A Embaixada dos Estados Unidos e a organização N’weti lançaram um programa para apoiar o esforço de Moçambique na criação de um Fundo Soberano.

Para o efeito, o Fundo de Transparência Fiscal do Departamento de Estado americano disponibiliza uma subvenção de 300 mil dólares.

Um comunicado conjunto diz que o programa liderado pela N’weti pretende apoiar um diálogo nacional em torno da proposta do Banco de Moçambique de um Fundo Soberano de 96 mil milhões de dólares provenientes de projetos de gás natural liquefeito da Bacia do Rovuma e de outras indústrias extrativas.

O embaixador americano em Maputo, Dennis W. Hearne, disse que “a proposta do Banco Central para um Fundo Soberano é um primeiro passo crítico para proteger Moçambique do ciclo de expansão e contração dos recursos naturais e lançar as bases para uma profunda transformação económica que beneficie todos os moçambicanos”.

Com o diálogo nacional, espera-se “assegurar que todos os moçambicanos compreendam o papel que um Fundo Soberano possa desempenhar na gestão dos seus recursos e tenham uma palavra a dizer na forma como o Fundo Soberano está estruturado”, diz o comunicado.

“Um Fundo Soberano abre a porta a um futuro mais inclusivo, equitativo e brilhante para todos os moçambicanos (…) esperamos trabalhar com todos os atores relevantes do governo, sociedade civil, e doadores para construir um Fundo Soberano consensual e feito à medida de Moçambique,” disse Denise Namburete, diretora executiva da N’weti.

A N’weti, em consórcio com a Coligação Cívica sobre Indústria Extrativa, Centro Terra Viva, Conselho Cristão de Moçambique, SEKELEKANI, e KUWUKA JDA pretendem iniciar as consultas nas comunidades em novembro.