O Conselho de Ministros de Moçambique analisou ontem (02) o “desinvestimento” da mineira Vale na exploração de carvão em Tete, avançando que o processo anunciado pela multinacional brasileira em janeiro está “numa fase avançada”.
“O Conselho de Ministros tomou conhecimento do roteiro para concretização deste processo”, declarou Filimão Sauzi, porta-voz do Conselho de Ministros, momentos após uma sessão do órgão na Presidência da República, em Maputo.
Em janeiro, a Vale anunciou que assinou um princípio de entendimento com a parceira japonesa Mitsui, “permitindo a ambas as partes estruturar a saída da Mitsui da mina de carvão de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala (NLC, sigla inglesa), como primeiro passo para o desinvestimento da Vale no negócio de carvão”.
Embora sem avançar detalhes, porta-voz do Governo moçambicano disse que as negociações entre a Vale e Mitsui sobre os termos e referências para operação estão numa fase avançada.
Após a saída da Mitsui e até à venda da exploração, a Vale “deverá preservar a continuidade operacional da mina de Moatize e do NLC e continuar com as ações do aumento da capacidade produtiva do projeto, bem como manter todos os compromissos com a sociedade”, acrescentou o porta-voz.
O carvão é atualmente um dos principais produtos de exportação de Moçambique, destinado sobretudo à Ásia.
A Vale aponta como objetivo ser neutra ao nível das emissões de carbono até 2050 e reduzir algumas das suas principais fontes de poluição daquele tipo até 2030.
A transação com a japonesa Mitsui é feita pelo preço simbólico de um dólar, mas passam para a Vale todas as despesas e encargos associados – incluindo um saldo em aberto de 2,5 mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros).
Atualmente, a mineira brasileira tem capacidade instalada para produzir 12 milhões de toneladas de carvão por ano, mas tem ficado aquém do valor: em 2018 produziu 11,5 milhões de toneladas e em 2019 produziu oito milhões de toneladas.
Em 2020, o valor deverá ter sido ainda mais baixo devido à quebra na procura de carvão, causada pelo abrandamento da economia global face à pandemia de covid-19.
De janeiro a setembro de 2020 (últimos dados disponíveis), a Vale produziu 4,6 milhões de toneladas de carvão em Moçambique.
Das 200 mil doses da Vacina Verocell que o país recebeu em jeito de doação da China, até ontem (02), o total do que foi alocado para todas as províncias do país somava 121.530 doses, segundo o Ministério da Saúde (MISAU).
Ou seja, sobram, sob gestão do MISAU ao nível central, 78.470 doses. Mas não se sabe ao certo sobre o destino dessas doses, uma vez que há ausência de informação e o plano de vacinação ainda continua desconhecido pelos moçambicanos.
Ora, feitas as contas, com a soma do que até ao momento foi alocado para as províncias -que são as 121.530 doses, divididas por dois, uma vez que a vacina é administrada duas vezes por cada profissional de saúde – o resultado dá 60.765 doses. Isto quer dizer que 60.765 é o número de profissionais que, provavelmente, poderá receber a vacina.
Nesta primeira fase a imunização é priorizada aos profissionais do Sistema Nacional de Saúde, sendo que o número das doses distribuídas abarca, exclusivamente, essa classe.
Ainda de acordo com informações do MISAU, constam, igualmente, do grupo considerado prioritário nesta primeira fase de vacinação, os profissionais da saúde do sector privado, bem como os activistas que auxiliam as actividades nas diversas unidades sanitárias do país.
Entretanto, as doses distribuídas em todas as províncias não contemplam estes grupos, uma vez que são destinadas exclusivamente ao Sistema Nacional de Saúde, sendo que a Saúde poderá decidir, adiante, pela distribuição ao sector privado e aos activistas.
Espera-se que o plano de vacinação seja em breve anunciado e sejam conhecidos os detalhes sobre o processo de imunização, quer dos profissionais de saúde, bem como dos outros grupos considerados prioritários.
A Ordem dos Médicos reagiu com preocupação ao facto de haver distribuição das vacinas nas províncias sem a publicação do plano de vacinação. O organismo diz que alertou o Ministério da Saúde sobre a relevância da apresentação do plano, pois uma vacinação “não pode ser feita de forma desordenada e sem critérios claros”.
Trata-se de um assunto que está a dominar a atenção dos moçambicanos: dias depois da chegada do primeiro lote das 200 mil vacinas oferecidas pela China, as autoridades de saúde começaram a distribuir as doses pelas províncias, sem um plano de vacinação, um facto que não encaixa na mente da Ordem dos Médicos.
“Sem dúvidas que a distribuição não deveria ocorrer sem um plano de vacinação. Isso é inquestionável; não é possível pensar que a vacinação tenha que ocorrer de forma atabalhoada. É necessário que haja organização”, reagiu Gilberto Manhiça, bastonário da classe dos médicos, que revelou ainda que “não foi por falta de aviso ou aconselhamento que o MISAU agiu dessa maneira”.
“Já tínhamos levantado essa questão nos encontros que temos tido no ministério. Falamos sobre a necessidade de termos um plano muito claro sobre esta vacinação e, na altura, o MISAU prometeu que assim seria feito”, avançou o bastonário.
“Tivemos informação que a vacina iria chegar ao país com mais de um mês de antecedência. Nessa mesma altura, colocámos em cima da mesa a questão do plano, mas até hoje (02) nada foi apresentado e isso nos preocupa”, acrescentou Manhiça.
Mesmo sem um plano de vacinação apresentado, a ordem tem seu posicionamento sobre como deve acontecer o processo.
“Acho que os primeiros a vacinar são os que lidam com os pacientes que contraíram a doença. Faz também todo o sentido que os profissionais que fazem o rastreio estejam na dianteira da vacinação. Sem me esquecer dos que têm idades mais avançadas, que estejam disponíveis para prestar o seu conhecimento, também devem estar neste primeiro lote dos que serão vacinados”, defendeu.
O diretor da organização não-governamental Centro para a Democracia e Desenvolvimento alertou ontem (02) que Cabo Delgado vive a pior crise humanitária das últimas décadas, situação agravada pela “atuação violenta” das forças governamentais.
“Cabo Delgado vive hoje a pior crise humanitária das últimas décadas com cerca de 600 mil pessoas deslocadas a precisarem de todo o tipo de assistência”, referiu Adriano Nuvunga, durante um ‘webinar’ de lançamento do relatório da Amnistia Internacional (AI) intitulado “O que Vi foi a Morte: Crimes de Guerra no Cabo Esquecido de Moçambique”.
Segundo o ativista, o Governo moçambicano “minimizou” o fenómeno e abordou os primeiros sinais do conflito levianamente, o que levou a província a tornar-se num “palco” de violação de direitos humanos.
“A crise humanitária e o sentimento de insegurança foram agravados pela atuação violenta das próprias Forças de Defesa e Segurança”, declarou Nuvunga, considerando que o conflito ganhou proporções alarmantes em 2020.
Para o ativista, o Estado moçambicano deve investigar “seriamente” as violações de direitos humanos que têm sido denunciadas e produzir um relatório “robusto”, mostrando exatamente as circunstâncias e os factos para que haja responsabilização.
“O Estado não pode ficar somente por comentar relatórios, tem de urgente e imediatamente investigar este conflito”, acrescentou.
No seu novo relatório, a AI denuncia violações de direitos humanos cometidas pelos grupos armados que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado, as forças governamentais moçambicanas e a “Dyck Advisory Group” (DAG), uma empresa militar privada sul-africana alegadamente contratada pelo Governo para travar os ataques.
O relatório da organização não-governamental de defesa dos direitos humanos é baseado em entrevistas com 79 deslocados de 15 comunidades afetadas pelo conflito desde março do ano passado, período em que os rebeldes protagonizaram um grande ataque à sede da vila de Mocímboa da Praia.
A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 670 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos.
A violência surgiu em 2017, algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico depois de 2019, mas a origem dos ataques continua sob debate.
A editora Fundza inaugura, hoje na Beira, a única livraria da cidade. A acção insere-se nas celebrações dos cinco anos de existência da editora que também realiza uma feira do livro virtual.
Em 2016, a Fundza lançou-se no ousado desafio de editar livros para todas as idades. Entre dificuldades típicas do mercado editorial em Moçambique, cinco anos depois, a editora com sede na Cidade da Beira continua firme na missão de promover a literatura moçambicana. Para celebrar mais um aniversário, o quinto, a editora decidiu realizar uma feira virtual do livro, que coincide com a abertura da sua livraria.
De acordo com Dany Wambire, escritor e editor da Fundza, a realização da feira virtual que arranca hoje é uma manifestação de alegria pelo tempo de existência. “Outrossim, é forma de rebeldia nestes tempos difíceis, pandémicos, em que estamos cercados do medo. Queremos que o livro nos salve desta masmorra invisível”.
Entre os convidados a esta edição da feira virtual do livro da Fundza estão autores como João Paulo Borges Coelho, que vai conversar sobre “Beira como reinvenção literária: uma viagem pelo espaço e pela memória”. De igual modo, farão parte da celebração à literatura Nobre dos Santos, antigo reitor da UniZambeze, Sebastião Lopes, Director do Colégio La Salle, e Carina Lopes, antiga livreira, na conversa subordinada ao tema “O lugar da livraria na educação em Moçambique”.
Na terceira mesa da feira virtual, os editores Celso Muianga, da Fundação Fernando Leite Couto, Sandra Tamele, da Trinta Zero Nove, e Jessemusse Cacinda, da Ethale Publishing, vão debater sobre “Os problemas e as soluções do mercado editorial moçambicano”. Esta mesa vai anteceder uma sessão de conversa sobre o tema “Literatura infanto-juvenil: o caminho para formação de leitores?”, que inclui a participação do Presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa, Nataniel Ngomane, a editora da Escola Portuguesa de Moçambique, Teresa Noronha, e o escritor Mauro Brito.
Com efeito, porque Adelino Timóteo tem um romance ainda recente, O feiticeiro branco, a feira virtual do livro agendou para os leitores uma sessão de assinaturas de autógrafo com aquele autor. Segundo a organização, todos os cuidados exigidos nesta época estão observados para que a sessão decorra de forma segura.
Olhando para trás, Dany Wambire adianta que os cinco anos da Fundza foram, sobretudo, de aprendizagem. “Aprendemos a fundar e a gerir um negócio num campo muito difícil. Trabalhamos na formação de profissionais nas áreas de edição e venda de livros, ao nível da Cidade da Beira”. E quanto às infra-estruturas? “Estamos a construir uma editora e livraria que acredita na cooperação para se ultrapassar os problemas que se enfrentam no mercado editorial e livreiro. Queremos ser uma editora que dá atenção aos novos autores e procura aprender com eles”.
Na véspera da feira virtual, o editor da Fundza lembrou que no país é difícil trabalhar no mercado editorial devido a uma série de carências. “Falta um pouco de tudo. Há falta de profissionais competentes para quase todas as áreas da produção e comercialização do livro. Há poucas oportunidades para dar visibilidade ao que fazemos. Há, sobretudo, falta de leitores”.
Ainda assim, a Fundza lançou 30 títulos em cinco anos e esta quarta-feira inaugura uma “moradia passageira” para os livros de todas as editoras nacionais e tantas outras estrangeiras.
A inauguração da única livraria na Cidade da Beira e os eventos subsequentes serão transmitidos no Facebook da editora Fundza.
A Assembleia municipal da Beira reúne-se esta quarta-feira para o levantamento da suspensão do mandato de Albano Carige, o terceiro da lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Este procedimento antecede a indicação do Vereador de Construção e Urbanização para presidente da edilidade, em substituição de Daviz Simango.
O número dois da lista do MDM, que é José Manuel, secretário-geral do Partido foi reprovado por ter suspendido o mandato por mais de um ano e ter tomado posse como deputado da Assembleia da República.O presidente da Assembleia Municipal da Beira, Gilberto Langue fez saber que o órgão está a trabalhar com o Ministério da Administração Estatal e Função Pública para o processo da substituição do falecido Edil.
Gilberto Langue adiantou que a tomada de posse do sucessor de Daviz Simango contará com a participação de 50 pessoas, devido as medidas de prevenção da pandemia da Covid-19. Enquanto decorre o processo de substituição, foi criada uma comissão para dirigir a autarquia, como manda a Lei.
O governo moçambicano pretende fixar uma data limite de idade para frequência da primeira classe para seis anos, completos até 30 de Junho.
A decisão, de acordo como executivo moçambicano, visa assegurar o respeito pelo desenvolvimento da criança.
É nesse âmbito que o Conselho de Ministros apreciou, na terça-feira (02), na sétima sessão ordinária a lei que prevê o regime jurídico do Sistema Nacional de Educação, a submeter à Assembleia da República.
Ainda sobre o ensino-aprendizagem, o governo diz que continua comprometido com a redução do analfabetismo no país.
Mais 12 pessoas morreram no país vítimas do novo coronavírus, elevando para 665 o cumulativo de óbitos devido a doença.
Dos óbitos reportados, 10 são do sexo masculino e 2 feminino, todos de nacionalidade moçambicana entre 62 e 86 anos de idade.
Um comunicado do Ministério da Saúde (MISAU) recebido ontem (02) na nossa redacção aponta que nas últimas 24 horas, mais 307 indivíduos testarem positivo para a Covid-19, elevando para 59.091 o cumulativo de infectados.
De acordo com o MISAU 1.384 pessoas recuperaram da doença elevando para 42.079 o número de indivíduos curados. Actualmente o número de casos activos da Covid-19 situa-se em 16.448.
Toma posse próxima sexta-feira o novo edil da Beira, Sofala, que vai substituir Daviz Simango que perdeu a vida no passado dia 22 de Fevereiro, vítima de doença.
A informação foi avançada, ontem (02), pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suázi. Segundo Suázi, o novo edil da Beira vai tomar posse obedecendo toda a legislação em vigor sobre o funcionamento dos órgãos da Administração Autárquica.
“Em relação a tomada de posse do novo edil da cidade da Beira, a programação feita até então indica para o dia 5 do mês de Março. Foram feitas todas as formalidades aquelas que se impunham que fossem feitas até então. Sob o ponto de vista legal, rege a legislação específica que o segundo nome na lista dos que concorreram para aquela Assembleia seria a pessoa indicada para assumir esta função. Sucede porém, por imperativos de natureza legal, não pode ser o segundo nome mas será o terceiro nome. Portanto, vamos ter uma assembleia donde resultará a indicação deste nome e a respectiva tomada de posse nos próximos dias”, disse.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Psicólogo Clínico para Saúde Mental. Saiba mais.
A R.C.L Consultoria e Serviços, Lda está a recrutar para o seu Cliente que dedica-se a Medição de Seguros, nos ramos de “Vida” e “Não Vida”, um Assistente comercial. Saiba mais.
A RCL Consultoria e Serviços, Lda pretende recrutar para o seu cliente no ramo de seguros um (1) Assistente de Controle de Crédito e Sinistros. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende admitir para o quadro de pessoal um (1) Supervisor de operações/ Logístico. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador da Componente de Cuidados e Desenvolvimento da Primeira Infância. Saiba mais.
A Geoma Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Operador de Equipamento de Perfuração Roque Mineiro – Blast Hole Drilling. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Projecto (M/F). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativa (M/F). Saiba mais.
Dji parece estar a poucas horas de apresentar o seu próximo drone, tendo publicado um pequeno vídeo no Twitter que aponta para algumas novidades.
Os rumores parecem assim praticamente confirmados. O novo drone da marca será capaz de filmar em 4K e 60fps, com indicadores de que também será capaz de atingir uma velocidade máxima de 150km/h graças aos quatro rotores desta pequena aeronave.
A apresentação oficial está prevista para as 14:00 desta terça-feira, dia 2, pelo que só teremos de esperar um pouco mais pelas novidades.
Volkswagen anunciou que dará início à produção em massa do ID.5 SUV “coupé” Alemanha na segunda metade de 2021.
A empresa confirmou entretanto que já deu início a uma fase piloto de produção do veículo, confirmando assim que, quando a segunda fase começar, estará pronta para ir ao encontro das metas de produção do seu próximo elétrico.
Acredita-se que o ID.5 poderá ser uma versão mais elegante do ID.4 sendo que, como nota o, ainda não é claro como se distinguirá esta versão.
Um jovem de 18 anos foi detido em flagrante numa propriedade privada, na passada sexta-feira, dia 26, por furto de mais de meia tonelada de abacates, em Silves. A detenção foi efetuada pelo Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) e decorreu no âmbito de uma denúncia.
No local, explica a Autoridade numa publicada no site, os militares foram “informados pelo proprietário do terreno e por alguns funcionários que os suspeitos já teriam abandonado o local”.
No decorrer da ação, e após “uma busca no terreno”, foi possível “detetar um dos suspeitos escondido na vegetação”.
De acordo com o comunicado da GNR, o furto estaria a ser praticado por mais do que uma pessoa e os suspeitos “já tinham armazenados cerca de 550 quilos de abacate, com um valor estimado de 1.500 euros”. Estes foram apreendidos e devolvidos ao legítimo proprietário.
Já o homem foi constituído arguido e processo enviado para o Tribunal de Silves.
Contestado pela gestão da pandemia de covid-19, Andrew Cuomo, governador do Estado de Nova Iorque, vai enfrentar também uma investigação por assédio sexual, confirmou ontem (01) a procuradoria estadual.
Depois de duas ex-funcionárias de Cuomo terem nos últimos dias acusado Cuomo de assédio – em contatos que o governador eleito pelo partido democrata descreve como “brincadeiras” – ontem a procuradora estadual Letitia James disse estarem reunidas as condições para a investigação avançar.
O executivo do Estado “deu-nos hoje (01) a autoridade para avançar com uma investigação independente a alegações de assédio sexual contra o governador”, refere nota da procuradora.
“Esta não é uma responsabilidade que encaremos de forma ligeira, devendo sempre alegações de assédio sexual ser levadas seriamente”, adiantou.
No ofício do executivo à procuradoria, a conselheira do governador Beth Garvey afirma que todos os funcionários do Estado de Nova Iorque receberam instruções para colaborar de forma cabal com as investigações.
As conclusões serão tornadas públicas, através de um relatório.
Lindsey Boylan, ex-conselheira económica de Cuomo, de 36 anos, acusou o governador de a beijar e tocar forçadamente, mas também “uma cultura dentro da sua administração na qual o assédio sexual e moral é tão generalizado que é aceite e até esperado”.
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e a esposa Melania foram vacinados contra a Covid-19 em janeiro enquanto ainda estavam na Casa Branca, revelou uma fonte próxima ao magnata republicano.
Ao contrário de seu sucessor Joe Biden, que foi vacinado diante das câmeras de televisão em 21 de dezembro, Trump nunca revelou ter sido vacinado.
“O presidente Trump e a primeira-dama foram vacinados na Casa Branca em janeiro”, afirmou à AFP um fonte próxima ao ex-presidente, sem dar maiores detalhes sobre o caso.
No domingo, em seu primeiro discurso público desde que deixou a presidência americana em 21 de janeiro, Trump afirmou que “todos deveriam ser vacinados”.
O comentário gerou um certo alívio social, já que muitos de seus apoiadores são céticos em relação às vacinas.
Rabat decidiu “suspender todos os contatos” com a embaixada alemã no Marrocos, devido a “profundos mal-entendidos” com Berlim sobre a questão do Saara Ocidental, entre outros assuntos, informaram fontes diplomáticas marroquinas na segunda-feira (1º).
A imprensa local publicou na segunda-feira uma carta do chefe da diplomacia marroquina, Nasser Bourita, ao chefe do governo, Saad-Eddine El Othmani, explicando a decisão.
“Solicita-se a todos os departamentos ministeriais (…) que suspendam todos os contatos, interações ou ações (…) tanto com a embaixada alemã em Marrocos como com as fundações políticas e agências de cooperação alemãs relacionadas”, diz a mensagem oficial.
O Presidente das Filipinas demitiu a embaixadora no Brasil, depois de esta ter sido filmada a agredir um membro do pessoal doméstico filipino.
Rodrigo Duterte disse na segunda-feira (01) à noite ter aprovado uma recomendação para despedir Marichu Mauro, revogar os seus benefícios de reforma e impedi-la de ocupar cargos públicos para o resto da vida.
A embaixadora filipina no Brasil foi demitida após meses de espancamento de uma funcionária na residência oficial em Brasília, ataques que foram filmados pelo circuito interno de videovigilância e divulgados pelos ‘media’.
Mauro tinha sido chamada a Manila no final do ano passado, após a estação de televisão brasileira GloboNews ter transmitido imagens de câmaras de videovigilância correspondentes a um período de oito meses, mostrando os vários abusos que infligia à funcionária, também ela filipina.
As imagens, gravadas entre março e outubro de 2020, foram utilizadas para justificar uma queixa apresentada ao Governo filipino contra a diplomata, nomeada embaixadora no Brasil em 2018.
Milhões de filipinas trabalham no estrangeiro como empregadas domésticas. O dinheiro que enviam para casa para as suas famílias representa uma parte significativa do Produto Interno Bruto (PIB) filipino.
O Twitter anunciou na segunda-feira (01) que pretende intensificar a luta contra a desinformação sobre as vacinas para a covid-19, incluindo a possibilidade de banir utilizadores, após cinco avisos.
Acreditamos que este sistema ajudará a educar o público sobre os nossos regulamentos e a reduzir a propagação de informações potencialmente perigosas ou enganadoras no Twitter, especialmente em infrações repetidas, moderadas ou graves”, disse a rede social em comunicado, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
Em dezembro, o Twitter já tinha pedido aos utilizadores a remoção de alegações falsas, tais como as que sugerem que as vacinas são utilizadas para prejudicar ou controlar as populações, alegados efeitos adversos ou que põem em causa a existência da covid-19 e da necessidade de se vacinar.
Desde então, os moderadores da empresa californiana retiraram mais de 8.400 publicações e notificaram cerca de 11,5 milhões de contas em todo o mundo.
Agora, a partir do segundo aviso, os utilizadores terão as suas contas bloqueadas durante 12 horas. Ao quarto aviso, o bloqueio terá a duração de sete dias, tornando-se permanente ao quinto.
As regras são inspiradas no sistema contra a desinformação eleitoral, que levou o Twitter a banir o antigo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ofensas repetidas, como incitamento à violência e mensagens que desacreditavam as eleições presidenciais.
Já em outubro, quando as vacinas estavam ainda em ensaios clínicos, o YouTube e o Facebook anunciaram regulamentos rigorosos para proibir a desinformação sobre vacinas e os esforços para minar as campanhas de vacinação.
O Twitter também anexará a mensagem de que as publicações “podem conter informações enganadoras sobre as vacinas covid-19”, de acordo com o comunicado.
Os moderadores serão responsáveis por determinar que conteúdo viola os regulamentos, mas a plataforma espera desenvolver um sistema automatizado para detetar mensagens problemáticas.
O uso da hidroxicloroquina como medida de profilaxia para prevenir uma infecção de covid-19 foi “fortemente” desaconselhado por um grupo de especialistas internacionais do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que também defendeu que outros medicamentos sejam pesquisados.
Segundo um artigo publicado na segunda-feira (1) pela revista British Medical Journal (BMJ), o remédio não pode mais ser considerado “uma prioridade de pesquisa” e todos os recursos devem ser redirecionado para outros medicamentos que têm potencial para auxiliar na prevenção e tratamento da doença causada pelo novo coronavírus.
A “firme recomendação”, emitida pelos especialistas, se baseia em “provas de alto índice de certeza”, produzidas em seis ensaios controlados aleatórios com mais de 6 mil participantes, com e sem exposição conhecida a uma pessoa infectada pelo SARS-Cov-2.
Os resultados das evidências de “alta certeza” (que dificilmente serão modificadas em estudos posteriores) mostram que a hidroxicloroquina “não teve um efeito significativo nem sobre o índice de mortes nem nas internações hospitalares”.
Além disso, os testes indicaram com resultados de “média certeza” (que oferecem conclusões importantes, mas que ainda possuem algumas limitações para serem considerados de alta certeza) que o medicamento “não teve um efeito significativo” sobre as infecções por covid-19 confirmadas em laboratório e “provavelmente aumentam o risco de efeitos adversos”.
Essa diretriz se aplica a todas as pessoas que não têm covid-19, independentemente de sua exposição a uma pessoa com infecção pela doença.
A recomendação divulgada nesta segunda faz parte da primeira versão de uma “diretriz viva” sobre os medicamentos para prevenir a covid-19, criada pela OMS com o objetivo de proporcionar “uma orientação confiável” sobre o manejo da doença e ajudar os médicos a tomar decisões melhores com seus pacientes.
As diretrizes vivas são úteis em áreas de pesquisa que evoluem rapidamente, como a da covid-19, porque permitem que os pesquisadores atualizem os resumos de evidências previamente examinados e revisados por outros cientistas, explica a BMJ.
O uso da hidroxicloroquina foi proposto no início da pandemia para tratar os pacientes de coronavírus, mas em junho do ano passado a OMS anunciou o fim definitivo dos ensaios clínicos, após diversas pesquisas demonstrarem que ela não reduzia a mortalidade. Agora, ela também desaconselha o uso para prevenção.
A nova estirpe da covid-19 detetada no Brasil, P.1, poderá ter uma carga viral até dez vezes mais elevada e é capaz de iludir o sistema imunitário de quem já possuía anticorpos, revelam dois estudos preliminares.
Provavelmente faz as três coisas ao mesmo tempo: é mais transmissível, invade mais o sistema imunitário e, provavelmente, deve ser mais patogénica”, disse ontem (01) à agência espanhola EFE Ester Sabino, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do grupo da USP que participou da investigação realizada pelo Centro Brasil-Reino Unido para a Descoberta e Diagnóstico de Abrovírus (CADDE).
O estudo preliminar, realizado por investigadores brasileiros e ingleses e divulgado na última sexta-feira, sugere que a nova variante detetada no estado do Amazonas seja entre 1,4 e 2,2 vezes mais transmissível do que as que a precedem e “provavelmente” isso é um dos fatores responsáveis pela segunda vaga da pandemia do novo coronavírus no Brasil.
Os cientistas também concluíram que a nova estirpe é capaz de evadir o sistema imunológico e causar uma nova infeção em parte dos indivíduos já infetados pelo SARS-CoV-2, concretamente entre 25 e 61%.
“Não se podem explicar tantos casos a não ser pela perda de imunidade”, disse Ester Sabino, que coordenou o estudo juntamente com o investigador Nuno Faria, da Universidade de Oxford.
O estudo preliminar, baseado num modelo matemático realizado pelo Imperial College London, baseia-se na análise de genomas de 184 amostras de secreção nasofaríngea de pacientes diagnosticados com covid-19 em laboratórios de Manaus entre novembro de 2020 e janeiro de 2021.
Populares da aldeia de Mapate, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, relataram ontem o rapto de duas pessoas por supostos terroristas durante...
O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros em resposta à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo...