Oito indivíduos, incluindo um menor de 11 anos, estão à contas com as autoridades da 12ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), do bairro de Maxaquene, na cidade de Maputo, indiciados de consumo e venda de estupefacientes.
Segundo o jornal Notícias, os supostos infractores foram recolhidos, numa zona de consumo de drogas, no bairro da Mafalala. Os indiciados negam o seu envolvimento com drogas, afirmando que estavam apenas de passagem no local.
De acordo com a fonte acima citada, o menor confirmou que desempenhava a função de entregador de substâncias psicotrópicas aos consumidores, a mando de sua tia.
O porta-voz da PRM, na capital do país, Leonel Muchina, disse que a detenção dos indivíduos ocorreu mercê do patrulhamento policial.
“No acto da detenção dos consumidores de droga, foram apreendidas quantidades significativas de mandrax, cocaína, cannabis cativa e algumas seringas utilizadas pelos visados”, referiu.
O Tribunal Judicial da cidade da Beira, em Sofala, condenou, esta quinta-feira 23, três responsáveis do Centro do Estudo Islâmico de Sofala a penas que variam entre sete e quinze dias de prisão, por crime de desobediência ao estado de emergência.
As penas foram convertidas em multa de oito mil e quatrocentos meticais.
Os réus permitiram que o estabelecimento de ensino islâmico juntasse, esta quarta-feira, trinta e sete alunas para assistirem às aulas, em pleno Estado de Emergência.
A juíza do caso, Ana Muchacha, disse que a decisão do tribunal deve servir de lição para os que desrespeitam as medidas de prevenção e o combate ao novo coronavírus.
A China lançou na quinta-feira (23) a sua primeira sonda orbital independente em direcção a Marte, a sua mais ambiciosa missão espacial, que vai tentar pousar com sucesso no planeta vermelho em Fevereiro de 2021, o que até agora apenas foi efectuado pelos Estados Unidos, mesmo se os Emirados Árabes Unidos lançaram a sua primeira sonda para Marte a 20 de Julho.
A sonda não habitada Tianwen-1, o que significa Questões para o Céu, em chinês, foi lançada esta quinta-feira (23/07) pelo foguetão Longa Marcha-5, a partir do centro espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, no extremo sul da China e após percorrer cerca de 55 milhões de kms – o equivalente a 5.000 idas e voltas entre Paris e Nova Iorque – e, se tudo correr bem, deveria atingir o campo de gravidade de Marte em fevereiro de 2021.
Esta sonda, movida a energia solar e do tamanho de um carrinho de golfe de 240 quilogramas e é composta por três elementos: um orbitador de observação, que captará imagens e dados em torno do planeta Marte, um módulo de aterragem e um “rover” ou pequeno robot teleguiado, que vai analisar Marte, procurar água e gelo no seu subsolo e recolher outro tipo de dados, como provas de uma possível vida antiga no planeta vermelho.
Embora pequena em comparação com a sonda norte-americana, que pesa 1.025 quilogramas, esta sonda é quase duas vezes maior do que os dois veículos que a China enviou à Lua, em 2013 e 2019.
Este foi o segundo lançamento para Marte efectuado esta semana, depois da sonda orbital lançada pelos Emirados Árabes Unidos, a partir do Japão, na passada segunda-feira 20/07) destinada a explorar a atmosfera de Marte.
Os Estados Unidos pretendem lançar a 30 de Julho a partir da Florida, o robot de controlo remoto Perseverança, o mais sofisticado, maior e mais pesado jamais enviado pela NASA a Marte.
Os três países escolheram esta altura para lançar as respectivas sondas porque é o período em que Terra e Marte estão mais próximos, situação que se repete a cada 26 meses.
Não é a primeira vez que a China tenta ir a Marte
Em 2011 a sonda orbital chinesa Yingho a bordo do foguetão russo foi lançada do Cazaquistão, mas não conseguiu sair da órbita da Terra e acabou por arder na atmosfera.
O programa espacial da China desenvolveu-se rapidamente nas últimas décadas.
Yang Liwei tornou-se, em 2003, o primeiro astronauta chinês, e no ano passado, Chang’e-4 foi a primeira nave a pousar na face não visível da lua a partir da terra, em Junho último terminou a constelação de satélites do seu sistema de navegação Beidu, rival do GPS americano e prevê construir uma estação espacial em 2022.
Aterrar em Marte é particularmente difícil.
Até agora apenas os Estados Unidos pousaram com sucesso uma nave no solo marciano, o que aconteceu oito vezes desde 1976.
Os veículos espaciais InSight e Curiosity da NASA continuam a operar até hoje.
Seis outras naves espaciais estão a explorar Marte a partir da órbita do planeta: três norte-americanas, duas europeias e uma da Índia.
A China controla rigorosamente as informações sobre o seu programa espacial e preocupações com a segurança nacional levaram os Estados Unidos a restringir a cooperação entre a NASA e o programa espacial da China.
Num artigo publicado no início deste mês na revista Nature Astronomy, o engenheiro-chefe da missão chinesa, Wan Weixing -falecido de cancro em Maio passado – disse que o Tianwen-1 entraria em órbita em torno de Marte em fevereiro de 2021 e que procuraria um local de pouso na Utopia Planitia – uma planície onde a NASA detectou possíveis evidências de gelo subterrâneo.
O caminho da China para Marte deparou-se com alguns entraves: o lançamento do foguete Longa Marcha 5, marcado para o início deste ano, acabou por falhar.
A pandemia do novo coronavírus forçou também os cientistas a trabalharem a partir de casa.
Enquanto a China tenta juntar-se aos Estados Unidos, Rússia e Europa trabalham na criação de um sistema de navegação global por satélite.
Mas segundo especialistas, a China não está a tentar conocorrenciar os Estados Unidos na liderança da exploração espacial, mas estaria numa “corrida lenta” com o Japão e a Índia para se estabelecer como potência espacial na Ásia.
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, virtual candidato democrata às eleições presidenciais de Novembro, disse na quarta-feira que o actual chefe de Estado do país, o republicano Donald Trump, foi o “primeiro” presidente racista naquele país.
O comentário de Biden surgir durante uma conferência virtual organizada pelo sindicato internacional de trabalhadores.
Segundo noticia a agência AP, quando um dos participantes se queixou do racismo que surgiu devido à pandemia de covid-19 e mencionou Donald Trump por este se referir ao novo coronavírus como o ‘vírus da China’, Joe Biden referiu-se a Trump e à “sua disseminação de racismo”.
“A forma como ele lida com as pessoas com base na cor da sua pele, seu país de origem, ou de onde são, é absolutamente doentia”, destacou o ex-vice-presidente da governação de Barack Obama.
“Nenhum presidente em exercício fez isso. Nunca, nunca, nunca. Nenhum presidente republicano fez isso. Nenhum presidente democrata. Tivemos racistas e eles ainda existem. Eles tentaram ser eleitos presidentes. Ele é o primeiro a ser”, acrescentou.
Joe Biden também sugeriu que o atual Presidente norte-americano está a usar a questão racial como “pretexto” para distrair o público da sua má governação durante a pandemia.
Muitos presidentes dos Estados Unidos, incluindo o primeiro do país, George Washington, possuíram escravos.
O nome do 28.º presidente norte-americano, Woodrow Wilson, está a ser removido da escola pública de Política da Universidade de Princeton, após os recentes protestos contra o racismo institucional e a brutalidade policial.
Em declarações prestadas também na quarta-feira na Casa Branca, Donald Trump respondeu aos comentários de Joe Biden, destacando o esforço do seu Governo para aprovar a legislação que reforma a justiça criminal, para expandir as zonas de oportunidade e os baixos números de desemprego em grupos minoritários antes da pandemia.
“Fiz mais pelos negros americanos do que qualquer um, à exceção de Abraham Lincoln. Ninguém chegou perto”, afirmou Trump.
Já a consultora da campanha para a reeleição de Trump, Katrina Pierson, destacou em comunicado que “ninguém devia realizar palestras sobre justiça racial com Joe Biden”.
O presumível candidato à Casa Branca prometeu que, se for eleito, irá começar a abordar o racismo institucional nos primeiros 100 dias após a tomada de posse.
Esta não foi a primeira vez que Joe Biden sugeriu que Trump tem ações racistas.
Joe Biden construiu a sua campanha para a eleição como sendo uma “batalha pela alma da nação”, revelando que se sentiu ‘forçado’ a concorrer à presidência após as declarações de Trump sobre o ataque a ‘contra manifestantes’ em Charlottesville, na Virgínia, por parte de supremacistas brancos que realizavam uma manifestação em 2017, dizendo que havia “algumas pessoas boas” de ambos os lados.
No ano passado, quando Trump disse que quatro congressistas democratas de cor deveriam “voltar para os seus países”, Biden considerou aquelas declarações como um “ataque racista”.
“Angola e Moçambique, com cerca de mil casos, são exemplos de países que fizeram muito bem no controlo da pandemia tendo em conta a população que têm, e temos de perceber o que estão a fazer bem para replicar noutros países”, disse John Nkengasong durante a conferência de imprensa semanal do CDCÁfrica.
“A Nigéria é um país muito grande, com 200 milhões de habitantes, e as infeções por covid-19 estão nos 34 ou 35 mil, portanto há que elogiar o governo e o CDC Nigéria, porque sem os seus esforços os números seria enormes, basta olhar para o que está a acontecer no Brasil e na Índia; os números da Nigéria são elevados, sim, mas temos de os colocar em contexto”, defendeu o diretor do CDCÁfrica.
Na conferência de imprensa semanal, John Nkengasong disse que África tem atualmente cerca de 750 mil casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus, dos quais resultaram cerca de 16 mil mortos, demonstrando uma taxa de mortalidade de 2,1%.
“A boa notícia é que houve 410 mil pessoas que recuperaram, mais de metade, o que é muito encorajador”, disse o responsável, precisando que a doença distribui-se de forma quase igual por género: 49% dos infetados são homens e 51% são mulheres.
Cinco países concentram 75% dos casos, a começar pela África do Sul, que tem 51% de todos os casos registados no continente, seguido pelo Egito (11%), Nigéria (5%), Gana (3,4% e Argélia (3,1%).
Segundo os dados mais recentes, apresentados na quarta-feira pelo CDCÁfrica, Angola tem 30 mortos entre os 779 casos diagnosticados, enquanto Moçambique contabiliza 1.536 casos e 11 vítimas mortais.
O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito em 14 de fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da Áfricasubsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 617.500 mortos e infetou mais de 15 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírusdetetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
Visado pelas queixas de quatro homens, dos quais três o acusam de contactos sexuais, o antigo núncio apostólico italiano, que nega os fatos, viu a imunidade diplomática levantada pela Santa Sé em Julho de 2019, o que tornou possíveis eventuais processos judiciais neste caso.
No final do inquérito, a procuradoria de Paris enviou uma intimação ao bispo, de 75 anos, para ser julgado por um tribunal criminal de paris, afirmou o Ministério Público citado pela AFP.
“Vai ser presente a audiência. Ele estava à espera desta audiência para defender a sua honra e inocência”, declarou o advogado de Luigi Ventura, enfatizando que o seu cliente “participou espontaneamente na investigação e aceitou a audiência e o confronto”.
Por seu lado, Jade Dousselin, advogada que defende um dos queixosos afirmou que a ida a julgamento “é uma vitória”.
“A procuradoria valida o que dissemos desde o início e reforça as vítimas na sua abordagem à denúncia e no fato de que a impunidade não pode perdurar”, afirmou.
O caso surgiu em fevereiro de 2019, com a revelação da abertura de um inquérito pela procuradoria de Paris, no contexto de vários escândalos sexuais que afetam a Igreja católica.
O presidente da Câmara de Paris já tinha denunciado à procuradoria que um jovem do executivo municipal se havia queixado do toque repetido no núncio apostólico — com as “mãos nas nádegas” — durante uma cerimónia, em janeiro.
Outros dois queixosos apresentaram-se e relataram fatos semelhantes, em 2018. Os três homens foram ouvidos pelos investigadores e uma quarta queixa foi apresentada por outro.
Em maio de 2019, o bispo Ventura foi confrontado por vários desses queixosos.
Diplomata de carreira do Vaticano, o bispo ocupava o cargo de núncio apostólico desde 2009 em Paris. Como tal, estava encarregado das relações da Santa Sé com as autoridades francesas, por um lado, e com os bispos franceses, por outro.
Em dezembro, a nunciatura apostólica anunciou que o Papa Francisco havia aceitado a sua renúncia por “limite de idade”.
O novo relatório mostra mais de 17.000 mortes em excesso entre 06 de maio e 14 de Julho, em comparação com os dados dos últimos dois anos.
De acordo com o relatório, “nas últimas semanas os números têm mostrado um aumento elevado – na segunda semana de Julho, houve 59% mais mortes por causas naturais do que seria de esperar com base nos dados históricos”.
A África do Sul relatou, até ao momento, 5.940 mortes de covid-19.
A presidente do Conselho, Glenda Gray, diz que o excesso de mortes poderia ser atribuído à covid-19, bem como a outras doenças generalizadas, como o VIH e a tuberculose, cujos tratamentos podem estar a ser afetados, à medida que os recursos são direcionados para a pandemia.
E alguns sul-africanos podem ter-se afastado completamente das instalações das unidades de saúde, por receio de contraírem o novo coronavírus.
A África do Sul é um dos cinco principais países do mundo em número de casos de covid-19 relatados e tem mais da metade dos casos no continente africano, com 394.948.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 617.500 mortos e infetou mais de 15 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírusdetetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
Washington deu 72 horas a Pequim para fechar o seu consulado em Houston, visando “proteger a propriedade intelectual norte-americana e informações privadas dos seus cidadãos”.
“Estas acusações são maliciosas e o seu único objetivo é difamar a China. O encerramento do consulado é uma medida completamente injustificada, e a China reserva-se ao direito de retaliar”, disse o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin.
Wang não detalhou quais seriam as contramedidas, limitando-se a ler o texto do dia anterior.
“Pedimos aos EUA que corrijam esta decisão errónea, ou a China adotará a retaliação legítima e necessária”, reiterou.
A imprensa estatal chinesa sugeriu a possibilidade de a China reagir com o encerramento de um dos consulados dos EUA no país e citou explicitamente Hong Kong e Macau, Cantão ou Chengdu.
O jornal oficial em língua inglesa China Daily disse hoje em editorial que o encerramento é “uma manobra política” do atual Governo dos EUA, que consiste em “pintar a China como o bandido e bani-la da comunidade internacional”, a fim de ganhar votos para as eleições norte-americanas, marcadas para novembro.
“Donald Trump vai até ao fim retratar a China como um agente do mal”, argumentou o jornal.
As relações bilaterais atravessam o pior período em várias décadas, face a uma prolongada guerra comercial e tecnológica ou disputas em torno das questões de Hong Kong, Xinjiang e Mar do Sul da China.
A decisão dos EUA surgiu um dia depois de as autoridades norte-americanas terem acusado os serviços de inteligência chineses de apoiarem ciberataques, executados por dois ‘hackers’ chineses, contra empresas de 11 países, para tentarem obter dados sobre o desenvolvimento de vacinas para a covid-19, e segredos de tecnologia militar.
Os Estados Unidos acusaram a Rússia de testar uma arma que poderia ser usada para destruir satélites no espaço, considerando que se trata de uma ameaça “real, séria e crescente”.
O Comando Espacial dos Estados Unidos da América (EUA) disse ter “provas” de que Moscovo “conduziu um teste não destrutivo de uma arma anti-satélite a partir do espaço”, em 15 de julho, segundo comunicado citado pela agência de notícias France Presse (AFP).
“O teste da semana passada é um novo exemplo de que as ameaças às instalações espaciais dos Estados Unidos e dos seus aliados são reais, sérias e crescentes”, acusou o Comando Espacial.
O negociador americano para o desarmamento, Marshall Billingslea, considerou na rede social Twitter que o incidente “é inaceitável”, acrescentando que se trata de um “problema grave”, que deverá ser discutido na próxima semana em Viena, durante as conversações para substituir o tratado bilateral New Start sobre a limitação de ogivas nucleares.
De acordo com o general Jay Raymond, que dirige a Força Espacial dos EUA, o sistema utilizado para o teste da semana passada é o mesmo sobre o qual o Comando Espacial tinha manifestado preocupação no início deste ano, quando a Rússia fez manobras perto de um satélite do governo norte-americano.
“Esta é mais uma prova dos esforços contínuos da Rússia para desenvolver e testar sistemas a partir do espaço, consistente com a doutrina militar do Kremlin de recorrer a armas que mantêm as instalações dos Estados Unidos e dos seus aliados sob ameaça”, afirmou o general, citado no comunicado.
O avançado brasileiro Gabriel Barbosa, que jogou no Benfica, revelou abertura para sair do Flamengo e voltar a experimentar o futebol europeu.
«A opção de ir para a Europa vai chegar no momento certo, quando for bom para mim e para o Flamengo. Hoje sinto que estou muito mais preparado para enfrentar os desafios profissionais e pessoais de uma mudança de país», afirmou Gabigol.
Luka Modric revelou que os jogadores acreditavam no título, mesmo após a saída de Cristiano Ronaldo. Para o croata, a equipe não depende apenas de um jogador.
– Não vale a pena discutir a importância que Cristiano Ronaldo teve no Real Madrid, mas não é por ele não estar que não podemos ter as mesmas ambições. Estávamos convencidos que continuaríamos vencendo sem ele aqui, porque seja qual for a força do jogador, a equipe está sempre acima de tudo – disse ao “Sportske Novosti”.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou na quarta-feira (22), um donativo no valor de 40 milhões de dólares para apoiar a resposta do Governo moçambicano à pandemia da COVID-19.
O donativo do BAD irá também apoiar a expansão da protecção social e fortalecer a resiliência económica contra os choques causados pela COVID-19, com medidas de apoio ao sector privado, com um enfoque específico na agricultura e nas Pequenas e Médias Empresas.
Para além dos 40 milhões, os recursos incluem cerca de 1.5 milhão de dólares para a aquisição de material médico de emergência, 4 milhões de dólares de apoio a pequenos produtores agrícolas afectados pelas alterações nas ligações comercias e 500 mil dólares de apoio ao sector de transportes.
“São medidas que foram concebidas em estreita consulta ao Governo, ao sector privado moçambicano e aos parceiros internacionais e accionistas do BAD, empenhados na resposta a COVID-19 em Moçambique, para prover alívio financeiro imediato às pequenas empresas e às famílias em um momento tão complexo”, explica Pietro Toigo, representante do Banco Africano de Desenvolvimento em Maputo.
O donativo faz parte de uma série de operações de apoio aos países africanos que o BAD está a implementar, desde o início da pandemia, que inclui, entre outras medidas, a emissão de uma obrigação de três biliões de dólares, em Março, para financiar uma facilidade pan-Africana de resposta à COVID-19 no valor de 7.4 biliões de dólares.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) posicionada na província central de Manica anunciou esta quinta-feira, 23 de Julho, o abate durante um confronto, no posto administrativo de Dombe, distrito de Sussundenga cinco homens armados da auto-proclamada Junta Militar da Renamo, liderada pelo major-general Mariano Nyongo.
Na referida operação, segundo avançou Mário Arnança, do Departamento das Relações Públicas no comando provincial da PRM, foram recuperadas cinco armas de fogo de tipo AK-47 com sete carregadores contendo 120 munições.
A fonte referiu que a actuação das Forças de Defesa e Segurança (FDS) surge depois de constatar que os homens fiéis à Mariano Nyongo já semeavam terror nas zonas recônditas dos distritos de Gondola e Sussundenga, onde além de matar cidadãos civis indefesos, destruíam e pilhavam bens.
Aliás para ter-se exemplo deste novo modus operandi, basta lembrar a vandalização recente de sete camiões pertencentes a um operador madeireiro no distrito de Sussundenga, o saque de medicamentos num centro de saúde em Gondola, entre outros.
A polícia apela no entanto a população a não encobrir as acções de supostos homens armados da junta militar da Renamo.
O líder da Renamo, Ossufo Momade, considera satisfatório o ritmo da implementação em curso do processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração dos combatentes do partido que já culminou com o encerramento de duas bases e desmobilização de mais de 500 guerrilheiros.
Entretanto a Renamo exige gestão transparente dos fundos disponibilizados por várias entidades internacionais para o país no contexto da mitigação dos impactos da pandemia da COVID-19.
A Renamo convocou a imprensa para sua sede nacional em Maputo na manhã desta quinta-feira para dar seu posicionamento em relação ao andamento do processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração e sobre o estágio da COVID-19 no país, que a cada dia regista o aumento de casos de infecção.
Ossufo Momade, destacou o empenho e entrega do Presidente da República, Filipe Nyusi, da comunidade internacional e do seu partido que tem contribuído para o avanço do DDR.
“Ao celebrarmos os 45 dias da retomada do processo, registamos com satisfação que a implementação do DDR decorre a um ritmo encorajador e continuamos expectantes no sentido de que a desmobilização e reintegração dos nossos combatentes pela democracia continue de forma célere, condigna e humanizada. É com júbilo que anunciamos que até ao momento foram desmobilizados mais de 500 combatentes, o que representa 10% do total dos efectivos por desmobilizar.
O empenho e entrega da liderança e dos combatentes da Renamo, do Chefe de Estado e da comunidade internacional tem contribuído para avanços do processo. Contudo, pela grande percentagem de combatentes por desmobilizar, apresentam-se grandes desafios a todos”, afirmou o líder da Renamo.
A Renamo, de acordo com seu líder, está preocupada com o aumento de casos de infecções pela pandemia da COVID-19 em quatro meses que o país observa o Estado de emergência. Preocupada ainda está a Renamo com o que considera de adiamento da materialização das promessas governamentais de apoio aos mais necessitados no contexto da COVID-19, onde há pessoas ficaram sem renda em virtude de terem perdido o emprego e sobretudo os que ganhavam a renda no sector informal.
“Preocupa-nos a sempre adiada a materialização das promessas governamentais de apoio aos mais necessitados, sobretudo aos que dependem da actividade informal. O Fundo Monetário Internacional disponibilizou cerca de 309 milhões de dólares que deveriam ser disponibilizados de imediato a essas populações carentes. As Nações Unidas, a União Europeia, os governos do Japão, Portugal e outros parceiros têm estado a disponibilizar recursos que infelizmente teimam em não chegar atempadamente aos necessitados, pelo que exigimos que haja maior transparência da gestão dos recursos disponíveis”, disse Ossufo Momade que fez referência a evolução do número de infecções nos países limítrofes de Moçambique.
O partido exige ao governo do dia para que tome medidas enérgicas de controlo dos postos fronteiriços no sentido de travar a importação de mais casos. O líder da Renamo, diz ainda que deve se prestar maior atenção as províncias limítrofes de Maputo, Gaza, Manica, tete, Zambézia e Niassa para alem de portos e aeroportos. A Renamo exige ao Governo para criar corredores sanitários e tomada de medidas preventivas para evitar o alastramento e propagação da COVID-19 no país.
Momade pronunciou-se também em relação a situação militar e humanitária em Cabo delgado onde considerou que o conflito está a prolongar-se e a agravar-se criando dor e luto nas famílias moçambicanas para além de destruição de infraestruturas públicas e privadas.
A Renamo considera igualmente que há lentidão das autoridades governamentais na provisão de assistência humanitária aos deslocados de guerra.
“Os recentes ataques e ocupação de importantes localidades e sedes distritais como Macomia, Muidumbe, Quissanga, Ibo e Mocímboa da Praia criaram uma situação humanitária sem precedentes que urge resolver.
Preocupa-nos a lentidão das autoridades governamentais na provisão de assistência humanitária aos deslocados de guerra em Cabo Delgado. Somente a convivência de certas autoridades pode explicar a falta de esclarecimentos sobre a natureza do conflito e a sua resolução, volvidos mais de dois anos.
As motivações deste conflito até aqui não é explicada nem seus verdadeiros autores morais são conhecidos.
Surpreende-nos que o Governo com toda a capacidade de inteligência que possui ao seu dispor continue, a dizer que não conhece os seus autores e mandantes destes ataques terroristas. Esperamos que amanhã não seja tarde demais quando nada haver por fazer”, palavras do líder da Renamo, Ossufo Momade que dirigiu sua comunicação acompanhado por quadros do seu partido.
A China ordenou o encerramento do consulado dos Estados Unidos em Chengdu, no sudoeste do país, três dias após as autoridades norte-americanas terem encerrado o consulado chinês em Houston, no estado do Texas.
A decisão constitui “uma resposta legítima e necessária às medidas irracionais dos Estados Unidos”, defendeu em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.
O Ministério não especificou a data de encerramento da representação diplomática. No caso de Houston, o governo de Donald Trump deu aos diplomatas chineses apenas 72 horas para fazerem as malas.
Além da embaixada em Pequim, os Estados Unidos têm cinco consulados na China continental e um na região semiautónoma de Hong Kong, que é também responsável por Macau.
A missão de Chengdu, inaugurada em 1985, cobre todo o sudoeste da China, incluindo a Região Autónoma do Tibete. Segundo o seu portal oficial, o consulado tem 200 funcionários.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse na quinta-feira que o consulado chinês em Houston servia como um centro para a “espionagem chinesa e usurpação de propriedade intelectual norte-americana”.
África registou um recorde de 834 mortos em 24 horas devido à covid-19, com o total a subir para 16.434, tendo mais de 770 mil infectados, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de casos positivos subiu para 770.300, mais 23.808 nas últimas 24 horas, também um dos valores diários mais elevados, havendo 436.698 pessoas recuperadas, mais 39.917, igualmente um recorde.
A África Austral regista o maior número de casos (410.457) e de mortos (6.253), mais 13.848 casos e 581 mortos nas últimas 24 horas, a grande maioria concentrada na África do Sul, o país com mais infectados e mais mortos em todo o continente, com 394.948 casos (mais 13.150) e 5.940 vítimas mortais (mais 572).
O Norte de África conta 6.085 mortos, tendo 141.569 infecções.
A África Ocidental contabiliza 1.760 mortos e 112.902 casos, a África Oriental regista 1.466 vítimas mortais, tendo passado hoje os 60 mil casos (61.347), enquanto na África Central há 870 mortos e 44.025 infecções.
Depois da África do Sul, o Egipto é o segundo país com mais vítimas mortais (4.440) e 89.745 casos, seguindo-se a Argélia, com 1.102 mortos e 24.265 infectados.
Entre os cinco países mais afectados, está também a Nigéria, com 813 mortos e 38.344 casos positivos, e o Sudão, com 706 mortes e 11.127 infectados.
Em relação aos países africanos lusófonos e segundo dados das autoridades locais, Cabo Verde é o que tem mais infecções (2.190, dos quais 21 mortes), enquanto Angola lidera em termos de vítimas mortais – 33 mortos entre os 812 casos diagnosticados.
A Guiné-Bissau regista 1.949 casos positivos, que resultaram em 26 mortes, enquanto Moçambique contabiliza 1.582 casos e 11 vítimas mortais.
São Tomé e Príncipe tem 746 casos de infecção pelo novo coronavírus, que causou 14 mortos.
A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mantém há várias semanas 3.071 casos e 51 mortos, segundo o África CDC, embora as autoridades equato-guineenses relatem menos casos positivos (2.350) e o mesmo número de falecimentos.
O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto em 14 de Fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 627 mil mortos e infectou mais de 15,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Cinco supostos membros da Junta Militar da Renamo foram mortos, durante um confronto armado com a Polícia da República de Moçambique (PRM), no posto administrativo de Dombe, distrito de Sussundenga, em Manica.
Em resultado da operação, as Forças de Defesa e Segurança, recuperaram três armas de fogo do tipo AK 47, sete carregadores e 120 munições.
O anúncio foi feito, esta quinta-feira 23, em Manica, por uma fonte das FDS.
O chefe do departamento das relações públicas, no comando provincial da Polícia da República de Moçambique em Manica, Mário Arnaça, explicou que os homens armados mortos em combate, vinham protagonizando ataques desde Abril último, no posto administrativo de Dombe, e no distrito de Gondola.
Mário Arnaça disse haver evidências de que os supostos membros da Junta Militar da Renamo, que há duas semanas vandalizaram o posto de saúde de Chipindaumwe, no distrito de Gondola, foram mortos nesta operação.
Subiu para 1.582 o cumulativo de infectados pela Covid-19 no país, com o registo esta quinta-feira 23, de mais 25 casos positivos da doença.
Os 25 casos positivos hoje reportados, resultam de 629 amostras testadas nas últimas 24 horas.
O anúncio foi feito pela directora Nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, na Conferência de Imprensa para a actualização dos dados da Covid-19.
Cinco indivíduos que apresentam patologias cronicas diversas associadas a Covid-19 continuam internados nos centros de isolamento distribuídos pelo país.
Destes indivíduos, dois estão na cidade de Maputo e os restantes três, distribuídos pelas províncias de Nampula, Tete e Inhambane.
Segundo Rosa Marlene, mais cinco pessoas são tidas como recuperadas da Covid-19, o que eleva para 528 o cumulativo de indivíduos curados da doença.
O director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana apontou, esta quinta-feira 23, Moçambique e Angola como dois exemplos de controlo da pandemia da Covid-19, tendo em conta o rácio entre o número de casos e população.
John Nkengasong disse haver necessidade de se perceber o que está a ser feito em Moçambique e Angola para o controlo da pandemia de modo a se replicar noutros países.
Na conferência de imprensa semanal, O director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana disse que o continente tem actualmente cerca de 750 mil casos positivos do novo coronavírus, e cerca de 16 mil mortos pela doença.
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As autoridades sul-africanas procederam à detenção de trezentas e cinquenta pessoas ligadas a mais de duzentos casos de intimidação e incitamento à violência, no...