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Quinta-feira, Julho 23, 2026
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Pandemia já matou quase 1,54 milhões de pessoas em todo o mundo

A pandemia de covid-19 já provocou a morte de pelo menos 1.535.987 pessoas em todo o mundo desde que foi detetado o primeiro caso na China, no final de 2019, segundo um balanço da AFP, divulgado na segunda-feira (07).

Segundo a contabilização feita pela agência de notícias francesa até às 11:00 de hoje, mais de 67.009.760 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, dos quais pelo menos 42.678.900 já foram considerados curados.

O número de casos diagnosticados só reflete, no entanto, uma fração do número real de infeções, já que alguns países testam apenas os casos graves e muitos países pobres têm capacidades limitadas para fazer testes.

No domingo, foram registadas 7.444 mortes e 547.488 novos casos em todo o mundo, a maior parte dos quais nos Estados Unidos, com 1.110 novas mortes, em Itália (564) e na Rússia (456).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 282.324 mortes em 14.761.577 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 5.624.444 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 176.941 mortes e 6.603.540 casos, a Índia, com 140.573 mortes (9.677.203 casos), o México, com 109.717 mortes (1.175.850 casos) e o Reino Unido, com 61.245 mortos (1.723.242 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que conta maior número de mortes em relação à sua população, com 149 vítimas mortais por cada 100.000 habitantes, seguida do Peru (110), da Itália (99) e de Espanha (99).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabiliza oficialmente um total de 86.634 casos (15 novos entre domingo e hoje), incluindo 4.634 mortes e 81.719 recuperações.

A América Latina e as Caraíbas somam até hoje um total de 458.949 mortes para 13.505.945 casos, a Europa 445.425 mortes (19.772.933 casos), os Estados Unidos e o Canadá 294.966 mortes (15.174.499 casos).

Na Ásia a contabilização da AFP aponta para 200.226 mortes em 12.760.782 casos, no Médio Oriente 81.607 mortes em 3.500.349 casos e na África 53.872 mortes em 2.264.826 casos.

Oceânia conta 942 mortes em 30.427 casos.

A avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pela AFP junto das autoridades nacionais competentes e com informações da Organização Mundial de Saúde.

Caça furtiva leva dois professores à cadeia

Dois professores e outras cinco pessoas, entre elas um suposto camponês, um técnico da administração pública, todos afectos no distrito de Muanza, em Sofala, foram detidos no último fim-de-semana, quando tentavam comercializar duas pontas de marfim e a pele de um leopardo, ao preço de 44 mil meticais, sendo 24 para as pontas de marfim e 20 mil para a pele de leopardo.

O principal suspeito de ter caçado os animais, o suposto camponês, alegou que apanhou as pontas de marfim e a pele do leopardo num riacho e que pediu ajuda aos dois professores e ao funcionário público para vende-los.

O grupo seguiu de comboio de Muanza para Dondo, onde na estacão ferroviária estava a espera um mediador entre os caçadores furtivos e o comprador. Graças a uma denúncia popular a polícia estava a par da negociata e foram todos detidos e confessaram o crime.

Puurs, “a povoação que vai salvar o Mundo”

Os britânicos chamam-lhe “a povoação que vai salvar o Mundo”. É de Puurs, uma povoação belga a meia hora de caminho entre Bruxelas e Antuérpia, que vão sair mais de mil milhões de vacinas para a covid-19, os primeiros milhões para o Reino Unido, onde já estão a ser administradas.

Puurs, no centro da Bélgica, a meio caminho entre a capital Bruxelas, centro político da União Europeia, e a rica Antuérpia, dos diamantes e joalharia, é, neste momento, uma das povoações mais importantes para a humanidade.

É da fábrica da Pfizer, fundada nos arredores desta povoação há cerca de 60 anos, que vão sair 1350 milhões de vacinas contra a covid-19, 50 milhões no que resta do odioso 2020 e os restantes 1300 milhões nos primeiros meses do esperançoso 2021.

A vacina da Pfizer BioNTech, que vai começar a ser administrada no Reino Unido na terça-feira, é produzida em duas fábricas daquela farmacêutica norte-americana, uma no Michigan, na terra do “Tio Sam”, outra em solo belga, numa localidade conhecida por cervejas como a Duvel.

Sem surpresa, pelotões de jornalistas afluem para a povoação de 16 mil almas, para mostrar ao Mundo um dos locais onde estão a ser fabricadas as primeiras vacinas para a Europa, que, dentro de alguns meses, podem permitir à vida o regresso aos carris da normalidade suspensa desde o início de 2020.

“Estou orgulhoso que a Pfizer decida produzir aqui a vacina. As pessoas de Puurs também”, reconheceu o presidente da autarquia, o conservador Koen Van den Heuvel. “Num período tão difícil para todos nós, ajuda muito saber que estamos a fazer um produto que será fundamental no futuro”, acrescentou, citado pelo jornal espanhol “El País”.

Cabo Delgado: Forças moçambicanas dão como seguro regresso a Quissanga

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas dão como seguro o regresso da população a Quissanga, uma das vilas de Cabo Delgado que tinha sido ocupada por rebeldes em março.

“É possível regressar”, referiu Bernardino Rafael, comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), citado hoje pela rádios e televisões estatais durante uma visita realizada na sexta-feira àquela vila.

Na visita com vários elementos das FDS e autoridades locais foi avaliado o grau de destruição que levou à fuga generalizada da população daquela povoação a 100 quilómetros de Pemba, capital provincial.

Quissanga está agora afastada da zona onde se têm concentrado os confrontos nos últimos oito meses, zona de conflito situada 200 quilómetros a norte, abrangendo Muidumbe e Mocímboa da Praia – vila, esta última, ainda sob controlo de rebeldes, segundo a mais recente informação prestada por uma comissão parlamentar.

O regresso a Quissanga pode ser um desafio, mas é preciso reocupar o território, referiu Bernardino Rafael.

“É desafiante, sim, mas o nosso desejo é ver Quissanga reerguida e a funcionar. Atender esses populares” em aldeias circunvizinhas “e os outros também podem regressar porque algumas casas nem foram mexidas, estão bem”, acrescentou.

“A verdade é uma: o terrorismo está lá, nós temos de o confrontar”, disse o comandante-geral da PRM, classificando a tarefa de enfrentar a violência como um desafio, da mesma maneira como estão “a desafiar outros fenómenos, até de doenças”.

As autoridades locais estimam que 45.000 pessoas tenham fugido de Quissanga durante a invasão por rebeldes em março.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.

“Vacina é relevante mas é necessário continuar outros esforços”, OMS

O mundo espera ter em breve as vacinas contra a COVID-19 como medida para controlar a COVID-19. Apesar de ser uma ferramenta relevante na luta contra a pandemia, especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) defendem que todos os outros esforços continuam a ser necessários.

“A vacinação será uma ferramenta importante e poderosa no ‘kit’ de ferramentas que temos à disposição. Mas, por si só, não fará o trabalho”, alertou a OMS citado pela Lusa.

Para o director-geral da OMS, Tedros Adhanom, com a chegada das vacinas, “começamos a ver o fim da pandemia”, mas é preciso continuar a fazer outros esforços para combater este mal.

Porque a expectativa de ter vacinas em breve é maior e a situação se agrava em alguns países, especialistas apelam aos países a não relaxarem as medidas contra o novo Coronavírus.

Defesa reconhece que fragilidade nas fronteiras permitem entrada de armas para alimentar terrorismo

O ministro da Defesa Nacional entende que há fragilidades nas fronteiras nacionais, o que permite a entrada de armas ilegais usadas por terroristas em Cabo Delgado. Jaime Neto falava no domingo (06), na cimeira extraordinária da União Africana, e defendeu que questões sobre a paz merecem intervenção imediata.

Num contexto que a questão do terrorismo domina as atenções dos governos em África, e de Moçambique, em particular, Jaime Neto levou o tema para a cimeira virtual extraordinária da União Africana. Perante outros chefes de Estado e de Governo, o ministro moçambicano da Defesa falou da situação do nosso país.

“A porosidade das nossas fronteiras facilita o tráfico de armas ligeiras que são usadas por grupos criminosos, terroristas e extremistas para perpetrar actos de violência, causando destruição, morte e dor nas comunidades, impedindo as populações de se beneficiar dos dividendos da paz na forma de emprego, educação, saúde, segurança e uma subsistência condigna”, revelou o governante.

Durante a sua intervenção, o ministro da Defesa Nacional defendeu que questões sobre segurança merecem intervenção imediata, sob risco de culminar em tragédias.

Para justificar o seu posicionamento, o ministro recorreu a estatísticas do continente e de Moçambique. “O trabalho em prol da paz não pode ser adiado ou mesmo relegado para segundo plano. Apesar de melhorias na situação de estabilidade no continente, na última década, continuamos a registar várias formas de violência e conflitos armados. De acordo com estimativas divulgadas recentemente, entre 2013 e 2017, os conflitos armados terão provocado mais de 27 mil mortos e avultados danos materiais no continente. Só no meu país, desde 2017 registámos cerca de 1.100 óbitos associados à violência armada”, narrou Jaime Neto.

Porque o lema deste ano da União Africana tem a ver com a necessidade de silenciar as armas no continente africano, um dos 14 projectos-âncora da Agenda 2063 da Integração e Transformação Socioeconómica do continente, Jaime Neto falou dos esforços do Estado moçambicano para ver esse desiderato concretizado.

“A adopção deste tema para o lema do ano 2020, serviu para galvanizar o continente em torno desta questão. Como país estamos a equacionar a introdução de algumas medidas e iniciativas com vista a socializar o roteiro para o silenciar das armas, através da criação de uma unidade para o silenciar de armas; socialização da declaração de Joanesburgo – que prevê a prorrogação da implementação do roteiro da União Africana sobre as medidas práticas para silenciar as armas em África, por um período adicional de 10 anos – no âmbito da nossa presidência na SADC e incorporação deste lema no âmbito da nossa candidatura ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2023-2024. É chegada a altura de usar esta iniciativa para, de uma vez por todas, desmistificar a narrativa recorrente que associa o nosso continente à violência”, concluiu o ministro.

A cimeira extraordinária da União Africana durou aproximadamente seis horas e foi dirigida pelo Presidente da União Africana e da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Namorado da mãe de Neymar esfaqueado em restaurante no México

O modelo Tiago Ramos, namorado da mãe de Neymar, Nadine Gonçalves, foi esfaqueado num restaurante da cidade de Cancún, no México, numa viagem para visitar a namorada, avança a imprensa brasileira. 

O modelo surgiu nas redes sociais com lesões no rosto e com a boca inchada, afirmando que foi agredido por dois homens e um terceiro que o atingiu com uma faca nas costas. “Cheguei ao restaurante e pedi um prato de carne, não sei o que aconteceu, não fiz nada, mas não me deixaram ficar”, contou Tiago Ramos, na conta pessoal do Instagram.

Cidade chinesa inspeciona segurança laboral após morte de 23 mineiros

O município de Chongqing, no sudoeste da China, lançou hoje uma campanha contra violações das regras de segurança laboral nas minas locais, após a morte de 23 mineiros, na semana passada.

Tratou-se de um dos piores desastres recentes nas minas da China, que todos os anos regista dezenas de milhares de mortos em acidentes laborais.

A imprensa estatal informou que as autoridades locais foram convocadas para uma videoconferência no domingo, tendo-lhes sido ordenado que empreendam reformas profundas, após as mortes na mina de Diaoshuidong, que foram causadas pelo aumento letal dos níveis de monóxido de carbono.

Não há relatos de detenções, embora a polícia local esteja a investigar o acidente ocorrido na sexta-feira passada.

Os mineiros estavam a desmontar equipamentos na mina, que foi encerrada há dois meses, sem os sistemas de ventilação necessários para vazar o gás libertado pelas camadas de carvão.

A indústria de mineração de carvão da China já foi a mais letal do mundo, somando mais de 5.000 mortes por ano, devido a explosões, inundações ou vazamentos de gás.

Nos últimos anos, as condições de segurança melhoraram muito, depois de as autoridades aumentarem a supervisão e encerrarem operações menores e mais perigosas.

A reunião de domingo foi convocada pelo Gabinete de Segurança Laboral do Governo chinês, ressaltando a determinação de Pequim em evitar os desastres do passado.

Um outro caso de envenenamento por monóxido de carbono, em 27 de setembro passado, também em Chongqing, matou 16 mineiros.

Jesé já tem acordo para a rescisão de contracto

Jesé Rodríguez, avançado espanhol de 27 anos que na época passada representou o Sporting por empréstimo do Paris Saint-Germain, chegou a acordo para a rescisão de contrato com o clube francês.

Contratado ao Real Madrid no verão de 2016 por 25 milhões de euros, o jogador fez apenas 18 jogos pelo PSG (dois golos), tendo passado por empréstimos sucessivos, todos sem sucesso (Las Palmas, Stoke City, Bétis e Sporting).

Segundo noticia o jornal Marca, Jesé já passou as últimas duas semanas nas ilhas Canárias, de onde manteve conversações com os responsáveis do emblema francês para a rescisão de contrato, que terminava apenas no próximo verão. Fica agora livre para decidir o seu futuro.

Desmantelada rede de tráfico humano ligada à imigração para a Europa

A polícia italiana deteve no sábado 19 pessoas de uma rede criminosa dedicada ao tráfico e transporte ilegal de migrantes do Afeganistão, Irão, Iraque e Paquistão para a Itália e, posteriormente, para o norte da Europa, noticiou a agência AP.

A investigação, liderada por procuradores em Catania, Sicília, desmantelou uma rede criminosa que envolvia a utilização de veleiros alugados ou furtados que transportavam migrantes via Turquia e Grécia até Itália.

Uma vez em Itália, alguns dos migrantes viajavam para norte, até à fronteira de Itália com a França, onde depois operavam veículos de contrabandistas que os levavam até território francês, num esquema que tinha a sua logística montada nas cidades fronteiriças, indica um comunicado da polícia transalpina.

Os detidos incluem cidadãos curdos iraquianos, afegãos e italianos, adiantou a polícia. Uma das supostas bases da rede estava em Bari, no sul da Itália, onde documentos falsos foram emitidos indicando que os migrantes tinham moradia e um certificado de autorização de residência.

Outras bases da rede criminosa estavam sediadas em Milão e Turim, no norte da Itália, bem como na cidade de Ventimiglia, perto da fronteira com a França.

Outros suspeitos envolvidos no esquema falsificaram contratos de trabalho para que os migrantes pudessem solicitar permissão para residir na Itália, revelaram ainda as autoridades.

A investigação iniciou-se em 2018, desencadeada pela chegada de 10 embarcações perto da cidade de Siracusa, no leste da Sicília.

Os barcos partiam da Turquia e da Grécia no Mediterrâneo Oriental, e não da Líbia, de onde durante anos a maioria das centenas de milhares de migrantes partia para rumo a Itália em navios de traficantes que ofereciam pouca segurança no mar.

A investigação recolheu também provas de atividades de uma rede formada por italianos e cidadãos estrangeiros, a maioria deles com autorizações de residência concedidas por motivos de proteção internacional, informou a polícia italiana.

O ‘modus operandi’ visava facilitar a entrada, permanência e trânsito em direção ao norte da Europa de migrantes vindos do Irão, Iraque, Afeganistão e Paquistão.

Os “capitães” que eram contratados para levarem os migrantes de barco para a Sicília recebiam cerca de 800 euros por travessia, enquanto os migrantes pagavam, cada um, cerca de 6.000 para serem transportados ilegalmente da Ásia, via Turquia e Grécia, para a Itália, precisaram as autoridades transalpinas.

Esta rede criminosa, agora desmantelada pelas autoridades italianas, era um “elo essencial de conexão com grupos criminosos ativos na Turquia e na Grécia”, explicou ainda a polícia.

Papa Francisco doa 100 mil euros para apoiar deslocados em Moçambique

O donativo deverá servir para a construção de dois postos de saúde: em Chiúre, o distrito mais populoso de Cabo Delgado, e Montepuez, sudoeste da província moçambicana.

O Papa Francisco doou 100 mil euros para apoiar deslocados da violência em Cabo Delgado, norte de Moçambique, disse à Lusa o bispo de Pemba, Luiz Fernando Lisboa, verba que vai servir para erguer dois postos de saúde.

“Num gesto de caridade pastoral, o Papa Francisco ofereceu 100 mil euros para podermos aplicar no atendimento aos deslocados”, referiu o prelado, detalhando ser um gesto frequente do líder da igreja católica face a situações complicadas em todo o mundo.

Segundo Luiz Fernando Lisboa, após algumas conversas a nível local, concluiu-se que o donativo devia servir para construir “dois postos de saúde, um em Chiúre, o distrito mais populoso de Cabo Delgado, e outro em Montepuez”, sudoeste da província, longe dos ataques de rebeldes e um dos locais seguros que os deslocados em fuga tentam alcançar.

Após perderem tudo, sujeitos à fome e a longos dias de fuga no mato, os cuidados de saúde estão entre as principais necessidades das famílias que fogem da guerra – sendo metade crianças.

“Com certeza, como homenagem, vamos dar o nome de Papa Francisco” aos novos postos de saúde, referiu Luiz Fernando Lisboa, explicando que já há desenho e orçamento para brevemente começar a construção.

Dentro de dois a três meses as duas unidades deverão começar a atender deslocados.

O bispo de Pemba considera importante o apoio de figuras mobilizadoras como o Papa Francisco para que mais doações possam chegar a Cabo Delgado, onde persiste um défice de ajuda humanitária face à dimensão da crise.

“Se a guerra terminasse hoje, íamos precisar ainda de vários anos para reconstruir” o tecido social da província, destacou.

Francisco tem mostrado proximidade com o drama que se vive no norte de Moçambique “desde há muitos meses” e mais explicitamente “no dia de Páscoa, em que falou da crise humanitária”.

Depois de o Papa começar a falar de Cabo Delgado “houve uma maior abertura por parte de muitos grupos, organizações e inclusive de vários países. Acredito que a figura dele, muito emblemática, forte, tenha dado essa ajuda para tornar esta crise não apenas nossa, de Cabo Delgado, mas uma crise em que o mundo todo tem de ser responsável”, detalhou o bispo. “Todos somos irmãos, somos corresponsáveis uns pelos outros”, acrescentou.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) anunciou em novembro que teria de reduzir o apoio alimentar devido ao subfinanciamento da sua atividade.

Luiz Fernando Lisboa destaca esse alerta como um sinal da necessidade de “intensificar a campanha” de apoio a Cabo Delgado, “no sentido de se conseguirem mais apoios”.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.

Tiroteio perto de campus universitário na Geórgia

Homem disparou contra restaurante perto do ‘campus’ de Marieta, a cerca de 32 quilómetros a norte de Atlanta. Uma hora antes universidade deu alerta de homem armado no ‘campus’.Tiroteio em restaurante.

Um homem armado disparou contra um restaurante mexicano este domingo junto à Universidade do estado de Kennesaw, na Geórgia, levando a polícia a deter o suspeito, sem haver até agora registo de feridos.

De acordo com a agência noticiosa Associated Press, o homem disparou contra o restaurante El Ranchero, perto do ‘campus’ de Marieta, a cerca de 32 quilómetros a norte de Atlanta, e fugiu, disse a polícia local, em comunicado, sem divulgar informações sobre a existência de feridos.

Uma hora antes, a universidade tinha informado, através da sua conta na rede social Twitter, que um homem armado foi visto a circular no ‘campus’ universitário, pedindo aos alunos que se abrigassem no local.

O alerta foi levantado, depois de a universidade ter informado nas redes sociais que o suspeito tinha sido detido.

Moçambique e Tanzania retomam encontros de governadores

Os governadores das províncias Cabo Delgado e Niassa, em Moçambique, Mtwara, e Songueia, na Tanzânia, vão retomar encontros anuais de avaliação da situação sobre boa vizinhança e reforçar laços de cooperação nas áreas sociais, económicas e políticas, suspensas há cerca de cinco anos.

O anúncio neste sentido, foi feito pelo secretário de estado na província de Cabo Delgado, Armindo Ngunga, depois de ter recebido em audiência, na sexta-feira, o Alto-comissário da Tanzania, acreditado em Moçambique, Phaustine Kasike.

Falando aos jornalistas, Ngunga disse que as partes, comprometeram-se em tudo fazer para que, o mais rápido possível, sejam retomados as reuniões anuais dos governadores das províncias fronteiriças dos dois países, para, segundo explicou, consolidar os laços históricos e de irmandade que unem os respectivos povos, para além de estreitamento de cooperação nas áreas sociais, económicas, políticas e culturais.

Phaustine Kasike, indicado para cargo de Alto-comissário do seu país há cerca de seis meses, disse ter recebido orientações do seu governo, de restabelecer o mais rápido possível, os encontros periódicos acima mencionados.

A última reunião entre os governadores de Cabo Delgado, Niassa, em Moçambique, e Mtwara, Rovuma, na República Unida da Tanzania, teve lugar em Dezembro de 2016, na cidade de Pemba.

Catorze feridos num acidente de viação no ENZ

Catorze pessoas contraíram ferimentos, dois dos quais graves, na sequência de um acidente de viação ocorrido na manhã de hoje numa das ruas à volta do Estádio Nacional do Zimpeto(ENZ).

O sinistro envolveu dois autocarros de passageiros, com a matrícula AHW 076 MC de uma das cooperativas de transporte de Passageiros e outro de marca Toyota Hiace, com a chapa ABP 932 MP.

Segundo as os agentea que atenderam a ocorrência, o sinistro foi causado pelo autocarro da cooperativa que ao sajr do parque de viaturas do ENZ, cortou prioridade ao mini-bus. Os feridos foram recolhido por eqyipas de bombeiros do ENZ e houve o registo de danos avultados nas viaturas envolvidas.

Terceiro embate entre Akufo-Addo e John Mahama pela Presidência no Gana

Cerca de 17 milhões de eleitores no Gana preparam-se para votar pela terceira entre dois políticos que lutam pela liderança do país. Nesta segunda-feira, 7, Nana Akufo-Addo, do Novo Partido Patriótico (NPP), que procura um segundo mandato, e o seu antecessor John Mahama, do Congresso Nacional Democrático (NDC), medirão forças, mais uma vez, depois de terem feito o mesmo em 2012 e 2016.

Até agora, as pesquisas de intenção de voto apontam para uma ligeira vantagem de Akufo-Addo, no poder.

A nível do Parlamento, as sondagens indicam uma erosão na maioria do NPP.

Além de Akufo-Addo e Mahama, há mais11 candidatos, entre eles três mulheres.

Principal produtor mundial de ouro e apontado como exemplo de democracia na África Ocidental, o Gana regista um alto nível de desemprego, os cidadãos queixam-se da falta de infraestruturas e de estradas deficientes, e a deficiente educação e saúde são temas que concentram a atenção dos eleitores.

Apesar da riqueza do país, há grandes regiões que vivem em extrema pobreza, sem água potável ou electricidade, principalmente no norte.

Em 2019, um inquérito do Afrobarómetro indicava que 53% dos cidadãos acreditavam que o nível de corrupção aumentou no país, um facto negativo para Akufo-Addo, enquanto Mahama tem contra ele os escândalos de corrupção, que contribuíram para que não conseguisse um segundo mandato em 2016.

Nota interessante é que, pela primeira vez, uma mulher concorre ao cargo de vice-presidente, precisamente ao lado de Mahama, a antiga ministra da Educação, Jane Naana Opoku-Agyemang.

Refira-se que o país tem uma tradição democrática forte sem qualquer violência pós-eleitoral.

Austrália evacua maior ilha de areia do mundo devido a incêndio

As autoridades australianas instaram hoje os residentes de Happy Valley, em Fraser, a maior ilha de areia do mundo, a abandonar imediatamente o local, alertando que o incêndio que assola a região se tornou “demasiado perigoso” e “ameaça vidas”.

Em comunicado, os Serviços de Incêndios e Emergência de Queensland, no nordeste da Austrália, informaram que pouco antes do meio-dia, hora local (02:00 em Lisboa), as chamas se dirigiam para Happy Valley, uma das duas cidades desta ilha do nordeste da Austrália, que tem menos de 200 habitantes permanentes e foi declarada Património da Humanidade.

Com a ajuda de aviões-cisterna, os bombeiros tentaram criar uma área de contenção para mitigar o impacto do incêndio, que lavra na Ilha de Fraser desde meados de outubro, embora admitam que “muito em breve não conseguirão deter o avanço” das chamas.

Os bombeiros em Queensland também avisaram os residentes e visitantes do Kingfisher Bay Resort and Village para deixarem o local.

O incêndio, cujo foco principal se situa na parte leste de Fraser, já queimou mais de 82.000 hectares, uma área que representa mais de metade do território deste destino turístico popular pelas suas dunas de areia e riquezas naturais, incluindo dingos (cães selvagens).

Segundo os peritos, as alterações climáticas estão a agravar os incêndios na Austrália, principalmente no sul e leste do país, que no ano passado sofreu os piores incêndios em décadas, com 24 milhões de hectares queimados e 33 mortes.

Sinovac assegura investimento de 424 milhões para produzir vacina

A farmacêutica chinesa Sino Biopharmaceutical anunciou hoje que vai investir o equivalente a 424 milhões de euros no desenvolvimento e produção da vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo grupo chinês Sinovac, chamada CoronaVac.

Em comunicado, publicado no portal oficial da bolsa de Hong Kong, a Sino Biopharmaceutical revelou esperar que aquele montante financie o “desenvolvimento e a expansão das capacidades e da produção do CoronaVac“, uma das quatro vacinas chinesas contra o novo coronavírus no estágio mais avançado dos ensaios clínicos.

A firma está confiante de que os seus fundos vão servir para “expandir rapidamente a capacidade de produção da vacina contra a covid-19, para satisfazer a aquisição pela República Popular da China, assim como globalmente”.

O presidente executivo (CEO) da SinovacWeidong Yin, acrescentou que a “nova parceria estratégica permitirá melhorar a capacidade de vendas” das vacinas do grupo, “expandir os mercados na Ásia, desenvolver e ter acesso a novas tecnologias e, o mais importante, acelerar os esforços para ajudar a combater a pandemia“.

Segundo o comunicado da Sino Biopharmaceutical, o acordo de investimento foi celebrado no dia 04 de dezembro, entre subsidiárias das duas empresas, a Talent Forward Limited e a Sinovac Life Sciences.

A Sino Biopharm fica assim com 15,03% do capital da Sinovac Life Sciences.

Na sexta-feira, o cientista Wang Junzhi, vice-diretor da equipa de pesquisa e desenvolvimento de vacinas do Conselho de Estado, o Executivo chinês, anunciou que a China aprovará a comercialização de 600 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus ainda este ano.

A China está a desenvolver quatro das dez vacinas que passaram a última fase de testes clínicos.

Fosun, grupo chinês que em Portugal detém várias empresas, fez parceria com as farmacêuticas Pfizer e BioNTech para ser o distribuidor local da vacina desenvolvida por aquele consórcio.

Oposição inicia hoje consulta popular contra Presidente Nicolás Maduro

A oposição venezuelana, liderada pelo deputado Juan Guaidó, prevê iniciar hoje uma consulta popular de cinco dias contra as eleições legislativas de domingo e para prolongar o funcionamento do parlamento de maioria opositora.

A oposição espera ainda que a consulta, que se realiza de 07 a 11 de dezembro de forma virtual e no dia 12 de maneira presencial, sirva também para reafirmar o apoio nacional e internacional contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro.

A consulta virtual será realizada através da Voatz, uma aplicação de voto eleitoral auditável, que permitirá que cada venezuelano vote apenas uma vez. Também serão utilizadas a aplicação Telegram e uma página web criada propositadamente para este evento.

Como parte da verificação, cada cidadão deverá indicar o seu número do bilhete de identidade, nome, apelido e data de nascimento. Adicionalmente, têm de registar um número de telemóvel e digitalizar ou fotografar um documento de identidade ou passaporte.

A 12 de dezembro, dia da consulta presencial, a oposição venezuelana prevê ativar 7.000 mesas de voto em 3.000 lugares do país.

A consulta é uma resposta às eleições parlamentares de 06 de dezembro, que a oposição diz não passarem de “uma fraude eleitoral que pretende instalar o regime de Nicolás Maduro para assaltar o parlamento”, que desde as legislativas de 2015 passou a ter uma maioria da oposição.

Os venezuelanos devem responder se a oposição deve “exigir a cessação da usurpação da Presidência [da República] por Nicolás Maduro e convocar eleições presidenciais e parlamentares livres, justas e verificáveis”.

Também se “condenam” as eleições legislativas de domingo, solicitando “à comunidade internacional que não as reconheça”.

Outra questão a que devem responder é se “ordenam” avançar “com as gestões necessárias perante a comunidade internacional para ativar a cooperação, o acompanhamento e a assistência que permita resgatar a democracia [venezuelana], atender à crise humanitária e proteger o povo dos crimes que lesam a Humanidade”.

A oposição venezuelana, liderada por Juan Guaidó, não reconhece Nicolás Maduro como Presidente da Venezuela e denuncia alegadas irregularidades nas eleições presidenciais antecipadas de 2018, acusando o chefe de Estado de estar a “usurpar” o poder.

A Venezuela tem, desde janeiro, dois Parlamentos parcialmente reconhecidos, um de maioria opositora, liderado por Juan Guaidó, e um pró-regime do Presidente Nicolas Maduro, liderado por Luís Parra, que foi expulso do partido opositor Primeiro Justiça, mas que continua a afirmar que é da oposição.

Mais de 20,7 milhões de venezuelanos foram no domingo chamados às urnas para eleger os 277 deputados que vão compor a nova Assembleia Nacional.

O novo parlamento entrará em funções em 05 de janeiro de 2021, dois anos depois de o líder opositor Juan Guaidó se ter autoproclamado Presidente interino da Venezuela.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino do país até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e democráticas.

Mais 111 pessoas testam positivo da COVID-19 em Moçambique

Moçambique soma 16.244 casos positivos do novo Coronavírus, com anúncio de mais 111 novas infecções, no domingo.

Cento e dez dos novos pacientes são moçambicanos e um estrangeiro, de nacionalidade nigeriana, segundo um comunicado do Ministério da Saúde, enviado ao “O País”.

Dos 16.244 infectados registados desde Março, 15.937 são de transmissão local e 307 importados.

Com 64 novos casos, a cidade de Maputo continua o local com mais pessoas infectadas em Moçambique, com um total 8.491 pacientes, 102 mortes e 1.433 infecções activas.

Desde o início da pandemia no país, 645 doentes foram internados. Destes, 43 continuam sob cuidados médicos nos centros de isolamento para pessoas com COVID-19 e em algumas unidades sanitárias.

O Ministério da Saúde revelou também que mais 73 pessoas estão recuperadas da COVID-19, sendo 23 na província de Maputo, 21 em Gaza, 19 na Zambézia, cinco na província de Manica e igual número na capital do país.

O cumulativo de pessoas livres do novo Coronavírus subiu para 14.416, o equivalente a 88.6% de todos os infectados (16.244).

O país mantém 133 óbitos e 1.691 casos activos.

Pentágono decide retirar tropas americanas da Somália

a vez maiores à nossa segurança nacional durante este período”, disse Brown em comunicado, no qual sublinha que “esta acção coloca os nossos soldados em risco, torna o nosso país menos seguro e ameaça a estabilidade de nossos parceiros na África”.

O Governo da Somália manifestou sempre a sua preocupação quanto a uma eventual saída das tropas americanas.

“O apoio militar dos Estados Unidos à Somália permitiu-nos combater com eficácia o al-Shabab e proteger o Corno da África”, escreveu o Presidente somali Mohamed Abdullahi Mohamed, conhecido por Farmaajo, no Twitter em outubro, acrescentando que “uma vitória nesta jornada e para a parceria Somali-EUA só pode ser alcançada através de uma segurança contínua e apoio ao fortalecimento das capacidades”.

Há algumas semanas, o Presidente Trump anunciou a retirada de 2.500 militares do Afeganistão e um contingente idêntico no Iraque no dia 15 de janeiro, cinco dias antes de deixar o poder

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