Pelo menos 40 pessoas morreram na sequência do naufrágio de uma embarcação à vela entre as ilhas do Ibo e Matemo, no norte de Moçambique, disse na terça-feira (03), à Lusa o autarca da capital provincial de Cabo Delgado.
A embarcação, que saía de Palma com destino à Pemba, levava 72 pessoas e naufragou por volta das 11:00 (menos duas horas em Lisboa) no domingo devido ao mau tempo e ao excesso de carga, disse o presidente do Conselho Autárquico de Pemba, Florete Simba Motarua.
“No local, perderam a vida 40 pessoas e 32 pessoas salvaram-se. Normalmente aqueles barcos levam 30 passageiros”, declarou Florete Simba Motarua.
Outras fontes locais disseram hoje à Lusa que um número desconhecido de corpos foi encontrado nas margens da ilha do Ibo, o mesmo local onde alguns sobreviventes procuraram refúgio depois do naufrágio.
Segundo o presidente do Conselho Autárquico de Pemba, a análise preliminar não esclarece se entre os passageiros estavam deslocados devido a violência armada no norte da província de Cabo Delgado.
A capital de Cabo Delgado está desde meados de outubro a receber uma vaga de deslocados, que viajam em barcos precários à Pemba, devido a novos ataques em distritos mais a norte daquela província do norte de Moçambique.
No total, segundo dados oficiais, chegaram a Pemba cerca de 11.200 deslocados desde 16 de outubro e as autoridades municipais alertam para a falta de espaço para receber novas pessoas.
De acordo com o autarca, Florete Simba Motarua, “a cidade de Pemba tinha mais de 204 mil habitantes, segundo o último censo geral da população”, em 2017, “mas neste momento há mais de 300.000”.
A província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas.
Há diferentes estimativas para o número de mortos, que vão de mil a 2.000 vítimas.
O presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, conquistou um polêmico terceiro mandato em uma eleição boicotada pela oposição.
Ele obteve 94% dos votos, chegando a ganhar 99% em algumas de suas fortalezas.
A participação foi estimada em quase 54%. O resultado tem de ser confirmado pelo Conselho Constitucional.
Na segunda-feira, a oposição da Costa do Marfim disse que estava criando um governo de transição que organizaria uma nova eleição.
Os principais candidatos da oposição, Pascal Affi N’Guessan e Henri Konan Bédié, pediram aos seus apoiadores que não votassem.
Eles obtiveram 1% e 2% respectivamente, enquanto um quarto candidato, Kouadio Konan Bertin, também obteve 2%, de acordo com os resultados oficiais.
Os números da oposição dizem que era ilegal para Ouattara concorrer a um terceiro mandato, uma vez que quebrou as regras sobre limites de mandatos.
“Manter Ouattara como chefe de estado provavelmente levará a uma guerra civil”, disse M N’guessan, acrescentando que a oposição observou uma vacância de poder.
Mas os apoiadores do presidente contestam isso, citando uma mudança constitucional em 2016 que, segundo eles, significa que seu primeiro mandato efetivamente não contou.
Seu partido advertiu a oposição contra qualquer “tentativa de desestabilizar” o país, que ainda se recupera de uma guerra civil deflagrada por uma disputada eleição em 2010.
Pelo menos 16 pessoas foram mortas desde o início dos distúrbios em agosto, depois que o presidente Ouattara disse que concorreria novamente após a morte repentina de seu sucessor preferido.
Pelo menos nove pessoas foram mortas durante a votação de sábado, informou a agência de notícias AFP.
A União Europeia disse estar profundamente preocupada com as tensões no país – seu chefe de política externa, Josep Borrell, disse que os incitamentos ao ódio continuam.
A agência de refugiados das Nações Unidas disse que milhares de pessoas fugiram para os países vizinhos, temendo mais violência.
O selecionador do País de Gales foi detido no domingo por alegadamente ter agredido a namorada. Ryan Giggs já negou todas as acusações, saiu sob fiança e está a cooperar com as autoridades.
É a notícia que está a chocar o mundo do futebol esta terça-feira. Ryan Giggs, atual selecionador do País de Gales, foi detido na noite do passado domingo devido a uma queixa de violência doméstica por parte da namorada. O antigo jogador do Manchester United, que foi libertado depois do pagamento de uma fiança, já negou todas as acusações e os representantes de Giggs garantem que este está a “cooperar com as autoridades”.
Em comunicado, segundo a BBC, a polícia de Manchester revelou que foi chamada por queixas de distúrbios numa residência em Worsley, Salford, pouco depois das 22h de domingo, acrescentando que uma mulher na casa dos 30 anos “sofreu ferimentos ligeiros e não precisou de tratamento hospitalar”. Entretanto, a Federação do País de Gales cancelou uma conferência de imprensa que estava agendada para esta terça-feira e onde Giggs iria revelar a convocatória para os próximos compromissos internacionais, confirmando que tem conhecimento de um “alegado incidente que envolve o selecionador nacional”.
A verdade é que, apesar de a notícia ter apanhado de surpresa o mundo do futebol, esta não é a primeira vez que Ryan Giggs está envolvido num escândalo relacionado com a própria vida pessoal. Depois de se divorciar em 2017 ao fim de dez anos de casamento, de onde resultaram dois filhos, foi revelado que o antigo jogador manteve durante oito anos uma relação extra-conjugal com a mulher do irmão. De lá para cá, os elementos da família do agora selecionador galês cortaram todas as ligações que tinham com Giggs e em 2018, quando este assumiu o comando da seleção nacional, o pai (Danny Wilson, antigo jogador internacional de râguebi) chegou a dizer que tinha “vergonha” do filho e que nem conseguia “proferir o seu nome”.
Ryan Giggs, atualmente com 46 anos, até começou a jogar no Manchester City enquanto criança mas aos 14 anos já fazia parte dos quadros do Manchester United, clube onde acabou por se tornar uma autêntica lenda. Nunca representou outro emblema e ao longo de 24 anos — onde o próprio percurso se confunde com o de Alex Ferguson — conquistou 13 Premier Leagues, quatro Taças de Inglaterra, duas Ligas dos Campeões e um Mundial de Clubes, para além de outras dezenas de títulos internos. Tornou-se um grande símbolo em Old Trafford, assim como na seleção do País de Gales, da qual foi capitão durante diversos anos.
A organização não-governamental Centro para Democracia e Desenvolvimento defendeu na terça-feira (03), que o retorno do apoio orçamental da União Europeia (UE) a Moçambique “não deve sacrificar os princípios da boa governação”.
A “necessidade da retoma ao apoio direto ao Orçamento de Estado não deve sacrificar princípios de boa governação económica”, lê-se numa nota do Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) distribuída hoje à comunicação social.
Em causa está a assinatura, na segunda-feira, de um acordo que prevê um apoio direto ao Orçamento de Estado de 100 milhões de euros da UE para Moçambique, uma modalidade suspensa desde 2016 devido às chamada “dívidas ocultas” e agora retomada por causa da covid-19, mas em diferentes moldes.
Para o CDD, “apesar de ser fundamental” para responder aos desafios económicos que o país enfrenta, o apoio ocorre num momento em que há “sinais de corrupção na gestão do dinheiro alocado para a resposta à pandemia da covid-19”.
“Sem concursos públicos, os negócios de fornecimento de bens e serviços, incluindo empreitadas de obras públicas, foram diretamente adjudicados a empresas com ligações à elite política dirigente”, afirmou a organização não-governamental (ONG), acrescentando que das “adjudicações diretas feitas, sobretudo nos setores de saúde e das obras públicas, as obras em curso nas escolas não justificam os milhões de meticais pagos às empresas selecionadas a dedo”.
Falando após assinatura do acordo em Maputo na segunda-feira, o embaixador da UE em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar, disse que se trata de um “apoio orçamental específico”, que está focado nas consequências dos impactos socioeconómicos da covid-19.
Instado a comentar se a ajuda representa o regresso à modalidade de apoio direto ao Orçamento do Estado (OE), interrompida em 2016, Gaspar enfatizou que tem características bastante diferentes da ajuda que a UE canalizava tradicionalmente ao OE moçambicano.
“Nós na UE continuamos a acreditar, primeiro, nas medidas e nos esforços que estão a ser feitos por Moçambique [para a promoção da transparência], e depois o apoio orçamental continua a ser, para nós, como parceiros, uma das modalidades mais eficazes na consecução dos objetivos de desenvolvimento sustentável”, destacou.
Moçambique tem um total acumulado de 13.202 infeções pelo novo coronavírus, 81% dos quais considerados recuperados, e 95 mortes.
Em 23 de março, o Governo moçambicano pediu aos parceiros, em Maputo, um total de 700 milhões de dólares (595 milhões de euros) para cobrir o buraco fiscal provocado pela pandemia no OE de 2020, bem como para financiar o combate à doença e dar apoios aos mais pobres.
Do valor pedido, segundo dados oficiais divulgados no início de outubro, pelo menos 458 milhões de dólares (cerca de 389 milhões de euros) já tinham sido disponibilizados, dos quais cerca de 70% foram desembolsados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Uma hora antes do fecho das urnas às 21h00 em Nova Iorque, Richard torce por uma “vitória decisiva” ainda na noite, para que os Estados Unidos não fiquem “suspensos durante semanas ou meses”.
O dia de terça-feira (03), foi calmo e a correr dentro da normalidade possível em Nova Iorque, mas placas de contraplacado estiveram a ser cortadas e montadas durante todo o dia para proteger vidros de lojas, em receio de uma repetição do que aconteceu no início do verão, durante os protestos contra a violência racista, marcadas por incidentes violentos de vandalismo e saque.
Richard Allen, estudante de 41 anos, diz à Lusa, momentos antes de entrar numa fila para votar, não ter “a mínima ideia” sobre o que pode acontecer em Nova Iorque e no resto dos Estados Unidos, mas espera resultados decisivos para que o país não fique “empatado durante semanas ou meses em deliberações, recontagens e intervenções do Supremo Tribunal”.
As eleições nos Estados Unidos são vistas como um referendo à Presidência de Donald Trump, do partido Republicano, que tenta uma reeleição, enquanto a maioria das sondagens preveem a vitória de Joe Biden, do partido Democrata.
“Não tenho a mínima ideia, honestamente. Não estava à espera que Trump vencesse da última vez e parece-me impossível de novo, mas certamente que não é impossível”, considera Richard Allen.
Apesar da esperança de Richard e muitos outros norte-americanos, os especialistas consideram, há meses, que é muito provável que se repita o cenário das eleições de 2000, quando o democrata Al Gore e o republicano George Bush entraram em disputas judiciais que só foram terminadas com uma decisão do Supremo Tribunal um mês depois do dia da eleição.
As placas de contraplacado, instaladas em frente ou detrás dos vidros dão a impressão de a cidade estar fechada, mas por isso, os proprietários colaram avisos “estamos abertos”.
Para Richard, estas barricadas parecem mostrar um ambiente mais “alarmista” do que se justifica, já que “Nova Iorque tem sido, em grande parte, muito calma e responsável durante toda a pandemia”.
No entanto “dependendo do que acontecer”, as pessoas podem sair à rua e protestar em várias partes do país, considera Richard.
Elizabeth Benasse foi uma das mais de 100 milhões de pessoas que votaram antecipadamente este ano nos Estados Unidos.
A cantora de 33 anos considera que os norte-americanos “participaram em peso” nas votações antecipadas “para se sentirem mais seguros” e dar mais liberdade aos que preferiram votar presencialmente hoje.
“É engraçado para mim, porque estou em Nova Iorque há muito tempo e este tem sido um dos anos mais duros até agora”, diz a norte-americana, falando de sentimentos contraditórios que os habitantes sentem.
Elizabeth não se deixa intimidar pelas barricadas montadas em todas as avenidas e ruas do centro de Nova Iorque, mas “o que é realmente assustador” para a cantora são as paradas de carros com bandeiras e ‘slogans’ de campanha a parar o trânsito, como aconteceu recentemente em alguns locais da cidade.
“Os comércios e negócios aqui estão a tentar ser extra cuidadosos”, comenta Elizabeth, acrescentando que se sentiu segura durante os grandes protestos que aconteceram diariamente no verão e passaram perto de sua casa.
Unidades policiais foram reforçadas e estão destacadas por vários locais estratégicos de Nova Iorque, enquanto o ‘mayor’ Bill de Blasio disse que não havia “nenhuma razão particular” para os negócios se protegerem com barricadas, esperando que, a haver manifestações, ocorram de forma pacífica.
Biden acrescentou os 74 delegados dos três estados da costa ocidental (Califórnia, Oregon e Washington), enquanto o republicano Trump adicionou os quatro de Idaho.
O Colégio Eleitoral é um órgão de 538 delegados que elegem estados com base na sua população. O candidato vencedor em cada estado, mesmo por um único voto, recebe todos os delegados, com exceção do Nebraska e do Maine.
O candidato que atingir 270 vence as eleições.
Trump (119): Alabama (9), Arkansas (6), Carolina do Sul (9), Dakota do Norte (3), Dakota do Sul (3), Kansas (6), Kentucky (8), Idaho (4), Indiana (11), Louisiana (8), Mississippi (6) Missouri (10), Estado de Nebraska (2), Distrito de Nebraska 1 (1), Distrito de Nebraska 3 (1), Oklahoma (7), Tennessee (11), Utah (6), Virginia Ocidental (5) e Wyoming (3).
Biden (209): Califórnia (55), Colorado (9), Connecticut (7), Delaware (3), Distrito de Columbia (3), Illinois (20), Maryland (10), Massachusetts (11), New Jersey (14), New York (29), New Hampshire (4), New Mexico (5), Oregon (7), Rhode Island (4), Vermont (3), Virginia (13) e Washington (12).
Duas pessoas sofreram ferimentos ligeiros após um novo ataque a um autocarro no centro do país na terça-feira (03), na zona limítrofe entre os distritos de Gorongosa e Nhamatanda, disseram à Lusa várias testemunhas.
Uma mulher sofreu ferimentos de balas na perna direita e um jovem foi atingido por vários estilhaços de vidros durante o ataque ocorrido cerca das 06:00 (04:00 de Lisboa) na localidade de Matenga (Sofala), contra o autocarro da transportadora Maning Nice, disse à Lusa uma passageira.
“Tínhamos passado Inchope e 40 quilómetros depois começámos a ouvir tiros”, quando duas pessoas sofreram ferimentos ligeiros, contou à Lusa Sandra Ricardo, que viajava no autocarro.
A viatura que partiu de Chimoio, centro do país, tinha como destino a cidade de Nampula, no norte.
Um vídeo enviado à Lusa por um dos passageiros mostra o autocarro em movimento com os passageiros em pânico, muitos agachados e um deles deitado no corredor, entre as cadeiras, enquanto uma mulher limpava sangue num dos assentos.
No mesmo vídeo podem ver-se vários vidros de janelas com perfurações de balas e outros partidos, além de estilhaços nos assentos, já desocupados.
“Fomos atacados numa zona com uma mata pouco densa e os disparos vinham das duas ‘margens’ da estrada. Foi muito assustador”, descreveu Ezequiel Tomás, outro passageiro.
A zona acumula um histórico de emboscadas a viaturas civis desde agosto de 2019, altura do reinício das incursões armadas atribuídas, pelas autoridades, à autoproclamada Junta Militar da Renamo, um grupo de dissidentes do maior partido da oposição em Moçambique.
Contactado pela Lusa, o líder dissidente, Mariano Nhongo, negou a autoria do ataque, insistindo desconhecer o novo incidente.
“A Junta Militar não está a realizar ataques. Não sabemos deste ataque e nem sei onde foi”, precisou Mariano Nhongo em declarações por telefone.
A Polícia de Sofala remeteu esclarecimentos para o final do dia, disse à Lusa o porta-voz, Daniel Macuacua.
O novo ataque ocorre três dias depois do fim de uma trégua unilateral de sete dias declarada por Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, com vista à promoção do diálogo com o grupo dissidente da Renamo.
O grupo é o principal suspeito dos ataques que já provocaram cerca de 30 mortes no centro do país desde agosto de 2019.
Mariano Nhongo e os seus homens opõem-se também à atual liderança da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e reclamam melhores condições de reintegração que as definidas no Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado em 2019.
As Nações Unidas (ONU) expressaram na terça-feira (01), preocupação com o afluxo de cerca de 3.200 cidadãos marfinenses aos países vizinhos para fugir à violência que irrompeu no país após as eleições presidenciais de sábado, boicotadas pela oposição.
Estes refugiados, “principalmente mulheres e crianças”, chegaram à Libéria, Gana e Togo vindos do oeste e sudoeste da Costa do Marfim, disse o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) durante uma conferência de imprensa em Genebra.
“Estes recém-chegados são por vezes refugiados que tinham sido repatriados recentemente e que foram forçados a fugir novamente”, disse a agência da ONU.
O maior número – 2.600 – tem procurado refúgio na Libéria, onde, apenas na segunda-feira, 1.000 pessoas atravessaram a fronteira com a Costa do Marfim.
Segundo o ACNUR, as comunidades locais encarregaram-se do seu acolhimento, partilhando os escassos recursos com os recém-chegados, com os quais têm frequentemente laços linguísticos ou étnicos.
A agência está a trabalhar com as autoridades liberianas para registar os refugiados e fornecer-lhes alimentos.
A situação política e de segurança na Costa do Marfim continua tensa após as eleições de sábado que reelegeram o atual chefe de Estado, AlassaneOuattara, para um terceiro mandato, considerando inconstitucional pela oposição, que não reconhece o resultado.
Na segunda-feira, a oposição da Costa do Marfim anunciou um Conselho de Transição, liderado pelo candidato às eleições e ex-Presidente Henri KonanBédié, para a formação de um “Governo de transição” até novas eleições presidenciais, após um fim de semana marcado pela violência.
No domingo, no dia seguinte às eleições, a oposição tinha apelado uma “transição civil” e à “mobilização geral dos costa-marfinenses para pôr fim à ditadura e à má gestão do Presidente cessante”.
Pelo menos nove pessoas morreram durante o fim de semana em numerosos incidentes e confrontos que afetaram principalmente a metade sul do país.
Antes da votação, cerca de 30 pessoas tinham morrido em atos de violência pelo país, levantando receios de uma repetição dos conflitos pós-eleitorais registados há dez anos.
Estima-se que três mil tenham morrido devido à recusa do antigo Presidente Laurent Gbagbo de admitir a derrota face ao sucessor, AlassaneOuattara.
Duas pessoas foram detidas na terça-feira (03), perto de Viena, enquanto a polícia procurava cúmplices dos atiradores no ataque de segunda-feira, do qual resultaram cinco vítimas mortais – incluindo um dos atacantes.
Além das vítimas mortais, diversas pessoas ficaram feridas, entre as quais se encontra um português, confirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem divulgada no portal da Presidência da República na Internet.
De acordo com a Reuters, que cita a agência APA, a polícia disse que as duas detenções foram feitas na cidade de Sankt Pölten.
Numa conferência de imprensa televisiva, esta manhã, o ministro do Interior, Karl Nehammer, voltou a pedir aos cidadãos que ficassem em casa.
Um atacante, que foi identificado como simpatizante do Estado Islâmico, foi abatido pela polícia na segunda-feira à noite. As autoridades não descartaram a possibilidade de haver mais do que um atirador, suspeitando-se que pelo menos um tenha fugido.
“Não podemos excluir que haja mais agressores”, apontou o responsável da Polícia de Viena, Gerhard Pürstl, em conferência de imprensa.
O ataque, o primeiro em Viena em 35 anos, começou com um tiroteio cerca das 20h00 de segunda-feira (19h00 em Lisboa) numa rua central onde fica a sinagoga principal de Viena, então fechada, próxima de uma área de bares muito frequentada.
“Estou feliz que os nossos polícias já tenham eliminado um dos autores. Nunca seremos intimidados pelo terrorismo e lutaremos contra esses ataques com todos os meios”, disse o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, que classificou os atos de “ataques terroristas nojentos”.
O chanceler disse serem desconhecidos os motivos dos ataques, considerando, no entanto, que motivos “antissemitas” não podem ser descartados, “pelo lugar onde o ataque começou”.
Depois do ataque inicial na rua onde fica a sinagoga, os agressores deslocaram-se pelo centro da cidade, disparando sobre quem ocupava as esplanadas.
Pelo menos oito pessoas morreram e outra ficou ferida num tiroteio nos arredores da Cidade do Cabo, na África do Sul, quando dois homens dispararam sobre um carro.
De acordo com a agência de notícias espanhola, a Efe, o tiroteio decorreu no subúrbio de Guguletu, a 15 quilómetros do centro desta cidade costeira turística, durante a tarde de segunda-feira.
“Depois do incidente da [segunda-feira] contabilizamos sete pessoas mortas e duas feridas que foram levadas para o hospital, e lamentavelmente uma das pessoas feridas acabou por morrer”, disse à Efe o porta-voz da polícia local, Novela Potelwa.
As vítimas são três mulheres e cinco homens com idades entre os 30 e os 40 anos e todos eles são sul-africanos, acrescentou o responsável.
Os detalhes sobre o ocorrido são ainda escassos, mas o caso foi entregue à unidade que trabalha contra o crime organizado.
Segundo testemunhos recolhidos pela imprensa local, os dois homens aproximaram-se de um automóvel e abriram fogo com armas pesadas.
A criminalidade é um problema grave na África do Sul e particularmente nos arredores da Cidade do Cabo, uma cidade com um dos piores índices de violência do mundo.
De acordo com as últimas estatísticas oficiais, entre abril de 2019 e 31 de março deste ano, a África do Sul registou um total de 21.325 homicídios, mais 1,4% que nos 12 meses anteriores.
Menina foi encontrada em um espaço que havia ficado intacto entre a bancada da cozinha e a máquina de lavar no apartamento em que morava.
Uma menina de 4 anos foi resgatada com vida nesta terça-feira (3), depois de passar quase quatro dias sob escombros na cidade de Esmirna, na Turquia, a mais afetada pelo terremoto de magnitude 6,8 na escala Richter registrado na última sexta ao largo da costa do Egeu.
Ayda Gezgin estava sentada na cozinha de um prédio que desabou quando as equipes de resgate chegaram, em um espaço que havia ficado intacto entre a bancada e a máquina de lavar, segundo um dos profissionais que a resgataram.
“Ouvimos uma voz, perguntamos quem estava lá e ela respondeu: ‘Sou Ayda, estou bem’. Dissemos a ela: ‘Espere, vamos tirá-la’ e fomos até onde ela estava”, disse um integrante da equipe de resgate à emissora de TV NTV.
Ele afirmou que a menina estava consciente e aparentemente sem lesões: “Nada aconteceu com ela. Ela estava sentada e esperando”.
O médico Ersin Çoban, que acompanhou a menina na ambulância, garantiu à imprensa turca que a criança estava bem, não apresentava hematomas ou arranhões e que uma tomografia computadorizada confirmou que não possuía ferimentos internos.
Desde o momento em que os profissionais de resgate ouviram a menina falar até o momento em que chegaram até ela, passou cerca de 1h30, disseram os membros da equipe.
Acredita-se que sua mãe, Fidan Gezgin, ainda esteja sob escombros, enquanto seu pai, Ugur, um ex-árbitro de futebol, e seu irmão Atakan foram salvos e já estão com Ayda.
Já ontem, Ugur Gezgin havia indicado às equipes de resgate a localização de seu apartamento no primeiro andar do prédio desabado, sabendo que sua esposa e filha estavam lá dentro, e havia esperança de serem encontradas vivas.
Desde a última sexta-feira, o número de mortos no incidente já chega a 102 em Esmirna, a única província turca que registra mortes, às quais se somam duas na ilha de Samos, na Grécia.
Além disso, mil pessoas ficaram feridas e 107 foram resgatadas com vida dos escombros.
Em sessão virtual do Congresso, parlamentares aprovaram a abertura do processo de impeachment com 60 votos favoráveis, 40 contra e 18 abstenções.
Pela segunda vez desde que assumiu o posto, o presidente do Peru, Martin Vizcarra, tornou-se alvo de um pedido de impeachment no Congresso, desta vez sob a acusação de “incapacidade moral permanente” devido a supostos atos de corrupção.
Em sessão virtual do Congresso, os parlamentares peruanos aprovaram na segunda-feira (2) a abertura do processo de impeachment por um placar de 60 votos favoráveis, 40 contrários e 18 abstenções. Eles também decidiram que o julgamento político acontecerá em 9 de novembro, quando o presidente terá que apresentar sua defesa pessoalmente em plenário ou ser representado por um advogado.
O pedido se deve a um suposto caso de corrupção quando Vizcarra foi governador reginal de Moquegua entre 2011 e 2016. Ele teria recebido propinas em troca da concessão de obras públicas neste departamento (estado), segundo depoimentos de pessoas ligadas ao caso e que negociam com a Justiça para se tornarem delatores premiados.
A eventual cassação de Vizcarra requer 87 votos de um total de 130 membros de um Parlamento onde ele não conta com uma bancada de apoio, que está diluído entre vários grupos políticos minoritários.
Primeiro pedido de impeachment
O primeiro pedido de impeachment foi feito em setembro, após uma série de gravações clandestinas vazadas pela assistente pessoal de Vizcarra, Karem Roca, na qual o presidente parece querer esconder várias reuniões com Richard Swing, um músico desconhecido que conseguiu contratos públicos, supostamente, por ser amigo do governante.
No entanto, a maioria dos congressistas negou a cassação de Vizcarra para manter a estabilidade e depois que o presidente do Congresso, Manuel Merino, a força motriz por trás do processo e que assumiria o governo, entrou em contato com as Forças Armadas e procurou criar um “governo sombra” mesmo antes das alegações contra o presidente se tornarem conhecidas.
Nos EUA, comerciantes e proprietários de restaurantes temem um cenário de protestos e violência pós-eleições presidenciais, independentemente da vitória de Donald Trump ou de Joe Biden.
Como Martin Lackovic, acostumado a servir à mesa a elite política de Washington, muitos proprietários de restaurantes preparam os respetivos espaços para minimizar prejuízos.
“No passado partiram janelas. Por isso não queremos arriscar com estas eleições e com a possibilidade de protestos. Só estamos a tentar proteger as nossas coisas e a garantir que estamos em segurança”, sublinhou, em entrevista à Euronews, o proprietário do restaurante “Siroc”, em Washington.
O trabalho não é fácil, acrescentou Martin Lackovic, sublinhando que está a sofrer o impacto financeiro da pandemia de Covid-19. O cenário repete-se em todo o país. Os taipais encheram a paisagem de várias cidades a nível nacional.
A polícia de Washington diz que não existem, pelo menos para já, ameaças credíveis de violência, mas que recebeu pedidos de manifestações no rescaldo das eleições.
Casos de pilhagem em pequena escala e de danos em propriedades privadas tornaram-se comuns na sequência dos protestos associados ao movimento Black Lives Matter.
Apesar de mais contidos, os protestos do movimento não esmoreceram. Nos arredores de Washington, por exemplo, houve uma manifestação à porta de uma esquadra da polícia. Foi aberto um inquérito para apurar se a morte de Karon Hylton, de 20 anos, foi provocada pela polícia durante uma perseguição.
“O que se vê nas ruas é a efervescência em relação ao que está mal no país. As crianças, de todas as cores, mostram que o protesto do movimento Black Lives Matter é aberto a pessoas brancas ou pobres, que se sentem da mesma maneira. Estão a mostrar como se sentem”, explicou um ativista do movimento.
Teme-se que protestos pacíficos possam degenerar com a reeleição de Trump, mas também há receios de que se Trump rejeitar ou questionar o resultado das eleições, os apoiantes possam sair à rua. A América prepara-se para um período pós-eleições tumultuoso, como testemunhou o correspondente da Euronews, Jack Parrock.
A Universidade Wutivi (Unitiva), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) docente da disciplina de Instalações Eléctricas em Edifícios. Saiba mais.
A Universidade Wutivi (Unitiva), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) docente da disciplina de Materiais de Construção II. Saiba mais.
O Movimento de Educação Para Todos (MEPT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) um Produtor de um Spot Televisivo Animado e um Radiofónico. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Docentes N3 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Docentes N4 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Biologia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – História. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Português. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Vendedor de Van. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-representante de Vendas. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Assistente Distrital de Operações para Província de Gaza. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) vendedor de Van. Saiba mais.
O FIPAG – Área Operacional da Maxixe tem em aberto um concurso externo para o provimento de dois (2) vagas de Técnicos Operadores de Bombas. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior de Engenharia Civil/ Hidráulica. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior de Engenharia Civil/ Sanitária. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Médio de Informática. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior de Contabilidade. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro pessoal (1) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário de Saúde Sexual Reprodutiva. Saiba mais.
Pelo menos seis pessoas ficaram feridas num tiroteio na segunda-feira (02), de manhã na Universidade de Cabul, no Afeganistão, após homens armados terem invadido as instalações do campus, entretanto cercado pela polícia.
Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde Pública, AkmalSamsor, pelo menos seis pessoas ficaram feriadas.
por seu lado, o porta-voz do Ministério do Interior, TariqArian, disse que o tiroteio ainda continua.
Os órgãos de comunicação afegãos informaram que estava a decorre uma exposição de livros na universidade com a presença de vários dignitários no momento do tiroteio.
As estações de televisão locais Tolo e Ariana descreveram o evento como uma feira de livros conjunta afegã-iraniana, embora as autoridades afegãs até agora não tenham confirmado esta informação.
O professor universitário ZabiullahHaidari disse a uma estação de TV local (Ariana) que as aulas estavam a decorrer quando o tiroteio começou. Funcionários da universidade e pessoal de segurança escoltaram alunos para fora do campus, acrescentou.
As forças de segurança bloquearam as estradas com ligação ao campus, enquanto várias famílias desesperadas tentavam chegar até aos seus filhos na universidade.
Nenhum grupo assumiu imediatamente a responsabilidade pelo ataque, embora os talibãs tenham emitido um comunicado dizendo que não estavam envolvidos.
No ano passado, uma bomba colocada do lado de fora dos portões do campus da Universidade de Cabul matou oito pessoas. Em 2016, homens armados atacaram a Universidade Americana de Cabul, matando 13 pessoas.
No mês passado, o grupo radical Estado Islâmico enviou um terrorista suicida a um centro educacional no bairro de Dasht-e-Barchi, dominado por xiitas, matando 24 estudantes e ferindo mais de 100.
A violência tem-se mantido e níveis elevados no Afeganistão, mesmo enquanto os talibãs e uma equipa de negociação nomeada pelo governo discutem um acordo de paz para encerrar mais de quatro décadas de guerra no país.
As negociações têm sido dolorosamente lentas e, apesar das repetidas demandas por uma redução da violência, o caos continua inabalável.
Um acordo entre os Estados Unidos e os talibãs, em fevereiro, preparou o cenário para as negociações de paz atualmente em andamento em Doha. O acordo também permite a retirada das tropas dos EUA e da NATO do Afeganistão.
Enquanto isso, hoje, um veículo pisou uma mina à beira de uma estrada na província de Helmand, no sul do país, matando pelo menos sete civis, a maioria mulheres e crianças, disse o porta-voz do governador da província, OmerZwak.
Cerca de cinquenta jihadistas com ligação à Al-Qaeda morreram na sexta-feira (30), durante uma operação realizada no Mali pelo exército francês perto do Burkina Faso, anunciou ontem a ministra da Defesa de França, Florence Parly.
“Em 30 de outubro, no Mali, a força [militar francesa] Barkhane realizou uma operação que permitiu neutralizar mais de 50 jihadistas, confiscando ainda armas e equipamentos”, destacou a ministra da Defesa francesa após um encontro com o Governo de transição do Mali.
A governante falava durante uma viagem ao Niger e ao Mali, noticia a agência AFP.
“Esta ação oportuna disfere um golpe significativo a um grupo terrorista filiado à Al-Qaeda, do Ansarul Islam, que opera na região de Boulikessi, perto da fronteira com Burkina Faso”, acrescentou.
Fundado por Burkinabè Malam Dicko, o grupo islâmico Ansarul Islam tem vindo a reivindicar a responsabilidade por vários ataques contra o exército Barkhane.
Os Estados Unidos colocaram este grupo na sua lista negra de ‘terroristas’ no início de 2018.
“Embora as autoridades de transição do Mali tenham reafirmado o seu compromisso na luta contra o terrorismo, esta operação de sucesso mostra-nos mais uma vez que os grupos terroristas não podem agir impunemente diante o nosso exército”, apontou Florence Parly.
A ministra da Defesa acrescentou que o exército francês foi capaz de localizar, através dos seus ‘drones’, uma grande coluna de jihadistas em motos.
“Essas motas agruparam-se e esconderam-se entre árvores. Tínhamos dois Mirages [avião militar] naquela área, e Barkhane começou imediatamente uma operação, lançando um ataque”, revelou.
Cerca de cinquenta armas foram apreendidas e cerca de 30 motas destruídas. A operação decorreu “com a participação de forças especiais da ‘Operação Sabre’”, destacou uma fonte militar à AFP.
Três dias após ter completado 60 anos, o craque argentino Diego Armando Maradona foi internado em uma clínica nesta segunda-feira (2), em La Plata, capital da província de Buenos Aires.
Segundo o diário Olé, da Argentina, o jornalista e amigo de Maradona Daniel Arcucci confirmou que o ídolo argentino sofre de anemia. Está descartada a possibilidade de Covid-19, pois o ex-jogador realizou testes que teriam dado negativo.
A última aparição pública de Maradona foi justamente na sexta, dia de seu aniversário, quando o time que comanda, Gimnasia y Esgrima, venceu o Patronato por 3 a 0, na rodada de abertura da Copa Liga Profissional, campeonato que dará uma vaga na Libertadores de 2021 e outra na Copa Sul-Americana de 2022.
O Banco de Moçambique e o Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) promovem hoje um debate para recolha de contributos sobre a proposta de criação de um fundo soberano no país, divulgada há três semanas.
O encontro a realizar em Maputo vai contar com a participação de deputados, académicos, empresários e corpo diplomático acreditado em Moçambique.
“Do encontro vai resultar um documento que deverá ser submetido ao Banco de Moçambique” – autor da proposta – e que será “um dos instrumentos da Assembleia da República” para decidir sobre o modelo de gestão do fundo, explica o IMD.
Moçambique espera receber 96 mil milhões de dólares (81,4 mil milhões de euros) na vida útil do gás do Rovuma, quase sete vezes o Produto Interno Bruto (PIB) atual, segundo a proposta do banco central colocada em discussão pública a 12 de outubro.
O documento prevê uma maturação do fundo até ao vigésimo ano.
Até essa altura, deve receber metade das receitas brutas provenientes da exploração de recursos naturais não renováveis (a outra metade vai para o Orçamento do Estado, OE) e só libertá-las em caso de “choque extremo” na economia ou calamidades.
Depois de completar 20 anos, o fundo deverá contribuir para o OE com 4% do seu saldo.
O fundo terá dois objetivos, “acumular poupança” e “contribuir para a estabilização fiscal do país”, com regras de transparência e prestação de contas.
O embaixador da União Europeia (UE) em Maputo garantiu que a organização está a estudar o tipo de apoio que poderá prestar a Moçambique no setor da segurança na luta contra os grupos armados no norte do país.
“Estamos a ver, conjuntamente, em que, em concreto, podemos ajudar também no âmbito da segurança”, afirmou António Sánchez-Benedito Gaspar.
O diplomata respondia a perguntas dos jornalistas sobre a resposta da UE ao pedido do Governo de Moçambique de ajuda na luta contra os grupos armados que há três anos protagonizam ataques na província de Cabo Delgado e acrescentou que a cooperação na vertente da segurança constitui uma das três dimensões da parceria com Moçambique.
Uma das vertentes é a assistência humanitária aos milhares de deslocados pelo conflito armado e que já está em curso, tendo em conta que se trata de uma necessidade de curto prazo.
A terceira dimensão está relacionada com o apoio a programas de desenvolvimento, visando reduzir a pobreza e promover o emprego, sobretudo para a camada mais jovem.
António Sánchez-Benedito Gaspar avançou que a abordagem ao desenvolvimento conheceu um novo impulso com o recente lançamento da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), uma entidade estatal moçambicana criada para dinamizar o desenvolvimento social e económico das três províncias do norte de Moçambique, nomeadamente Cabo Delgado, Niassa e Nampula.
“Partilhamos a enorme preocupação pela situação em Cabo Delgado, que tem sido expressa a diversos níveis pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento Europeu, através de diferentes resoluções”, destacou António Sánchez-Benedito Gaspar.
Na sequência do pedido do executivo moçambicano, a UE está a explorar todas as possibilidades de apoio no combate à violência armada em Cabo Delgado, acrescentou o embaixador da UE em Maputo.
A província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas.
Há diferentes estimativas para o número de mortos, que vão de mil a 2.000 vítimas.
O primeiro-ministro moçambicano disse na quarta-feira no parlamento que “as ações terroristas” já provocaram 435 mil deslocados internos e que só nas últimas duas semanas mais de 10 mil pessoas fugiram para a capital da província, Pemba.
No Niassa não reiniciaram as aulas presenciais da sétima classe presenciais da sétima classe por falta de condições de higienização e material de protecção contra a covid-19 nas 497 escolas primárias existentes na província.
São mais de vinte e quatro mil e novecentos alunos da sétima classe das escolas públicas privadas e comunitárias que aguardam pelo reinício das aulas presenciais nestes estabelecimentos de ensino, mediante a autorização da comissão de certificação das condições exigidas no protocolo sanitário.
O director provincial de Educação no Niassa, Valente Farahane, apontou a falta de água canalizada, latrinas e materiais de protecção contra o novo coronavírus, como as principais dificuldades que imperam na não retoma das aulas da sétima classe.
Contudo, cento e seis, do universo das escolas primárias que leccionam a sétima classe, poderão reiniciar as aulas nos próximos dias mediante o relatório de cerificação do protocolo sanitário.
Na última sessão do Conselho de Ministros, o Governo moçambicano aprovou o Regulamento de Exploração e Prática dos Jogos de Fortuna ou Azar, através...