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Incêndios em Espanha e França obrigam 300 mil pessoas a abandonar as suas casas


Os grandes incêndios florestais que afectam Espanha e França continuam a evoluir rapidamente, impulsionados por temperaturas elevadas e ventos fortes, resultando no deslocamento de 300 mil pessoas.

A situação é particularmente crítica no sudoeste francês e no centro de Espanha, onde as autoridades mantêm operações de emergência de larga escala.

“Nunca vivemos nada parecido. É um desastre, sobrecarregados”, lamentam os comandantes da Guardia Civil que estão na linha de frente do combate às chamas. Dois incêndios florestais distintos fundiram-se na sexta-feira, formando um gigantesco foco de incêndio que está prestes a se unir a outro na região vizinha de Castela e Leão. As chamas já devastaram cerca de 77 mil hectares a oeste da capital espanhola, e os incêndios nas regiões de Madrid, Ávila e Toledo obrigaram à retirada ou confinamento de aproximadamente 90 mil pessoas.

Além destes incêndios, as autoridades espanholas estão a monitorar a evolução de um incêndio em Castellón, na região de Valência, onde 15 mil pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas.

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O Exército espanhol preparou 600 camas no pavilhão da feira de Talavera de la Reina, localizado a sudoeste das áreas afectadas, para acolher os desalojados de várias localidades evacuadas.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou ontem o posto de comando em Navaluenga, na região de Ávila, e destacou que, neste ano, já arderam mais de 150 mil hectares de floresta, seis vezes mais do que em 2025. Portugal, Grécia e Itália uniram esforços para combater os fogos em Madrid e Ávila, enviando um destacamento que inclui 176 pessoas, 41 veículos e quatro aviões Canadair.

Na França, as autoridades estão a considerar todas as opções de resposta ao avanço do incêndio na Gironda, incluindo a possibilidade de evacuação total de Bordéus. O número de deslocados na região já ultrapassa os 200 mil, reflectindo a gravidade da situação actual.

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