Os ataques armados no centro de Moçambique e a insurgência em Cabo Delgado, norte, continuam a banalizar a frágil “Unidade Nacional”, fragmentada, desde a independência do país, há 45 anos, pela intolerância política e assimetrias regionais promovidas pelo partido no poder, dizem à VOA políticos e analistas.
Entretanto, o analista Sansão Nhancale, entende que o conflito armado, no centro e, a insurgência no norte do país “coloca em cheque a ‘Unidade nacional’ ”, porque as guerras estão a separar pessoas, distritos e províncias.
“Estes conflitos só estão a agudizar a perceção negativa que as pessoas têm, de que, a nossa ‘Unidade Nacional’ não é totalmente forte, é uma ‘Unidade Nacional’ seletiva, e só é ‘Unidade Nacional’ para beneficiar alguns”, disse Nhancale.
As incongruências
Simango frisa que há “um distanciamento entre atos oficiais e atitudes no terreno”, insistindo que ao ser seletivo, o governo promoveu a descriminação e exclusão de outros moçambicanos e, automaticamente “na quebra do principio de união”.
“Só estão unidas pessoas que podem partilhar o bem, pessoas que podem partilhar riquezas, pessoas que podem partilhar a convivência coletiva” precisou Simango, observando que “não conseguimos gerir os vários conflitos do centro por falta de união e tolerância política” e, agora a insurgência, no norte, devido “às assimetrias”.
“A intolerância política em Moçambique é grave” ressalvou, assegurando que os conflitos no centro do país são uma forma de “justiça pelas próprias mãos”, como resultado da intolerância política, fraudes eleitorais e as injustiças sociais.
Por sua vez, o politólogo Martinho Marcos, observa que a “Unidade Nacional” está desacreditada no seio da população, na medida em que as “desigualdades desastrosas” são geradas pela gestão deficitária do Governo, tornando-se por isso complicado o apelo à união dos moçambicanos.
“Quando o Governo fala da ‘Unidade Nacional’, as pessoas já não acreditam nela, porque além da conotação política do termo com o governo do dia, se tornou num marco não democrático e de desunião entre os moçambicanos, pois sofre segregação social aquele que não se identifica com o sistema”, explica.
Por sua vez, o politólogo Martinho Marcos, observa que a “Unidade Nacional” está desacreditada no seio da população, na medida em que as “desigualdades desastrosas” são geradas pela gestão deficitária do Governo, tornando-se por isso complicado o apelo à união dos moçambicanos.
“Quando o Governo fala da ‘Unidade Nacional’, as pessoas já não acreditam nela, porque além da conotação política do termo com o governo do dia, se tornou num marco não democrático e de desunião entre os moçambicanos, pois sofre segregação social aquele que não se identifica com o sistema”, explica.














