Um acidente trágico ocorreu na cidade de Maputo, envolvendo uma viatura de transporte semi-colectivo de passageiros da rota Anjo Voador-Praça dos Combatentes. O incidente resultou na morte de uma pessoa e ferimentos graves em outra.
Segundo informações fornecidas por um vendedor informal no local, o veículo seguia na direcção Baixa/Ponto Final quando, de forma repentina, atropelou uma menina e uma senhora que se encontravam a vender no passeio, na esquina da avenida Guerra Popular com a avenida Ho Chi Min. O impacto foi tão forte que a viatura ainda derrubou um Posto de Transformação de energia eléctrica, deixando um quarteirão inteiro sem electricidade.
A mulher que sobreviveu ao acidente foi prontamente levada ao Hospital Central de Maputo (HCM) para receber cuidados médicos, no entanto, a situação da vítima ainda não foi revelada.
As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias do acidente e a reavaliar as medidas de segurança rodoviária na área, em face da crescente preocupação com a segurança dos peões na cidade.
O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anunciou hoje a implementação de um serviço de cabotagem marítima que liga a cidade de Maputo às províncias de Gaza e Inhambane.
Esta iniciativa surge como uma resposta à crise de abastecimento provocada pela degradação da Estrada Nacional Número Um (EN1), que tem dificultado o trânsito de mercadorias essenciais.
Na sua intervenção, Matlombe destacou a importância desta medida para garantir a continuidade do fornecimento de produtos básicos e de primeira necessidade em regiões afectadas pela falta de reabastecimento via rodoviária. O ministro proferiu estas declarações durante uma visita para a avaliação dos danos nas infraestruturas da EN1, na província de Maputo.
Os navios que farão parte desta operação marítima serão encarregues de transportar alimentos e outros bens essenciais, assegurando que não haja ruptura no abastecimento nas localidades mais afectadas. A decisão, segundo Matlombe, pretende mitigar o impacto da intransitabilidade que tem prevalecido nas estradas daquelas províncias.
Com esta medida, espera-se aliviar a pressão sobre os habitantes das zonas afectadas, proporcionando uma solução eficaz para os desafios actuais em matéria de transporte e logística em Moçambique.
A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos emitiu um alerta preocupante, indicando que mais de 40 mil habitantes da Província de Maputo poderão ser gravemente afectados por inundações nos próximos dias.
Este cenário resulta da iminente possibilidade de colapso da Barragem de Senteeko, situada na República da África do Sul.
A temida ruptura, que se deve à erosão acentuada da estrutura, poderá desencadear inundações severas nas áreas de Xinavane, Ilha Josina Machel e nas Zonas Baixas de Moamba, Magude, Manhiça e Marracuene. A informação foi transmitida pelas autoridades sul-africanas, que alertaram para os riscos associados à situação da barragem.
Em resposta, a Direcção Nacional anunciou que irá proceder à retirada imediata das famílias situadas nas zonas de risco, deslocando-as para centros de acomodação seguros. Simultaneamente, serão reduzidas as descargas na Barragem de Corumana, com o objectivo de mitigar o impacto das possíveis inundações.
A Barragem de Senteeko, construída sobre o rio Crocodilo, um dos principais afluentes do rio Incomáti, possui uma capacidade de armazenamento de aproximadamente 1,8 milhões de metros cúbicos. Contudo, devido às intensas chuvas ocorridas nas últimas semanas, a estrutura alcançou os seus limites de segurança.
Nesta hipótese de colapso, prevê-se que o caudal de pico atinja valores entre 2.300 e 2.500 metros cúbicos por segundo na região de Ressano Garcia, no distrito de Moamba, podendo afectar as localidades de Magude, Manhiça e Marracuene.
As autoridades locais estão em alerta máximo e a situação será devidamente monitorizada nos próximos dias, visando proteger as comunidades em risco.
A Associação de Cônsules Honorários de Moçambique anunciou em Maputo, uma contribuição significativa para as vítimas das cheias e inundações que afectaram várias regiões do país.
A entrega consistiu na doação de 10 toneladas de alimentos, um gesto que visa aliviar o sofrimento das comunidades impactadas.
A recepção dos donativos contou com a presença da ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, que sublinhou a importância desta solidariedade em tempos de adversidade. Durante o evento, a ministra frisou o compromisso do governo em “continuar a fazer o melhor” para apoiar mais de seiscentos mil moçambicanos afectados nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala.
Os alimentos foram posteriormente entregues ao Instituto Nacional de Gestão e Risco de Desastres (INGD). O ato decorreu na presença do vice-presidente do INGD, Gabriel Monteiro, e do presidente da Associação dos Cônsules Honorários de Moçambique, Noor Mohamed.
Esta ação solidária reflete o empenho em mobilizar recursos para mitigar os efeitos das calamidades e garantir que as necessidades básicas da população sejam atendidas.
Sessenta e cinco viajantes retidos no distrito do Limpopo, em consequência das cheias, foram evacuados por via fluvial.
A operação, coordenada pelo Governo distrital em colaboração com o Instituto Nacional de Transportes Marítimos (ITRANSMAR) e o Comando Distrital, foi realizada em duas fases.
Na passada sexta-feira, 33 pessoas foram transportadas, seguidas por outras 32 no sábado, com destino à zona alta da cidade de Xai-Xai. Os viajantes estavam em rota para a província de Inhambane e outras regiões do país.
As inundações não só impactaram a mobilidade das pessoas, mas também provocaram severos danos no sector produtivo. Dados oficiais indicam que aproximadamente 31.017 hectares de terras agrícolas estão inundados, com 30.617 hectares considerados perdidos, afectando assim 16.906 produtores. Para a recuperação das colheitas, o distrito necessita urgentemente de 543,4 toneladas de sementes.
O sector pecuário também foi severamente atingido. Estão inundados cerca de 47 mil hectares de pastagens, resultando na deslocação de 10.675 bovinos, 2.683 caprinos, 1.379 ovinos, 242 suínos, 1.482 galinhas e 626 patos. Além disso, 341 animais encontram-se sitiados. As cheias causaram a morte de 47 bovinos, 312 caprinos, 172 ovinos e 236 galinhas, enquanto 187 bovinos, 96 caprinos, 23 ovinos, 251 galinhas e 96 patos estão dados como desaparecidos, afectando 2.894 criadores.
Em relação à situação sanitária dos animais, o distrito identificou necessidades urgentes, nomeadamente a disponibilização de 40 litros de carracicida e diversos tipos de antibióticos.
No que diz respeito ao subsector das pescas, as cheias submergiram 15 tanques piscícolas, com uma perda estimada de 19 mil alevinos. Além disso, 36 redes de pesca foram destruídas, assim como seis bóias e 10 redes adicionais, e seis embarcações foram arrastadas e permanecem desaparecidas.
O número de vítimas mortais do deslizamento de terras ocorrido no sábado na região de Bandung, na ilha de Java, Indonésia, ascendeu a 17, com mais de 70 pessoas ainda desaparecidas.
As autoridades locais temem que este número possa aumentar à medida que prosseguem as operações de busca e salvamento.
O deslizamento de terras, provocado por chuvas torrenciais, soterrou várias habitações em aldeias da região de Bandung Ocidental, situada a sudeste de Jacarta, a capital do vasto arquipélago indonésio, que conta com mais de 17.000 ilhas.
Segundo as autoridades, dezenas de pessoas continuam sem notícias dos seus familiares, e muitos aguardam informações junto à aldeia de Pasirlangu, localizada a 25 quilómetros a noroeste de Bandung. A situação permanece crítica, com equipas de resgate mobilizadas para procurar sobreviventes entre os escombros.
O Ministério da Economia de Moçambique anunciou recentemente a designação do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) como o único responsável pela importação de cereais no país.
Esta decisão tem como objetivo salvaguardar o interesse público, segundo as autoridades governamentais.
Segundo as declarações oficiais, esta medida visa controlar o fluxo de divisas, combater a sobrefaturação e garantir que as famílias moçambicanas tenham acesso a produtos de qualidade a preços justos.
Contudo, a decisão tem gerado críticas de diversos sectores, especialmente entre agentes económicos e a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC), que questionam a sua legalidade num mercado caracterizado pela livre concorrência. O parecer da ARC recomenda uma reavaliação da medida, sugerindo que a questão seja discutida ao nível do Conselho de Ministros ou da Assembleia da República, tendo em vista os efeitos consideráveis que pode ter sobre o funcionamento do mercado.
Em entrevista ao jornal “Notícias”, o director-geral do ICM, Job Fazenda, defendeu a decisão, sublinhando que o Estado já exerceu funções semelhantes no passado, embora sob outra designação. O responsável acredita que as preocupações expressas no cenário actual carecem de fundamentos sólidos.
Fazenda revelou que, com a implementação deste novo modelo, o Estado poderá economizar cerca de 100 milhões de dólares, eliminando taxas aduaneiras que eram aplicadas em países intermediários na cadeia de importação do arroz.
Na mesma entrevista, o director do ICM criticou o parecer da ARC, classificando-o como extemporâneo e inadequado, pois, segundo ele, ignora o interesse público que fundamenta a nova estratégia de importação.
Um avião cargueiro da União Europeia chega hoje a Moçambique, trazendo consigo um lote significativo de ajuda humanitária destinado às vítimas das recentes cheias que assolaram diversas regiões do país.
A aeronave está prevista para aterrar no Aeroporto Internacional de Maputo às 21 horas.
A recepção do donativo ficará a cargo da Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela Lucas. A ação visa apoiar os cidadãos que perderam os seus bens e foram desalojados devido aos efeitos devastadores das inundações.
Presentemente, Moçambique conta com 94 centros de acolhimento e acomodação espalhados pela cidade de Maputo e pelas províncias de Gaza, Inhambane e Manica, onde as autoridades locais trabalham para garantir abrigo e assistência às populações afetadas.
As autoridades moçambicanas expressam a sua gratidão pela solidariedade demonstrada pela União Europeia neste momento crítico, destacando a importância da colaboração internacional na ajuda aos que mais necessitam.
Pelo menos três crianças, incluindo uma com apenas dois anos, faleceram recentemente devido a um trágico acidente de afogamento no distrito de Chibuto, em Gaza.
As vítimas, com idades entre os dois e os treze anos, brincavam em águas acumuladas quando decidiram entrar na água para nadar, não voltando mais.
A administradora do distrito, Cacilda Banze, expressou a sua preocupação com a situação, salientando a circulação de numerosas crianças em áreas de risco sem a devida vigilância. Banze manifestou receio de que possam ocorrer mais incidentes semelhantes caso não sejam implementados mecanismos de segurança adequados.
Após o trágico acontecimento, as autoridades de Chibuto têm intensificado os esforços para sensibilizar as famílias sobre a importância de um melhor controlo das crianças, visando prevenir futuras tragédias.
As comunidades locais mantêm-se em luto, reflectindo sobre a necessidade urgente de medidas que assegurem a segurança dos mais pequenos em ambientes propícios a acidentes.
O corpo diplomático acreditado em Moçambique, denominado “Grupo Africano” e composto por 40 países, realiza a entrega de donativos destinados a apoiar as vítimas das cheias e inundações que assolam o país.
A cerimónia de recepção dos donativos terá lugar em Maputo, sob a égide da ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas. Este gesto solidário é um reflexo da solidariedade internacional face às adversidades climáticas que têm afectado várias comunidades em Moçambique.
Os donativos são esperados para proporcionar alívio imediato às famílias afectadas, cujas vidas foram severamente impactadas pelas recentes calamidades naturais. A iniciativa do Grupo Africano reforça o compromisso dos países membros em apoiar Moçambique em tempos de crise.
A entrega de ajuda humanitária surge num momento crítico, em que a necessidade de resposta rápida e eficaz é essencial para mitigar os efeitos devastadores das inundações.
Esta semana, no distrito do Búzi, na província de Sofala, dá-se início ao processo de reassentamento das primeiras duzentas das oitocentas famílias que foram severamente afectadas pelas inundações.
Estas famílias encontram-se, presentemente, a residir em centros transitórios.
O ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, que actua como mandatário do Presidente da República, revelou que, neste momento, estão a ser demarcados os terrenos destinados a acolher os reassentamentos.
A iniciativa visa proporcionar melhores condições de habitação e garantir a reabilitação das vidas das famílias afectadas.
O ex-presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, manifestou-se publicamente contra o governo vigente, acusando-o de levar a cabo uma campanha de perseguição aos antigos ministros do seu executivo.
Chakwera alega que tal perseguição inclui intimidações, detenções ilegais e abuso de poder.
Numa declaração incisiva, o ex-estadista sublinhou que as evidências não se restringem a meros casos isolados, mas sim a uma estratégia sistemática que envolve buscas policiais sem respeito pelos direitos dos cidadãos. Chakwera revelou que contactou directamente o actual Presidente, Arthur Peter Mutharika, para expressar a sua indignação face a um padrão crescente de detenções motivadas politicamente, especialmente direccionadas a membros do Partido do Congresso do Malawi (MCP).
O ex-presidente citou incidentes concretos, como a tentativa de busca na sua residência e a detenção de vários colaboradores, incluindo o seu assessor, a antiga secretária de estado e o antigo ministro da Indústria e Comércio. Chakwera também mencionou as prisões de outros membros seniores do seu partido, como Richard Chimwendo Banda, Jessie Kabwila e Ezekiel Ching´oma, todos com ligações ao governo anterior.
Embora tenha reconhecido a legitimidade das autoridades policiais em proceder a detenções quando existem provas consistentes, Chakwera foi claro ao afirmar que as acções em curso têm motivação política. Sentindo a necessidade de dialogar com o actual líder, enfatizou que ambos compartilham a responsabilidade de proteger a estabilidade, a democracia e a paz no país.
Em um apelo à comunidade internacional, Chakwera pediu vigilância à sociedade civil, às instituições legais, organizações de direitos humanos, meios de comunicação e cidadãos em geral, alertando que o abuso do poder policial representa uma ameaça significativa à ordem constitucional no Malawi.
Esta declaração de Lazarus Chakwera surge num contexto de crescente tensão política e levanta questões críticas sobre o futuro do país.
As recentes cheias e inundações que assolam várias regiões do país levarão à revisão do calendário escolar. Samaria Tovela, Ministra da Educação e Cultura, anunciou esta situação durante uma visita realizada ao centro de acomodação da Escola Primária de Guachene, localizado no distrito municipal de Katembe, na cidade de Maputo.
Neste momento, o sector educativo encontra-se em fase de avaliação das condições das escolas que foram afectadas pelas enxurradas, assim como das salas de aula que foram transformadas em centros de acolhimento para as vítimas das inundações. A ministra referiu que, nos próximos dias, será divulgada uma decisão em relação ao início do ano lectivo, que estava inicialmente agendado para o dia 30 de Janeiro.
A situação actual exige uma análise cuidadosa para garantir a segurança dos alunos e a viabilidade do ambiente escolar. A comunidade educativa aguarda ansiosamente por novas orientações que permitam o regresso às aulas de forma segura.
O director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou-se contra a saída dos Estados Unidos da agência das Nações Unidas, afirmando que os argumentos apresentados pelo governo americano são infundados.
Tedros sublinhou que tal decisão compromete a segurança não apenas dos Estados Unidos, mas também do mundo.
Em uma publicação na rede social X, o responsável da OMS reafirmou que a organização sempre manteve um diálogo aberto com os Estados Unidos, respeitando a soberania de cada nação membro. A retirada dos EUA, que se tornou efectiva após um período regulamentar de um ano, foi ordenada pelo então presidente Donald Trump logo após o seu regresso à presidência, em Janeiro de 2021.
Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde dos Estados Unidos, apoiou a decisão, comentando no X que a administração está a “recuperar a independência” e a “proteger a segurança americana”. Juntamente com o secretário de Estado, Marco Rubio, Kennedy Jr. criticou a OMS, apontando falhas durante a pandemia de Covid-19 e alegando que a organização tem actuado contra os interesses dos Estados Unidos.
Este contexto levanta preocupações sobre a futura colaboração global em saúde pública e o impacto que a ausência dos Estados Unidos na OMS poderá ter na gestão de crises sanitárias e na resposta a pandemias.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um (1) Consultor para Avaliação Externa da Fase II do Projecto “Melhorando os Resultados de Aprendizagem nas Escolas Primárias da Cidade de Maputo”. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um (1) Consultor para o Ciclo Feminist MEL: Bootcamps, ToCs Regionais e ToC Nacional (2025–2029). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista em Educação (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista em Saúde e Nutrição Escolar (Matola). Saiba mais.
Cerca de 140 milhões de pessoas nos Estados Unidos estão sob alertas ou avisos de tempestade de inverno, ou frio, com muitos locais recebendo ambos os avisos.
A previsão meteorológica indica que uma tempestade de gelo, que poderá ser catastrófica, está a aproximar-se, afectando desde o Novo México até às Carolinas.
Meteorologistas alertam que esta tempestade pode derrubar árvores e linhas de electricidade, levando a cortes de energia que poderão durar dias. Cidades como Washington, D.C., Filadélfia, Nova Iorque e Boston preveem acumulação significativa de neve, suficiente para tornar as viagens extremamente difíceis ou quase impossíveis.
As autoridades locais recomendam que os residentes se preparem para as condições adversas, garantindo que tenham os suprimentos necessários e evitando deslocações desnecessárias durante a tempestade.
Genita Ramos, uma jovem de 22 anos, grávida de cinco meses, sofreu a perda das duas pernas após a sua casa desabar enquanto dormia, em Alto Molócue, na província da Zambézia, centro de Moçambique.
O acidente ocorreu em decorrência das fortes chuvas, ventos e trovoadas que têm assolado a região.
“Eu estava a dormir quando ouvi um barulho forte. De repente, tudo caiu em cima de mim e senti uma dor enorme”, relatou Genita, em lágrimas, à agência Lusa. O desabamento, que aconteceu na tarde de 4 de Dezembro, deixou a jovem gravemente ferida, necessitando de transferência para o Hospital Central de Nampula (HCN).
Genita chegou ao HCN no dia 9 de Dezembro, tendo conseguido, com dificuldade, angariar 4.000 meticais (53,28 euros) para o transporte, com o apoio de familiares e membros da sua congregação religiosa. No hospital, os médicos informaram que a única solução para salvar a sua vida era amputar as duas pernas, conforme contou Amina João, mãe de Genita.
Apesar da gravidade da situação, os profissionais de saúde confirmaram que Genita está fora de perigo e que a sua gestação segue normalmente.
Juntamente com o marido, Castelo Cardoso, de 25 anos, ambos camponeses, Genita também perdeu a casa e enfrentam um futuro incerto. O casal pede apoio para a reconstrução da sua residência e para a aquisição de uma barraca provisória onde possam retomar a vida. “Precisamos de ajuda para reconstruir a nossa casa e levantar uma barraca para podermos sobreviver”, afirmou Castelo, que se encontrava em ritos de iniciação no momento do incidente.
Embora ainda não tenham recebido resposta quanto à reconstrução da casa, Genita já recebeu uma cadeira de rodas, oferecida pela esposa do governador de Nampula, Nazira Abdula, para facilitar a sua locomoção.
Desde o dia 7 de Janeiro, Moçambique tem enfrentado cheias generalizadas que resultaram na morte de pelo menos 12 pessoas e na afectação de quase 617 mil.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), desde o início da época chuvosa em Outubro, já se registaram 123 mortes e mais de 720 mil pessoas afectadas em todo o país. Em resposta à gravidade da situação, o Governo moçambicano decretou alerta vermelho nacional.
Ações de resgate continuam em curso para salvar centenas de famílias que permanecem sitiadas pelas cheias, algumas das quais se refugiaram em telhados de casas.
O porta-voz do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Paulo Tomás, revelou que, desde o início da época chuvosa a 1 de Outubro de 2025, até ao dia 22 de Janeiro, já se registaram 124 mortes e mais de 720 famílias foram afectadas.
“Lamentamos a ocorrência de 124 óbitos resultantes destes eventos durante esta época chuvosa. Registámos ainda cerca de 99 feridos”, declarou Paulo Tomás em entrevista à Rádio Moçambique.
O porta-voz referiu que, apenas no mês de Janeiro, 585 mil pessoas e 127 mil famílias foram afectadas. Combinando os impactos do primeiro período da época chuvosa, que decorreu de Outubro a Dezembro, contabiliza-se até ao dia 22 de Janeiro cerca de 725 mil pessoas afectadas, correspondente a 154 mil famílias.
Paulo Tomás acrescentou que mais de 80 mil casas foram danificadas pelas águas. As chuvas intensas também devastaram culturas agrícolas e interromperam dezenas de vias de acesso, especialmente nas províncias de Sofala, Gaza e Maputo durante este período.
O secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, procedeu ontem à entrega de três moto-bombas destinadas à sucção de água nas zonas inundadas do bairro dos Pescadores.
Esta iniciativa decorre na sequência de uma visita realizada no último domingo àquela área, que tem sofrido severamente com a acumulação de águas pluviais, resultando na paralisação da circulação de viaturas na Estrada Circular.
As moto-bombas foram entregues com o objectivo de reforçar a capacidade de drenagem imediata, permitindo um escoamento mais rápido das águas estagnadas, que têm dificultado a convivência e circulação de pessoas e bens, além de representarem um risco à saúde pública.
Durante a sua visita ao bairro, Joaquim teve a oportunidade de ouvir as principais preocupações da população local e orientou a adopção de medidas de resposta rápida no contexto da emergência.
O secretário de Estado destacou a importância de se trabalharem também soluções mais estruturais para mitigar o problema das inundações recorrentes na área.
A província de Inhambane enfrenta já uma intensa ruptura de stock de produtos essenciais e combustíveis, resultado da interrupção do trânsito rodoviário na Estrada Nacional Número Um, especificamente no troço 3 de Fevereiro/Incoluane, na província de Maputo.
Abdul Razaque, presidente do Conselho Empresarial de Inhambane, expressou a sua preocupação com a situação actual, que impossibilita a circulação de camiões de carga, muitos dos quais permanecem retidos ou não conseguem iniciar as suas viagens a partir da capital. Este impedimento logístico tem gerado uma escassez de mercadorias na região, levando a um cenário preocupante para os consumidores.
Razaque salientou que a falta de produtos pode ter repercussões negativas na estabilidade dos preços, o que representa um desafio adicional para o cidadão comum. “Reflete-se isto no mercado, com preços em alta. Alguns comerciantes desonestos poderão aproveitar esta situação para inflacionar os preços de certos produtos”, explicou.
As autoridades locais encontram-se agora a avaliar as medidas necessárias para mitigar o impacto da crise e garantir o fornecimento regular dos bens essenciais à população.
Foram publicadas hoje, dia 20 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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As autoridades moçambicanas emitiram um alerta sobre a possibilidade de inundações na província de Maputo, prevendo condições climáticas adversas para o mês em curso.
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