A Polícia da República de Moçambique (PRM) tem cometido excessos na fiscalização e actuação para o cumprimento das medidas impostas pelo Governo no sentido de travar a propagação do novo Coronavírus. Quem o reconhece é o próprio comandante-geral, Bernardino Rafael, que promete corrigir a situação.
O Conselho de Ministros aprovou o Decreto número 2/2021, de 4 de Fevereiro, que estabelece “medidas para a contenção da propagação da pandemia da COVID-19, enquanto durar a Situação de Calamidade Pública”.
Desde que esta norma entrou em vigor, pelo menos 719 cidadãos foram detidos, em todo o território nacional e penalizados sob acusação de infringir o decreto, que igualmente institui o recolher obrigatório das 21h00 às 04h00 no Grande Maputo.
Entretanto, vezes sem conta são reportadas situações de uso excessivo da força e outros atropelos por parte de agentes da PRM. “Podem ser casos isolados” mas “reconhecemos que ocorrem durante a nossa actuação” e “vamos corrigir”, afirmou Bernardino Rafael.
O comandante-geral da PRM falou também do impacto da pandemia na corporação, apontando que 22 agentes têm a COVID-19. “Isso afecta-nos. Por isso pedimos aos colegas para continuarem a proteger-se”.














