O Governador da província de Maputo, Júlio Parruque, disse estar determinado em apoiar o município da Matola na resolução do crónico problema da deficiente drenagem das águas pluviais que, nos últimos anos, provocam inundações, as mais dramáticas das quais em Fevereiro, ao afectarem com gravidade 14 bairros.
A promessa foi comunicada terça-feira, pelo Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMAS), Bernardo Dramos, minutos após a apresentação, ao Conselho Executivo Provincial, do estudo e plano de drenagem e saneamento da Matola, orçado em pouco mais de 70 milhões de dólares (5,2 mil milhões de meticais).
O plano compreende três fases, nomeadamente “a delimitação e proteção das valas e bacias e intervenções de engenharia.”
A delimitação das bacias permitirá que elas desempenhem a função de saneamento e de lazer, conforme explicou Dramos.
O governador disse que urge resolver o problema, pois não se pode deixar que a situação provocada pelas chuvas continue a se degradar cada vez mais. Parruque assumiu que o Conselho Executivo Provincial é parte do problema, por isso, compromete-se a apoiar a Matola, na mobilização de fundos para a drenagem, no espírito da responsabilidade partilhada.
Entretanto, pediu aos munícipes a fazerem a sua parte, denunciando ou rejeitando construções que obstroem o curso das águas e participando das campanhas de limpeza das valas de drenagem. Recomendou ao Executivo que dirige e ao Conselho Municipal para a retoma do plantio de eucaliptos nas áreas propensas às inundações.














