Inicia na próxima segunda-feira (19), em todo o país, a 2ª Fase de vacinação da população moçambicana contra a Covid-19, anunciou ontem (14) Benigna Matsinhe, directora nacional adjunta de saúde Pública, falando em conferência de imprensa.
Durante a segunda fase, o Ministério da Saúde (MISAU) espera vacinar um total de 216.771 pessoas, dos seguintes grupos: estudantes finalistas de cursos de formação em Saúde; doentes diabéticos não abrangidos na primeira fase com idade superior a 60 anos ou em terapia imunossupressora, com insuficiência renal crónica em hemodiálise ou na lista de espera, explicou.
Estão ainda abrangidos doentes com insuficiência respiratória crónica, com insuficiência cardíaca crónica; pessoas residentes em centros de acomodação; reclusos e funcionários prisionais; polícias com idade superior a 50 anos, e professores do ensino primário com idade superior a 50 anos.
O processo é constituído por 313 equipas compostas por 2.643 técnicos que vão administrar a vacina nas unidades sanitárias das sedes distritais, centros de acomodação e centros penitenciários, em duas doses.
A imunização da população moçambicana enquadra-se na estratégia que o Governo adoptou na luta contra a COVID-19 com recurso a dois mecanismos, nomeadamente o mecanismo COVAX, através do qual pretende cobrir 20% da população total, e o mecanismo complementar de aquisição directa que irá cobrir o restante da população.
O Governo e parceiros têm vindo a trabalhar arduamente para garantir a disponibilidade da vacina no país o mais rápido possível, não obstante a sua falta a nível Internacional. Foi assim que no dia 8 de Março, o país recebeu 484.000 doses de vacina Covishield (desenvolvida pela Universidade de Oxford e AstraZeneca) e produzida pela farmacêutica Serum Institute of India. Destas, 100.000 doses foram oferta da República da India e 384.000 doses adquiridas no quadro do mecanismo COVAX, uma iniciativa conjunta da GAVI, OMS e UNICEF.
Uma unidade habitacional, composta por 140 casas, sistema de abastecimento de água para o consumo humano e irrigação dos campos agrícolas, foi entregue ontem (14) no povoado de Salane, Posto Administrativo de Phafuri, distrito de Chicualacuala, província de Gaza, numa cerimónia dirigida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.
Orçado em cerca de 338 milhões de meticais, os empreendimentos irão beneficiar igual número de famílias que viviam no interior do Parque Nacional de Limpopo e que interferiam na gestão e no desenvolvimento do turismo sustentável.
Nyusi referiu que o reassentamento das comunidades permite o desenvolvimento ecológico do parque e a redução dos impactos do conflito Homem-Fauna Bravia, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento sócio-económico das famílias, através da criação de melhores condições de vida nos novos locais de habitação.
A construção da unidade habitacional, segundo o Presidente da República, enquadra-se no âmbito do Programa de Reassentamento do Parque em coordenação com o Ministério da Terra e Ambiente, que até ao momento já reassentou três aldeias, nomeadamente, Nangane, Macavane e Massingir Velho, correspondentes a 485 famílias.
A materialização com sucesso desta estratégia de biodiversidade, tal como referiu Nyusi, foi possível graças ao engajamento das lideranças do distrito, da província de Gaza, do Ministério da Terra e Ambiente, bem como das Áreas de Conservação Animal.
“É verdade que a concretização deste projecto de reassentamento devemos o reconhecimento a República Federal da Alemanha, por ter trabalhado com profissionalismos com as equipas que estiveram enfrente deste o início do programa”, disse.
O Chefe do Estado precisou que com a retirada das famílias do perímetro do parque e, consequentemente, reassentamento em outras áreas pretende-se viabilizar a política de conservação da biodiversidade e ao mesmo tempo salvaguardar o desenvolvimento do país e das comunidades.
Esta política, tal como referiu, vem do comando constitucional que consiste na promoção de iniciativas para garantir o equilíbrio ecológico, a conservação e preservação do ambiente, visando a melhoria de qualidade de vida dos cidadãos.
Indicou que as áreas de conservação que incluem os parque e outras categorias de áreas de conservação, desempenham um papel importante no bem-estar dos moçambicanos, no geral, e daquelas comunidades que vivem nas áreas circunvizinhas, em particular.
O reassentamento da população faz parte de boas práticas de gestão sustentável dos recursos naturais, sendo que o processo que hoje é testemunhado, não só decorre em conformidade com a Política e Estratégia de Desenvolvimento de Florestas e Fauna e Bravia, mas também dentro das melhores praticas de reassentamentos.
Mais 57 pessoas testaram positivo para a Covid-19 nas últimas 24 horas, período em que não houve registo de mortes pelo vírus em todo o território nacional.
De acordo com o Ministério da Saúde, os novos casos foram resultado de transmissão local em 56 cidadãos moçambicanos e um estrangeiro.
Em Moçambique, 68.927 indivíduos já foram infectados pela Covid-19 desde o início da pandemia. Desses, 68.611 são casos de transmissão local e 316 importados.
Zambézia é a província com maior número de pacientes (17) do total anunciado, seguida pela cidade de Maputo (14).
A Covid-19 foi a causa do internamento de cinco pessoas de terça para esta quarta-feira. Entretanto, outras oito receberam alta hospitalar, somando actualmente 45 pacientes hospitalizados.
Em apenas 24 horas, 71 cidadãos nacionais ficaram recuperados da infecção pelo Coronavírus e o cumulativo atingiu 59.972, o equivalente a 87% de todos os casos registados em todo o país.
Moçambique tem “8.157 casos activos e 794 óbitos devido à Covid-19”, acrescentaram as autoridades.
O Presidente norte-americano, Joe Biden, vai proferir o seu primeiro discurso político no Congresso, a 28 de Abril corrente, no âmbito dos 100 dias no cargo.
Joe Biden tomou posse no dia 20 de Janeiro. Assim, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, cumpriu a tradição, convidando Joe Biden a partilhar a sua visão para enfrentar os desafios e as oportunidades do momento histórico dos Estados Unidos da América.
Biden concordou em fazer o discurso no dia 28 de Abril, na véspera do centésimo dia no cargo.
Tradicionalmente, os presidentes dos Estados Unidos da América proferem este discurso político nas duas câmaras do Congresso, numa sessão especial, nas primeiras semanas do mandato.
Entretanto, há anos que o discurso do Presidente no Congresso é chamado Discurso do Estado da União.
Afinal os testes da Covid-19 para os intervenientes do Moçambola esgotaram em apenas duas doses e a garantia dada ao Presidente da República de realização regular dos exames foi “por água abaixo”. Entretanto, a Federação Moçambicana de Futebol diz já ter adquirido outro lote de testes.
Na sua comunicação à Nação em Fevereiro, sobre o Estado de calamidade pública, o Presidente da República decidiu suspender o Moçambola-2021. O Chefe do Estado justificou que os intervenientes não observavam as medidas de prevenção da COVID-19. Filipe Nyusi foi contundente e disse que o futebol precisava de se organizar e, só assim, podia-se retomar o campeonato Nacional.
A Federação Moçambicana de Futebol, a Secretaria do Estado de Desporto e a Liga Moçambicana de Futebol foram à carga e, de viva voz, comprometeram-se a envidar esforços para a realização regular dos testes. Sucede, porém, que apenas dois testes foram feitos depois da promessa deixada.
“Os testes feitos eram da responsabilidade da Secretaria do Estado de Desporto. A Federação apenas deu garantias de que os testes seriam realizados e, neste momento, estamos a trabalhar nesse sentido”, disse o Secretário-geral da Federação Moçambicana de futebol, Hilário Madeira.
Há quase um mês que os jogadores e restantes intervenientes da maior prova futebolística Nacional não são testados e nada se falava sobre o assunto. Ontem (14), a FMF quebrou o silêncio e fez saber que os testes esgotaram em apenas duas doses realizadas, logo depois de o Presidente da República ter decidido suspender o Moçambola.
“Adquirimos os testes, que são da responsabilidade da Federação Moçambicana de Futebol, que vão servir para cobrir toda a competição. O que falta, neste momento, é finalizar o regulamento da Covid-19 que já está a 95%. Acredito que, entre amanhã e sexta-feira, teremos o regulamento que vamos partilhar”, garantiu Madeira.
A três dias para o fim da primeira fase de vacinação dos profissionais de saúde, alguns hospitais da cidade de Maputo já alcançaram as metas previstas. Por isso, fazem balanço positivo do processo.
O processo de imunização para os homens e mulheres na linha da frente contra a COVID-19 iniciou a 29 de Março último e esperava-se vacinar, na cidade de Maputo, mais de 9.900 profissionais da Saúde.
O fim da primeira fase está previsto para esta sexta-feira, 16 de Março e algumas unidades sanitárias garantem que já alcançaram as metas previstas.
“O processo de vacinação aqui, no centro de saúde de Xipamanine, decorreu sem sobressaltos, estavam previstos para vacinar 92 provedores de saúde e, para a primeira e segunda dose, conseguimos vacinar 82 profissionais”, avançou Amélia Moiana, directora Clínica do Centro de Saúde de Xipamanine.
Segundo a fonte, apenas 10 profissionais não foram imunizados pelo facto de algumas serem gestantes, outras lactantes e outros por serem casos activos de COVID-19.
Sem precisar o número, a médica revelou que “algumas vacinas sobraram e foram administradas a colegas do centro de saúde que já não estão no activo, ou seja, os reformados”
A mesma situação acontece no Hospital Geral de Chamanculo que, segundo explicou a médica clinica desta unidade sanitária, Nilsa Zucua, apenas três profissionais é que não foram imunizados com esta dose, mas garantiu que serão vacinados na próxima fase, entretanto terão de tomar duas doses, uma vez que a tomada na primeira dose já não tem efeito.
Naquele hospital, depois de concluída a vacinação dos profissionais internos, arrancou-se com a vacinação dos profissionais de saúde dos hospitais privados.
“Neste posto de vacinação, recebemos nove clínicas e iniciámos a vacinação esta quarta-feira e, hoje, recebemos mais de 90 por cento dos profissionais de saúde previstos; acredito que, até sexta-feira, último dia, teremos atingido a meta”, avançou Zucua.
No hospital Geral José Macamo, conforme Ermelinda Chamba, directora clínica, entre os que tomaram a vacina, há quem teve dores de cabeça e náuseas e cefaleias, mas são por ela consideradas reações normais, e que não foram de grande impacto para os profissionais de saúde.
Naquela unidade sanitária, estava prevista a imunização de 447 profissionais sendo que 330 foram vacinados, ou seja, apenas 17 profissionais é que não tomaram a segunda dose da vacina.
Com o fim da vacinação dos profissionais da saúde, o grupo alvo foi alargado para os parceiros de Saúde expostos à COVID-19, como as ONG´s e a AMETRAMO.
Nesta fase, a vacina aplicada é a VeroCell, produzida pela Farmacêutica chinesa, Sinopharm.
O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, considera que Moçambique perdeu um quadro completo, com a morte de Oldemiro Baloi, que entre vários cargos foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
Joaquim Chissano, disse que embora a situação de saúde de Oldemiro Baloi fosse delicada, havia esperança sobre a sua melhoria. Descreve ainda Oldemiro Baloi como um homem de conhecimentos múltiplos.
Fora do âmbito do profissional, são várias as memórias que o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, partilha sobre Oldemiro Baloi.
O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, endereçou ainda condolências à família do músico moçambicano Hortêncio Langa, falecido segunda-feira, cujos restos mortais foram a enterrar esta quarta-feira, no cemitério de Michafutene, em Maputo.
O ex-Estadista moçambicano, Joaquim Chissano, defende a retoma do legado deixado pelo antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, e do músico, Hortêncio Langa.
Bernardino Rafael, comandante-geral da PRM instruiu, ontem (14), os membros da sua corporação a perseguirem, sem tréguas e de forma profissional, todos os membros da Junta Militar da Renamo que teimam em não se juntar ao processo de DDR e levá-los à barra do tribunal.
“Continuem a procurar aquelas pessoas que ainda não se entregaram. Encontrem os seus esconderijos e detenham todos eles por forma a poderem responder à justiça. Façam isso com profissionalismos, zelo e responsabilidade que sempre vos caracterizou como força de defesa e segurança. Recordem-se que todos aqueles membros do DDR que já se entregaram já foram registados no DDR”, explicou Bernadino Rafael.
O comandante, que falava aos membros da sua corporação no final da sua visita de trabalho àquela província, pediu, por outro lado, à polícia para, de forma contínua, garantir a ordem e segurança públicas no meio da comunidade em estreita colaboração com a mesma.
“A presença da polícia na via pública tem de ser um momento de alegria para a população e não deve haver medo. Por isso, quando às 22 horas nos fazermos à rua, não é para ameaçarmos a população. A nossa presença na via pública deve ser o sinónimo de melhor segurança. Nós saímos da comunidade para a formação e retornamos a esta mesma comunidade com objectivo de garantir a protecção da mesma. Esta é a nossa tarefa principal”, lembrou Bernadino Rafael.
O Tribunal de Contas brasileiro absolveu na quarta-feira (14) a ex-Presidente Dilma Rousseff num processo judicial sobre a compra da refinaria de Pasadena nos EUA pela companhia petrolífera estatal brasileira Petrobras.
Ocaso data de 2006, quando Dilma era ministra da presidência no Governo do então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidia ao conselho de administração da Petrobras.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo tribunal, composto por nove juízes, que consideraram que Dilma, bem como outros antigos membros do Conselho de Administração, não tinham qualquer responsabilidade no caso.
“Não há razoabilidade e proporcionalidade na equação das responsabilidades daqueles que agiram de forma desleal com os outros envolvidos, cuja má fé não foi demonstrada nestes processos, nem noutros casos em que o caso Pasadena está a ser investigado”, disse o juiz Vital do Rêgo, cujo voto foi apoiado pelos outros juízes.
Contudo, os juízes declararam o ex-presidente da empresa estatal José Sergio Gabrielli e os antigos diretores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa culpados de irregularidades na operação.
A aquisição da refinaria pela Petrobras, que custou cerca de 1,2 mil milhões de dólares, teve lugar no final de 2006 e foi alvo de múltiplas investigações como parte da Operação Lava Jato, a maior operação anti-corrupção na história do Brasil.
A Petrobras comprou metade do capital da refinaria dos EUA por 360 milhões de dólares à empresa belga Astra Oil, que um ano antes tinha pago 42,5 milhões de dólares por toda a fábrica.
A companhia petrolífera brasileira teve de pagar mais 820 milhões de dólares em 2012, quando Rousseff já era Presidente do Brasil (2011-2016), pela outra metade do capital, como indicado numa cláusula do contrato de compra.
Embora tenha presidido ao conselho de administração da Petrobras, que aprovou a transação numa única reunião e sem os documentos apresentados pelos técnicos citando duas cláusulas prejudiciais para a empresa, Dilma não foi formalmente acusada no caso.
Em 2019, a Petrobras concluiu a venda da refinaria de Pasadena depois de receber $467 milhões de dólares da Chevron, sediada nos Estados Unidos.
Quatro indivíduos estão detidos acusados de falsificar testes da Covid-19, na cidade de Maputo.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) diz que os indiciados vendiam os resultados negativos para o Coronavírus a valores que variavam entre três mil a três mil quinhentos meticais.
De acordo com Hilário Lólio, porta-voz do SERNIC, os indiciados têm idades compreendidas entre 28 e 45 anos e são pertencentes a uma quadrilha que falsificava, não só os testes da Covid-19, mas também outros tipos de documentos.
Do trabalho de investigação criminal feito pelas autoridades, constatou-se que os resultados negativos de Covid-19 eram vendidos a 3.000 e 3.500 meticais, valor que era pago via banco.
Por sua vez, os indiciados negam o seu envolvimento no crime e dizem não entender os motivos da sua detenção.
O SERNIC exorta e reitera o envolvimento de toda população na denúncia de qualquer acto criminal as autoridades competentes.
Um tribunal da Argentina arquivou na terça-feira (13) as acusações contra a vice-presidente do país, Cristina Kirchner, no caso conhecido como “dólar futuro”. Cristina era processada por administração fraudulenta por supostas irregularidades do Banco Central (BCRA) durante seu período como presidente.
A Câmara Federal de Cassação Penal determinou por unanimidade a inexistência do crime e, portanto, considerou desnecessária a realização de um julgamento oral contra Kirchner e outros ex-funcionários, de acordo com a decisão, que foi tomada pouco mais de um mês depois de Cristina ter entrado em confronto com a Justiça, acusando-a de ter contribuído para a crise sofrida pelo país e de liderar uma perseguição contra ela.
Entre os outros réus do caso estão o ex-ministro da Economia Axel Kicillof, atual governador da Província de Buenos Aires, e o ex-presidente do Banco Central Alejandro Vanoli.
A corte disse que “não se compreende, sendo injustificada e não ajustada à lei” a extensão da imputação da então presidente e seu ministro da Economia já que, “pelos poderes inerentes a seus cargos, são completamente alheios às tarefas desempenhadas pelo BCRA”, como as investigadas.
Um dos juízes do tribunal encarregado do caso, Adrián Federico Grünberg, havia argumentado que um relatório contábil elaborado por peritos contadores da Suprema Corte e das defesas “demoliu a acusação” e mostrou a realização “desnecessária” do julgamento oral.
O caso em que Cristina e os demais réus foram indiciados em maio de 2016 era sobre supostas irregularidades na emissão, pelo Banco Central, de contratos futuros em dólar na reta final do mandato dela, o que supostamente resultou em prejuízos milionários aos cofres públicos.
A África do Sul suspendeu a administração da vacina Johnson & Johnson como “medida de precaução”, no seguimento da decisão da agência norte-americana do medicamento de interromper o seu uso enquanto se investigam casos de coágulos sanguíneos.
O país sul-africano já administrou mais de 289 mil doses da vacina da farmacêutica Janssen a profissionais de saúde daquele país sem qualquer relatos de coágulos sanguíneos, realçou o ministro da Saúde, Zweli Mkhize.
O responsável pela pasta da saúde na África do Sul destacou, citado pela agência AP, que o país suspendeu a vacinação da Johnson & Johnson (J&J) “por precaução” e espera que as dúvidas relativas à sua utilização sejam “esclarecidas em questão de dias”.
No mês de Março, a União Africana anunciou a assinatura de um acordo para comprar até 400 milhões de doses da vacina J&J.
As autoridades de saúde dos Estados Unidos recomendaram “uma pausa” na administração da vacina anti-covid-19 de dose única Johnson & Johnson, para permitir investigar relatos de coágulos sanguíneos potencialmente associados à toma do fármaco.
O Centro para Controlo e Prevenção de Doenças e a Food and Drug Administration (entidade reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA) avançaram, numa declaração conjunta, estar a investigar coágulos sanguíneos detetados em seis mulheres nos dias a seguir a terem tomado a vacina desta farmacêutica, em combinação com contagens de plaquetas reduzidas.
Mais de 6,8 milhões de doses da vacina Johnson & Johnson (J&J) foram já administradas nos Estados Unidos.
A Agência Europeia do Medicamento está a “acompanhar de perto” os desenvolvimentos relacionados com a vacina contra covid-19 de dose única da Johnson & Johnson, informou a Comissão Europeia, confirmando o impacto na vacinação na União Europeia (UE).
“Os desenvolvimentos de hoje com a vacina J&J nos EUA estão a ser acompanhados de perto pela EMA e pelos seus organismos de farmacovigilância, em cooperação com a FDA [agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos] e outros reguladores internacionais”, disse a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides.
Através de uma publicação na rede social Twitter, a responsável confirmou que a administração na UE “foi colocada em pausa pela empresa”, após a própria farmacêutica Johnson & Johnson ter informado que tomou a decisão de atrasar a distribuição para a Europa.
“A segurança da vacina é sempre primordial”, adiantou Stella Kyriakides na mensagem sobre esta polémica, que se junta a outras na UE como atrasos na entrega de vacinas contra a covid-19 por parte da farmacêutica da AstraZeneca e dos efeitos secundários do seu fármaco, também com uma possível ligação a casos de formação de coágulos sanguíneos, ainda que raros.
Actualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE pela Agência Europeia do Medicamento: Pfizer/BioNTech (Comirnaty), Moderna, Vaxzevria (novo nome da vacina da AstraZeneca) e Janseen (grupo Johnson & Johnson, que estará a partir de agora em distribuição).
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.947.319 mortos no mundo, resultantes de mais de 136,5 milhões de casos de infeção, de acordo com o balanço feito pela agência francesa AFP.
O juiz do julgamento do ex-polícia de Derek Chauvin, acusado de assassinar o afro-americano George Floyd, recusou um pedido da defesa para absolver o ex-agente, mantendo os trabalhos do tribunal.
O juiz Peter Cahill determinou a prossecução do julgamento de Derek Chauvin, apesar de os seus advogados de defesa terem alegado que os especialistas e as testemunhas tinham apresentado opiniões conflituantes sobre as causas da morte de George Floyd, no mês de Maio passado, asfixiado quando se encontrava sob escolta policial.
O advogado de defesa Eric Nelson disse ainda que não se tinha conseguido estabelecer se houve o uso de força razoável, na operação policial, ao que os procuradores de acusação responderam dizendo que ficaram visíveis indícios desse uso de força desproporcional por parte de Chauvin.
Os pedidos de absolvição são feitos rotineiramente no meio de um julgamento e geralmente são negados.
Na terça-feira, a defesa do ex-polícia começou a sua fase de alegações, depois de terminada a fase da acusação, e já começaram a ser ouvidos algumas testemunhas, mas ainda não se sabe se Chauvin irá prestar depoimento.
Se o fizer, será certamente confrontado com o vídeo do momento em que deteve George Floyd, mantendo o seu joelho durante mais de nove minutos sobre o pescoço do afro-americano, até que este desfaleceu.
Alguns especialistas dizem que essa pode ser uma excelente oportunidade para o ex-polícia mostrar arrependimento sobre a sua ação e explicar por que foi necessário aquele tipo de procedimento.
Na terça-feira, Eric Nelson levou ao tribunal um especialista que tentou explicar que a ação de Derek Chauvin sobre Floyd foi justificado, atribuindo as culpas à forma como o afro-americano se comportou, não parando de resistir à detenção.
“É muito fácil julgar a conduta de um agente. É muito mais difícil estar no lugar dele, saber o que ele está a sentir, o medo que ele pode estar a ter”, disse o especialista, em favor do comportamento de Chauvin, que considerou adequado.
Contudo, outros peritos e veteranos da polícia de Minneapolis, incluindo o próprio chefe de departamento, testemunharam que o joelho de Chauvin no pescoço de Floyd por cerca de nove minutos foi excessivo e contrário ao seu treino.
Especialistas médicos testemunharam que Floyd morreu por falta de oxigénio, já que a sua respiração foi cortada quando o polícia o agarrou, com as mãos algemadas atrás das costas e o rosto colado ao chão.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Mobilização Comunitária do projecto BMZ. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Género, Juventude e Dinâmica Social. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Sénior de Avaliação de Programa. Saiba mais.
A BVI Engenheiros Consultores Moçambique Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Estagiária em Engenharia Civil/ Arquitectura. Saiba mais.
Lamarana Bari, de quatro anos e com 39 kg, corre risco de vida se não for tratada contra a obesidade, mas estava sorridente quando saiu de mais uma consulta em Bissau.
A mãe, Raianatu Bari, e Adama Baldé, ativista social da organização Mulher Não É Tambor, disseram à Lusa que os médicos guineenses e cubanos que têm observado a criança desde Gabu, onde a família vive, e agora Bissau, para onde foi transferida, não escondem a preocupação.
“A criança corre risco de vida”, disse Adama Baldé, citando o veredicto médico.
Adama insistiu que a mãe, grávida, mudasse de Gabu para a capital Bissau, depois de ouvir dos médicos que Lamarana padece, entre outras doenças, de obesidade e má formação congénita que só pode ser tratada fora da Guiné-Bissau.
Citando sempre a recomendação médica, Adama Baldé disse à Lusa que a criança, primeiro tem de ser observada por um endocrinologista – que não existe na Guiné-Bissau – e só depois vista por outros especialistas.
Mas, em mais uma consulta de rotina realizada na terça-feira em Bissau, Adama não escondeu a tristeza com que ficou após ouvir as explicações da médica que atendeu a sempre sorridente Lamarana.
“O caso é tarde, mesmo que a criança venha a ser tratada corre risco de ficar com sequelas para o resto da vida, mas é possível ainda uma intervenção. Cuba, Espanha e Portugal podiam tratar a criança”, observou Baldé, citando a observação da médica cubana.
Há quatro anos que a mãe da Lamarana Bari tem andado de hospital em hospital entre Gabu e Bissau, na Guiné-Bissau, e entre Kindia e Conacri, na vizinha Guiné-Conacri, de onde são originários os pais.
Quase em lágrimas, a mãe de Lamarana disse à Lusa que começa a ficar cansada de não encontrar uma solução para a filha.
Raianatu Bari não sabe explicar o que a criança tem em concreto, só sabe que com quatro anos não anda, está sempre com fome e a engordar, ainda que vários médicos lhe tenham dito sempre “ser normal” a situação da filha.
Raianatu nunca aceitou aquele diagnóstico. Disse que está preocupada e que até a cadeira ortopédica que lhe foi oferecida por uma ONG espanhola há cinco meses já começa a ficar apertada para a criança, acrescentado que ficou assustada com a resposta da última consulta em Bissau.
“A médica cubana disse-nos que temos de encontrar um especialista para analisar a criança, mas esse especialista não existe na Guiné-Bissau”, afirmou Raianatu Bari.
“Agora não temos como encontrar esse especialista, por isso lanço o meu apelo às pessoas de boa vontade para que ajudem com esta minha filha, porque já andei muito com ela a pedir socorro. Já estou cansada. Ela cresce a cada dia. Não consigo carregar nas costas, não anda, não fala”, afirmou.
Adama Baldé conseguiu descobrir que a criança já tem um processo de Junta Médica formalizado para que possa seguir para Portugal, mas que este parou devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Em nome da organização Mulher Não É Tambor, que luta contra a violência doméstica, Adama promete “mover céu e terra” para ajudar Lamarana a ir para Portugal, onde, disse, “de certeza vai continuar a ser uma criança feliz”.
A Companhia aérea Air France anunciou, o aumento das suas operações no continente africano com uma rota para Maputo, a partir de 20 de Junho próximo. O voo para Maputo é continuação do voo de Joanesburgo, com partida em Paris-Charles de Gaulle.
O director geral da Air France-KLM para a África Austral, Wouter Vermeulen, afirma que a continua fortemente empenhada em África como um activo estratégico na sua rede global.
“A Air France está muito satisfeita por anunciar que irá aumentar novamente os voos para Joanesburgo e iremos adicionar Maputo à nossa rede a partir de Junho. Nos últimos anos, Moçambique emergiu como um destino de negócios importante, devido às suas ricas reservas naturais de energia. Iremos ligar Maputo às principais cidades na Europa e no resto do mundo, graças à nossa extensa rede global”, diz Vermeulen.
A nota emitida pela operadora aérea refere que o apoio do crescimento do sector energético e o turismo são um activo importante de Moçambique que a Air France deve aproveitar como novas oportunidades de negócios e expansão no meio de uma pandemia e, desta forma, continuar a ligar os cidadãos de África ao resto do mundo.”
A rota de Joanesburgo e Maputo é operada com um avião Boeing 777-300ER equipado com cabines remodeladas com voos as ter.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) vai interromper as descargas de água até ao final deste mês, depois de ter aberto as comportas em Janeiro, devido às cheias que atingiram o rio Zambeze.
“Até final de Abril, prevemos fechar todos os descarregadores”, disse o administrador de Sistemas Hidrológicos e Infraestruturas da HCB, Nelson Trindade.
“Neste momento, nós estamos num período de decréscimo das afluências de água, depois de termos atingido um pico de oito mil metros cúbicos por segundo de encaixe, um encaixe extremamente grande”, enfatizou.
Nelson Trindade assinalou que a água que a HCB libertou para as áreas ribeiras do Zambeze não foi a única causa das inundações registadas na presente época chuvosa na zona, observando que se registaram cheias nos vários cursos que atravessam a região.
“Apesar de um grande volume de afluência a montante, podemos considerar que a HCB fez descargas de forma criteriosa, o nível de afluência não era suficiente para criar grande inundações a jusante”, observou.
A subida do volume de água escoada para a HCB não afectou a produção de energia eléctrica na empresa, que projecta aumentar a geração de energia para 15.766 gigawatts este ano face aos 14 mil gigawatts alcançados em 2020.
Moçambique está na fase final da época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de Outubro e Abril, com tempestades oriundas do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.
Um guarda morreu carbonizado num armazém de diversos produtos, depois que um incêndio deflagrou, no bairro residencial de Namutequelíua, na cidade de Nampula.
Ainda são desconhecidas as causas do incêndio, porém testemunhas no local contaram que, o fogo teria sido provocado por um curto-circuito dentro do armazém, e na tentativa de o guarda retirar alguns produtos incluindo os seus documentos pessoais, não terá conseguido sair pela porta principal da qual entrara, por esta ter-se fechado completamente.
Uma equipa da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), fez-se ao local do sinistro e para evitar o pior cortou o fornecimento da energia em toda a zona.
O Governo precisa de um total de sete mil milhões de meticais para o plano de gestão dos deslocados devido aos ataques terroristas em Cabo Delgado, anunciou o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD).
O valor vai servir para melhorar as condições de alimentação, abrigo e educação, bem como relançar o sector privado e incentivar pequenas actividades para geração de rendimento nas populações deslocadas, disse Luísa Meque, directora geral do INGD, durante uma reunião com quadros do Governo e parceiros em Pemba, capital provincial de Cabo Delgado.
Segundo a fonte, até ao momento, as autoridades têm assegurado cerca de 600 milhões de meticais para a implementação do plano, que integra várias acções estratégicas para assistência das populações afectadas.
A cidade de Pemba, a capital de Cabo Delgado, tem sido o principal destino das populações que fogem dos ataques armados que começaram em 2017 em distritos mais a norte da província, albergando actualmente quase o dobro da sua capacidade.
Mais três doentes da Covid-19 morreram, nos centros de tratamento da doença da cidade de Maputo, o que eleva o total para 794 óbitos. Trata-se de três homens, de 31, 70 e 83 anos de idade.
O comunicado emitido pelo Ministério da Saúde (MISAU) reporta mais 500 indivíduos recuperados da infecção pelo novo coronavírus, o que eleva para 59.901 pessoas curadas e 8.171 casos ainda activos.
As autoridades da saúde indicam que, nas últimas 24 horas, registou-se mais três internamentos, nove altas médicas e 45 pacientes continuam acamados naquelas unidades sanitárias.
Entretanto, desde o início da pandemia, 498.247 casos suspeitos foram testados, deste 68.871 acusaram positivo.
Zinédine Zidane foi oficialmente apresentado esta terça-feira como o novo seleccionador da selecção francesa de futebol. Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol...
A Procuradoria-Geral da República de Moçambique decidiu abrir um processo criminal para investigar o funcionamento de diversas plataformas digitais de microcrédito que operam no...