o cargo de coordenador nacional do Gabinete do programa Millennium Challenge Compacto-Moçambique.

Ainda na referida sessão, o Governo apreciou a Conta Geral do Estado de 2019, a ser submetida à Assembleia da República (AR) e ao Tribunal Administrativo, para a sua aprovação.

Avanço lento da Covid-19 em África “é uma lição para alguns países”

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou hoje que os países desenvolvidos deviam aprender com as “medidas preventivas muito corajosas” adotadas por alguns países africanos para limitar a propagação de covid-19.

“Das previsões que fizemos no início [da pandemia], a covid-19 avançou de maneira muito mais lenta” do que se esperava em África, afirmou António Guterres, em entrevista à rádio pública francesa RFI.

Segundo Guterres, o avanço lento do novo coronavírus no continente africano deve-se ao facto de “a maioria dos governos e sociedades africanas terem adotado medidas preventivas muito corajosas a tempo, o que é uma lição para alguns países desenvolvidos que ainda não o fizeram”.

Com menos de 3.000 mortes e cerca de 88.000 casos, África está a ser relativamente pouco afetada pela pandemia, que já provocou a morte de mais de 320.000 pessoas em todo o mundo.

Durante a entrevista, o secretário-geral da ONU considerou ainda que a suspensão dos pagamentos do serviço da dívida para os países mais pobres, concedida em meados de abril por vários credores públicos, foi uma medida insuficiente.

“Precisamos de nos preparar para um alívio direcionado da dívida e uma abordagem mais abrangente e estrutural para evitar a todo o custo no futuro uma série de falências que possam levar à depressão”, recomendou.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 320 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,7 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mulher detida por suspeita de venda de drogas em Maputo

Detida em Maputo uma mulher de quarenta anos de idade por suspeita de venda de drogas. Segundo a polícia um individuo morreu no último sábado na residência da suspeita depois de consumir drogas.

A mulher em causa tem passagens pela polícia e pelos tribunais da Cidade de Maputo. Em Março último, esteve detida, indiciada de venda de drogas, depois foi restituída à liberdade pela Procuradoria-Geral da República da Cidade de Maputo, por insuficiências de provas.

Pelo mesmo crime, a detida voltou às celas, mas desta vez associada à morte de um alegado consumidor, o que aconteceu em casa da detida, depois de alegadamente injectar-se com drogas.

Estranho ou não, é que a casa onde se suspeita que há venda e consumo de drogas está a 10 metros do novo posto policial da Mafalala.

Nyusi nomeia Belmiro Malate ao cargo de embaixador na Malásia

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou, através de Despacho Presidencial, Belmiro José Malate, para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da Malásia.

O diplomata assume as novas funções com residência em Jacarta, onde presentemente ocupa o cargo de Embaixador de Moçambique junto da República da Indonésia.

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