A selecção nacional de futebol, os Mambas, desceu um lugar no ranking da FIFA, ocupando agora o 106º lugar com os mesmos 1200 pontos, segundo a actualização feita na quinta-feira (22) pelo organismo que gere o futebol Mundial.
Os Mambas são a quarta selecção melhor classificada entre os países falantes da lingua portuguesa (3º Brasil, 5º Portugal, 78º Cabo Verde, 106º Moçambique, 118º Guiné-Bissau, 124º Angola, 182º São Tomé e Príncipe).
As duas derrotas frente a Guiné-Bissau (1-0) e Angola (3-0), nas últimas datas FIFA, podem ter contribuido para esta queda de Moçambique no ranking da Fideração Internacional de Futebol (FIFA).
Entre as selecções que fazem parte do grupo de Moçambique na fase de qualificação para o CAN-2022, os Camarões são a selecção melhor posicionada ocupado o lugar 53 com 1413 pontos, seguido pela Cabo Verde que soma 1316 pontos na posição 78, e o Ruanda 133 com 1081 pontos é a pior do Grupo.
O ranking da FIFA continua a ser liderado pela Bélgica com 1773 pontos, seguida pela campeã mundial, Fança que leva 1744 pontos, e o Brasil fecha o Top 3. O Senegal na 21ª posição é a selecção africana melhor classificada.
O diretor nacional dos serviços de informação dos EUA disse na quarta-feira (21) que Irão e Rússia obtiveram informações dos eleitores norte-americanos e que estão a tentar interferir nas eleições presidenciais de 3 de novembro.
“Queremos alertar o público de que identificámos dois atores estrangeiros, Irão e Rússia, que tomaram ações específicas para influenciar a opinião pública em relação às nossas eleições”, afirmou John Ratcliffe durante uma conferência de imprensa.
Segundo o responsável, tanto a Rússia quanto o Irão acederam a dados de eleitores dos EUA, informações que Teerão já teria usado para prejudicar o Presidente, Donald Trump.
“Já vimos o Irão a enviar e-mails falsos com o objetivo de intimidar os eleitores, incitar tensões sociais e prejudicar o Presidente”, adiantou.
Em relação à Rússia, o diretor nacional dos serviços de informação disse não haver provas até ao momento de que tenha utilizado as informações que obteve.
“Esses dados podem ser usados (…) para se tentar dar informações falsas aos eleitores registados, na esperança de semear confusão e o caos, e minar a confiança na democracia americana”, explicou.
As declarações de Ratcliffe ocorrem depois de eleitores democratas em estados como Florida ou Alasca receberam ‘e-mails’ intimidatórios nos últimos dias, supostamente enviados pelo grupo de extrema direita Proud Boys.
Os e-mails, que os Estados Unidos disseram terem sido enviados pelo Irão, ordenando os democratas a votarem em Trump.
Na mesma conferência de imprensa, o diretor do FBI, agência encarregada de garantir a segurança eleitoral, disse que “não vai tolerar interferência estrangeira” nas eleições norte-americanas.
“Trabalhámos durante anos para construir resiliência na nossa infraestrutura eleitoral e hoje essa infraestrutura continua forte. (…) Podem estar confiantes de que o seu voto conta”, assegurou Christopher Wray.
O antigo Presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, acusou na quarta-feira (21) o sucessor, o republicano Donald Trump, de nunca ter levado o cargo “a sério”, e apelou à mobilização em favor do candidato democrata, Joe Biden.
“Não é um reality show, é a realidade”, vincou Obama, durante um discurso em Filadélfia, citado pela agência France-Presse (AFP), acrescentando que os norte-americanos têm de “viver com as consequências” das decisões de Trump, que foi “incapaz de levar o cargo a sério”.
“‘Tweetar’ enquanto se vê televisão não resolve os problemas” do país, criticou o ex-chefe de Estado norte-americano.
As eleições presidenciais estão agendadas para 3 de novembro. Na corrida estão o atual Presidente e Joe Biden, que a pouco mais de duas semanas do sufrágio está à frente de Trump nas sondagens.
Depois do primeiro debate, que foi considerado caótico e pouco esclarecedor para os eleitores indecisos, e do cancelamento do segundo frente-a-frente por causa de Trump ter contraído a covid-19 — que foi substituído por outro formato -, o terceiro e último debate está agendado para quinta-feira.
Desta vez, até os microfones dos dois candidatos vão estar silenciados, até que seja necessário haver discussão entre ambos.
A diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África anunciou ontem (22) que os testes rápidos ao novo coronavírus, com resultados em minutos, estão a chegar ao continente e ajudarão a superar as “enormes necessidades” da região.
Na conferência online semanal sobre a covid-19 em África, hoje dedicada aos testes rápidos de diagnóstico, MatshidisoMoeti anunciou que os países africanos estão a preparar-se para introduzir em grande escala os testes de diagnóstico rápido, baseados em antigénios.
“Isto será uma mudança na nossa luta contra a covid-19. Estes testes rápidos de alta qualidade irão ajudar a satisfazer as enormes necessidades não satisfeitas em África“, afirmou.
Em África, disse, “a maior parte dos testes utilizados são os PCR [Polimerase Chain Reaction, que verifica se o vírus SARS–CoV-2, que provoca a doença covid-19, está presente numa amostra], o que implica laboratórios, reagentes e especialistas”.
Onze menores e um imã foram mortos na quarta-feira num ataque aéreo contra uma mesquita no nordeste do Afeganistão, onde ocorrem combates entre as forças de segurança e os talibãs, indicaram hoje as autoridades.
Os mortos tinham todos “menos de 18 anos”, com exceção do imã, e o ataque ocorreu quando “as vítimas estudavam o Alcorão”, adiantou.
O porta-voz do governo de Takhar confirmou o balanço, assim como Mohammad AzamAfzali, membro do conselho provincial, que indicou que o ataque foi feito pela força aérea afegã.
Contactada pela AFP, a missão da NATO sob comando norte-americano recusou qualquer comentário.
“A notícia de que crianças foram mortas numa mesquita em Takhar não tem fundamento”, indicou o vice-presidente afegão, AmrullahSaleh, na rede social Facebook.
“Temos provas incontestáveis de que aqueles que mataram as nossas tropas foram por sua vez mortos”, adiantou, ameaçando processar “os que espalham boatos”.
Algumas horas antes do ataque aéreo, na noite de terça-feira para quarta-feira, pelo menos 25 membros das forças afegãs morreram em Takhar numa emboscada atribuída pelas autoridades aos talibãs.
Os insurgentes, que participam atualmente em negociações de paz com o governo afegão, não reivindicaram a emboscada, mas disseram ter “enfrentado o inimigo” em Takhar em represália por vários ataques contra os seus combatentes.
Os talibãs concluíram no final de fevereiro um acordo histórico com os Estados Unidos, no qual se comprometem nomeadamente a não atacar mais cidades, mas aumentaram os ataques às forças afegãs desde o início do “diálogo inter-afegão” em setembro.
O acordo entre norte-americanos e talibãs prevê uma retirada completa das tropas estrangeiras do Afeganistão em troca de vagas promessas dos rebeldes. As negociações de paz previstas no texto começaram com grande atraso em setembro em Doha, no Qatar.
O FIPAG – Área Operacional da Maxixe tem em aberto um concurso externo para o provimento de dois (2) vagas de Técnicos Operadores de Bombas. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Motoristas de Tractores. Saiba mais.
A Arquitecturas Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário Profissional – Arquitectura/Engenharia. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Assistente de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Logística. Saiba mais.
A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Recursos Humanos baseado em província de Nampula. Saiba mais.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnica Superior de Administração de Justiça (Jurista). Saiba mais.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnica Superior N1 (Contabilista). Saiba mais.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais (Administração Pública e Ciências de Documentação). Saiba mais.
A Ajuda Popular da Noruega (APN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Consultor Externo para a elaboração do plano estratégico 2020-2024 em Moçambique. Saiba mais.
A feira do livro anual de Maputo vai decorrer a partir de hoje através de várias plataformas na Internet em vez do habitual palco, o jardim Tunduru, no centro da capital, devido à pandemia de covid-19, anunciaram os promotores.
A iniciativa é organizada pelo sexto ano consecutivo pelo Conselho Municipal de Maputo e está ancorada ate sábado no endereço www.feiradolivro.co.mz.
A edição de 2020 tem Paulina Chiziane como escritora homenageada, celebrando também 30 anos da publicação de Balada de amor ao vento, primeiro romance publicado por uma mulher moçambicana, anuncia a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, parceira do programa.
“A edição deste ano, totalmente virtual, continua a apostar na forte presença de escritores e outros profissionais das letras nacionais e estrangeiros, num total de 16, como forma de alargar horizontes e apostar na internacionalização”, refere a organização.
Adequado ao contexto atual, a feira inclui um debate sobre o tema “Literatura de Língua Portuguesa pós-covid – desafios e perspetivas”, agendado para sábado às 16:00.
Moçambique tem um total acumulado de 11.331 casos de covid-19, 79 mortos e 9.165 recuperados (80% do total).
O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (21), que implementou uma política para deportar de maneira “acelerada” imigrantes indocumentados que não possam demonstrar que estão há pelo menos dois anos nos EUA.
A informação foi avançada pela Serviço de Imigração e Alfândega norte-americano (ICE, na sigla inglesa), órgão responsável pelas deportações, num comunicado em que avançou que desde quarta-feira pode “acelerar” a expulsão de certos imigrantes sem documentos e com antecedentes criminais graças a uma ordem judicial emitida recentemente pelo Tribunal de Recurso do distrito de Columbia.
“A nossa capacidade para implementar esta importante ferramenta estatutária permitir proteger ainda mais as nossas comunidades e preservar a integridade das leis de imigração exigidas pelo Congresso da nossa nação”, apontou Tony Pham, diretor em funções do ICE.
Antes de ser posta em marcha esta nova diretriz, as autoridades só podiam utilizar a “deportação acelerada” com imigrantes detidos num raio de 100 milhas da fronteira que não pudessem demonstrar que entraram legalmente no país e que não tivessem estado pelo menos duas semanas nos Estados Unidos.
A medida visa estrangeiros que estejam nos Estados Unidos “sem terem sido admitidos ou em liberdade condicional após a inspeção de uma agente de imigração num porto de entrada” – processo que se aplica para os pedidos de asilo – e àqueles que não chegaram por mar, os quais não estiveram fisicamente no país nos dois anos anteriores à sua decisão de inadmissibilidade.
Além disso, afetará também a quem tenha estado no país continuamente durante pelo menos 14 dias, mas menos de dois anos.
A nova regra não afeta os estrangeiros que chegam aos portos de entrada – maioritariamente em busca de asilo – que, segundo o documento, “já estão sujeitos a uma deportação acelerada”.
Segundo a diretriz, os estrangeiros que sejam colocados em processo de deportação “acelerada” e que manifestem a sua intenção de solicitar asilo ao expressar medo em ser perseguidos, torturados ou de regressar ao seu país “serão entrevistados por um oficial de asilo” que determinará se existe “medo credível”.
Os imigrantes que estejam sujeitos a uma possível deportação “expedita” podem demonstrar que estão no país há mais de dois anos com documentos com contas bancárias, faturas, recibos, cartas, registos escolares ou pagamento de impostos, entre outros.
A nova medida começa menos de duas semanas antes das eleições presidenciais, em 03 de novembro, na qual Trump disputa o cargo com o candidato democrata, Joe Biden.
Uma mulher sofreu um aborto espontâneo após ter sido atacada com um choque elétrico provocado por um taser durante uma perseguição da polícia, em Barry, no sul do País de Gales.
Leanne Perrett, de 35, estava grávida de três meses, quando foi atingida por um taser da polícia, durante um episódio de violência doméstica com o seu companheiro, Kyle Butts, de 34.
Um agente da polícia terá sido chamado ao centro da cidade de Barry devido a um distúrbio na rua entre um casal.
“Eu quero que ele seja preso”, terá dito a mulher, de acordo com o jornal Mirror. “Enquanto ele tentava algema-la, ela escorregou e caiu no chão”, segundo fonte policial, que garante ter usado o taser em defesa uma vez que a mulher terá tentar soquear mais do que uma vez os agentes e o namorado.
“Embora não haja evidências médicas para dizer que esta foi a causa direta, ela perdeu o bebé”, disse fonte médica ao jornal britânico.
Os europeus “perderam muita confiança” na relação com os Estados Unidos e preocupam-se com o papel da União Europeia num mundo dominado pela competição EUA-China, desafios que devem nortear a presidência portuguesa da UE, defendem especialistas.
As conclusões baseiam-se num estudo realizado em nove Estados-membros, representando dois terços da população e do PIB da UE, citado no relatório “Presidência de crise: Como a liderança portuguesa pode guiar a UE na era pós-covid”, do ‘think tank’ independente Conselho Europeu para as Relações Externas (ECFR).
“Em todos os Estados-membros onde se realizou o inquérito, exceto Itália, Polónia e Bulgária, foram maioritários os que afirmaram que a sua opinião sobre os EUA piorou durante a crise do coronavírus. E, mesmo nesses três países, grandes minorias demonstraram ter a mesma opinião”, refere o relatório, a que a Lusa teve acesso.
O Papa Francisco defendeu de forma aberta, pela primeira vez, que os casais homossexuais devem ser protegidos pelas leis da união civil, numa declaração que rompe com as posições tradicionais do Vaticano sobre o assunto.
“Os homossexuais têm o direito de ter uma família. Eles são filhos de Deus e têm direito a ter uma família. Ninguém deve ser deixado de fora ou sentir-se miserável por causa disso”, afirma o Papa numa entrevista para o documentário ‘Francesco’, esta quarta-feira estreado no festival de Cinema de Roma.
“Aquilo que precisamos é de uma lei de união civil. Dessa forma eles estarão legalmente protegidos”, acrescentou Francisco, naquelas que são as suas declarações mais claras sobre o assunto desde que se tornou Papa. “Eu já apoiei isso”, lembrou o Pontífice, referindo-se à altura em que era arcebispo de Buenos Aires e, apesar de se ter oposto à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendeu que deveria existir algum tipo de união civil para os casais homossexuais.
“Fê-lo porque acredita que devem ser respeitados direitos básicos como a possibilidade de herdar, visitar o outro no hospital… É uma questão de justiça civil”, disse quarta-feira o biógrafo do Papa, Austen Ivereigh, em declarações ao ‘El País’, ressalvando que esta é, no entanto, a primeira vez que Francisco mostra um apoio tão claro e direto à união civil de homossexuais.
A posição de Francisco sobre os homossexuais e a sua integração na Igreja foi sempre bastante mais avançada que a dos seus predecessores. A primeira vez que falou sobre o assunto foi pouco depois de assumir o Pontificado, em 2013, na viagem de regresso a Roma após uma viagem ao Brasil, quando surpreendeu o Mundo ao afirmar: “Se uma pessoa é homossexual e procura a Deus e tem boa vontade, quem sou eu para a julgar?” n *com agências
Pormenores
Apoio a casal gay
O documentário conta a história de um gay católico, Andrea Rubera, que adotou três filhos com o companheiro e que queria educá-los na Fé católica. Rubera entregou uma carta ao Papa a explicar a situação e foi surpreendido, dias depois, por um telefonema do Pontífice a dizer-lhe para ir em frente mas estar preparado para “resistências”.
“Mensagem de esperança”
O autor do documentário, Evgeny Afineevsky, diz que o filme visa dar uma “mensagem de esperança”, razão pela qual escolheu “o único líder capaz de unir o Mundo”.
Um homem, Baltazar José de 69 anos, ateou fogo à mulher de 33 anos em Sousel, Portalegre. O alerta foi dado pelo próprio agressor ao início da tarde de terça-feira (20).
Quando a GNR chegou ao local, o homem já se encontrava no exterior da carpintaria, enquanto a mulher estava embrulhada em cobertores no interior do edifício, propriedade do agressor e onde residia no andar de cima.
A vítima foi transportada para o hospital de Évora e transferida para o Hospital São José em Lisboa com 70% do corpo queimado, Baltazar foi detido e a investigação passou para a Polícia Judiciária, que acredita tratar-se de um crime de tentativa de homicídio. O agressor e a vítima tinham uma relação casual e terá sido o ciúme que motivou o homem a cometer o crime.
As duas pessoas também tinham estado envolvidas recentemente no despiste de um veículo, perto da habitação do homem.
Há cerca de 20 anos, a mulher tinha sido vítima deste homem por pedofilia. O agressor foi a julgamento e foi condenado, tendo cumprido 4 anos no Estabelecimento Prisional de Elvas.
Atualmente mantinham uma relação casual, o agressor está detido e aguarda ser presente a primeiro interrogatório do Ministério Público para conhecer as medidas de coação.
O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu na quarta-feira (21), manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 10,25%, anunciou em comunicado.
“A decisão é justificada pelo agravamento dos riscos e incertezas, num contexto em que as perspetivas de médio prazo apontam para uma tendência de aumento de preços em 2021”, refere.
A atividade económica encontra-se “reprimida” devido à pandemia de covid-19, acrescenta o CPMO, no dia em que decidiu, igualmente, manter as taxas da Facilidade Permanente de Depósito (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 7,25% e 13,25%, respetivamente.
Aquele órgão do Banco de Moçambique manteve ainda os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e estrangeira em 11,50% e 34,50%, respetivamente.
O Banco de Moçambique garante que o mercado cambial doméstico continua com níveis adequados de divisas e que as reservas internacionais brutas permitem cobrir acima de seis meses de importações de bens e serviços.
O regulador prevê uma retoma lenta em 2021 e alerta para um aumento da pressão sobre as finanças públicas.
A inflação deverá subir no próximo ano, mas mantendo-se “na banda de um dígito”, ou seja, sem passar de 10%, refere.
A próxima reunião ordinária do CPMO está agendada para 16 de dezembro.
Moçambique tem um total acumulado de 11.331 casos de covid-19, 79 mortos e 9.165 recuperados (80% do total).
Pelo menos 15 pessoas morreram esmagadas no Afeganistão enquanto tentavam obter um visto de entrada no vizinho Paquistão.
O episódio deu-se esta quarta-feira em Jalalabad, no leste do país, e foi causado pela elevada concentração de pessoas num estádio a cerca de cinco quilómetros do consulado paquistanês. Quando tentavam abandonar o local, várias pessoas caíram e foram pisadas, o que provocou ferimentos em dezenas delas e a morte em 15 dos casos. Entre essas vítimas, 11 são mulheres.
Já se previa que se juntassem muitas pessoas no estádio perto do consulado, uma vez que foi para aí que as autoridades encaminharam os afegãos requerentes de autorização de entrada no Paquistão, para evitar aglomerações em espaços pequenos e travar a disseminação do vírus da covid-19. A corrida aos vistos foi, porém, muito maior do que se imaginava e a esse facto não é também alheia a pandemia — há sete meses que o Paquistão não emitia vistos a afegãos, que procuram o país em busca de trabalho, cuidados médicos, melhores condições de vida.
“Uma multidão tão grande era incontrolável”, contou à agência Reuters o embaixador paquistanês no Afeganistão, Mansoor Ahmad Khan. Segundo a Al-Jazeera, um rumor nas redes sociais de que iriam ser distribuídos mais vistos do que os que estavam marcados deu origem a uma corrida aos documentos. Quando as pessoas abandonavam o local, “houve uma debandada na qual se perderam vidas preciosas…”. “Nenhum funcionário do consulado do Paquistão esteve envolvido” nem entre os mortos nem entre as dezenas de feridos, acrescentou ainda.
Ahmad Khan recorreu também ao Twitter para dizer que os responsáveis paquistaneses estão “comprometidos com as autoridades afegãs” para discutir formas de “melhorar a distribuição de vistos” e tornar “o processo mais suave e simplificado do nosso lado”.
O Irão prometeu fornecer informações “detalhadas” da investigação à destruição de um avião das linhas aéreas ucranianas, em janeiro, perto de Teerão, que foi abatido causando a morte de 176 pessoas, anunciou esta quarta-feira a Ucrânia.
Ao cabo de duas rondas de conversações entre os dois países, em Kiev e, depois, em Teerão, as duas partes acordaram que a Ucrânia “vai receber informações detalhadas” sobre a investigação no prazo de uma semana, revelou o Procurador-Geral do país europeu em comunicado. As referidas informações incluem “provas documentadas da detenção de seis pessoas acusadas de abater o avião”, acrescentou.
A Ucrânia também deverá receber, no final de outubro, parte do cockpit do avião que foi encontrado nos primeiros dias após a tragédia e constitui uma peça importante para a investigação. A ronda de conversações em Teerão começou na segunda-feira e aborda também uma possível compensação financeira do Irão.
O voo 752 da Ukraine International Airlines foi abatido em 08 de janeiro por dois mísseis, pouco depois de descolar do principal aeroporto da capital iraniana, num período de tensão crescente entre os Estados Unidos e o Irão. Após três dias de desmentidos, as forças armadas iranianas admitiram que o avião foi abatido por “engano”.
A autoridade de aviação civil iraniana garantiu que a regulação desajustada do radar de uma bateria antiaérea foi o principal “erro humano” responsável pelo desastre.
Os preços deverão subir em Moçambique, em 2021, mas a inflação vai manter-se em “um dígito”, prevê o banco central numa antevisão publicada na quarta-feira (21), e que reflete impactos da covid-19.
“Perspetiva-se um incremento de preços domésticos devido ao término da vigência das medidas de contenção de preços decretadas pelo Governo”, sublinha o Comité de Política Monetária, além de “efeitos dos choques de oferta”.
Ainda assim, em face da fraca procura por bens e serviços, “prevê-se que a inflação permaneça na banda de um dígito, em linha com as expetativas dos agentes económicos inquiridos em outubro de 2020”.
Para o próximo ano, o regulador prevê uma retoma lenta.
“Após a contração da atividade económica esperada para 2020, devido ao impacto da covid-19 a nível doméstico, espera-se ainda uma retoma gradual do crescimento em 2021, impulsionada pelas atividades referentes à implantação dos projetos de exploração do gás na bacia do Rovuma”, destaca.
Tudo isto num contexto em que “o desempenho dos setores orientados para a exportação poderá continuar limitado pela fraca recuperação da economia mundial”.
A análise foi publicada no dia em que o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, (taxa MIMO) em 10,25%.
“A decisão é justificada pelo agravamento dos riscos e incertezas”, justificou.
O banco central manteve igualmente as restantes taxas e coeficientes.
Moçambique tem um total acumulado de 11.331 casos de covid-19, 79 mortos e 9.165 recuperados (80% do total).
O Tribunal Judicial da província de Tete condenou, terça-feira (20), a nove anos de prisão, dois dos sete acusados de envolvimento na morte de 64imigrantes de etíopes, noticia a Rádio Moçambique.
Trata-se dos réus Silva Nhome, motorista da viatura contentorizada que em Março passado serviu para transportar os imigrantes ilegais provenientes da República do Malawi,e Ayub Juliasse, suposto guia no processo.
Os condenados, ora presos no estabelecimento penitenciário provincial de Tete, foram condenados por prática de crime de homicídio involuntário.
O conjunto de juízes decidiu igualmente absolver outros cincoréus, nomeadamente Cristina Marcos, Gray Inácio e Fatilino, incluindo, dois agentes da PRM, por falta de provas do seu envolvimento no crime.
O fundo de Investimentos e Património de Água (FIPAG) vai introduzir em breve, na cidade de Quelimane, o sistema pré-pago para o consumo de água.
Neste sistema, os consumidores passam a comprar a quantidade de água, consoante as suas capacidades financeiras, e a fazer melhor o controlo dos seus gastos.
A medida visa resolver os conflitos e tensões entre a empresa e clientes, decorrentes de erros de facturamentos, atrasos e falta de pagamento do consumo de água.
O director do FIPAG em Quelimane, Faquirá Massalo, afirmou há dias que técnicos da empresa estão a trabalhar para consolidar o sistema pré-pago.
Segundo Massalo, já há uma proposta da modificação dos contratos pós-pago para pré-pago.
A nível local, segundo ainda o director da área operacional de Quelimane, está em análise a situação de clientes de baixa renda, sobre como serão tratados neste novo modelo.
Entretanto, as instituições de Estado na província da Zambézia devemao FIPAG mais de 125 milhões de meticais resultantes de fornecimento de água nos últimos três anos.
Faquirá Massalo disse que o dívida está a comprometer os planos de desenvolvimentos da empresa.
A União Europeia garante estar a acompanhar de perto a onda de violência em algumas zonas do norte da província de Cabo Delgado e que a organização vai eleger nos próximos diálogos políticos com o Governo moçambicano a ajuda a disponibilizar.
A porta-voz da Comissão Europeia sobre assuntos externos e política de segurança, Nabila Massrali, citada pela agência Lusa, recordou que o Governo moçambicano e a sua organização encetaram uma política de diálogo focada nas questões humanitárias e de segurança.
As declarações de Nabila Massrali, surgem depois de, na passada quinta-feira, um porta-voz do corpo diplomático europeu ter garantido que a União Europeia já colocou em marcha um programa que visa desencorajar a radicalização e recrutamento de pessoas pelo grupo terrorrista.
O Centro de Integridade Pública (CIP) alerta que o conflito armado em Cabo Delgado provocou já a pior crise humanitária na história de Moçambique e avisa que a mesma tende a agravar-se sobretudo na cidade de Pemba, que já não tem espaço para acolher mais deslocados de guerra.
Borges Nhamire, investigador do CIP, que está a fazer uma análise sobre a situação da violência armada no norte do país, sublinha que é “a pior crise humanitária da história de Moçambique causada por actividades humanas, depois da guerra civil e que o número de deslocados internos aumentou em aproximadamente dois mil por cento, num período de dois anos”.
Por seu turno, o director do CIP, Edson Cortez, que esteve recentemente em Pemba, referiu que vários deslocados de guerra chegaram diariamente à capital provincial de Cabo Delgado e precisam de ajuda.
Cortez defende ser necessário que os deslocados “recebam apoio o mais urgente possível” para evitar situações catastróficas.
Entretanto, a cidade de Pemba já não tem capacidade para acolher mais deslocados, muitos dos quais, segundo o Secretário de Estado em Cabo Delgado, Armindo Ngunga, chegam doentes e bastante debilitados.
O governante disse que três mulheres deram parto durante a viagem a Pemba em barcos à vela.
Cerca de 1400 pessoas chegaram à cidade de Pemba nos últimos quatro dias, provenientes dos distritos de Mocímboa da Praia, Quissanga e Macomia, afectados por ataques terroristas.
“As vítimas dos ataques terroristas precisam, urgentemente, de assistência, dada a gravidade da situação em que se encontram”, defende Jorge Matine, director executivo do Observatório Cidadão para a Saúde.
Nesta quarta-feira, 21, a União Europeia garantiu estar a “acompanhar de forma próxima” a situação em Cabo Delgado.
Na conferência de imprensa diária em Bruxelas, Nabila Massrali, recordou que “o Governo de Moçambique e a UE encetaram uma política de diálogo focada nas questões humanitárias e de segurança” e que nos próximos tempos serão tomadas decisões importantes.
O secretário executivo da SADC, Elias Magosi, classificou a assinatura do compromisso político de Maputo para um diálogo nacional inclusivo como um avanço significativo...
O secretário de Estado da província do Niassa, Silva Livone, reiterou a importância da protecção dos líderes comunitários, considerando-os pilares do Estado de Direito...