O Governo moçambicano enfrenta dificuldades financeiras que impedem o pagamento total das horas extras acumuladas pelos professores desde 2021.
A confirmação veio do ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, que também é porta-voz do Governo, em um momento em que os professores ameaçam avançar para uma greve geral.
Carlos Muhate, Secretário Fiscal da Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), deixou claro que, caso não surjam soluções a nível do Tribunal Administrativo, a paralisação se tornará inevitável. “Vamos deixar os professores paralisar as aulas, caso as autoridades não resolvam o problema da falta de pagamento de horas extras”, advertiu Muhate, conforme citado pela RFI.
O Executivo reconhece a existência da dívida para com os professores, mas afirma que não tem capacidade financeira para liquidar os montantes de uma só vez. “Se houvesse de facto capacidade para pagar a totalidade do registo ou da dívida com horas extras e outras despesas, nem o Governo teria feito. De forma nenhuma o Governo tem intenção de, por exemplo, manter algum professor privado de um direito que tenha conquistado por esforço próprio”, declarou Inocêncio Impissa.
Além da questão das horas extras, os professores denunciam também a falta de pagamento do subsídio de funeral, que está em dívida para mais de 10 mil docentes. O cenário levanta preocupações sobre a situação financeira dos profissionais da educação e a possibilidade de um impacto negativo na qualidade do ensino no país.














