Os analistas da NKC African Economics estimam que a moeda nacional vai continuar a desvalorizar-se este ano, passando a ser necessários 77,7 meticais por dólar, face aos 69,5 no ano passado.
“Prevemos que a taxa de câmbio médio este ano vá depreciar-se para 77,7 meticais por dólar, o que compara com os 69,5 meticais necessários para cada dólar”, lê-se num comentário à evolução da moeda moçambicana.
Na análise, enviada aos investidores e a que se teve acesso, os especialistas da filial africana da britânica Oxford Economics escrevem que “as exportações de Moçambique da indústria extractiva continuaram sob pressão nos últimos meses devido a questões operacionais”.
A consequência, apontam, é que “haverá um impacto na colecta fiscal e na acumulação de reservas externas”, para além de haver um “aumento da dívida pública externa para financiar o défice orçamental e uma redução da almofada de liquidez via reservas externas, o que eleva o risco de uma depreciação mais pronunciada”.
O comentário dos analistas surge num contexto de enfraquecimento da moeda neste trimestre, apesar da fraqueza do dólar, da melhoria da avaliação do risco do país e da subida do preço das matérias primas, afirmam.
O metical continua a caminhar para o pior nível de sempre, no auge da crise da dívida oculta, em 2016, quando transacionou nos 78,5 meticais por dólar, concluem os analistas.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está disposto a restabelecer as relações com os Estados Unidos na mesma medida em que Washington esteja pronto para isso, disse nesta segunda-feira (1º), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
“O presidente Putin declarou em várias ocasiões sua disposição de restabelecer e desenvolver dinamicamente nossas relações (com os EUA) na medida em que o lado americano esteja preparado para isso”, disse Peskov, em sua entrevista coletiva diária por telefone.
O porta-voz respondeu desta forma a pergunta se Putin considerava possível um encontro com o presidente americano, Joe Biden, e se havia algo que o impedia de ser realizado.
“Por enquanto, vamos colocar assim, o nível de disposição é diferente”, explicou.
O último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, pediu no último sábado que os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos se reunissem para debater a redução das armas nucleares e a segurança internacional.
Peskov salientou que o presidente russo “tem estado e está aberto ao diálogo com todos os países do mundo, incluindo os Estados Unidos, e está aberto a resolver até as divergências mais graves através da comunicação”.
Ao mesmo tempo, indicou que “neste momento nem todos os países têm a mesma vontade política”.
Centenas de adolescentes raptadas na sexta-feira de uma escola em Jangebe, no noroeste da Nigéria, foram hoje libertadas, encontrando-se agora em instalações do Governo do estado de Zamfara, disse o governador.
“Fico feliz por poder anunciar que as jovens foram libertadas (…) e estão de boa saúde”, disse o governador daquele estado, Bello Matawalle, em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP).
“O número total de jovens raptadas da escola é de 279, e estão todas connosco”, acrescentou o governador à AFP, que confirmou no local a presença de centenas de jovens vestidas com ‘hijab’ azul celeste.
As autoridades tinham inicialmente afirmado que havia 317 jovens sequestradas da Escola Secundária de Ciências do Governo na cidade de Jangebe, no estado de Zamfara, depois de homens armados atacarem o centro.
Trata-se do quarto ataque a escolas em menos de três meses no nordeste da Nigéria, onde grupos criminosos multiplicam raptos para obterem resgates.
De acordo com a AFP, as autoridades de Zamfara discutem habitualmente com os criminosos, com os quais negoceiam há mais de um ano acordos de amnistia, em troca da deposição de armas.
Em dezembro último, foram os responsáveis daquele estado que negociaram a libertação de 344 alunos raptados numa escola em Kankara, no estado vizinho de Katsina, cuja autoria foi reclamada pelo grupo extremista islâmico Boko Haram, que até então se limitava a atacar o noroeste do país, embora as autoridades os culpassem.
A cada libertação, as autoridades negam ter pagado resgate, o que é posto em causa por especialistas de segurança, que temem que o pagamento leve a mais raptos na região, minada pela pobreza.
O incidente em Zamfara ocorreu nove dias depois do sequestro, levado a cabo por homens armados, de 28 estudantes e vários professores da Escola de Ciências do Governo em Kagara, no estado de Níger.
No sábado, a União Europeia (EU) tinha pedido a libertação “imediata e incondicional” das alunas, salientando que os menores não devem “sofrer as consequências dos conflitos”.
“A UE pede a libertação imediata e incondicional de todos os reféns, incluindo os alunos de Kankara raptados há mais de uma semana e as centenas de raparigas sequestradas na sua escola em Jangebe, estado de Zamfara”, declarou então o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrel.
O Alto-comissário sublinhou que o “recente aumento de sequestros e ataques maciços no noroeste e centro da Nigéria causa medo e prejudica os mais vulneráveis da população, as crianças e mulheres”.
“O desaparecimento de alunos e os ataques contra as escolas converteram-se na marca registada dos bandidos, grupos criminais e grupos armados não estatais que operam na região”, afirmou o ex-ministro espanhol.
Josep Borrel acrescentou que os grupos “atacam de forma indiscriminada os jovens, os inocentes e os vulneráveis por meio de sequestro, para obter resgates, assassínio e roubos impulsionados por motivos financeiros, e pelo desejo de semear o medo”.
Um missionário da Igreja Evangélica Africana de Cristo está a contas com a Justiça em Gaza, indiciado de rapto e tentativa de abuso sexual a uma adolescente de 14 anos de idade, no posto administrativo de Inhamissa, na cidade Xai-Xai.
O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Gaza, Carlos Macuácua, informou que a detenção do missionário, de 30 anos, foi possível graças a uma denúncia popular, numa altura em que a menor já se encontrava na residência do infractor, no bairro 6 de Inhamissa.
Macuácua afirmou que depois de a corporação ter sido informada sobre o desaparecimento da criança foram feitas diligências que permitiram identificar o suspeito.
Fiscais de uma fazenda de bravios abateram um elefante que semeava pânico no povoado de Captine, nas comunidades situadas nos arredores da área de conservação do projecto Massitonto ecoturismo, no posto administrativo de Mapulanguene, em Magude, província de Maputo.
O elefante abatido fazia parte de um grupo de três, que se evadiram do vizinho Parque Nacional de Kruger, na África do Sul.
O chefe dos serviços de Florestas e Fauna Bravia, em Magude, João Cuambe disse que os animais para além de semear pânico na comunidade, destruíam culturas e devastavam machambas da comunidade.
O vice-presidente do Zimbabué, Kembo Mohadi, acusado de assédio sexual, anunciou ontem (01) a sua demissão do cargo, tendo reafirmado a inocência.
“Demito-me do cargo de vice-presidente da República do Zimbabué (…) com efeito imediato”, escreveu Mohadi, 71 anos, numa carta publicada pela conta do Ministério da Informação do país na plataforma social Twitter.
Mohadi pediu, por respeito à Presidência, que a sua demissão “não seja questionada ou caricaturada”.
“Preciso de me afastar para enfrentar as minhas dificuldades fora das minhas funções”, disse Mohadi, que negou qualquer má conduta pela sua parte.
“Sou vítima de manipulação de informação, distorção de gravações, espionagem e sabotagem políticas”, acrescentou.
Vários meios de comunicação locais publicaram relatos de conversas em que um homem retratado como Kembo Mohadi assediava sexualmente várias mulheres, uma das quais era, alegadamente, uma das suas colaboradoras.
Veterano da guerra de independência do Zimbabué e ex-ministro do Interior sob o comando de Robert Mugabe, Mohadi foi um dos dois vice-presidentes do país.
Combatentes ligados ao Estado Islâmico atacaram na segunda-feira (01) instalações das Nações Unidas em Dikwa, nordeste da Nigéria.
Na sequência do ataque, cerca de 25 funcionários de agências da ONU refugiaram-se num “bunker” dentro das instalações, que ao final do dia os insurgentes procuravam ainda penetrar, segundo a AFP.
“Os insurgentes incendiaram as instalações, mas até ao momento nenhum funcionário foi atingido”, referiu uma fonte das agências humanitárias.
A Oeste de Dikwa, no Estado de Zamfara, foram na semana passada sequestradas 317 alunas de uma Escola Secundária na cidade de Jangebe, depois de homens armados atacarem o centro.
O incidente em Zamfara ocorreu nove dias depois do sequestro, levado a cabo por homens armados, de 28 estudantes e vários professores da Escola de Ciências do Governo em Kagara, no Estado de Níger.
A 11 de dezembro, 344 alunos foram também sequestrados numa escola em Kankara, no estado de Katsina (noroeste), cuja autoria foi reclamada pelo grupo jihadista Boko Haram, que até então se limitava a atacar o noroeste do país, embora as autoridades os culpassem.
No sábado, a União Europeia (EU) pediu a libertação “imediata e incondicional” das 317 alunas sequestradas.
O Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrel, afirmou em comunicado que o “recente aumento de sequestros e ataques massivos no noroeste e centro da Nigéria causa medo e prejudica os mais vulneráveis da população, as crianças e mulheres”.
“O desaparecimento de alunos e os ataques contra as escolas converteram-se na marca registada dos bandidos, grupos criminosos e grupos armados não estatais que operam na região”, afirmou o ex-ministro espanhol.
Josep Borrel acrescentou que os grupos “atacam de forma indiscriminada os jovens, os inocentes e os vulneráveis por meio de sequestro para obter resgates, assassinato e roubos impulsionados por motivos financeiros e pelo desejo de semear o medo”.
Está interrompida a circulação de viaturas pesadas na estrada que liga os distritos de Zumbue Marávia, em Tete, devido a chuva que cai intensamente.
As viaturas que escoavam mercadorias da cidade capital, para abastecer o distrito de Zumbu, não circulam, por conta da degradação da estrada, estando apenas a circular veículos ligeiros com tracçao a quatro rodas.
A situação poderá concorrer para a escassez de produtos da primeira necessidade e especulação de preços.
O administrador de Zumbu, John Manhoso, disse que a queda de precipitação, provocou erosões na estrada principal que serve o distrito.
DESCARGAS ATMOSFÉRICAS FAZEM 13 MORTOS
Entretanto, 13 pessoas morreram em Fevereiro, em Tete, devido a descargas atmosféricas, de acordo com Joaquim Curipa, delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Desastres (INGD).
Falando sexta-feira na reunião do Comité Operacional de Emergência, Curipa disse ainda, sem adiantar números, que outras pessoas perderam a vida devido a ataques de crocodilos.
A coligação internacional de meios de comunicação em defesa da liberdade de imprensa One Free Press Coalition divulgou ontem (01) a sua lista de casos prioritários de jornalistas ameaçados, desta vez focada nas mulheres e incluindo uma assassinada.
Esta lista mensal, a 25.ª desde que a coligação começou a divulgá-la, organizada em função do Dia Internacional da Mulher, abre com o caso da síria Tal al-Mallohi, que está detida sem acusação por ordem de um conselheiro de segurança de Bashar al-Assad, depois de ter passado mais de 10 anos nas prisões do regime.
O segundo caso é o da ‘freelance’ egípcia Solafa Magdy, que está detida, cuja saúde está em rápida deterioração, estado este agravado por negligência médica e abusos sofridos na prisão.
Seguem-se as bielorrussas Katsiaryna Andreyeva e Darya Chultsova, jornalista independente e operadora de câmara respetivamente, condenadas a dois anos de prisão por cobrirem os protestos antigovernamentais.
Para a mexicana Maria Elena Ferral Hernández, correspondente e fundadora de um sítio noticioso na internet, é exigida justiça, uma vez que passa um ano em 30 de março do seu assassínio no Estado de Veracruz por dois homens não identificados, que a alvejaram a partir de um motociclo, depois de ter recebido ameaças.
Também depois de anos a receber ameaças, a vietnamita Pham Doan Trang, reportér na internet e fundadora de uma revista, está detida desde outubro, a aguardar julgamento, acusada de ofensas anti estatais.
Nas Filipinas é o caso de Frenchie Mae Cumpio, jornalista na internet e animadora radiofónica, a ser singularizado pela coligação de meios. Detida desde há um ano, esta jornalista, que cobre abusos da polícia e dos militares, incorre em uma sentença de seis anos e meio.
O sétimo caso é o da jornalista indígena guatemalteca Anastasia Mejía, que foi detida sob acusações de ter difundido e participado em uma ação de protesto contra um dirigente local. No mesmo dia a sua casa foi invadida. Encontra-se em prisão preventiva desde há mais de um mês.
Na Turquia, Aysegul Dogan, está em liberdade, depois de ter recorrido de uma sentença que a pode colocar mais de seis anos na prisão, por acusações falsas de terrorismo.
O penúltimo caso é o de Neha Dixit, da Índia, que sofreu uma tentativa de assalto ao seu domicílio, assédio, telefonemas ameaçadores ao longo de meses, com ameaças de morte, referindo-se ao seu jornalismo, bem como um processo de difamação em curso.
A lista encerra com a chinesa Haze Fan, da Bloomberg News, em Pequim, que está detida por suspeitas de ameaças à segurança nacional.
Entre as dezenas de associados da One Free Press Coaliton estão as agências Bloomberg, Efe, Reuters e AP, a televisão Al Jazeera, os meios europeus Corriere Della Sera, De Standaard, Deutsche Welle, Süddeutsche Zeitung e EURACTIV, os ‘económicos’ The Financial Times, Forbes e Fortune, a revista TIME ou ainda o The Washington Post.
A One Free Press tem como parceiros o Comité de Proteção dos Jornalistas e a Fundação Internacional das Mulheres nos Meios.
A Taxa de positividade da Covid-19 continua preocupante no país, sugerindo a prevalência de várias cadeias de transmissão activas, apesar da redução do número casos positivos nas últimas semanas.
Em Moçambique, 20,9 por cento das amostras testadas apresentam resultado positivo para a doença, sendo o triplo da taxa reportada em Dezembro, de 7,2 por cento.
O director-geral-adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS), Eduardo Samo Gudo, refere que a taxa de positividade, ou seja, o número de casos positivos por amostras testadas, é persistentemente alta em quase todas as províncias do país, com excepção de Manica.
Considera, entretanto, que a redução do número de casos positivos nas últimas semanas, em parte, pode ter a ver com as medidas restritivas decretadas pelo Governo em Fevereiro.
Sobre os receios propalados em relação à toma da vacina contra a Covid-19, Samo Gudo explicou que os países que têm estado a realizar campanhas de imunização apresentam resultados positivos, traduzindo-se na redução de infecções, internamentos e óbitos.
Esclareceu que a exigência do teste negativo de Covid-19 para trabalhadores que nalgum momento tiverem contraído o novo coronavírus é uma violação dos protocolos estabelecidos, que determinam o número de dias para alta médica.
A análise epidemiológica do INS mostra que o país registou uma elevada variação do cumulativo de casos na última semana, sendo o segundo pior da região, depois do Botswana.
O Banco de Moçambique admite que será “ponderada” a possibilidade de integração da sociedade civil no futuro fundo soberano do país, assinalando que essa opção não é comum nas experiências de outros países.
O exercício que temos vindo a realizar, visa refletir sobre o mérito das várias contribuições de modo a tornar o modelo [do fundo soberano] consensual e inclusivo, podendo esta questão [da integração da sociedade civil] ser ponderada”, refere o Banco de Moçambique.
A posição surge num anúncio publicado no diário Notícias, jornal de maior circulação no país.
O anúncio, em formato de pergunta – resposta sobre o tema de criação de um fundo soberano no país, esclarece questões colocadas por organizações da sociedade civil moçambicana sobre a composição e funcionamento de um futuro fundo.
No texto, o Banco de Moçambique refere que “são poucas as experiências internacionais, mesmo nos modelos mais transparentes, em que as organizações da sociedade civil integram a estrutura de governação [de fundos soberanos]” – e noscasos em que integram, participam no órgão de fiscalização, acrescenta o banco central.
O regulador financeiro moçambicano adianta que não vê incompatibilidade em assumir a gestão de um futuro fundo, demarcando-se da crítica de organizações que têm levantado ahipótese de ser o Banco de Moçambique a gerir essa conta, alegando conflito de interesses.
“A estrutura de governação na qual o banco central aparece como gestor operacional inspira-se em modelos adotados por fundos soberanos tidos como referências positivas a nível internacional em aspetos relacionados com a separação de funções, independência operacional, gestão prudente, transparência, prestação de contas e responsabilização”, refere-se no anúncio.
O Banco de Moçambique avança que “o desejável” é que o fundo soberano seja constituído antes de o país começar a receber as receitas da produção do gás natural das grandes jazidas da bacia do Rovuma – cuja extração arranca no próximo ano -, a tempo de criar capacidade técnica e institucional para uma melhor gestão dos recursos naturais, sem colocar em risco a gestão macroeconómica e financeira.
“Entretanto, caberá ao Governo decidir sobre o momento exato para a criação efetiva do fundo”, lê-se no texto.
O banco central moçambicano defende que um eventual fundo soberano servirá para a criação de poupança de receitas provenientes do gás natural e para alcançar estabilidade fiscal, protegendo e apoiando o Orçamento do Estado em momentos de flutuação desfavorável dos preços das matérias-primas nos mercados internacionais.
Parte desse dinheiro será retidono próprio fundo e outra parcela será canalizada para o OE, visando financiar a construção de infraestruturas, incluindo escolas, hospitais e estradas.
O Banco de Moçambique avança que neste momento está a trabalhar na proposta técnica e recomenda que o mecanismo seja gerido através dos “Princípios de Santiago”, que preconizam valores como transparência, independência, responsabilização e boa governação.
O Banco de Moçambique assumiu anteriormente um cenário em que espera que o país receba 96 mil milhões de dólares na vida útil do gás do Rovuma, quase sete vezes o Produto Interno Bruto (PIB) atual – sem especificaro prazo para obtenção daquele valor, mas o Governo tem apontado para, pelo menos, 25 anos de extração.
Todos os jovens que não se inscreveram durante a campanha de recenseamento militar terminada a 28 de Fevereiro têm a possibilidade de regularizar a sua situação até 30 de Março corrente nos Centros de Recrutamento e Mobilização Militar da respectiva área residencial.
Esta prerrogativa é dada a todos aqueles que, por qualquer motivo, não se apresentaram ao recenseamento no período regular que durou dois meses.
Para se inscrever, o cidadão deve levar um documento de identificação válido, declaração de habilitações académicas e declaração de residência emitida pela estrutura da respectiva área.
A inscrição pode ser ainda feita por via de um representante legal que, para além dos documentos exigidos, deverá ser portador da sua própria identificação.
A cantora sul-africana está em Moçambique à procura das suas raízes. Com quatro álbuns a solo, Wanda Baloyi lançou-se no desafio de aprofundar a viagem pela sua própria identidade através da música.
A cantora guitonga que fala zulu, em Maputo desde ano passado, tem feito colaborações com músicos moçambicanos com a pretensão de aperfeiçoar a diversidade rítmica e cultural da sua criatividade.
Nesta entrevista, a autora de Voices ou Love & Life fala do que a música significa para si e não se esquece de alguns perigos causados pelos contrastes da fama.
O Governo da Suécia anunciou ontem (01) a disponibilização de mais de 1 milhão de dólares para promover o aborto seguro e cuidados anticoncecionais nas províncias de Nampula e Zambézia, em Moçambique.
O valor é destinado à implementação de atividades inerentes à saúde e direitos sexuais e reprodutivos naquelas províncias, como parte fundamental dos direitos humanos, referiu a embaixada da Suécia em Moçambique, em comunicado.
“O direito de decidir e exercer controlo sobre o próprio corpo, sexualidade e reprodução é fundamental para todas as pessoas. A redução das gravidezes indesejadas e da mortalidade materna dependem de um sistema de saúde funcional com serviços abrangentes, incluindo o acesso a contracetivos e aborto seguro”, disse Mette Sunnergren, embaixadora da Suécia em Moçambique, citada na nota.
Segundo o documento, o montante visa também apoiar a criação de um ambiente favorável à implementação da lei do aborto em Moçambique e reforçar o sistema de saúde em 40 unidades públicas de saúde em Nampula e Zambézia, além de divulgação de medidas de prevenção contra a covid-19.
O valor foi entregue à Ipas Moçambique, organização que tem como objetivo principal reduzir as mortes e as deficiências evitáveis, resultantes de gravidezes indesejadas e abortos inseguros.
Dados avançados no comunicado indicam que o aborto inseguro é uma das cinco principais causas de mortalidade materna em Moçambique.
Segundo o último senso populacional, o rácio de mortes maternas é de 452 mortes por 100.000 nados vivos, o que continua a colocar Moçambique dentre os países onde as mulheres têm elevado risco de morte durante a gravidez, parto e puerpério.
Chama-se Noé Massango, director do Departamento de Medicina no Hospital Central de Quelimane, na Zambézia. De 48 anos de idade, é o único médico internista moçambicano, que trabalha na Zambézia, desde 2014. Sentiu os primeiros sintomas da COVID-19 no dia 22 de Janeiro quando dava formação sobre o manejo de caso da pandemia do novo coronavírus, no distrito de Mocuba aos médicos e técnicos da província.
Noé Massango ficou 26 dias internado na enfermaria para pacientes com COVID-19 no Hospital Geral de Quelimane. Abriu a porta da sua casa e contou o drama por que passou naqueles dias.
Massango explicou que chegou a ficar acamado sem poder se movimentar e fazia necessidades biológicas no mesmo local. Além de perder os movimentos, tossia bastante, era dado banho no mesmo leito onde se encontrava. “Passei por situação complicada e foi para mim muito difícil atravessar aquele momento”.
Além de médico internista afecto ao Departamento de Medicina no Hospital Central de Quelimane, Massango trabalha na enfermaria para doentes com Coronavírus, onde assiste outros pacientes com a mesma doença.
“Houveram dois dias em que eu disse, se for para viver a respirar desta maneira asfixiante”, por causa da COVID-19, “vale a pena morrer. Perdi a fé e toda a esperança que tinha de continuar a lutar. Lembro-me até que cheguei a mandar mensagens de texto para minha família dando indicações” sobre “onde poderia achar todos os meus pertences” se partisse para o além-mundo, narrou o médico, para quem “não foi fácil” o que viveu.
Hoje, Massango está livre da COVID-19, mas ainda queixa-se de cansaço e fraqueza para se locomover. Enfrenta igualmente ligeiras dificuldades na respiração.
“Se faço mais esforço sinto alguma tontura ligeira. Ainda não me sinto estável. Há três dias cheguei a cair quando procurava andar. Feri-me no joelho direito mas pessoas de boa vontade ajudaram-me a levantar e continuei a fazer a minha caminhada”, contou o profissional de saúde.
“Quero apelar a todos os meus compatriotas que teimam em afirmar que a doença não existe. Por experiência digo-vos que como médico vivi dias difíceis” e não gostaria que mais pessoas passassem pela mesma situação. “Usem a máscara e obedeçam todos os apelos das autoridades para se prevenirem desta pandemia porque, de facto, ela mata”, apelou.
A Amnistia Internacional (AI) voltou ontem (01) a acusar os grupos armados que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado e as forças governamentais moçambicanas de violações dos direitos humanos na província do norte de Moçambique.
“Centenas de civis foram mortos ilegalmente em Moçambique pelo grupo armado conhecido localmente como ‘Al-Shabab’, pelas forças de segurança governamentais e por uma empresa militar privada contratada pelo Governo”, referiu a organização não-governamental (ONG), num novo relatório sobre o conflito armado no norte de Moçambique.
O relatório, intitulado “O que Vi foi a Morte: Crimes de guerra no Cabo Esquecido”, é baseado em entrevistas com 79 deslocados de 15 comunidades afetadas pelo conflito desde março do ano passado, período em que os rebeldes protagonizaram um grande ataque à sede da vila de Mocímboa da Praia.
Embora nunca tenha oficialmente confirmado, segundo a Amnistia Internacional, o Governo moçambicano terá contratado a “Dyck Advisory Group” (DAG), uma empresa militar privada sul-africana, para fazer face às incursões dos grupos armados.
“Os operacionais da DAG dispararam metralhadoras dos helicópteros, lançaram granadas de mão indiscriminadamente contra multidões e dispararam também repetidamente contra infraestruturas civis, incluindo hospitais, escolas e habitações”, referiu a organização, citando 53 testemunhas.
“Os residentes de Cabo Delgado estão encurralados entre as forças de segurança moçambicanas, as milícias privadas que estão a lutar ao lado do Governo e o grupo de oposição armada conhecido localmente como ‘Al-Shabab’”, comentou Deprose Muchena, diretor da AI para a África Oriental e Austral, acusando as três partes cometeram “crimes de guerra, causando a morte de centenas de civis”.
A ONG de defesa dos direitos humanos apontou, a título de exemplo, um vídeo que circulou em setembro mostrando homens com fardas militares a espancarem uma mulher que caminhava sozinha, nua, e que depois acabam por abater pelas costas, enquanto fugia, com várias rajadas de metralhadora.
No caso, o Governo defendeu sempre que as imagens tinham sido “fabricadas” pelos insurgentes, considerando que as pessoas que aparecem no vídeo não são das Forças Armadas moçambicanas.
A organização pediu que o Governo investigue urgentemente os alegados “crimes de guerra”, alertando que as autoridades não estão a conseguir garantir a segurança dos cidadãos naquela região.
“A Amnistia Internacional apresentou anteriormente provas de tentativas de decapitação, tortura e outros maus-tratos de prisioneiros, o desmembramento de alegados combatentes do ‘Al-Shabab’, possíveis execuções extrajudiciais, e o transporte e descarte de um grande número de cadáveres em aparentes valas comuns”, acrescentou a AI.
A violência armada na província do norte de Moçambique, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 670 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos.
A violência surgiu em 2017, algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico depois de 2019, mas a origem dos ataques continua sob debate.
Mais de 9.900 profissionais de saúde na cidade de Maputo vão beneficiar de vacinação contra a Covid-19.
Para o efeito, a Secretaria de Estado na capital do país recebeu, na segunda-feira, o primeiro lote de vacinas contra a doença, composto por mais de 13.900 doses.
Intervindo na ocasião, a secretária do Estado na cidade de Maputo, Sheila Santana, disse que neste momento decorre o processo de formação de técnicos de saúde que vão efectuar a vacinação nas unidades sanitárias da urbe.
“Iniciou hoje a formação dos técnicos a nível da cidade, creio que estão a acompanhar a nível de todo o país. Nós vamos estar com equipas em 18 centros e unidades sanitárias e vamos contar com 52 técnicos que irão fazer a vacinação a nível dos 7 distritos municipais da nossa cidade”, disse.
Mais 12 óbitos foram notificados num dia em que o país registou 257 casos positivos da covid-19 e 317 recuperados da doença.
Deste modo, o país passa a contar com um cumulativo de 59.607 casos positivos do novo coronavírus, dos quais 41.413 recuperados e 653 óbitos.
Os dados foram actualizados, na tarde de ontem (01) em Maputo, pela directora nacional-adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, em conferência de imprensa semanal para dar o ponto de situação da Covid-19, no país.
“Dos casos que reportamos, 254 são de nacionalidade moçambicana e 3 estrangeiros. 129 são do sexo masculino e 128 do sexo feminino. Todos os casos resultam de transmissão local. A província de Maputo registou 137 casos, que correspondem a 53,3% de todos os casos hoje reportados no país, seguida pela província de Inhambane com 64 casos, correspondente a 24.9% “, disse.
A Directora nacional-adjunta de Saúde Pública fez saber que nas últimas 24 horas 16 pessoas infectadas pela covid-19 foram internadas em centros de isolamento e igual número recebeu alta.
André Matsangaíssa Jr, sobrinho de Andé Matsangaissa, fundador da Renamo, abandonou a autoproclamada Junta Militar da Renamo e entregou-se às forças governamentais.
Matsangaissa, que dirigia as operações de instabilidade de uma das frentes “Junta Militar”, foi recebido na segunda-feira (01) pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, tendo após o encontro afirmado que abandona o grupo para dar contributo no desenvolvimento nacional.
“O objectivo que me leva a estar aqui, principalmente, é a paz; paz que deve haver no centro do país” disse Matsangaissa Jr.
Ele explicou que abandonou o grupo comandado por Mariano Nhongo em resposta ao apelo do líder do grupo de contacto para o processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reintegração dos homens armados da Renamo, o também enviado especial do Secretário-geral das Nações Unidas para o diálogo político em Moçambique, o diplomata suíço Mirko Manzoni.
“Quando recebi o convite, preferi aceitar, como forma de estar deste lado, para um melhor diálogo com vista a acabar com o conflito na zona centro do país”, disse Matsangaissa.
Após cerca de oito meses sem clube, o capitão dos Mambas, Dominguez, irá finalmente a viver alegria de voltar a fazer o que mais gosta: jogar futebol. Elias Pelembe, ou simplesmente Dominguez, rubricou na segunda feira (01) um contrato com o Polokwane City da GladAfrica Championship, como é conhecida a II Liga da África do Sul, um contrato válido até junho próximo.
Durante os pouco mais de três meses que falta para terminar a época futebolística na África do Sul, o internacional moçambicano de 38 anos vai procurar ajudar o Polokwane a manter-se na GladAfrica Championship. Neste momento, o Polokwane ocupa o 10° lugar com 18 pontos, estando a 9 do Richards Bay, 1° classificado.
A jogar há 14 anos na África do Sul, Dominguez vai representar o quarto clube após passagens pelo SuperSport (duas épocas), Mamelodi Sundowns (seis épocas) e Bidvest Wits (cinco épocas).
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O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros em resposta à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo...