Contestado pela gestão da pandemia de covid-19, Andrew Cuomo, governador do Estado de Nova Iorque, vai enfrentar também uma investigação por assédio sexual, confirmou ontem (01) a procuradoria estadual.
Depois de duas ex-funcionárias de Cuomo terem nos últimos dias acusado Cuomo de assédio – em contatos que o governador eleito pelo partido democrata descreve como “brincadeiras” – ontem a procuradora estadual Letitia James disse estarem reunidas as condições para a investigação avançar.
O executivo do Estado “deu-nos hoje (01) a autoridade para avançar com uma investigação independente a alegações de assédio sexual contra o governador”, refere nota da procuradora.
“Esta não é uma responsabilidade que encaremos de forma ligeira, devendo sempre alegações de assédio sexual ser levadas seriamente”, adiantou.
No ofício do executivo à procuradoria, a conselheira do governador Beth Garvey afirma que todos os funcionários do Estado de Nova Iorque receberam instruções para colaborar de forma cabal com as investigações.
As conclusões serão tornadas públicas, através de um relatório.
Lindsey Boylan, ex-conselheira económica de Cuomo, de 36 anos, acusou o governador de a beijar e tocar forçadamente, mas também “uma cultura dentro da sua administração na qual o assédio sexual e moral é tão generalizado que é aceite e até esperado”.















