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Segunda-feira, Julho 27, 2026
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Exigência de teste negativo da Covid-19 viola protocolo sanitário

A Exigência de certificado do teste negativo aos indivíduos considerados recuperados da Covid-19, por parte das entidades patronais, constitui uma violação grave do protocolo sanitário, emanado pelo ministério da Saúde.

Esta posição foi defendida pelo director-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS), Eduardo Samo Gudo, falando na segunda-feira (01) em conferência de imprensa de actualização de dados da Covid-19.

A fonte explicou que está comprovado cientificamente que, cerca de sete dias, após a colheita de amostra cujo resultado foi positivo, a carga viral é muito baixa e o indivíduo já não apresenta vírus vivo nas vias respiratórias. Se não tiver sintomas de doença é considerado curado.

O dirigente disse à imprensa que, para que se considerem recuperados os indivíduos infectados pelo novo coronavírus, existem critérios sanitários que não implicam um novo teste com resultado negativo.

Samo Gudo afirmou que “o Ministério da Saúde actualizou, há cerca de oito meses, os critérios clínicos para a definição de curados. Para a definição de um indivíduo como curado o teste é dispensável, este é o aspecto que gostaríamos de enfatizar”.

“Queremos chamar atenção para situações, em que algumas instituições público e privadas exigem que seus funcionários apresentem teste negativo, como condição para regressar ao trabalho. Isto é uma violação aos protocolos emanados pelo sector da saúde”, sublinhou o director adjunto do INS.

Para os casos assintomáticos, o indivíduo é considerado curado 10 dias depois da data da colheita de amostra cujo resultado é positivo. Enquanto, para os sintomáticos, pelo menos 13 dias depois da colheita que deu positivo, explicou Samo Gudo.

Covid-19: Inspeção interrompeu 16 festas de casamento

A Inspeção Nacional de Atividades Económicas (INAE) de Moçambique interrompeu 16 festas de casamento durante o mês de fevereiro por violarem as restrições para prevenção da covid-19, segundo um balanço daquela entidade.

De acordo com o INAE, apesar de estarem proibidos, os festejos associados ao matrimónio continuam a acontecer clandestinamente um pouco por todo o país, com destaque para Maputo e respetiva província e ainda Sofala, no centro.

Da mesma forma, a inspeção registou vários casos de venda e consumo ilegal de bebidas alcoólicas na capital e subúrbios, sem quantificar.

A violação das restrições impostas para tentar conter a propagação do novo coronavírus foram detetadas no âmbito de inspeções regulares que em fevereiro abrangeram 2.941 agentes económicos em todo o território moçambicano.

Um total de 87 estabelecimentos foram suspensos e 130 agentes económicos notificados por diversas infrações – além das relacionadas com a covid-19.

Moçambique tem um total acumulado de 665 mortes e 59.914 casos de covid-19, 71% dos quais recuperados.

INAE encerra 87 estabelecimentos comerciais no país

Pelo menos 87 estabelecimentos comerciais foram encerrados pela Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE), durante o mês de Fevereiro último, por cometimento de várias infracções.

Tomás Timba, porta-voz da INAE, disse ontem (02) que o número representa uma redução comparativamente ao mês passado, altura em que foram encerrados mais de 250 empreendimentos comerciais.

“Constatamos que no mês de Fevereiro, sobretudo nas últimas duas semanas, registou-se maior cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19, principalmente ao respeito do horário de funcionamento de estabelecimentos”, explicou.

Entretanto, a entidade está a verificar casos recorrentes de venda de bebidas alcoólicas nos quintais de residências e através de plataformas digitais, o que culmina com a entrega dos produtos ao domicílio fora da hora permitida.

No período em análise, a INAE fiscalizou, em todo o território nacional, 2046 estabelecimentos, sendo 1182 do sector comercial, 828 barracas, 400 de restauração e  231 bottle stores e 56 turísticos,

Dentre as irregularidades verificadas o destaque vai para a superlotação, funcionamento fora do horário, falta de condições higiénicas para a realização de eventos, poluição sonora, exercício ilegal de actividade, entre outras.

Por outro lado, a instituição notificou 130 comerciantes, por diversas infracções, sendo que alguns são reincidentes. A notificação visa apurar o nível de infracção e a definição da respectiva responsabilização em conformidade com a lei.

No âmbito do controlo da qualidade, Tomás Timba apontou que a inspecção apreendeu e destruiu diversos produtos mal conservados e com prazo de validade vencido, avaliados em cerca de 37 mil meticais.

Profissionais de saúde enaltecem sua indicação como grupo prioritário

As organizações de profissionais de saúde enaltecem o Governo moçambicano pela sua indicação como grupo prioritário para primeira fase de vacinação contra a Covid-19, acto que arranca próxima semana em todo o país.

A satisfação foi manifestada, na segunda-feira (01), na cidade de Maputo, por representantes das organizações sócio-profissionais de saúde, durante a reunião semanal com o ministro do pelouro, Armindo Tiago, para a monitoria das medidas de prevenção e combate à Covid-19, no país.

O Bastonário da Ordem dos Médicos, Gilberto Manhiça, disse que a priorização da vacinação aos profissionais de saúde vai contribuir para salvaguardar este grupo para a manutenção no atendimento dos pacientes.

“Não podia ter havido uma melhor abordagem porque nós já sabemos que o profissional é o que está na linha da frente, é o que mais contacto tem com casos da covid-19, é o mais vulnerável em contrair e provavelmente transmitir aos seus e outras pessoas que possam entra em contacto com ele”, disse.

Para a presidente da Associação dos Enfermeiros de Moçambique, Olga Matavele, a recepção da vacina representa uma mais-valia para esta classe de profissionais, pelo que, neste momento, é importante massificar a informação sobre a medicação, no seio do grupo dos profissionais de saúde .

“Nós é que estamos com os acometidos, neste caso os doentes. Nós é que estamos lá 24 sobre 24 com eles. Portanto é uma grande valia para nós”, frisou.

Por sua vez, a farmacêutica, Luísa Namburete, entende que a iniciativa do Governo privilegiar profissionais de saúde vai garantir a continuidade deste grupo no exercício pleno das suas actividades.

Transportadores querem mais espaço no novo terminal da baixa

Os operadores de transporte público de passageiro com destino a vários pontos da cidade e província de Maputo estão a contestar o uso das avenidas Guerra Popular, Zedequias Manganhela e Alberto Luthuli como novo terminal.

Em causa está à falta de espaço suficiente para o estacionamento de viaturas para o embarque e desembarque seguro de passageiros.

Alguns transportadores afirmaram que alguns motoristas estacionam os autocarros por mais de 10 minutos no terminal, sobretudo nas horas de pouco fluxo de passageiros, contrariando os sete minutos estabelecidos pela edilidade.

João Machava, transportador da rota Magoanine⁄Baixa, disse que devido à falta de espaço para o estacionamento dos autocarros é obrigado, na maioria das vezes, a dar voltas nas proximidades, enquanto aguarda a libertação do espaço.

Frederico Jacinto, transportador da rota Baixa⁄Tchumene, pede a edilidade que encontre soluções para este problema.

Por sua vez, alguns passageiros consideram que no novo terminal da baixa não há condições para o cumprimento do distanciamento físico para a prevenção da Covid-19, principalmente nas horas de ponta.

Refira-se que a transferência do terminal da Praça dos Trabalhadores para as avenidas Guerra Popular, Zedequias Manganhela e Alberto Luthuli, enquadra-se na requalificação da Baixa da cidade.

Facebook acusado de censura na Grécia por retirar fotos de manifestação

Três fotógrafos e um advogado gregos acusaram hoje o Facebook de censura, referindo que esta rede social norte-americana retirou fotos de uma manifestação a favor de um preso de extrema-esquerda em greve de fome.

Na segunda-feira, cerca de 3.000 pessoas manifestaram-se frente ao parlamento em Atenas em solidariedade com Dimitris Koufodinas, em greve de fome desde o início de janeiro e que está hospitalizado nos cuidados intensivos de um hospital no centro do país.

O Facebook, que considera não dever promover extremistas ou terroristas, indicou que as publicações sobre Koufodinas “contrariam as nossas normas em relação a indivíduos ou organizações perigosas”.

“O Facebook retirou as minhas publicações por ter transgredido as normas da comunidade”, declarou ontem (02) na sua página Facebook Tatiana Bolari, que trabalha para a agência fotográfica grega Eurokinissi.

Lefteris Partsalis, um fotógrafo ‘freelancer’ que trabalha para a CNN Grécia, indicou que foi proibido de publicar durante um mês por ter divulgado na rede as fotos da manifestação de segunda-feira.

Acrescentou ainda que o Facebook “censurou uma publicação que descrevia o que se tinha passado segunda-feira nas ruas de Atenas, e não uma publicação que apoiasse quem quer que fosse”.

“Milhares de pessoas concentraram-se e protestaram pacificamente”, precisou.

Microsoft apresenta primeira versão de reuniões com hologramas

A Microsoft deu mais um ‘passo’ em direção a um futuro mais digital com a apresentação de uma plataforma de realidade aumentada que permite reuniões virtuais com recurso a holograma de corpo inteiro dos participantes.

Mesh” é o nome da plataforma apresentada na terça-feira (02) pela multinacional tecnologia norte-americana e vai proporcionar aquele que será o primeiro ‘mergulho’ na “realidade mista”, ou seja, uma tecnologia entre a realidade aumentada e a virtual.

A realidade aumentada pressupõe elementos físico, como, por exemplo, a reprodução digital de uma pessoa, enquanto a virtual supõe a criação de um ambiente totalmente artificial.

Deste modo, a empresa fundada por Bill Gates disse que vai ser possível uma pessoa participar numa reunião virtual e conseguir ver os participantes como se estivessem lado a lado, ainda que estejam em diferentes regiões do planeta.

A plataforma abriu a conferência de apresentação dos novos produtos da tecnológica norte-americana, que este ano decorre totalmente ‘online’ por causa da pandemia.

A plataforma vai estar disponível nos dispositivos de realidade aumentada da Microsoft e também em computadores, tabletes, e óculos de realidade virtual, entre outros.

Estudantes morrem após caírem do 4º andar em universidade da Bolívia

Pelo menos sete estudantes morreram e outros quatro ficaram feridos na terça-feira (2) ao caírem do quarto andar depois que uma grade se quebrou na Universidade Pública de El Alto (Upea), na Bolívia.

Os jovens estavam participando de uma assembleia extraordinária, que foi convocada pelo Centro Estudantil, uma reunião que levou a protestos e empurra-empurra que fizeram com que a proteção cedesse.

“Até agora, temos o relatório de 5 mortos e 3 pessoas em terapia intensiva depois do que aconteceu nas instalações da Upea”, confirmou o ministro do Governo da Bolívia, Carlos Eduardo del Castillo del Carpio, em sua conta no Twitter.

O ministro ordenou ao Comandante da Polícia, Jhonny Aguilera, que fosse ao centro educacional para que fosse feito um relatório da situação.

Entre os falecidos estão duas mulheres e um homem, enquanto os estudantes que foram feridos já foram transferidos para hospitais com um prognóstico não divulgado.

Questionamentos sobre o acidente

A Upea emitiu uma nota oficial em que lamentou o que definiu como “acidente fortuito” e destacou que o ocorrido está sob investigação policial, além de funcionários realizarem uma averiguação interna.

Diferentes setores estão questionando porque mais de 60 estudantes foram autorizados a se aglomerarem em um único andar, sem as medidas de distanciamento e biossegurança devido à pandemia do coronavírus, e sob quais condições a assembleia estudantil foi permitida.

No prédio do curso de Administração de Empresas, estava sendo realizada uma reunião de estudantes para discutir questões financeiras, com as quais houve algumas discordâncias que provocaram reclamações e conflitos.

Em vários vídeos que circulam nas redes sociais, os jovens podem ser vistos juntos protestando nos corredores que levam a um salão onde a assembleia acontecia, momentos antes de um dos corrimões ceder e os oito estudantes caírem do quarto andar.

“Houve uma assembleia, apesar de haver uma resolução que proíbe reuniões, mas eles deixaram este grupo de estudantes entrar. Houve uma assembleia com confrontos e troca de empurrões, e sete estudantes caíram”, relatou o reitor da Upea, Henry Huanca, a uma estação de rádio local.

Texas suspende obrigação de máscara e reabre comércio

O governador do Texas, Gregg Abbott, suspendeu na terça-feira (2) a ordem estadual de usar máscara para se proteger do novo coronavírus, tornando-se o primeiro grande estado a eliminar a medida, apesar das advertências das autoridades médicas em meio à pandemia de covid-19.

Em entrevista coletiva na cidade de Lubbock, Abbott afirmou também que, a partir de 10 de março, todos os estabelecimentos poderão abrir sem nenhuma restrição.

“Muitos texanos foram privados de oportunidades de emprego. Muitos proprietários de pequenos negócios têm lutado para pagar as contas. Isso tem de acabar. Está na hora de abrir o Texas em 100%. Além disso, dou fim à ordem da máscara”, disse Abbott.

Justificativa é a vacinação

Abbott citou o bom ritmo de vacinação como justificativa, e antecipou que mais de 7 milhões de doses terão sido aplicadas na semana que vem. No entanto, pediu “responsabilidade pessoal” e obediência às recomendações médicas.

Texas, o segundo estado mais populoso dos EUA, com 30 milhões de habitantes, é o terceiro, atrás de Nova York e Califórnia, com o maior numero de mortes por complicações da covid-19, mais de 40 mil óbitos.

A ordem de uso da máscara estava em vigor no estado há oito meses. Agora, o Texas se junta a outros 12 estados que não contavam com a ordem de obrigar o uso da máscara, como Flórida e Arizona.

Ex Presidente francês Nicolas Sarkozy condenado a três anos de prisão

O antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado na segunda-feira (1) a três anos de prisão por corrupção e tráfico de influência, sendo assim o primeiro inquilino do Palácio do Eliseu a ser condenado à prisão.

Sarkozy foi condenado por suborno a um juiz em troca de informação privilegiada sobre uma investigação acerca da sua campanha presidencial.

Apesar da condenação, o Tribunal Correcional de Paris decidiu que dois dos três anos da sentença estão isentos de cumprimento e o terceiro ano pode ser convertido em prisão domiciliária ou vigilância com o uso de tornozeleira eletrónica.

Sarkozy, no entanto, pode recorrer da sentença.

O advogado do anterior Presidente, Thierry Herzog, recebeu uma sentença semelhante, mas fica impedido de exercer a advocacia por cinco anos.

O juiz em causa Gilbert Azibert também foi condenado.

A investigação começou após conversas telefónicas obtidas pela polícia em 2014, entre Sarkozy e o seu advogado, revelarem o contacto com Azibert, então membro do Supremo Tribunal, para obter informações em um processo contra o ex-presidente.

Na sentença, o juiz destacou a “gravidade particular” do crime ser cometido por um ex-presidente, que “usou o seu cargo e os seus relacionamentos” para “o seu interesse pessoal”.

Nicolas Sarkozy vai responder, dentro de duas semanas, a outro processo por supostas irregularidades no financiamento da sua campanha para a eleição presidencial de 2012.

Brasil regista novo recorde diário de óbitos, 1.641 nas últimas 24 horas por Coronavírus

Autoridades de Saúde brasileiras notificaram ontem (02) quase 60 mil novos casos e 1.641 óbitos, um novo recorde diário naquele que é o país lusófono mais afetado pela pandemia.

Ministério da Saúde brasileiro notificou, ontem, mais 1.641 mortes associadas à doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, um novo recorde diário (o registo mais alto foi de 1.595 óbitos a 29 de julho do ano passado).

Depois de registos abaixo dos mil óbitos no domingo e segunda-feira, o que é normal por causa de subnotificação das secretarias de Saúde ao fim de semana, o país volta a números elevados de mortalidade.

O total de vítimas mortais acumuladas, por motivo do vírus, é de 257.361, o segundo maior número acumulado de óbitos do mundo (depois dos Estados Unidos).

A tutela reporta ainda mais 59.925 casos de contágio nas últimas 24 horas, quando na véspera foram notificados 35.742. Na semana passada, foram reportadas mais de 60 mil novas infeções por dia.

Recorde-se que, segundo foi ontem noticiado, a variante brasileira do novo coronavírus, originária do estado do Amazonas, pode escapar aos anticorpos gerados pela vacina do laboratório chinês Sinovac, a CoronaVac, segundo um estudo preliminar realizado por duas universidades brasileira.

Crescem protestos contra Bolsonaro

O Presidente Jair Bolsonaro já tem mais de 60 pedidos de impeachment à espera de aprovação no Congresso Nacional. Nas ruas, as manifestações contra o presidente têm crescido nas últimas semanas, impulsionadas pelas críticas de como Bolsonaro tem liderado o Brasil durante a crise do coronavírus.

Os protestos pedem a saída do político do cargo.

No entanto, os analistas ouvidos pela Voz da América consideram que as chances de Bolsonaro sofrer um impeachment são pequenas. Isso porque nesta semana o Congresso Brasileiro elegeu os novos presidentes da Câmara e do Senado Federal – ambos aliados do presidente, que teria maioria para barrar qualquer pedido de afastamento do cargo.

Guardiola e a 21.ª vitória consecutiva: “O Liverpool ainda é campeão…”

Manchester City alcançou, ontem (02), a 21.ª vitória consecutiva na temporada, ao derrotar por 4-1 o Wolverhampton na 29.ª ronda da Premier League. No final do jogo, Guardiola relativizou o registo, mas sublinhou o intenso trabalho dos seus atletas.

“É um recorde de que falaremos no futuro. O inverno em Inglaterra é um inferno e esta época fizemos algo incrível. É mais do que notável. Os jogadores merecem todos os meus elogios, mas o Liverpool ainda é o campeão. Para ganhar a Premier League precisamos de mais pontos”, referiu após o encontro.

“Ficámos um pouco ansiosos depois do 1-1, mas reagimos muito bem depois de marcarmos o segundo golo. Foi muito merecido, jogámos muito bem. Foi um jogo disputado e na reta final conseguimos vencer de forma confortável. Depois do empate eles criaram perigo, mas continuámos a ter bola e não desistimos, o que é uma boa lição para nós. Se analisarmos o desempenho vemos que estivemos muito bem”, analisou ainda o treinador espanhol.

UA diz que objetivo é vacinar 60% dos africanos até Junho

O comissário da União Africana para o Comércio e Desenvolvimento Económico, Albert Muchanga, disse que o objetivo é ter 60% dos africanos vacinados até junho, reconhecendo que a situação económica do continente é “muito difícil”.

“A economia está numa situação muito difícil, a recessão, a dívida, a recuperação económica está a revelar-se muito difícil”, disse o responsável, acrescentando que para o recomeço do crescimento é preciso uma boa campanha de vacinação, cujo objetivo é abranger 60% da população até junho.

“Estamos no processo de aceder às vacinas, já temos 270 milhões de doses garantidas através da ajuda do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e do Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank)”, disse o responsável, durante a sua intervenção no primeiro painel da Fórum Orçamental Africano, que decorre desde ontem e termina esta quarta-feira a partir de Washington em formato virtual.

Os líderes africanos, acrescentou, “estão muito coordenados” e depois de se vacinar grande parte da população “tudo será mais fácil”.

A conferência de ontem à tarde teve como tema de debate as reformas económicas ‘corajosas’, cujas iniciais em inglês da palavra ‘brave’ foram usadas como guião para as prioridades das reformas: ousadas, baseadas na receita, ancoradas, compatíveis com vacinação e equitativas.

África registou mais 300 mortos devido à covid-19 nas últimas 24 horas, para um total de 104.012 óbitos, e 8.546 novos infetados pelo novo coronavírus, segundo os dados mais recentes da pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infeções subiu para 3.905.936 e houve mais 8.596 recuperados nos 55 Estados-membros da organização nas últimas 24 horas, para um total de 3.484.646.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.539.505 mortos no mundo, resultantes de mais de 114,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Não faltou apoio ao Sp. Braga antes da meia-final frente ao FC Porto

É já hoje, a partir das 20h15, que o Sp. Braga joga a 2.ª mão da meia-final da Taça de Portugal frente ao FC Porto. Antes da saída para a cidade Invicta, a comitiva arsenalista foi saudada com um forte apoio dos adeptos.

Já no autocarro, a caminho do estágio, os jogadores viram os adeptos que quiseram dar um pequeno alento à formação bracarense antes de um encontro decisivo da temporada.

Recorde-se que o resultado da 1.ª mão na Pedreira foi 1-1.

Biden prevê vacinas para todos norte-americanos antes de fim de Maio

O acordo com a farmacêutica Merck para fabrico da vacina Johnson & Johnson vai permitir disponibilizar vacinas suficientes para todos os norte-americanos adultos até final de maio, disse o presidente Joe Biden.

A meta, anunciada por Biden juntamente com o acordo para produção da recém autorizada vacina Johnson & Johnson, de uma única dose, representa uma antecipação em dois meses do prazo anteriormente previsto para cobertura pela vacinação de todos os adultos norte-americanos.

Segundo Biden, a vacinação dará prioridade a professores e funcionários escolares para que possam receber pelo menos uma dose até final de março, sendo tratados como “pessoal essencial”.

O presidente norte-americano contrastou ainda os progressos em curso desde o “caos” herdado da anterior administração de Donald Trump, que responsabiliza por não ter um plano para controlar a pandemia ou vacinar a população em massa.

Paralelamente, a Casa Branca anunciou que a inclusão da vacina Johnson & Johnson na lista de imunizantes autorizados, passando agora a três, permite aumentar o envio para os Estados para mais de 15 milhões de doses por semana.

Os Estados Unidos contam desde finais de dezembro com as vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna, que requerem duas doses com um intervalo de cerca de 3 semanas.

A vacina já chegou a 15 por cento dos norte-americanos, que receberam perto de 77 milhões de doses, segundo dados oficiais.

Recentemente aprovada pela agência de regulação dos medicamentos nos Estados Unidos (CDC), a vacina Johnson & Johnson será produzida pela farmacêutica Merck, prevendo-se a entrega de mais 100 milhões de doses até ao final de junho.

Os Estados Unidos registaram 1.336 mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, além de 55.546 novos casos, segundo a contagem independente da Universidade norte-americana Johns Hopkins.

Desde o início da pandemia, o país acumulou 514.320 óbitos e 28.659.234 casos da doença.

Os Estados Unidos são o país com mais mortes devido à covid-19 e também com mais casos de infeção.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, estimou que a doença venha a causar mais de 600 mil mortos no país.

Por seu lado, o Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington, em cujos modelos de projeção a Casa Branca se baseia com frequência, previu cerca de 575 mil mortos até junho.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.531.448 mortos no mundo, resultantes de mais de 114 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Exército dos Camarões contesta acusações de assassínio de civis

O exército dos Camarões qualificou ontem (02) como “alegações pretensamente documentadas” as acusações de violações e assassínio de civis por militares, em março de 2020, em zona anglófona separatista, constantes de um relatório do Human Rights Watch (HRW).

Esta organização não governamental acusou na sexta-feira os soldados camaroneses de terem violado pelo menos 20 mulheres, das quais quatro portadoras de deficiência, matado um homem e detido 35 outros, dos quais vários foram agredidos, em 01 de março de 2020, durante um ataque à localidade de Ebam, na região separatista do sudoeste.

“Em um curioso relatório, (…) a HRW destila alegações pretensamente documentadas de destruições, violações e assassínios realizados em 01 de março de 2020, na localidade de Ebam”, reagiu em comunicado o coronel Cyrille Atonfack Guemo, porta-voz do Ministério da Defesa.

Contrapôs que na madrugada de 01 de março de 2020, uma vintena de soldados fizeram na localidade “uma operação” para “colocar fora de combate terroristas armados que tinham feito da localidade uma base de retaguarda para planificarem ataques” na zona.

Durante a operação, um “terrorista” foi morto e uma arma artesanal e munições apreendidas, disse Atonfack, sem comentar o fundo das acusações do HRW.

A operação de Ebam foi realizada 15 dias depois do massacre contido pelos militares em Ngarbuh, na também separatista região do noroeste, que levantou uma vaga de protestos internacionais.

Na altura, a Organização das Nações Unidas falou em 23 civis mortos, entre os quais 15 crianças e duas mulheres grávidas.

Cristiano Ronaldo marcou e fixou mais um recorde histórico na carreira

Cristiano Ronaldo não cansa de bater recordes. Ontem (02), o internacional português selou o triunfo da Juventus sobre o Spezia (3-0) e fixou mais uma marca redonda na carreira.

Com mais um golo, o 20.º na Serie A esta temporada, CR7 atingiu o feito de marcar 20 ou mais golos nas cinco principais ligas europeias nas últimas… 12 temporadas.

Aos 36 anos, Cristiano Ronaldo continua a elevar a fasquia. Até onde irá chegar o português?

Ataques: Agência das Nações Unidas para a população lança apelo humanitário

O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA, na sigla inglesa) anunciou ontem (02) que precisa de 12 milhões de dólares para prestar apoio a mulheres e raparigas afetadas pela violência armada em Cabo Delgado.

“Com mulheres e raparigas vivendo em campos de deslocados superlotados e em comunidades anfitriãs, o UNFPA estima que mais de 3.200 mulheres deslocadas podem precisar de atendimento urgente em resposta à violência sexual”, referiu a agência, numa nota distribuída à comunicação social.

Segundo a agência das Nações Unidas, o conflito armado em Cabo Delgado, que começou há três anos, e o impacto do ciclone Kenneth, que se abateu sobre distritos costeiros da província em abril de 2019, afetaram um total de 1,3 milhões de pessoas.

“Cabo Delgado passa por uma tempestade perfeita de conflitos, ciclones, covid-19 e cólera. As mulheres e raparigas enfrentam o maior impacto dessas crises. Elas continuam em movimento, com muitas tendo que fugir das suas casas imediatamente, sem quaisquer itens pessoais ou acesso a serviços para cuidar da sua saúde, higiene ou segurança”, observou Andrea M. Wojnar, representante do UNFPA em Moçambique, citada na nota.

Apesar das limitações orçamentais, a agência avançou que, em parceria com o Governo, tem apoiado as populações vulneráveis na província do norte de Moçambique, com destaque para um total de 20.000 mulheres e raparigas de áreas remotas que foram acompanhadas em matérias ligadas à saúde sexual e reprodutiva.

A agência exortou a comunidade internacional para um maior envolvimento no apoio humanitário às populações afetadas pela violência em Cabo Delgado, avançando que o valor necessário será usado para reforçar as capacidades dos centros de saúde temporários, bem como treinar pessoal para a criação de clínicas móveis para fornecer o atendimento em áreas remotas.

“Se não agirmos agora, as consequências serão devastadoras nos próximos anos. Estamos a apelar à comunidade internacional para aumentar o apoio financeiro para que mulheres, raparigas e jovens possam obter a assistência humanitária necessária para salvar vidas”, acrescentou a representante do UNFPA.

Em dezembro, a Organização das Nações Unidas já havia lançado um apelo de um total de 207 milhões de euros para garantir a assistência humanitária às populações deslocadas devido à violência armada em Cabo Delgado.

A violência armada na província do norte de Moçambique, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 670 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos.

A violência surgiu em 2017 e algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico depois de 2019, mas a origem dos ataques continua sob debate.

Aumentam doentes com COVID-19 no centro de isolamento de Nampula

O centro de isolamento de doentes graves da COVID-19 na cidade de Nampula está a registar aumento de internamentos. Há um mês eram apenas três, mas até ontem (02) são 11. Desde que foi criado o centro em causa, já morreram 15 pessoas.

Há precisamente um mês o centro de isolamento de doentes graves da COVID-19 na cidade de Nampula tinha apenas três internados quando a nossa equipa esteve no local. Em 30 dias, as camas que antes estavam desocupadas passaram a ter pacientes e neste momento são 11, para uma capacidade de 30.

“Não estamos numa situação de colapso em relação ao fluxo no nosso internamento. Actualmente temos no nosso centro de isolamento 11 pacientes internados. São 12 na província, porque um está no distrito de Nacala-Porto, concretamente, no centro de isolamento do centro de saúde Urbano”, explica Geraldino Avalinho, chefe do Departamento de Saúde Pública na Direcção Provincial de Saúde em Nampula.

Desde que foi criado o centro de isolamento da cidade de Nampula em meados do ano passado, 15 pessoas já perderam a vida. O pessoal da Saúde alerta que muitos pacientes que são internados chegam graves porque primeiro optam pelo tratamento domiciliar.

“O problema dos nossos pacientes é que quando testam positivo pautam pelo tratamento domiciliar, se calhar contratam um profissional de saúde e estes vão fazendo seguimento destes pacientes em regime domiciliar. É preciso entender que os compressores que são vendidos nas farmácias privadas, se for o caso, podem não ter capacidade de oxigénio o suficiente para o paciente. Portanto, estando no Hospital da Graça temos condições de garantir que as concentrações de oxigénio que cada paciente vai necessitar sejam acauteladas”.

O Hospital da Graça, onde funciona o centro de isolamento, é um espaço privado, por isso está em finalização, com apoio do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), o centro de isolamento que vai funcionar nas antigas instalações da Universidade Lúrio, devendo ter mais capacidade de internamento.

Sobre a vacina para imunizar o pessoal da saúde, o chefe do Departamento de saúde pública na direcção provincial da Saúde assegura que estão acauteladas 17.790 doses, para administrar a 8.640 profissionais em duas doses, sendo que a primeira será a partir do dia 8 de Março corrente e a segunda, 21 dias depois.

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