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Terça-feira, Julho 28, 2026
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Ataques terroristas em Cabo Delgado fecham mais de 100 escolas

Mais de 100 escolas da província de Cabo Delgado vão continuar encerradas este ano devido aos ataques terroristas. O facto foi confirmado pela Direcção Provincial de Educação, que garantiu a integração de todos alunos e professores que fixaram-se em zonas consideradas seguras.

“Na província temos 940 escolas de diferentes níveis de ensino, mas temos algumas que foram encerradas porque as populações abandonaram e outras, na zona norte, devido à insurgência, por isso temos apenas 804 que vão retomar até este momento,” confirmou Melchior Patrício, porta-voz da Direcção Provincial da Educação de Cabo Delgado.

Segundo revelou, “Muidumbe conta com 14 escolas e vão reabrir apenas três, em Macomia serão 15 das 21 existentes, em Quissanga 5 das 37, e Mocímboa,  com 27 escolas, não retomará nenhuma até este momento.”

Além do encerramento de escolas, a Direcção Provincial de Educação de Cabo Delgado está preocupada com os arquivos que foram destruídos pelos supostos terroristas durante os assaltos.

Perderam-se livros de turma, termos de exames, pautas, cadernetas dos professores, além do material informático que foi vandalizado onde havia banco de dados, lamentou Melchior Patrício.

Para evitar que os alunos saiam prejudicados com a situação, quase todos foram integrados nas escolas localizadas nas zonas para onde se refugiaram, e para tentar recuperar o arquivo perdido, a Direcção provincial remeteu uma proposta ao Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH).

De acordo com a fonte, “para que os alunos tenham seus documentos, incluindo certificados, remetemos uma proposta ao MINEDH, de modo a criarem-se grupos especiais compostos por professores e alguns pais e encarregados de educação de forma a tentar recuperar o arquivo perdido.”

Segundo estatísticas, os ataques terroristas afectaram mais de 30 mil alunos e cerca de 3.000 mil professores.

Polana Caniço aprendeu a gestão de crises sanitárias pela Covid-19

Com a pandemia da Covid-19, o Centro de Isolamento da Polana Caniço aprendeu a lidar com a pressão e a fazer melhor gestão de crises sanitárias da magnitude do novo Coronavírus. A unidade hospitalar diz, ainda, que está preparada para uma eventual terceira vaga da doença.

Passa um ano que a pandemia assola o mundo. Doze meses depois do primeiro caso positivo da Covid-19, a nossa equipa voltou ao maior centro de isolamento e tratamento de pacientes com Coronavírus do país, Hospital Geral da Polana Caniço.

Naquele local, trava-se uma guerra pela respiração. Homens e mulheres, presos às máquinas de oxigénio, buscam, desesperadamente, pelo ar. Tossem ao mesmo ritmo do “tim, tim, tim” dos monómetros que determinam a quantidade do ar que cada um recebe.

Um doente mais crítico que o outro. A equipa de profissionais de saúde desdobra-se para devolver a respiração aos pacientes infectados e, quiçá, salvar-lhes a vida.

Eis o vírus pandémico que colocou à prova todos os hospitais do mundo e trouxe o primeiro doente internado no Centro de Isolamento da Polana Caniço, em Maio de 2020, ainda que o preparo fosse ao mais alto nível, não seria suficiente para lidar com o vírus inimigo da respiração.

Nas salas de internamento, as imagens chocam… pacientes buscam, desesperadamente, pelo ar. O centro está na batalha contra a Covid-19 desde que se internou o primeiro doente em Maio de 2020.

“Nos primeiros meses, foi um grande desafio porque era uma doença nova e ninguém sabia como agir. Foram definidos protocolos pelo Ministério da Saúde que sofreram várias alterações e nós não parávamos de buscar mais informações”, reconheceu Hélia Manasse, directora do Hospital Geral da Polana Caniço, o maior centro de isolamento de pacientes com novo Coronavírus.

Para lidar com a doença, Hélia Manasse conta que os profissionais de saúde, afectos àquela unidade sanitária, tiveram apoio de especialistas nacionais sobretudo “do Ministério da Saúde e Hospital Central de Maputo, na luta contra esta pandemia”

Mesmo com o suporte dos especialistas de “todos os cantos”, a pandemia nunca deu tréguas e tempo para que os hospitais se preparassem e os investigadores a estudassem. A título de exemplo, na primeira vaga da Covid-19, o Centro de Isolamento da Polana Caniço quase deu o “braço a torcer” para o vírus.

Paulo Oliveira já se encontra em Maputo

O piloto internacional, Paulo Oliveira, regressou a Maputo depois de ter conquistado o campeonato do mundo de todo-o-terreno na sua classe, que decorreu na Baja da Jordânia.

Foi mesmo um chegar, ver e vencer para Paulo Oliveira que terminou em primeiro lugar na sua classe de moto, no todo-o-terreno da Baja da Jordânia, depois de três etapas em que correu com uma motorizada que não tinha tido contacto antes. Foram etapas corridas na sexta, sábado e domingo, em que Oliveira conseguiu a glória e o feito inédito e histórico de terminar em primeiro lugar, peses embora a equipa tenha terminado na sexta posição na classificação geral.

Foi uma participação que iniciou com algumas dificuldades, aliás, desde a confirmação da participação, a viagem e a prova, mas nada que fizesse o piloto travar nas arreias da Jordânia. O próprio Oliveira revela que “as dificuldades começaram mesmo antes das provas, pois foi difícil chegar a Jordânia devido as restrições impostas pela Covid-19”, e já no teatro das operações o facto de não ter contado com a sua própria motorizada. “Não levamos a moto que estamos habituados e tivemos que, a determinada altura, contratar uma equipa que ate venceu o primeiro lugar da geral no Dubai, e competimos com uma moto completamente diferente daquela que estamos habituados, sem as afinações necessárias”, disse Paulo Oliveira.

Mas a maior grande dificuldade foi mesmo a falta de contacto com a companheira. “Normalmente nós necessitamos de dois dias de preparação, para prepararmos a moto, afinarmos e metermos todos instrumentos à nossa altura, a posição de condução, mas pegamos na mota no próprio dia da primeira etapa, na sexta-feira”, conta a odisseia o piloto moçambicano, que acrescenta que “recebemos a mota pelas cinco horas e a prova começou às 06H30 e não tivemos contacto suficiente”.

Mas mesmo assim “foi excelente, conseguimos fazer um excelente resultado, apesar destas dificuldades todas”, revela Paulo Oliveira.

À sua chegada a Maputo, empunhando o troféu da Baja da Jordânia, foi recebido por algumas dezenas de moçambicanos que ovacionaram o feito de Paulo Oliveira na prova internacional. Mas o piloto já pensa na próxima prova, que terá lugar próximo mês.

No Centro de Moçambique reduziu o desvio de mercadorias em trânsito

A Autoridade Tributária de Moçambique diz que é preciso reforçar o controlo e fiscalização para, por um lado, permitir que as mercadorias em trânsito não sejam desviadas para o consumo interno, sem o pagamento dos impostos e taxas devidas e, por outro lado, garantir a correcta aplicação de benefícios fiscais aos sectores abrangidos e a efectiva cobrança dos impostos e taxas que incidem sobre os produtos importados.

De acordo com Amélia Muendane, Presidente da Autoridade Tributária (AT) que falava na cidade da Beira, durante o lançamento do Programa de Selagem Electrónica e rastreio de carga em trânsito e dos núcleos de fiscalização, “esta iniciativa é uma importante ferramenta para a Autoridade Tributária, pois está a permitir o rastreio de carga em tempo real desde a entrada e saída e, deste modo, controlar qualquer actividade ilícita em tempo real e agir por formas a prevenir as infracções e responsabilizar legalmente os infractores”.

Com a implementação do Sistema Electrónico de Controlo de Carga em trânsito, a AT pretende, por um lado, assegurar a redução de evasão fiscal e introdução ilegal de mercadorias no Mercado nacional e, nesta perspectiva, garantir uma concorrência justa entre os diferentes operadores da cadeia de importação, aumento de arrecadação de receitas, rastrear, em tempo real, toda a carga em trânsito no território nacional, permitindo, assim, uma melhor prestação dos serviços para uma rápida tramitação dos processos aduaneiros. Por outro lado, esse programa visa evitar as situações de perdas e danos materiais e humanos causados pelo desvio e roubo de mercadorias em trânsito, sobretudo o furto de combustíveis nos camiões-tanque em trânsito e melhoria do ambiente de negócios e segurança rodoviária.

“Desde a implementação do programa de selagem electrónica e rastreio de carga, já foram selados, em todo o país, 55.780 unidades de cargas, entre Dezembro de 2020 até semana finda, dos quais 21.152 de Carga Contentorizada, 16.184 de Carga Granel e 18.444 Cargas Líquidas. Com a implementação efectiva do sistema, estarão criadas as condições para o combate ao contrabando de carga em trânsito, mas, sobretudo, estará assegurada a consolidação da independência económica de Moçambique”, acrescentou Amélia Muendane.

Aulas retomam com o velho problema do transporte

Na capital do país, Maputo, a retoma das aulas presenciais é acompanhada pela problemática dos transportes que se torna agudizada. É que, se a suspensão das aulas reduzia o fluxo de passageiros nos autocarros, com os alunos que voltam às escolas, os meios de transporte públicos vêem-se com mais passageiros, o que renasce, deste modo, o debate sobre a crise da mobilidade urbana que caracteriza a cidade.

“Estou desde às 05h00 esperando por um chapa, mas está difícil”, lamuriou uma passageira, por volta das 08h00 desta segunda-feira. “Hoje a situação dos transportes veio agravar-se. Isto, em parte, pela retoma das aulas, porque os autocarros têm priorizado os alunos”, disse outro entrevistado.
Em meio à crise dos transportes houve, entre os alunos, quem não conseguiu chegar atempadamente à escola.

“Está difícil subir o chapa. Os cobradores têm feito perguntas sobre o destino dos passageiros. Quando alguém fala de longa distância, eles recusam-se a carregar”, deplorou uma aluna da 10ª Classe.

Profissionais contra a decisão de suspensão de Educação Física

O ano lectivo de 2021 arrancou, oficialmente, na última sexta-feira. Como consequência disso, as escolas voltaram a ter alunos e professores na sala de aulas a partir da segunda-feira. À semelhança do que tem acontecido nos anos anteriores, os alunos continuarão a ter lições de Português, Matemática, História, Biologia ou Química.

No entanto, a disciplina de Educação Física fica, para já, de lado. Se, por um lado, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) entende que há condições para o regresso às aulas, por outro, assume que o risco da leccionação da disciplina de Educação Física é elevado, porque contribuiria para aglomerados.

Assim sendo, para minimizar o risco de infecção por Coronavírus, o Governo decidiu adiar a retoma das aulas de Educação Física. A decisão, entretanto, caiu mal para a Associação dos Profissionais de Educação Física e Desportos de Moçambique, que escreveu uma carta aberta ao Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

No documento, a Associação dos Profissionais de Educação Física e Desportos de Moçambique escreve que a Educação Física Escolar faz parte do sistema educativo imprescindível por razões que se prendem a fortes evidências científicas e pedagógicas. E lembra: “Baseado nessas evidências, a UNESCO (2013) declarou a Educação Física na Escola como o meio mais eficaz para proporcionar às crianças e jovens habilidades, capacidades, atitudes, valores, conhecimentos e compreensão para a sua participação na sociedade ao longo da vida, encorajando os governantes a tomarem medidas políticas para garantir que a disciplina assegure o seu lugar de direito nos curricula escolares, e que, consequentemente, os/as alunos/as se beneficiem com a exposição aos campos alternativos de aprendizagem”.

Considerando tais argumentos, a Associação dos Profissionais de Educação Física e Desportos de Moçambique entende que a disciplina constitui um factor determinante de desenvolvimento sem o qual a educação estará condicionada. Para os profissionais, o conceito de saúde no contexto moderno se prende, indissociavelmente, ao combate ao sedentarismo que se faz, comprovadamente, a partir da mais tenra idade e em todo o processo de crescimento e desenvolvimento.

Assim, “a suspensão da disciplina da Educação Física sobre o pretexto de combate à pandemia da COVID-19 constitui, a nosso ver, um equívoco que deve ser corrigido. Da mesma forma que as escolas recebem orientações para outras disciplinas sejam dadas de forma a evitar ao máximo o contágio”.

Curso do serviço cívico de Moçambique encerrado em cerimónia dirigida pelo PR

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi, dirige hoje, no Centro de Instrução e Formação de Montepuez, em Cabo Delgado, a cerimónia de encerramento do oitavo curso de Instrução Básica de Prestadores do Serviço Cívico de Moçambique.

O Serviço Cívico, tem como missão fortalecer a capacidade de participação activa do cidadão e das Organizações da Sociedade Civil nos processos de desenvolvimento socioeconómico e político, investindo na promoção de ferramentas e facilitação de engajamento cívico, na partilha de aprendizagem, monitoria e advocacia em prol de políticas e serviços públicos, que respondem as necessidades dos cidadãos.

Nesta deslocação Nyusi, far-se-á acompanhar pelo Ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

Tiroteio num supermercado em Colorado faz 10 mortos

Dez pessoas morreram num tiroteio ocorrido num supermercado nos Estados Unidos das América. O facto aconteceu em Boulder, a 40 quilómetros de Denver, no Estado do Colorado.

Estão entre as vítimas um agente da polícia que foi o primeiro a chegar ao local. O ataque mobilizou dezenas de elementos das forças de intervenção.

A chefe de Polícia de Boulder, Maris Herold, mostrou-se comovida com a situação e garantiu: “estaremos aqui a trabalhar dia e noite. Temos um suspeito sob custódia. Quero garantir à comunidade que as pessoas estão seguras e que tentaremos fazer o nosso melhor nas próximas horas para identificar as vítimas. Trabalharemos em conjunto com o instituto de medicina legal para o fazer o mais rápido possível.

Este é o sétimo assassinato em massa, este ano, nos Estados Unidos, após o tiroteio de 16 de Março que causou a morte de oito pessoas, todas de origem asiática, num ataque contra três estabelecimentos de massagens em Atlanta.

Líder da oposição da República do Congo morre de Covid-19

O principal líder da oposição da República do Congo Guy-Brice Parfait Kolelas, candidato à presidência do país nas eleições de domingo, morreu de Covid-19 aos 61 anos.

De acordo com o diretor de campanha de Kolelas, Christian Cyr Rodrigue Mayanda, o candidato opositor morreu pouco depois de aterrar em Paris, para onde foi levado depois de ter um teste positivo para o novo coronavírus, na sexta-feira, último dia da campanha eleitoral.

“Meus caros compatriotas, estou em dificuldades, estou a lutar contra a morte mas, no entanto, peço-vos que se levantem e vão votar pela mudança”, disse o candidato da União dos Democratas Humanistas (UDH) este fim de semana, num vídeo colocado nas redes sociais a partir de um hospital em Brazaville.

Kolelas, que aparece no vídeo com uma máscara de oxigénio, foi ligado a um ventilador e, embora o partido tenha anunciado anteriormente que estava a sofrer de uma “crise aguda de malária”, na sexta-feira foi internado numa clínica em Brazaville e diagnosticado com covid-19, de acordo com Mayanda, citado pelos meios de comunicação congoleses.

O ex-ministro tinha ficado em segundo lugar nas eleições de 2016, que mais uma vez deram a vitória ao chefe de Estado, Dénis Sassou Nguesso, de 77 anos, e no poder desde 1997.

Observadores disseram acreditar que o antigo Presidente e candidato do Partido Trabalhista Congolês (PCT) vai ganhar a primeira volta das presidenciais.

“Sassou Nguesso tem todos os meios, ao contrário dos outros candidatos. A oposição está fortemente dividida”, disse um comentador político, que pediu o anonimato, à agência de notícias EFE.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.710.382 mortos no mundo, resultantes de mais de 122,7 milhões de casos de infeção, segundo a agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.768 pessoas dos 817.530 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Regras do novo confinamento provocam confusão em França

O Governo francês clarificou uma norma, após um fim de semana de confusão, afirmando que a justificação para sair durante o dia não é necessária, e adicionou alguns estabelecimentos à lista dos que podem abrir durante o confinamento.

Os 16 departamentos para os quais foi decretado um novo período de confinamento em França passaram um fim de semana de incerteza após as novas medidas anunciadas na quinta-feira passada pelo primeiro-ministro, Jean Castex.

O governante anunciou que os franceses desses 16 territórios, incluindo Paris e as suas imediações, teriam de apresentar uma justificação escrita ou em formato digital precisando a razão da saída de casa durante o dia.

No entanto, no sábado, o documento não estava disponível e um documento disponibilizado mais tarde não era suficientemente claro para os cerca de 21 milhões de habitantes nesta nova modalidade de confinamento.

Hoje a porta-voz do Ministério do Interior clarificou que para as saídas diurnas, os franceses que vivem nestes 16 departamentos não precisam afinal de apresentar qualquer justificação se se deslocarem num raio de 10 quilómetros à volta da sua residência.

“Foi algo feito com alguma urgência e acabámos por simplificar o processo logo a seguir. Assim, deixa de ser preciso ter uma justificação para um trajecto curto no raio de 10 quilómetros”, explicou Camillie Chaize, porta-voz do Ministério do Interior, em declarações à rádio France Info.

Ao mesmo tempo, a acumulação de novas restrições durante o dia confundiu alguns, já que o recolher obrigatório continua em vigor, sendo assim necessária uma justificação para sair de casa entre as 19 e as 6.

O Governo quer ainda impedir ao máximo as aglomerações de pessoas dentro de portas, prometendo lançar nos próximos dias uma campanha de informação sobre onde, como e dentro de quais limites as pessoas se podem reunir.

Ainda nestes 16 territórios, apenas os comércios alimentares e essenciais deveriam permanecer abertos, no entanto uma nova lista atualizada pelas autoridades francesas inclui outros comércios como cabeleireiros, lojas de chocolates, mas também papelarias, lojas de tecido, assim como todas as lojas que vendem material eletrónicos e concessionários de automóveis, entre outros.

Autoridade Tributária cria 15 postos móveis

Quinze viaturas servirão de postos móveis da Autoridade Tributária de Moçambique para atribuição de Número Único de Identificação Tributária (NUIT), Inicio de Actividade e Cobrança de Impostos.

O acto foi orientado na cidade da Beira, pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, tendo apelado aos contribuintes no sentido de aderirem ao processo para o desenvolvimento do país, concretamente, na construção das infra-estruturas públicas nas áreas de estradas e pontes, abastecimento de água para consumo, unidades escolares e sanitárias, entre outros desafios.

Tete: Desmantelada rede de ladrões de medicamentos

O sector da saúde em coordenação com a polícia, na província de Tete, apreendeu, na posse de uma quadrilha composta por quatro elementos, quantidades diversas de fármacos avaliados em mais de 30 mil meticais.

Os referidos fármacos, mal conservados e sem prescrição médica, estavam prestes a serem comercializados no mercado informal da cidade de Tete.

Os indiciados, que se dedicavam ao roubo dos medicamentos do Sistema Nacional de Saúde nas unidades sanitárias na província de Tete, estão detidos no Comando Distrital de Marara e são confessos.

De acordo com a Directora dos Serviços Distritais de Saúde e Acção Social em Marara, Maria Xavier, os fármacos encontrados na posse dos acusados são azetromicina, amoxicilina, clorofinamina, anti-maláricos, todos pertencentes ao Sistema Nacional de Saúde

A polícia não descarta a possibilidade de a mesma quadrilha estar a ser encabeçada por indivíduos que tenham conhecimentos técnicos da saúde e garante estar em curso trabalhos que visam apurar a veracidade dos factos, avançou o Porta-voz da PRM, Feliciano da Câmara.

Esta é a terceira vez em que os indiciados vandalizam as farmácias das unidades sanitárias em Tete para roubar fármacos.

Irlanda opõe-se a bloqueio de exportações de vacinas da UE

O primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, expressou a sua oposição a um possível bloqueio pela União Europeia (UE) às exportações das vacinas contra a Covid-19 fabricadas no seu território, acreditando que seria uma “medida muito retrógrada”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ameaçou no sábado bloquear as exportações da vacina da AstraZeneca se a UE, perante um volume de entregas abaixo das expectativas iniciais, não receber prioritariamente os fármacos prometidos pelo grupo farmacêutico sueco-britânico.

“Sou realmente contra. Acho que seria uma medida muito retrógrada”, disse o líder irlandês, que recordou que o contrato da UE com a AstraZeneca prevê a entrega de doses produzidas tanto no território da União Europeia como no Reino Unido.

“É absolutamente vital que mantenhamos as cadeias de abastecimento abertas”, argumentou Micheal Martin, apesar das “enormes tensões” entre Bruxelas e a AstraZeneca, que “não cumpriu o seu contrato”.

O primeiro-ministro irlandês avisou que, se a UE começar a erguer barreiras, outros países poderão fazer o mesmo com os componentes usados na fabricação das vacinas.

“Se todos os países em todos os continentes começassem a fazer isso, teríamos problemas em todo o mundo”, explicou Martin.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse esta segunda-feira que recebeu garantias – após conversas com líderes europeus, “nos últimos meses” – de que a União Europeia não imporia um “bloqueio” à exportação das vacinas.

“Estamos a enfrentar a mesma pandemia. Todos temos os mesmos problemas”, disse o líder do Governo britânico.

“As campanhas de vacinação, o desenvolvimento de vacinas, a sua aplicação são projetos internacionais que exigem cooperação internacional”, acrescentou Boris Johnson, assegurando que o Reino Unido continuará a desenvolver a sua campanha de vacinação “o mais rápido possível” e alertando que a terceira vaga da pandemia que atualmente atinge a Europa provavelmente afetará também o seu país.

Lançada no início de dezembro, a campanha britânica de vacinação, realizada com as vacinas Pfizer e AstraZeneca, já permitiu administrar uma primeira dose a mais de 27,6 milhões de pessoas, ou seja, mais da metade dos adultos.

Assaltantes armados roubam vacinas contra a Covid-19 no Brasil

Dois homens armados invadiram um posto de saúde na cidade brasileira de Natal e roubaram dois frascos de vacinas contra a Covid-19, com o equivalente a 20 doses do antídoto, informaram fontes policiais.

O roubo ocorreu num posto médico localizado numa favela de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte e uma das cidades que se encontra numa situação crítica devido ao agravamento da pandemia, que já deixa quase 12 milhões de casos e 294.042 mortes no país.

Segundo a diretora do posto de saúde, Elvira Maranhão, os homens, ambos encapuzados e armados, tentaram roubar as vacinas logo pela manhã, mas as doses ainda não haviam chegado ao posto médico.

Jovem de 19 anos asfixia e mata filho de seis meses

Uma jovem, de 19 anos, encontra-se detida desde domingo (21), na 10ª esquadra da PRM, no bairro do Xipamanine, na cidade de Maputo, indiciada de matar o filho de seis meses por asfixia.

O crime ocorreu no último dia 15 de Março, na residência da jovem, situada no bairro de Chamanculo, mas só foi descoberto pelos familiares no sábado (20), cinco dias depois do homicídio.

Yumina Edna, indiciada no caso, contou que embrulhou a criança viva numa capulana e colocou-a num saco plástico e num espaço baldio próximo ao Terminal Interprovincial da Junta.

Ela explicou que cometeu o crime devido à falta de assistência por parte do pai. “Matei o meu filho porque estava zangada. O pai dele não me ajudava a cuidar do bebe”, disse.

Tal facto foi desmentido pelo progenitor da criança, Agostinho Mucavele, de 21 anos.

Leonel Muchina, porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, referiu que a lei prevê a pena de 20 a 25 anos de prisão para este tipo de crime.

Acrescentou que a jovem foi denunciada pelos familiares.

Taiwan suspende voos de caças F-5E após novo acidente fatal

A Força Aérea de Taiwan suspendeu os voos de caças F-5E, após novo incidente com estes aparelhos, uma colisão numa missão de treino que causou a morte de um piloto e o desaparecimento de outro.

Segundo a Força Aérea de Taiwan, citada pela agência noticiosa CNA, a colisão dos F-5E deu-se em pleno voo, sobre o condado de Pingtung, cerca de 35 minutos depois de quatro aparelhos, entre eles os dois acidentados, terem descolado da Base Aérea de Taitung ao início da tarde.

Ambos os pilotos ejetaram-se e, cerca de uma hora depois de os aviões terem desaparecido do radar, um deles, um primeiro-tenente, foi localizado e resgatado em alto mar, mas viria a morrer a caminho do hospital.

O outro piloto, um capitão, continua desaparecido, prosseguindo esforços para o localizar.

Segundo a Força Aérea, encontram-se temporariamente suspensos todos os voos de caças F-5, até à conclusão de uma investigação sobre as causas do incidente, o mais recente envolvendo os aparelhos de fabrico norte-americano (Northrop Corporation), na sua maioria das décadas de 1970 e 1980.

Com a introdução de caças mais modernos de fabrico norte-americano (F-16), francês (Mirage 2000-5) e taiwanês (F-CK-1) na década de 1990, os F-5E e F-5F passaram a ser uma segunda linha de defesa da Força Aérea ou aparelhos de instrução.

Outros aparelhos têm vindo a ser retirados, e a Aerospace Industrial Development Corporation (AIDC) de Taiwan iniciou o fabrico local de 66 caças de última geração Yung Yin, que até 2024 irão substituir os restantes 46 F-5 e também os AT-3.

Desde 2001, segundo a CNA, registaram-se 11 incidentes com F-5, que causaram a morte de 11 pilotos e o desaparecimento de outros 2, presumidos mortos.

O mais recente incidente, também fatal para o piloto aconteceu em Outubro de 2020.

Maputo: INAE flagra restaurante com aglomerado e bares abertos

Vários restaurantes e bares continuam a violar o decreto da Situação de Calamidade Pública na Cidade de Maputo. Na noite de sábado, a Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) flagrou um restaurante com aglomerado de pessoas e bares abertos.

Em mais uma noite de trabalho, a INAE saiu à rua para verificar como os estabelecimentos se têm portado no cumprimento do decreto governamental em vigor para a prevenção da Covid-19.

No entanto, alguns nem sequer têm cumprido, tal foi o caso de um dos restaurantes da Cidade de Maputo, encontrado com acima de 80 clientes que se comportavam como se a pandemia não existisse.

No local, a imagem que se via traz as lembranças de quando o mundo não conhecia a Covid-19 e a diversão não representava risco algum. Música alta, dança, abraços e bebidas alcoólicas, tudo isso era o que se podia ver.

O decreto que está actualmente em vigor não permite abertura de bares, quanto menos aglomerados desta dimensão em qualquer que seja o local. Entretanto, de acordo com o Director das operações da INAE, Verónio Duvane, o estabelecimento em causa já vem fazendo esta violação há mais tempo, por isso “há um processo que está a ser levado a cabo contra eles e vamos tomar medidas duras”, avançou.

Refere-se que não são poucos os estabelecimentos na mesma situação. No trabalho de monitoria, que a INAE fez na capital moçambicana, foram encontrados mais estabelecimentos a pontapear o decreto, nomeadamente dois bares e o restaurante supracitados.

Na semana passada, a INAE mandou encerrar uma discoteca, que estava a funcionar clandestinamente na Cidade de Maputo e, na ocasião, foram flagradas cerca de 200 pessoas a violarem as normas da Situação de Calamidade Pública.

EUA: Tiroteio em supermercado no Colorado deixa ao menos 10 pessoas mortas

Pelo menos dez pessoas morreram em um tiroteio, num supermercado em Boulder, no estado americano do Colorado (EUA), na tarde de segunda-feira (22). Entre as vítimas, está um policial.

As autoridades locais ainda informaram que o suspeito foi ferido durante o tiroteio. “Esta é uma tragédia e um pesadelo para o condado de Boulder”, disse o promotor distrital do condado de Boulder, Michael Dougherty.

De acordo com o The New York Times, as pessoas que estavam no local relataram que ouviram cerca de uma dúzia de tiros.

A corporação ainda informou que, enquanto os oficiais protegiam o prédio, mais de uma dúzia de pessoas foram levadas para fora do supermercado, um King Soopers em uma área residencial.

O supermercado onde o crime aconteceu geralmente atrai uma mistura de famílias e estudantes universitários.

Justiça brasileira absolve ex-presidente Michel Temer

A justiça brasileira absolveu o ex-presidente Michel Temer e mais cinco pessoas que haviam sido acusadas de favorecer e negociar benefícios para empresas do sector portuário com a edição de um decreto presidencial.

Em Dezembro de 2018, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denuncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Temer, o ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures, o coronel João Baptista Lima, que era apontado como operador financeiro do ex-presidente, e os empresários Antonio Celso Grecco, Carlos Alberto Costa e Ricardo Mesquita.

Os suspeitos foram acusados de negociar um decreto do ex-presidente que alegadamente visava favorecer empresas do setor de portos em troca do pagamento de suborno.

Segundo a PGR, o esquema teria movimentado cerca de 5 milhões de euros.

Em Fevereiro de 2019, o juiz do STF Luís Roberto Barroso mandou o caso para a primeira instância, já que, ao deixar o Governo no primeiro dia daquele ano, Temer perdeu o foro privilegiado.

O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12.ª Vara Federal do Distrito Federal, recebeu o caso e agora determinou a absolvição sumária dos envolvidos alegando que a denúncia não trazia elementos que provassem o pagamento de suborno.

“Não se apontou quais seriam as vantagens indevidas recebidas ou prometidas, não se indicou como teria se dado esse ajuste entre os denunciados, não se apontou uma única razão pela qual terceiros iriam despender valores em favor de agente público por um período indefinido de tempo”, concluiu o juiz.

Este não é o único processo contra Temer. O antigo chefe de Estado brasileiro está a ser investigado em vários casos ligados àquela que foi considerada a maior operação de combate à corrupção no Brasil, a Lava Jato, que apurou desvio de fundos da empresa petrolífera estatal Petrobras e outros órgãos públicos do país.

Temer chegou a ser preso em março de 2019, em cumprimento de mandado expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, num caso sobre desvios da estatal Eletronuclear investigado pela Lava Jato.

Na época, o Ministério Público Federal pediu a prisão do ex-presidente alegando que comandava uma organização criminosa com atuação por 40 anos.

Vulcão entra em erupção na Islândia

Após vários dias de registo de actividade sísmica, o vulcão Fagradalsfjall, na península de Reykjavik, no sul da Islândia, entrou em erupção. 

A confirmação foi dada esta noite pelo Instituto Meteorológico da Islândia.

A erupção decorre no meio da península, que liga a capital da Islândia, Reykjavik, ao Aeroporto Internacional de Keflavik. Ainda que não haja nenhuma informação que sugeria uma situação perigoso para a população, todo o tráfego aéreo no aeroporto foi suspenso por precaução.

As autoridades estão a pedir aos cidadãos que se afastem da zona, enquanto uma primeira equipa verifica a gravidade da situação. A Proteção Civil pede que a população “se mantenha calma”.

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