A ministra da Saúde angolana anunciou nesta segunda-feira 22, que, ao contrário do que estava previsto, os locais de culto vão continuar encerrados em Luanda e no Cuanza Norte, reabrindo nas restantes províncias em 24 de junho.
“Apesar de termos feito projeção de abrir os locais de culto no dia 24, tal não vai acontecer em Luanda e Cuanza Norte devido à situação epidemiológica atual”, sublinhou Silvia Lutucuta, aludindo ao “aumento importante de casos nas últimas semanas”.
Angola regista atualmente 186 casos de infeção pelo novo coronavírus e anunciou na semana passada os primeiros quatro casos fora de Luanda, na província do Cuanza Norte, onde está a ser feita “uma avaliação epidemiológica profunda para tomar as melhores decisões”.
As autoridades sanitárias já receberam 160 amostras daquela província, das quais quatro testaram positivo para a covid-19.
A ministra alertou ainda para o “grande incumprimento das medidas de proteção individual e coletiva” que tem sido observado, com muitas aglomerações na rua, sem respeitar as distâncias e sem usar as máscaras.
No mês passado, quando foi declarado o estado de calamidade pública, o Governo tinha previsto retomar as celebrações religiosas a partir de 24 de junho, preferencialmente apenas quatro dias por semana.
As celebrações religiosas em espaços fechados serão realizadas de preferência apenas durante duas horas em quatro dias por semana, sendo os restantes dias reservados a higienização dos locais de culto.
Será obrigatório o uso de máscara e o distanciamento de, no mínimo, dois metros entre os fiéis, tendo de estar também garantida a higienização das superfícies e lavagem das mãos à entrada dos locais de culto.
Os grupos de risco terão uma localização privilegiada nos locais de culto e é proibida a utilização ou distribuição de folhetos ou documentos, durante as celebrações.
Os recipientes para oferta deverão ser colocados em locais de fácil acesso devendo os fiéis deslocarem-se ao respetivo local observando o devido distanciamento físico.
As cerimónias fúnebres terão um máximo de 50 participantes, exceto no caso de pessoas que tenham morrido de covid-19, limitados a 25 participantes.
O Presidente brasileiro Jair Bolsonaro insistiu na segunda-feira 22, que a reação do mundo à pandemia de covid-19 foi exagerada e defendeu uma aceleração do processo de reabertura de empresas e a retoma das atividades suspensas pelas medidas de distanciamento social.
“Peço aos governadores e prefeitos do Brasil, obviamente com responsabilidade, que comecem a abrir o comércio, porque as novas informações vindas de todo o mundo e da Organização Mundial de Saúde (OMS), juntamente com os seus erros, mostram que talvez tenha havido um pouco de exagero no tratamento desta questão”, disse Bolsonaro em entrevista ao canal BandNews TV.
O chefe de Estado brasileiro, um dos governantes mais céticos sobre a gravidade da pandemia e que chegou ao ponto de tratar a covid-19 como uma “gripezinha”, criticou as medidas de distanciamento social impostas desde março para impedir o avanço do novo coronavírus e que, devido à paralisia das atividades, geraram uma crise económica sem precedentes.
Apesar destas medidas, o Brasil tornou-se no segundo país mais afetado pelo novo coronavírus no mundo, depois dos Estados Unidos da América.
Os efeitos económicos da pandemia ameaçam mergulhar o Brasil na maior recessão da sua história, com uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) estimada pelos economistas em 6,5% e a perda de milhões de postos de trabalho.
“Disse desde o início que a vida e o emprego devem ser considerados como estando totalmente ligados e não podemos permitir que o efeito colateral de lidar com a pandemia em algumas partes isoladas do Brasil seja mais prejudicial do que a própria pandemia”, disse.
É por isso, acrescentou, que é necessário que as empresas reabram, considerando que “esse processo teria de ser um pouco mais acelerado”.
“A economia afeta-nos a todos. Se o Brasil não se sair bem na economia, todos sofrem, a começar pelos que têm rendimentos mais baixos. O campo não parou, mas as cidades e muitos estados pararam, e não será fácil pôr a economia a funcionar novamente”, acrescentou.
Jair Bolsonaro voltou a minimizar a pandemia e a defender a normalização das atividades, numa altura em que as estatísticas confirmam o Brasil como o segundo país mais afetado do mundo, com quase 51.000 mortos e 1,1 milhões de infetados.
De acordo com uma base de dados desenvolvida por um consórcio de meios de comunicação social que depende de estatísticas dos governos regionais, o país atingiu hoje um total de 50.737 mortes, tem quase 1,1 milhões de casos e é um dos principais polos mundiais da pandemia.
Na entrevista ao BandNews, o Presidente disse ainda que o seu Governo concordou em pagar duas novas parcelas mensais do subsídio que foi concedido a 50 milhões de desempregados, informais e pobres para os ajudar a atenuar os efeitos da pandemia, mas que o valor terá de ser reduzido.
“Estamos a pagar a terceira parcela dessa ajuda de emergência, mas o país não pode conceder mais dois meses com esse montante. Isso custa-nos cerca de 50 mil milhões de reais [8,4 mil milhões de euros] por mês e o país já não se pode dar ao luxo de se endividar”, afirmou.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 469 mil mortos e infetou quase 9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
O Tribunal Judicial da Província de Gaza, sul do país, condenou na última quinta-feira seis polícias a penas de prisão entre três anos e 24 anos pelo seu envolvimento no homicídio em Outubro passado do dirigente da organização e observador eleitoral.
Em comunicado, a organização aponta “fragilidades do processo”, considerando que o julgamento não esclareceu “as razões que levaram os agentes a assassinarem o ativista”, além de não ter identificado “os mandantes do crime”.
“Não houve relatos de tentativa de subtrair algum bem na posse de Anastácio Matavel antes ou depois do seu assassinato. A nossa expectativa e de todo o cidadão de bem era de ver esta questão esclarecida durante o julgamento”, acrescenta.
Para a Sala da Paz, o facto de os polícias condenados terem imputado a culpa da autoria moral do homicídio a um agente foragido, Agapito Matavel, nada esclarece sobre a identidade dos mandantes, pelo que a organização considera ser importante que a investigação continue visando um esclarecimento cabal do caso.
Nesse sentido, prossegue o comunicado, é importante a localização do agente foragido, para que seja julgado e ajude a esclarecer as dúvidas que persistem em relação às motivações do assassinato.
Por outro lado, a Sala da Paz exprime preocupação por os agentes envolvidos no assassinato não terem sido responsabilizados administrativamente e continuarem a ostentar o estatuto de servidores públicos, apesar de terem usado meios do Estado para praticarem o crime.
“A responsabilização administrativa e exemplar dos autores do assassinato vai contribuir para desencorajar os demais agentes de usarem meios do Estado para praticarem atos ilícitos”, acrescenta a nota.
Aquela organização assinala que o contexto em que o crime ocorreu – a uma semana das eleições gerais moçambicanas – deu uma dimensão internacional ao caso, o que reforça a necessidade de partilha de informação sobre o mesmo e o imperativo urgente do esclarecimento das questões pendentes.
O acórdão proferido pela juíza Ana Liquidão na quinta-feira passada condenou Tudelo Guirrugo, Edson Silica e Alfredo Macuácua a 24 anos de prisão, Euclídio Mapulasse a 23 anos, e Januário Rungo e Justino Muchanga a três anos de cadeia.
O sétimo arguido e único civil no caso Ricardo Manganhe foi absolvido.
Um outro polícia acusado de participação no homicídio, Agapito Matavel, é alvo de um processo autónomo, por se encontrar foragido.
Dois agentes da corporação, Nóbrega Chaúque e Martins William, morreram quando a viatura que transportava os acusados capotou, durante a tentativa de fuga do local do crime.
O homicídio de Anastácio Matavel mereceu condenação no país e no estrangeiro, dado o caráter violento, em plena campanha eleitoral, à beira da votação geral moçambicana de 15 de outubro do ano passado.
O ex-conselheiro de segurança dos Estados Unidos volta a revelar mais detalhes polémicos sobre a governação de Donald Trump.
Na véspera do lançamento do livro de memórias, John Bolton diz numa entrevista à cadeia de televisão ABC que o presidente dos Estados Unidos cedeu mais do que devia, perante o líder do coreia do Norte sem obter nada em troca, só para conseguir um acordo.
Revela ainda que a pessoa que mais manda na Casa Branca é o genro de Trump.
Trabalhar numa companhia aérea foi e é um sonho para muitas pessoas. Mas com a pandemia o sonho está a tornar-se num pesadelo.
“Já voo há 20 anos. Desde os cinco anos que queria voar. Lembro-me de voar com a minha família e sempre gostava das hospedeiras de bordo. Vibrava, era uma coisa que eu sempre quis fazer”, diz uma hospedeira de bordo da British Airways – que preferiu manter o anonimato. Como tantos outros milhares de funcionários, ficou em terra por causa da Covid-19.
“Ao princípio nós sabíamos da existência da situação, porque voávamos muito para Hong Kong e sabíamos que estava em vigor um bloqueio por lá. Mas não esperávamos que o problema fosse para o ocidente com tanta força como foi. Em março, percebemos que ia ser um grande problema mas nunca antecipámos como a companhia aérea ia reagir”, explica.
Uma das decisões da empresa foi despedir até 12 mil trabalhadores, incluindo milhares de tripulantes de bordo. Embora tenha sido um tempo de turbulência para todas as companhias aéreas de todo o mundo, alguns funcionários da British Airways acreditam que a empresa está a usar a Covid-19 como desculpa para levar adiante um velho plano de despedimento dos mais velhos e experientes com o objectivo de dar lugar aos trabalhadores mais jovens e baratos.
A hospedeira de bordo continua, explica que “a proposta tem um grande impacto. É um corte de 60% a 70% nos nossos vencimentos contratuais. É um impacto muito maior para a tripulação mais antiga do que para a mais nova. Este plano tem estado a ser preparado há uns 10 anos. É uma coisa que querem fazer já há dez anos. De repente aparece esta pandemia e «booom» os contratos com salários baixos reaparecem.
No parlamento britânico, o presidente da Comissão dos Transportes criticou a atuação da British Airways.
“A British Airways quer tornar redundante quase um terço da sua força de trabalho e ao mesmo tempo faz propostas de alteração de contratos a metade dos seus empregados. Por outro lado, planeia investir mil milhões de libras numa companhia nova. As empresas não podem atuar assim e ao mesmo tempo apropriar-se do dinheiro dos contribuintes”, declarou Huw Merriman.
Num comunicado enviado à Euronews, a British Airways declarou estar a trabalhar para proteger o máximo de postos de trabalho e que ainda não decidiu o que vai ser cortado. Afirmou também que os sindicatos precisam estar mais empenhados nas negociações com a empresa, em especial os que representam o pessoal de bordo.
Com o futuro das viagens aéreas ainda no ar, os funcionários da British Airways enfrentam o futuro com ansiedade, sem saber se vão poder levantar voo novamente ou ficar em terra para sempre.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) desafiou na terça-feira 22, os laboratórios farmacêuticos a aumentarem a produção do medicamento anti-inflamatório dexametasona, reiterando que o fármaco apenas deve ser administrado a doentes com covid-19 em estado grave e sob supervisão médica.
Segundo o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que falava numa videoconferência de imprensa, o dexametasona “pode salvar doentes em estado grave”, mas apenas deve ser administrado a estes pacientes e sob “supervisão clínica”.
“O desafio, agora, é aumentar a produção e distribuir rapidamente, e de forma equitativa, o dexametasona em todo o mundo, focando-nos onde é mais necessário”, afirmou o director-geral da OMS, a partir da sede da organização, em Genebra, na Suíça.
De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, a procura do medicamento anti-inflamatório esteróide aumentou, depois de dados preliminares de um estudo realizado no Reino Unido terem revelado o efeito benéfico do fármaco, ao reduzir a mortalidade de doentes com covid-19 que têm dificuldade em respirar e precisam de receber oxigénio ou estar ligados a um ventilador.
“É um medicamento barato, existem muitos fabricantes em todo o mundo que podem acelerar a produção”, sublinhou o director-geral da OMS, exortando os países a serem solidários, a trabalharem “juntos” para que o fármaco “chegue aos países e aos doentes mais necessitados”.
A pandemia da covid-19 já provocou mais de 468 mil mortos e infectou quase 9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.
O navio humanitário Ocean Viking zarpou esta segunda-feira, após três meses parado por causa da crise provocada pela Covid-19, e segue em direção a águas líbias para resgatar migrantes naufragados no Mediterrâneo, revelou a Agência France Presse (AFP).
Segundo o jornalista da AFP, que segue a bordo do Ocean Viking, o navio humanitário fretado pela organização não-governamental SOS Méditerranée, que aplicou um protocolo rigoroso para impedir a propagação do coronavírus a bordo, levantou âncora de Marselha por volta das 8h30 e planeia regressar na quinta-feira àquela zona do Mediterrâneo central.
Desde 20 de março, que o navio tinha suspensas as operações devido à pandemia de Covid-19, o que fez com que a parceria com a organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras terminasse em meados de abril, segundo a qual essas operações de resgate não poderiam esperar pelo fim da crise sanitária.
Entre o início de janeiro e o final de maio, as saídas de migrantes da costa da Líbia aumentaram 120%, em comparação com o mesmo período do ano passado, ou seja 8.311 pessoas contra as 3.712 de 2019, segundo os dados das Nações Unidas.
A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 465 mil mortos e infetou mais de 8,8 milhões de pessoas em todo o mundo. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Oito guardas prisionais negros e latinos apresentaram uma queixa de discriminação contra as autoridades da prisão do Minnesota (EUA), por alegadamente terem sido proibidos de ter contacto com o ex-polícia Derek Chavin.
De acordo com os media locais, citados pela Efe, as autoridades prisionais terão proibido o contacto destes oito guardas com o ex-polícia acusado da morte do afro-americano George Floyd “por não serem brancos”.
Na queixa, apresentada no Departamento do Direitos Humanos do Minesota na passada sexta-feira, os guardas prisionais do condado de Ramsey alegam que, quando Chauvin chegou às instalações do centro de detenção de adultos, em 29 de maio, o superintendente ordenou que todos os oficiais “de cor” abandonassem o piso onde estaria o recluso, informou o canal local KSTP.
Os queixosos argumentam que os oficiais negros e hispânicos estão proibidos de ter contacto com Chavin e foram substituídos por outros colegas.
Segundo uma reportagem do canal afiliado da cadeia ABC, um dos oficiais disse sentir-se “humilhado” e outros agentes foram vistos a chorar.
George Floyd, de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção.
A sua morte provocou uma onda de protestos nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.
Os termómetros na cidade russa de Verkhoyansk, no leste da Sibéria, chegaram aos 38 graus Celsius no fim de semana, informaram esta segunda-feira fontes meteorológicas russas.
Verjoyansk, juntamente com Oymyakon, são conhecidos como os dois lugares mais frios do planeta, onde as temperaturas podem cair para mais de 67 graus abaixo de zero.
Segundo as autoridades, a situação atual em Verjoyansk, onde as altas temperaturas foram registadas neste fim de semana, deve-se a um “anticiclone oriental”.
O serviço meteorológico de Yakutia, onde estão localizadas as duas “capitais do frio”, lembrou que nesta parte da Sibéria as temperaturas podem subir até 30 graus no verão, mas essa situação normalmente ocorre em julho, e não em junho.
“Mas em breve tudo voltará ao normal (…) e as temperaturas em Verkhoyansk deverão cair para 15 graus, além disso, possivelmente na localidade haverá chuvas sob a forma de granizo”, disse a meteorologista local Tatiana Marshalik, citada por a agência russa RIA Novosti.
Na semana passada, o Serviço Meteorológico da Rússia alertou que as temperaturas na Sibéria nos próximos dias excederiam a norma em mais de 10 graus e, se a situação persistir, o risco de incêndios florestais na região aumentará.
Cerca de 70 por cento de pais e encarregados de educação e as respectivas crianças temem o regresso às aulas por ainda não estarem criadas condições de segurança contra a COVID-19, revela uma sondagem do Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (Rosc).
O medo pela doença mortífera toma conta das famílias. Quase três meses de Estado de Emergência, cerca de 8800 pais e encarregados de educação ouvidos pelo Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança disseram não ao regresso imediato às aulas.
“Nós encontrámos como os grandes argumentos, primeiro, que têm medo que as suas crianças sejam contaminadas porque acham que elas não conseguem se cuidar sozinhos, sobretudo os mais novos”, referiu hoje Benilde Nhalevilo, directora executiva do Rosc.
A sondagem foi feita entre os dias 5 e 12 deste mês através de plataformas digitais para perceber a opinião dos encarregados de educação sobre a matéria no contexto da COVID-19. As crianças também foram ouvidas e suas respostas assemelham-se as dos adultos.
“O não que eles apresentam é pelo medo de serem contaminadas, o medo dos transportes públicos e a insegurança porque algumas das escolas, houve uma até que deu exemplo da escola onde estava que não tem condições de saneamento”, referiu Benilde Nhalevilo.
Outro grupo de pais e alunos, que é a menor parte, propõe o rápido regresso à escola por não assimilar as aulas por televisão, rádio ou internet, mas clama por melhoria da segurança. “Os que dizem sim, não dizem para todos, mas para as crianças em classes de exames”, disse.
Tendo como base as sondagens, a organização da sociedade civil recomenda: “Se for preciso voltar à escola que se volte, mas é preciso olhar para a questão do direito à saúde, a questão do direito à educação e a questão do direito à proteção”, sugeriu a directora do Rosc.
De acordo com a sondagem, cerca de 10 por cento dos adultos estão indecisos quanto ao regresso imediato ou não às aulas. Para as conclusões, foram ouvidas cerca de 722 crianças em idade escolar.
Geoffrey Berman investigava elementos próximos do Presidente acusados de interferência política dentro do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O seu afastamento levou democratas a defenderem a impugnação do secretário da Justiça William Barr.
O Partido Democrata dos Estados Unidos não abdica de ouvir Geoffrey Berman, o procurador federal de Nova Iorque demitido no sábado quando investigava acusações de interferência política da Casa Branca no Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O jornal “Financial Times” fala mesmo de “uma purga” em curso no interior desse ministério.
Em declarações no programa “State of the Union” da CNN, Jerry Nadler, o democrata que preside à comissão judicial da Câmara dos Representantes, afirmou estar “seguro” de que Berman irá testemunhar diante do Congresso — as audições ao caso começam na próxima quarta-feira. “Não sei se será quarta-feira, mas estou seguro de que testemunhará”, disse Nadler.
No mesmo sentido, outro representante democrata, Hakeem Jeffries, eleito por Nova Iorque, defendeu a importância do testemunho do procurador. “Julgo que ele tem muito a dizer sobre um padrão contínuo de caos, crise e corrupção que temos visto no Governo Trump desde o primeiro dia até hoje”, disse no programa “This Week”, da televisão ABC.
“NÃO ME DEMITI”, GARANTIU GEOFFREY BERMAN
A indignação democrata ganhou dimensão após ser conhecida a recusa de Geoffrey Berman em demitir-se. O procurador afirmou não ter “qualquer intenção” de deixar o cargo — para o qual foi designado em 2018 pelo então secretário da Justiça Jeff Sessions — e explicou que só teve conhecimento da sua saída pelo comunicado do atual secretário da Justiça, William Barr. “Não me demiti”, esclareceu.
“Pelo facto de ter declarado que não tinha qualquer intenção de se demitir, pedi ao Presidente para destituí-lo de funções a partir de hoje, e ele fê-lo”, respondeu Barr, numa carta enviada no sábado. De seguida, Berman confirmou em comunicado que “deixaria imediatamente” funções.
Na carta, o secretário da Justiça não poupou nas críticas ao procurador federal, acusando-o de ter “optado pelo espetáculo público em detrimento do serviço público”, considerou. “Está claramente estabelecido que um procurador federal nomeado por um tribunal pode ser destituído pelo Presidente.”
“MAIORIA REPUBLICANA CORRUPTA NO SENADO”, ACUSA UM DEMOCRATA
A posição de Barr colocou-o igualmente na mira das críticas. Na Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, Nadler acusou-o de ter travado diversas vezes “inquéritos penais, por conta de Trump”.
Nadler disse que Barr “merecia ser impugnado”, mas que um processo desses seria pura “perda de tempo” para os democratas. “Sabemos que temos uma maioria republicana corrupta no Senado que não consideraria um impeachment, independentemente das provas e dos factos”, disse.
Em comunicado, a comissão anunciou que iria “abrir imediatamente um inquérito sobre este incidente, no âmbito das investigações mais vastas sobre a inaceitável politização do Departamento da Justiça por Barr”.
O jurista Jonathan Turley, que no Congresso testemunhou contra o processo de destituição de Trump, considerou que Barr deve “explicar claramente” por que motivo afastou o procurador. Este anúncio “constitui um erro grave que apenas amplifica as inquietações sobre as motivações políticas por detrás desta decisão”, declarou o professor na universidade George Washington.
Nos dois anos e meio que esteve em funções, Berman teve em mãos casos politicamente sensíveis para Trump, envolvendo, entre outros, o seu antigo e o seu atual advogado pessoal, Michael Cohen e Rudy Giuliani, respetivamente.
Duas mulheres e 13 homens foram assassinadas na noite deste domingo 21, na comunidade indígena Ikoots San Mateo del Mar, no estado mexicano de Oaxaca, no sul do país. O anúncio foi feito esa segunda-feira 22, pelas autoridades locais.
Segundo as autoridades locais as vítimas foram torturadas e queimadas vivas por defenderem o direito a manifestarem-se, após denunciarem uma suposta detenção ilegal ocorrida no dia anterior.
Os supostos autores dos homicídios pertencem a um grupo criminoso que quer controlar o município para beneficiar da sua localização estratégica nas redes de tráfico de pessoas sem documentos e armazenamento de combustível roubado.
As autoridades avançaram ainda que os agentes da Guarda Nacional foram capazes de “dispersar parcialmente” os ataques, evitando uma tragédia de maiores proporções, ainda que tenham apenas conseguido resgatar duas pessoas vivas.
Em comunicado, o Procurador-Geral do Estado de Oaxaca informou que abriu uma investigação sobre os “actos violentos” ocorridos nos dias 21 e 22 de Junho.
As autoridades estaduais confirmaram as 15 mortes e observaram que os corpos “apresentam contusões e queimaduras parciais”, faltando ainda fazer as autópsias para determinar as causas dos óbitos.
Até ao momento, apenas quatro das 15 vítimas foram identificadas, e um ferido foi transferido para um hospital na cidade de Salina Cruz, Oaxaca.
Nas províncias de Gaza e Inhambane, com cinco e 13 casos da COVID-19, respectivamente, pode haver mais pessoas infectadas, segundo o resultado de um estudo realizado pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
A densidade populacional, o número de agregado familiar, a mobilidade das pessoas e o índice de acessibilidade são indicadores demográficos usados para determinar os locais com maior probabilidade de propagação da COVID-19.
Segundo Carlos Arnaldo, pesquisador da UEM, os distritos do interior das províncias de Gaza e Inhambane, são os mais propensos a propagação da doença.
Esta informação é resultante de um estudo da Universidade Eduardo Mondlane, que tem como objectivo identificar os distritos cujas características demográficas favorecem a propagação da Covid-19 e a ocorrência de casos graves.
“Os resultados preliminares mostram que os casos mais graves poderão surgir nos distritos das províncias do Sul do país, sobretudo, nos distritos do interior de Gaza e Inhambane porque nesses distritos, temos uma fecundidade mais baixa em relação ao resto do país, o que aumenta a da população idosa, que é um grupo de risco, temos ainda a questão do HIV/SIDA que é mais alta no sul e aliada a delimitada capacidade de água potável”, mencionou Carlos Arnaldo.
Para além dessas províncias, outros distritos das zonas Norte e Centro também podem registar um maior número de casos.
“Temos ainda duas áreas, uma em Cabo Delgado no distrito de Muidumbe, Moeda, Nangade, Meluco e Macomia que apresentam também elevado risco, e na zona centro, na província da Zambézia nos distritos de Pebane e Chinde, em Sofala no distrito de Machanga e Matchaze em Manica”, disse Arnaldo, que explicou que essa probabilidade deve-se ao facto desses distritos registarem uma taxa elevada e sero-prevalência e fraca cobertura das unidades sanitárias.
O pesquisar alerta que este estudo não é absoluto. E apela para intensificação das medidas de prevenção, principalmente, aos grupos de risco e nas zonas mencionadas.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) pede ajuda das autoridades locais na criação de condições em caso de possível retorno às aulas. Para o MINEDH a ajuda é imediata para que logo que relaxem as medidas se retome as aulas.
O MINEDH diz que tem estado a trabalhar na preparação do retorno às aulas, para não ser pego em contrapé, assim que tal for autorizado pelo Presidente da República.
A porta-voz do MINDEH, Gina Guibunda esclarece que os documentos postos a circular são autênticos e são fruto do trabalho que está a ser desenvolvido.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) pede ajuda das autoridades locais na criação de condições em caso de possível retorno às aulas. Para o MINEDH a ajuda é imediata para que logo que relaxem as medidas se retome as aulas.
O MINEDH diz que tem estado a trabalhar na preparação do retorno às aulas, para não ser pego em contrapé, assim que tal for autorizado pelo Presidente da República.
A porta-voz do MINDEH, Gina Guibunda esclarece que os documentos postos a circular são autênticos e são fruto do trabalho que está a ser desenvolvido.
O Presidente russo, Vladimir Putin, prestou esta segunda-feira 22, homenagem na nova catedral do Exército aos soldados russos mortos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo defendido a modernização das Forças Armadas.
“Para nós, os russos e a memória de todos aqueles que combateram, e que morreram e que com o seu esforço nos conduziram à vitória durante a Grande Guerra Patriótica (nome como ficou conhecido o conflito entre Moscovo e Berlim) são sagrados”, disse o chefe de Estado no dia em que se assinalam os 79 anos sobre o início da invasão das forças nazis da ex-União Soviética.
“Nós melhorámos as Forças Armadas que foram equipadas com novo material. A capacidade de combate aumenta. Mas o principal dever do militar, e que é fundamental, foi e será sempre a coragem e fidelidade, a honra e um amor ilimitado para com a pátria”, disse Putin na presença do patriarca ortodoxo russo.
O chefe de Estado depôs uma coroa de flores na estátua que evoca as mães dos combatentes e no monumento ao Soldado Desconhecido, junto ao Kremlin.
Tratou-se da primeira cerimónia oficial a decorrer na nova catedral construída no campo militar “Patriota”, na região de Moscovo.
A cerimónia religiosa que decorreu hoje de manhã antecede o desfile militar de quarta-feira em Moscovo e que assinala a vitória soviética sobre os nazis em 1945.
A parada que se assinala todos os anos no dia 09 de maio foi adiada para o dia 24 de junho devido às medidas contra a propagação da pandemia do novo coronavírus.
Acidade de Yulin, na China, volta a acolher o seu polémico festival de carne de cão. Ativistas esperam que esta seja a última edição do polémico evento.
O Festival de Yulin é uma celebração anual realizada durante o solstício de verão e em que os frequentadores comem carne de cão e lichia. O festival começou em 2009 e prolonga-se por cerca de dez dias durante os quais se estima que sejam consumidos entre 10 mil a 15 mil cães.
Apesar de ser um evento bastante contestado a nível mundial, acredita-se que milhares de pessoas marquem presença no evento, deslocando-se também até lá com o propósito de adquirir os animais.
O evento tem sido bastante contestado e alvo de várias petições para que seja proibida a sua realização. A China está a tentar mudar a lei para que a realização do festival não seja permitida, acreditando-se que pode ser este ano a última vez que o mesmo e realiza.
“Espero que Yulin mude não só para o bem dos animais, mas também pela saúde e segurança do seu povo”, afirmou Peter Li, ativista pelos direitos dos animais, que considera que, sobretudo nesta altura, o evento representa um perigo para a saúde pública.
O Reino Unido vai lançar um projeto-piloto para verificar a eficácia de um novo teste de diagnóstico à covid-19 sem necessitar de zaragatoas para recolher amostras fisiológicas, anunciou esta segunda-feira 22, o Ministério da Saúde britânico.
Os participantes, inicialmente profissionais de saúde e outros trabalhadores de serviços críticos, incluindo da universidade de Southampton e respetivos familiares, vão poder efetuar os testes em casa, colocando uma amostra de saliva num recipiente entregue previamente em casa ou no local de trabalho.
As amostras serão recolhidas por funcionários da universidade ou deixadas num local predeterminado e os resultados serão comunicados no espaço de 48 horas.
O projeto vai abranger mais de 14.000 voluntários ao longo de quatro semanas, realizando testes todas as semanas, e quando o resultado for positivo implica que os participantes e respetivos contactos próximos tenham de ficar em isolamento durante duas semanas.
“O teste de saliva pode potencialmente tornar ainda mais fácil para as pessoas fazerem testes de coronavírus em casa, sem uso de zaragatoas. Este teste também nos vai ajudar a descobrir se testes de rotina em casa podem detetar casos do vírus mais cedo”, disse o ministro da Saúde, Matt Hancock.
Atualmente os testes à covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, implicam o uso de uma zaragatoa para recolher muco no nariz e no fundo da garganta, o que pode ser feito pela própria pessoa ou por outra pessoa.
O governo britânico desenvolveu desde o início da pandemia de covid-19 uma infraestrutura de testes de diagnóstico à doença, que incluem laboratórios públicos e privados e dezenas de centros ‘drive-in’ para colheita de amostras em locais como parques de estacionamento.
O exército criou uma série de unidades móveis para recolher amostras em locais mais remotos junto de trabalhadores de lares de idosos, esquadras de polícia ou prisões, e existem kits que podem ser enviados pelo correio para o domicílio.
Isto permitiu o aumento da capacidade de testagem para cerca de 200 mil testes por dia, porém os resultados nem sempre são fidedignos, seja por causa da qualidade da amostra ou por problemas no laboratório.
Um estudo da universidade de Bristol publicado em maio sugeriu que em 20% dos casos, os resultados negativos podem ser falsos, fazendo os visados pensar que não estão infetados.
O jornal The Guardian noticiou no final de abril que uma empresa norte-americana já tinha desenvolvido um teste a partir de amostras de saliva sem o recurso a zaragatoas que foi aprovado pelas autoridades dos EUA e cujo resultado pode ser processado em 24 horas, mas que o governo britânico optou por não adquirir o produto.
Tedros Adhanom afirmou que falta de unidade nacional e ausência lideranças globais são, hoje, ameaça maior do que o novo coronavírus em si.
A politização em torno das medidas de combate à propagação do novo coronavírus piorou o quadro da pandemia de covid-19 no mundo, avaliou o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira (22). Ele discursava em um fórum virtual de saúde organizado pela Cúpula Mundial de Governos, em Dubai.
Segundo Adhanom, a falta de lideranças globais e unidade de ação são uma ameaça maior ao planeta do que o coronavírus em si.
“O mundo está desesperado por unidade nacional e solidariedade global”, disse o diretor-geral. “A politização da pandemia fez com que ela se exarcebasse.’
No sábado, a OMS registrou um recorde no número diário de novos casos, com mais de 180 mil diagnósticos em todo mundo. O Brasil é o país com maior número total de novos casos diários. Outros países das Américas, como o Chile e o Peru também ajudam a puxar a aceleração recente da pandemia.
Adhanom não detalhou o que seria esta politização ou apontou países em que a falta de unidade nacional estaria evidente. A OMS tem sido alvo de críticas do governo dos EUA, com o presidente norte-americano, Donald Trump, seguidamente atacando a atuação da organização frente à pandemia.
Cabo Verde vai passar a usar um aplicativo de telemóvel para rastreamento e deteção de quem esteve próximo a uma pessoa infetada com Covid-19 e respetivo percurso, tentando assim conter a propagação da doença, conforme legislação aprovada pelo governo.
Em causa está uma resolução do Conselho de Ministros que entrou em vigor este domingo dando o aval a uma “proposta de um grupo de cidadãos nacionais” para o desenvolvimento de uma aplicação de “rastreamento de contactos de proximidade” para utilização em Cabo Verde.
A medida faz parte “da resposta à Covid-19 nesta fase de desconfinamento, em que o risco de relaxamento das medidas de autoproteção é maior” e embora “ciente de que soluções tecnológicas levantam, naturalmente, preocupações com a privacidade”, lê-se na resolução.
O aplicativo de rastreamento de casos e contactos por telemóvel foi desenvolvido por um consórcio internacional, que deixou o protocolo (DP-3T) aberto para ser utilizado pela comunidade internacional no apoio ao combate à propagação da Covid-19.
Em Cabo Verde, a iniciativa consiste no projeto denominado “Na nôs mon” (Nas nossas mãos) e tem agora o aval legal para avançar, após consulta à Comissão Nacional de Proteção de Dados, segundo o Governo cabo-verdiano.
A proposta do grupo de cidadãos é pública e de forma expressa é manifestada como uma oferta da cidadania, como expressão da vontade de dotar o país, para exploração pelas autoridades sanitárias nacionais, de uma ferramenta tecnológica moderna, devidamente customizada e adaptada à nossa realidade”, aponta ainda a resolução do Conselho de Ministros.
A aplicação recorrerá a telemóveis inteligentes (‘smartphones’) e ligações de dados sem fios ‘Bluetooth’. Antes da ativação geral ainda terá de passar por uma prova de conceito e um teste piloto, para validar as condições de funcionamento e segurança.
Contudo, o titular dos dados “pode opor-se, a qualquer momento, ao tratamento dos seus dados, desinstalando o aplicativo”, que leva à eliminação dos dados alojados no telemóvel e no servidor da aplicação, “bem como à cessação imediata do rastreio”.
Cabo Verde regista um acumulado de 890 casos de Covid-19 desde 19 de março, com oito óbitos, mas 413 já foram dados como recuperados. A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 465 mil mortos e infetou mais de 8,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
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