Nove cidadãos britânicos, residentes em Espanha, foram impedidos de embarcar para Madrid, no sábado, tendo ficado retidos no aeroporto de Heathrow, em Londres, depois de funcionários da companhia aérea terem dito que os documentos de residência pré-Brexit já não era válidos.
Um dos impedidos de viajar foi o jornalista Max Duncan, que denunciou a situação nas redes sociais, referindo que tanto o governo britânico como o espanhol garantiam que o documento permanecia válido.
Através de um comunicado, a embaixada britânica em Madrid reiterou que “isto não devia acontecer”. “As autoridades espanholas voltaram a confirmar esta noite que o visto de residência – ‘green card’ – é válido para a viagem de regresso”.
O voo para Madrid não foi o único afetado, havendo relatos semelhantes em relação a Barcelona, reporta o The Guardian.
“Espanha é a nossa casa”
No aeroporto, o jornalista Max Duncan entrevistou um casal britânico que se encontrava na mesma situação. “Espanha é a nossa casa”, disse a mulher, referindo que o marido necessita de cuidados médicos e que está a ficar sem a medicação que necessita.
Brian Urquhart, que foi o segundo diplomata contratado pelas Nações Unidas após a sua criação, em 1945, e que ajudou a moldar a organização nos últimos anos da Guerra Fria, morreu no sábado em Massachusetts, aos 101 anos.
A notícia foi avançada pela sua filha, Rachel Urquhart, à imprensa local, mas sem especificar a causa da morte.
Urquhart foi considerado uma das figuras mais influentes das Nações Unidas, tendo sido um destacado conselheiro de cinco secretários-gerais da organização e idealizado os princípios em que se baseia a ONU.
Nascido em Dorset, no Reino Unido, em 1919, fez parte do exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial, algo que admitia ter-lhe ensinado todo o “idealismo muito prático” que orientou a sua carreira diplomática.
Em meados da década de 1950, sendo um dos poucos com experiência militar na equipa mais próxima do secretário-geral da altura Dag Hammarskjold, ajudou a realizar as missões de manutenção da paz das Nações Unidas através da criação das Forças de Emergência da ONU, que, em 1956, foram enviadas para supervisionar o fim das hostilidades entre o Egito e Israel no Canal de Suez.
As missões de paz da ONU são consideradas o seu grande legado, apesar de não constarem da Carta das Nações Unidas.
Estas missões, que visam o envio de soldados armados ou desarmados para acompanhar a implementação de acordos de paz, são hoje conhecidas como os ‘capacetes azuis’ e continuam a estar presentes em várias zonas do mundo que estão em crise.
Embora Urquhart tenha passado grande parte da sua carreira na sede da ONU, em Nova Iorque, foi também mediador e diplomata em alguns dos conflitos mais complicados que as Nações Unidas acompanharam, como os do Congo, Chipre, Caxemira, Namíbia e Médio Oriente.
O seu papel na ONU foi hoje reconhecido pelo atual secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que afirmou, em comunicado, que “a marca que Brian [Urquhart] deixou é uma das mais profundas na história da organização”.
“Como conselheiro do secretário-geral Dag Hammarskjold, ajudou a definir o alcance da ação da ONU face a conflitos armados e outros desafios globais. E como assistente próximo do [cientista político] Ralph Bunche, o reconhecido membro da ONU e vencedor do Nobel do Paz, ajudou a estabelecer e mais tarde a impulsionar as missões de paz”, disse Guterres.
Paralelamente às suas responsabilidades oficiais, Sir Brian Urquhart era visto como o historiador não oficial da ONU, e defendeu a perceção pública da organização na sua autobiografia “Uma Vida em Paz e Guerra”, além de ter escrito várias resenhas para a New York Review of Books.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) concedeu esta quinta-feira a sua primeira aprovação de emergência desde o início da pandemia de covid-19 à vacina Pfizer-BioNTech, tornando mais fácil, aos países que o desejarem, usar a vacina rapidamente.
“Este é um passo muito positivo para garantir o acesso universal às vacinas anti-Covid-19”, afirmou a diretora responsável pelo acesso a medicamentos da OMS, Mariangela Simao, em comunicado divulgado pela organização.
Este procedimento, que a OMS pode usar em caso de emergência de saúde, permite que países que não têm meios para determinar rapidamente e por conta própria a eficácia e segurança de um medicamento, possam ter acesso rápido à terapia.
A pandemia do novo coronavírus já fez pelo menos 1.818.946 mortos no mundo desde que a Organização Mundial de Saúde registou o aparecimento da doença na China no final de dezembro de 2019, segundo o balanço realizado pela agência France-Presse.
Mais de 83.381.330 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 52.534.200 são considerados curados.
O balanço é feito com base nos dados comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias de casa país, excluindo as revisões posteriores das entidades responsáveis pelas estatísticas em países como a Rússia, Espanha e Reino Unido.
O número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total de infeções, sendo que uma parte dos casos é menos importante ou refere-se a situações assintomáticas. Há ainda a acrescentar o aumento generalizado da realização de testes, desde o começo da pandemia.
Deste o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou fortemente e as técnicas de despistagem melhoraram, o que levou a um aumento das contaminações declaradas.
Nas últimas 24 horas registaram-se 13.629 novas mortes e 728.621 novos casos no mundo.
Os países registaram mais movas mortes nos seus últimos balanços foram os EUA, com 3.426 novas mortes, o Brasil (1.074) e o Reino Unido (964).
Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia, tanto em casos como em mortes, com 345.844 óbitos e 19.974.883 infeções registados, segundo a contagem da Universidade Johns Hopkins.
Após os EUA, os países mais afetados são o Brasil (194.949 mortos e 7.675.973 casos), a Índia (148.994 mortos e 10.286.709 casos), o México (125.807 mortos e 1.426.094 casos), e Itália (74.159 mortes e 2.107.166 casos).
Entre os países mais duramente afetados, a Bélgica é o que regista mais mortes em proporção da sua população, com 168 mortes em cada 100.000 habitantes, seguida da Eslovénia (130), Bósnia (123), Itália (123) e Macedónia do Norte (120).
A Europa totalizava hoje 574.012 mortes e 26.569.711 casos, a região da América Latina e Caraíbas 507.687 mortes e 15.569.105 casos, os Estados Unidos e o Canadá 361.440 mortos e 20.554.203 casos, a Ásia 219.371 mortos e 13.905.767 casos, o Médio Oriente 90.031 mortos e 3.992.072 casos, África 65.460 mortos e 2.759.404 casos e a Oceânia 945 mortes e 31.068 casos.
Este balanço é realizado a partir de dados recolhidos pelos correspondentes da France-Presse junto de entidades competentes e em informações da OMS.
Devido às correções comunicadas e pela publicação tardia de alguns valores, o aumento dos números globais, durante as últimas 24 horas, pode não corresponder exatamente aos valores que foram noticiados anteriormente.
Cinco mulheres morreram na sexta-feira (01), em Al Hudeida, no Iémen, quando um projétil atingiu um recinto onde se celebrava um casamento, causando ainda sete feridos, entre estes crianças, informaram hoje as autoridades.
O Governo do Iémen reconhecido pela comunidade internacional e os rebeldes huthi disputam há anos aquela estratégica cidade portuária do Mar Vermelho e responsabilizam-se mutuamente por este tipo de ataques que vitimam civis.
Fontes militares huthi citadas pela estação de televisão Al Masira, controlada por esta milícia xiita, acusaram as forças leais ao Governo da autoria do bombardeamento, enquanto o ministro da Informação disse na rede social Twitter que se tratou de “um massacre cometido pela milícia terrorista huthi, apoiada pelo Irão”.
Este ataque aconteceu dois dias depois de terem sido lançados quatro mísseis contra o aeroporto de Aden, capital provisória do Governo do Iémen, provocando pelo menos 25 mortos e mais de uma centena de feridos.
A guerra no Iémen começou no fim de 2014, quando os rebeldes huthi conquistaram vastas zonas no oeste e norte do país, incluindo a capital, Sana.
Em dezembro de 2018, o Governo e os rebeldes assinaram um acordo em Estocolmo que previa um cessar fogo em Al Hudeida e que o grupo xiita ficaria dentro dos limites da cidade, enquanto as forças governamentais controlariam os subúrbios a sul e a leste.
A partir daí, parou a ofensiva militar sobre Al Hudeida conduzida pela coligação que apoia o Governo, composta por vários países árabes sob o comando da Arábia Saudita, mas a violência na cidade continuou.
As Nações Unidas consideram a guerra no Iémen como a pior catástrofe humanitária do planeta. Mais de 24 milhões de pessoas, que representam 80% da população do país, precisam de ajuda humanitária.
O tratamento que o Governo dos Estados Unidos dispensa aos menores imigrantes na fronteira do país com o México é “compatível com a tortura” como é definida em acordos multilaterais, defendeu um grupo de pediatras.
A posição, publicada num documento no Diário Oficial da Academia Norte-Americana de Pediatras, garante que a definição de tortura contra crianças é semelhante à forma como o Governo do Presidente cessante, Donald Trump, trata os menores imigrantes detidos por tentarem entrar no país, especialmente no que diz respeito a separar os menores dos seus pais.
A proibição da tortura, especialmente contra crianças, faz parte dos Acordos de Genebra e da Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis (CAT, na sigla inglesa), Desumanas ou Degradantes, lembra o grupo de pediatras.
Os médicos não hesitam em afirmar que o tratamento das crianças na fronteira com o México “cumpre os três critérios da tortura”, segundo o CAT e o Estatuto de Roma.
Desde logo, o tratamento “inflige intencionalmente graves dores ou sofrimentos físicos e/ou psicológicos” às crianças, sendo que o trauma acontece com o “consentimento e/ou aquiescência das autoridades” e que “não só é intencional como tem uma finalidade específica, como a coerção, a intimidação, a punição e/ou a dissuasão”, referem.
Sobre este último ponto, o grupo de pediatras lembra que o objetivo da política de “tolerância zero”, lançada em 2018 pela Administração Trump, incluía a separação das crianças das suas famílias para dissuadir os migrantes ilegais de tentarem entrar no país.
Os médicos também lembraram que muitas crianças foram mantidas em “condições insalubres e perigosas” e que, desde 2018, pelo menos sete menores morreram sob custódia das autoridades ou imediatamente após serem libertados.
Como resultado desse tratamento, acusam os médicos, as crianças mostram “comportamentos traumáticos internalizados e regressivos”, que resultam em “transtorno de ansiedade generalizada, depressão, transtorno de stresse pós-traumático e tentativas de suicídio”. E tudo isso “patrocinado pelo Estado e dirigido pelo Presidente dos Estados Unidos”, denunciam.
Segundo o grupo de pediatras, “mitigar esse trauma exigirá anos de tratamento e intervenções intensas”.
No último exercício fiscal, 30.557 menores, sobretudo da região da América Central, que viajaram sem a companhia dos pais ou de um tutor legal, foram detidos na fronteira.
A este número, juntam-se mais 52.230 pessoas detidas quando entraram ilegalmente no país em grupos familiares (um adulto acompanhado de pelo menos um menor).
Além disso, milhares de crianças foram separadas dos seus pais na fronteira por ordem da Administração Trump e, apesar de uma ordem judicial de 2018 ter obrigado à sua reunificação, mais de 600 menores ainda não conseguiram juntar-se aos seus pais.
Por tudo isso, os autores do artigo pedem aos pediatras e aos profissionais de saúde infantil que tomem medidas para “parar e prevenir a tortura de crianças migrantes na fronteira” através da investigação e divulgação das más atuações dos políticos nesta questão.
Por outro lado, pedem à Academia Norte-Americana de Pediatras que emita uma declaração política contra a tortura infantil e contra a separação de famílias de migrantes, e que interponha um processo contra os Estados Unidos na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
A Procuradoria Provincial da Zambézia, no centro de Moçambique, pediu a suspensão de um comandante distrital da polícia por alegada união prematura com uma menor de 16 anos, considerando que o caso está ser investigado.
“É importante dizer que é um processo crime que está a correr contra o suspeito e já foram ouvidas algumas pessoas envolvidas na alegada união prematura. Confirmada a união prematura, serão tomadas medidas severas”, disse o procurador chefe provincial da Zambézia, Fred Jamal, em conferência de imprensa hoje em Quelimane, a capital provincial.
Em causa está uma denúncia, na segunda-feira, de organizações da sociedade civil de um caso de uma união prematura entre o comandante da PRM no distrito de Morrumbala (Zambézia) e uma menor de 16 anos, cuja cerimónia terá sido acompanhada por “alguns funcionários seniores do Estado daquele distrito”.
Segundo Fred Jamal, uma equipa, composta por magistrados do Ministério Público e agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal, deslocou-se ao distrito de Morrumbala para investigar o caso, tendo já ouvido algumas testemunhas.
“Nós, como MP, não pactuamos com situações destas. Queremos assegurar que tudo faremos para esclarecer essa situação”, frisou.
O caso foi denunciado por um comité comunitário de proteção da criança do distrito de Morrumbala, através de uma carta submetida, em 09 deste mês, à Procuradoria-Geral da República, ao gabinete provincial de Atendimento à Família e Menor Vítimas de Violência e à Comissão Nacional dos Direitos Humanos.
Moçambique continua a registar uma das taxas mais elevadas de prevalência de uniões prematuras, com cerca de 48% das raparigas a casarem-se antes de atingir os 18 anos.
Os casamentos são geralmente negociados pelas famílias e usados como estratégia para escapar à pobreza.
Em outubro do ano passado, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, promulgou e mandou publicar a Lei de Prevenção e Combate às Uniões Prematuras, aprovada em julho do mesmo ano pelo parlamento.
A lei elimina uniões maritais envolvendo pessoas com menos de 18 anos, punindo com pena até 12 anos e multa até dois anos o adulto que se casar com uma criança.
O diploma sanciona ainda com pena até dois anos o adulto que ficar noivo de menor de 18 anos.
A pena é igualmente extensível a adultos que participarem nos preparativos do noivado e a qualquer adulto que aceitar viver numa união arranjada por outras pessoas, quando tenha conhecimento de que o parceiro tem menos de 18 anos.
As sanções estão igualmente previstas para funcionários públicos, líderes religiosos e líderes tradicionais que celebrarem casamentos envolvendo menores de 18 anos, caso em que o servidor público será condenado a pena até oito anos de cadeia.
O líder da Coreia do Norte agradeceu o apoio popular dos norte-coreanos “em tempos difíceis”, numa carta manuscrita publicada por ocasião do Ano Novo, a alguns dias de um congresso do partido no poder.
“Agradeço ao povo por ter sempre confiado no nosso partido e por o ter apoiado, mesmo nos momentos difíceis”, afirmou Kim Jong Un, no que foi interpretado como uma referência às dificuldades económicas causadas pelas sanções internacionais e pelas restrições para conter a pandemia.
A mensagem foi divulgada após uma cerimónia marcada por fogo-de-artifício, danças e cânticos, na praça Kim Il Sung, em Pyongyang, para assinalar a entrada em 2021.
A cerimónia foi organizada apesar da pandemia de covid-19, com a Coreia do Norte a afirmar que não registou qualquer caso da doença no seu território.
Kim dirige-se habitualmente aos norte-coreanos no dia 01 de janeiro, numa mensagem transmitida pela televisão em que antecipa a política que será seguida ao longo no ano.
No ano passado, essa tradição foi interrompida e o líder norte-coreano optou por falar em 31 de dezembro, numa sessão plenária do Partido dos Trabalhadores (no poder).
Este ano, muitos observadores diziam não esperar que a tradição fosse retomada, a alguns dias da abertura de um congresso partidário, o primeiro em cinco anos.
Os ‘media’ oficiais anunciaram que o congresso teria lugar no início de janeiro, sem adiantar uma data precisa.
“Desejo sinceramente a todas as famílias do país as maiores felicidades e boa saúde”, declarou Kim, na carta divulgada pela agência noticiosa oficial KCNA.
“Neste novo ano, também me esforçarei para fazer avançar a nova era em que os ideais e desejos de nosso povo se tornarão realidade”, prometeu.
Segundo os ‘media’ sul-coreanos, foi a primeira vez desde 1995 que um líder da Coreia do Norte se dirigiu por carta à população por ocasião do Ano Novo. A última carta tinha sido escrita por Kim Jong Il, pai e antecessor do atual líder.
A UNICEF estima que hoje nasceram mais de 370.000 crianças em todo o planeta, metade delas em dez países, entre eles a Índia, China e Nigéria, revela a organização de defesa e proteção da infância das Nações Unidas.
Segundo as suas previsões, nasceram 371.504 bebés no primeiro dia de 2021, dos quais 60.000 na índia, cerca de 35.600 na China e mais de 21.400 na Nigéria.
Além destes, 14.161 vieram ao mundo no Paquistão, 12.336 na Indonésia, 12.006 na Etiópia, 10.312 nos Estados Unidos da América, 9.455 no Egito, 9.236 no Bangladesh e 8.640 na República Democrática do Congo.
A organização prevê também que durante 2021 nascerão 140 milhões de crianças, que terão uma esperança média de vida de 84 anos.
“As crianças que nascem hoje chegam a um mundo muito diferente do de há um ano e um ano novo traz novas oportunidades de ser reinventado”, declarou a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Forre, que também recordou que em 2021 a organização cumprirá 75 anos de vida.
Em sessão extraordinária, o Senado, a câmara alta do Congresso, contrariou o veto presidencial ao orçamento de cerca de 607 mil milhões de euros, “uma alfinetada” inédita e a semanas do fim do mandato do Presidente cessante.
O Congresso norte-americano anulou o veto de Donald Trump ao orçamento da Defesa, uma decisão inédita tomada pelo Senado, câmara controlada pelo Partido Republicano, que apoiou o Presidente cessante nas últimas presidenciais.
Numa sessão extraordinária em dia de Ano Novo, o Senado, a câmara alta do Congresso, contrariou o veto presidencial ao orçamento de 740 mil milhões de dólares (cerca de 607 mil milhões de euros) para a Defesa, “uma alfinetada” inédita e a semanas do fim do mandato de Donald Trump, adianta a Associated Press (AP).
O projeto de lei garante um aumento de 3% nos salários das tropas norte-americanas e orienta a política de Defesa, consolidando decisões sobre números de militares, novos sistemas de armas e prontidão militar, política de recursos humanos e outros objetivos militares. Muitos programas, incluindo de construção militar, apenas poderiam efetivar-se se o projeto fosse aprovado.
O Presidente cessante tinha atacado os legisladores republicanos numa publicação no Twitter, no início da semana, questionando se a “fraca e cansada liderança republicana” iria permitir que um mau projeto de lei para a Defesa passasse.
“VERGONHOSO ATO DE COBARDIA E TOTAL SUBMISSÃO”
Trump apelidou a decisão do Senado como um “vergonhoso ato de cobardia e uma total submissão de pessoas fracas às grandes tecnológicas”, acrescentando: “negoceiem uma lei melhor ou arranjem líderes melhores, agora”.
A votação de 81-13 no Senado seguiu-se a uma votação anterior, na Câmara dos Representantes, em que 322 membros votaram a favor do orçamento da Defesa e 87 votaram contra.
O líder da maioria republicana no Senado, o senador Mitch McConnell, homem próximo de Trump, recordou que nos últimos 59 anos a Lei de Defesa Nacional foi sempre aprovada e que “de uma maneira ou de outra”, o Congresso iria passar o 60.º projeto de lei a lei antes do fim do mandato, no domingo.
“O projeto olha pelos nossos bravos homens e mulheres que se voluntariam para usar o uniforme”, disse McConnell, acrescentando que é também “uma tremenda oportunidade” de dirigir as prioridades de segurança nacional. “É a nossa oportunidade de garantir que acompanhamos o ritmo dos concorrentes como a Rússia e a China”, disse ainda.
As províncias de Maputo e Gaza podem ser sacudidas por ventos com rajadas e chuva intensa, acompanhada de trovoadas, até este sábado (02), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).
Na província de Maputo, as intempéries poderão afectar os distritos de Matutuine, Boane, Moamba, Marracuene, Manhiça, Magude, Namaacha e as cidades de Maputo e Matola.
Em Gaza a previsão aponta para os distritos de Bilene, Limpopo, Chongoene, Chokwe, Guijá, Chibuto, Massingir, Mabalane, Mapai, Chicualacuala, Massangena, Chigubo, Mandlakazi e cidade de Xai-Xai.
O INAM diz que as chuvas poderão ser fortes a moderadas, de 30 e 50 milímetros em 24 horas. A instituição apela à tomada de medidas de precaução.
A partir deste sábado, 02 de Janeiro, entram em vigor novas taxas de portagem nas províncias de Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado.
As tarifas, aprovadas pelo Conselho de Ministros a 17 de Novembro passado, variam de 50 a 1.000 meticais, para viaturas de classe 1 a 4, e integram o Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas (PROASME), cuja implementação depende, em parte, “da arrecadação de receitas de taxas de portagem”.
A tabela estabelecida pelo Executivo faz ainda referência a “taxas mensais para residentes, incluindo veículos de transporte urbano semi-colectivo de passageiros [de classe 1 a 2]”, que passarão a pagar de 300 a 500 meticais.
Os valores serão cobrados nos postos de portagem de Chicumbane, Chidenguele, Guijá (Gaza); Inharrime, Malova, Mapinhane, Mutamba e Save/Maluvane (Inhambane); Rio Búzi e Púnguè (Sofala); Púnguè Sul, Camuaza Chenga, Lucite (Manica); Mufa (Tete); Alto-Benfica e Licungo (Zambézia); Matharya, Nametil, Namina e Ligonha (Nampula); Mortuela, Congerenge, Utukulo (Niassa); Metoro, Montepuez e Lúrio (Cabo Delgado), segundo o Decreto número 104/2020, de 11 de Dezembro.
Segundo o documento, as novas taxas visam “garantir a participação dos usuários no financiamento da manutenção de estradas no âmbito da implementação da Política de Estradas”, que introduz o princípio do “Utilizador-Pagador”.
“Numa primeira fase, a implementação” do PROASME irá permitir a arrecadação de recursos financeiros para a manutenção de cerca de 3.800 km de estradas e, considerando ser um processo contínuo, a esta extensão serão acrescidas outras estradas, à medida que as intervenções de reabilitação e/ou melhoramento, sejam concluídas”, diz o decreto do Conselho de Ministros.
Mais um paciente infectado por COVID-19 perdeu a vida, na quinta-feira (31), na cidade de Maputo, local que já soma 134 óbitos, num total de 167 em todo o país, segundo o Ministério da Saúde.
Trata-se de um homem de 57 anos de idade, de nacionalidade moçambicana, que “evoluiu para óbito” em resultado do agravamento do seu estado de saúde durante a hospitalização.
Outros 57 doentes continuam a lutar pela vida nos centros de tratamento da COVID-19 e em alguns hospitais.
O cumulativo de infecções pelo novo Coronavírus subiu para 18.794 no país.
Em comunicado enviado ao “O País”, o Ministério da Saúde anunciou mais 17 recuperados da COVID-19 nas províncias de Inhambane (13) e Zambézia (04).
Cumulativamente, Moçambique tem 16.680 pessoas sem o vírus e 1.943 casos activos.
Reabriu ao público, na sexta-feira (01), a fronteira da Ponta d’Ouro, na província de Maputo, depois de quase nove meses de encerramento por conta das restrições impostas pelas autoridades, no âmbito da prevenção da COVID-19. O horário de funcionamento é das 06h00 às 20h00.
No guichê do Serviço Nacional de Migração, o “O País” interpelou o cidadão Lopes Chinda a apresentar a sua documentação para seguir viagem até África do Sul, através da fronteira da Ponta d’Ouro.
O entrevistado vive no distrito de Matutuine e contou que a reabertura da fronteira permite encurtar a distância, o tempo e poupar dinheiro. Aquando do encerramento do posto ora reaberto, para efectuar a mesma viagem recorria ao posto fronteiriço de Namaacha. Nesta rota perdia oito horas, mas agora serão apenas quatro horas.
Tal como o Lopes, outro indivíduo que procurava chegar a Durban, na África do Sul, também falou de vantagens com a reabertura da fronteira da Ponta d’Ouro.
Esta sexta-feira, o movimento migratório foi tímido e prevê-se que haja mais cidadãos a atravessarem a fronteira depois das festas de fim de ano.
Juca Bata, porta-voz dos serviços províncias de Migração, garante que já este sábado 1.500 poderão passar por ali, por causa do regresso para a África do Sul.
Na fronteira da Ponta d’Ouro choveu torrencialmente esta sexta-feira.
A Eletricidade de Moçambique (EDM) estima prejuízos avaliados em mais de 10 milhões de meticais (110 mil euros) na sequência da passagem de uma tempestade tropical no centro de Moçambique, na madrugada de quarta-feira.
“Sofremos muito a nível dos postes de média e baixa tensão”, disse o presidente da EDM, Marcelino Gildo, citado hoje pela Televisão de Moçambique.
Segundo o presidente, numa avaliação preliminar, os ventos fortes que se fizeram sentir na província de Manica e Sofala afetaram 250 postes de média tensão e 650 de baixa tensão.
“O processo de avaliação ainda não acabou, entretanto, o que fizemos foi repor o sistema principal e depois ao longo do tempo vamos repor os outros sistemas”, acrescentou.
A tempestade, apelidada de “Chalane” e que afetou também Madagáscar, atingiu parte das províncias de Sofala e Manica, no centro de Moçambique, durante a madrugada de quarta-feira, com ventos entre 90 e 100 quilómetros por hora.
O último balanço feito pelas autoridades sobre o impacto do mau tempo indica que sete pessoas morreram e 3.600 pessoas foram afetadas nas províncias de Manica e Sofala, além de várias residências que ficaram destruídas.
Entre os meses de outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral, além de secas que afetam quase sempre alguns pontos do sul do país.
O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois ciclones (Idai e Kenneth) que se abateram sobre Moçambique.
A petrolífera francesa Total anunciou ontem (01), que reduziu as operações e o número de trabalhadores envolvidos no projeto de gás natural em Moçambique devido aos ataques terroristas perto das instalações, o último a cinco quilómetros.
“A Total reduziu temporariamente a sua força de trabalho no local em resposta ao ambiental atual”, disse a petrolífera em respostas à agência de informação financeira Bloomberg, não revelando, no entanto, o número de trabalhadores que foram mandados para casa nem por quanto tempo.
“A situação está em constante avaliação”, acrescentou apenas a petrolífera que lidera o projeto de exploração de gás natural no norte de Moçambique, um investimento de 20 mil milhões de dólares e que é o maior investimento privado na África subsaariana.
A violência no norte de Moçambique tem-se intensificado nas últimas semanas, com o último ataque a ocorrer na semana passada e a apenas cinco quilómetros do local onde decorrem as obras para a instalação de uma central de gás natural liquefeito, num projeto liderado pela Total, que os insurgentes dizem que pode ser o próximo alvo.
Para além do problema da violência, a Total destacou também que a pandemia de covid-19 também contribuiu para a decisão de reduzir a força de trabalho no local.
Moçambique está a tentar controlar a insurgência armada na província de Cabo Delgado, que começou em outubro de 2017 e já terá morto mais de 2.500 pessoas, motivando mais de meio milhão de moçambicanos a abandonarem as suas casas para fugir à violência.
O projeto da Total, a que se junta o da italiana Eni e da norte-americana Exxon Mobil, tem o potencial de transformar a economia do país quando começarem a ser exportadas as enormes quantidades de reservas de gás natural que estão no norte do país, nomeadamente ao largo da costa, e que vão colocar o país no topo da lista dos maiores exportadores mundiais.
O segundo ataque próximo aos megaprojetos de gás em dezembro ocorreu na terça-feira, após um primeiro que ocorreu no dia 07 de dezembro na aldeia de Mute, a menos de 25 quilómetros da área onde está a ser construída a zona industrial de processamento de gás natural da Área 1 da bacia do Rovuma.
Os novos ataques de terça-feira ocorreram um dia depois de o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, pedir às Forças de Defesa e Segurança “máxima prontidão” face ao “silêncio do inimigo”, após operações com “bons resultados” por parte das forças governamentais em Macomia, outro distrito de Cabo Delgado que tem sido afetado com frequência pelas incursões dos rebeldes.
Das operações em Macomia, segundo dados oficiais, pelo menos 37 insurgentes foram abatidos e 27 armas foram apreendidas, em operações levadas a cabo pelo 7.º batalhão das Forças de Defesa e Segurança posicionado na região.
A violência armada em Cabo Delgado começou há três anos e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.
Em janeiro, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral vai reunir-se para debater a situação de segurança na região.
A Rencotek está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Manutenção para Pemba, em Moçambique. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Assessor Técnico Sénior de Pediatria. Saiba mais.
Arquitetura Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Educação Inclusiva Para Projecto de Cooperação. Saiba mais.
A Organização para Promoção da Paz e Desenvolvimento Humanitário (ORPHAD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal doze (12) Inquiridores/Monitores. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Oficial de Monitoria & Avaliação. Saiba mais.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo pretende admitir para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais de Tecnologias de informação e Comunicação. Saiba mais.
A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Técnico Superior de Comunicação N1. Saiba mais.
A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Profissional de Ambiente/Meteorologia. Saiba mais.
A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Profissional de Contabilidade. Saiba mais.
A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1)Técnico Superior de Ciências de Informação N1. Saiba mais.
O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Enfermeiros Superiores de Saúde Materno Infantil. Saiba mais.
Pelo menos 30 militares do regime sírio morreram na quarta-feira (30), num ataque `jihadista` ao autocarro em que se deslocavam para férias, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), atribuindo o ataque ao grupo extremista autodenominado Estado Islâmico.
Por sua vez, a agência oficial de notícias Sana relatou um “ataque terrorista” a um autocarro que matou “25 cidadãos” e deixou outros 13 feridos na província de Deir Ezzor, no leste.
“Este é um dos ataques mais mortais desde a queda do califado do Estado Islâmico”, afirmou diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, à agência France-Presse.
O ataque ocorreu na província de Deir Ezzor, perto da cidade de Choula, segundo Rahmane, tendo os `jihadistas` “emboscado” os militares, detonando bombas na beira da estrada antes de abrir fogo.
Dois outros autocarros, que faziam parte da mesma comitiva, conseguiram escapar, segundo o OSDH.
O Estado Islâmico não reivindicou imediatamente este ataque nos habituais canais do Telegram, mas o diretor do Observatório, que dispõe de uma vasta rede de fontes em todo o país em guerra, apontou os `jihadistas`.
Depois de se proclamar em 2014 um “califado” abrangendo território da Síria e do Iraque, o Estado Islâmico somou derrotas em ambos os países e viu o colapso do seu “califado” em março de 2019, na Síria.
Desde a sua derrota, o Daesh (possível abreviatura árabe do EI) tem realizado ataques mortais regularmente, especialmente no vasto deserto que se estende da província central de Homs até à de Deir Ezzor, na fronteira com o Iraque.
Estes ataques têm como alvo o exército sírio e aliados (em particular as milícias iranianas ou pró-Teerão), bem como as forças curdas, há muito apoiadas por Washington na luta contra o Estado Islâmico.
Em abril, 27 combatentes das forças do regime sírio e aliados foram mortos num ataque nos arredores da cidade deserta de Al-Soukhna, no centro do país, controlada pelo exército sírio.
O Governo britânico anunciou financiamento adicional para alguns projetos humanitários em África, incluindo dois milhões de libras (2,22 milhões de euros) para um programa alimentar em Moçambique.
O financiamento adicional de 47 milhões de libras (52 milhões de euros) anunciado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros pretende ajudar nos projetos em curso e “pressionar outros doadores” a contribuir com mais fundos.
Segundo o Governo, esta nova ajuda de emergência vai ajudar mais de 1,3 milhão de pessoas vulneráveis a ameaças como fome, conflitos e a pandemia de covid-19.
“Esta ajuda de emergência extra do Reino Unido significa que as pessoas podem alimentar as suas famílias e evitar que essas crises se transformem em fome generalizada. Esperamos ver outros doadores entrarem em ação com algum financiamento extra para evitar que essas crises globais piorem”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab.
Além de Moçambique, onde o dinheiro vai ajudar o Programa Alimentar Mundial a dar assistência a 192.307 pessoas, vão ser apoiados projetos no Sahel, Síria, Sudão do Sul, Nigéria, Somália, Uganda, Zimbábue e Venezuela.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.791.033 mortos resultantes de mais de 81,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em África, há 64.067 mortos confirmados e mais de 2,6 milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O ministro do Interior, Aaron Motsoaledi, anunciou que África do Sul vai reabrir o posto de Kosi Bay na fronteira entre o Kwazulu-Natal e Moçambique a partir de 1 de janeiro de 2021.
O posto fronteiriço de Kosi Bay, litoral do país, está encerrado desde o início da pandemia do novo coronavírus em março deste ano, que já causou 1.039.161 milhões de infeções e 28.033 mortes na África do Sul.
“Encerramos certas fronteiras sem nenhuma atividade económica. Nenhum país pode dizer que todas as suas fronteiras foram fechadas à África do Sul”, afirmou Motsoaledi.
O ministro do Interior da África do Sul frisou também que é necessária a apresentação de um teste PCR de covid-19 certificado por entidade médica credível e realizado até 72 horas antes de entrar no país.
Mais de 17.000 pessoas testaram positivo à covid-19 nas últimas 24 horas na África do Sul, anunciou o ministro da Saúde, Zweli Mkhize.
A Selecção Nacional de Futebol Sub-17 de Moçambique conquistou, de forma brilhante, o segundo título consecutivo no Torneio Luso-Cup Cascais, ao empatar a zero...
A capital da província de Nampula acolheu recentemente uma visita significativa, que culminou na promoção de um comício no distrito de Malema. Este evento...
A presidente da 15.ª Sessão da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), Margarida Talapa, manifestou a sua inquietação face às...
A Vodacom Group anunciou a intenção de aumentar os seus investimentos em Moçambique, focando na expansão da conectividade e digitalização, bem como na implementação...