Os trabalhadores moçambicanos afectos às obras de construção do aeroporto,em Chongoene, suspensos em Abril último, em face da pandemia da Covid-19, poderão retornar aos seus postos brevemente.
Tal facto ocorre na sequência da assinatura de um memorando de entendimento entre o governo provincial de Gaza e a empresa chinesa responsável pela construção daquela infra-estrutura, no sentido de se atenderem alguns requisitos, tendo em conta o contexto actual de propagação do novo coronavírus
Os Estados Unidos aplicaram nesta segunda-feira, 21, novas sanções contra o Ministério da Defesa do Irão que atingem também fornecedores de armas ao regime iraniano, entre eles o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
o Presidente Donald Trump assinou um decreto que autoriza “severas sanções económicas contra qualquer país, empresa ou pessoa que contribua para o fornecimento, venda ou transferência de armas convencionais para a República Islâmica do Irão”, revelou o seu assessor de segurança nacional, Robert O’Brien.
O Irão é, como se sabe, um importante fornecedor do Governo da Venezuela.
“Por quase dois anos, funcionários corruptos em Teerão trabalharam com o regime ilegítimo da Venezuela para contornar o embargo de armas da ONU”, disse o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, a reporteres, acrescentando que as “medidas de hoje são um alerta que deve ser ouvido em todo o mundo.”
Antes, ainda de madrugada, o secretário de Estado Mike Pompeo tinha anunciado que “todas as sanções da ONU contra a República Islâmica do Irão levantadas anteriormente” estavam “de volta”.
Entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, contrariou Pompeo ao dizer que não podia retomar as sanções contra o Irão que foram rejeitadas pelo próprio Conselho de Segurança da ONU há quase um mês.
O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, presente na mesma conferência de imprensa em Washington, também anunciou medidas contra a Organização Iraniana de Energia Atómica.
Analistas moçambicanos consideram que os novos ataques armados atribuídos e algumas vezes reivindicatos pelos dissidentes da Renamo, liderados por Mariano Nhongo, antigo estratega militar da guerrilha, agravaram a ameaça de estabilidade do país, ao voltar a atingir a espinha dorsal da economia nacional.
O líder dissidente da autoproclamada Junta Militar da Renamo ameaçou na quinta-feira, 17, retaliar com novos ataques a tentativa de sequestro dos seus filhos no distrito de Nhamatanda.
No mesmo dia, dois ataques armados contra três autocarros de passageiros provocaram sete feridos, três dos quais com gravidade na zona limítrofe entre os distritos de Nhamatanda e Gorongosa, a nordeste de Sofala, e em Chibabava, mais a sul da mesma província moçambicana.
No domingo, 20, um novo ataque contra quatro autocarros de passageiros e uma carrinha de transporte semicolectivo, escoltados pela Polícia moçambicana, na mesma zona da estrada nacional número um (EN1) em Nhamatanda, matou duas pessoas e feriu outras oito.
A Polícia da República de Moçambique em Sofala atribuiu nesta segunda-feira, 21, os ataques aos “bandidos pertencentes à autoproclamada Junta Militar da Renamo”, o grupo que aquela força de defesa e segurança diz “continuar a perseguir no teatro das operações centro”.
O analista político e docente universitário, Sansão Nhancale, observa, em conversa com a VOA, que a instabilidade socio-económica provocada pelo conflito na região não se circunscreve às ameaças de Nhongo, mas na sua capacidade de arrastar o conflito para uma dimensão político-militar maior.
“Ele não só tem capacidade de desestabilizar, como tem capacidade de criar fissuras sociais e políticas profundas no país”, admite Sansão Nhancale, sustentando que a natureza da sua guerrilha “não precisa de exércitos muito bem formados”.
O certo, prosseguiu, “nós percebemos pelo impacto” da guerrilha que já afeta o setor comercial e dos transportes e já paralisou parcialmente os principais corredores económicos: da Beira e a EN1, considerada espinha dorsal do desenvolvimento do país.
“A capacidade de desestabilizar não é vista sob ponto de vista militar, da quantidade de armas e no número de homens que ele tem, mas é vista sob ponto da vontade que eles têm de criar instabilidade num determinado dia numa zona militar estratégica e com rodovias estratégicas”, precisoa Sansão Nhancale.
Para o politólogo Martinho Marcos, independentemente das ameaças esporádicas de retaliações de Mariano Nhongo, “é preciso compreender que o conflito já está instalado”, devendo-se medir agora pela sua intensidade.
Conflito de baixa intensidade
Aquele politólogo observa que atualmente a autoproclamada Junta Militar da Renamo tem recorrido a um conflito de baixa intensidade para contestar a liderança da Renamo e exigir a renegociação, com o Governo, do acordo de paz definitiva, de Agosto de 2019.
“Ele pode mostrar alguns argumentos para dar uma dimensão política, uma dimensão pessoal ou uma dimensão de resposta”, explica Martinho Marcos, adiantando que o grupo dissidente está a optar por “guerra de longa duração e de baixa intensidade”.
“Há um esforço neste momento da (autoproclamada) Junta Militar da Renamo de tentar transformar o conflito não mais numa perspetiva partidária, mas numa perspetiva político nacional”, afiançoa o politólogo que apela o Governo a não olhar o grupo como “marginais políticos”.
Conflito tende a estabilizar-se
Para Sansão Nhancale, o conflito no centro de Moçambique tende “a estabilizar-se sob ponto de vista de ataques esporádicos”, e na “criação de suas próprias raízes”
O docente universitário, que apela para uma rápida solução do conflito, observa que as autoridades devem perceber que Mariano Nhongo não está sozinho, “assim como pensávamos que Afonso Dhlakama era o único homem grande da Renamo”, enquanto tinha aliados.
Para aquele analista, autoproclamada Junta Militar da Renamo tende “a ter sua própria base social, sua própria base de apoio, como aconteceu com a Renamo quando deixou de ter o apoio e financiamento do Apartheid”.
A estação televisiva brasileira ESPN emitiu, esta segunda-feira, uma entrevista com Alejandro Mancuso, na qual o ex-jogador do Flamengo não poupa nas críticas à forma como Jorge Jesus forçou a saída para o Benfica.
O antigo internacional argentino lamenta que o treinador português não tenha sido “claro” quanto aos motivos que o levaram a abandonar o conjunto carioca, num processo que, avisa, também não deixou a direção nada bem na ‘fotografia’.
“Não sei, não entendi por que é que ele quis ir embora do Flamengo. Eu trocar o Flamengo pelo Benfica? Jamais na vida. Trocar o Flamengo pelo Benfica é de doido. Eu não faço isso de jeito nenhum”, começou por dizer.
“Ele foi embora pela porta dos fundos, por trás. Sem falar com ninguém. Sem falar com os adeptos, que o amaram. Depois, muitos jogadores começaram a ficar no radar do Benfica. Gerson, Bruno Henrique, Léo Pereira…”, prosseguiu.
“Então, quantos problemas o mister deixou no Flamengo? Quanta m**** é que ele deixou no Flamengo? E hoje, o Flamengo está do jeito que está por toda esta confusão”, completou o antigo médio.
Uma mulher foi detida este domingo (20) por supostamente ter enviado um pacote contendo ricina ao Presidente norte-americano quando tentava entrar nos Estados Unidos vinda do Canadá, segundo os ‘media’.
A mulher estava na posse de uma arma de fogo e foi detida pelas autoridades norte-americanas, de acordo com a agência de notícias Associated Press e uma fonte dos serviços de segurança citada pela televisão CNN.
No sábado, foi noticiado que um pacote contendo ricina dirigido a Donald Trump foi intercetado no início da semana pelos serviços de segurança da Casa Branca.
O pacote endereçado à Casa Branca terá tido origem no Canadá, de acordo com a polícia do Canadá.
Esta não é a primeira vez que ricina é enviada pelo correio para a Casa Branca.
Um veterano da Marinha foi detido em 2018 e confessou ter enviado envelopes para Trump e membros de sua administração que continham a substância da qual a ricina é derivada.
Em 2014, um homem do Mississipi foi condenado a 25 anos de prisão após enviar correspondência com ricina ao então Presidente, Barack Obama, e a outros responsáveis da Casa Branca.
A ricina, de origem vegetal, é uma das toxinas mais poderosas conhecidas e é extraída da mamona.
Se ingerida, pode causar náuseas, vómitos e hemorragias internas, seguindo-se insuficiência hepática, baço e renal, e morte por colapso do sistema circulatório.
Demitiu-se na segunda-feira o “número dois” do partido do Presidente francês. Pierre Person, delegado-geral adjunto do República em Marcha (LREM, na sigla francesa), explicou os seus motivos numa entrevista ao diário “Le Monde”, na quel critica o movimento fundado por Emmanuel Macron, dizendo que “não produz ideias novas”.
A pouco mais de ano e meio das eleições presidenciais e legislativas, a seis meses das regionais, esta saída acontece na sequência de um domingo em que o LREM teve resultados fracos em eleições intercalares. Considerando que “nada mudou no partido” desde 2016, Person frisa que o mesmo não se verifica no Governo, que a seu ver tem sabido reinventar-se (nomeadamente com a troca do primeiro-ministro Édouard Philippe por Jean Castex, este verão. Alerta, porém, que o Executivo está “virado sobre si mesmo”.
O LREM está incapaz de “fazer viver as diferentes sensibilidades, conduzir uma reunificação e produzir ideias novas”, considera Person. Recomenda a quem se lhe seguir que promova “debates políticos” internos, ouvindo os militantes sem se limitar a “copiar e colar” as mensagens governamentais.
Person é deputado por Paris e há dois anos disputou sem êxito a chefia do LREM. Desistiu a favor do atual líder, Stanislas Guérini. Agora exorta os seus companheiros de direção a imitá-lo, para que o partido possa “escrever uma nova página”.
Na dinâmica interna do LREM, esta renúncia enfraquece a ala progressista do partido, já debilitada por Macron ter sempre ido buscar primeiros-ministros ao partido Os Republicanos, conservador, e sobretudo pela saída de parte da bancada parlamentar, em maio, que lhe retirou a maioria absoluta.
O ex-presidente moçambicano Armando Guebuza será ouvido, mesmo contrariado, pela Procuradoria Geral da República, no processo do escândalo das dívidas ocultas, o que para alguns analistas testa a independência do sistema judicial.
O ex-presidente moçambicano Armando Guebuza será ouvido, mesmo contrariado, pela Procuradoria Geral da República, no processo do escândalo das dívidas ocultas, o que para alguns analistas testa a independência do sistema judicial.
Para o analista e professor universitário, Muhamad Yassine, a PGR está a cumprir expedientes políticos, tendo em conta que não agiu de igual modo para um outro membro do Conselho de Estado.
Yassine recorda que “em 2014, quando Guebuza chefiava o Conselho de Estado, o cidadão António Muchanga, que era membro do órgão, e não foi pedida a retirada da sua imunidade, foi preso à saída do Conselho de Estado, onde o presidente estava”.
Esta analista e ex-deputado da Renamo diz que “isso significa que a PGR, dum lado, cumpre com as regras formais e, doutro lado, não, o mesmo que dizer que a Procuradoria é politizada quando lhe interessa”.
Tal posição é corroborada pelo próprio deputado Muchanga, também da Renamo, na oposição.
“É interessante o que está a acontecer com a nossa PGR, pois a Procuradora Geral da República (Beatriz Buchile), que foi nomeada em agosto para legalizar a minha prisão illegal, e a legião de procuradores foram por ele (Guebuza) nomeados; é algo para dizer que quem semeia ventos colhe tempestades”, diz o deputado.
Confiança
Guebuza prometeu prestar os esclarecimentos solicitados, mas reclamou que está a “ser vítima de uma tentativa de assassinato politico”, tendo manifestado “desconfiança em relação à constante e desconforme actuação da Procuradoria-Geral da República”.
O advogado Rodrigo Rocha diz que “não confiar na PGR é mesma coisa que dizer que não confia nos tribunais moçambicanos; então se não confia nestes tribunais ao fim de seis anos depois de ter expirado o seu mandato, em que ele iria confiar?”
Rocha acrescenta que “ao fim de seis anos não houve nenhuma perseguição, não é agora que vai haver uma perseguição, por qualquer motivo, a menos que existam indícios que possam levar a que seja aberto uma instância criminal contra o mesmo”.
Por outro lado, diz Yassine “o ex-presidente parece estar a fazer eco daquilo que é o pronunciamento popular de que devido, à tanta influência política no setor judiciário, ninguém respeita as decisões da Procuradoria; a Procuradoria passou a fazer um papel mais político do que judicial, então o presidente Guebuza somente está a dizer que isto atingiu o nível dele”.
“Hoje a Buchile está mover o mesmo expediente contra ele; está a reclamar o quê? Ele é que semeou, tem que comer a fruta que ele semeou”, diz Muchanga.
A Polícia atribuiu a um grupo dissidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) o ataque que matou no domingo duas pessoas e feriu outras oito junto à principal estrada (EN1) que atravessa o país.
O ataque no centro de Moçambique que visou cinco veículos, quatro autocarros e uma carrinha ligeira de passageiros, pelas 07:20 (locais), ocorreu no povoado de Mucombezi, entre os distritos de Nhamatanda e Gorongosa (Sofala), disse à Lusa, Daniel Macuacua, porta-voz da corporação.
Os atacantes posicionados junto à via, prosseguiu, dispararam uma rajada de tiros de armas do tipo AKM contra as viaturas, matando no local um passageiro e ferindo outro nove.
Uma segunda vítima mortal foi confirmada à Lusa por uma fonte médica Hospital Provincial de Chimoio (HPC), para onde tinha sido conduzida.
A Polícia “continua no terreno a efetuar trabalho de perseguição para a neutralização destes infratores”, acrescentou o porta-voz.
Os autocarros foram alvejados na mesma zona da EN1 onde na quinta-feira outros dois ataques atingiram dois autocarros, provocando, na altura, sete feridos, três dos quais em estado grave.
Uma terceira viatura foi atacada no mesmo dia mais a sul de Sofala, na zona do rio Gorongosa, no troço Save-Muxúnguè, no distrito de Chibabava, junto à EN1.
Os ataques surgem na sequência de outros em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, por onde deambulam guerrilheiros dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), liderados por Mariano Nhongo, da autoproclamada Junta Militar da Renamo.
O responsável da ‘comissão Zondo’, que investiga a grande corrupção na África do Sul, determinou hoje que o ex-presidente Jacob Zuma será intimado a comparecer se não testemunhar perante este órgão entre 16 e 20 de novembro.
“Esta comissão não negocia datas com testemunhas”, adiantou o juiz Raymond Zondo, vice-presidente da Justiça da África do Sul, ao anunciar hoje as novas datas para o depoimento do ex-chefe de Estado durante uma declaração ao país transmitida pela televisão.
O juiz Zondo indicou que a 09 de outubro a comissão irá considerar uma intimação contra Zuma, para o ex-presidente comparecer perante a comissão, salientando que “esta notificação prosseguirá com ou sem a presença de Zuma ou da sua equipa jurídica”.
A comissão Zondo, que investiga a corrupção no Estado durante o mandato presidencial de Zuma, havia convocado o ex-chefe de Estado para comparecer esta semana, entre 23 e 25 de setembro, perante a comissão de inquérito em Joanesburgo.
De acordo com Raymond Zondo, entre as várias razões apresentadas pelos advogados de Zuma para o ex-presidente não comparecer perante a comissão esta semana, conta-se a preparação da sua defesa no processo penal sobre a aquisição de armamento, uma recomendação médica para uma pausa de atividade devido à pandemia de covid-19, tendo em conta a sua idade (78 anos), e que Zuma está a receber aconselhamento jurídico sobre possíveis emendas ao regulamento da comissão de inquérito.
Jacob Zuma, que liderou o país entre 2009 e 2018, foi pressionado a afastar-se antes de terminar o mandato depois de múltiplos escândalos relacionados com corrupção.
No processo penal a decorrer em Pietermaritzburg, litoral do país, Zuma enfrenta várias acusações de associação ilícita, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro por envolvimento em operações, supostamente fraudulentas, a favor de um contrato público de aquisição de armamento com o grupo francês Thales de mais dois mil milhões de dólares, em 1999, quando era vice-presidente da República.
O caso, que se arrasta na justiça sul-africana há 17 anos, desde 2003, foi adiado em 23 junho.
Zuma negou até agora todas as acusações afirmando ser uma ‘caça às bruxas’ política do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) na altura liderado por ThaboMbeki, que governou o país entre 1999 e 2008.
O Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental (ONG) moçambicana, considerou hoje discriminatório o acordo entre o Governo e a multinacional francesa Total na área de segurança, defendendo um entendimento “abrangente”.
A24 de agosto, a Total anunciou uma revisão do memorando de entendimento com o Governo moçambicano para a operacionalização de uma força conjunta para a segurança do projeto de gás natural do consórcio da Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique.
Numa análise ao acordo, o CIP entende que o executivo moçambicano e a Total ignoraram o impacto do conflito armado noutros pontos da província de Cabo Delgado, ao incidir geograficamente a atuação do entendimento na Área 1 – Afungi, distrito de Palma.
“Tratando-se de um documento importante que prevê medidas face ao conflito em Cabo Delgado, com vista a proteger os investimentos realizados naquela província e garantir os benefícios da exploração de recursos de uma forma geral, seria de esperar que o mesmo envolvesse outras empresas que igualmente operam naquela zona do país”, defende o CIP.
Por outro lado, prossegue o texto, os distritos e localidades assolados pela ação de grupos armados estão interligados, situação que impõe uma maior cobertura das estratégias de segurança face à violência armada.
“Importa realçar ainda que o memorando de entendimento [entre Governo e Total] terá impacto direto na vida das comunidades locais, do empresariado da província, na capacidade de fiscalização do Instituto Nacional de Petróleos [INP], do Instituto Nacional de Minas [Inami] e na vida dos moçambicanos, em geral”, observa o CIP.
A organização assinala igualmente que o acordo afeta a soberania nacional de Moçambique, porque delega matérias de segurança nacional a uma empresa que persegue interesses estritamente privados.
O CIP ressalva que as despesas resultantes do acordo devem ser reguladas, tendo em conta que os custos vão onerar os investimentos do projeto de consórcio e baixar as receitas fiscais do Estado moçambicano.
“O facto de se manter o memorando de entendimento como um documento confidencial dificulta ainda mais a monitoria aos custos recuperáveis por parte do regulador”, refere a análise do CIP.
A organização considera compreensíveis as preocupações da Total com a segurança do seu empreendimento na bacia do Rovuma face aos ataques armados na região, mas ressalta que qualquer iniciativa nessa matéria deve ser “abrangente”.
Nesse sentido, continua, a abordagem sobre segurança deve merecer maior coordenação entre as instituições estatais e as empresas do setorextrativo, nomeadamente na resposta através de “força conjunta”.
Na sequência do acordo em agosto, em esclarecimentos à Lusa, a petrolífera francesa referiu que “a revisão do memorando de segurança reflete o aumento das atividades na fase de construção e a mobilização de uma maior força de trabalho”.
A província de Cabo Delgado é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas.
A violência provocou uma crise humanitária com mais de mil mortos e cerca de 365.000 deslocados internos.
A causa da morte dos paquidermes foi determinada após meses de testes científicos encomendados pelo Governo desta nação da África Austral, famosa por albergar a maior colónia de elefantes do mundo.
As cianobactérias são um tipo de bactérias que têm a capacidade de fazer a fotossíntese. Florescem na água e são capazes de produzir toxinas que envenenam a terra e a vida selvagem marinha e de provocar distúrbios nos humanos.
O número de elefantes mortos pelas cianobactérias foi de cerca de 330, revelou hoje, durante uma conferência de imprensa transmitida pela televisão, o vice-diretor do Departamento da Vida Selvagem e Parques Nacionais do Botsuana, Cyril Taolo.
Apesar da clarificação da causa das mortes súbitas e em massa, que alarmaram tanto o Governo do Botsuana como os defensores da natureza, há ainda muitas questões por apurar.
“Temos ainda muitas perguntas a responder, incluindo por que razão apenas a espécie elefante foi afetada, porquê na área envolvida e o que poderá ter desencadeado todas estas mudanças a que assistimos na área. Temos várias hipóteses que estamos a investigar”, disse Mmadi Reuben, o veterinário chefe do departamento durante a conferência de imprensa.
Este perito também indicou que ficou provado que as mortes terminaram na altura em que os tanques de água na região afetada, em redor da cidade de Seronga (norte), estavam a secar.
“A partir de agora vamos acompanhar a situação e definir procedimentos para evitar mais mortes na próxima época“, disse Mmadi Reuben.
O alarme sobre a morte dos elefantes do Botsuana foi acionado no início de maio, quando foram encontrados os corpos de vários elefantes nas proximidades do delta do Okavango, cuja causa de morte os peritos não conseguiram adivinhar à primeira vista.
Uma maior exploração levou à descoberta de cerca de 300 paquidermes mortos em condições semelhantes, com sinais de danos neurológicos súbitos.
Nenhuma outra espécie foi afetada, nem mesmo os necrófagos que poderão ter-se alimentado dos elefantes mortos, como hienas ou abutres.
“É muito, muito estranho, especialmente que sejam apenas os elefantes”, disse Niall McCann, diretor de conservação no British National Park Rescue, uma das organizações que investigam o problema.
O evento também ocorreu no meio da pandemia da covid-19, um fator que complicou as investigações devido às restrições à circulação impostas para combater a propagação do novo coronavírus.
A pandemia também atrasou a conclusão dos testes científicos, pois o Botswana teve de enviar amostras para laboratórios de outros países.
O Botsuana, com uma colónia de cerca de 125.000 paquidermes, tem o maior número de elefantes do mundo.
Destes, 10% encontram-se na áreaafetada por este surto, o Delta do Okavango, bem conhecido internacionalmente pelo seu turismo de safaris de luxo.
O proprietário da empresa de serviços de despachos aduaneiros Empatel que esteve internado nos cuidados intensivos numa clínica privada após sair do cativeiro na sequência do sequestro de que foi vítima já teve alta hospitalar na manhã de segunda-feira (21).
Artur Magaia encontra-se a recuperar na sua residência oficial, algures em Maputo, após pouco mais de um mês fora do convívio familiar. Fontes familiares contam que o empresário já começou a receber algumas visitas embora de forma condicionada devido às restrições impostas pela pandemia.
Lembre-se que o empresário em causa foi solto na última terça-feira pelos sequestradores após pagamento de resgate e fontes próximas ao caso indicaram que o empresário começou a sentir-se mal de saúde ainda no cativeiro e que depois a situação agravou-se.
Recorde-se que Artur Magaia foi sequestrado por homens armados nas imediações da sua casa, no “Belo Horizonte”, no distrito de Boane, na província de Maputo, quando regressava de uma jornada laboral na capital do país.
O Conselho Municipal da Cidade de Maputo anunciou ontem (21), segunda-feira, a criação de um centro operativo de emergência para deter a propagação da pandemia da COVID-19 e apoiar as famílias mais vulneráveis, através de uma cesta básica.
Segundo a vereadora para a Área da Saúde e Acção Social no município de Maputo, Alice de Abreu, afirmou, em declarações à emissora pública Rádio Moçambique, que o referido centro terá uma composição multissectorial e vai actuar em seis eixos, visando travar o novo Coronavírus, escreve a Lusa.
Os referidos eixos são “diagnóstico e vigilância, gestão de caso, mobilização comunitária e comunicação, gestão de recursos e logística, água, saneamento e higiene, bem como mobilidade e prevenção são vetores sobre os quais a referida entidade vai incidir o seu trabalho”, acrescentou Alice de Abreu, acrescenta órgão a que “O País” se refere.
“O centro é a única plataforma que nos vai permitir juntar sinergias contra a pandemia no município de Maputo”, enfatizou Abreu.
Ainda no âmbito da mitigação do impacto da COVID-19 na capital do país, o governo da cidade de Maputo vai distribuir uma cesta básica e um subsídio básico de protecção social a 61 mil famílias mais vulneráveis, explicou a responsável da edilidade.
Alice de Abreu não avançou o valor da cesta básica nem se será em espécie ou em dinheiro, de acordo com a Lusa, mas adiantou que as acções de combate à COVID-19 na capital serão descentralizadas para cada um dos distritos municipais, visando tornar mais eficazes os esforços de controlo da pandemia.
“Chegámos à conclusão de que as acções de combate em Maputo estavam mais concentradas na cidade e com pouca visibilidade na periferia e por isso concordámos numa descentralização”, assinalou Alice de Abreu.
A Contratuz, Lda uma empresa operando nas indústria transformadora e turística pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Engenheiro Mecânico. Saiba mais.
A Contratuz, Lda uma empresa operando nas indústria transformadora e turística pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Turismo. Saiba mais.
A Ajuda Popular da Noruega (APN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Consultor Externo para a elaboaração do plano estratégico 2020-2024 em Moçambique. Saiba mais.
A General Steel Work, LDA empresa sediada na cidade de Maputo que opera na área de serralharia e construção civil está a contratar decorador para o escritório em Maputo. Saiba mais.
A World Vision-Moçambique (WV-Moç) torna público que pretende recrutar para o seu escritório Provincial de Sofala Coordenador de Advocacia, Comunicação e Relações com o Governo. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Ponto Focal Clínico da Unidade Sanitária, para Gaza. Saiba mais.
A CARE Internacional, uma organização de desenvolvimento e humanitária em Moçambique deste 1986 com escritórios em mais de 70 países e parte duma grande federação internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Assistente de Distribuição de Abrigo baseado em Nampula para o projecto de Resposta à Emergência ao Ciclone Kenneth. Saiba mais.
A Food For The Hungry Association pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Assistente Administrativo e de Recursos Humanos referência: (Ref: FH/GF/MX/OAHR/01/20). Saiba mais.
A Food For The Hungry Association pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Oficial de Procurement e Logística com a referência: (Ref: FH/GF/MX/PLO/01/20). Saiba mais.
Uma empresa do Grupo A, com sede em Maputo, que actua na área de Limpezas e Manuteção, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnico de RH. Saiba mais.
O Istituto Oikos pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Inquiridores, no âmbito do projecto financiado por GAIN (Global Alliance For Improved Nutrition). Saiba mais.
A Belutécnica S.A., Empresa de Engenharia e Manutenção Industrial, sita no Parque Industrial de Beluluane, Lote 25, Unidade 2-6, pretende contratar para o seu quadro de pessoal Pedreiros, para a divisão de Refratários. Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnico Relações com empresas, com a referência: Ref:37/Técnico Relações com Empresas/09/2020/AVS. Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Supervisor Actividades Sociais e Económicas, com a referência: Ref:38/Supervisor Actividade Sociais e Económicas/09/2020/AVSI. Saiba mais.
A General Steel Work (GSW) empresa sediada na cidade de Maputo que opera na área de serralharia e construção civil está a contratar Decorador. Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Oficial de Educação, com a referência: Ref:35/Oficial de Educação/09/2020/AVSI. Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Oficial de Monitoria e Avaliação, com a referência: Ref:36/Oficial de Monitoria e Avaliação/09/2020/AVSI. Saiba mais.
A Imovisa S.A, Empresa de Gestão de Imoveis, Limpeza e Manutenção de Instalações, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnico de Gestão Patrimonial. Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) pretende recrutar um(a) Gestor(a) de Direito à Educação & Ambiente Sem Violência e Programas Locais de Direito (PLDs). Saiba mais.
A On Time Investment ‘’VIVA TAXI’’, empresa moçambicana de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Gestor Multimédia Designer. Saiba mais.
A On Time Investment ‘’VIVA TAXI’’, empresa moçambicana de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnico Comercial. Saiba mais.
A On Time Investment ‘’VIVA TAXI’’, empresa moçambicana de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnico de Marketing. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Coordenador Provincial de Envolvimento e Parceria Comunitária – STAR-G MN-VG 19/2020. Saiba mais.
A Food For The Hungry Association pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Gestor de Desenvolvimento de Programas e Mobilização de Recursos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Parceiro(a) de Negócios de Recursos Humanos – Compensação e Benefícios. Saiba mais.
Associação para o Desenvolvimento da Capacidade Comunitária-ADECC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Assistente de Administração e Finanças. Saiba mais
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA Agro-negócio e Consultoria Lda) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/(a)Assistente de Informatica. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, parceiro(a) de Negócios de Recursos Humanos – Recrutamento e Integração. Saiba mais.
A General Steel Work (GSW) empresa sediada na cidade de Maputo que opera na área de serralharia e construção civil está a contratar um (1) Decorador. Saiba mais.
A Aldeias das Crianças SOS Kinderdorf International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administração e Finanças. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-representante de vendas . Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Educação Visual. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Eng. Processamento de Alimentos. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Mecanização Agrícola. Saiba mais.
O Instituto Superior Politécnico de Songo (ISPS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes – Ciências de Informação Geográfica. Saiba mais.
O Instituto Superior Politécnico de Songo (ISPS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Docentes – Economia/ Gestão e Relações Internacionais. Saiba mais.
O Instituto Superior Politécnico de Songo (ISPS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Docentes – Engenharia Termotécnica. Saiba mais.
O Instituto Superior Politécnico de Songo (ISPS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Docentes – Engenharia Civil/Construção Civil. Saiba mais.
O Instituto Superior Politécnico de Songo (ISPS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Docentes – Engenharia Eléctrica/Electrotécnica. Saiba mais.
O Instituto Superior Politécnico de Songo (ISPS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes – Engenharia Eléctrica/Electrotécnica. Saiba mais.
Um homem em Manchester, Reino Unido, foi filmado a usar uma cobra à volta do pescoço, durante uma viagem de autocarro. O homem transportou o réptil ao pescoço e com ele tapou a boca, levando muitos a afirmar que este estaria a usar o animal como máscara de protecção. Isto aconteceu perante o olhar estupefacto dos restantes passageiros de um autocarro em Manchester, esta segunda-feira, reporta o Daily Mail.
Testemunhas dizem que o comportamento do homem era uma provocação clara às regras de proteção contra a Covid-19, impostas no país.
Muitos não se deram conta da ‘brincadeira’ à primeira vista, referindo que só depois de se sentar é que o homem começou a retirar o animal do pescoço. Este acabou por se entrelaçar nos corrimões do transporte.
Cada vez mais fora das opções de José Mourinho (falhou a convocatória com o Lokomotiv Plovdiv e Southampton), Dele Alli está na lista de transferências do PSG, segundo a Sky Sport Italia.
O emblema parisiense está atento à situação do médio inglês de 24 anos e preparar uma proposta para resgatar o jogador do Norte de Londres.
Formado no MK Dons, Dele Alli assinou pelo Tottenham em 2015. No total, disputou 223 partidas pelos londrinos, nas quais apontou 62 golos.
Confirmada a contratação de Diogo Jota pelo Liverpool, o Wolverhampton prepara agora nova investida no mercado. Dos €45 milhões que o avançado português rendeu, o emblema britânico pretende investir €30 milhões em Nélson Semedo.
Um valor que, avança o Sport, o Barcelona está disposto a aceitar. O conjunto blaugrana pretende garantir maior liquidez de forma a atacar o mercado e reforçar as opções de Ronald Koeman.
Recorde-se que Nélson Semedo chegou ao Barcelona em 2017, depois de quatro temporadas no Benfica. No total, realizou 124 partidas pelo conjunto catalão.
Figura maior do poderoso arranque do FC Porto na defesa do título de campeão, a assistência e os dois golos de Alex Telles frente ao SC Braga (3-1) poderão não ter mais sequência.
O lateral brasileiro, após a jornada nº. 1 da Liga 2020/2021, fez segredo total do negócio que o seu agente, Pini Zahavi, está a intermediar entre dragões e Manchester United, mas tudo leva realmente a crer que o dono da camisola 13 azul e branca pode em breve virar red devil.
O processo sofreu avanços concretos nas últimas horas: além de Alex Telles ter recebido uma proposta de cinco épocas e um salário de quatro milhões de euros/ano (quase quatro vezes mais do que ganha no FC Porto), Pini Zahavi fez saber à SAD que está a tentar convencer o emblema de Old Trafford a chegar aos 20 milhões de euros exigidos pelos portistas para a venda do passe do defesa.
Já no cumprimento do quinto ano de ligação ao emblema azul e branco, Alex Telles está a menos de dez meses de fechar um ciclo na carreira, tendo a SAD antecipadamente percebido que o brasileiro não pretendia renovar. E vê-lo sair a custo zero, como fizeram Marcano (2018), Herrera e Brahimi (2019) é risco que os responsáveis azuis e brancos desta vez não querem correr.
Na carta, os advogados e peritos jurídicos sustentam que o julgamento de extradição instigado pelos EUA, que acusa o australiano de 18 alegados crimes de espionagem e intrusão informática, “viola o direito nacional e internacional e os direitos a um julgamento justo e outros direitos humanos” e “ameaça a liberdade de imprensa e a democracia”.
Entre os políticos que assinam o texto estão o ex-líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn, os ex-chefes de Estado do Brasil, Dilma Roussef, da Argentina, Alberto Fernández, da Colômbia, Ernesto Samper, da Bolívia, Evo Morales, do Paraguai, Fernando Lugo, bem como o actual Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
A iniciativa junta-se a outras campanhas promovidas para obter a libertação do jornalista (que se encontra em prisão preventiva), incluindo uma da Amnistia Internacional (AI) na qual pede a Washington que retire as suas acusações, que já recolheu mais de 400 mil assinaturas.
Assange, 49 anos, enfrenta a terceira semana do seu julgamento de extradição em Londres na segunda-feira por causa das revelações no seu ‘website’ WikiLeaks, que rejeita como sendo de motivação política.
Para além de questionar a legalidade do processo, a organização “lawyers4assange” queixa-se que o princípio britânico de “justiça aberta” e transparência foi posto em causa ao não permitir o acesso à sala, mesmo remotamente, a “observadores independentes” como a AI e deputados de vários países.
O antigo Chefe de Estado de Moçambique diz que está a ser vítima de uma tentativa de assassinato político por parte da Procuradoria-Geral da República. Oposição e sociedade civil estranham declarações de Armando Guebuza.
O Conselho de Estado de Moçambique analisou um pedido de autorização da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o ex-Presidente Armando Guebuza preste esclarecimentos sobre o caso das dívidas ocultas que lesou o Estado moçambicano num montante equivalente a cerca de dois mil milhões de euros.
Não foi divulgada qualquer informação oficial sobre o encontro, mas o canal televisivo STV avançou que o antigo Chefe de Estado aceitou prestar os esclarecimentos necessários.
“O CIP, que está a seguir este caso há muito tempo e de perto, está feliz que o Presidente Guebuza preste esclarecimentos, porque efetivamente tudo gira em torno do Presidente enquanto Chefe de Estado na altura da contração das dívidas”, comenta Borges Nhamire, investigador do Centro de Integridade Pública (CIP).
Para este analista, era estranho que Guebuza nunca tivesse sido ouvido na PGR. “Todas as pessoas abaixo dele foram ouvidas. Até o presidente Filipe Nyusi prestou esclarecimentos na qualidade de ministro da Defesa na altura dos factos”, afirmou.
Segundo Nhamire, as tentativas para ouvir Guebuza nos últimos dois anos não deram frutos, porque o antigo Presidente se escusou sempre a fazê-lo, alegando que só o poderia fazer mediante autorização do Conselho de Estado.
Durante a sessão do Conselho de Estado desta semana, Armando Guebuza expressou, no entanto, desconfiança “em relação à constante e desconforme atuação da Procuradoria-Geral da República”, nomeadamente no que diz respeito às investigações e detenções já efetuadas.
Guebuza manifestou, igualmente, preocupação pelo facto de ter tomado conhecimento este ano, através da imprensa, de que teria sido citado pela PGR num tribunal de Londres, num processo relacionado às dívidas ocultas, quando tanto ele como a PGR se encontram no mesmo país e cidade.
Para o ex-Chefe de Estado, a solicitação da PGR não é resultado do interesse desta instituição em conformar-se com a lei, tão pouco de descobrir a verdade material e fazer Justiça, mas de continuar uma campanha de assassinato político da sua figura com recurso ao aparelho judiciário. “A Procuradoria-Geral da República pretende calar Armando Emílio Guebuza, cidadão desta pátria de heróis e seu antigo Presidente”, disse o próprio.
Para Borges Nhamire “é estranho que o Presidente Guebuza não acredite nas instituições da Justiça”. “Durante os 10 anos em que ele foi Presidente da República, nós tínhamos a mesma Procuradoria e não houve grandes mudanças em termos de estrutura”, adianta. “De repente a Procuradoria-Geral da República já não está a servir a Justiça e está a fazer um assassinato político”, critica.
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