Duas mulheres e 13 homens foram assassinadas na noite deste domingo 21, na comunidade indígena Ikoots San Mateo del Mar, no estado mexicano de Oaxaca, no sul do país. O anúncio foi feito esa segunda-feira 22, pelas autoridades locais.

Segundo as autoridades locais as vítimas foram torturadas e queimadas vivas por defenderem o direito a manifestarem-se, após denunciarem uma suposta detenção ilegal ocorrida no dia anterior.

Os supostos autores dos homicídios pertencem a um grupo criminoso que quer controlar o município para beneficiar da sua localização estratégica nas redes de tráfico de pessoas sem documentos e armazenamento de combustível roubado.

As autoridades avançaram ainda que os agentes da Guarda Nacional foram capazes de “dispersar parcialmente” os ataques, evitando uma tragédia de maiores proporções, ainda que tenham apenas conseguido resgatar duas pessoas vivas.

Em comunicado, o Procurador-Geral do Estado de Oaxaca informou que abriu uma investigação sobre os “actos violentos” ocorridos nos dias 21 e 22 de Junho.
As autoridades estaduais confirmaram as 15 mortes e observaram que os corpos “apresentam contusões e queimaduras parciais”, faltando ainda fazer as autópsias para determinar as causas dos óbitos.

Até ao momento, apenas quatro das 15 vítimas foram identificadas, e um ferido foi transferido para um hospital na cidade de Salina Cruz, Oaxaca.