O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que iniciou uma quarentena, após ter estado em contacto com uma pessoa infetada com covid-19, especificando que não apresenta sintomas.
“Estou bem e sem sintomas, mas estarei em quarentena nos próximos dias, de acordo com os protocolos da OMS e trabalharei em casa”, escreveu, no domingo à noite, TedrosAdhanomGhebreyesus na conta na rede social Twitter.
O responsável da OMS tem estado na vanguarda das iniciativas da agência de saúde das Nações Unidas para combater a pandemia.
“É extremamente importante que todos cumpramos as normas de saúde. É assim que vamos quebrar as cadeias de transmissão (…), suprimir o vírus e proteger os sistemas de saúde”, acrescentou.
No início de outubro, foi obrigado a defender o trabalho da OMS, acusada, em particular pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incompetência na gestão da pandemia.
A pandemia de covid-19 já provocou quase 1,2 milhões de mortos e mais de 46 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
África registou mais 294 mortes devido à COVID-19 nas últimas 24 horas, elevando para 42.630 o total de vítimas mortais pelo novo coronavírus, que já contaminou 1.773.351 pessoas na região, segundo dados oficiais do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, citado pelo Notícias ao Minuto, nos 55 Estados-membros da organização, registaram-se nesta região mais 13.557 casos da COVID-19. A África Austral continua a registar o maior número de infectados (2.628) e de óbitos (72) atingindo agora as 803.771 infecções e as 20.693 mortes por COVID-19.
O número de recuperados é agora de 1.449.216, mais 10.375.
Nesta região, apenas a África do Sul, o país mais afectado do continente, contabiliza 723.682 casos e 19.230 óbitos.
O norte de África, a segunda zona mais afectada pela pandemia, tem um total de 506.706 casos positivos e 14.104 mortos e na África Oriental há 212.408 infectados e 3.932 vítimas mortais.
Na África Ocidental, o número de testes positivos é de 190.150, com 2.762 vítimas mortais, e a África Central conta com 60.316 casos e 1.139 óbitos.
O Egito, segundo país do continente com mais mortos, a seguir à África do Sul, regista 6.258 óbitos e 107.376 casos positivos, e Marrocos contabiliza 3.625 vítimas mortais e 215.294 casos da doença. Logo a seguir encontra-se a Argélia com 57.651 infectados e 1.956 mortos.
De acordo com o Notícias ao Minuto, entre os seis países mais afectados pela pandemia da COVID-19 estão também a Etiópia, com 95.789 casos positivos e 1.464 mortos, e a Nigéria, com 62.691 infectados e 1.144 óbitos.
Dos países africanos de língua oficial portuguesa, Angola lidera em número de mortos (284) e Moçambique em número de casos (12.777).
Cabo Verde conta com 8.793 casos positivos da COVID-19 e 95 óbitos pela mesma doença
Duas pessoas foram mortas e outras cinco ficaram feridas em um ataque com arma branca na noite de sábado (31) na cidade de Québec, no leste do Canadá, durante as comemorações do Halloween. Um jovem de cerca de 20 anos foi preso, mas a polícia não indicou o caráter do crime.
As agressões foram registradas no final dos eventos de Halloween nas ruas do bairro turístico Chateau Frontenac, perto da região do Parlamento, na capital da província do Québec.
O suspeito, “um rapaz de pouco mais de vinte anos”, carregando uma espada e vestindo uma fantasia medieval, atacou diversas pessoas por razões ainda indeterminadas. Segundo testemunhas citadas pelo jornal regional Le Soleil, o agressor teria degolado a primeira vítima.
Em seguida, ele continuou percorrendo as ruas do bairro, onde matou uma segunda pessoa. Logo depois, se dirigiu à região do antigo porto de Québec, ferindo outros indivíduos.
Forte dispositivo policial
De acordo com a polícia de Québec, o jovem foi detido na madrugada de domingo (1°). Um forte dispositivo policial foi mobilizado para a busca do agressor.
“Ele estava vestido com uma roupa medieval e carregava uma espada com ele. Os pedestres foram atacados com uma arma branca”, afirmou o porta-voz da polícia, Etienne Doyon. O rapaz foi “controlado” e “levado para um um hospital”, reiterou.
Segundo o jornal Le Soleil, o agressor estava deitado e em estado de hipotermia quando foi detido. O diário também divulgou que ele teria nascido em 1996 e teria planejado o ato há um ano e meio.
Até o momento, a polícia de Québec não deu detalhes sobre a identidade do agressor e das vítimas. Uma investigação foi aberta e as autoridades fizeram um apelo para que os moradores permaneçam em suas casas.
Em três semanas, 700 pessoas das 137 famílias do interior dos distritos de Nhamatanda e Gorongosa, em Sofala, abandonaram as suas zonas à procura de segurança noutras zonas da mesma província, devido aos ataques armados que o Governo imputa à Junta Militar da Renamo.
A população dos dois distritos, nas margens do rio Púnguè, retrata episódios de terror ocorridos em meados de Outubro: assassinatos com recurso a armas de fogo, violações sexuais, torturas e casas incendiadas. Muita gente não pôde retirar nada de casa aquando da fuga.
“Os ataques iniciaram em Março deste ano e intensificaram. Em meados do mês passado” os atacantes “mataram três pessoas, violaram várias raparigas, roubaram os nossos bens, nomeadamente alimentos, vestuários, galinhas, cabritos e ainda queimaram as nossas casas e os nossos celeiros. Este facto forçou-nos a fugir para as matas, onde durante vários dias recorremos a frutos silvestres e raízes de várias plantas para nos alimentarmos”, explicou Januário Miquitaio, um dos deslocados.
Quando as autoridades se aperceberam de que as 700 pessoas passavam fome e não tinham vestuário, mobilizaram uma equipa do Instituto Nacional de Gestão de Calamidade (INGC) para prestar assistência. A primeira acção foi identificar um local para abrigo, na zona de Pavua, próximo à vila sede do distrito de Gorongosa.
Os deslocados receberam apoios para um mês. “Brevemente voltaremos a planificar a assistência em produtos diversos, enquanto sensibilizamos a população para o início da produção agrícola”, explicou Ismail Almeida, técnico do INGC.
O administrador do distrito de Gorongosa, Manuel Jamaca, garantiu que os beneficiários poderão regressar para as zonas de origem quando o conflito militar cessar por completamente.
Desde que o Presidente da República anunciou que as Forças de Defesa e Segurança não iriam perseguir a Junta Militar da Renamo por cinco dias [a partir de 25/10/2020], não se ouve tiros no distrito de Nhamatanda, segundo a população e as autoridades distritais, que asseguraram que em alguns troços da Estrada Nacional número um (EN1) pessoas e bens circulam sem o habitual medo.
Há igualmente população que já se dedica à actividade agrícola nas regiões do interior de Nhamatanda.
José Mourinho andava muito ativo nas redes sociais. Entre vídeos a ver a Fórmula 1 no gabinete, fotografias dos jogadores a olhar para os telemóveis no balneário e imagens do próprio treinador a comer batatas fritas e a ver um filme durante um voo, o técnico português aproveitou uma série de 10 jogos seguidos sem perder e fez as delícias dos adeptos do Tottenham no Instagram. Até à passada quinta-feira.
Os spurs perderam com o Antuérpia na passada quinta-feira, na segunda jornada da fase de grupos da Liga Europa, e a reação pública de Mourinho não caiu bem junto dos adeptos. “Más exibições merecem maus resultados. Espero que toda a gente neste autocarro esteja tão chateada quanto eu estou. Amanhã, treino às 11h”, escreveu o treinador numa legenda que acompanhava uma fotografia dele próprio no veículo do clube inglês. Foi acusado de ser “infantil”, de minorizar a derrota europeia e de não ter uma reação séria ao resultado negativo. Mas a verdade é que a reação séria de Mourinho já tinha aparecido logo no final do jogo.
“Gostava de ter feito 11 substituições. Só não fiz as cinco porque tive receio de estar 45 minutos sem poder mexer. O único que podem culpar sou eu, porque fui eu que fiz a equipa e escolhi os jogadores que foram titulares. Ao intervalo tentei melhorar a situação mas não foi suficiente”, disse o treinador na flash interview, garantindo que sabe “qual é a melhor equipa”, tal como “toda a gente sabe”, mas que gosta de dar oportunidades a todos. “Temos um grande plantel com muitos bons jogadores. É minha responsabilidade dar-lhes oportunidades para jogarem, mas também é trabalho deles agarrarem essas oportunidades com as duas mãos para pedirem mais. Depois desta noite, as minhas escolhas futuras serão mais fáceis”, terminou Mourinho, deixando entender que dificilmente vai fugir ao onze-tipo do Tottenham.
Este domingo, os spurs recebiam o Brighton em Londres e procuravam voltar às vitórias — aproveitando também as derrotas do Aston Villa, do Manchester United e do Everton. Correspondendo à premissa que ele próximo lançou na quinta-feira, Mourinho lançava Kane, Son, Ndombele e Lamela no ataque, o quarteto que melhores respostas tem dado esta temporada. Vinícius, Bale, Bergwijn e Alli, todos titulares contra o Antuérpia, saíam do onze e só mesmo o galês é que aparecia no banco de suplentes.
A polícia do Dubai declarou que não suspeita de qualquer “ato criminoso” na morte do empresário congolês Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos, empresária e filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos.
Sindika Dokolo morreu na sexta-feira num acidente de mergulho no Dubai.
“Não suspeitamos de qualquer ato criminoso na morte do empresário Sindika Dokolo, de 48 anos, que se afogou quando fazia mergulho livre no norte da ilha de Deira”, anunciou a polícia do emirado em comunicado.
As autoridades receberam, a 29 de outubro, “uma chamada de emergência” e equipas de salvamento marítimo foram “imediatamente enviadas”, precisou o general de divisão Khaled Ibrahim al-Mansuri, comandante adjunto de investigação.
Sindika Dokolo praticava uma forma de mergulho, localmente conhecida como ‘al-hivari’, que não utiliza equipamento de respiração e assenta na utilização exclusiva do ar existente nos pulmões.
As declarações de amigos do empresário e o relatório médico-legal permitiram “concluir que não há suspeita de crime nesta morte”, disse o general.
Sindika Dokolo nasceu em 1972 no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo (RDCongo), filho do banqueiro Augustin Dokolo Sanu, e da sua segunda mulher, a dinamarquesa Hanne Taabbel.
Crítico dos quase 20 anos do regime do Presidente Joseph Kabila na RDC, Sindika Dokolo esteve cerca de cinco anos no exílio, devido aos processos movidos contra si em Kinshasa, regressando ao país em maio de 2019, meses depois da vitória presidencial do opositor Félix Tshisekedi, em dezembro de 2018.
Sindika Dokolo era casado desde 2002 com Isabel dos Santos, de quem teve quatro filhos.
O casal é suspeito de ter lesado o Estado angolano em milhões de dólares e foi alvo em dezembro de 2019 de arresto de bens e participações sociais em empresas, por determinação do Tribunal Provincial de Luanda.
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos negam as acusações.
O julgamento da centena de manifestantes detidos no passado dia 24 de outubro em Luanda terminou ontem (01), com 71 réus condenados pelo crime de desobediência, mas todos serão libertados, disse à Lusa um advogado da defesa.
Em declarações à Lusa, Zola Bambi, indicou que 26 réus foram absolvidos de todos os crimes e outros 71 condenados por desobediência a uma pena de um mês de prisão convertida em multa de 20 kwanzas por dia (0,0257 euros), bem como 10.000 kwanzas de taxa de justiça (cerca de 13 euros) e 2.000 kwanzas para o defensor oficioso (2,6 euros).
Todos serão libertados estando a aguardar a assinatura dos mandados de soltura, acrescentou.
O advogado da associação Mãos Livres, que integra o coletivo que defendeu os manifestantes, adiantou que três dos réus condenados solicitaram que fosse apresentado um recurso, que será extensivo a todos.
Os números iniciais apontavam para 103 manifestantes detidos, mas alguns ainda não prestaram declarações (um jovem mudo e um outro que está isolado por ter sido diagnosticado com covid-19) ou ficaram fora do processo (jornalistas), explicou Zola Bambi.
O Ministério Público poderá ainda solicitar certidão para abrir um processo à parte para julgar estes arguidos.
Em 24 de outubro foram também detidos vários jornalistas, entretanto libertados, sem acusação.
A sessão do julgamento, concluído com a audição dos últimos arguidos e alegações finais, decorreu este domingo na Cidadela, após a defesa ter pedido uma sala com melhores condições do que a das sessões anteriores, no Tribunal Provincial de Luanda.
No sábado, um dos réus foi assistido no hospital-prisão e apresenta “um quadro clínico preocupante”, com “perda das faculdades mentais”, segundo Zola Bambi.
Entre os detidos estavam jovens, ativistas e membros da UNITA, principal partido da oposição angolana, acusados de desobediência ao decreto presidencial 276/20, que estabeleceu medidas mais restritivas no âmbito da prevenção da covid-19, crimes de ofensas corporais voluntárias e crimes de danos voluntários sobre bens da Polícia Nacional.
O julgamento teve início na segunda-feira e levou até ao palácio D. Ana Joaquina, na baixa da capital angolana, centenas de apoiantes que exigiam a libertação dos seus companheiros.
O Tribunal Provincial de Luanda foi palco de confrontos com a polícia que, na quarta-feira, proibiu a presença de manifestantes nas proximidades do local após desacatos e alguns atos de vandalismo.
O Presidente João Lourenço falou, na quinta-feira, pela primeira vez sobre os acontecimentos, enquanto líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), negando a violação de direitos em Angola e dizendo que o direito à manifestação está apenas “condicionado” temporariamente por causa da pandemia.
O chefe de Estado atacou também a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), principal força da oposição, que também aderiu à marcha convocada por movimentos cívicos, considerando que o partido devia assumir “todas as consequências dos seus atos de irresponsabilidade” no possível aumento de casos de covid-19, devido ao envolvimento direto nos protestos.
O presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, respondeu na sexta-feira às críticas, afirmando que João Lourenço “tem medo do povo, que vai demonstrando saber ler e posicionar-se em defesa do seu interesse”.
Os organizadores da manifestação frustrada de dia 24 de outubro, fortemente reprimida pela polícia convocaram um novo protesto para 11 de novembro, data em que se assinalam os 45 anos da Independência de Angola.
Segundo Dito Dalí, que diz ter sido uma das vítimas da agressão policial, chegando a perder os sentidos, o protesto marcado para 11 de novembro realiza-se na sequência de outros que exigiram o afastamento do diretor do gabinete do Presidente da República, Edeltrudes Costa, cujo nome surgiu numa investigação sobre corrupção divulgada pela TVI.
“Anunciamos naquele dia que, doravante, faremos das ruas os nossos escritórios, para manifestar o nosso descontentamento e exigir do Presidente um esclarecimento sobre a calendarização das eleições autárquicas, o afastamento do Edeltrudes, do presidente da Comissão Nacional Eleitoral e exigir do Presidente que crie condições para resolver os problemas dos cidadãos”, referiu Dito Dalí.
O ativista realçou que a situação social e económica dos angolanos continua a degradar-se, e as reclamações devem ser apresentadas ao executivo, que tem a missão de “atender os problemas de que enferma a sociedade”.
Os primeiros resultados da eleição presidencial de sábado, 31, na Costa do Marfim apontam para a reeleição de Alassane Ouattara, que assim entra num terceiro mandato.
As eleições foram boicotadas pela oposição que pediu neste domingo, 1, uma “transição civil”.
A Comissão Eleitoral (CE), protegida por um fortedispositivo policial, iniciou neste domingo o anúncio dos primeiros resultados pela televisão.
Como era previsível, uma vez que a oposição boicotou o pleito, Ouattara, que disputa um terceiro mandato, será o vencedor das presidenciais, segundo os primeiros resultados.
Os primeiros número reflectem uma vitória clara do Presidente sobretudo no seu reduto, no norte do país, onde venceu na capital regional, Korhogo, com 98% dos votos e participação de 88% dos eleitores.
Os principais candidatos da oposição preferiram não fazer campanha, já que consideraram um “golpe de Estado eleitoral” que Ouattara disputasse um terceiro mandato, embora a Constituição marfinense só contemple dois.
Ouattara defendeu que, com a nova Constituição de 2016, ele tinha, até agora, completado um único mandato, o que lhe permitia concorrer agora.
“Os partidos e grupos políticos da oposição constataram o fim do mandato” de Ouattara e “pedem o início de uma transição civil para criar condições de eleições presidenciais justas, transparentes e inclusivas”, assegurou hoje em conferência de de imprensa, o ex-primeiro-ministro e candidato opositor Pascal Affi N’Guessan.
As eleições foram marcadas por assembleias de voto fechadas, roubos em lugares de votação, boletins de voto vandalizados e, pelo menos, duas pessoas morreram em confrontos no centro de Tiebissou e Oume.
Nos últimos meses, pelo menos 30 pessoas foram mortas em confrontos que reavivaram os temores de uma repetição da crise pós-eleitoral de 2010-2011, quando três mil pessoas morreram depois que o então Presidente Laurent Gbagbo se recusou a aceitar a derrota para Ouattara.
No sábado, os protestos degeneraram em confrontos entre comunidades étnicas que apoiam facções políticas rivais em Tiebissou, Oume, Yopougon, um distrito pobre de Abidjan, e na cidade de Gboguhe, no centro-oeste, segundo testemunhas.
O líder dissidente da Renamo, Mariano Nhongo, revelou neste sábado, 31, ter fracassado o novo esforço de negociações de paz com Maputo, após acusações, do grupo, de sucessivas violações de trégua de sete dias, decretada por Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e que terminou a 31 de outubro.
“Não havia trégua, e não há trégua, e dentro deste ano pode não haver trégua, e nem no próximo ano pode não haver trégua. A Renamo tem sua agenda, e sua agenda é governar o país” com uma democracia independente, disse à VOA Mariano Nhongo ao anunciar o colapso do diálogo com o governo.
O Governo moçambicano suspendeu qualquer investida contra membros da autoproclamada Junta Militar da Renamo a partir de domingo, 25, por um período de uma semana, que terminou a 31, como forma de abrir caminho para um diálogo com o grupo dissidente do principal partido da oposição.
O general da Renamo assegurou que teve “demoradas conversações” esta semana com o enviado especial do Secretário-geral das Nações Unidas, Mirko Manzoni, e denunciou a violação da trégua unilateral ao registar novos casos de raptos e assassinatos durante os sete dias do cessar-fogo.
“Por isso ontem (sexta-feira, 30) eu falei ao embaixador, Mirko Manzoni, eu expliquei ‘amigo já não tem mais serviço aqui você, só está a passear’, não está a fazer nada”, precisou Mariano Nhongo em declarações por telefone algures da Gorongosa.
Para Mariano Nhongo a trégua foi “uma batota” do governo para perseguir os dirigentes da autoproclamada Junta Militar da Renamo, sem retaliação dos dissidentes, e insistiu que não houve honestidade no cessar-fogo.
“Não há, não há, qual trégua em que estávamos. A (autoproclamada) Junta Militar renega enganar o mundo, e não pensem que a Junta Militar está a procura de dinheiro não, nós não estamos a procurar dinheiro não” disse Mariano Nhongo, sem fazer menção se foi feita uma proposta neste sentido.
O dirigente da autoproclamada Junta Militar da Renamo, reiterou que para qualquer negociação, o governo deve divulgar a petição enviada pelo grupo em setembro de 2019, onde constam as suas verdadeiras reivindicações.
“Esse nosso irmão, Filipe Nyusi, é batoteiro. Ele sabe que quando ler (divulgar) este documento as queixas que fazemos contra ele” serão conhecidas, supostamente por ter “rasgado” o que tinha já acordado com Afonso Dhlakama, antes de morrer, e ter implementado um acordo “viciado” que assinou com Ossufo Momade.
“Quando faleceu (Afonso) Dhlakama já tínhamos um campo (pista), no lugar onde foi realizado o Congresso da Renamo. Aquele campo não era para o Congresso, realizou-se o Congresso quando Dhlakama perdeu a vida. Aquele campo era de helicópteros para transportar os homens da Renamo para irem ser enquadrados em todos os ramos das Forças de Defesa e Segurança”, explicou Mariano Nhongo.
“Eu já estive naquele campo, como general, e isso (que foi acordado na altura) está aonde? E hoje estão a procura de paz, há de vir de onde?” questionou.
Contudo, o antigo estratega militar de Afonso Dhlakama, disse que ainda espera um bom senso do governo para avançar com as negociações do novo acordo com o grupo, que passa, primeiro, pela divulgação da petição.
“Por isso solução vamos ter a frente, do momento não temos solução” continuou Mariano Nhongo.
O governo ainda não se pronunciou sobre a nova falha no esforço para pôr fim a meses de ataques em estradas e aldeias nas províncias de Manica e Sofala, no centro de Moçambique.
O Presidente moçambicano anunciou esta semana que já tinham iniciado os contactos para a abertura ao diálogo.
A Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior de Engenharia Civil/ Hidráulica. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior de Engenharia Civil/ Sanitária. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Médio de Informática. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior de Contabilidade. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro pessoal (1) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário de Saúde Sexual Reprodutiva. Saiba mais.
O Movimento de Educação Para Todos (MEPT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) um Produtor de um Spot Televisivo Animado e um Radiofónico. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Docentes N3 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Docentes N4 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Biologia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – História. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Português. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Vendedor de Van. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-representante de Vendas. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Assistente Distrital de Operações para Província de Gaza. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Motoristas de Tractores. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Aterro. Saiba mais.
A Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade (AIPDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade (AIPDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Auxiliar Administrativo. Saiba mais.
A Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade (AIPDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Supervisores de Campo de Pesquisa. Saiba mais.
A Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade (AIPDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Pontos Focais das Unidade Sanitárias. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) vendedor de Van. Saiba mais.
O FIPAG – Área Operacional da Maxixe tem em aberto um concurso externo para o provimento de dois (2) vagas de Técnicos Operadores de Bombas. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Assistente de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Recursos Humanos baseado em província de Nampula. Saiba mais.
A polícia chinesa deteve o homem por ter consumido drogas. O seu gesto benevolente gerou o caos no trânsito na cidade de Chongqing.
O homem foi detido pelas autoridades chinesas no passado dia 17 de outubro depois de ter lançado uma “chuva de notas” a partir da janela do seu apartamento para as pessoas que circulavam numa das artérias mais movimentadas de Chongqing, revela o The Guardian.
A polícia disse que o homem de 29 anos estava “em transe” depois de ter consumido metanfetaminas no seu apartamento no 30º andar.
A ‘chuva’ de dinheiro provocou o caos no tráfego, pois muitas pessoas saíram dos carros para irem apanhar as notas.
A polícia deteve o homem pelo consumo de drogas. Acrescentou que está sob investigação e que está a receber tratamento.
O Presidente cessante da Tanzânia, John Magufuli, foi na sexta-feira (30), declarado vencedor das eleições presidenciais de quarta-feira pela Comissão Eleitoral Nacional (NEC, em inglês), tendo conquistado 84,39% dos votos.
“A comissão declara John Magufuli, do CCM [Chama Cha Mapinduzi, partido no poder], que obteve a maioria dos votos, o vencedor das eleições presidenciais”, afirmou o presidente da NEC, Semistocles Kaijage, citado pela agência France-Presse.
O principal opositor a Magufuli, Tindu Lissu, advogado de 52 anos, candidato pelo Chadema, recolheu 13,03% dos votos expressos. Os restantes votos foram divididos entre os outros 13 candidatos.
Foram registados os votos de 50,72% dos mais de 29 milhões de eleitores registados.
Segundo a agência noticiosa Associated Press, Magufuli, 60 anos, recolheu 12,5 milhões de votos e Lissu cerca de 1,9 milhões.
Quanto à composição do parlamento tanzaniano, o CCM conquistou também 253 dos 261 círculos eleitorais até agora anunciados.
Com estes resultados, o partido no poder ultrapassa os mais de dois terços necessários para aprovar alterações à Constituição do país, incluindo o alargamento do limite de dois mandatos presidenciais.
Lissu rejeitou os resultados, alegando “irregularidades generalizadas”, tendo apelado à realização de manifestações pacíficas.
A oposição tanzaniana alega que milhares de observadores foram afastados das mesas de voto durante a votação, na quarta-feira, e que pelo menos uma dúzia de pessoas morreram na véspera das eleições na região semiautónoma de Zanzibar.
Ainda assim, o presidente da comissão defende que todos os votos são legítimos.
Numa avaliação hoje divulgada, o grupo de especialistas regional Tanzânia Elections Watch assinalou que estas eleições marcaram “o recuo mais significativo nas credenciais democráticas da Tanzânia”, indicando que o forte destacamento de militares e polícias criou um “clima de medo” entre os eleitores.
“O processo eleitoral, até agora, está muito abaixo dos padrões internacionais aceitáveis”, defendeu o grupo.
A oposição alegou que entre as irregularidades estão os bloqueios no acesso à Internet e a serviços de troca de mensagem e votações duplas.
Ao contrário de eleições anteriores, estas não tiveram grande presença de observadores eleitorais internacionais, como a União Europeia.
Os Estados Unidos da América afirmaram que “as irregularidades e as margens esmagadoras da vitória levantam sérias dúvidas sobre a credibilidade dos resultados anunciados”.
O primeiro mandato de Magufuli foi marcado por um forte declínio das liberdades individuais e dos direitos humanos no país, de acordo com muitas organizações de defesa dos direitos humanos.
O mandato de Magufuli ficou igualmente marcado pela aprovação de leis que permitiram o aumento das receitas mineiras e pela exigência de milhões de dólares em impostos retroactivos às empresas que operam no país.
O FMI prevê uma queda no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,9% este ano.
O Presidente da República anunciou na sexta-feira (30), em Cuamba na provincia do Niassa que o programa Sustenta vai propiciar a criação de diferentes cadeias de valor no pais.
Filipe Nyusi fez este anúncio na cerimónia que marcou a abertura oficial da campanha agrária 2020-2021.
O Presidente da República fez saber que na campanha agrária hoje lançada duzentos mil produtores do sector familiar serão enquadrados no programa Sustenta.
Filipe Nyusi indicou que com este programa espera-se um aumento na ordem de oito por cento o volume de produção agrícola, quantidade acima dos resultados alcançados nos últimos dez anos.
Entre as linhas de cadeia de valor constam o relançamnto da produção de girassol e a revitalização da indústria de produção de óleo de soja, em Mulumbo na Zambézia; a construção da primeira fábrica de processamento de soja em Cuamba; a edificação da fábrica de processamento de farinha de milho em Malema, província de Nampula, o surgimento de uma fábrica de processamento de feijões, com uma capacidade de seis mil toneladas, em Lichinga.
Constam ainda, no rol das linhas de cadeia de valor, a instalação de duas unidades de processamento de castanha de caju em Mueda e Nangade, em Cabo Delgado, unidade de processamento de carnes vermelhas na cidade de Tete; implementação de uma fábrica de processamento de fruta e polpa em Vanduzi, província de Manica, entre outras.
Filipe Nyusi afirmou que, contrariamente a campanha passada, o país vai registar chuvas normais, com tendência para acima de normal, por conta do fenómeno La Ninha, que se vai fazer sentir na região austral de África.
No quadro do lançamento da campanha agrária, o Presidente da República fez a entrega de motorizadas aos extensionistas agrários e vinte e sete tractores aos agricultores.
Depois do lançamento da campanha agrária, o Presidente da República visitou a fábrica de óleo da sociedade algodoeira do Niassa
Em 350 páginas, 17 personalidades nacionais e internacionais, entre académicos, juristas e políticos, fazem a radiografia dos 25 anos da democracia eleitoral e multipartidária no país.
“Democracia Multipartidária em Moçambique”, produzida e lançada pelo Instituto Eleitoral para a Democracia Sustentável (EISA-Moçambique) nesta semana em Maputo, mostra sinais de alarme com o ritmo que este processo constitucional está a levar.
Para ele, “as circunstâncias dos retrocessos no campo político-democrático, com traços sugerindo a intolerância política representam uma verdadeira tragédia para os moçambicanos”.
A Frelimo discorda parcialmente das conclusões e assegura que o país está num bom caminho e que o processo democrático deve ser visto como um processo em construção.
“Há uma contrução contínua do processo democrático, a descentralização está sendo feita, e as eleições estão sendo feitas de cinco em cinco anos. É verdade que não há uma democracia perfeita, mas é preciso referir que o processo de construção democrática é contínuo e a sua consolidação tem que ser contínua, com todos os moçambicanos envolvidos, cada um a fazer a sua parte, com patriotismo e aprimorar a sua capacidade de cidadania”, comenta Caifadine Manasse, porta-voz do partido no poder.
Do outro lado, Saimone Macuiane, quadro superior da Renamo, diz que o livro é a mais pura versão da realidade nacional.
“Desde 1994 para cá, nunca tivemos eleições livres, justas e transparentes, apenas temos ciclos eleitorais. Neste âmbito, é preciso que não seja apenas a Renamo a lutar pelo objectivo da transparência, é preciso que todos os partidos políticos trabalhem em conjunto para que as eleições sejam uma festa e cada moçambicano possa escolher quem acha que é melhor para dirigir o país e que os resultados reflictam, efectivamente, aquilo que foi a vontade popular”, sublinha Macuiane.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE), também analisou os 25 anos da democracia eleitoral e mostra algum alinhamento com parte da obra.
“Nós achamos que a realização contínua de eleições, sem interrupção, é um dos passos positivos a destacar”, afirmou Sheik Abdul Carimo, presidente da CNE, ao intervir na cerimónia do lançamento oficial do livro.
Carimo reconheceu, no entanto, que prevalecem desafios que colocam em causa a lisura dos processos eleitorais no país.
“A falta de confiança entre os intervenientes directos para com os órgãos de administração e gestão eleitoral, a problemática do controlo do voto, a problemática da circulação de boletins de voto fora do sistema eleitoral oficial, são alguns dos desafios ainda prevalecentes”, apontou Carimo.
O País registou, nas últimas 24 horas, mais 252 casos de infecção pelo novo coronavírus, elevando o cumulativo para 12.777 casos diagnosticados.
Um comunicado do Ministério da Saúde de actualização de dados sobre a Covid-19 no país indica que a cidade de Maputo registou o maior número de casos (73), seguida pela província de Maputo(54).
O documento refere que no mesmo período mais 436 pacientes recuperaram da doença.
Até o momento, Moçambique registou um cumulativo de 91 óbitos devido à COVID-19.
A Embaixada dos Estados Unidos e a organização N’weti lançaram um programa para apoiar o esforço de Moçambique na criação de um Fundo Soberano.
Para o efeito, o Fundo de Transparência Fiscal do Departamento de Estado americano disponibiliza uma subvenção de 300 mil dólares.
Um comunicado conjunto diz que o programa liderado pela N’weti pretende apoiar um diálogo nacional em torno da proposta do Banco de Moçambique de um Fundo Soberano de 96 mil milhões de dólares provenientes de projetos de gás natural liquefeito da Bacia do Rovuma e de outras indústrias extrativas.
O embaixador americano em Maputo, Dennis W. Hearne, disse que “a proposta do Banco Central para um Fundo Soberano é um primeiro passo crítico para proteger Moçambique do ciclo de expansão e contração dos recursos naturais e lançar as bases para uma profunda transformação económica que beneficie todos os moçambicanos”.
Com o diálogo nacional, espera-se “assegurar que todos os moçambicanos compreendam o papel que um Fundo Soberano possa desempenhar na gestão dos seus recursos e tenham uma palavra a dizer na forma como o Fundo Soberano está estruturado”, diz o comunicado.
“Um Fundo Soberano abre a porta a um futuro mais inclusivo, equitativo e brilhante para todos os moçambicanos (…) esperamos trabalhar com todos os atores relevantes do governo, sociedade civil, e doadores para construir um Fundo Soberano consensual e feito à medida de Moçambique,” disse Denise Namburete, diretora executiva da N’weti.
A N’weti, em consórcio com a Coligação Cívica sobre Indústria Extrativa, Centro Terra Viva, Conselho Cristão de Moçambique, SEKELEKANI, e KUWUKA JDA pretendem iniciar as consultas nas comunidades em novembro.
Moçambique assinala o Dia Internacional da Poupança, com o reconhecimento de que o país não tem estado a acumular riqueza que proporcione oportunidades para que os cidadãos criem fontes próprias de poupança, para puder lidar com choques a longo prazo.
Dados oficiais recentes estimam em pouco mais de 36 por cento a parcela da população moçambicana adulta com conta bancária, um número muito baixo relativamente à média regional.
Alguns analistas criticam a estratégia governamental de crescimento, baseada na substituição da poupança interna pela externa, porque, dizem, isso significa que Moçambique não tem criado poupança.
Este ponto de vista é defendido pelo economista António Francisco, para quem, “apesar de na última década ter começado a verificar-se alguma poupança positiva, a mesma ainda é muito limitada, que não financia nem 10 por cento do investimento nacional”.
Outros economistas vêm a inclusão financeira como uma das formas de aumentar a poupança interna, sustentando que um incremento do número de pessoas com acesso a serviços bancários, vai resultar no crescimento do número de poupadores.
Esselina Macome considera que, neste particular, é fundamental dar primazia ao género femenino, que foi aquele que mais contribuíu para que o número de moçambicanos com acesso a serviços financeiros passasse de 2.8 milhões, em 2014, para três milhões, actualmente.
A economista Celeste Banze está de acordo, mas questiona como fazê-lo no contexto actual da falta de viabilidade comercial que impede a penetração de agentes bancários em determinadas zonas do país.
Segundo ela, cerca de 15 por cento da população rural tem acesso à corrente eléctrica, sendo que em zonas urbanas, a cifra se estima em 30 porcento.
O Banco de Moçambique reconhece que o facto de as instituições financeiras estarem ainda distantes das populações, também contribui para o fraco relacionamento bancário, mas sublinha que o mais importante não é apenas que essas instituições estejam mais perto das pessoas,”mas que as populações usem o sistema financeiro”.
A Comissão Europeia anunciou na sexta-feira (30) a abertura de um procedimento de infração contra a Hungria por “aplicação incorreta da legislação da União Europeia em matéria de asilo”.
Bruxelas estimou que novos procedimentos de asilo adotados na Hungria, em reação à pandemia do novo coronavirus, “são contrárias ao direito da União”.
Segundo os novos procedimentos, introduzidos em maio, “antes de poderem solicitar uma proteção internacional na Hungria, os provenientes de países terceiros têm primeiro de fazer uma declaração de intenções junto de uma embaixada húngara fora da União Europeia, na qual deverão receber uma autorização de entrada especial para esse efeito”, explicou a Comissão, em comunicado.
O executivo europeu “considera que esta disposição constitui uma restrição ilegal ao acesso de procedimento de asilo”, em particular, porque “impede as pessoas que se encontram em território húngaro, incluindo na fronteira, de solicitarem uma proteção internacional”.
Segundo o Comité Helsínquia Húngaro, uma organização não governamental (ONG) de defesa dos direitos do homem, o procedimento de infração anunciado na sexta-feira foi o quinto dirigido à Hungria no tema do asilo, desde 2015.
Esta ONG já tinha denunciado em maio o novo regulamento húngaro em matéria de asilo, classificando-o como uma “violação odiosa” do direito europeu.
Bruxelas já enviou uma carta à Hungria. Budapeste tem agora dois meses para responder aos argumentos levantados pela Comissão. No limite, esta pode dirigir-lhe um aviso motivado, isto é, um pedido formal e conformidade com o direito europeu.
Se a resposta for insatisfatória, Bruxelas pode posteriormente decidir recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia.
No sábado 24, seis profissionais da imprensa em Angola foram detidos quando cobriam uma manifestação que foi abortada pela polícia em Luanda.
Eles viriam a ser libertados na segunda-feira, 26, o que provocou uma forte reacção do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, do MISA-Angola e de vários sectores da sociedade.
O Comité de Protecção de Jornalistas, com sede em Nova Iorque, em comunicado na quarta-feira, 28, pediu à polícia angolana que deixe “acossar e deter jornalistas que estão simplesmente a fazer o seu trabalho e deve permitir-lhes que reportem livremente”.
Na quinta-feira, 29, o Presidente João Lourenço condenou a detenção dos jornalistas e disse esperar que “não volte a acontecer”, sem responsabilizar ninguém.
Na Guiné-Bissau, a 26 de julho, os estúdios da Rádio Capital FM, parceira da VOA, foram destruídos por desconhecidos e tanto a Ordem dos Jornalistas como o Sindicato de Jornalistas e Trabalhadores da Comunicação Social têm denunciado ameaças à imprensa.
O Comité de Proteção dos Jornalistas disse, a 3 de agosto, em comunicado, que “as repetidas ameaças e ataques directos à Radio Capital FM e seus funcionários enviam uma mensagem assustadora à imprensa da Guiné-Bissau, tanto mais que os agressores recentes usavam uniformes da Guarda Nacional”.
O Presidente Úmaro Sissoco Embaló condenou o ataque e disse esperar que a Polícia Judiciária apure as responsabilidades, através de um inquérito sobre o sucedido, cujas conclusões não são conhecidas.
“Lamento e condeno, sem reservas, o atentado contra a rádio Capital FM, porque estamos num país de democracia, embora a democracia tenha limites”, observou Embaló.
Em Moçambique, apesar de alguma abertura e diversificação de meios, jornalistas têm sido presos, levados aos tribunais, mortos e alguns profissionais continuam desaparecidos, como Ibraimo Mbaruco, cujo paradeiro se desconhece desde abril.
A 23 de agosto, a redacção do jornal independente Canal de Moçambique foi queimada, num incêndio cujos autores se desconhecem até hoje.
A Amnistia Internacional exigiu às autoridades moçambicanas “uma investigação imediata, completa, imparcial, independente e transparente a esse ataque” e que leve “os responsáveis da sua autoria à justiça”.
Na altura, a Embaixada dos Estados Unidos em Maputo também condenou o acto e pediu uma investigação urgente.
O Presidente Filipe Nyusi condenou “veementemente” o ataque e ordenou uma investigação, cuja conclusão se desconhece.
“A liberdade de imprensa é um pilar da democracia e conquista dos moçambicanos que deve ser protegida”, escreveu Filipe Nyusi na sua página do Facebook.
Milhares de muçulmanos no Paquistão saíram hoje das orações de sexta-feira para se juntarem aos protestos contra a França, após o Presidente francês ter prometido proteger o direito de caricaturar o profeta Maomé.
Estima-se que 2.000 fiéis que celebravam o Mulude, o dia do nascimento do profeta Maomé, saíram para as ruas na cidade oriental de Lahore.
Multidões lideradas por partidos islâmicos gritavam slogans anti-França, erguiam faixas e obstruíam estradas principais a caminho de um santuário sufi.
Dezenas de pessoas pisaram furiosamente bandeiras francesas e apelaram ao boicote aos produtos franceses.
Em Multan, uma cidade na província de Punjab, no leste do Paquistão, milhares queimaram uma imagem do presidente francês Emmanuel Macron e exigiram que o Paquistão rompesse os laços com a França.
Mais protestos estão planeados para hoje no Paquistão, incluindo na capital, Islamabad, onde a presença da polícia nas ruas é muito intensa para evitar possíveis manifestações junto à embaixada francesa.
A atmosfera estava tensa quando a polícia bloqueou algumas estradas.
Outros protestos, em grande parte organizados por islamitas, são esperados em toda a região, incluindo no Líbano e na Faixa de Gaza.
No Afeganistão, membros do partido islâmicoHezb-i-Islami incendiaram a bandeira francesa. O seu líder, GulbuddinHekmatyar, advertiu Macron de que se não “controlar a situação” estará à vista “uma terceira guerra mundial e a Europa será a responsável”.
Os protestos surgem numa altura de tensões crescentes entre a França e as nações de maioria muçulmana.
As tensões intensificaram-se este mês quando um jovem muçulmano decapitou um professor francês que havia mostrado caricaturas do profeta Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.
Essas imagens, republicadas pela revista satírica Charlie Hebdo para marcar a abertura do julgamento pelo ataque mortal de 2015 contra a publicação, despertaram a ira de muçulmanos em todo o mundo que consideram as representações do profeta uma blasfémia.
Seguiram-se uma série de ataques que as autoridades francesas atribuíram ao extremismo muçulmano.
Na quinta-feira, numa igreja católica em Nice (França), um homem armado com uma faca matou três pessoas e, no mesmo dia, um outro esfaqueou e feriu um guarda da segurança no consulado francês em Jiddah, na Arábia Saudita, o que levou a França a exortar os seus cidadãos a ficarem em “alerta máximo”.
Na semana passada, protestos e pedidos de boicote aos produtos franceses espalharam-se rapidamente do Bangladesh ao Paquistão e ao Kuwait.
Os líderes muçulmanos, em particular o Presidente turco, RecepTayyipErdogan, criticaram a França pelo que consideram uma postura provocatória e antimuçulmana do Governo.
O ataque de quinta-feira em Nice também recebeu condenações de líderes de países que expressaram indignação com as caricaturas, como a Arábia Saudita, o Paquistão e o Egito.
Num sermão transmitido pela televisiva da TV estatal egípcia, o ministro das instituições religiosas do país condenou qualquer retaliação violenta pelos desenhos.
“O amor pelo profeta não pode ser expresso matando, sabotando ou respondendo ao mal com o mal”, disse Mohamed MokhtarGomaa, dirigindo-se a dezenas de fiéis numa mesquita na província egípcia de Daqahleya, no Delta.
Na última sessão do Conselho de Ministros, o Governo moçambicano aprovou o Regulamento de Exploração e Prática dos Jogos de Fortuna ou Azar, através...