O Irã atacou um navio-tanque no estratégico Estreito de Ormuz forçando a tripulação a abandonar a embarcação de forma apressada.
Este ataque é uma retaliação aos Estados Unidos, que, no dia anterior, anunciaram uma nova rodada de bombardeios contra o Irã, marcando o décimo-primeiro dia consecutivo de ofensivas militares no conflito entre os dois países.
As acções ofensivas do Irã ocorrem mesmo diante do aumento da pressão militar ocidental na região. Apesar da décima noite consecutiva de bombardeios coordenados por forças dos EUA contra posições estratégicas iranianas, Teerã mantém uma postura firme e continua a exercer controle operacional sobre o Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o fluxo de petróleo e gás natural a nível global.
O tom do governo iraniano intensificou-se, com o presidente do país declarando que a nação retornou a um estado de “guerra em grande escala”. Entretanto, apesar da retórica agressiva e das acções militares no mar, analistas indicam que o regime iraniano ainda procura manter canais de negociação abertos para evitar uma escalada definitiva das hostilidades.
Este duplo movimento diplomático foi evidenciado pelo desembarque do ministro do Interior do Irã no Paquistão no mesmo dia da ofensiva naval. A visita ao país vizinho, historicamente considerado um mediador significativo na geopolítica do Oriente Médio, sugere que, por trás da escalada militar em Ormuz e no Mar Vermelho, há esforços em andamento para conter a crise internacional.
Simultaneamente, os rebeldes Houthis do Iémen, aliados do Irã, anunciaram a imposição de um bloqueio marítimo imediato contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho, reeditando um confronto directo entre os dois lados após anos de relativa trégua. O bloqueio decretado pelos Houthis visa interromper a navegação comercial saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem vital pela qual circula cerca de 12% do comércio mundial.















