O Presidente da República, Filipe Nyusi, reafirma que Moçambique está comprometido com a mitigação dos efeitos negativos das mudanças climáticas. Filipe Nyusi falava, numa mesa redonda virtual da Commonwealth, convocada pelo Príncipe de Gales.
Durante a sua intervenção sobre o clima, o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, disse que Moçambique adoptou um plano nacional de adaptação e mitigação das mudanças climáticas (2030-2050), cuja operacionalização vai ocorrer a nível central e local.
“O plano estabelece acções e linhas orientadoras que visam criar infra-estruturas resilientes ao risco das mudanças climáticas nas comunidades e, na nossa economia, promover a baixa emissão de dióxido de carbono e economia verde”, explicou Filipe Nyusi.
No entanto, o estadista apontou alguns obstáculos que pesam para viabilização desses planos e programas, nomeadamente, limitação de financiamento, na melhoria da comunicação institucional, como na acção para economia verde e políticas nacionais e sectoriais.
Filipe Nyusi falou, ainda, sobre os ataques terroristas na província de Cabo Delgado como outro factor de risco que limita os esforços da sua governação.
O encontro antecede os importantes eventos sobre o clima, o caso de COP 26. Participaram no evento sete presidentes de países africanos membros da Commnwealth constituída por 53 Estados.
Nyusi esteve acompanhado pela ministra dos Negócios e Cooperação, Verónica Macamo, pela Vice-ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibasse e, ainda, por quadros da presidência da república e de outras instituições de Estado.
Centenas de pessoas estão concentradas na aldeia de Quitunda, próximo do acampamento da multinacional francesa Total, aguardando por um transporte marítimo para abandonar o distrito de Palma devido à insegurança.
O facto foi confirmado por alguns deslocados que chegaram, na noite da última quarta-feira, à capital da província de Cabo Delgado, a bordo de uma embarcação que atracou no porto de Pemba.
Entretanto, de acordo com a fonte, além da falta de transporte para resgate, as pessoas, que estão em Quitunda, vivem uma situação dramática e precisam urgentemente de ajuda.
A maior parte das pessoas, que chegam a Pemba, são mulheres e crianças, que são retiradas pelos seus maridos e pais de Palma, devido à crise humanitária e à insegurança e conseguem um lugar nas poucas embarcações disponíveis graças ao uso da força.
O antigo partido no poder no Maláui, o Partido Democrático Progressista (DPP), exigiu ao Presidente do país, Lazarus Chakwera, que se demita na sequência da dissolução da comissão eleitoral malauiana.
Chakwera demitiu esta semana os comissários eleitorais do Maláui, depois de estes terem sido declarados incompetentes pelo Tribunal Constitucional.
Após as eleições presidenciais de maio de 2019, cujos resultados foram anulados e que levou a novas eleições em junho do ano passado, o tribunal criticou a comissão eleitoral do Maláui pela sua gestão calamitosa do escrutínio.
Chakwera acabou por ser declarado vencedor na segunda volta das eleições, à frente do líder do DPP, Peter Mutharika.
Agora, o DPP acredita que Chakwera não é Presidente de forma legítima, considerando que “as eleições que o colocaram no poder foram presididas por um órgão inconstitucional”, noticia a agência France-Presse (AFP).
Numa declaração, o partido disse que a decisão de dissolver a comissão eleitoral invalida as decisões deste organismo – incluindo a declaração da vitória de Chakwera.
O partido “apela aos tribunais, quando assim entendam, a anular a eleição de Lazarus Chakwera e do seu vice-presidente, Saulos Chilima”.
Citado pela AFP, o professor de direito da Universidade da Cidade do Cabo, Danwood Chirwa, disse haver poucas hipóteses de que a dissolução da comissão eleitoral culmine com a saída do chefe de Estado malauiano.
Os novos membros da comissão eleitoral do Maláui ainda não foram nomeados.
Quatro homens armados e mascarados interpelaram e raptaram o filho do empresário Nathoobai, na esplanada do restaurante Quinta Nico, em Quelimane, província da Zambézia.
Uma testemunha no local explicou que os quatro homens “chegaram de repente, ameaçaram o jovem, mais conhecido como Michal e levaram-no para local incerto. A situação foi terrível, dado que estavam armados e mascarados. Os clientes não sabiam o que fazer”.
A mesma fonte contou que os quatro homens levaram celulares de alguns clientes e seguiram viagem com o jovem. Pouco depois, a polícia fez-se ao local para perícia.
Este é o terceiro rapto que acontece em Moçambique, em menos de uma semana depois dos dois raptos registados, na cidade de Maputo, no último domingo e terça-feira, envolvendo um empresário e esposa de um empresário respectivamente.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) está sob liderança interina desde o falecimento do líder e fundador, Daviz Simango. Restrições devido à pandemia da COVID-19 impedem os membros do partido de realizarem o referido encontro.
O MDM disse, que aguarda por uma resposta do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, para reunir o conselho nacional que vai escolher a data do congresso para eleição do novo líder do partido.
“Nós já submetemos o pedido para a realização do nosso conselho nacional, uma vez que estamos neste período de calamidade face à COVID-19. O nosso conselho vai albergar mais de 150 pessoas e o novo decreto não permite, por isso é que estamos à espera do despacho”, disse Sande Carmona, porta-voz do MDM.
O conselho nacional do partido vai definir a data para a realização de um congresso para eleição de um novo presidente, em substituição de Daviz Simango, fundador do partido que morreu em Fevereiro passado vítima de doença.
“Tudo indica que, ainda neste mês, vamos realizar o conselho nacional, mas estamos reféns do despacho final do Ministério da Justiça”, frisou Sande Carmona, acrescentando que “o partido está estável, apesar do vazio face à morte de um membro fundador”.
O Supremo Tribunal Federal brasileiro rejeitou o recurso de anulação das condenações do antigo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na Operação Lava Jato, interposto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) do país.
De acordo com a G1, oito ministros – Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso – votaram a favor da rejeição do recurso e três votaram a favor da aceitação – Nunes Marques, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux.
Assim, ficou decidiu pelo Supremo tribunal retirar os processos de Lula da 13.ª Vara Federal de Curitiba, mantendo a decisão já conhecida, em 8 de março, do juiz do Supremo Edson Fachin, que considerou irregulares os julgamentos em que Lula da Silva foi condenado a quase 25 anos de prisão, já que foram realizados na Justiça federal da cidade de Curitiba, que entendeu não ter jurisdição para analisar os processos.
Com esta decisão, o antigo presidente brasileiro recupera os seus direitos políticos e poderá concorrer às próximas eleições presidenciais no país, previstas para 2022.
Após ser condenado em 2.ª instância, em 2018, Lula da Silva foi preso por 18 meses num caso sobre a alegada posse de um apartamento de luxo na cidade do Guarujá que teria recebido como suborno da contrutora OAS.
Após a sua prisão, Lula da Silva foi forçado a desistir da eleição presidencial da qual era o grande favorito, segundo as sondagens divulgadas à época.
O ex-presidente brasileiro foi finalmente libertado em novembro de 2019, quando o STF decidiu que a execução de uma sentença só seria possível depois de que os condenados tivessem esgotado todos os recursos.
No mesmo ano, Lula da Silva foi novamente condenado a 12 anos de prisão em segunda instância num outro caso em que é acusado de ter se beneficiado de obras no terreno de uma propriedade rural em Atibaia, no interior do estado de São Paulo, em troca de facilitar contratos da Odebrecht e da OAS com a Petrobras.
Estes processos e outras duas ações, ainda sem julgamento, correram na justiça de Curitiba e foram anulados por Fachin, cuja decisão será analisada no plenário do STF.
O ex-polícia acusado de ter asfixiado o cidadão afro-americano George Floyd em Maio de 2020 e actualmente a ser julgado na cidade de Minneapolis, informou ontem (15) o tribunal de que não vai testemunhar no processo.
“Invoco hoje o meu direito à Quinta Emenda”, disse Derek Chauvin, referindo-se ao seu direito contra a auto-incriminação, nos termos da Constituição dos Estados Unidos da América (EUA), afirmando que não iria testemunhar no processo contra si próprio.
Perante tal declaração, o juiz Peter Cahill questionou o ex-agente policial: “É esta a sua decisão de não testemunhar?”.
“É, meritíssimo”, declarou Derek Chauvin.
O ex-agente policial, de 45 anos, é acusado da morte do afro-americano George Floyd, caso que desencadeou uma vaga de emoção e de protestos antirracismo e contra a brutalidade policial em várias cidades norte-americanas e no mundo no ano passado.
Em 25 de Maio de 2020, em plena via pública, Derek Chauvin ficou ajoelhado sobre o pescoço de Floyd durante oito minutos e 46 segundos, asfixiando mortalmente o afro-americano.
Na altura, câmaras de videovigilância e dos telemóveis de vários transeuntes registaram o gesto do então polícia, mas também a frase repetida várias vezes por Floyd: “Não consigo respirar”.
O ex-agente policial declara-se inocente e a sua defesa assegura que George Floyd, suspeito de efetuar um pagamento com uma nota falsa de 20 dólares, morreu de uma overdose associada a problemas cardíacos no momento em que a polícia tentava neutralizá-lo.
O julgamento de Derek Chauvin entrou agora na terceira semana e a defesa, que começou na terça-feira a interrogar as suas testemunhas, deverá encerrar na quinta-feira esta parte do processo.
O possível ou não testemunho de Derek Chauvin em tribunal era um assunto que vinha a ser alvo de especulação há várias semanas.
As argumentações finais estão previstas decorrer na segunda-feira e, depois de concluídas, o grupo de jurados selecionado para este mediático julgamento irá retirar-se para deliberar.
O veredicto dos jurados é aguardado para o final de Abril ou início de Maio.
Um carro-bomba explodiu junto a um mercado bastante movimentado em Sadr, Bagdad, no Iraque. Pelo menos quatro pessoas morreram e 17 ficaram feridas.
A causa da explosão ainda não foi esclarecida.
A explosão ocorre horas depois de ataques de drones dirigidos às forças militares dos Estados Unidos perto do aeroporto de Ardil e uma base militar turca no norte do Iraque.
A França ultrapassou na quinta-feira (15) mais de 100 mil mortes devido à covid-19, juntando-se a outros países com um elevado número de mortos como Reino Unido, Brasil ou Estados Unidos, de acordo com os dados divulgados pelas autoridades gaulesas.
Desde quarta-feira, morreram no país 300 pessoas devido ao vírus, elevando assim o número de óbitos para 100.105 desde o início da pandemia.
Este número redondo e representativo da forma como o vírus afecta o país, vai levar o presidente Emmanuel Macron a pronunciar-se até ao final do mês de forma a fazer um balanço sobre a terceira vaga e o período de confinamento ligeiro que se vive em França.
O número de pessoas em estado grave continua a aumentar com 5924 pacientes nos cuidados intensivos, mais 50 do que na véspera. No total, há 30.668 pessoas hospitalizadas devido à covid-19.
Até então foram vacinadas em França quase 12 milhões de pessoas, segundo anunciou o primeiro-ministro, Jean Castex. 4.265.276 já levaram mesmo as duas doses.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.974.651 mortos no mundo, resultantes de mais de 138,2 milhões de casos de infeção, de acordo com o balanço da agência francesa AFP.
O Procurador-Geral da República (PGR) de Angola justificou na quinta-feira (15) a morosidade do processo de Isabel dos Santos com a sua “complexidade” e referiu que a empresária angolana “é livre de dizer aquilo que achar conveniente para a sua defesa”.
De acordo com Hélder Pitta Grós, “os processos não se investigam em seis meses e nem em um ano, esse é o tipo de crimes pela sua complexidade levam muito mais tempo, são muito mais morosos”.
“Requerem também muita intervenção da cooperação internacional a solicitação de exames, de perícias, de documentação”, argumentou, em declarações aos jornalistas, após inaugurar o Parlatório Virtual (Sala de Videoconferência) do Hospital Prisão São Paulo, em Luanda.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Protecção a Criança do projecto. Sabia mais.
A Right To Play pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto de Educação em Saúde Sexual e Reprodutiva (SHARE). Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Mobilização Comunitária do projecto BMZ. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Género, Juventude e Dinâmica Social. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Sénior de Avaliação de Programa. Saiba mais.
A BVI Engenheiros Consultores Moçambique Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Estagiária em Engenharia Civil/ Arquitectura. Saiba mais.
Centenas de residentes na cidade de Damasak, no nordeste da Nigéria, fugiram ontem (14) para o Níger, depois de uma série de ataques ‘jihadistas’ na região, segundo residentes e fontes militares.
Combatentes do grupo Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap, sigla em inglês) lançaram uma nova ofensiva a uma base militar em Damask, na fronteira com o Níger, sendo este o quarto ataque na cidade desde sábado, segundo fontes citadas pela agência France-Presse (AFP).
Os ataques anteriores, no sábado e na terça-feira, levaram à destruição de instalações humanitárias e provocaram pelo menos quatro mortos, incluindo um soldado.
Já na noite de terça-feira, foi incendiada uma esquadra da polícia, uma vez que não conseguiram assumir o controlo da base militar local, referem as mesmas fontes.
Desde sábado que muitos residentes fugiram da cidade à procura de refúgio na capital regional, Maiduguri, assim como na cidade de Diffa, no vizinho Níger, embora uma parte da população se tenha mantido no local.
O mais recente ataque dos ‘jihadistas’, na quarta-feira, com recurso a vários camiões equipados com metralhadoras, fez com que os últimos residentes restantes fugissem através da fronteira.
Segundo a agência francesa, o vídeo mostra centenas de civis a carregarem pertences, a pé e em burros, atravessando uma estrada no mato.
Desde o início da rebelião do grupo terrorista islâmico Boko Haram no nordeste da Nigéria, em 2009, o conflito fez quase 36 mil mortos e dois milhões de deslocados.
Em 2016, o grupo separou-se, ficando a fação histórica de um lado e a Iswap, reconhecida pelo Estado Islâmico, do outro.
Há três anos, em 01 de março de 2018, os combatentes do Iswap atacaram uma base da Organização das Nações Unidas (ONU) em Rann, uma cidade do nordeste da Nigéria, matando três funcionários e raptando outro.
Em 01 de março deste ano, os ‘jihadistas’ do Iswap atacaram a cidade de Dikwa, matando seis civis e forçando os trabalhadores humanitários a retirarem-se.
O Departamento Federal de Investigação (FBI) dos Estados Unidos tem mais de 2.000 investigações abertas relacionadas com o governo chinês e abre uma nova “a cada 10 horas”, disse o diretor da instituição ao Comité de Inteligência do Senado dos EUA.
O seu testemunho, o diretor do FBI, Christopher Wray, disse que nenhum outro país representava uma ameaça maior à segurança económica e aos ideais democráticos dos EUA do que a China, acrescentando que a sua capacidade de influenciar as instituições norte-americanas é “profunda, ampla e persistente”.
Os comentários de Wray surgem no meio de tensões crescentes entre Washington e Pequim em várias frentes, incluindo alegadas violações dos direitos humanos na região ocidental de Xinjiang na China e questões relacionadas com o estatuto de Taiwan e Hong Kong.
O Diretor da National Intelligence dos EUA, Avril Haines, e o diretor da CIA, e William Burns, falaram ao lado de Wray na audiência de quarta-feira no Senado, naquele que é o primeiro testemunho público de grupo de líderes da inteligência perante o Congresso dos EUA desde 2019, de acordo com a CNN.
Estas declarações surgem menos de uma semana após os serviços secretos norte-americanos terem divulgado a sua Avaliação Anual da Ameaça, na qual advertia que os governos chinês e russo pretendiam utilizar a pandemia de covid-19 para aumentar a sua influência global.
O relatório dizia que Pequim tinha estado “a intensificar esforços para moldar o ambiente político” nos Estados Unidos para tentar afirmar a sua influência e abafar as críticas às suas próprias políticas, incluindo a repressão das liberdades civis em Xinjiang e Hong Kong.
Haines disse ao Comité de Informações do Senado que o Governo chinês tinha capacidades cibernéticas “substanciais” que “se implementadas, poderiam, no mínimo, causar interrupções temporárias localizadas em infraestruturas críticas dentro dos Estados Unidos”.
Em Julho de 2020, o Governo dos EUA acusou dois alegados ‘hackers’ chineses que, segundo as autoridades, se tinham envolvido numa “campanha global de intrusão informática generalizada”, incluindo a tentativa de aceder à investigação sobre o coronavírus dos EUA e visando ativistas de direitos humanos.
O diretor dos Serviços de Saúde de Macau anunciou hoje a suspensão da encomenda da vacina da AstraZeneca, que estava prevista chegar ao território a partir de Junho.
Governo propôs a suspensão do fornecimento e a farmacêutica concordou, disse Alvis, à margem da inauguração da Exposição sobre a Segurança Nacional.
A partir de junho estava previsto chegar a Macau, de forma faseada, 400 mil doses da vacina AstraZeneca.
O responsável acrescentou ainda que o Governo irá estudar detalhadamente, através dos estudos internacionais relacionados com a segurança desta vacina, bem como as recomendações da Organização Mundial de Saúde e de outros atores políticos, e só depois “considerará a próxima etapa”.
Na semana passada, também Hong Kong pediu à AstraZeneca para suspender a sua encomenda da vacina contra a covid-19 por receio de efeitos secundários e preocupações sobre a eficácia contra novas variantes do coronavírus.
A Dinamarca anunciou que desistiu de usar a vacina para a covid-19 da AstraZeneca devido aos efeitos secundários “raros, mas graves”, enquanto a Alemanha decidiu administrar outra vacina nas segundas doses a quem tomou este fármaco na primeira.
A vacina da AstraZeneca tem sido suspensa em vários países devido aos efeitos secundários do seu fármaco, devido à ligação a casos muito raros de formação de coágulos sanguíneos.
Alvis Lo frisou ainda que existem atualmente no território dois tipos de vacina no território, Sinopharm e BioNTech e que o foco das autoridades continua a ser o incentivo a que mais residentes se inoculem.
Os cerca de 683 mil residentes em Macau podem escolher que vacina tomar, de forma gratuita, com um programa de marcação ‘online’ prático com vários horários à disposição nos hospitais e centros de saúde espalhados pelo território.
Contudo, desde que o Governo de Macau iniciou o plano de vacinação contra a doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, no dia 09 de fevereiro, apenas 47.812 pessoas tomaram a vacina, 22.524 das quais a 1.ª dose e 25.288 as duas doses, segundo dados divulgados na quarta-feira.
Considerada uma das regiões mais seguras do mundo em relação à pandemia de covid-19, Macau contabilizou apenas 49 casos desde que o novo coronavírus chegou ao território, no final de janeiro de 2020, não tendo registado até hoje nenhuma morte causada pela doença.
As forças de segurança de Myanmar dispararam tiros hoje numa manifestação de pessoal médico na cidade de Mandalay e detiveram cerca de 20 pessoas num novo dia de protestos contra a junta militar, noticiaram os meios de comunicação locais.
Dezenas de trabalhadores da saúde reuniram-se em Mandalay, a segunda cidade do país, para protestar contra a junta militar, mas as forças de segurança dispersaram, abrindo fogo e ferindo várias pessoas.
Desconhece-se ainda o número de possíveis mortos ou números exatos sobre feridos, num contexto de opacidade de informação, devido aos cortes diários do sinal da Internet e às dificuldades dos poucos meios digitais independentes que ainda estão ativos.
Myanmar celebra o Ano Novo Budista desde terça-feira, mas as celebrações tradicionais foram suspensas em muitos lugares e os protestos em diferentes partes do país estão a encher as ruas.
A brutalidade das forças de segurança provocou severas críticas e sanções por parte da União Europeia e de países como os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá, embora a comunidade internacional não tenha conseguido chegar a acordo sobre ações comuns, tais como um embargo de armas.
Segundo dados da Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos (AAPP), pelo menos 714 pessoas morreram devido à repressão militar, enquanto mais de 3.000 pessoas foram detidas, incluindo a líder governamental deposta e Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.
O exército birmanês justificou o golpe de Estado com uma alegada fraude eleitoral nas eleições de novembro passado, em que o partido da ex-líder civil Aung San Suu Kyi, de 75 anos, venceu, e que foram consideradas legítimas pelos observadores internacionais.
Prémio Nobel da Paz em 1991, Suu Kyi, que chefiava de facto o Governo birmanês e foi afastada do poder, está em prisão domiciliária em Naypyidaw desde o golpe militar.
As crianças que fogem da violência da província moçambicana de Cabo Delgado não sorriem e, ao mínimo barulho, gritam “arma” e escondem-se, demorando tempo até voltarem a confiar em alguém, segundo o relato de uma religiosa portuguesa em Lichinga.
Mónica da Rocha, da Congregação das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima, em missão há três anos em Lichinga, passa os dias a ajudar a concertar as vidas que os ataques terroristas destruíram nesta região.
A violência nesta zona dura há anos, mas captou a atenção internacional após um ataque, em 24 de março, na vila de Palma, ter atingido estrangeiros e ocorrido perto da exploração de gás da petrolífera francesa Total.
O ataque fez dezenas de mortos e o conflito que se arrasta há três anos e meio já provocou mais de 700 mil deslocados, segundo as Nações Unidas, e cerca de 2.500 vítimas mortais.
Palma fica distante, mas é natural que muitos dos que daí fogem acabem por chegar a Lichinga, juntando-se a outros com iguais heranças de medo e fuga.
Um dos deslocados contou que o Governo lhe deu armas para combater os terroristas, mas que no primeiro dia em que saíram para o combate um colega foi morto. Então, ele apercebeu-se que ou fugia ou acabaria igualmente morto e pôs-se em fuga, disse.
Em Lichinga existem dois campos de deslocados: Málica, com cerca de 300 pessoas, distribuídas por 51 tendas, e Sanjala, com 100 pessoas.
Segundo a religiosa, além destes campos, existem várias famílias que chegaram através de um familiar ou alguém que, de boa-fé, os acolheu. São sete as famílias distribuídas por casas ou partes de casa que se encontravam desabitadas.
Mas até para partir das suas aldeias, destruídas ou ameaçadas pelos terroristas, estes deslocados precisam de ter algum dinheiro para pagar o transporte, o que nem todos têm.
Os traumas estão muito presentes e, principalmente as crianças, quando chegam não sorriem, fogem das pessoas e escondem-se, disse.
Os muitos que assistiram à violência, e que para dela fugir largaram tudo, contam histórias de terror, de corpos cortados, queimados, de aldeias destruídas, disse, acrescentando que se referem aos terroristas como “bárbaros” e não conseguem apontar uma razão para tanta violência.
Assim que conseguem estabilizar, após a longa e desgastante viagem, começam a sentir a nova terra como sua e só pedem um pouco de terra e ajuda para construir uma casa e poderem tirar da terra o sustento, referiu Mónica da Rocha.
O tempo chuvoso que se tem feito sentir não ajudou, mas agora, com a chegada do tempo seco, a prioridade é erguer uma casa e trabalhar a terra, acrescentou.
Para quem ajuda, como a religiosa Mónica da Rocha, as crianças são prioritárias e o objetivo é mantê-las na escola, o que não é fácil, tendo em conta que esta frequência depende do uso de uniforme e de material, para o qual as famílias não têm dinheiro.
A freira ajuda a facultar o uniforme e o material escolar e disse que da parte das crianças vontade não falta.
Segundo Mónica da Rocha, a pandemia de covid-19 veio dificultar ainda mais a vida a estes deslocados que, não obstante as ações de sensibilização, não conseguem compreender por que têm de usar uma máscara, além de que não lhes é fácil ter os devidos cuidados de higiene e tão pouco assegurar o distanciamento social.
Garantia foi dada por Toshihiro Nikai. O cancelamento dos Jogos Olímpicos, que foram adiados no último verão para 23 de julho deste ano, continua a ser uma opção em cima da mesa no Japão. A garantia foi dada por Toshihiro Nikai, secretário-geral do Partido Liberal Democrata do primeiro-ministro Yoshihide Suga.
Toshihiro Nikai explica, que se o número de casos de Covid-19 continuar a subir, os Jogos Olímpicos terão que ser novamente adiados ou até mesmo cancelados.
“Se for impossível, teremos mesmo que cancelar. Qual é o objetivo de termos Jogos Olímpicos se propagar a infeção? Vamos ter que tomar uma decisão”, afirmou o secretário-geral do Partido Liberal Democrata, em declarações reproduzidas pelos ingleses do Metro.
Ainda assim, Toshihiro Nikai não esconde que receber os Jogos Olímpicos trata-se de uma “grande oportunidade” para o Japão e que tudo será feito para que o evento olímpico se possa realizar com toda a segurança para a saúde pública.
Duas escolas infantis foram encerradas na província de Maputo pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), por violar medidas de prevenção da Covid-19.
As escolinhas, cujo os nomes não foram revelados, encontravam-se a funcionar contrariando a norma do encerramento adoptado pelo Governo, como forma de conter a propagação da doença.
Aquando do reinício das aulas presencias dos alunos das classes sem exame, a 22 de Março do ano em curso, algumas escolas infantis retomaram igualmente com as suas actividades, de forma clandestina.
Verónio Duvane, inspector da INAE, indicou que a entidade está a realizar um trabalho de fiscalização visando identificar e encerrar outros estabelecimentos de educação infantil que se encontram a funcionar clandestinamente.
“As escolinhas devem manter-se fechadas até que as medidas emanadas pelo Governo para conter a propagação do novo coronavírus sejam revistas”, apontou.
Os centros infantis foram encerrados, ano passado, aquando da eclosão da Covid-19 no país, como forma de reduzir a exposição das crianças à doença.
A retomadas actividades está a ser equacionada no modelo partilhado com as escolinhas e deverá ser gradual, abrangendo, numa primeira fase, os meninos com cinco anos de idade.
Entretanto, a retoma das actividades nos jardins infantis está a dividir opiniões dos pais e encarregados de educação, e mesmo das crianças.
Para Paulo Xavier, encarregado de educação, de uma criança de quatro anos, ainda é prematuro reabrir às escolinhas, apesar da redução dos casos.
Fátima Nhanombe, mãe de uma menor, de três anos, disse que deixará a filha voltar à escolinha, uma vez que o número de infecções e mortes reduziram em Moçambique.
O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) entregou ao Instituto Nacional de Gestão e Redução de Desastres (INGD) um apoio constituído destinado aos pensionistas afectados pela Covid-19 e terrorismo em Cabo Delgado.
A oferta feita pelo presidente do Conselho de Administração do INSS, Kabir Ibrahimo, insere-se no quadro da visita de quatro dias, que realiza na província de Cabo Delgado, desde domingo, no quadro do acompanhamento do grau de execução das actividades do sector, planificadas para 2021.
Trata-se de um apoio para a mitigação do sofrimento de pessoas afectadas pelos ataques terroristas e pela covid-19, constituído, por 100 sacos de arroz, 100 de farinha de milho, 50 embalagens de açúcar, 100 galões de óleo, 100 embalagens de papa instantânea, uma tonelada de feijão manteiga, 50 caixas de sabão, meia tonelada de sal, cinco fardos de roupa diversa e um de calçado, que será distribuído pelo INGD.
Ainda no quadro da mesma visita, o PCA do INSS reuniu-se com os funcionários do seu sector, com quem passou em revista as actividades já realizadas e as perspectivas para os próximos trimestres, tendo congratulado toda a equipa da delegação pelo seu desempenho durante o ano de 2020 e o I Trimestre de 2021, não obstante a pandemia do Covid-19 e aos ataques terroristas.
Decorre, desde a passada segunda-feira, na Terceira Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Nampula, o julgamento do presidente do município, Paulo Vahanle, indiciado, juntamente com outros elementos pela prática deliberada de actos criminais, nomeadamente abuso de cargo ou função, peculato, desvio de aplicação, fraude, pagamento de remuneração indevida e violação de normas de execução dos planos e orçamento.
Segundo o Ministério Público, outros réus que constam do processo são Rosário A. João Pequenino, gestor de empresas, Edite M. José, gestora educacional, Alice Mauindo, secretária e Reis Muamudo, contabilista.
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