A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) fiscalizou 203 estabelecimentos comerciais durante a quadra festiva na cidade do Maputo, que resultou na aplicação de multas no valor de 27.576 meticais.
“Durante a fiscalização, constatou-se diversas irregularidades, desde a falta de higiene e limpeza, não fixação de preços, existência de aglomerados e venda de produtos fora do prazo”, explicou o director de serviços de Actividades Económicas na cidade de Maputo, Acácio Foia, durante uma conferência de imprensa no sábado (02).
No que se refere à disponibilidade de produtos alimentares, durante a quadra festiva, Foia avançou que a capital moçambicana não registou ruptura de stock, contudo, admitiu ter havido “casos isolados” de cidadãos que se queixavam da falta de frango.
O facto, segundo a fonte, deveu-se a problemas de logística. “Registou-se uma falta de frango que nada tinha a ver com a ruptura em si. A logística, da produção até à distribuição não estava, podemos dizer, 100 % aprimorada”, avançou.
Acácio Foi minimizou a problema da especulação de preços na véspera do Natal, afirmando terem ocorrido “casos isolados” de especulação no Mercado Grossista do Zimpeto.
O mesmo ocorreu na véspera do fim de ano, quando se registou uma tendência de aumento, o que “obrigou à intervenção do grupo multissectorial para repor a ordem”.
Em relação ao sector dos transportes, o grupo multissectorial, que integra a Polícia Municipal, Polícia da República de Moçambique (PRM) e a INAE trabalhou no sentido de sensibilizar os condutores e cobradores sobre a obrigatoriedade do uso da máscara de protecção contra a pandemia da Covid-19.
As autoridades também lançaram uma campanha de fiscalização com a finalidade de verificar o estado mecânico das viaturas e sua lotação. LUSA
Uma criança de quatro anos morreu ontem no bairro de Mathlemele, município da Matola, província de Maputo, na sequência de um atropelamento.
O sinistro envolveu um carro da marca Isuzu, cuja matrícula não foi possível apurar, que circulava numa das ruas e foi causado pela má travessia do menor.
“A vítima foi atropelada quando atravessava a via a correr. O corpo foi removido para a morgue do Hospital Provincial da Matola”, disse a porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Carmínia Leite.
Dez autocarros de passageiros partiram, de domingo até a manhã de ontem (04), do Terminal Interprovincial da Junta, na cidade de Maputo, para os diferentes pontos do país, com maior destaque paraas províncias de Gaza e Inhambane.
Segundo o chefe-adjunto do terminal, Gil Zunguza, a procura por transporte tende a aumentar, depois do fraco movimento registado na semana passada.
Zunguza garantiu nãohaveragravamento da tarifa. Entretanto, alguns transportadores ‘piratas’ aproveitam-se da aflição dos cidadãos para especular os custos das viagens.
“Ao apercebermo-nos disso, coordenamos com as autoridades do posto de controlo de Nhongonhane. Todos os passageiros extorquidos receberam o valor de volta”, disse o chefe-adjunto do terminal, acrescentando que as tabelas de preço estão afixadas e à vista de todos no terminal rodoviário para evitar a especulação.
Zunguze afirmou que dois transportadores viram os seus meios apreendidos por especulação.
Por outro lado, algumas paragens de diferentes rotas da cidade de Maputo registaram enchentes às primeiras horas de hoje, devido a fraca circulação do transporte.
Algumas pessoas preferiram caminhar para evitar atrasos.
“A maioria dos carros passam por aqui lotados, daí que não embarcam mais passageiros”, referiu Amina Aly, do bairro do Jardim, que pretendia deslocar-se à baixa da cidade de Maputo.
Quatro jornalistas presos por um ano no Burundi sob acusações de que grupos de direitos humanos condenados como infundados foram libertados após receberem um perdão presidencial, de acordo com um decreto visto pela AFP.
Os jornalistas trabalhavam para a IWACU, o último meio de comunicação independente de um país africano isolado, quando foram presos na província de Bubanza em outubro de 2019 enquanto cobriam uma incursão de rebeldes da vizinha República Democrática do Congo.
Agnes Ndirubusa, Christine Kamikazi, Egide Harerimana e Terence Mpozenzi foram acusados de ameaçar a segurança do Estado e condenados em janeiro a 2 anos e meio de prisão, veredicto mantido em apelação em junho.
Mas eles foram perdoados por um decreto assinado na quarta-feira pelo presidente Evariste Ndayishimiye, eleito em maio.
O fundador e chefe da IWACU, Antoine Kubarahe, disse que sua libertação foi “um grande alívio”.
“Esses quatro colegas, repito, não eram culpados de nada. Eles estavam fazendo seu trabalho ”, disse ele à AFP.
“Estou feliz que eles se reunirão com suas famílias na véspera de Natal”, acrescentou ele, agradecendo a “grande manifestação de apoio no Burundi e em todo o mundo” à sua causa.
“Que a liberdade deles abra um novo capítulo para a mídia do Burundi”, disse ele.
O embaixador da União Europeia no Burundi, Claude Bochu, tuitou que o perdão foi um “alívio e um excelente sinal para o ano novo!”
A UE impôs sanções ao Burundi desde 2015, mas sua relação tem esquentado recentemente.
A eleição de Ndayishimiye aumentou as esperanças de um ambiente político mais aberto no Burundi, após 15 anos de Pierre Nkurunziza, cujo governo foi marcado pela violência e brutalidade contra dissidentes. Nkurunziza morreu em junho.
Em outubro, 65 grupos de direitos humanos emitiram uma declaração conjunta exigindo a libertação dos jornalistas.
“A continuação da detenção sob acusações infundadas é um forte lembrete de que, apesar de uma recente mudança na liderança, o governo do Burundi tem pouca tolerância com o jornalismo independente”, disse o grupo.
No índice anual de liberdade de imprensa da Repórteres Sem Fronteiras, Burundi está classificado em 160º lugar entre 180º no mundo.
Dois homens condenados pelo assassinato do Presidente da República Democrática do Congo, Laurent Kabila, 20 anos atrás, foram perdoados.
Embora o Sr. Kabila tenha sido baleado por seu guarda-costas, dois de seus altos funcionários, o coronel Eddy Kapend e Georges Leta, foram implicados no assassinato.
O presidente Félix Tshisekedi comutou suas sentenças de morte em junho passado.
O perdão ocorre em meio a uma rixa entre o Sr. Tshisekedi e seu antecessor, o filho de Laurent Kabila, Joseph.
Joseph Kabila assumiu o poder após a morte de seu pai em 2001 e governou a República Democrática do Congo por 18 anos antes de Tshisekedi vencer as eleições em dezembro de 2018.
Embora tenha sido a primeira transferência pacífica de poder no país em quase 60 anos, muitos contestaram o resultado das eleições. Havia fortes suspeitas de que o novo presidente havia feito um acordo nos bastidores com Joseph Kabila, que ainda mantém uma influência considerável no país.
O gabinete do presidente Tshisekedi disse que um perdão presidencial se aplica a todos os condenados a 20 anos de prisão que cumpriram suas sentenças até 31 de dezembro.
Giscard Kusema, da equipe de imprensa presidencial, disse à agência de notícias AFP que o coronel Kapend e alguns de seus co-acusados “se beneficiam do perdão presidencial…. que é uma medida de alcance geral e de caráter impessoal ”.
O coronel Kapend era o braço direito de Laurent Kabila. Ele foi considerado culpado de ter sido o idealizador do assassinato , junto com vários outros membros da equipe de segurança do falecido presidente, incluindo o então chefe da inteligência Georges Leta. Ambos os homens negaram qualquer participação na trama.
O perdão veio poucas semanas depois que o presidente Tshisekedi encerrou sua coalizão com o partido de Kabila – que detém a maioria no parlamento – após anos de tensão crescente.
O presidente está atualmente procurando novos parceiros de coalizão que lhe dariam a maioria no parlamento.
A vaga de calor intenso que, nas últimas semanas, se faz sentir em todo território, incluindo na vila municipal da Manhiça, na província de Maputo, ameaça comprometer as metas estabelecidas para a campanha agrícola 2020/2021.
“Esta vaga de calor está a afectar severamente a província de Maputo. Até ao momento temos o registo de cerca de 70%de perdas na cultura de milho. Prevemosuma segunda sementeira, parasubstituir omilho que foi fustigado pelo calor”, disse o vereador para Agricultura, Pescas e Meio Ambiente, José Manusse.
Para a presente campanha, a edilidade havia planificado 23 mil hectares de culturas diversas.
Entretanto, face as altas temperaturas,que rondam entre 35 e acima de 40 graus centígrados, apenas o amendoim resiste. Parao caso do milho, uma das principais apostas do município,esperam-se perdasacima dos 50%.
Como cultura de rendimento, a edilidade havia planificado a produção em grande escala de banana e cana sacarina.
Em relação aos serviços pecuários, Manusse disse que o município da Manhiça possui uma área com 4.500 cabeças de gado bovino, para a produção de leite, de carne e tracção animal.
A vida municipal abate entre 60 a 80 cabeças de vaca por mês,nos dois principais matadouros, que se traduz numa produção de quatro a cinco toneladas de carne.
Em dias festivos, como Natal, fim de ano e feriados nacionais, quando se regista um aumento significativo na procura da carne, os matadouros chegam abater acima de 1.000 animais.
Além do gado bovino, o município tem uma área preparada para a produção industrial de frango.
Pouco mais de mil mineiros terão atravessado, no fim-de-semana, a fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, de regresso à África do Sul, onde retomam o trabalho.
No sábado (02), o Serviço Nacional de Migração (SENAMI) registou596 mineiros que atravessaram para o país vizinho, num total de 1.091 viajantes que estiveram em Moçambique a passar as festas do Natal e do fim-de-ano com familiares e amigosou ainda em estâncias turísticas.
Quanto a entradasno mesmo período, Celestino Matsinhe, porta-voz do SENAMI, fala de 1.621 cidadãos, dos quais 530 nacionais.
No dia de ontem, o SENAMI registou, desde as primeiras horas, uma enorme fila de viaturas que pretendiam entrar na África do Sul. Esta situação resultou do atraso verificado na activação da Paragem Única (Km4), devido à chegada tardia da equipa de trabalho sul-africana no local, conforme elucidou Matsinhe.
“Contudo, passado algum tempo, o Km4 ficou activo e o atendimento dos viajantes foi mais rápido, diferentemente do queaconteceu às primeiras horas do dia. Continuamos a apelar àcalma de todos os viajantes, pois temos posicionado no posto de travessia de Ressano Garcia, efectivo e meios materiais suficientes para atender com celeridade os viajantes”, disse Matsinhe.
Entretanto, o SENAMI esperava registar ontemo pico no movimento migratório de regresso de turistas e mineiros à África do Sul, visto que muitos se apresentam ao trabalho no dia de hoje.
A Cerimónia de investidura de Biden como presidente dos Estados Unidos vai incluir um “desfile virtual por toda a América”, devido às limitações a ajuntamentos físicos impostos pela pandemia da Covid-19, anunciou no domingo (03) a organização do evento.
Depois da cerimónia do juramento na tomada de posse, a 20 de Janeiro, no Capitólio, em Washington, o Presidente eleito, Joe Biden, e a sua mulher, Jill Biden, vão juntar-se à vice-presidente eleita, Kamala Harris e ao seu marido, Douglas Emhoff, numa revista às tropas com distanciamento social assegurado.
Biden vai também ter uma escolta presidencial com representantes de cada ramo das Forças Armadas no percurso a pé até à Casa Branca, um momento que não contará com as multidões nas ruas que costumam assistir a este ritual.
A equipa de transição de Biden continua a preparar uma cerimónia e festividades que decorrerão maioritariamente em modo virtual, sendo o desfile de dimensão nacional um momento para “celebrar os heróis americanos, destacar os americanos de todos os quadrantes e reflectir sobre a diversidade, herança e resiliência do país” quando tem início uma “nova era americana”, disseram os organizadores à Associated Press (AP).
O evento virtual vai ser transmitido na televisão e contar com actuações “diversas e dinâmicas” em comunidades de todo o país, sendo que os participantes serão anunciados nas próximas semanas, garantiu a organização
A Equipa do NAPSA Stars FC,da Zâmbia, chegou na manha da segunda-feira (04)na cidade da Beira, capital da província de Sofala.
O NAPSA defronta quarta-feira (06) a União Desportiva do Songo, em partida a contar para a segunda mão da segunda pré-eliminatória de acesso à fase de Grupos da Taça da Confederação Africana de Futebol.
Os zambianos desembarcaram na manha de hoje no Aeroporto Internacional da Beira,esperando-se que façam o treino de reconhecimento no campo do Ferroviário da Beira, na tarde desta terça-feira (05).
Ainda nesta segunda-feira, a delegação zambiana deverá ser submetida a testes de despiste da Covid-19, no âmbito do protocolo sanitário definido pela CAF para os jogos das Afrotaças.
Depois do empate a zero no jogo da primeira mão, o NAPSA Stars FC veio a Moçambique na sua máxima força,contando com 23 jogadores na sua delegação.
A polícia moçambicana disse que abateu um suposto informador dos insurgentes no distrito de Palma, nas redondezas dos megaprojetos de gás natural em Afungi, na província de Cabo Delgado.
O facto ocorreu na sexta-feira (01), no bairro de Quitunda, uma zona próxima aos megaprojetos e que tem sido usada para realojar as populações que viviam na área que agora alberga os empreendimentos da petrolífera Total, que lidera o projeto, disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, Ernesto Madungue.
“[As equipas] deslocaram-se para aquele bairro, chegados no local a polícia foi recebida com tiros e sentiu-se obrigada a abrir fogo e daí um suposto informante dos terroristas acabou sendo alvejado mortalmente no local”, afirmou o porta-voz, em conferência de imprensa.
Segundo Ernesto Madungue, a PRM terá se deslocado ao bairro após tomar conhecimento de que havia informadores dos grupos insurgentes em três residências, tendo, por isso, organizado equipas para responder à situação.
“Também foi alvejado pelo suposto terrorista um dos membros da PRM, que ficou ferido e neste momento está a receber cuidados médicos no hospital”, acrescentou.
Em dezembro, grupos rebeldes que têm protagonizado ataques armados em Cabo Delgado efetuaram, pelo menos, dois ataques próximos dos megaprojetos liderados pela francesa Total.
Numa nota de reação enviada hoje à Lusa, a Total informou que reduziu temporariamente a sua força de trabalho no local do projeto em resposta ao “ambiente prevalecente”, acrescentando estar em “contacto permanente” com as autoridades moçambicanas.
“O ambiente operacional permanece em avaliação contínua e a Total mantém uma comunicação constante com as autoridades moçambicanas sobre o assunto”, frisou a empresa.
O projeto é o maior investimento privado em África, da ordem dos 20 mil milhões de euros.
A violência armada em Cabo Delgado começou há três anos e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral vai reunir-se este mês para debater a situação de segurança na região.
Pelo menos 23 moçambicanos foram detidos ontem (04), pelas forças de segurança da África do Sul no posto de Kosi Bay, na fronteira com Moçambique, noticiou a televisão sul-africana.
Os imigrantes moçambicanos foram detidos separadamente pela Polícia sul-africana (SAPS, na sigla em inglês) e por militares da Força Nacional de Defesa da África do Sul (SANDF), por falta de teste à covid-19 negativo válido até 72 horas antes e por tentarem entrar ilegalmente na África do Sul naquela fronteira no nordeste do país, noticiou o canal de televisão ENCA.
O canal sul-africano adiantou que alguns imigrantes moçambicanos eram portadores de testes de covid-19 positivos, enquanto que outros declararam não ter posses monetárias para suportar a despesa do teste na capital moçambicana, Maputo, que disseram rondar os 1.200 rands (66,51 euros), optando por entrar na África do Sul ilegalmente.
As autoridades sul-africanas reabriram sexta-feira com medidas extraordinárias de segurança o posto fronteiriço de Kosi Bay, entre a província do KwaZulu-Natal e Moçambique, que se encontrava temporariamente encerrado desde o início da pandemia do novo coronavírus em março do ano passado.
De acordo com as normas de confinamento de nível 3 ajustado, anunciado em 28 de dezembro de 2020 pelo Presidente da República, Cyril Ramaphosa, a África do Sul permite a entrada de estrangeiros no país mediante a apresentação de um teste de covid-19 negativo certificado por entidade médica e realizado 72 horas antes da data de chagada ao país.
A África do Sul regista um total 1.100.748 infeções de covid-19, tendo reportado 11.859 novos casos nas últimas 24 horas, segundo as autoridades de saúde.
Ainda nas últimas 24 horas, o país reportou 402 óbitos elevando para 29.577 o número total de mortes pelo novo coronavírus.
A África do Sul realizou 6,7 milhões de testes covid-19 desde o início de março do ano passado, anunciaram as autoridades da saúde sul-africanas.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.843.631 mortos resultantes de mais de 85 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em África, há 67.246 mortos confirmados e mais de 2,8 milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.
Moçambique regista 171 mortos e 19.463 casos.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Um casal encontra-se detido no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), no distrito de Vanduzi, província de Manica, acusado de tirar a vida ao próprio filho com recurso à catana e ainda queimar o corpo.
Segundo os indiciados, tudo começou quando eles decidem entrar para o ano novo de 2021 levando uma vida diferente, enriquecidos através da “magia negra”.
Feito o plano, o casal contactou um curandeiro que procedeu com o devido ritual, tendo aconselhado que no regresso deviam ir directamente para casa. Todavia, o casal vez ouvidos de mercador, ignorou as recomendações e passou pela machamba, onde pernoitou.
Sucede que na calada da noite, segundo contam o homem e mulher, o filho que estava na sua companhia começou a ser possuído por um mau espírito. Na tentativa de defendê-lo, desferiram nele golpes com recurso a uma catana, até que o miúdo não resistiu e morreu.
“Vi que o meu filho estava sendo possuído por espírito. Comecei a bater naquele espírito, longe de pensar que estava a bater no meu filho até que ele morreu”, contou o pai do finado.
A mulher mostrou-se arrependida e reiterou que o objectivo não era matar o filho. “Nós matámos sim o nosso filho, mas não é isso que queríamos. Mas acabou acontecendo o inesperado”.
E porque o crime não compensa, o casal foi apanhado pelas pessoas que vivem próximo à sua machamba, detido pela Polícia e esta diz que deverá ser responsabilizado pelo acto.
Mateus Mindú, porta-voz da Polícia em Manica, contou que o homem e a mulher “não só tiraram a vida do menor em alusão, como também cortaram a sua cabeça”.
Este não é o primeiro caso em Manica de pais que matam filhos para alegadamente serem ricos.
A PRM diz que abortou na sexta-feira (01) uma tentativa de ataque à vila de reassentamento de Quitunda, em Palma, e durante a operação foi abatido um suposto informante dos terroristas e um membro da Polícia da República de Moçambique (PRM) ficou ferido.
No dia 01 de Janeiro de 2021, quando muitos festejavam a chegada do novo ano, a PRM travava mais uma batalha no teatro operacional-norte, mais concretamente na aldeia de reassentamento de Quitunda, em Palma, província de Cabo Delgado, onde os terroristas estavam, alegadamente, infiltrar os seus informantes, num acto preparatório para mais um ataque que não se sabe quando seria. A Polícia tomou conhecimento, dirigiu-se ao local com o seu efectivo e foi recebida com disparos e teve que responder na mesma proporção, segundo avança Ernesto Madungue, superintendente da Polícia e porta-voz da corporação em Cabo Delgado.
“Os terroristas tentaram introduzir os seus informantes ao nível do distrito de Palma, na sede, com vista a criarem situação de ataque e a Polícia tomou conhecimento que havia em três residências, na vila de reassentamento de Quitunda. A Polícia organizou suas equipas para fazerem face a esta situação, deslocaram-se para aquele bairro, chegados no local, foram recebidos com tiros. A Polícia sentiu-se obrigada a abrir fogo e daí, um suposto informante dos terroristas acabou sendo alvejado mortalmente no local e também foi alvejado pelo mesmo suposto terrorista um dos membros da PRM que neste momento está a receber cuidados médicos no hospital”, explicou Ernesto Madungue.
As Forças de Defesa e Segurança estão no terreno e neste momento a Polícia garante que a situação está calma. “O trabalho continua no sentido de devolver a segurança e a ordem nas pessoas que neste momento encontram-se atormentadas”.
A troca de tiros aconteceu a mais ou menos três quilómetros do acampamento da Total. “O País” soube de fontes seguras que aquela petrolífera está a retirar o pessoal do acampamento em causa, por questões de segurança.
O teatro operacional-norte é neste momento o principal centro das atenções. Imagens do Ministério da Defesa Nacional cedidas à Televisão de Moçambique (TVM), na tarde de domingo, mostram o Major-General Eugénio Mussa na parada militar, numa das posições. O dirigente militar considera que 2021 é um ano decisivo na luta contra o terrorismo.
“2021 tem que ser o ano decisivo para resolvermos o problema que temos que é de aniquilar os contra-pátria. Temos que destruir com rigor porque não podemos continuar com este pendente”
E disse à tropa para não se deixar levar pelas informações e imagens que são veiculadas nas redes sociais, algumas das quais sem reflectir a verdade dos factos no terreno.
No final do ano passado, o Presidente da República, na qualidade de comandante-chefe das Forças de Defesa de Moçambique, prometeu reforço logístico ao teatro operacional-norte para perseguir o inimigo de forma estruturada, tal como disse.
Depois de relativa tranquilidade, homens supostamente munidos de catanas voltaram a semear terror na zona do rio Mulaúze, limite entre as cidades de Maputo e Matola. De 23 a 31 de Dezembro último, três pessoas foram submetidas a maus-tratos com recurso a catanas e despojados de seus bens.
Marcelino Zacarias, 35 anos de idade e pai de três filhos menores, é a mais recente vítima dos presumíveis malfeitores e contraiu ferimentos graves. Segundo as suas palavras, na noite do dia 23 Dezembro passado, por volta das 23 horas, foi interpelado por indivíduos com armas brancas, quando regressava do serviço.
O caso deu-se numa zona próxima a “Missão Roque”, cidade de Maputo. Quatro homens, todos trajados de preto e empunhando catanas, arrastaram o jovem marinheiro até uma plantação de hortícolas, nas margens do rio Mulaúze, depois de amarrarem os seus membros superiores e inferiores. Na circunstância, o cidadão perdeu dois telemóveis e 2.700 meticais, incluindo uma mochila que levava às costas.
Os malfeitores não deixaram escapar os 17 quilogramas de lulas que a vítima levava para a família, para os festejos do Natal.
Marcelino Zacarias contou que quando lhe foi retirado os bens, um dos presumíveis agressores ficou com a responsabilidade de tirá-lo a vida, o que não aconteceu por um golpe de sorte.
“Eu fiquei amarrado, eles saíram e deixaram-me com um dos integrantes” do grupo, “que me devia cortar o pescoço ou as pernas, mas ele poupou-me. Retirei as cordas e rastejei até à rua onde pedi ajuda para o posto policial”, de onde “liguei para a minha esposa através do telefone de um agente da Polícia. De seguida, fomos ao hospital. Cortaram-me no joelho e fui costurado sete pontos. Criaram-me também cortes nos braços e nas costas, Dou graças à Deus que estou vivo”, declarou o jovem.
Lídia Lázaro, quatro vezes vítima na mesma zona, numa das incursões dos supostos agressores perdeu o marido, ferido a catanas quando ela estava grávida, em 2006. O filho, hoje com 14 anos de idade, não conheceu o pai.
O seu sobrinho foi igualmente vítima dos malfeitores na noite do dia 25 de Dezembro, depois da celebração do dia da família. O jovem sofreu cortes nos membros inferiores e na face. No momento em que a mulher falava ao “O País”, a vítima estava no posto médico para tratar dos ferimentos.
Próximo ao local onde actuam os malfeitores existe um posto da PRM, que segundo a comunidade é incapaz de estancar a onda de criminalidade.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Nampula diz ter abortado uma tentativa de venda de uma jovem a 3 milhões de meticais. O caso deu-se na última semana de Dezembro e há três detidos em conexão com o caso.
Uma história de amor que segundo os investigadores criminais ia terminar no tráfico humano. Uma jovem de 20 anos de idade, estudante da 12ª classe, residente na cidade de Nampula, conheceu outro jovem de 31 anos, em Dezembro último, e em poucas semanas de relacionamento estava em marcha um suposto plano de venda da mesma.
“Trocamos número e disse: ‘eu gostei de si menina; quero namorar consigo e se possível podemos casar. Quero me apresentar na casa dos teus pais’. Eu disse que está bem. Começamos a namorar. Durante umas semanas ele me pressionava dizendo que sou a mulher dele. Eu não sabia que ia ser vendida”, disse a vítima.
A história tem várias versões, o mesmo que acontece com os envolvidos (3). Uma delas é uma jovem que terá sido contactada pelo principal suspeito para encontrar interessados no negócio e foi daí que o caso chegou à Polícia.
“Disse que ‘tenho uma bolada [negócio informal]. É uma pessoa’, e eu disse que nunca vendi uma pessoa. Deixou-me ir e disse para pensar. Quando cheguei [à casa] contei a uma pessoa que trabalha num posto policial que conheci uma pessoa que disse para vender uma pessoa, mas eu nunca fiz isso”, disse.
A jovem que alegadamente seria vendida estava no distrito de Rapale (cerca de 20 km da cidade de Nampula) no dia em que os agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, fizeram a captura dos envolvidos. Mas o principal suspeito explicou que a “namorada” viajou de livre vontade e não se tratava de uma manobra criminal.
“Fomos com a Polícia até à vila de Rapale. Continuei a ligar para ela e disse que não estava na vila e disse para ir até uma zona, para quem vai a Mecubure. Fui com a Polícia até lá e quando liguei para ela apareceu fomos com ela até onde estava a mãe e a tia”.
Durante as investigações, um dos agentes do SERNIC fez-se passar por comprador e inclusivamente já havia proposta do preço, segundo conta a porta-voz da instituição em Nampula, Enina Tsinine.
“A negociação era de cerca de três milhões de meticais, dependendo, se for virgem e se não for podia, o valor variava. Foi ali que o SERNIC abordou e se [aperceberam] que se tratava de um agente do SERNIC, fez-se a detenção, assim como a apreensão da viatura em que se faziam transportar”.
Considera-se um caso isolado em Nampula, atendendo que não há registo de um caso semelhante que tenha ocorrido no ano passado.
Ainda na cidade de Nampula, o SERNIC deteve na última semana de Dezembro três indivíduos que fazem parte de um grupo de 10 que invadiu a Associação Islâmica e roubou diversos bens.
Dois homens de 58 anos de idade morreram por Coronavírus, no fim-de-semana, na cidade de Maputo e província de Manica. Segundo o Ministério da Saúde, 89 doentes lutam pela vida nos centros de internamento e em outras unidades sanitárias.
Em Manica, o paciente morreu no sábado e na capital do país no domingo. As vítimas estavam hospitalizadas e, apesar de esforços dos médicos, não foi possível evitar o pior.
Relativamente aos pacientes internados, o país regista, cumulativamente, 858. Destes, 89 continuam hospitalizados, disse a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde no Ministério da Saúde, Lorna Gujral, à comunicação social.
Dos enfermos acamados, 50 são homens e 38 mulheres. Quarenta e oito encontram-se em estado moderado, 35 graves e cinco em estado crítico.
Saliente-se que de sábado para esta segunda o número de doentes internados aumentou de 61 para 89.
A responsável lamentou o facto de alguns doentes com COVID-19 chegarem às unidades sanitárias em estado grave. A situação sugere “maior vigilância e educação para a saúde”.
Lorna Gujral informou, num outro desenvolvimento, que de domingo para esta segunda-feira Moçambique registou mais 154 infecções pelo novo Coronavírus. O total, desde Março, subiu para 19.463.
Esta segunda-feira, o Ministério da Saúde anunciou mais 63 pessoas totalmente recuperadas da COVID-19, o que eleva o total para 16.828.
A Associação Special Children Inclusion Organization (ASCIO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Agentes de Sensibilização e Mapeamento. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Assessor Técnico Sénior de Pediatria. Saiba mais.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo pretende admitir para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais de Tecnologias de informação e Comunicação. Saiba mais.
O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Enfermeiros Superiores de Saúde Materno Infantil. Saiba mais.
Embora o Barcelona continue a revelar problemas no ataque e Luis Suárez se mantenha em destaque no Atlético Madrid, Ronald Koeman não se mostra arrependido por ter deixado sair o goleador uruguaio do conjunto catalão.
«Não estou arrependido por ter deixado Suárez sair. Já elogiei as suas qualidades. A decisão já estava tomada pelo clube e por ele», reforçou o treinador holandês, em conferência de imprensa.
Suárez soma oito golos e é um dos melhores marcadores da liga espanhola.
No que diz respeito à possibilidade de chegarem reforços no mercado de inverno, Koeman explicou: «Se não for contratado ninguém é por escolha do clube ou devido à situação financeira.»
O Paris Saint-Germain confirmou a contratação de Mauricio Pochettino como novo treinador. O argentino assina por uma época e meia (junho de 2022), com mais um ano de opção e substitui assim o alemão Thomas Tuchel.
Pochettino, que jogou em Paris entre 2000 e 2003 (tendo jogado também no Bordéus na época seguinte), estava sem treinar desde que saiu do Tottenham em novembro de 2019 e começa a orientar Danilo Pereira, Neymar, Mbappé e companhia já este domingo, dia em que o PSG regressa aos treinos.
Acidente aconteceu durante uma cremação em Ghaziabad; as vítimas se protegiam da chuva debaixo de um abrigo que desabou.
Pelo menos 23 pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas depois que o teto de uma estrutura de concreto desabou sobre elas enquanto acompanhavam a cremação de um homem neste domingo (3) em Ghaziabad, no estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia.
O abrigo, recentemente construído, veio abaixo por causa da forte chuva que caía no momento do acidente. Segundo o jornal Times Of India, todos os atingidos pelo colapso da estrutura eram homens; eram amigos e parentes de Jai Ram, que estava sendo cremado.
As equipes de resgate levaram horas para resgatar todas as vítimas que estavam debaixo dos escombros, usando a ajuda de cães farejadores. Muitos dos feridos foram levados a hospitais da região em estado grave.
A polícia de Uttar Pradesh vai investigar as causas do acidente. Segundo uma porta-voz do governo, ainda não há
A Selecção Nacional de Futebol Sub-17 de Moçambique conquistou, de forma brilhante, o segundo título consecutivo no Torneio Luso-Cup Cascais, ao empatar a zero...
A capital da província de Nampula acolheu recentemente uma visita significativa, que culminou na promoção de um comício no distrito de Malema. Este evento...
A presidente da 15.ª Sessão da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), Margarida Talapa, manifestou a sua inquietação face às...
A Vodacom Group anunciou a intenção de aumentar os seus investimentos em Moçambique, focando na expansão da conectividade e digitalização, bem como na implementação...