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Terça-feira, Julho 21, 2026
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Mais de 51,5 milhões de infectados no mundo desde início da pandemia

Pelo menos 51.531.660 pessoas foram infectadas em todo o mundo com o novo coronavírus desde que este foi identificado em Dezembro na China, indicou esta quarta-feira o balanço diário divulgado pela agência France-Presse (AFP).

O número de mortes associadas à doença covid-19, no mesmo período,foi de 1.275.113 e pelo menos 33.300.900 pessoas foram dadas, até à data, como curadas, de acordo com os dados reunidos pela agência internacional.

Só nas últimas 24 horas, a AFP apontou que foram contabilizados 10.776 óbitos relacionados com o novo coronavírus (SARS-Cov-2) e 662.214 novos casos de infecção foram diagnosticados em todo o mundo.

A AFP sublinha que o número de casos diagnosticados só reflecte, contudo, uma fracção do número real de infecções.

Alguns países só testam os casos graves, outros utilizam os testes sobretudo para rastreamento e muitos países pobres dispõem de limitadas capacidades de despistagem.

Os países que registaram mais mortes no último dia foram, e de acordo com os respectivos balanços, os Estados Unidos da América (EUA) com 1.535 óbitos, a França com 1.220 e o Reino Unido (707).

Os Estados Unidos são o país mais afectado, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 239.695 mortos entre 10.258.090 casos recenseados, segundo o balanço da universidade norte-americana Johns Hopkins.

No mesmo país, pelo menos 3.961.873 pessoas foram declaradas como curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil com 162.829 mortos em 5.700.044 casos, a Índia com 127.571 mortos (8.636.011 casos), o México com 95.842 mortos (978.531 casos) e o Reino Unido com 49.770 mortos (1.233.775 casos).

Ainda entre os países mais afectados, a Bélgica é o que conta com mais mortos em relação à sua população, com 117 óbitos por cada 100.000 habitantes, seguido pelo Peru (106), Espanha (85) e Brasil (77).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) declarou um total de 86.267 casos, bem como 4.634 mortes e 81.187 recuperações.

Por regiões, a América Latina e as Caraíbas totalizavam até esta quarta-feira 415.23 mortes em 11.731.619 casos de infecção, a Europa 317.525 mortes (13.339.600 casos), os Estados Unidos e o Canadá 250.317 mortes (10.529.759 casos), a Ásia 178.782 mortes (11.187.597 casos), o Médio Oriente 66.350 mortes (2.805.533 casos), a África 45.962 mortes (1.907.595 casos) e a Oceânia 941 mortes (29.962 casos).

O balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Devido a correcções feitas pelas autoridades ou a notificações tardias, o aumento dos números diários pode não corresponder exactamente aos dados publicados no dia anterior, segundo referiu a AFP.

País regista mais 5 óbitos por Covid-19 e 99 infecções

O País registou, nas últimas 24 horas mais cinco óbitos resultantes da Covid-19, elevando para cento e quatro o número de pessoas que perderam a vida vítimas da doença no país.

Trata-se de quatro homens e uma mulher, todos ocorridos na cidade de Maputo, indica um comunicado do Ministério da Saúde recebido na quarta-feira (11) na nossa redacção.
O documento indica também o registo de noventa e nove novos casos positivos, todos de nacionalidade moçambicana.

Com o registo destes casos, o país contabiliza um cumulativo de treze mil novecentos e noventa e uma pessoas testadas de terça para quarta-feira (11).
Há também o registo de duzentos e onze recuperados nas últimas 24 horas, assim, o país conta com onze mil, novecentos e cinquenta e nove doentes livres da Covid-19.

Mandzukic alvo do Celta de Vigo

Os espanhóis do Celta de Vigo estão interessado na contratação do ponta de lança Mario Mandzukic. O avançado croata, de 34 anos, está sem clube e pode assinar a qualquer momento por uma equipa.

Depois de passagens pelo Bayern, Atlético Madrid e Juventus, Mandzukic esteve no Qatar, mas agora quer regressar ao futebol europeu.

“Canarinhos” consideram Platinum do Zimbabwe ao seu alcance

O Costa do Sol já conhece o seu adversário para a pré-eliminatória de acesso a fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos e já trabalha para ultrapassar esta etapa. Ainda assim, consideram que o Platinum FC do Zimbabwe está ao seu alcance, tendo em conta que também não realiza nenhuma partida desde Março último.

É a primeira reacção do conjunto “canarinho” ao sorteio da fase a eliminar da Liga dos Campeões africanos, realizado na passada segunda-feira, depois de saber que o primeiro adversário é o Platinum FC do Zimbabwe.

Artur Faria, director desportivo da colectividade, disse que este é um adversário que está ao alcance do campeão nacional. “Parece um adversário perfeitamente ao nosso alcance e vamos trabalhar para alcançar os objectivos que nos propusemos, que passam por passar esta eliminatória e para tal faremos de tudo para passar” garantiu Faria.

Ademais, Faria disse que facilita o facto de já ter visto a equipa zimbabweana a jogar, em 2018, diante da União Desportiva de Songo, numa das eliminatória da Liga dos Campeões, naquele que considera de “jogo estranho”, pelo agregado da mesma, onde o Platinum afastou os “hidroeléctricos” por 5-2, depois de vitória a tangente em Harare e goleada de 2-4, em Maputo, quando os moçambicanos saíram da primeira parte a vencer por duas bolas sem resposta.

Artur Faria diz mesmo que “não é fácil termos informação sobre o adversário porque, conforme sabem, o campeonato deles também ainda não começou e estão na mesma situação que nós. O último jogo deles foi em Março, tal como o nosso ultimo jogo, e como tal temos que confiar somente em nós e acreditar que podemos cumprir a nossa missão”.

Mas não será uma eliminatória fácil, tal como reconhece o director desportivo dos “canarinhos”, não só por não conhecer o adversário, actualmente, mas porque o conjunto moçambicano está com défice de jogadores, alguns em representação das seleções nacionais e outros por lesão. “Estamos a trabalhar como podemos porque temos oito atletas nas selecções nacionais, quer a principal, quer nos sub-20, temos três indisponíveis (Manucho e Nilton lesionados e um atleta que está em, quarentena depois do teste da COVID-19 ter dado positivo), os estrangeiros que só chegam esta semana, então, não é fácil. O plantel está incompleto, mas sabemos que este é um ano atípico, mas esperamos que até lá todos os jogadores estejam já disponíveis para poderes dar seu contributo a equipa”, disse Artur Faria em reacção ao sorteio e ao adversário na pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões africanos de futebol.

Os “canarinhos” jogam a primeira mão entre os dias 27 a 29 de Novembro, em Maputo, e 4 a 6 de dezembro, para a segunda mão, em Harare.

Mauritano Ahmed Yaya candidata-se à presidência da CAF

O presidente da Federação Mauritana de Futebol (FFRIM), Ahmed Yaya, é o quarto candidato à presidência da Confederação Africana de Futebol (CAF), cujo prazo de entrega de candidaturas termina esta quinta-feira, 12.

Entre os outros candidatos que já se manifestaram, está o presidente cessante, o malgaxe Ahmad Ahmad, que foi o primeiro a anunciar a sua candidatura, no mês passado, apoiada, segundo ele, por 46 federações das 54 do continente.

O ivoiriense Jacques Anouma, ex-presidente e actual presidente honorário da Federação Nacional Ivoiriense (FIF), foi então o primeiro a desafiá-lo, antes do bilionário sul-africano Patrice Motsepe, actual presidente do Mamelodi Sundonwns.

Yaya, que tem fama de ser próximo de Ahmad Ahmad, afirmou que decidiu entrar na corrida, “no final de uma reflexão profunda e preocupado em promover o futebol africano”.

Durante a sua presidência na FFRIM, desde 2011, fez com que o futebol do seu país avançasse consideravelmente, nomeadamente com qualificação para o CHAN, em 2004, em detrimento do Senegal, e outra no último CAN, em 2019, no Egipto.

Além disso, para confirmar esta nova dimensão da Mauritânia no futebol africano, este país que vai acolher o próximo CAN júnior, em Março de 2021.

Macron diz que recentes ataques em Moçambique mostram ameaça de terrorismo islâmico

Secretário-geral das Nações Unidas condena massacres e pede investigação urgente. Os relatos de recentes ataques contra civis em Moçambique destacam a ameaça do terrorismo islâmico à comunidade internacional, escreveu o Presidente francês Emmanuel Macron no Twitter, nesta quarta-feira, 11.

“Em Moçambique, mais de 50 pessoas foram decapitadas, mulheres sequestradas, aldeias saqueadas e depois queimadas. Os bárbaros estão a sequestrar uma religião de paz para espalhar o terrorismo: o terrorismo islâmico é uma ameaça internacional que requer uma resposta internacional”, escreveu Macron em português e francês.

Guterres pede investigação

Cerca de 50 pessoas morreram, muitas decapitadas, nos últimos dias em ataques de combatentes ligados ao Estado Islâmico, de acordo com informações da imprensa, como a Agência de Informação de Moçambique, Mediafax e The Pinnacle News.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu uma investigação.

“O secretário-geral está chocado com os recentes relatos de massacres perpetrados por grupos armados […] em várias aldeias na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, incluindo a decapitação e rapto de mulheres e crianças”, diz a nota assinada pelo porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric.

Na nota, o secretário-geral “insta as autoridades do país a conduzir uma investigação sobre esses incidentes e a responsabilizar os responsáveis” e “apela a todas as partes em conflito que cumpram as suas obrigações ao abrigo do direito internacional humanitário e dos direitos humanos”.

António Guterres diz reiterar o “compromisso das Nações Unidas em continuar a apoiar o povo e o Governo de Moçambique na abordagem urgente das necessidades humanitárias imediatas e nos esforços para defender os direitos humanos, promover o desenvolvimento e prevenir a propagação do extremismo violento.

Oposição moçambicana irritada com o Governo por ignorar questões de segurança nacional

As bancadas parlamentares da Renamo e do MDM não gostaram do comportamento do Governo durante a sessão de informações ao parlamento e querem que seja dado um cartão amarelo, por “desrespeito” aos deputados.

Através de projetos de moções submetidos à mesa da Assembleia da República, no dia 29 de Outubro, a oposição mostra-se indignada com a prestação do executivo, que terá faltado ao respeito aos deputados, por ter ignorado as perguntas de insistência levantadas durante a plenária.

“Tendo sido feitas solicitações de informação no período de insistência, o Governo, de forma surpreendente, fugiu às suas responsabilidades, pura e simplesmente, fazendo tábua rasa e ignorando por completo os senhores deputados e as suas inquietações, comportamento que denota um grande desrespeito à casa do povo e, por essa via, ao povo moçambicano, que tinha expectativa de ouvir esclarecimentos sobre uma matéria tão importante como seja a segurança e a paz”, explica o projeto de moção do MDM.

A situação da insegurança nas províncias de Manica, Sofala e Cabo Delgado eram parte das informações de que o parlamento pretendia ter detalhes nas sessões plenárias dos dias 28 e 29 de Outubro.

Sucede que, no último dia da sessão, no lugar de responder asquestões de insistência, o primeiro ministro, que chefiava os membros do Governo, optou, segundo indica a moção, por fazer as considerações finais e ignorar as questões.

O MDM diz que “pela sua gravidade, a matéria é suscetível e razão suficiente para submeter o projeto atinente a moção de censura”, como forma do parlamento “mostrar a sua indignação e defender a honra desta casa e reafirmar o seu compromisso na defesa do povo e das instituições”.

Impacto

Na mesma linha está a Renamo, maior partido da oposição, que também submeteu ao parlamento, uma moção de repúdio.

“Nós também não ficamos satisfeitos e como um bloco, toda a oposição vai unir-se para censurar o governo, para que situações do género não se repitam” disse Arnaldo Chalaua, porta-voz do grupo parlamentar da Renamo.

O analista político Gabriel Ngomane diz que as moções em causa não terão grande impacto para o governo, porque até poderá ser chumbada, uma vez que o executivo tem um apoio da bancada maioritária.

Ngomane diz ainda que houve situações mais sérias, como a questão das chamadas dívidas ocultas, em que a oposição deveria ter agido da mesma forma, mas que, acabou não fazendo, “o que teria dado maior impacto e sentido à oposição”.

Governo esclarece que último massacre em Cabo Delgado foi em Abril

O governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, garante que não houve massacre pelos terroristas, recentemente, em nenhum distrito daquela província, ao contrário do que foi avançado por alguma imprensa nacional e internacional. Porém, o dirigente esclarece que a última carnificina, perpetrada pelo mesmo grupo, aconteceu a 06 de Abril deste ano.

Governo está preocupado com o alastramento da violência armada em Cabo Delgado, segundo o governador, que reagia às informações veiculadas dentro e fora do país, dando conta de que, semana finda, mais de 50 pessoas foram sequestradas e decapitadas na aldeia de Muatide, distrito de Muidumbe, “num campo de futebol que se transformou num campo de extermínio”.

Sobre o assunto, Valige Tauabo explicou que o que se sabe “é que há incursões dos malfeitores”, ora perseguidos pelas Forças de Defesa e Segurança, para efeitos de neutralização e apresentação às autoridades.

O único massacre registado em Cabo Delgado, desde que início de actos de terrorismo, em Outubro de 2017, ocorreu no princípio deste ano, na aldeia Xitaxi, distrito de Muidumbe.

“O massacre de 53 jovens ocorreu em Abril, no dia 06. É isso que está na memória da província como sendo um dos massacres mais acentuados nas incursões desses terroristas”, esclareceu  o governador de Cabo Delgado, ajuntando que carnificina resultou do facto de as vítimas terem oferecido “resistência de ingressar nas fileiras do grupo armado”

Segundo Valige Tauabo, “as incursões dos terroristas continuam. Essa é uma realidade e o governo está preocupado e com a população”, que quando ouve dizer que o grupo armado está “numa determinada área não fica sossegada e abandona as suas residências. É isso que nos preocupa muito, porque, na verdade, essas incursões dos terroristas estão a causar muitos danos físicos e morais”, uma vez que terroristas “incendeiam” casas, “destroem bens públicos e causam luto”.

Apesar do alastramento dos ataques terroristas, e isolamento de algumas zonas das províncias, de acordo com o governo, nenhum território está sob controlo do grupo armado.

“Ninguém já ocupou algum distrito. O que está acontecer é que, na verdade, a população está fora” das suas comunidades, garantiu o governador da província, confirmando a ocorrência de alguns ataques no distrito de Mueda.

EUA acusam OMS de não partilhar informação sobre origem do vírus

Um alto quadro do Governo dos Estados Unidos acusou na quarta-feira (11) a Organização Mundial da Saúde (OMS) de não ter compartilhado informações suficientes sobre a missão da organização internacional à China para investigar a origem do novo coronavírus.

Garrett Grisby, do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, afirmou que os critérios para a missão da OMS à China não foram compartilhados com outras nações.

Grisby falou durante uma reunião de uma semana com países membros da agência de saúde.

“Os [termos de referência] não foram negociados de forma transparente com todos os estados-membros da OMS”, disse, em videoconferência, referindo-se aos critérios da missão. “Compreender as origens da Covid-19 por meio de uma investigação transparente e inclusiva é o que deve ser feito”, apontou.

Nos últimos meses, o trabalho de uma equipa há muito montada pela OMS para investigar a origem animal do novo coronavírus na China paralisou.

Alguns cientistas temem que o país asiático ainda não tenha fornecido detalhes importantes sobre as pesquisas.

A ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark, que copreside a reunião, disse que o grupo está especialmente interessado em estabelecer uma cronologia precisa dos primeiros alertas sobre o novo coronavírus e quais as respostas que foram tomadas.

“O Painel Independente fará o possível para esclarecer o que aconteceu e o que ainda está a acontecer”, disse Clark. “Estamos a perguntar se a OMS tem o mandato certo, os poderes certos, as capacidades certas e o financiamento certo para reagir com prontidão e resposta à pandemia”, apontou.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a OMS por alegado “conluio” com a China, acusando-a de querer ocultar a extensão do surto inicial do novo coronavírus.

No início deste ano, a agência noticiosa Associated Press relatou que altos funcionários chineses não alertaram o público sobre a ameaça da pandemia do novo coronavírus nos primeiros seis dias após saberem da gravidade da doença e que atrasaram a partilha da sequência genética do vírus e outros dados importantes com especialistas da OMS.

Clark disse que o painel também analisaria “quão bem a Organização Mundial da Saúde e o sistema internacional em geral têm sido capazes de atender às necessidades e expectativas dos países”.

Na segunda-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, implorou por mais fundos, dizendo que o orçamento da agência era o equivalente ao que o mundo gasta com tabaco todos os dias.

Clark evitou criticar a OMS ou estados-membros como a China.

No mês passado, Alemanha e França lideraram um apelo da União Europeia, argumentando que a OMS deveria ter mais poderes para investigar surtos de forma independente e que o orçamento da organização deveria ser aumentado.

No início deste ano, a administração Trump suspendeu o financiamento dos EUA à OMS e prometeu retirar os Estados Unidos – o maior doador individual – da agência de saúde no próximo verão.

O Presidente eleito Joe Biden disse que planeia manter os Estados Unidos na organização.

Trabalhadores e polícia confrontam-se na capital do país

Cerca de 130 trabalhadores do Hotel Cardoso, na cidade de Maputo, manifestaram-se na quarta-feira (11), exigindo a reposição de direitos laborais que consideram terem sido infrigidos pelo patronato. O grupo, que se envolveu em  confrontos com a Polícia, disse que os contratos foram suspensos e não recebe salários desde Julho, por isso, exige reintegração. O hotel encerrou as portas, desde Abril.

A cidadã Nazira trabalha no Hotel Cardoso há 23 anos, no sector da contabilidade. Na tentativa de exigir a reposição dos direitos que acha transgredidos, ela envolveu-se em confrontos com a polícia porque esta não permitia que ela e os colegas permanecessem nas proximidades da unidade hoteleira, onde decorria a manifestação com vista a mostra indignação de toda massa laboral.

A senhora indignou-se com a atitude do agente da lei e ordem, ao ser agarrada pela blusa.

As autoridades policiais, por sua vez, insistia que a concentração dos trabalhadores era ilegal, mesmos tendo havido exibição de documento  submetidos às autoridades a comunicar  a realização da manifestação pacífica.

A agitação continuou e a Polícia da República de Moçambique (PRM) não desistia de tentar deter alguns trabalhadores.

Os trabalhadores contaram que desde Julho passado não têm salário. Quando se decretou o Estado de Emergência eles receberam 75% do salário. No mês seguinte auferiram 50% e, por fim, 25%. Depois disso, os contratos foram suspensos.

O secretário do comitê sindical dos trabalhadores do Hotel Cardoso disse que o patronato está a fugir das suas responsabilidades. “Estamos a exigir os nossos direitos que não estão a ser respeitados. Queremos ser reintegrados, queremos receber os nossos salários na totalidade”.

Num outro desenvolvimento, a fonte disse patronato de todas as rondas negociais não foi claro ao responder as nossas reivindicações. Sabemos que o hotel continua a realizar eventos, este fim-de-semana houve eventos aqui, temos as fotografias. Nos estamos em casa sem receber e com a família a desintegrar-se e o patrão não nos diz nada. Estamos a exigir os nossos direitos, queremos ser e respeitados”.

O assunto é do conhecimento do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral (COMAL). A responsável da entidade, Edma Vilaça, explicou que a entidade patronal que detém o Hotel Cardoso decidiu pela suspensão dos contratos até o dia 31 de Março de 2021.

Assim, espera-se pela melhoria das condições do mercado, com a eventual diminuição da propagação do novo Coronavírus.

Edma Vilaça mostrou-se surpreendida com a manifestação havida na manha desta quarta-feira. Segundo ela, os trabalhadores decidiram levar o caso ao tribunal. Mas garante que sempre que se justificar o COMAL estará disponível para intervir de acordo com o que está estabelecido na legislação laboral vigente no país.

Desde o primeiro Estado de Emergência em Moçambique, o Hotel Cardoso mantém-se encerrado. Não foi possível “O País” ouvir a versão dos gestores da estância hoteleira sobre o assunto, uma vez que não se encontravam no local.

João Lourenço critica “proveito político” da covid-19

Em véspera de Dia da Independência de Angola, o presidente angolano, João Lourenço, quis homenagear os heróis da nação. Os profissionais diretamente envolvidos no combate à covid-19 foram destacados, num discurso virado para a atualidade sanitária, política e económica.

João Lourenço afirmou que “à semelhança do que ocorre com a generalidade dos países”, Angola enfrenta “uma crise sanitária profunda que a todos impõe sacrifícios para salvaguarda da nossa vida coletiva”. O chefe de Estado ressalvou também que “há, no entanto, quem procure tirar proveito político de uma situação que ocorre ao mesmo tempo em todo o mundo e que, portanto, não foi criada pela boa ou má atuação dos governos”.

Sem qualquer menção direta à manifestação contra o desemprego desta quarta-feira, o presidente angolano afastou assim responsabilidade pelos números que não param de aumentar.

No terceiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego no país subiu para os 34%, uma evolução, que, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística de Angola, foi “marcada, pelo impacto da pandemia”.

Os protestos, tal como no passado recente, foram proibidos devido às restrições sanitárias impostas no país.

Em outubro, uma manifestação organizada por um grupo de jovens resultou em mais de 100 detenções, entre as quais as de jornalistas que faziam a cobertura dos protestos.

Secretário-geral do ANC detido por alegada corrupção

O secretário-geral do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), partido no poder na África do Sul, foi detido por alegada corrupção, anunciaram as autoridades que investigam a alta corrupção no país.

A ordem de detenção contra Ace Magashule foi emitida pela unidade especial de investigação policial (‘Hawks’), no âmbito de uma investigação do Ministério Público sul-africano sobre um controverso concurso de obras públicas no valor de mais de 250 milhões de rands na província do Estado Livre, disse o porta-voz policial Lynda Steyn, citado pela imprensa sul-africana.

O alto quadro político do ANC e ex-governador do partido no poder na província do Estado Livre, interior do país, deverá comparecer sexta-feira em tribunal, adiantou.

Pelo menos oito indivíduos, incluindo altos quadros do Governo do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que preside também ao ANC, foram detidos e acusados de fraude e corrupção desde outubro no âmbito da investigação policial em curso naquela província do interior do país.

Os suspeitos encontram-se em liberdade condicional, tendo o principal acusado pagado uma fiança de 500.000 rands à justiça sul-africana, segundo a imprensa.

O Congresso Nacional Africano, no poder desde 1994, disse em comunicado que a organização foi informada pelos meios de comunicação social sobre a ordem de detenção do seu secretário-geral.

“Esta tarde, o secretário-geral aconselhou o movimento de que iria consultar a sua equipa de advogados em como responder da melhor forma aos últimos desenvolvimentos”, referiu o porta-voz Pule Mabe, citado pelo portal News24.

“O secretário-geral falou anteriormente sobre a sua prisão iminente e solicitou à sua equipa jurídica que estabelecesse junto das autoridades competentes a validade de tal detenção”, adiantou.

O antigo presidente Jacob Zuma, que liderou o país entre 2009 e 2018, foi pressionado pelo partido no poder a afastar-se antes de terminar o mandato depois de múltiplos escândalos relacionados com corrupção, nomeadamente por envolvimento em operações, supostamente fraudulentas, a favor de um contrato público de aquisição de armamento de mais de dois mil milhões de dólares, em 1999, quando era vice-presidente da República.

Jair Bolsonaro em rota de colisão com Joe Biden

Devia ser o lançamento de uma iniciativa para promover o regresso “seguro e gradual” do turismo brasileiro mas acabou com o presidente Jair Bolsonaro a lançar ameaças ao presidente eleito dos EUA.

A 30 de setembro, e durante o primeiro debate televisivo, entre Joe Biden e Donald Trump, o candidato Democrata afirmava que se vencesse as presidenciais haveria “consequências económicas significativas” para o Brasil se o país não implementasse políticas para acabar com a desflorestação da Amazónia. “Como é que nós podemos fazer frente a tudo isso?”, perguntou Jair Bolsonaro acrescentando que usar “apenas a Diplomacia” não chega. “Quando acaba a saliva tem de ter pólvora, senão não funciona”, garantiu o chefe de Estado acrescentando que talvez nem seja preciso usar a pólvora mas é preciso “saber que tem”, ou seja marcar uma posição de força.

“As florestas tropicais do Brasil estão a ser destruídas. Mais carbono é absorvido naquela floresta do que o emitido pelos EUA”.

Joe Biden
Presidente eleito dos EUA

Biden tinha afirmado ainda que iria angariar 20 mil milhões de dólares para dizer ao Brasil que parasse de destruir a floresta, dinheiro que o Bolsonaro recusou, de imediato, através das redes sociais.

Desde que o atual presidente brasileiro tomou posse a desflorestação aumentou, exponencialmente na Amazónia, até 22 de outubro tinha-se ultrapassado o número de queimadas de todo o ano de 2019, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil. Situação que está também a pôr em causa a aprovação final do acordo comercial entre a União Europeia e o bloco económico do Mercosul.

*”Brasil tem de deixar de ser um país de maricas”*

Mas não foi só a Amazónia e Biden que Bolsonaro trouxe a este evento de forma efusiva. A Covid-19, que levou a quebras históricas no turismo brasileiro e mundial, setor que representa mais de oito por cento do Produto Interno Bruto do país, foi o outro alvo do chefe de Estado que, exaltado, afirmava: “Tudo agora é pandemia!”. Bolsonaro acrescentava que lamenta os mortos mas que “todos nós vamos morrer um dia”, não há como fugir dessa realidade, portanto, o Brasil “tem de deixar de ser um país de maricas”.

Brasil que continua a ser o terceiro país, a nível mundial, mais afetado pela pandemia. Quase 163 mil pessoas morreram desde o início da propagação do vírus, dados da Universidade John Hopkins. Mais de 5,699,000 foram infetadas e pouco se sabe sobre as sequelas que a doença pode deixar nos infetados.

Polícia australiana desmantela rede pedófila com ligações mundiais

A investigação, iniciada há vários meses, permitiu identificar 46 vítimas na Austrália, com idades entre os 16 meses e os 15 anos. Uma denúncia das autoridades norte-americanas conduziu ao desmantelamento de uma rede de pedofilia na Austrália, com ligações aos Estados Unidos, Canadá, Europa, Nova Zelândia e Ásia, anunciou esta quarta-feira a polícia australiana.

Um educador de infância e um treinador de futebol estão entre 16 homens detidos nos últimos meses nos estados australianos de Nova Gales do Sul, Queensland e Austrália Ocidental, sob 828 acusações de abuso sexual de crianças e de produção e distribuição de material sobre abuso de menores e bestialidade, informou a comissária-adjunta da Polícia Federal australiana, Justine Gough.

A investigação, iniciada há vários meses, permitiu identificar 46 vítimas na Austrália, com idades entre os 16 meses e os 15 anos.

“Nenhuma criança deve ser sujeita a abuso e violência por parte das pessoas em quem confia, quer se trate de um membro da família, de um educador de infância ou de um treinador de futebol”, disse a comissária-adjunta da polícia. “Triste e dolorosamente, este tem sido o caso dos maus-tratos infligidos às vítimas” na Austrália, acrescentou.

A polícia remeteu 18 “casos” para os Estados Unidos, onde três homens foram detidos por vários crimes relacionados com material pedopornográfico, explicou Justine Gough.

Outros 128 casos foram remetidos para as autoridades do Canadá, Ásia, Europa e Nova Zelândia, para investigação.

O Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos Estados Unidos, uma organização sem fins lucrativos, financiada pelo governo norte-americano, forneceu à polícia australiana a pista inicial que levou ao desmantelamento da rede, em fevereiro. Nessa altura, informaram que um homem em Nova Gales do Sul estava a carregar informaticamente material sobre abuso sexual de menores, disse Gough.

A polícia deteve o homem de 30 anos em Wyong, uma localidade a norte de Sidney. Uma busca no computador do suspeito revelou fóruns de redes sociais em que participava.

O grupo utilizava “a internet normal”, bem como a ‘dark web’, acessível apenas através de software específico, para partilhar pornografia infantil, segundo a mesma fonte.

O responsável para a Austrália do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Adam Parks, recusou-se a comentar as três detenções nos Estados Unidos, alegando que as investigações ainda estão a decorrer, e apontando apenas que se trata de uma rede global “enraizada na Austrália”.

Parks recusou igualmente dar mais informações sobre a origem da pista inicial, explicando apenas que este tipo de informação vem normalmente de empresas de redes sociais norte-americanas que denunciam conteúdo abusivo nas suas plataformas.

António Guterres condena alegados massacres em Cabo Delgado

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condena supostos massacres ocorridos semana finda na província de Cabo Delgado, onde terroristas submetem a população a maus-tratos, assassinam e destroem casas e bens, dos quais infra-estruturas públicas e privadas.

António Guterres “está chocado com os recentes relatos de massacres perpetrados por grupos armados […] em várias aldeias na província de Cabo Delgado, incluindo a decapitação e rapto de mulheres e crianças”, lê-se num comunicado divulgado pelo porta-voz, Stephane Dujarric, citado pela imprensa internacional.

As declarações do secretário-geral das Nações Unidas surgem em consequência da veiculação pela imprensa nacional e internacional de informações dando conta de que, semana finda, mais de 50 pessoas foram sequestradas e decapitadas na aldeia de Muatide [distrito de Muidumbe], “num campo de futebol que se transformou num campo de extermínio”.

António Guterres “condena veementemente essa brutalidade atroz” e “insta as autoridades” moçambicanas “a conduzir uma investigação sobre esses incidentes e a responsabilizar os responsáveis”, segundo o porta-voz Stephane Dujarric.

Guterres reiterou o compromisso das Nações Unidas em continuar a apoiar a população e o Governo moçambicano na abordagem urgente das necessidades humanitárias imediatas e nos esforços para defender os direitos humanos, promover o desenvolvimento e prevenir a propagação do extremismo violento.

Etíopes detidos em Tete por migração ilegal

Vinte e nove cidadãos de nacionalidade etíope encontram-se retidos em Tete, por migração ilegal. Os mesmos foram interpelados pelas autoridades no bairro Degue, unidade de Cambane, depois de atravessar o rio Zambeze com recurso a uma canoa, idos do vizinho Malawi. O destino final era a África do Sul.

Os cidadãos em causa não apresentam nenhum documento de identificação. O porta-voz da Direcção Provincial de Migração em Tete, Amélia Direito, explicou que a detenção dos etíopes foi graças a denúncias de populares.

É a segunda vez, em menos de uma semana, que as autoridades em Tete prendem imigrantes. O Serviço Provincial de Migração diz estar em curso um trabalho com os países vizinhos como Malawi, Zâmbia e África do Sul com vista a travar a entrada de pessoas num outro território sem observar normas estabelecidas para o efeito.

Recontagem de votos na Geórgia pode demorar até ao final de Novembro

Com praticamente todos os boletins contabilizados, Biden vai à frente por 12.651 votos, tendo obtido 49,50% da preferência do eleitorado, contra 49,25% de Trump.

A diferença é inferior a 0,5%, o que permite o pedido de recontagem, de acordo com a legislação eleitoral do estado.

A campanha de Donald Trump pediu que os quase cinco milhões de boletins de voto sejam todos recontados à mão, algo que não está posto de parte – apesar de as declarações iniciais dos responsáveis terem apontado para uma recontagem feita através de ‘scanners’ de alta velocidade.

O secretário de Estado da Geórgia, o republicano Brad Raffensperger, anunciou que iria ser feita uma recontagem antes mesmo de Joe Biden ter sido dado como vencedor das eleições presidenciais.

A vitória de Biden não dependeu da Geórgia, tendo sido alcançada quando lhe foi atribuída a conquista da Pensilvânia.

No entanto, a campanha do presidente Donald Trump contesta o resultado em várias frentes, alegando fraudes nestes dois estados, que conquistara há quatro anos.

A última vez que a Geórgia foi atribuída a um democrata nas presidenciais foi em 1992, com Bill Clinton.

Segundo as leis eleitorais do estado, os condados têm de apurar e certificar os seus resultados até esta sexta-feira, 13 de novembro.

De seguida, o secretário de Estado tem até 20 de novembro para certificar o total apurado.

recontagem pode então ser pedida, por escrito, até dois dias depois da certificação inicial.

Segundo o USA Today, o diretor de implementação do sistema de voto na Geórgia, Gabriel Sterling, explicou que a recontagem poderá só estar terminada no final de novembro.

A campanha de Donald Trump pediu, entretanto, a um tribunal na Geórgia para invalidar votos por correspondência que alegou terem chegado depois do prazo, 19:00 de 03 de novembro.

O tribunal negou o pedido, citando falta de provas de que alguma ilegalidade tenha ocorrido.

De acordo com os dados da Associated Press, de 31 recontagens estaduais que aconteceram nos Estados Unidos desde 2000, apenas três resultados foram alterados em virtude da recontagem de votos. Em todas essas corridas, a diferença entre candidatos era inferior a 300 votos.

A Geórgia é importante não apenas nas aspirações que Trump ainda mantém de reverter o resultado da eleição, recorrendo aos tribunais, mas também para determinar o controlo do Senado.

As duas corridas ao Senado pela Geórgia não determinaram vencedores a 03 de novembro porque nenhum dos candidatos atingiu os 50% de voto que é preciso obter para vencer.

Essas corridas vão ser determinadas numa segunda volta, a 05 de janeiro.

Macron presta homenagem aos soldados da Primeira Guerra Mundial

O Presidente francês, Emmanuel Macron, homenageou na quarta-feira (11), em Paris os combatentes da Primeira Guerra Mundial, no dia do 102.º aniversário do armistício, num ato marcado pela ausência de público devido à pandemia de covid-19.

Macron chegou pouco depois das 11:00 locais (10:00 GMT) ao Arco do Triunfo, onde o primeiro-ministro, Jean Castex, e a ministra da Defesa, Florence Parly, esperavam por ele, assim como outros membros do Governo.

Na homenagem marcaram também presença os ex-presidentes franceses Nicolas Sarkozy e François Hollande, a autarca de Paris, Anne Hidalgo, e os presidentes da Assembleia Nacional, Richard Ferrand, e do Senado, Gérard Larcher.

O chefe de Estado colocou uma coroa de flores junto ao túmulo do soldado desconhecido, no Arco do Triunfo desde 1920, seguido por uma leitura dos nomes de soldados franceses que morreram em serviço no último ano.

As comemorações do fim da Primeira Guerra Mundial continuam esta tarde com a entrada no Panteão do escritor Maurice Genevoix, que com a sua obra “Ceux de 14” (“Os de 14”) imortalizou a memória dos combatentes franceses.

Genevoix foi um desses combatentes que, em abril de 1915, ficou gravemente ferido em Éparges, uma cidade no departamento de La Meuse, onde milhares dos seus companheiros morreram durante meses de combates. Como resultado dos ferimentos, o escritor perdeu o uso da mão esquerda.

Durante a sua longa hospitalização emergiu a vocação literária, da qual sairia uma série de cinco livros sobre a guerra, nos quais contava de forma crua e sem concessões a sua experiência, sendo que alguns fragmentos foram retirados pela censura. Em 1949, reuniu-os na sua grande obra “Ceux de 14”.

Macron decidiu há dois anos que o escritor deveria entrar no Panteão dos “heróis da República” como um símbolo de todos os lutadores nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, na qual a França e os aliados derrotaram a Alemanha.

O aniversário do armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial é assinalado por vários países europeus.

Itália prende responsáveis por ponte que desabou em Gênova

Construção caiu em 2018 e deixou 43 mortos. Segundo imprensa italiano, acusados sabiam dos defeitos da instalação acústica e dos riscos.

Giovani Castellucci, ex-CEO da Autoestrade, companhia que tinha a concessão da Ponte Morandi, em Gênova, que desabou em agosto de 2018, foi colocado em prisão domiciliar na quarta-feira (11), assim como outros diretores da empresa.

As detenções foram solicitadas pela Promotoria da cidade, que investiga a tragédia, em que 43 pessoas morreram.

Além de Castellucci, foi CEO da Autoestrade até janeiro de 2019, foram presos o antigo responsável pelo setor de manutenção da Autoestrade, Michele Donferri Mitelli, e o antigo diretor de operações da companhia, Paolo Berti.

Também foi emitida uma ordem de inabilitação contra diretores atuais da empresa, no caso Stefano Marigliani, Paolo Strazzullo e Massimo Miliani.

A investigação, iniciada há um ano, está concentrada na análise da documentação obtida no inquérito principal sobre a queda da Ponte Morandi, e é relativa à situação das barreiras anti-ruído da construção.

De acordo com a imprensa italiana, os responsáveis pela Autoestrade estão sendo acusados de saber dos defeitos da instalação acústica e que havia risco para a segurança viária, especialmente, em dias de fortes ventanias.

“Os gestores expressaram o desejo de não realizar o trabalho de substituição e segurança adequado, evitando esta obrigação com medidas temporárias inadequadas”, argumentam os promotores.

Além disso, o mandado de prisão aponta que foi cometida fraude contra o Estado, por as barreiras anti-ruído estarem forma das normas impostas pelas autoridades locais.

PGR de Moçambique formaliza acusação de terrorismo a 12 iranianos detidos em 2019

Um grupo de 12 iranianos detidos em dezembro de 2019 a bordo de uma embarcação com armas ao largo da baía de Pemba, na província angolana de Cabo Delgado foi formalmente acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de apoiar os grupos insurgentes que têm atacado a região desde outubro de 2017.

A informação foi avançada pela Rádio Moçambique que, citando fonte da PGR, acrescentou que os acusados vão ficar em prisão preventiva.

Eles vão responder pelos crimes de terrorismo, associação para delinquir, porte de armas proibidas e crime de organização contra o Estado, ordem e tranquilidade públicas.

Ainda segundo a PGR, os iranianos pertencem a uma organização terrorista que pretendia fornecer armas aos chamados al-shabab.

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