Vinte e dois polícias morreram vítimas de covid-19 desde a eclosão da pandemia em Moçambique, disse ontem (18) o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael.
O responsável explicou que a morte dos agentes é prova de que os membros da polícia estão entre as classes profissionais mais expostas à doença: “São colegas nossos que morreram e isso é um alerta para todos nós, mostra que estamos expostos e vulneráveis à covid-19”.
Os membros da PRM, prosseguiu, devem reforçar a prevenção, porque a sociedade precisa do trabalho da corporação.
Moçambique contabiliza 561 mortes por covid-19 e 52.629 pessoas infetadas, 62% das quais são consideradas recuperadas, enquanto 279 estão ainda internadas, 77% na cidade de Maputo, capital do país.
Equipas multissectoriais do Governo e parceiros desdobram-se na contabilização do número dos afectados pelas chuvas que se registam em quase todo o país, tendo em vista melhorar os mecanismos de canalização da ajuda humanitária aos necessitados, na mesma altura em que faz o levantamento dos danos materiais, com destaque para as vias de acesso.
Os trabalhos decorrem numa altura em que mais uma tempestade atinge o território nacional, concretamente as províncias de Inhambane, Sofala, Manica e Zambézia, com ventos até 100 km/hora e chuvas que podem ultrapassar os 100 milímetros em 24 horas, situação que pode agravar os impactos humanos e materiais.
Nota do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê que os ventos e chuvas se façam sentir com maior intensidade nos distritos de Massinga, Mabote, Govuro, Inhassoro e Vilankulo, em Inhambane.
Os distritos de Zavala, Inharrime, Jangamo, Panda, Homoíne, Morrumbene e cidades de Inhambane e Maxixe, na mesma província, estarão também sob chuva, mas com intensidade reduzida, podendo ir até 50 milímetros num dia, segundo o INAM.
Os efeitos da tempestade far-se-ão sentir ainda em Sofala, concretamente em Machanga, Búzi, Nhamatanda, Gorongosa, Cheringoma, Marromeu, Maringue, Caia, Muanza, Chibabava, Gorongosa, Chemba e cidades da Beira e Dondo, para além de Machaze, Mossurize, Sussundenga, Macate, Vandúzi, Chimoio e Gondola, em Manica.
Dois militares são dados por desaparecidos, desde quarta-feira (17), na sequência de um naufrágio ocorrido no ponto de travessia da Maragra para Calanga, no rio Incomáti, distrito da Manhiça, província de Maputo.
Trata-se de agentes da Força de Defesa e Segurança que integravam a equipa técnica responsável pela avaliação das condições de travessia para o posto administrativo de Calanga, cujo acesso está cortado devido a subida do caudal do rio Incomáti, face as chuvas que caem desde semana passada.
A embarcação levava, para além dos militares, outras duas pessoas, dois funcionários do governo do distrito da Manhiça pertencentes à Unidade Nacional de Protecção Costeira (UNAPROC).
Os técnicos foram resgatados com vida no dia do naufrágio e embarcação foi encontrada numa das zonas baixas de Calanga.
O chefe do posto administrativo de Calanga, Juvenal Sigaúque, informou que continuam as buscas para encontrar os desaparecidos.
Sigaúque referiu que devido ao corte da via para a vila sede do distrito, a população de Calanca corre o risco de ficar sem abastecimentos.
O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, admitiu ontem (19) que os agentes da corporação têm cometido “erros” na imposição das medidas previstas no estado de calamidade pública em vigor no país face à covid-19.
“Há erros, sim, nós reconhecemos isso. Errar é humano e quando se trabalha, cometem-se erros”, afirmou Bernardino Rafael, em declarações aos jornalistas, sem especificar a que tipo de “erros” se refere.
Rafael admitiu “o excesso de zelo” na aplicação das medidas contidas no estado de calamidade pública como causa dos “erros” cometidos pelos membros da PRM.
“Os erros são cometidos por colegas que agem com excesso de zelo, mas temos que particularizar esses casos e não fazer generalizações”, declarou Bernardino Rafael.
Aquele responsável avançou que 719 pessoas foram detidas por desobediência, em todo o país, desde a entrada em vigor de novas restrições para a contenção da covid-19, há duas semanas, no âmbito do estado de calamidade pública em vigor no país desde o ano passado.
Na quarta-feira, a Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) denunciou detenções arbitrárias na aplicação do recolher obrigatório noturno na área metropolitana de Maputo, acusando a polícia de criar condições para a propagação de covid-19 nas esquadras.
“Estamos extremamente preocupados com casos de detenções arbitrárias, ao abrigo do recolher obrigatório”, disse à Lusa a presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos da OAM, Ferosa Zacarias.
Ferosa Zacarias avançou que a polícia está a deter pessoas obrigadas a fugir de casa por violência doméstica, doentes a caminho do hospital e trabalhadores obrigados a ficar nas paragens, devido à falta de transporte público.
A cidade de Maputo e os distritos de Matola, Marracuene e Boane vivem sob recolher obrigatório desde o dia 05 e por um período de 30 dias, das 21:00 às 04:00.
As novas restrições foram decretadas face ao aumento do número de óbitos, internamentos e casos de covid-19, que só em janeiro superaram os números de todo o ano de 2020, concentrando-se em Maputo.
Moçambique contabiliza 561 mortes por covid-19 e 52.629 pessoas infetadas, 62% das quais são consideradas recuperadas, enquanto 279 estão ainda internadas, 77% na cidade de Maputo, capital do país.
Três indivíduos foram detidos na quinta-feira (18) na cidade da Matola, província de Maputo, indiciados de cometer assaltos à mão armada, na via publica, em residências e instituições públicas e residências.
A detenção culminou com a apreensão de duas pistolas e as respectivas munições.
Os indiciados, que são reincidentes em actos criminais, assumem ter assaltado uma residência, em Dezembro de 2020, no bairro de Mahlampsene, com recurso à armas de fogo, onde se apoderaram de diversos bens.
Um dos detidos disse que adquiriu a arma para autodefesa, uma vez que vive numa zona perigosa, onde ocorrem muitos assaltos.
O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Maputo, Elino Panguane, referiu que a neutralização dos indivíduos vai permitir o esclarecimento de diversos assaltos registados na cidade da Matola e Maputo, sobretudo em instituições públicas.
Pelo menos 1150 pessoas têm viajado, diariamente, através dos postos de travessia de Ressano Garcia e Ponta D’Ouro para a África do Sul, desde a reabertura das fronteiras, na última segunda-feira (15).
O número é reduzido, comparativamente a períodos anteriores em que atravessavam 3.500 cidadãos por dia.
Segundo o porta-voz do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), Celestino Matsinhe, as pessoas têm observado o protocolo sanitário para as viagens internacionais, tal o caso da apresentação de um teste da Covid-19 com resultado negativo.
“Por outro lado, há possibilidade dos viajantes se submeterem ao exame do novo Coronavírus, na África do Sul. Entretanto, o valor desse exame sofreu um agravamento, de 170 para 200 a 300 rands (de cerca de 870 para pouco mais de 1000 a 1500 meticais), no sector público e privado, respectivamente”, disse.
África do Sul encerrou em Janeiro as 20 fronteiras terrestres por um mês para tentar conter a propagação da segunda vaga da pandemia da Covid-19, uma doença responsável por milhares de mortes.
O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido moçambicano, e autarca da cidade da Beira, Daviz Simango, “evolui bem da complicação de saúde” que sofreu no sábado e terá alta “a qualquer altura”, segubdo fonte da força política.
“Tive um ponto de situação na quarta-feira à noite, de familiares, e o presidente está a evoluir bem e poderá ter alta a qualquer altura”, sublinhou.
A fonte não revelou o problema que obrigou Daviz Simango a ser transferido de helicóptero, da Beira, centro de Moçambique, para um hospital na África do Sul, onde se encontra a receber tratamento médico.
Na segunda-feira, o porta-voz do MDM, Sande Carmona, disse à Lusa que o presidente do conselho municipal da Beira poderá ter alta médica “a qualquer altura” e o seu estado de saúde “é promissor”.
“Falei há pouco com a família e as notícias são excelentes, o presidente está com um quadro clínico promissor e poderá ter alta a qualquer altura”, enfatizou Sande Carmona.
Aquele responsável avançou que todos os órgãos do partido e o conselho municipal estão a funcionar normalmente e está fora de hipótese pensar em substituir o líder.
A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, deteve esta semana um individuo, supostamente técnico de laboratório de uma clínica privada, indiciado de falsificar exames da Covid-19.
Em conexão com o mesmo caso, foi igualmente detido um nigeriano, que pretendia um teste negativo da Covid-19, alegadamente, para a viagem de um conterrâneo seu. O porta-voz da PRM em Nampula, Zacarias Nacute, explicou que o cidadão moçambicano foi interpelado na via pública durante uma patrulha de rotina.
Durante a revista, os agentes encontraram na sua posse, uma pasta contendo documentos alegadamente falsos com resultados negativos para o novo coronavírus. Da investigação, soube-se da existência do indivíduo interessado em adquirir um teste com resultado negativo. Foram feitas diligências que culminaram na prisão nigeriano.
A nossa reportagem ficou a saber que o técnico de laboratório cobrava 3000 meticais por cada falso teste. “Neste momento já decorem todos trâmites legais para responsabilização destes indivíduos”, disse Nacute.
O governo da África do Sul doou a União Africana as doses da vacina AstraZeneca que o país adquiriu do Serum Institute da Índia, soube a Angop em Pretória.
A informação foi divulgada na quarta-feira (18) pelo Ministro sul-africano da Saúde, Zweli Mkhize.
Segundo a fonte, a África do Sul pediu ao Serum Institute da Índia para retirar um milhão de doses da referida vacina que chegaram ao país no início deste mês, depois que um estudo mostrou que as mesmas tinham limitada eficácia em pacientes leves e moderados infectados com a segunda variante da Covid-19.
O Ministro desmentiu rumores de que a as vacinas haviam sido devolvidas à procedência.
“As doses da AstraZeneca que comprámos foram oferecidas a plataforma da União Africana da qual fazemos parte e a União Africana vai distribuir aos países que já manifestaram interesse em adquirir estas vacinas”, esclareceu Mkhize.
O governante acrescentou que as vacinas AstraZeneca não expiraram e que o prazo de validade de 31 de Abril foi estabelecido nos processos de controle de qualidade. “Apenas foi criada uma impressão errada”, disse.
“Em relação ao papel futuro da AstraZeneca – e de todas as vacinas – continuamos a ser orientados pelo Comitê Consultivo Ministerial e especialistas e mantemo-nos comprometidos com uma abordagem que é liderada pela ciência e é racional na sua implementação” sublinhou.
A província de Tete, conta com um dispositivo para controlar a autenticidade dos exames de testes da Covid-19 em passageiros, que queiram deslocar-se para o estrangeiro.
Trata-se de um dispositivo digital interligado com um sistema informático do Instituto Nacional de Saúde, alocado recentemente no distrito de Angónia no posto de travessia de Calomue, entre Moçambique e Malawi.
Pretende-se com este aparelho de ponta, detectar em tempo recorde todos os exames para a covid-19 falsificados e reportar ao Ministério da Saúde o esquema fraudulento.
A escolha de Calomue deve-se ao facto de aquela fronteira estar a registar maior afluxo de transporte de carga e de passageiros em trânsito para a república do Malawi.
Segundo o chefe do departamento de saúde pública no serviço provincial de saúde de Tete, até ao momento ainda não foi reportado nenhum caso relacionado com a falsificação de documentos de viagem.
Hélder Dombole explicou que ainda na linha de fronteira, equipas conjuntas desenvolvem acções de sensibilização e de vigilância para evitar casos de infecções massivas do novo Coronavírus.
A província de tete, possui uma linha de fronteira de aproximadamente mil e quinhentos quilómetros com as repúblicas da Zâmbia, do Zimbabwe e do Malawi.
Governo do Malawi decide imunizar a população com a vacina AstraZeneca, apesar de ser considerada ineficaz para a nova variante da doença.
A decisão do governo do Malawi, foi tomada após ter recebido aconselhamento técnico da Organização Mundial da Saúde, Ordem dos Médicos, Conselho Técnico da Imunização e do grupo de especialistas nacionais.
De acordo com uma nota de imprensa divulgada pelo ministério malawiano da saúde, a vacina oferece segurança e eficácia.
Em princípios deste mês, a África do Sul suspendeu a utilização da vacina AstraZeneca, depois de análises provarem a sua ineficácia à nova variante da covid-19, que já se se espalhou por Malawi e Moçambique.
O presidente da Ordem dos Médicos do Malawi, Victor Mithi, disse que a ineficácia denunciada pela África do sul, só poderá ser provada após a vacinação de alguns cidadãos.
Mithi disse que a avaliar pela velocidade de transmissão do coronavírus, o país não tem escolha senão avançar com a administração da vacina.
Os médicos também consideram falsos os rumores de que a vacina anti-Covid-19, contém chips de rastreamento de satélite e agentes químicos que causam impotência.
Dissipados alguns equívocos sobre os efeitos da vacina, ficou assegurado que até finais deste mês chegam ao país1.5 milhão de doses destinadas à vinte por cento da população.
A administração da vacina, que se inicia em Março, será voluntária e o pessoal da linha da frente na luta contra a covid-19, os idosos e doentes crónicos, fazem parte dos grupos prioritários nesta primeira fase da campanha de vacinação.
A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 2.430.693 pessoas no mundo desde que foram detectados os primeiros casos, em Dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado na quinta-feira (18) pela agência de notícias AFP a partir de fontes oficiais.
Mais de 109.857.920 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 67.422.400 pacientes já foram considerados curados.
Os números são baseados em relatórios diários das autoridades de saúde de cada país até as 11:00 e excluem as revisões posteriores de agências estatísticas, como ocorre na Rússia, Espanha e Reino Unido.
Na quarta-feira, foram registados 11.018 novos óbitos e 390.322 novos casos em todo o mundo.
Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus últimos levantamentos são os Estados Unidos com 2.446 novas mortes, Brasil (1.150) e México (1.075).
Os Estados Unidos são o país mais afectado em termos de mortes e casos, com 490.550 óbitos e 27.826.891 casos, segundo o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.
Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil com 242.090 mortes e 9.978.747 casos, o México com 177.061 óbitos (2.013.563 casos), a Índia com 156.014 mortes (10.950.201 casos) e o Reino Unido com 118.933 óbitos (4.071.185 casos).
Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 188 mortes por 100.000 habitantes, seguida da Eslovénia (180), Reino Unido (175), República Checa (175) e Itália (156).
A Europa totalizou hoje, às 11:00, 817.568 mortes em 36.006.514 casos, a América Latina e Caraíbas 648.812 óbitos (20.402.142 casos), os Estados Unidos e Canadá 511.970 mortes (28.660.242 casos), a Ásia 249.928 óbitos (15.785.961 casos), o Médio Oriente 101.585 mortes (5.183.827 casos), a África 99.883 óbitos (3.787.300 casos) e a Oceânia 947 mortes (31.941 casos).
Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou drasticamente e as técnicas de rastreamento e despistagem melhoraram, levando a um aumento no número dos contágios declarados.
O número de casos diagnosticados, entretanto, reflecte apenas uma fracção do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos ainda não detectados.
Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A 10 dias do fim do recenseamento para Serviço Militar Obrigatório, as autoridades inscreveram 51% dos 200 mil mancebos previstos. O Ministério da Defesa Nacional aponta a violência armada no centro e norte do país como parte da fraca afluência.
“Consideramos que os números não são satisfatórios”, porque comparativamente aos anos anteriores, “até esta altura teríamos números mais elevados” em relação aos que “temos a apresentar”, disse Flora Chipanda, directora Nacional de Recursos Humanos no Ministério da Defesa.
Dos 200 mil jovens esperados até 28 deste mês, “conseguimos recensear 103.765, o que corresponde a 51.87 por cento”, prosseguiu a fonte, acrescentando que dos mancebos já inscritos, 69.871 são homens e 33.894 mulheres.
Os ataques armados em Manica e Sofala, atribuídos à Junta Militar da Renamo, e o terrorismo em Cabo Delgado, estão a condicionar o processo, que decorre desde 02 de Janeiro e com término previsto para 28 de Fevereiro, segundo explicou Flora Chipanda.
Mais do que conflitos armados, a pandemia da COVID-19 e os fenómenos naturais como ciclones e inundações também estão a causar constrangimentos.
Num outro desenvolvimento, a directora Nacional de Recursos Humanos no Ministério da Defesa considerou que os jovens não têm informação suficiente de que o recenseamento não implica automaticamente a incorporação no Serviço Militar Obrigatório.
A tempestade tropical Guambe poderá crescer e transformar-se num ciclone, afectando a costa sul de Moçambique até domingo, anunciou na quinta-feira (18) o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).
“Os impactos em termos de ventos e chuvas fortes deverão acontecer sobretudo na zona sul até domingo” e “os habitantes devem seguir indicações fornecidas pelas autoridades”, alerta o serviço.
O INAM prevê a continuação de chuva acima de 100 milímetros, em 24 horas, ventos fortes de 80 quilómetros por hora e rajadas até 100 quilómetros por hora, na província de Inhambane.
Prevê-se igualmente, a partir desta sexta-feira, chuva acima de 50 milímetros em 24 horas, acompanhada de trovoadas nas províncias de Gaza e Maputo.
A informação foi prestada, ontem, pelo meteorologista, Acácio Tembe, em entrevista à Rádio Moçambique.
A aproximação da tempestade Guambe acontece depois de o país já ter sido fustigado em poucas semanas por outras depressões atmosféricas que têm causado inúmeras inundações.
Moçambique está em plena época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de Outubro e Abril, com tempestades oriundas do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.
Este ano milhares de pessoas já foram afectadas. As mais graves foram a tempestade Chalane, no final de 2020, e o ciclone Eloise, em Janeiro, com um balanço oficial total de 19 mortos.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) tem cometido excessos na fiscalização e actuação para o cumprimento das medidas impostas pelo Governo no sentido de travar a propagação do novo Coronavírus. Quem o reconhece é o próprio comandante-geral, Bernardino Rafael, que promete corrigir a situação.
O Conselho de Ministros aprovou o Decreto número 2/2021, de 4 de Fevereiro, que estabelece “medidas para a contenção da propagação da pandemia da COVID-19, enquanto durar a Situação de Calamidade Pública”.
Desde que esta norma entrou em vigor, pelo menos 719 cidadãos foram detidos, em todo o território nacional e penalizados sob acusação de infringir o decreto, que igualmente institui o recolher obrigatório das 21h00 às 04h00 no Grande Maputo.
Entretanto, vezes sem conta são reportadas situações de uso excessivo da força e outros atropelos por parte de agentes da PRM. “Podem ser casos isolados” mas “reconhecemos que ocorrem durante a nossa actuação” e “vamos corrigir”, afirmou Bernardino Rafael.
O comandante-geral da PRM falou também do impacto da pandemia na corporação, apontando que 22 agentes têm a COVID-19. “Isso afecta-nos. Por isso pedimos aos colegas para continuarem a proteger-se”.
O poeta Armando Artur comemora 35 anos de percurso literário com a publicação de três livros. Falando do que aí vem em termos de obras, na quinta-feira (18), na cidade de Maputo, o autor aproveitou a ocasião para dizer que a crítica não está a conseguir acompanhar a evolução da produção literária no país.
Em termos de publicação, tudo começou há 35 anos. Não precisa fazer as contas. Foi em 1986 que o poeta Armando Artur estreou-se em livro, intitulado Espelhos dos dias, com capa do seu eterno confrade da Charrua: Ídasse Tembe. Aquela obra literária foi muito importante para o então novo autor, afinal mereceu boa recensão crítica, dando-o aquela lufada de ar fresco como boas-vindas.
Alguns dos poemas que compõem o primeiro livro de Armando Artur, esgotado, foram escritos em 1981 e, para o autor, parece que o tempo não passou. Sobre o livro, a ensaísta Fátima Mendonça escreveu: “Obra de estreia que recupera o lirismo e com ele reabre um dos caminhos possíveis para a literatura moçambicana”.
A fim de celebrar 35 anos de um percurso que, de certo modo, consolida-se com Espelhos dos dias, Armando Artur vai lançar três livros, logo que a situação da crise sanitária permitir. Na verdade, não fosse o Coronavírus, o autor já os teria lançados. Seja como for, o primeiro livro (poesia) será publicado em Portugal e, depois, em Moçambique.
O segundo, organizado pelo escritor e crítico literário Lucílio Manjate (uma antologia de poesia de Armando Artur) será editado pela Alcance Editores. Por fim, “tenho também um conjunto de recensões literárias sobre algumas obras que me marcaram ao longo do tempo, quase todas publicadas na página online do jornal O País. Decidi reunir esses textos, que aguardam por financiamento, mas vão sair”.
Dez funcionários públicos são acusados de desvio de cerca de nove milhões de meticais nos distritos de Doa e Mutarara, província de Tete. O desfalque aconteceu durante o processo de pagamento de salários e bónus em atraso.
A procuradora provincial-chefe em Tete, Hermínia da Barca, contou que a apropriação indevida de valores ocorreu nos Serviços de Saúde, Mulher e Acção Social; Serviços Distritais de Planeamento e Infra-estrutura e nos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia.
A magistrada explicou que os modus operandi foram os de costume: através do pagamento indevido de salários e bónus em atraso.
Em Doa, onde sete indivíduos são arguidos no processo-crime instaurado pela Procuradoria Provincial de Tete, o prejuízo foi de seis milhões de meticais, entre 2018 e 2020. O caso foi descoberto pelos Serviços Provinciais de Economia e Finanças.
Em Mutarara, com três pessoas também arguidas num processo-crime, o rombo de perto de três milhões de meticais aconteceu de Setembro a Novembro do ano passado.
Segundo Hermínia da Barca, que tipifica a infracção como peculato e abuso de poder, ninguém está detido e a investigação prossegue com os acusados nas suas casas. Trata-se de pessoas que lidavam com as folhas de salários.
Nativos partilham que não se via uma situação semelhante desde as cheias do ano 2000. Em duas semanas, o caudal das águas do rio Maputo e seus afluentes ultrapassou em duas vezes o nível de alerta. Mais do que a chuva, o drama das povoações isoladas é agravado pela abertura das comportas das águas no vizinho Reino de Eswatini.
É como se estivessem numa ilha: de um lado está o rio Maputo e do outro um braço deste mesmo curso de água. Estão todos sitiados em quatro povoados do posto administrativo de Catuane, no distrito de Matutuine, província de Maputo. “Estamos a falar de cerca de 2.500 habitantes afectados. O grande constrangimento é a mobilidade”, introduz Nguliche Banda, chefe do posto administrativo.
A mobilidade de pessoas e bens de e para as quatro comunidades ficou interrompida devido à inundação de um afluente do rio – que carrega o nome da cidade e província de Maputo. O curso de água tem a sua nascente no vizinho Eswatini, que há duas semanas abriu as comportas para escoar água. A quantidade foi elevada de tal forma que o braço do rio, que andava há cerca de quatro anos seco, tem agora água com uma profundidade que chega a atingir 10 metros.
“Desde o ano 2000 que não vemos cheias como estas. Nos últimos anos, quando eram abertas as comportas, a água só terminava no rio Maputo. Não chegava a esta zona”, detalha Ernesto Cambale, natural do povoado de Zicala e chefe do Comité Local de Gestão de Calamidades.
As pessoas recuperadas da COVID-19 aumentaram para 33.804 no país, com o registo de mais 947 na quinta-feira (18). No entanto, mais 10 mortes aconteceram de quarta para esta quinta-feira e o total subiu para 571.
O número de indivíduos livres do novo Coronavírus correspondente a 63.2% de todos os diagnósticos com a doença desde Março último.
Os pacientes com o vírus continuam a aumentar no país. A Saúde anunciou mais 878 cidadãos com a doença. Assim o cumulativo atingiu 53.527.
Há ainda 273 doentes internados por causa da doença em alguns hospitais e centros de internamento no país.
Há cerca de 11 meses que o país luta contra a pandemia da COVID-19, que desde Janeiro passado tem estado matar mais do que nos meses anteriores.
A empresa Intercampus – Estudos de Mercado, Lda. está a recrutar Entrevistadores de campo pessoal, para um projecto com a duração de 2 meses (Abril e Maio), a formação está prevista para finais de Março. Saiba mais.
O Comité Internacional Da Cruz Vermelha pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista em Tecnologia de Comunicação e Informação. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Especialista em Cuidados Alternativos. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista em Pesquisa, Aprendizagem e Gestão do Conhecimento. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Gestor/a de Programas de Educação em Emergências. Saiba mais.
A Venyl Connection Services E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Médio de sistemas elétricos/Engenheiros Eléctrico. Saiba mais.
A Venyl Connection Services E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Médio de Sistemas Elétricos/Engenheiros Eléctrico. Saiba mais.
A Direccão de Pessoal e Formação do Comando-Geral da PRM pretende recrutar para o curso Básico da PRM dois mil e quinhentos (2500) candidatos a decorrer em Macandzene. (Circular Nº 003/DPF-CGPRM.M.5/2021). Saiba mais.
A MC-ARQUITECTOS, LDA., empresa de Consultoria em Arquitectura, Engenharia, Urbanismo e Fiscalização de Obras pretende contratar para o seu quadro técnico um (1) motorista. Saiba mais.
A Associação Megafauna Marinha (AMM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitorização, Avaliação, Responsabilização, Aprendizagem e Relatórios. Saiba mais.
Populares da aldeia de Mapate, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, relataram ontem o rapto de duas pessoas por supostos terroristas durante...
O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros em resposta à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo...
Uma delegacia falsa da Polícia Federal (PF) brasileira foi descoberta em Essuatíni, no sul da África, durante uma operação internacional coordenada pela Interpol, focada...