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Quinta-feira, Julho 23, 2026
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Homem é preso após matar pastor dentro de igreja no Texas (EUA)

Um homem de 21 anos, ainda não identificado, foi preso pela polícia do Texas (EUA) após matar um pastor metodista a tiros dentro de uma igreja e ferir outra pessoa antes de tentar fugir. O crime aconteceu na manhã de domingo (3), perto da pequena cidade de Winona, a 170 quilômetros de Dallas.

Segundo as emissoras locais CBS19 e KLTV, o suspeito havia sido perseguido de carro por políciais na noite de sábado, depois de se envolver em um tiroteio. Após abandonar o veículo, ele conseguiu escapar a pé.

Encontrado pela manhã

A suspeita é que ele tenha se escondido no banheiro da igreja Metodista Starrville até de manhã. Foi onde o pastor o encontrou, junto com uma sacola com o dinheiro do templo, por volta das 9h30 deste domingo.

O pastor estava armado e tentou render o homem. De acordo com a polícia, foi nesse momento que ele se jogou sobre o pastor, tomou a arma dele e atirou. O suspeito também baleou outra pessoa antes de fugir em um carro que estava no estacionamento da igreja. Ele foi preso em uma cidade próxima, depois de trocar tiros com policiais.

Uma terceira pessoa foi encontrada ferida na igreja, mas com ferimento de queda, possivelmente tentando fugir do suspeito, e não corre risco de morrer. Não há informações sobre o estado de saúde da pessoa que foi baleada.

Reino Unido: Primeiro dia pós-Brexit

Quase 50 anos depois, o Reino Unido inicia este 2021 fora da União Europeia. Em Dover, um dos principais portos de Inglaterra, os motoristas de transportes de longo curso iniciam uma nova rotina com mais burocracia, para atravessarem o Canal da Mancha, rumo à Europa continental.

Ao chegarem ao porto francês de Calais, mais burocracia. As autoridades francesas insistiram que o “Brexit” não resultaria num estrangulamento na fronteira, no entanto, o diretor das Alfândegas da região de Calais, Jean-Michel Thillier, afirmou que as ferramentas e os sistemas criados funcionaram, esta sexta-feira, um dia de pouco tráfego. Por isso, esperam agora pela verdadeira prova de fogo que deve ocorrer nos próximos dias.

Cerca de 70 por cento do comércio entre a Grã-Bretanha e a União Europeia é feito através dos portos franceses de Calais e Dunquerque. Em média, todos os dias, passam por aqui 60.000 passageiros e 12.000 camiões.

Em Londres, alguns jornais receberam com positivismo o primeiro dia fora do bloco.

Nas ruas, um britânico defendeu “que as pessoas queriam sair” e acredita que não se sentirão grandes diferenças no país e que os britânicos serão bons amigos dos “vizinhos do outro lado do mar.”

Outra londrina mostra-se menos otimista e defende que “será um pouco difícil durante algum tempo, talvez alguns anos, mas o Reino Unido acabará por ganhar e vão sair-se muito bem porque é um grande país e tem uma sensação maravilhosa e uma natureza maravilhosa. ”

A partir de agora, deixa de haver livre circulação de pessoas e bens entre o Reino Unido e a União Europeia. Doravante, as estadias superiores a 90 dias vão necessitar de visto, quer seja para viver, trabalhar ou estudar.

Política norte-americana terá um início de 2021 agitado

A primeira semana de 2021 será agitada para a política dos EUA, com um evento que pode determinar como será conduzido o governo do presidente eleito Joe Biden e outro que deveria ser apenas uma formalidade, mas vai ser transformado em mais um campo de batalha na luta de Donald Trump para se apegar ao cargo, mesmo após sua derrota na eleição presidencial.

Na terça-feira (5), acontece o segundo turno da eleição para as duas cadeiras do Estado da Geórgia no Senado norte-americano. Os democratas Jon Ossoff e Raphael Warnock precisam vencer os atuais senadores republicanos David Perdue e Kelly Loeffler, para que o partido consiga o controle da casa.

No dia seguinte, após a posse dos congressistas eleitos em 3 de novembro de 2020, uma sessão parlamentar será realizada para confirmar os votos do Colégio Eleitoral, algo que é corriqueiro em todas as eleições. Segundo a imprensa norte-americana, um grupo de republicanos deve se opôr e forçar uma votação dentro do parlamento para contestar o resultado. A estratégia, no entanto, dificilmente poderia alterar a vitória de Biden.

Decisão na Geórgia

Mais de 3 milhões de pessoas já depositaram seus votos de maneira antecipada na eleição especial para o Senado na Geórgia. Isso equivale a 38,8% dos eleitores registrados e pode ser decisivo na eleição.

Se os democratas Ossoff e Warnock conseguirem a vitória, o partido terá 50 senadores, o mesmo número dos republicanos. Com isso, qualquer votação em que haja um empate receberia o voto de Minerva da vice-presidente eleita Kamala Harris, que também será a presidente do Senado.

Como os democratas já têm maioria na Câmara de Representantes, o governo Biden teria um caminho muito mais aberto para decidir e aprovar suas políticas. Caso os republicanos ganhem uma das vagas da Geórgia, terão a maior bancada e poderão travar diversos projetos nos próximos quatro anos.

Sessão decisiva no Congresso

A cada nova legislatura, o Congresso norte-americano recebe em uma sessão conunta os votos do Colégio Eleitoral, que neste ano foram preenchidos em 14 de dezembro e apontaram a vitória de Joe Biden sobre Donald Trump, por 306 delegados contra 232 de Trump. Esses votos são lidos e, em uma eleição normal, confirmados apenas por formalidade exigida pela Constituição.

Em 2021, no entanto, um grupo de republicanos deve interferir nesse processo. Segundo parlamentares que não quiseram se identificar, mais de 140 republicanos da Câmara devem levantar uma objeção e pedir uma “revisão” dos votos dados em Estados decisivos como Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, apoiados em boatos de fraude que até o momento não foram comprovados por nenhuma instâmcia da Justiça.

Últimas tentativas

No sábado (2), um grupo de 11 senadores republicanos também afirmou que irá apoiar a iniciativa em nome de Trump. Por lei, se um representante na Câmara e um no Senado levantarem objeções, cada uma das casas do Congresso se reúne em seus plenários durante duas horas para ouvir as argumentações. Depois, é feita uma votação para confirmar os resultados do Colégio ou não.

Mesmo que isso aconteça, a chance da eleição ser modificada é mínima. Os democratas têm uma maioria confortável na Câmara e, no Senado, os principais líderes republicanos já se manifestaram publicamente ou nos bastidores, contra a objeção. Seria necessária uma vitória em ambas as casas para manter Trump no cargo.

As dezenas de tentativas republicanas na Justiça para alterar o resultado deram errado, o que diminui ainda mais a possibilidade de uma virada de mesa. Mesmo assim, os aliados do atual presidente devem tentar de tudo para pelo menos adiar a posse de Biden, marcada para o próximo dia 20. Até o momento, Trump se recusa a reconhecer sua derrota.

CAN da Mauritânia: “Mambinhas” iniciam hoje preparação

A Selecção Nacional de futebol de sub-20 inicia em Maputo, a preparação para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2021) que terá lugar de 14 de Fevereiro a 4 de Março, na Mauritânia.

Numa primeira fase, os trabalhos dos “Mambinhas” terão lugar no campo da Académica, sendo que nas próximas semanas estão previstas viagens para Songo e Nampula, onde a equipa irá fazer alguns jogos de controlo antes de partir para Mauritânia.

Entretanto, o seleccionador nacional, Dário Monteiro, já anunciou a lista dos pré-convocados. Ao todo, são 35 os atletas chamados para esta empreitada, sendo que apenas 23 é que devem constar da convocatória final.

À semelhança do grupo que conquistou o COSAFA e se qualificou para o CAN, a pré-convocatória, é dominada pelos atletas da Black Bulls (13), seguido do Costa do Sol (quatro).

Em termos de novidades, o destaque vai para as convocatórias de Sheizel Ismael que actua no Desportivo de Caparica, Gianluca Lorenzoni, do Varzim, Geny Catamo e Raimundo Duarte, ambos do Sporting, todos de Portugal. No Valência de Espanha, Dário Monteiro, chamou Djuwa Manave. Deste lote, apenas Geny é que já jogou pelos “Mambinhas”, sendo, aliás, o capitão da equipa.ícias/LANCEMZ)

Médico italiano vacinado contra a Covid há seis dias testa positivo

Um médico do hospital Umberto I, em Siracusa, que foi vacinado contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 há seis dias, foi diagnosticado com a Covid-19, informaram as autoridades sanitárias da Sicília no domingo.

O profissional de saúde, cuja identidade não foi revelada, está entre os primeiros a serem imunizados no país com a vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer em parceria com o laboratório alemão BioNTech.

Segundo as autoridades sanitárias locais, o médico foi hospitalizado neste sábado (2) e está sendo acompanhado, mas não apresenta sintomas. A hipótese é de que a contaminação não esteja correlacionada com a eficácia da vacina, porque a suspeita é de que o vírus já estava incubado antes da imunização.

O presidente do Conselho Superior de Saúde da Itália, Franco Locatelli, explicou que a proteção imunológica contra a infecção pelo vírus Sars-CoV-2 “só está completa após a administração da segunda dose da vacina anti-Covid-19”.

“Em artigos científicos é claramente relatado que mesmo em estudos clínicos as pessoas foram infectadas após a primeira dose, precisamente porque a resposta imunológica ainda não é completamente protetora. E só se torna assim após a segunda dose. Esse é um dos motivos para não abandonarmos o comportamento responsável após a vacinação”, alertou.

City lamenta comportamento de Mendy e vê aumentar o número de infetados

O Manchester City lamentou no domingo (03), o comportamento do futebolista Benjamin Mendy, por organizar uma festa de Ano Novo em sua casa, infringindo o protocolo sanitário existente, de prevenção ao novo coronavírus.

Mendy não seguiu as regras impostas, num momento em que o Manchester City informou também que mais um jogador, Eric Garcia, testou positivo, elevando para seis os casos no plantel às ordens de Pep Guardiola.

O defesa dos citizens terá convidado um chef, juntamente com mais duas pessoas, amigas da sua companheira, para festejarem na sua casa a passagem de ano, de acordo com informações avançadas pelo jornal The Sun.

Devido à pandemia do novo coronavírus, a situação não é permitida no norte de Inglaterra, onde é proibido que pessoas de diferentes famílias se misturem em ambientes fechados.

UE: Não vacinar os líderes em primeiro lugar foi “a opção correta”

O primeiro-ministro, António Costa, considera que foi correta a opção tomada pela ‘task force’ técnica de não começar a vacinação pelos primeiros-ministros ou presidentes, como aconteceu em outros países.

António Costa defende igualmente os critérios estabelecidos pela ‘task force’ técnica, que definem os momentos da vacinação de cada um, por razões de doença, idade, ou funções exercidas, tendo também em conta as quantidades que vão sendo disponibilizadas.

“Noutros países, houve a ideia de que deviam começar pelos primeiros-ministros ou pelos presidentes para darem o exemplo, mas desse ponto de vista a opção que fizemos foi a correta”, diz o primeiro-ministro, numa entrevista à Lusa sobre a presidência da União Europeia que Portugal assume neste primeiro semestre do ano.

Ao contrário do que acontece em outros Estados, há em Portugal um plano nacional de vacinação permanente e um historial neste capítulo, que faz com que, “mesmo não sendo as vacinas obrigatórias”, os portugueses não tenham “uma resistência à ideia da vacinação”, nota António Costa.

“Nós sabíamos que [o primeiro lote] tinha 9.750 doses, [como poderíamos] querer pôr como primeira prioridade um universo de 150 mil pessoas, que são os utentes e funcionários dos lares? Como é que se fazia a seleção? Moeda ao ar?”, indaga o primeiro-ministro.

Assim, refere, “as 9.750 doses aplicadas aos profissionais considerados prioritários nos hospitais de primeira linha é um critério compreensível, que responde a uma necessidade efetiva e que é possível realizar, como foi”. “Pela minha parte, quando chegar a minha vez, serei vacinado”, acrescenta.

O primeiro-ministro também considera que o facto de terem sido os profissionais de saúde os primeiros a ser vacinados “transmite a todos uma enorme confiança”, para além de que há “uma razão óbvia”, a de que tinha de se começar “por proteger quem nos pode proteger”.

“Há uma coisa que eu tenho a certeza: se eu tiver covid, quero, quando chegar ao hospital, ter médicos que estejam de boa saúde para me poderem tratar, e não chegar a um hospital onde todos os médicos estão contaminados, portanto, acho que se seguiu o caminho certo”, sustenta.

Relativamente à sua recente experiência de 14 dias de isolamento profilático, que cumpriu em S. Bento, e da qual saiu no passado dia 30 de dezembro, António Costa diz que a assumiu como uma “responsabilidade social”.

“[O isolamento] teve a ver com aquilo que é uma responsabilidade social, que partilho, ou partilhei, durante 14 dias com 70 mil outros portugueses que estão também confinados, não por estarem com covid, mas por terem tido um contacto de risco e que estão privados de poderem ter outros contactos de forma a travar as cadeias de contágio”, declara.

E conclui: “quanto ao Natal, foi uma experiência única, de uma noite solitária, mas felizmente a tecnologia hoje permite-nos vencer essa solidão e acabei por estar ligado em Zoom pelas quatro casas em que se dividiu a minha família este ano”.

Procuradoria investiga agente acusado de união com menor

A Procuradoria Provincial da Zambézia, pediu a suspensão de um comandante distrital da polícia por alegada união prematura com uma menor de 16 anos, considerando que o caso está ser investigado.

“É importante dizer que é um processo-crime que está a correr contra o suspeito e já foram ouvidas algumas pessoas envolvidas na alegada união prematura. Confirmada a união prematura, serão tomadas medidas severas”, disse o Procurador chefe provincial da Zambézia, Fred Jamal, em conferência de imprensa  em Quelimane, a capital provincial.

Em causa está uma denúncia de organizações da sociedade civil de um caso de uma união prematura entre o comandante da PRM no distrito de Morrumbala (Zambézia) e uma menor de 16 anos, cuja cerimónia terá sido acompanhada por “alguns funcionários seniores do Estado daquele distrito”.

Segundo Fred Jamal, uma equipa, composta por magistrados do Ministério Público e agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal, deslocou-se ao distrito de Morrumbala para investigar o caso, tendo já ouvido algumas testemunhas.

“Nós, como MP, não pactuamos com situações destas. Queremos assegurar que tudo faremos para esclarecer essa situação”, frisou, segundo a Lusa

O caso foi denunciado por um comité comunitário de protecção da criança do distrito de Morrumbala, através de uma carta submetida, em 09 deste mês, à Procuradoria-Geral da República, ao gabinete provincial de Atendimento à Família e Menor Vítimas de Violência e à Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

Moçambique continua a registar uma das taxas mais elevadas de prevalência de uniões prematuras, com cerca de 48% das raparigas a casarem-se antes de atingir os 18 anos.

Os casamentos são geralmente negociados pelas famílias e usados como estratégia para escapar à pobreza.

Em Outubro 2020 foi promulgada a Lei de Prevenção e Combate às Uniões Prematuras, envolvendo pessoas com menos de 18 anos de idade, punindo com pena até 12 anos e multa até dois anos o adulto que se casar com uma criança.

O diploma sanciona ainda com pena até dois anos o adulto que ficar noivo de menor de 18 anos.

A pena é igualmente extensível a adultos que participarem nos preparativos do noivado e a qualquer adulto que aceitar viver numa união arranjada por outras pessoas, quando tenha conhecimento de que o parceiro tem menos de 18 anos.

As sanções estão igualmente previstas para funcionários públicos, líderes religiosos e líderes tradicionais que celebrarem casamentos envolvendo menores de 18 anos, caso em que o servidor público será condenado a pena até oito anos de cadeia.

França contabiliza 61 focos de contaminação de gripe das aves

A França contabilizou a existência de 61 focos de contaminação de gripe das aves desde sexta-feira, 01 de janeiro, revelou hoje o Ministério da Agricultura
Em comunicado, o ministério explica que a maioria desses surtos se localiza na região de Landes, a sudoeste e tradicionalmente ligada à produção de ‘foie gras’, uma iguaria típica francesa, feita com fígado de pato e ganso.

O último balanço, de terça-feira, 29 de dezembro, dava conta da existência de 21 casos de contaminação pela gripe das aves em todo o país, mas esse número subiu hoje para 61 focos.

O governo francês decidiu ainda alargar o perímetro territorial que permite às autoridades locais procederem ao abate de animais, incluindo os que são saudáveis, para prevenir a propagação da doença, embora a medida seja criticada pelos sindicatos dos produtores por considerarem ineficaz do ponto de vista sanitário e “moralmente inaceitável”.

Os primeiros surtos de gripe das aves em França foram registados em novembro na Córsega e na região de Paris.

Segundo as autoridades francesas, tinha sido detetada “a presença do vírus H5N8, idêntico ao detetado em Haute-Corse, que não é transmissível aos seres humanos”.

A doença não é considerada perigosa para os seres humanos e o consumo de aves de capoeira e ovos não é desaconselhado.

Na sequência de surtos na Rússia e no Cazaquistão, este verão, a epizootia, que não é perigosa para os seres humanos, espalhou-se recentemente pela Europa Ocidental, onde os níveis de alerta aumentaram.

Os Países Baixos, Irlanda, Reino Unido, Dinamarca e Bélgica foram particularmente afetados pelo vírus, disseminado por aves migratórias.

Maduro denuncia bloqueio de recursos para comprar vacinas

O presidente da Venezuela denunciou um bloqueio em vários países de recursos em que o governo pretendia usar para adquirir vacinas contra a covid-19, responsável por mais de um milhar de mortes no país.

“Os recursos para comprar a vacina estão congelados e roubados por Inglaterra, Portugal, Espanha e Estados Unidos”, disse Nicolás Maduro, durante um balanço semanal sobre a luta contra a covid-19 na Venezuela.

Portugal, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido integram o grupo de meia centena de países que não reconhecem a legitimidade de Maduro como presidente venezuelano, por questionarem os resultados das eleições de maio de 2018, nas quais o líder socialista foi reeleito.

“Reclamámos para que nos entreguem o dinheiro para comprar a vacina, através da Organização Mundial de Saúde, e negaram. Por isso, faço esta denúncia”, acrescentou, sem referir o montante dos recursos bloqueados, nem o número de doses que a Venezuela pretende comprar.

No entanto, Maduro reiterou que o governo venezuelano vai dispor, no primeiro trimestre do ano, de dez milhões de doses da vacina Sputnik V, na sequência da assinatura de um contrato com a Rússia no início da passada semana.

“A vacina russa não está bloqueada, conseguimos usar recursos e pagar com facilidades dadas pela Rússia, isso é ser um verdadeiro amigo da Venezuela”, disse.

De acordo com o responsável, as doses da vacina russa vão servir para imunizar o mesmo número de venezuelanos. Em dezembro, Maduro indicou que o plano de vacinação devia começar em abril próximo.

Também no domingo, a oposição venezuelana, liderada por Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 Governos, comprometeu-se a tentar adquirir vacinas contra a covid-19 através da plataforma COVAX, que integra 190 países.

Senadores republicanos recusam certificar votos que deram vitória a Biden

É considerada uma mera formalidade, mas pode fazer com que a novela das eleições presidenciais norte-americanas se arraste. A Câmara dos Representantes e o Senado reúnem-se na próxima quarta-feira para certificar os votos do Colégio Eleitoral.

A cerimónia no Senado, presidida pelo vice-Presidente, serve para validar os votos dos delegados e é tradicionalmente um mero procedimento sem qualquer influência direta, mas em tempos de crise democrática nos EUA tudo pode acontecer.

Até mesmo um grupo de 11 senadores republicanos ter anunciado este sábado que não irá certificar os votos provenientes de Estados em que os resultados foram contestados por Trump.

O primeiro a manifestar publicamente essa decisão foi Josh Hawley, mas a ele logo se juntaram outros dez senadores fiéis a Trump, liderados pelo influente Ted Cruz. “O Congresso deve nomear imediatamente uma comissão eleitoral, com autoridade total para investigar” presumíveis “fraudes eleitorais”, defendem.

De acordo com os mesmos, essa comissão que entendem que deve ser criada “fará uma auditoria de emergência de 10 dias sobre os resultados nos estados” em que a luta eleitoral foi mais apertada e nos quais Trump não aceitou nem reconhece a derrota.

Caso essa auditoria não aconteça, os senadores republicanos garantem: “votaremos a 6 de janeiro para rejeitar os eleitores desses estados disputados”.

Ainda assim, o grupo de senadores insurgentes reconhece em comunicado: “Não somos ingénuos. Sabemos que a maioria – se não todos os democratas e talvez alguns republicanos – votarão de outra forma”.

O Colégio Eleitoral deu a vitória a Joe Biden, com 306 votos, contra os 232 de Donald Trump.

Ataques terroristas simultâneos deixaram 100 mortos no Níger

Cerca de 100 pessoas morream em dois ataques terroristas em duas aldeias vizinhas no Níger no sábado, 2, revelou o presidente da Câmara Municipal de Tondikiwindi, Almou Hassane, neste domingo.

“Em Tchoma Bangou houve cerca de 70 mortos e em Zaroumadareye 30 vítimas mortais”, disse à AP o autarca em cujo município estão as duas aldeias.

O ataque foi feito com dezenas de motos e deixou pelo menos 25 feridos.

Apesar da actividade terroista permanente no Níger, os ataques aconteceram no dia em que foi confirmada a vitória parcial do candidato do partido no poder, o antigo ministro do Interior Mohamed Bazoum, na primeira volta das eleições presidenciais de 27 dezembro.

Na campanha eleitoral, Bazoum prometeu reforçar o combate aos grupos terroristas na região.

Resultados provisórios indicaram que Mohamed Bazoum obteve 39,3% dos votos, muito aquém dos 50% necessários para vencer à primeira volta, enquanto o antigo Presidente Mahamane Ousmane obteve 17 por cento.

A segunda volta acontece a 21 de fevereiro.

O Presidente cessante, Mahamadou Issoufou, vai deixar o poder após dois mandatos de cinco anos cada, protagonizando assim a primeira transferência de poderes entre presidentes democraticamente eleitos no país

Líderes do Senado e da Câmara do Representantes nos Estados Unidos têm casas vandalizadas

As casas do líder da maioria republicana no Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, e da presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, foram vandalizadas no sábado, 2, num aparente sinal de protesto pela não aprovação da ajuda financeira de dois mil dólares pelo Congresso.

Na porta principal e na janela da casa de McConnel em Lousville, no Estado de Kentucky, foram escritas as frases “Onde está meu dinheiro” e “Mitch mata os pobres”, em referência ao facto de o líder republicano e seus aliados no Senado terem votado contra a proposta apresentada pela Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, e com o apoio do Presidente Donald Trump.

Em São Francisco, apesar de ter votado a favor da ajuda, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, encontrou em frente da sua casa uma cabeça de porco e sangue falso, com a inscrição $2K, em referência a dois mil dólares.

Também foram escritas as frases “Cancelem as rendas” e “Queremos tudo”.

A polícia local está a tentar encontrar os autores dos incidentes.

Numa reação, o senador Mitch McConnell classificou o acto como “birra radical” e disse que “o vandalismo e a política do medo não têm lugar na nossa sociedade”.

Houve protestos ontem, 2, em frente à casa de McConnel.

O plano de ajuda financeira de 900 mil milhões de dólares foi aprovado pelo Congresso e assinado pelo Presidente Trump que, no entanto, classificou de “vergonha” o valor de 600 dólares destinado aos americanos que ganham até 75 mil dólares anuais e pediu um aumento para dois mil dólares.

Na Câmara dos Representantes, os democratas, com apoio de vários republicanos, aprovaram uma nova ajuda de dois mil dólares, mas o Senado, controlado por republicanos, chumbou a proposta.

Covid-19: Pandemia causou até 1.835.824 mortos em todo o mundo

A pandemia de covid-19 fez pelo menos 1.835.824 mortos, desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) detetou a doença na China em dezembro de 2019, segundo o balanço elaborado hoje pela agência France-Presse.

A partir de dados oficiais, a AFP indica que foram diagnosticados oficialmente 84.508.990 casos de infecção a nível global e que 54.001.300 doentes foram considerados curados.

O balanço é feito com base nos dados comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias de casa país, excluindo as revisões posteriores das entidades responsáveis pelas estatísticas em países como a Rússia, Espanha e Reino Unido.

O número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total de infeções, sendo que uma parte dos casos é menos importante ou refere-se a situações assintomáticas. Há ainda a acrescentar o aumento generalizado da realização de testes, desde o começo da pandemia.

Nas últimas 24 horas, foram registados 8.133 óbitos e 578.676 novos casos de infeção, sendo de salientar que os países mais afetados neste período foram os Estados Unidos, com 2.378 mortes, a Rússia (504) e o Reino Unido (445).

A universidade norte-americana Johns Hopkins indica que os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em número de óbitos (350.214) como de infeções (20.430.088 casos) desde o começo da pandemia.

O Brasil regista 195.725 mortes e 7.716.405 casos, a Índia 149.435 mortes e 10.323.965 casos, o México 126.851 mortes e 1.443.544 casos, e a Itália com 74.985 mortes e 2.141.201 casos.

Na proporção por número de habitantes, a Bélgica é o país mais atingido pelo novo coronavírus, com 169 mortes por 100.000 habitantes, seguindo-se a Eslovénia (133), a Bósnia (125), Itália (124) e Macedónia do Norte (121).

A Europa totaliza 580.492 mortes e 26.933.136 casos diagnosticados, enquanto a América Latina e Caraíbas contabiliza 510.720 óbitos e 15.698.098 casos, os Estados Unidos e Canadá 365.914 mortos e 21.016.142 casos.

A Ásia regista 220.651 mortes e 13.987.687 casos, o Médico Oriente 90.456 mortes e 4.032.456 casos, África com 66.646 mortes e 2.810.356 casos, e a Oceania 945 óbitos e 31.122 casos.

Este balanço é realizado a partir de dados recolhidos pelos correspondentes da France-Presse junto de entidades competentes e em informações da OMS.

Devido às correções comunicadas e pela publicação tardia de alguns valores, o aumento dos números globais, durante as últimas 24 horas, pode não corresponder exatamente aos valores que foram noticiados anteriormente.

Londres decide hoje se extradita fundador do Wikileaks para EUA

A justiça britânica deve anunciar hoje a decisão sobre o pedido de extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assange, reclamado pelos Estados Unidos para o julgar pela divulgação de milhares de documentos confidenciais.

A justiça norte-americana acusa o australiano de 49 anos de espionagem, podendo condená-lo a 175 anos de prisão por ter divulgado, desde 2010, mais de 700 mil documentos confidenciais sobre atividades militares e diplomáticas norte-americanas, principalmente no Iraque e no Afeganistão.

Os Estados Unidos acusam o fundador do WikiLeaks de ter colocado em perigo fontes dos serviços norte-americanos, o que Assange contesta.

Julian Assange foi preso em Londres em abril de 2019, depois de sete anos a viver na embaixada equatoriana, onde se refugiou após violar as condições da sua liberdade condicional por receio de ser extraditado para os Estados Unidos.

O relator das Nações sobre temas relacionados com tortura, Niels Melzer, enviou na terça-feira passada uma carta aberta ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo-lhe para perdoar o fundador do Wikileaks e defendendo que Julian Assange não é um “inimigo do povo norte-americano”.

Segundo o relator da ONU, Julian Assange não pirateou nem roubou nenhuma das informações que publicou, tendo-as obtido “de fontes e documentos genuínos, da mesma forma que qualquer outro jornalista de investigação sério e independente” faria.

“Processar Assange por publicar informações verdadeiras sobre condutas oficiais graves, seja na América ou noutro país, constitui aquilo que se chama ‘matar o mensageiro’”, afirmou.

“Ao perdoar Assange, o Presidente envia uma mensagem clara de justiça, verdade e humanidade ao povo norte-americano e ao mundo, reabilitando um homem valente que sofreu injustiças, perseguições e humilhações durante mais de uma década, só por dizer a verdade”, alegou.

Enquanto aguarda a decisão britânica, o fundador do Wikileaks está detido na prisão de alta segurança de Belmarsh, em Londres, tendo as condições em que vive sido denunciadas por Niels Melzer.

Na carta aberta a Trump, o relator da ONU explica também que o australiano “sofre de um problema respiratório comprovado, que o torna extremamente vulnerável à pandemia da covid-19, que recentemente eclodiu na prisão”.

Também o Governo alemão assumiu estar preocupado com o processo de extradição devido ao “estado de saúde física e mental” de Julian Assange.

“Os direitos humanos e os aspetos humanitários de uma possível extradição não devem ser negligenciados”, escreveu o comissário alemão para os Direitos Humanos e Ajuda Humanitária, Bärbel Kofler, num comunicado divulgado na quarta-feira passada, sublinhando que o Reino Unido está “vinculado pela Convenção Europeia dos Direitos Humanos”.

Dois conflitos armados marcaram Moçambique em 2020

O centro e norte de Moçambique conheceram momentos de turbulência de dimensões diferentes, mas todos contra alvos civis. Nas províncias centrais de Manica e Sofala, a autoproclamada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo reivindicou ataques, na principal estrada do país, contra viaturas de transporte de passageiros e carga.

Nhongo, general da Renamo, é publicamente contra a nova liderança do ex-movimento rebelde, hoje partido politico.

O general, que recusou participar no processo de desmobilização e reintegração dos membros da ala armada da Renamo, exige a substituição de Ossufo Momade, que sucedeu a Afonso Dhlakama. Recusou ofertas de negociações com a Renamo.

No ultimo mês do ano, há indicações de que Nhongo está disposto a negociar com o Governo, mas não está claro e analistas dizem que tal processo deve ter a participação de mais vozes da sociedade moçambicana.

Na província de Cabo Delgado, com reservas estratégicas de gás natural, a insurgência agudizou. Várias centenas de pessoas foram mortas, muitas por decapitação. O número de deslocados ultrapassa meio milhão.

A ocupação do importante distrito da Mocímboa da Praia e do seu porto terá sido uma chamada de atenção para as autoridades de Maputo deixarem de publicamente menosprezar a acção dos insurgentes. Admitiram, pela primeira vez, que o grupo tinha ligações com o Estado Islâmico, e era necessária ajuda internacional para combater.

Na província de Cabo Delgado, com reservas estratégicas de gás natural, a insurgência agudizou. Várias centenas de pessoas foram mortas, muitas por decapitação. O número de deslocados ultrapassa meio milhão.

A ocupação do importante distrito da Mocímboa da Praia e do seu porto terá sido uma chamada de atenção para as autoridades de Maputo deixarem de publicamente menosprezar a acção dos insurgentes. Admitiram, pela primeira vez, que o grupo tinha ligações com o Estado Islâmico, e era necessária ajuda internacional para combater.

O Eurodeputado português Paulo Rangel, que tem a ajuda a Moçambique, disse que o país demorou a elaborar uma resposta, e agora é preciso garantir a protecção dos trabalhadores humanitários que assistem os mais de 500 mil deslocados.

Falta de clareza

No entanto, os termos da necessidade de ajuda permanencem pouco claros, dizem várias analistas, que questionam o posicionamento do governo de Nyusi na resposta à insurgência.

Uma das últimas críticas surgiu quando Nyusi disse, em dezembro, que as autoridades tinham desde 2012 conhecimento da instabilidade em Cabo Delgado.

A afirmação do presidente Nyusi revela que “o Estado falhou na sua missão de defender as pessoas”, disse Borges Nhamire, investigador do Centro de Integridade Pública.

Na lua contra os insurgentes, as autoridades moçambicanas recorrem à empresas militares privadas, entre russos e sul-africanos. O processo de contrataçao dessas empresas não é, na opinião de analistas, transparente, num país com histórico de corrupção.

Soluções

Muitos estudos apontam para a pobreza e desenvolvimente desigual como factores que contribuiram para a a radicalização de jovens em Cabo Delgado.

Com base nisso, há vozes que sugerem que a eliminação do grupo insurgente por via armada por si só não poderá durar se não for acompanhado por políticas que promovem a inclusão ou o convivio entre religiões.

“Envolver as pessoas nos processos de decisão sobre a forma como os fundos dos recursos naturais devem ser gastos” pode ajudar a evitar conflitos, disse a investigadora portuguesa Inês Vilela, uma das autoras do estudo “O acesso a informação pode prevenir conflito armado, quebrando a maldição dos recursos naturais tão comum em África’, do Centro de Investigação para a Economia do Desenvolvimento da Nova School of Business and Economics.

Guerra em Cabo Delgado vai agravar situação de fome, avisa ONG internacional

A situação de guerra na província moçambicana de Cabo Delgado deverá aumentar até Maio deste ano o número de deslocados internos e colocar a zona numa situação de crise alimentar, disse a Rede de Sistemas de Aviso de Fome (FEWS NET na sigla inglesa).

A organização disse por outro lado que a situação de seca nas zonas do Sul e centro de Moçambique constitui também uma crise alimentar mas acrescentou que “é de esperar que ajuda alimentar humanitária sirva para mitigar as consequências mais graves”

A organização disse que em Novembro o Programa Alimentar Mundial forneceu ajuda alimentar a mais de 630.000 pessoas através de Moçambique o que, segundo disse, é apenas 29% das suas estimativas de necessitados.

O conflicto em Cabo Delgado “está a forçar milhares de pessoas a fugirem e a perderem acesso a fontes típicas de alimentação e rendimento”, diz o relatório que acrescenta que as estimativas são que no minimo 355.000 pessoas e possivelmente mais de 560.000 estão agora deslocadas sem poderem dedicar –se à agricultura ou actividades de rendimento.

“Uma colheita mais fraca em Abril/Maio de 2021 vai aumentar a dependência em ajuda alimentar humanitária”, avisou esta organização.

França deverá anunciar redução de presença militar no Sahel em fevereiro

A França vai “muito provavelmente” reduzir os efetivos da sua força anti-‘jihadista’ Barkhane na região do Sahel, uma vez que já conseguiu “sucessos militares significativos” em 2020, afirmou a ministra francesa das Forças Armadas, Florence Parly.

“Teremos, muito provavelmente, de ajustar este dispositivo: um reforço por definição, é temporário”, disse Florence Parly, numa entrevista ao jornal Le Parisien que será publicada na segunda-feira.

A decisão será tomada na próxima cimeira conjunta da França e dos países do G5 do Sahel, agendada para fevereiro em N’djamena, acrescentou Florence Parly.

Em 2020, a força Barkhane registou “sucessos militares significativos, ‘neutralizando’ vários altos responsáveis de grupos terroristas e atacando as suas cadeias de abastecimento”, sublinhou a ministra das Forças Armadas.

Entre os responsáveis terroristas abatidos pela força Barkhane conta-se o líder da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, o argelino Abdelmalek Droukdal, morto no norte do Mali em junho, e o “líder militar” do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM), afiliado à Al-Qaeda, Bah Ag Moussa, em novembro passado.

No Mali, três soldados franceses foram mortos na segunda-feira durante um ataque com um explosivo artesanal, reivindicado pelo GSIM, e dois outros no sábado, em circunstâncias semelhantes.

“Sim, as condições de segurança no Sahel continuam difíceis. Os terroristas usam a arma dos cobardes”, acusou Florence Parly, afirmando que esses artefactos artesanais são acionados “sem critério” à passagem de veículos civis ou militares.

Sahel é uma faixa de território entre o deserto do Saara e o Sudão, que inclui diversos Estados e onde se regista o maior aumento do terrorismo ‘jihadista‘, apesar da presença militar francesa e da ajuda financeira da União Europeia.

“Se os ‘jihadistas‘ adotam estes métodos perniciosos de guerrilha, é porque se recusam a lutar, cientes de que não teriam qualquer hipótese se tivessem que enfrentar os soldados de Barkhane num combate regular”, considerou a ministra.

A responsável francesa voltou a descartar qualquer negociação “com grupos terroristas como a Al-Qaeda ou o Daesh [nome dado em inglês ao grupo que se autoproclama Estado Islâmico], que assassinam indiscriminadamente e têm sangue nas mãos”.

Mas a porta está aberta para “aqueles que depuserem as armas e que forem movidos por uma ideologia radical e criminosa”, concluiu.

Ataque conjunto a duas aldeias no Níger faz 100 mortos

Um ataque terrorista simultâneo a duas aldeias vizinhas deixou um rasto de 100 mortos no Níger, anunciou o presidente da câmara, considerando este o pior massacre de civis por grupos armados neste país africano.

“Acabamos de regressar do local dos ataques, em Tchoma Bangou houve cerca de 70 mortos e em Zaroumadareye 30 vítimas mortais”, disse o autarca de Tondikiwindi, a cidade que agrega as duas aldeias separadas por sete quilómetros, em declarações à agência de notícias francesa, a AFP.

“Os terroristas entraram nas aldeias conduzindo uma centena de motas, e houve também 25 feridos, alguns dos quais evacuados para Niamey e Ouallam“, acrescentou, notando que este foi o pior massacre de civis no país.

“Para atacar as duas aldeias, os terroristas dividiram-se em duas colunas, uma atacando Zaroumadareye, e a outra dirigindo-se para Tchoma Bangou“, explicou Almou Hassane.

Os números agora divulgado atualizam as informações dadas no sábado, que apontavam para 50 mortos e cerca de 20 feridos.

As duas aldeias situam-se a 120 quilómetros a norte da capital, Niamey, na região de Tillabéri, na fronteira entre o Mali e o Burkina Faso, uma região que tem sido alvo frequente de ataques de grupos jihadistas há vários anos.

O ataque de sábado aconteceu no mesmo dia da proclamação dos resultados das eleições presidenciais, que deram a vitória ao candidato do partido no poder, o antigo ministro do Interior Mohamed Bazoum, que prometeu durante a campanha reforçar o combate aos grupos jihadistas que operam na região.

Há vários anos que o Níger — tal como os vizinhos Mali e Burkina Faso – é atormentado por ataques ‘jihadistas‘ nas zonas oeste e sudeste, tendo já morrido centenas de pessoas no processo.

A região de Tillabéri está localizada na zona das “três fronteiras” Níger-Mali-Burkina, frequentemente atacada por grupos ‘jihadistas‘.

Em maio passado, 20 pessoas, incluindo crianças, foram mortas em duas aldeias em Anzourou (região de Tillabéri) e há cerca de duas semanas, pelo menos 34 pessoas foram mortas e 100 outras ficaram feridas em Toumour, na região de Diffa (sudeste), perto da Nigéria, por membros do grupo ‘jihadista‘ Boko Haram, de acordo com as autoridades.

RCA: Rebeldes controlam cidade a 750 quilómetros da capital

Rebeldes da República Centro-Africana assumiram hoje o controlo de Bangassou, uma cidade a 750 quilómetros da capital (Bangui), após um ataque lançado de madrugada, disse à AFP o chefe do gabinete regional da Minusca.

“Os rebeldes controlam a cidade, estão em todo o lado”, declarou Rosevel Pierre Louis, chefe do gabinete regional da Missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca) em Bangassou, na véspera da divulgação de resultados parciais das presidenciais de 27 de dezembro.

As forças armadas do país e as forças do governo “abandonaram as suas posições” e encontram-se na base da missão, adiantou.

“Os corpos de cinco elementos armados foram encontrados”, indicou a Minusca numa mensagem na rede social Twitter, sem adiantar mais. A organização Médicos sem Fronteiras disse ter transportado 15 feridos.

No dia 19 de dezembro, uma coligação de grupos armados lançou uma ofensiva contra a capital para perturbar as eleições presidenciais e legislativas, mas estes grupos foram mantidos a alguma distância da capital pelas forças de manutenção da paz e por forças locais.

No sábado, os rebeldes lançaram um ataque contra Damara, um bastião do presidente cessante e favorito nas eleições, Faustin Archange Touadéra, a 70 quilómetros de Bangui, mas foram repelidos.

Portugal tem atualmente na República Centro-Africana (RCA) 243 militares, dos quais 188 integram a Minusca e 55 participam na missão de treino da União Europeia (EUTM), liderada por Portugal, pelo brigadeiro general Neves de Abreu, até setembro de 2021.

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