O presidente da Venezuela denunciou um bloqueio em vários países de recursos em que o governo pretendia usar para adquirir vacinas contra a covid-19, responsável por mais de um milhar de mortes no país.
Portugal, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido integram o grupo de meia centena de países que não reconhecem a legitimidade de Maduro como presidente venezuelano, por questionarem os resultados das eleições de maio de 2018, nas quais o líder socialista foi reeleito.
“Reclamámos para que nos entreguem o dinheiro para comprar a vacina, através da Organização Mundial de Saúde, e negaram. Por isso, faço esta denúncia”, acrescentou, sem referir o montante dos recursos bloqueados, nem o número de doses que a Venezuela pretende comprar.
No entanto, Maduro reiterou que o governo venezuelano vai dispor, no primeiro trimestre do ano, de dez milhões de doses da vacina Sputnik V, na sequência da assinatura de um contrato com a Rússia no início da passada semana.
“A vacina russa não está bloqueada, conseguimos usar recursos e pagar com facilidades dadas pela Rússia, isso é ser um verdadeiro amigo da Venezuela”, disse.
De acordo com o responsável, as doses da vacina russa vão servir para imunizar o mesmo número de venezuelanos. Em dezembro, Maduro indicou que o plano de vacinação devia começar em abril próximo.
Também no domingo, a oposição venezuelana, liderada por Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 Governos, comprometeu-se a tentar adquirir vacinas contra a covid-19 através da plataforma COVAX, que integra 190 países.
















