O Benfica sofreu, na segunda-feira (02), a primeira derrota no Campeonato, perdendo por 3-0 no Bessa, diante do Boavista, em jogo a contar para a 6ª jornada.
Angel Gomes (18, gp), Elis (38) e Hamache (76) apontaram os três golos da equipa de Vasco Seabra, que somou a primeira vitória na prova e subiu ao 13º lugar, com seis pontos.
Com a primeira perda de pontos, o Benfica entregou a liderança isolada ao Sporting. Os leões têm 16 pontos, seguidos pelo conjunto de Jorge Jesus, com 15.
Um recluso de Samoa passou quase cinco anos a mais na prisão porque nem ele, nem as autoridades, deram conta que as duas sentenças a que foi condenado deviam ter sido cumpridas simultaneamente e não de forma consecutiva.
Sio Agafili, de 45 anos, só descobriu o erro na semana passada, quando compareceu em tribunal por outros assuntos e o juiz reparou no caso. A defesa alega que foi violado o direito à liberdade e que o lesado vai pedir uma indemnização.
“Ninguém me avisou quando é que a minha sentença na prisão iria terminar. Perdi a conta dos dias atrás das grades, só sabia que tinha de cumprir o meu tempo”, revelou Sio Agafili.
Agafili foi condenado por roubo a sete anos de prisão efetiva, em novembro de 2008. Um mês depois, em dezembro, foi novamente condenado, por outros crimes, a cinco anos de prisão. As duas sentenças deveriam ter sido cumpridas em simultâneo e ter saído em liberdade em dezembro de 2015.
A farmacêutica sul-africana Aspen Pharmacare anunciou na segunda-feira (02), um acordo com a empresa norte-americana Johnson & Johnson para o fabrico da sua potencial vacina contra a covid-19, caso esta seja aprovada na África do Sul e a nível internacional.
Numa declaração emitida, a Aspen afirmou que caso os testes realizados à vacina da Johnson & Johnson sejam frutíferos e aprovados pelas autoridades internacionais de saúde, irá produzir esta vacina para a empresa norte-americana.
O possível fabrico da vacina deverá ocorrer nas instalações da Aspen em Port Elizabeth, na província do Cabo Oriental, que tem uma capacidade de produção anual de 300 milhões de doses.
A vacina da Johnson & Johnson, a Ad26.CoV2-S, é uma das quatro vacinas diferentes que estão actualmente a ser testadas na África do Sul.
O chefe executivo da Aspen, Stephen Saad, afirmou que a empresa investiu mais de 3 mil milhões de rands (158,7 milhões de euros) na suas instalações sul-africanas, tendo um histórico de fornecimento de medicamentos para o tratamento do VIH/sida e da tuberculose.
“Investimos globalmente na nossa capacidade estéril e estamos determinados a ter um papel no fabrico de vacinas”, disse o dirigente. Segundo o comunicado, o acordo está ainda dependente da conclusão de “certas condições comerciais de fabrico”.
A África do Sul contabiliza mais de 726 mil casos de covid-19, o equivalente a mais de 40% de todos os casos registados no continente.
Em África, há 43.176 mortos confirmados em mais de 1,7 milhões de infectados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia neste continente.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos e mais de 46,5 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A progenitora, Louise Hosie, descobriu o frasco de lubrificante dentro da mochila da sua filha, Summer, quando esta voltou da escola. Quando Louise questionou a menina sobre o frasco, esta respondeu que estava tentar seguir as regras para “não apanhar os germes”.
A marca do lubrificante tem ‘Summer’ no nome, que é também o nome da menina, algo que a mãe acredita ter sido a razão para a menina ter pegado no frasco.
A mãe, de 36 anos de idade, indicou à imprensa britânica que o momento foi “muito engraçado”, ainda que tenha ficado “envergonhada”, por momentos, com a ideia de que os professores poderiam ter visto o frasco.
Homem ligou para vários dentistas, mas não conseguiu consulta, por causa das restrições aplicadas em consequência da pandemia.
O homem britânico em desespero por causa das dores arrancou dois dentes com um alicate por não conseguir marcar uma consulta no dentista, em consequência das restrições para prevenir o contágio por novo coronavírus.
Chris Savage, de 42 anos de idade, arrancou os dentes em casa porque não conseguia marcar uma consulta de urgência e não aguentava mais as dores. Descreveu o incidente como “a coisa mais horrível” que já fez. Disse que estava “em agonia” há vários dias e que apenas tocar num dos dentes com o alicate “gerava ondas de dor horríveis”.
O britânico, que perdeu o emprego durante a pandemia, mora em Southsea, cidade portuária de Portsmouth, no sul de Inglaterra, e levou a cabo o procedimento caseiro com a ajuda de oito latas de cerveja. “Fiquei completamente bêbado”, admitiu, ao Daily Mail.
Primeiro extraiu um dente, no seu quarto, e um dia depois extraiu o outro. “Ninguém quer arrancar um pedaço da cara com um alicate e sem qualquer analgésico. Quando o pus na boca, doeu-me mas, depois de esperar cinco minutos, teve de ser”, disse.
“Não deitou muito sangue mas derramou o suficiente para me assustar. Ainda assim, valeu a pena o risco de infeção que corri”, acrescentou.
Chris Savage explicou, ainda, que perdeu dois dentes da frente num acidente de bicicleta, no ano passado, e que os que resistiram começaram, entretanto, a doer. Optou pela drástica decisão de os arrancar em casa depois de ligar a mais de duas dezenas de dentistas da região sem sucesso.
O tribunal judicial superior de Blantyre, iniciou na segunda-feira (02), o julgamento do caso de Thomson Mpinganjira, empresário magnata, acusado de ter tentado subornar o colectivo de juízes que decidiu pela anulação da eleição presidencial de Maio de 2019, no Malawi.
De acordo com a nota de acusação, Mpinganjira, proprietário de um dos bancos do Malawi, tentou subornar os cinco juízes, com a finalidade de influenciar a decisão a favor do então presidente do Malawi, Peter Mutharika.
A sessão de audiência e julgamento iniciou com a audição das testemunhas arroladas pelo Departamento central de combate a corrupção.
O juiz Michael Tembo, apresentou em sede do tribunal algumas provas, entre mensagens de texto e gravações de conversas mantidas com o réu Mpinganjira.
O juiz Tembo, narrou que no primeiro contacto, Mpinganjira questionou se os cinco juízes teriam recebido cem milhões de kwachas, cerca de nove milhões e setecentos mil meticais, dinheiro que havia sido enviado através do seu advogado Frank Mbeta e de uma outra pessoa ,cujo nome não foi revelado.
O juiz Tembo respondeu negativamente e avisou o empresário Mpinganjira para abandonar a ideia, por configurar um acto criminal.
Mais tarde, segundo o testemunho do juiz Michael Tembo, Mpinganjira voltou a contactá-lo telefonicamente, apelando-o para receber a oferta.
Pediu igualmente o número de telefone do presidente do colectivo de juízes, na altura, o ministro Healy Potani.
Tembo disse acreditar que, Mpinganjira deixou-se enganar pelo seu advogado Mbeta e o renomado político, Brown Mpinganjira, que iam angariando dinheiro supostamente destinado aos juízes.
Tembo concluiu afirmando que nunca recebeu dinheiro de Mpinganjira.
No fim das declarações da primeira testemunha, a juíza do caso, Dorothy DeGabriel suspendeu a sessão de julgamento para o próximo dia 12 do mês em curso.
Faltam ainda por depor, seis testemunhas, sendo 4 juízes e dois procuradores do Departamento central de combate a corrupção.
Na sequência das provas apresentadas no primeiro dia do julgamento, a defesa de Thomm Mpinganjira está a negociar a recepção da declaração de culpa e suspensão definitiva das audições junto do Tribunal.
O grupo ‘jihadista’ Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (Aqmi) pediu hoje aos seus seguidores para matarem qualquer pessoa que insulte Maomé, ameaçando vingar-se do Presidente francês, que defendeu a publicação de caricaturas do profeta em nome da liberdade de expressão.
“Matar aquele que insulta o profeta é o direito de todo o muçulmano capaz de o fazer”, escreveu o grupo ‘jihadista‘ num comunicado, em reação às declarações proferidas pelo chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, durante uma cerimónia de homenagem ao professor Samuel Paty, degolado no passado dia 16 de outubro por um extremista por ter mostrado caricaturas de Maomé aos alunos numa aula sobre liberdade de expressão.
Na ocasião, Macron afirmou que França, em nome da liberdade de expressão, não iria renunciar das caricaturas.
“Defenderemos a liberdade […] e a laicidade. Não renunciaremos às caricaturas, aos desenhos, mesmo que outros recuem”, declarou então o Presidente francês.
Ao longo dos últimos dias, as palavras de Macron têm vindo a desencadear fortes críticas de vários governos de países muçulmanos, apelos ao boicote de produtos franceses e manifestações de milhares de pessoas, nomeadamente no Bangladesh, Paquistão e, em menor escala, no Médio Oriente, Magrebe e Mali.
Hoje, no Bangladesh, mais de 50 mil pessoas concentraram-se em Daca e alguns manifestantes queimaram figuras representativas de Emmanuel Macron e bandeiras francesas.
“O boicote é um dever, mas não é suficiente”, disse ainda o Aqmi na mesma nota, apelando à “vingança” e classificando como um “mártir” o jovem radicalizado de origem russa chechena que matou o professor Samuel Paty.
“Não esqueceremos as suas açõesatrozes“, concluiu o grupo terrorista, dirigindo-se diretamente ao Presidente francês.
Duas semanas depois da morte de Samuel Paty, França testemunhou outro ataque terrorista perpetrado na basílica da cidade de Nice (sudeste), que causou três mortos e cujo alegado autor é um tunisino de 21 anos, que tinha chegado pouco antes a França.
A França elevou para o máximo o nível de alerta terrorista após o atentado de Nice, o que se traduz num aumento de 3.000 a 7.000 militares a patrulharem as ruas ou guardarem locais estratégicos em todo o país.
O ministro do Interior francês, GéraldDarmanin, disse hoje que 16 pessoas suspeitas de radicalização foram expulsas no último mês do país.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Socialista do Vietname, Nguyen Phú Trong, pela perda de vidas humanas, em resultado da ocorrência de chuva torrencial no centro daquele país asiático.
A chuva provocou igualmente feridos e a destruição de diversas infra-estruturas económicas e sociais.
Filipe Nyusi apresenta na mensagem, profundas condolências e a expressão de solidariedade ao Povo e Governo do Vietname pelas vítimas da calamidade natural.
Na mensagem, o Chefe do Estado diz ter a confiança de que o Vietname vai conseguir superar esta adversidade e que os afectados retornem à normalidade.
A farmacêutica sul-africana Aspen Pharmacare anunciou hoje um acordo com a empresa norte-americana Johnson & Johnson para o fabrico da sua potencial vacina contra a covid-19, caso esta seja aprovada na África do Sul e a nível internacional.
Numa declaração hoje emitida, a Aspen afirmou que caso os testes realizados à vacina da Johnson & Johnson sejam frutíferos e aprovados pelas autoridades internacionais de saúde, irá produzir esta vacina para a empresa norte-americana.
O possível fabrico da vacina deverá ocorrer nas instalações da Aspen em Port Elizabeth, na província do Cabo Oriental, que tem uma capacidade de produção anual de 300 milhões de doses.
A vacina da Johnson & Johnson, a Ad26.CoV2-S, é uma das quatro vacinas diferentes que estão atualmente a ser testadas na África do Sul.
O chefe executivo da Aspen, Stephen Saad, afirmou que a empresa investiu mais de 3 mil milhões de rands (158,7 milhões de euros) na suas instalações sul-africanas, tendo um histórico de fornecimento de medicamentos para o tratamento do VIH/sida e da tuberculose.
“Investimos globalmente na nossa capacidade estéril e estamos determinados a ter um papel no fabrico de vacinas”, disse o dirigente.
Segundo o comunicado, o acordo está ainda dependente da conclusão de “certas condições comerciais de fabrico”.
A África do Sul contabiliza mais de 726 mil casos de covid-19, o equivalente a mais de 40% de todos os casos registados no continente.
Em África, há 43.176 mortos confirmados em mais de 1,7 milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia neste continente.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos e mais de 46,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírusdetetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Um idoso de 77 anos de idade morreu vítima da COVID-19 em uma unidade sanitária na cidade de Maputo. O caso positivo teria sido notificado no dia 15 de Outubro, mas por complicações, o paciente teve o estado clínico agravado, tendo evoluído para óbito no último domingo (01).
Assim, Moçambique soma um cumulativo de 94 mortes por COVID-19 e o total de pessoas com o Coronavírus também subiu, em 24 horas, de 12.988 para 13.130 casos.
Do global de registos positivos no país, 10.439 indivíduos estão totalmente recuperados da COVID-19, o que equivale a uma percentagem acima de 75%.
Refira-se que ao nível da região austral de África, Moçambique figura entre os três países com melhor desempenho na testagem, segundo informações do Instituto Nacional de Saúde (INS).
Ainda de acordo com as constatações do INS, Moçambique tem também uma das menores taxas de óbitos entre os pacientes com COVID-19 no continente africano, “embora cada óbito anunciado constitua preocupação ao INS”, expressou, na conferência de imprensa desta segunda-feira, o director-adjunto da instituição nacional de pesquisa em saúde, Eduardo Samo Gudo,
A nível global, a Europa continua a ser o epicentro da pandemia. De acordo com as estimativas, são anunciados, diariamente, cerca de um milhão de casos e metade do número vem do “velho continente”.
Analistas alertam para o risco de os atuais contatos entre o Governo de Moçambique e o grupo de Mariano Nhongo resultarem na fragilização da Renamo, sobretudo se não forem escrutinados por outros partidos políticos e organizações da sociedade civil.
“Uma democracia é viável com uma oposição forte”, considera o sociólogo Lucas Ubisse, para quem ” há tentativas por parte da Frelimo, de enfraquecimento da oposição, usando a chamada Junta Militar da Renamo”.
Para Ubisse, isso pode colocar em causa o processo de democratização do país”, acrescentando que tudo deve ser feito para evitar tal cenário”.
Por seu turno, o historiador Francisco da Conceição, afirma ser louvável a iniciativa do Presidente da República, Filipe Nyusi, de contatar a Junta Militar, “mas penso que para ser mais credível, este processo devia envolver outros atores, incluindo a própria Renamo”.
Anotou que “depois da morte de Afonso Dlhakama, sobretudo durante as recentes eleições legislativas, presidenciais e para as Assembleias Provinciais, a Frelimo usou a Junta Militar para enfraquecer a Renamo, e se a sociedade civil não estiver atenta, isso pode voltar a acontecer nos contactos que a Frelimo tem estado a manter com o grupo de Mariano Nhongo”.
Envolvimento da Renamo
O político Raúl Domingos, líder do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), é também da opinião de que “o Governo usou a Junta Militar para fragilizar a Renamo, mas agora pode não estar nisso”.
Para Raúl Domingos, a solução passa por negociações com o grupo de Mariano Nhongo, num processo em que a própria Renamo esteja envolvida.
Refira-se que o presidente da Renamo, Ossufo Momade, diz que nada tem a negociar com a Junta Militar, e para Adriano Nuvunga, diretor executivo do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), “isso não é correto, porque foi a liderança de Momade que deu origem a Mariano Nhongo”.
Há quem considere que o Governo pode usar este processo para minar ainda mais o poder da Renamo, mas Nuvunga entende que a participação do Executivo neste processo “é fundamental, porque é co-assinante do acordo entre o Presidente Nyusi e Ossufo Momade, que gerou Mariano Nhongo”.
A chefe do Executivo de Hong Kong viaja hoje para Pequim, onde se vai reunir com as autoridades chinesas, para revitalizar a economia da região semiautónoma e discutir a reabertura das fronteiras com a China.
A chefe do Executivo de Hong Kong viaja hoje para Pequim, onde se vai reunir com as autoridades chinesas, para revitalizar a economia da região semiautónoma e discutir a reabertura das fronteiras com a China.
Shenzhen, uma das mais prósperas cidades chinesas, foi usada como laboratório da abertura do país à economia de mercado, nos anos 1980, tornando-se num centro global para a indústria eletrónica e sede das principais firmas tecnológicas da China.
A responsável também disse aos jornalistas que planeia abordar quando é que Hong Kong e a China podem retomar o fluxo de pessoas, sem a necessidade de realizar quarentena.
Desde março passado, devido à pandemia do novo coronavírus, os residentes da China e de Hong Kong são obrigados a ficar em quarentena, por duas semanas, sempre que cruzam a fronteira.
“Isto é muito importante para retomar a atividade económica, desde a prestação de serviços profissionais, visitas a familiares e idas à escola”, disse.
A viagem de Lam a Pequim acontece depois do adiamento do discurso anual sobre o futuro da cidade, alegando que o apoio de Pequim vai permitir um discurso capaz de aumentar a confiança no futuro económico de Hong Kong.
A confiança no estatuto semiautónomo de Hong Kong, prometido à cidade aquando da transferência da soberania do Reino Unido para a China, em 1997, foi abalada, este verão, com a imposição da lei de segurança nacional ao território por Pequim.
A economia de Hong Kong foi igualmente afetada pela pandemia.
Questionada sobre a eleição presidencial nos Estados Unidos, Lam disse esperar que o próximo Presidente considere a importância de Hong Kong nas relações entre a China e os Estados Unidos.
“Espero que a nova administração dos EUA lide com as relações com Hong Kong de forma abrangente, tendo em consideração os interesses de muitas empresas norte-americanas em Hong Kong, que empregam muitas pessoas, e que não permita irrefletidamente que considerações políticas tenham um efeito injustificado sob Hong Kong”, disse.
A verba, correspondente a 8.3 biliões de meticais, destina-se à Educação, Acção Social e acesso aos serviços de saúde e não significa retoma do apoio directo ao Orçamento do Estado, porquanto o acordo fechado esta segunda-feira surge para um problema pontual: aliviar os efeitos da COVID-19.
E porque o histórico das dívidas ocultas colocou em causa a confiança que era depositada ao país, o embaixador da União Europeia em Moçambique, António Sachez-Benedito Gaspar explica que o uso do valor será fiscalizado.
E a menos de dois meses para o fim do ano 2020 e com a retoma gradual das aulas a decorrer, Verónica Macamo, titular da pasta dos Negócios Estrangeiros e Cooperação explica que metade dos 100 milhões de euros, ou seja, 4.1 biliões de meticais serão canalizados ainda este ano.
“A cerimónia da assinatura da Convenção tem lugar num período em que o índice das infecções de coronavirus no país tende a aumentar gradualmente, constituindo deste modo, uma dos maiores prioridades entre os desafios principais que o país enfrenta. Daí a importância particular desta cerimónia”, disse Macamo.
Depois de um dia intenso de comícios por parte dos dois principais candidatos eleitorais, o democrata Joe Biden e o republicano Donald Trump, espera-se hoje uma das mais baixas taxas de abstenção na história recente das eleições presidenciais dos Estados Unidos.
As autoridades estão preocupadas com a possibilidade de incidentes em algumas cidades, especialmente depois de grupos organizados de cidadãos terem anunciado manifestações de apelo ao voto ou operações de vigilância das mesas eleitorais, que podem ser confundidas com manobras de intimidação de eleitores.
As sondagens mais recentes dão uma confortável vitória a Joe Biden, com cerca de 10 pontos de vantagem no voto popular nacional, mas na análise aos resultados dos Estados considerados essenciais para determinar uma vitória (como é o caso da Pensilvânia, Florida, Wisconsin, Michigan e Texas) as diferenças de intenção de voto são mais próximas (em alguns casos caem na margem de erro) pelo que o desfecho é ainda imprevisível.
Para além de Biden e Trump, na maioria dos Estados, aparecem ainda no boletim de voto os nomes de Jo Jorgensen, pelo Partido Libertário, e de Howie Hawkins, do Partido Verde, para além de um leque de candidatos de pequenas organizações cívicas, que apenas concorrem em alguns círculos.
O elevado número de votos antecipados (presenciais e por correspondência) pode atrasar a contagem dos votos, especialmente depois de o Supremo Tribunal ter permitido a aceitação de boletins até sexta-feira, em alguns Estados, fazendo com que o vencedor oficial apenas possa vir a ser conhecido dentro de alguns dias ou semanas.
Com o Presidente em exercício, Donald Trump, a lançar a suspeita de “fraude eleitoral” na contagem de votos antecipados, as autoridades eleitorais antecipam mesmo a possibilidade de litígios legais sobre os resultados, que podem atrasar o anúncio do vencedor das eleições.
Em último caso, e depois de eventualmente o Supremo Tribunal se ter pronunciado sobre as possibilidades de recontagem de votos em alguns estados, o processo pode transitar para o Congresso, onde o número de Grandes Eleitores (a figura abstrata que representa o peso de cada Estado no resultado final) pode ser disputado pelos membros da câmara de representantes, até haver um resultado final.
Num caso extremo, a líder da câmara de representantes, a democrata Nancy Pelosi, pode ser chamada a assumir o cargo de Presidente, interinamente, no dia 20 de janeiro (data em que um novo líder deve, pela Constituição, tomar posse), até que se processem todas as decisões, onde o senado terá uma palavra final.
Um total de 10 civis moçambicanos ficaram gravemente feridos, no fim de semana, no distrito de Nangade, na província moçambicana de Cabo Delgado, após terem sido atingidos por estilhaços na explosão de vários róquetes lançados pelo exército tanzaniano, que supostamente visavam os insurgentes nas matas do rio Rovuma, disseram à VOA várias testemunhas na segunda-feira, 2.
O exército tanzaniano vem lançando de forma aleatória fogo de armamento pesado na fronteira com Moçambique e dirigido ao país vizinho, desde a última semana de outubro, tendo duas explosões mais recentes atingido a aldeia de Mandimba, a cerca de oito quilómetros da vila de Nangade.
A aldeia atingida pelos roquetes acolhe milhares de deslocados que fugiram dos ataques de insurgentes mais a sul de Nangade, como os distritos de Palma e Mocímboa da Praia.
“Elas nem conhecem o processo. Só querem comprar armas, estou a receber cerca de 100 chamadas por dia sobre isso”, contou Bill Kucyk, que é dono de uma loja que vende armas.
As estantes que costumam estar repletas de armas encontram-se agora vazias. “A loja já ficou vazia várias vezes”, acrescentou.
Os cidadãos do estado de Michigan – um dos que é decisivo nas eleições – estão a adquirir armas por receio de distúrbios no caso do resultado eleitoral ser contestado, refere a CNN.
Lexus Lewis, uma jovem mãe, foi uma das que tentou comprar uma arma, que nem sabia bem como manejar. À semelhança de muitos outros, confessou à CNN que decidiu comprá-la por uma questão de segurança e de proteger a família.
Nas últimas semanas, o estado de Michigan mostrou ser um ponto importante para a actividade militante local. O exemplo mais conhecido é o da descoberta de um grupo que
planificava raptar a governadora democrata Gretchen Whitmer, devido às medidas que tomou contra o novo coronavírus.
O presidente do principal partido da oposição da Tanzânia foi detido na segunda-feira (02), após ter apelado aos tanzanianos para que se manifestassem contra os resultados “ilegítimos” das recentes eleições presidenciais e legislativas, anunciou a polícia.
Freeman Mbowe, líder do Chadema, apelou aos seus apoiantes para saírem à rua a como forma de pressão para que sejam convocadas novas eleições, perante o facto de, segundo a oposição, as eleições presidenciais e parlamentares de 28 de outubro terem sido marcadas por fraudes generalizadas.
“Prendemos Mbowe, ele está nas nossas mãos”, disse LazaroMambosasa, chefe da polícia de Dar es Salam, capital do país, à estação de televisão estatal TBC1, acrescentando que seis altos funcionários do Chadema se encontram também detidos.
“Além das manifestações, que proibimos, eles queriam incitar as pessoas a pilhar infraestruturas, queimar postos de abastecimento, mercados e veículos de transporte público”, justificou o responsável.
O chefe da polícia advertiu que “qualquer pessoa envolvida na preparação de manifestações ilegais será presa e levada perante a justiça”.
O Presidente John Magufuli, 61 anos, foi reeleito para um segundo mandato com 84,39% dos votos e o seu partido, o CCM [Chama ChaMapinduzi – Partido da Revolução, em Suaíli], no poder desde a independência, ocupou quase todos os 264 lugares em disputa nas eleições legislativas realizadas no passado dia 28.
O candidato do Chadema e principal opositor de Magufuli nas eleições presidenciais, TunduLissu, advogado de 52 anos, que voltou à Tanzânia após três anos de tratamentos e convalescença no estrangeiro na sequência de uma tentativa de assassínio – na sua opinião, com motivações políticas – em 2017, obteve apenas 13,03% dos votos.
Os restantes 2,58% dos votos foram divididos entre os outros 13 candidatos. Foram registados os votos de 50,72% dos mais de 29 milhões de tanzanianos com capacidade eleitoral. Magufuli recolheu 12,5 milhões de votos e Lissu cerca de 1,9 milhões.
Quanto à composição do parlamento tanzaniano, o CCM conquistou a quase totalidade dos 264 círculos eleitorais, ultrapassando largamente os mais de dois terços necessários para aprovar alterações à Constituição do país, incluindo o alargamento do limite de dois mandatos presidenciais.
No dia seguinte à votação, e ainda antes do anúncio dos resultados pela comissão de eleições do país, Lissu disse que não os aceitaria, considerando que tinha sido levada a cabo “uma fraude numa escala sem precedentes na história” da Tanzânia.
A lei tanzaniana não permite a contestação de resultados de eleições presidenciais em tribunal, o mesmo não acontecendo com eleições legislativas ou outras. “A porta para contestar os resultados das eleições presidenciais em tribunal está fechada para nós, e é por isso que decidimos dirigir-nos ao povo”, explicou Lissu, no sábado, durante um apelo aos protestos lançado pelo Chadema, com o ACT-Wazalendo, o segundo maior partido da oposição.
O primeiro mandato de Magufuli – eleito com 58% dos votos em 2015 – caracterizou-se por um declínio acentuado das liberdades fundamentais e pela multiplicação dos ataques contra a oposição, de acordo com várias organizações de direitos humanos.
No arquipélago semiautónomo de Zanzibar, onde, além das eleições nacionais, se votou para a eleição do próprio presidente e deputados, o candidato da oposição, SeifSharifHamad, foi detido duas vezes na semana das eleições e as tentativas de manifestações foram brutalmente reprimidas.
Ao contrário de eleições anteriores, estas não contaram com a presença de observadores eleitorais internacionais de vulto, como a União Europeia, que não foram convidados a estar presentes. A oposição tanzaniana alega, por outro lado, que milhares de observadores foram afastados das mesas de voto durante a votação na última quarta-feira, e que pelo menos uma dúzia de pessoas morreram na véspera das eleições na região semiautónoma de Zanzibar.
O grupo de regional de especialistas Tanzania Elections Watch assinalou que estas eleições marcaram “o recuo mais significativo na democracia da Tanzânia“, indicando que o forte destacamento de militares e polícias criou um “clima de medo” entre os eleitores.
Os Estados Unidos da América afirmaram que “as irregularidades e as margens esmagadoras da vitória levantam sérias dúvidas sobre a credibilidade dos resultados anunciados”.
Devido à pandemia, os projetos de investigação desenvolvidos na Antártida foram suspensos. Tal medida fez com que o continente mais frio do mundo fosse também o único livre do novo coronavírus.
A Antártida é o único destino do mundo que nunca registou um caso positivo do novo coronavírus. No entanto, esta prevenção tem um custo para o continente mais frio de todos: todos os projetos de pesquisa ali desenvolvidos foram suspensos devido à pandemia, conta o The Guardian.
Apesar de não ter habitantes nativos, a Antártida recebe anualmente milhares de investigadores de vários países por ser uma zona “vital” para estudar as alterações climáticas e a perda de biodiversidade.
Durante esta semana, 40 cientistas britânicos irão pela primeira vez este ano até à Antártida. Mas todas as precauções foram tomadas pelo British Antarctic Survey (BAS) para que tal aconteça. A entidade responsável pelas operações britânicas no continente escolheu apenas cientistas “em boa forma e saudáveis” e colocou-os em quarentena durante 14 dias, além disso, o navio onde vão embarcar vai diretamente para as estações de pesquisa para evitar qualquer tipo de contágio.
Escolhemos apenas funcionários em boa forma e saudáveis, que não têm fatores de risco Covid. Então, colocámo-los em quarentena durante 14 dias. Além disso, garantimos que o navio não entrará em nenhum porto durante a rota, para que não haja mais risco de contrair o vírus. Ele navegará diretamente para as nossas estações de pesquisa na Antártida”, explicou o chefe de operações John Eager.
Apesar de não haver “apoio logístico para levar os cientistas até à Antártida” e ao mesmo tempo garantir que estão livres de SARS-CoV-2, Jane Francis, diretora do BAS, afirma que a instituição está a ser “muito cuidadosa” para evitar contágios entre investigadores uma vez que o tratamento ali “seria muito difícil”.
Estamos a ser muito, muito cuidadosos em manter o continente livre de vírus simplesmente porque se alguém ficar realmente doente na Antártida, seria muito difícil tratá-lo.”, ressalvou.
O navio James Clark Ross partirá do porto de Harwich, no leste de Inglaterra, na próxima quinta-feira e levará consigo técnicos e mergulhadores para que possam recolher dados e amostras biológicas nos próximos meses. Deverá chegar à base de operações britânicas — o Rothera Research Station — daqui a oito semanas.
O Instituto Financeiro Internacional (IFI) defendeu que os governos dos mercados emergentes devem apostar mais na transparência da informação sobre as emissões de dívida pública e no melhoramento das relações institucionais com os investidores.
“Muitos mercados emergentes trabalharam muito para melhorar as práticas do relacionamento com os investidores, ajudando a apoiar uma expansão massiva do universo da dívida destes mercados, que passou de 5 biliões de dólares [4,2 biliões de euros] em 2005 para 23 biliões de dólares [19 biliões de euros] em 2020″, lê-se numa nota de análise deste instituto que representa os investidores e credores privados.
“No entanto, só metade dos mercados emergentes no nosso inquérito anual divulga informação sobre a temática da governação ambiental, social e corporativa”, conhecida pela sigla inglesa ESG, “e a divulgação de informação tende a ser incompleta e difícil de comparar”, alertam os investidores.
“A próxima década pode ver um aumento exponencial nos rácios da dívida num ambiente de políticas públicas expansionistas, o que é um forte contraste com o preconceito da austeridade da última década, pelo que um nível elevado e crescente de dívida torna as relações com os investidores numa das principais prioridades para os mercados emergentes”, alerta o IFI.
No documento que dá conta que a maioria dos países africanos está abaixo da média no que diz respeito à divulgação de informação não só sobre a temática ESG, mas também sobre dados comparáveis e padronizados, o IFI alerta que “com os mercados internos ainda pequenos e fragmentados, num contexto de acesso limitado a fundos públicos, o acesso aos mercados internacionais será uma consideração fundamental para os países vulneráveis e de baixos rendimentos que procuram fluxos de investimento que permitam cumprir os objetivos do desenvolvimento sustentável”.
O impacto do choque da pandemia de covid-19 nos mercados da dívida dos países emergentes sublinhou a importância de uma “comunicação proativa” entre os países soberanos devedores e os seus credores, acrescentam os analistas do IFI, que monitoriza e avalia as práticas de transparência dos dados e as relações com os investidores em quase 40 mercados emergentes e países em desenvolvimento, entre eles o Brasil e, em África, a Nigéria, o Gana, a África do Sul e a Zâmbia, entre outros.
O endividamento dos países em desenvolvimento, e dos africanos, em particular, tem sido um dos temas mais debatidos nos últimos meses na comunidade financeira devido às dificuldades acrescidas que a pandemia de covid-19 trouxe para estes países servirem a dívida pública, que já estava a crescer e que se tornou insustentável devido ao abrandamento da economia e aumento da despesa pública.
O continente africano registou nas últimas 24 horas mais 307 mortes devido à covid-19, aumentando para 43.176 o total de vítimas mortais pelo novo coronavírus, que já infetou 1.794.507 pessoas na região, segundo dados oficiais.
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (ÁfricaCDC), nos 55 Estados-membros da organização registaram-se nas últimas 24 horas mais 10.424 casos de covid-19.
O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro, e a Nigéria foi o primeiro país da Áfricasubsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos e mais de 46,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírusdetetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, disse na segunda-feira (02), que 16 pessoas suspeitas de radicalização foram expulsas no último mês do país, alvo recente de vários atentados terroristas.
“Expulsámos 16 pessoas suspeitas de radicalização” no último mês, indicou o governante em declarações à emissora BFMTV.
“Pedi aos prefeitos que fossem colocados nos CRA (centros de retenção administrativa) todos os estrangeiros em situação irregular suspeitos de radicalização“, disse ainda Darmanin, precisando que aqueles serão “uma centena”.
Interrogado a propósito do ataque na basílica da cidade de Nice (sudeste) na quinta-feira, que causou três mortos e cujo alegado autor é um tunisino de 21 anos, que tinha chegado pouco antes a França, o ministro anunciou que se deslocará à Tunísia e à Argélia no “fim de semana”.
O objetivo da deslocação é abordar a questão da luta contra o terrorismo e o envio de estrangeiros “radicalizados“.
“Discutir com os meus homólogos do Ministério do Interior e com os serviços de informações, para ter mais informação”, adiantou o ministro francês.
Darmanin evocou igualmente uma deslocação à Rússia “nos próximos dias” para discutir as mesmas questões.
Duas semanas antes do atentado em Nice, um professor francês, Samuel Paty, foi degolado nos arredores de Paris por um jovem russo-checheno por ter mostrado caricaturas do profeta Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.
O ministro do Interior frisou, no entanto, que “o terrorismo nada tem a ver com a nacionalidade ou com a cor da pele”, mas com fundamentalismoislâmico, assinalando que a maioria dos terroristas tem nacionalidade francesa e que há perfis diferentes entre os estrangeiros.
A França elevou para o máximo o nível de alerta terrorista após o atentado de Nice, o que se traduz num aumento de 3.000 a 7.000 militares a patrulharem as ruas ou guardarem locais estratégicos em todo o país.
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